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Covid-19 pode provocar queda de cabelo e tricologista esclarece dúvidas sobre problema

A covid-19 pode deixar uma série de sequelas na vida das pessoas. Um dos efeitos, considerado secundário, é a queda de cabelo, situação que deixa tanto mulheres quanto homens apavorados. A dermatologista e tricologista do Hapvida em João Pessoa, Marcela Vidal, explica as causas deste problema e afirma que não é uma queda permanente. “A queda de cabelo em decorrência da covid-19 é devido ao ambiente inflamatório causado pelo vírus. Isso provoca uma perturbação no ciclo de vida do cabelo e ele sai da fase de crescimento para fase de repouso. A intensidade pode depender da gravidade da infecção que o paciente apresentou”, explica.

A especialista ressalta ainda que normalmente é uma queda difusa, ou seja, é espalhada e sem a formação de placas de falhas, em que o paciente pode perceber uma perda de volume capilar que, de forma geral, pode durar em média três meses. Marcela reforça que essa queda capilar em decorrência da covid-19 não traz malefícios para vida de quem manifesta esse processo. “Não é uma queda que ocasiona calvície. Se o paciente não tem calvície provavelmente recuperará o volume original em seis meses”, esclarece.

A tricologista lembra que, geralmente, a queda se manifesta três meses após a infecção por covid-19, já que este é o tempo médio de duração do repouso do folículo e a fase final desse período de repouso é quando a haste cai.

Marcela Vidal afirma que não há tratamento específico para impedir que a queda ocorra. “De forma geral a saúde do fio dependerá da saúde do indivíduo: hábitos saudáveis e correção de deficiências nutricionais ou tratamento de doenças crônicas que o paciente apresente. Vitaminas não fazem o cabelo parar de cair, mas podem ajudar fornecendo matéria prima para o novo fio que nascerá”, finaliza.

 

Assessoria de Imprensa

 

 

Médica veterinária esclarece dúvidas sobre coronavírus e os cuidados com os pets

A pandemia de coronavírus tem preocupado o mundo todo e gerado muitas ações no combate ao avanço da doença. Lavar as mãos, utilizar álcool em gel, redobrar a higiene são as medidas mais recomendadas. Mas e os pets? Podem contrair o coronavírus? A médica veterinária e coordenadora do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário de João Pessoa (Unipê), Meire Silva, deu algumas dicas de como cuidar dos animais nesse período de pandemia.

Os animais vivem em um ambiente muito mais sujo que os seres humanos. Por conta disso, os donos temem que a doença possa ser contraída dentro de casa. Em conversa com a imprensa a média esclarece algumas dúvidas. Segundo ela, os animais domésticos não são transmissores do vírus. A especialista destacou que a Organização Mundial da Saúde (OMS) está monitorando pesquisas sobre a relação entre animais de estimação com o novo coronavírus.

“Há registro de um cachorro com um nível fraco de infecção em Hong Kong, na Ásia, mas o órgão diz que, até o momento, não há evidência significativa de que pets possam ou não ficar doentes ou transmitir o vírus”, disse Meire Silva.

Os animais podem contrair o coronavírus?

Segundo o veterinários, eles podem contrair, mas não o que causa a Covid-19, o qual sofreu uma mutação genética e acomete os humanos. O coronavírus nos animais age de forma diferente.

“O coronavírus do cão é diferente do novo coronavírus e não é transmissível aos humanos. Esse coronavírus do cão causa exclusivamente uma diarreia, que dura de 3 a 5 dias, e se resolve espontaneamente na maioria dos casos.”

Posso passear com o animal na rua?

Os passeios devem ser evitados, pois há risco do vírus se alojar na pelagem do animal e transmitir aos seres humanos, segundo o veterinário. “Caso o animal saia de casa, estimulamos que os tutores façam banhos regulares em seus animais como forma de descontaminação”, diz.

Estou em quarentena e meu animal faz as necessidades na rua. Como devo agir?

“Embora muitos animais já ficam a maior parte do tempo em ambientes internos antes da pandemia, outros têm a necessidade de sair para fazer nas necessidades. Em caso do dono estar de quarentena, recomendamos que os tutores providenciem uma área de abrigo com colchonetes ou cobertores e disponibilizar água e ração para o pet como de costume.”

 

pbagora

 

 

Mais da metade das grávidas do Nordeste têm dúvidas sobre mitos da amamentação

Pesquisa aplicada pelo IBOPE Conecta, a pedido de Pfizer e Nestlé, mostra que 61% das gestantes do Nordeste[1] têm dúvidas sobre a influência de mitos, como o consumo de canjica, na produção do leite materno

Não é à toa que as gestantes ficam tão preocupadas com a produção do leite: o alimento é principal fonte de nutrientes para os bebês até os 6 meses de idade, além de atuar na prevenção de doenças nos recém-nascidos. Em meio a tanta informação, o aleitamento materno pode gerar dúvidas nas mães, levando-as a crer, muitas vezes, em falsas estratégias para aumentar a quantidade de leite produzido.

A pesquisa “Como vai a alimentação das gestantes brasileiras? A mãe moderna e o desafio da nutrição equilibrada”, conduzida pelo IBOPE Conecta, a pedido de Pfizer e Nestlé, para entender os hábitos alimentares e nutricionais das gestantes do País, mostra que mais da metade das grávidas entrevistadas no Nordeste acredita ou não sabe que algumas crenças populares sobre o aleitamento materno são falsas. Entre as gestantes consultadas na região, 61% acreditam ou não sabem se comer canjica aumenta a quantidade do leite.
Já 45,7% acreditam ou se questionam sobre a influência da cerveja preta na amamentação.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), não há evidências científicas que comprovem que determinados alimentos aumentem a produção de leite[2]. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda, ainda, que o consumo de bebidas alcoólicas seja suspenso durante a gravidez, a fim de prevenir o parto prematuro e a síndrome fetal[3]. A SBP reforça também que, para a manter a saúde de mãe e bebê durante a gravidez, é essencial manter uma alimentação saudável[4], já que há um aumento do gasto de energia para a produção do leite e um incremento na intensidade da atividade fisiológica e necessidades nutricionais para o desenvolvimento da criança.

No Nordeste, 88% das grávidas entrevistadas desconhecem a importância da suplementação vitamínica para suprir as necessidades do corpo durante a gestação, 5 pontos acima da média nacional (83%).
A OMS recomenda que as grávidas adotem a suplementação diária de ácido fólico e de ferro[5]. O primeiro atua no desenvolvimento placentário[6] e na formação do tubo neural do bebê[7], prevenindo possíveis malformações, como coluna aberta e anencefalia[8]. Já o ferro contribui para a produção de hemoglobinas e proteínas responsáveis pelo suprimento de oxigênio do organismo[9], além de auxiliar na prevenção da anemia na mãe e no bebê. A demanda pelo mineral crescerá cinco vezes do início ao fim da gestação[10].

Larissa Ribeiro

 

Oito principais dúvidas do uso do protetor solar

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), 70% das radiações que irão causar câncer de pele foram recebidas na infância; por isso, recomenda-se que somente leve a criança à praia após os 12 meses de vida.

Pediatra Loretta Campos dá uma série de dicas aos pais sobre os riscos de exposição ao sol inadequada em bebês e crianças“As férias estão chegando e junto vem o verão, é necessário conhecer sobre as principais dúvidas do uso do protetor solar”.

1 – A partir de que idade posso usar protetor solar?

A partir dos 6 meses de idade. Antes a pele do bebê é muito sensível sendo o uso mais seguro após essa idade.

2 – Qual o fator do protetor solar que devo comprar?

Em média, o fator 30 é suficiente, mas nada impede que você use um fator de proteção mais forte. Importante avaliar se a pele da criança é seca ou oleosa, para a escolha adequada do protetor solar.

3 – Qual é a quantidade que deve ser aplicada nos pequenos?

Sempre o suficiente para cobrir uma camada por todo o corpo. Três colheres de chá cheias para um bebê de 6 meses são recomendadas.

4 – O protetor solar deve ser usado antes ou depois do repelente?

Sempre antes! O repelente é por último.

5 – De quanto em quanto tempo devo reaplicar o protetor?

Se a criança estiver em contato direto com o sol, o protetor deve ser reaplicado a cada 2hs. Lembrar de reaplicar todas as vezes que entrar em contato com a água.

6 – O protetor solar deve ser usado diariamente pelas crianças? Sim. Todas as vezes que a criança for sair de casa deve ser aplicado o protetor, de preferência 30 minutos antes do passeio. Isso evita o câncer de pele e o envelhecimento precoce. É importante lembrar que pouco tempo de exposição solar faz bem para a produção de vitamina D.

7 – Quais são os outros cuidados que protegem a criança do sol? Além do uso do protetor, usar roupas leves e de algodão que ajudam a filtrar o sol. Manter as crianças hidratadas e usar águas termais na praia e na piscina.

8 – Como saber se a criança é alérgica ao filtro solar? Fazer o teste por 3 dias na parte interna do antebraço para avaliar se terá alergia ou não.

Dra. Loretta Campos

Pediatra pela Universidade de São Paulo (USP), Consultora Internacional em Aleitamento Materno (IBCLC), Consultora do sono, Educadora Parental pela Discipline Positive Association e membro das Sociedades Goiana e Brasileira de Pediatria. A médica aborda temas sobre aleitamento materno com ênfase na área comportamental da criança e parentalidade positiva.

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Ginecologista fala sobre as cinco principais dúvidas sobre esse tema

O parto humanizado ou humanização do parto trata-se de um direito garantido por lei e é considerado um processo no qual todas as atenções são voltadas às necessidades da gestante. Segundo o ginecologista e obstetra, Alberto Guimarães, defensor do parto humanizado, é a mulher quem tem o controle da situação e as suas decisões devem ser respeitadas e levadas em consideração para tornar o momento do parto em uma experiência única, saudável, instintiva, entendendo esta ação como um ato fisiológico e natural do ser humano.

O parto humanizado oferece inúmeros benefícios como: apoio emocional, maior percepção do momento do parto, recuperação mais rápida, uma vez que não é necessário realizar cortes e nem aplicar anestesia. Além disso, a interação entre mãe e filho é imediata, haja vista que a amamentação ocorre no local onde o nascimento aconteceu.

1.       O que é um parto humanizado?

O parto humanizado é aquele em que o evento maior que é de se parir, é realizado pela mulher. A mulher colocada como protagonista deste evento, uma pessoa que tem e teve seu desejo respeitado, teve suas necessidades atendidas. Tais quais, principalmente, a ideia de acompanhante por ela escolhida, um ambiente acolhedor, pouca luz, pouca gente circulando nesse meio, possibilidade dela ingerir alimentos se ela desejar, de caminhar durante o trabalho de parto, de ter uma ajuda, a colaboração da doula com massagens para diminuir o desconforto e dar apoio. Então o parto normal humanizado é o parto em que o protagonismo é da mulher, como nós costumamos defender, dizendo que o parto é um evento feminino e tem que ser respeitado como tal.

2.       Uma cesárea também pode ser humanizada?

Claro que quando nós falamos no parto humanizado, a maioria das pessoas imaginam que seja um parto natural/normal e, na verdade uma cesariana com indicação obstétrica, também pode nesse ato ser incorporados práticas onde respeita a passagem do neném para ser feito o contato pele a pele ou o corte tardio do cordão, isso não precisa abrir mão pelo fato de ser uma cesárea, esses aspectos que vão fazer diferença depois desse nascimento na vida do bebê e da mãe.

3.       Porque as taxas de cesárea são tão altas no Brasil?

O Brasil sem dúvida é um campeão mundial de cesáreas, esse tema é complexo. A percepção porque chegamos nesse ponto, sem dúvidas existem aspectos que diz respeito a parte médica, ao sistema de saúde vigente no Brasil, diz respeito a remuneração, ao estímulo e a mudança da questão do parto que era no primeiro momento num tipo de estrutura domiciliar. Essa ida para a parte hospitalar, atuação de especialista, medicalização do parto na questão da anestesia, antibióticos, a sinalização de que a segurança viria com a questão hospitalar e a participação médica, é um dos fatores que acabou carreando pra essa quantidade de cesáreas que observamos hoje.

Ouve um momento que a mulher ia simplesmente para uma cesárea eletiva, ela começou imaginar que isso seria uma situação privilegiada que o dinheiro estaria resolvendo o principal medo do parto que é relacionado a dor. Então a ilusão de que seria mais seguro  na questão hospitalar, estaria usando recursos mais avançados e fazendo uso da questão financeira pra ter um parto entre aspas em condições mais favoráveis que o parto normal, foi também um responsável por essa distorção. Onde se imaginava “ah eu posso, vou lá e faço e uma cesárea. Quem não pode, espera o tempo que for pra nascer”.

E sem dúvida, acreditar no parto cirúrgico, no parto agendado como melhor, é uma distorção, pode até entender que seja mais tranquilo no sentido de previsível, mas não é mais seguro, é o que mostram os estudos.

4.       As mulheres têm medo do parto?

Em nossa cultura, realmente o parto é percebido como uma experiência que leva muito ao medo, remete a dor, remete a um desafio quase instransponível. Daí na questão da criação desse programa Parto Sem Medo, nós tínhamos uma clareza de que ajudar a mulher a enfrentar essa questão do medo, ela perceber a fisiologia do parto, como ele acontece, quais as modificações que acontecem, como é que funciona a questão das contrações, do corpo, que ajuda ela pode ter desde o pré-natal, quais preparos pode ter nesse sentido e que suporte terá por ocasião do parto. Acredito que isso, faz a diferença, porque muitas mulheres de posse desse conhecimento e desse resgate, da coragem, realmente estão se colocando no que nós chamamos de protagonismo. As mulheres que passaram por essa experiência que é desafiadora sim, mas ao receber seu neném no colo ainda cheio de secreção, de sangue, a criança externa, ela traz a vibração que aquela experiência foi marcante e aquela experiência valeu a pena e muitas dizem imediatamente pós-parto que fariam tudo de novo. Então isso nos encoraja em falar e a fazer a diferença na assistência de parto e ajudar a mulher a resgatar essa força que é dela.

5.       Como podemos tranquilizá-la e deixá-la ser a protagonista desse momento tão especial?

A mulher poder compartilhar com a equipe de saúde seu desejo na questão do parto, sentir que esse desejo vai ser respeitado. Discutir claramente as condições para esse nascimento e ficando claro nesse contrato, que pode ser verbal, de que as cesáreas existem sim, podem e devem ser usadas no caso de indicações precisas. Uma cesárea bem indicada se for preciso, vai ser realizada. Então, se a mulher sabe que a experiência do parto é assistida, que está sendo acompanhada e estando tudo bem com ela, se houver alguma situação realmente que leve a complicações para o bebe e para sí, obvio que a equipe de saúde tem que estar ali de maneira verdadeira, assistindo sem fazer nada sem for necessário e fazer tudo que precisar ser feito caso tenha indicação desse atendimento. Quando fica clara a comunicação entre o que a mulher, o casal grávido estão procurando, o que estão desejando e que possibilidade aquela equipe de saúde tem em relação a multiprofissional com participação do obstetra, da doula, da obstetrícia. Enfim, essa conversa fica mais fácil e nós vamos perceber que o médico e a equipe de saúde busca é tão grande quanto essa mulher busca e achar um desfecho positivo: neném bem, mãe bem e de preferência alta breve, isso é o que desejamos.

Alberto Guimarães

Formado pela Faculdade de Medicina de Teresópolis (RJ) e mestre pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP), o médico atualmente encabeça a difusão do “Parto Sem Medo”, novo modelo de assistência à parturiente que realça o parto natural como um evento de máxima feminilidade, onde a mulher e o bebê devem ser os protagonistas. Atuou no cargo de gerente médico para humanização do parto e nascimento do Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim, CEJAM, em maternidades municipais de São Paulo e na Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo

Assessoria de Comunicação

 

 

Calvície feminina- esclareça todas as dúvidas!

Thiago Bianco explica as diversas causas da queda de cabelos em mulheres e como funciona o transplante capilar feminino 

Ao contrário do que pensamos, o transplante capilar não é restrito aos homens e tem atraído a cada dia mais mulheres. O expert no tema, Dr. Thiago Bianco, explica que não só em casos de pós-menopausa, como também as jovens estão a procura desse tipo de restauração. A calvície ou falha capilar em mulheres é um tema ainda mais preocupante, pois além da questão estética e pressão social, pode afetar a saúde psicológica.

Bianco pontua que diferente da calvície masculina que é localizada em regiões específicas no couro cabeludo, a feminina é difusa (espalhada). “Toda a área afetada sofre da diminuição da massa capilar, tornando o procedimento mais delicado, porém tão efetivo quanto o transplante em homens, o que irá depender da habilidade do cirurgião”, diz.

O médico ainda reforça sobre algumas complicações no organismo feminino relacionadas a queda dos cabelos. Como:

·         Diminuição da ferritina (proteína localizada na região do fígado)

·         Patologias hormonais como doenças da tireoide

·         Dietas muito restritivas

·         Queda capilar pós-gestacional

·         Chapinha e químicas em geral

“Uma vez que houve a perda da massa capilar estabilizamos o quadro de calvície e somente depois aplica-se a restauração cirúrgica nas regiões afetadas”, conclui.

Dr. Thiago Bianco, médico expert em transplantes capilares – considerado um dos pioneiros a realizar a técnica de implante microfolicular guiado por vídeo. Dr. Thiago Bianco foi graduado em Medicina em 2006, e especializou-se em cirurgia geral e trauma, além de direcionar sua carreira para a área de implante capilar. Membro titular da ISHRS (International Society of Hair Restoration Surgery), atualmente realiza um trabalho pioneiro com as técnicas de FUT (Follicular Unit Transplant) e FUE (Follicular Unit Extraction) para o transplante capilar de barba e de sobrancelha. Site: https://www.thiagobianco.com.br

Equipe de Comunicação & Marketing

 

 

Status do WhatsApp: veja as principais dúvidas e polêmicas da atualização

whatsappO WhatsApp atualizou seu aplicativo adicionando o novo recurso de “status”, que permite criar posts com duração de 24 horas, semelhante à função “Stories” do Instagram e ao Snapchat. A novidade foi liberada para usuários brasileiros na última quarta-feira (22) com compatibilidade para fotos, vídeos e GIFs. Porém, o novo recurso disponível para Android e iPhone (iOS) tem criado muita polêmica entre os usuários que achavam mais prático o visual e a lista de contatos da antiga versão.

Além disso, há comentários de internautas sobre a repetição exagerada do mesmo recurso em diferentes redes sociais. Depois de tanta inquietação, muitas dúvidas apareceram, sobre como encontrar seus contatos no mensageiro, se há a possibilidade de reverter a atualização e até questões de privacidade. Veja, abaixo, dicas sobre o novo status do WhatsApp e respostas para todas essas questões.

1) Tem como voltar para a versão antiga?

Oficialmente, o WhatsApp não tem uma ferramenta de downgrade, ou seja, para retornar à versão mais antiga do mensageiro no celular com Android ou no iPhone (iOS). Em testes feitos com APK, o WhatsApp indicou que a versão instalada já era obsoleta, sendo possível adicionar apenas o app que já tenha a interface alterada com o novo status. Além disso, não é recomendado o uso de APKs que não sejam oficiais do WhatsApp, já que esses arquivos podem ocultar vírus ou danificar seu smartphone.

Quem ainda não atualizou o WhatsApp, seja por falta de espaço ou tempo, ainda pode acessar o visual antigo com a aba de “Contatos” (Android) ou “Favoritos” (iPhone). No entanto, é importante fazer regularmente o upgrade para a versão mais recente do app, a fim de mantê-lo seguro e ainda ficar por dentro de novidades.

2) Onde estão meus contatos? Como ver os status antigos da aba de favoritos?

A aba de “Contatos” no Android e “Favoritos” no iPhone (iOS) foram trocadas pelo botão do “status” para acessar os posts instantâneos dos seus amigos. Mas não precisa se preocupar: ainda é possível acessar a lista com todas as pessoas do seu mensageiro. Para isso, no Android, há um botão flutuante que dá acesso aos contatos completos, inclusive com opção de busca por nome.

Encontre seus contatos no WhatsApp pelo Android (Foto: Reprodução/Barbara Mannara)Encontre seus contatos no WhatsApp pelo Android (Foto: Reprodução/Barbara Mannara)

No iPhone o usuário também pode encontrar seus contatos de forma simples, só que a interface é um pouco diferente. Para isso é necessário abrir a categoria de “Conversas” e depois pressionar o botão de “Nova Conversa”, no topo direito da tela. Será aberta uma lista com seus contatos frequentes e basta rolar a tela para ver todos seus amigos, por ordem alfabética. Se quiser, faça uma pesquisa por nome na barra de “Buscar”.

Encontre seus contatos no WhatsApp pelo iPhone (Foto: Reprodução/Barbara Mannara)Encontre seus contatos no WhatsApp pelo iPhone (Foto: Reprodução/Barbara Mannara)

3) Privacidade: como funciona?

O WhatsApp se preocupou em oferecer recursos de privacidade para o usuário controlar quem vê seus status. Em “Privacidade do status” é possível escolher se essas postagens ficam disponíveis para todos os contatos, para contatos exceto pessoas determinadas ou somente com amigos específicos.

Configure a privacidade do Status no WhatsApp (Foto: Reprodução/Barbara Mannara)Configure a privacidade do Status no WhatsApp (Foto: Reprodução/Barbara Mannara)

Fique atento: qualquer pessoa que visualize seu status pode tirar prints, e isso pode gerar problemas de privacidade. Vale lembrar que, para aplicar as mudanças, é necessário trocar esse ajuste antes de começar a compartilhar fotos, vídeos ou GIFs. Para completar, você pode silenciar pessoas específicas para remover as postagens de status delas da sua lista principal, deixando essa informação oculta no final da lista.

4) WhatsApp virou cópia do Instagram e Snapchat?

Para começar, vale lembrar que o WhatsApp e o Instagram foram comprados pelo Facebook há algum tempo e, ao que tudo indica, seu dono, Mark Zuckerberg, quer acompanhar a tendência de posts instantâneos ao máximo. O Snapchat foi um dos pioneiros nessa função, com a ideia de se comunicar de forma mais “discreta” com mensagens que se autodestroem em um prazo de tempo. Depois, o Instagram lançou o Stories com a mesma funcionalidade, e muitos usuários o apontaram como uma “cópia”.

Função de Status do WhatsApp é semelhante ao Instagram (Foto: Reprodução/Barbara Mannara)Função de Status do WhatsApp é semelhante ao Instagram (Foto: Reprodução/Barbara Mannara)

Agora, o WhatsApp embarcou nessa “moda”, ganhando a característica de rede social. Você pode responder a um status, encaminhar os seus posts para pessoas e grupos, e mostrar o que está acontecendo no exato momento. As funções estão cada vez mais parecidas? Sim, e isso pode ter decepcionado muitos usuários que esperavam por outras atualizações, como a tão esperada função de “chamar atenção”, presente no extinto MSN Messenger.

5) Gasta muitos dados da minha internet?

O WhatsApp permite ver o quanto o status gasta no uso de rede, e a boa notícia para quem não quer estourar a franquia de 3G/4G é que o recurso não drena sua internet com as fotos. Cada status de imagem recebido ou enviado consome poucos KB e, durante nossos testes, em um total de cinco atualizações de status com fotos foram enviados 166 KB. Com vídeos, isso já muda um pouco, consumindo alguns MB de uso da rede, principalmente ao gravar em alta qualidade, o que gera arquivos mais pesados.

WhatsApp mostra o gasto de rede com o Status (Foto: Reprodução/Barbara Mannnara)WhatsApp mostra o gasto de rede com o Status (Foto: Reprodução/Barbara Mannnara)

Visualizar o status de seus amigos consome menos internet, no entanto é um gasto a mais, além das mensagens tradicionais, que você deve considerar. Para ter maior controle, veja neste tutorial como visualizar o quanto de rede o WhatsApp gasta para cada função no aplicativo.

TechTudo.

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Caixa atende 50,5 mil com dúvidas sobre saques do FGTS inativo na PB

fgts-pis-caixaMais de 50,5 mil pessoas foram atendidas em agências da Caixa Econômica Federal (CEF) na Paraíba para consulta de saque de contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) desde o dia 14 de fevereiro, quando foi anunciado o calendário, até a quarta-feira (22). Conforme informações da assessoria da CEF, um total de 50.562 mil atendimentos foram feitos em agências paraibanas.

Na Paraíba, 163.977 trabalhadores vão poder retirar o dinheiro, segundo levantamento da Caixa Econômica Federal. Ainda de acordo com o banco, em todo o Brasil foram realizados mais de 2 milhões de atendimentos neste período.

No estado, está disponível para saques um saldo total de R$ 149.071.677,08. O pagamento começa no dia 10 de março e segue até 31 de julho. Nesse período, para atender melhor os trabalhadores, as agências do banco estarão abertas nos seguintes sábados: 11 de março, 13 de maio, 17 de junho e 15 de julho. O horário vai das 9h às 15h.

Na Paraíba, a Caixa tem 45 agências, quatro postos de atendimento, 317 casas lotéricas, 174 correspondentes Caixa Aqui e dois postos de autoatendimento. Ao todo, são 350 equipamentos, terminais de Banco 24h e 72 da Rede Compartilhada com o Banco do Brasil.

Medida beneficia 30,2 milhões
De acordo com o governo, são mais de R$ 43 bilhões parados nessas contas e o governo calcula que, desse total, R$ 34 bilhões serão sacados por trabalhadores. Mais da metade dos trabalhadores tem, no máximo, R$ 500 para sacar, segundo o governo. Outros 24% têm saldo entre R$ 500 e R$ 1.500. Os dois grupos representam 80% do total de pessoas com direito a sacar o dinheiro. Os demais têm mais de R$ 1.500 a receber. Cerca de 30,2 milhões de trabalhadores devem ser beneficiados em todo o país.

Tem direito a sacar o dinheiro do FGTS quem tem saldo em uma conta inativa até 31 de dezembro de 2015. Uma conta fica inativa quando deixa de receber depósitos da empresa devido à extinção ou rescisão do contrato de trabalho. O trabalhador deve estar afastado do emprego pelo menos desde o fim de 2015.

Antes, só tinha direito a sacar o FGTS de uma conta inativa quem estivesse desempregado por, no mínimo, três anos ininterruptos. Agora, a pessoa que pediu demissão ou foi demitida por justa causa até 31 de dezembro de 2015 vai poder sacar o saldo que ficou na conta.

Veja as datas para os saques:
Nascidos em janeiro e fevereiro: sacam a partir de 10 março
Nascidos em março, abril, maio: sacam a partir de 10 de abril
Nascidos em junho, julho, agosto: sacam a partir de 12 de maio
Nascidos em setembro, outubro, novembro: sacam a partir de 16 em junho
Nascidos em dezembro: sacam a partir de 14 julho

Consulta pela internet
O trabalhador pode consultar o saldo pelo site da Caixa ou do próprio FGTS e através de aplicativo para smartphones e tablets (com versão para Android, iOS e Windows). É possível ainda fazer um cadastro para receber informações do FGTS por mensagens no celular ou por e-mail.

No aplicativo, é preciso informar o número do NIT e a senha criada para o acesso pela internet. Se ainda não tiver senha, é preciso clicar em “Primeiro Acesso”.

No site da Caixa, é preciso informar o NIS (PIS/Pasep), que pode ser consultado na carteira de trabalho, e usar uma senha cadastrada pelo próprio trabalhador. É possível usar ainda a senha do Cartão Cidadão. A página oferece a opção de recuperar a senha, mas é preciso informar o NIS. O serviço mostra dados cadastrais e lançamentos feitos na conta nos últimos seis meses.

O beneficiário pode ainda consultar seu extrato do FGTS presencialmente no balcão de atendimento de agências da Caixa. Também é possível ir a um posto de atendimento e fazer a consulta utilizando o Cartão Cidadão, desde que tenha em mãos a senha. Em caso de problema com essa senha, o trabalhador precisa comparecer a uma agência da Caixa para regularizá-la.

G1 PB

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Com a mudança na Lei, dúvidas são as principais ferramentas para enganar eleitor no período eleitoral

eleiçõesA Lei nº 13.165/2015, conhecida como Reforma Eleitoral 2015, promoveu importantes alterações nas regras das eleições deste ano ao introduzir mudanças nas Leis n° 9.504/1997 (Lei das Eleições), nº 9.096/1995 (Lei dos Partidos Políticos) e nº 4.737/1965 (Código Eleitoral). Além de mudanças nos prazos para as convenções partidárias, filiação partidária e no tempo de campanha eleitoral, que foi reduzido, está proibido o financiamento eleitoral por pessoas jurídicas. Na prática, isso significa que as campanhas eleitorais deste ano serão financiadas exclusivamente por doações de pessoas físicas e pelos recursos do Fundo Partidário.

Antes da aprovação da reforma, o Supremo Tribunal Federal (STF) já havia decidido pela inconstitucionalidade das doações de empresas a partidos e candidatos.

A prática de usar argumentos falhos para adquirir votos não é novidade em períodos de campanha eleitoral. Alguns candidatos se valem do uso de factóides políticos e midiáticos para ludibriar o eleitor que se detém a escutar apenas um lado da história.

O uso das dúvidas geradas após a Minireforma na Lei eleitoral em 2015 tem deixado alguns candidatos a argumentarem em seus discursos até mesmo o que não está na lei. Assim, dizer em atos públicos que pode ganhar uma eleição cassando seu opositor se faz um dos discursos mais utilizados na atualidade.

Segundo, o Código Eleitoral no Art. 224. “Se a nulidade atingir a mais de metade dos votos do país nas eleições presidenciais, do Estado nas eleições federais e estaduais ou do município nas eleições municipais, julgar-se-ão prejudicadas as demais votações e o Tribunal marcará dia para nova eleição dentro do prazo de 20 (vinte) a 40 (quarenta) dias.”

Então, caso haja necessidade de cassação de algumas das chapas, naturalmente será marcado novas eleições, segue o artigo abaixo na íntegra.

Art. 224. Se a nulidade atingir a mais de metade dos votos do país nas eleições presidenciais, do Estado nas eleições federais e estaduais ou do município nas eleições municipais, julgar-se-ão prejudicadas as demais votações e o Tribunal marcará dia para nova eleição dentro do prazo de 20 (vinte) a 40 (quarenta) dias.

§ 1º Se o Tribunal Regional na área de sua competência, deixar de cumprir o disposto neste artigo, o Procurador Regional levará o fato ao conhecimento do Procurador Geral, que providenciará junto ao Tribunal Superior para que seja marcada imediatamente nova eleição.

§ 2º Ocorrendo qualquer dos casos previstos neste capítulo o Ministério Público promoverá, imediatamente a punição dos culpados.

§ 3o A decisão da Justiça Eleitoral que importe o indeferimento do registro, a cassação do diploma ou a perda do mandato de candidato eleito em pleito majoritário acarreta, após o trânsito em julgado, a realização de novas eleições, independentemente do número de votos anulados. (Incluído pela Lei nº 13.165, de 2015)

§ 4o A eleição a que se refere o § 3o correrá a expensas da Justiça Eleitoral e será: (Incluído pela Lei nº 13.165, de 2015)

– indireta, se a vacância do cargo ocorrer a menos de seis meses do final do mandato; (Incluído pela Lei nº 13.165, de 2015)

II – direta, nos demais casos. (Incluído pela Lei nº 13.165, de 2015)”

Por Raíssa Fernandes

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Decisão do STF sobre impeachment não gera dúvidas, diz Lewandowski

Créditos: Antônio Cruz/Agência Brasil
Créditos: Antônio Cruz/Agência Brasil

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, disse nesta quarta-feira (23) ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em audiência aberta, que, na opinião dele, a decisão da Corte que definiu o rito do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff não deixa “margem” para dúvidas.

Na semana passada, o plenário do Supremo barrou o rito de impeachment definido por Eduardo Cunha. Nas duas sessões nas quais trataram do assunto, os ministros decidiram, entre outros pontos, anular a eleição, em votação secreta, de chapa alternativa, formada por deputados da oposição e dissidentes da base; e dar mais poder ao Senado, sob o entendimento de que a Casa não precisa seguir eventual decisão da Câmara de dar sequência ao processo de impeachment.

Na reunião aberta que teve com Cunha no gabinete da presidência do STF, Lewandowski também afirmou que, se a Câmara apresentar recurso antes da publicação do acórdão (resumo das decisões tomadas no julgamento), poderá ser recusado, de antemão, por ter sido protocolado antes do prazo.

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A audiência durou cerca de 25 minutos e foi bastante formal. Também participaram da reunião os deputados Alessandro Molon (Rede-RJ), Sóstenes Cavalcante (PSD-RJ) e Jovair Arantes (PTB-GO). Lewandowski foi quem mais falou, mas sempre para deixar claro que não poderia dar “consultoria informal” sobre a decisão do STF e para pontuar que não há espaço para dúvidas.

O presidente da Câmara solicitou a audiência a Lewandowski para pedir rapidez na publicação do acórdão e para apresentar dúvidas que ele alega terem surgido na casa legislativa em torno da decisão do tribunal sobre o rito do impeachment. O peemedebista também aproveitou o encontro para anunciar que entrará com embargos de declaração, que são recursos destinados a esclarecer pontos considerados contraditórios ou inconsistentes em um julgamento.

Em meio ao encontro, o magistrado disse não enxergar espaço para questionamentos e não quis responder perguntas específicas sobre os efeitos da decisão do impeachment.

“Tenho voto do ministro Roberto Barroso e a maioria seguiu o voto de Barroso, fizeram questão de acompanhar. A meu ver, não há margem de dúvida pela minudência como foi decidido. Claro que vou fazer o possível para pautar o mais rapidamente possível qualquer eventual embargo interposto”, afirmou Lewandowski.

O ministro ressaltou ainda que não pode modificar os prazos previstos na legislação e no regimento para a publicação do acórdão e destacou que cada ministro precisa liberar o próprio voto dado no julgamento para a elaboração do resumo que será publicado no “Diário de Justiça”. Cunha quer rapidez na publicação do acórdão, para poder contestar com os embargos de declaração a decisão do Supremo.

Conforme Lewandowski, o STF tem 60 dias para publicar o acórdão após o julgamento e esse prazo fica suspenso durante o recesso, que termina em fevereiro. O prazo terminará, portanto, em 19 de fevereiro, conforme o ministro.

“A sessão tem que montar, organizar esse material todo, e publicar a ementa. A partir disso, também pelo regimento, o senhor teria cinco dias para interpor os embargos. Não podemos antecipar alguma dúvida, não podemos responder em tese, hipoteticamente, dúvidas acerca do acórdão”, disse o presidente do STF, que ainda sugeriu que Cunha procure os ministros individualmente se quiser a liberação dos votos antes do prazo.

Audiência aberta
A reunião entre Ricardo Lewandowski e Eduardo Cunha foi aberta à imprensa por determinação do presidente do STF (no vídeo acima, veja imagens do presidente da Câmara chegando ao prédio do STF).

O G1 apurou que, inicialmente, Eduardo Cunha não queria que a reunião fosse aberta, mas o presidente do Supremo insistiu que os jornalistas acompanhassem a audiência. Lewandowski explicou que reuniões administrativas dos ministros são abertas à imprensa e disse que já havia uma expectativa de que os repórteres tivessem acesso ao gabinete durante o encontro.

Apesar da justificativa do presidente do STF de que seria praxe realizar audiências abertas no tribunal, a abertura de reuniões para a imprensa é exceção, costumando ocorrer somente durante reuniões administrativas da Corte.

Encontros de ministros do Supremo com autoridades de outros poderes tradicionalmente são reservados. A atitude de Lewandowski nesta quarta-feira foi interpretada tanto na Câmara quanto no tribunal como uma demonstração de desconfiança do magistrado em relação aos reais objetivos de Eduardo Cunha, que é alvo de denúncia na Lava Jato e terá seu futuro como presidente da casa legislativa decidido pelos ministros do STF no ano que vem, após o recesso do Judiciário.

Embargos de declaração

Na audiência, Eduardo Cunha indagou ao presidente da Suprema Corte se poderia apresentar os embargos antes da publicação do acórdão. Ao responder, Lewandowski disse que seria um “exercício de futurologia”.

“Quem entrar [com embargos de declaração] antes da publicação [do acórdão] estaria fazendo exercício de futurologia. Entrar com embargos antes do acórdão não está pacificado. Pode ser considerado intempestivo. Mas os senhores fiquem a vontade, estamos aqui para analisar”, disse o presidente do Supremo.

Paralisia da Câmara
O presidente da Câmara dos Deputados insistiu durante a reunião no STF que as “dúvidas” geradas pela decisão dos ministros do tribunal podem “paralisar” a casa legislativa. Cunha afirmou que o entendimento de que a votação da comissão especial do impeachment tem que ser secreta poderá ser aplicado na eleição de comissões temáticas, que sempre foram por voto fechado.

O peemedebista disse a Lewandowski que é preciso “esclarecer” se há essa obrigatoriedade de voto aberto o quanto antes, para que as comissões da Câmara funcionem após o recesso.

“Tem uma série de repercussões que vai impactar. Têm muitas dúvidas que precisam ser dirimidas”, observou Cunha ao magistrado.

Neste momento da reunião, Ricardo Lewandowski voltou a dizer que, na avaliação dele, não há motivo para esse questionamento por parte dos deputados federais.
Para o presidente do STF, a decisão da Corte sobre o rito do impeachment se restringe à comissão especial que será criada para analisar o tema. “Eu tenho certeza que o voto do ministro Barroso se refere à comissão do impeachment, não a outras”, enfatizou.

“Uma vez liberados os votos, publicarei o acórdão o mais rápido. Não haveria intenção da minha parte de postergar matéria tão importante quanto essa”, complementou Lewandowski, encerrando a conversa com o presidente da Câmara com um desejo de “feliz Natal”.

Apesar da fala de Lewandowski, Cunha afirmou à imprensa, após a reunião, que vai insistir em apresentar o recurso antes da publicação do acórdão, em 1º de fevereiro.

“Não é pacífico o entendimento, mas há uma parte entende que é cabível [apresentar os embargos antes]. Vamos entrar com os embargos até mesmo antes da publicação do acórdão. Não é para sair contente nem triste [da reunião com Lewandowski]. É para mostrar a importância da celeridade”, declarou o pemeedebista.

G1