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Flamengo joga mal, mas vence o Dragão e avança na Copa do Brasil

Foto: CELIO MESSIAS / LANCE!

O Flamengo jogou mal e chegou a passar sufoco, mas avançou na Copa do Brasil. Na noite desta quarta-feira, o Rubro-Negro carioca venceu o Atlético-GO por 2 a 1, no Serra Dourada, em Goiânia, e garantiu a passagem para as quartas de final do torneio nacional. Guerrero e Matheus Savio balançaram a rede pelo time carioca.

O técnico Zé Ricardo foi chamado de burro pela torcida por não colocar o garoto Vinicius Júnior em campo. Além disso, a atuação ruim da equipe ajudou a alimentar a impaciência da torcida.

PRIMEIRO TEMPO

Apoiado pela sua torcida, que compareceu em bom número mesmo fora de casa, o Flamengo abriu o placar aos 12 minutos com Guerrero. O peruano aproveitou assistência de cabeça de Rodinei e fuzilou para a rede praticamente da pequena área.

O lance demonstrou a fragilidade defensiva dos donos da casa. No entanto, o Atlético-GO buscou forças para reagir. Everaldo incomodou os visitantes em dois lances e num deles acertou a trave em finalização já dentro da área. Aos 27 minutos, Jorginho, de cabeça, empatou após disputa de bola numa cobrança de lateral, num grande vacilo da defesa do Flamengo.

O gol do Dragão desorientou o time de Zé Ricardo. Com erros na saída de bola e dificuldade para se impor, o Fla ainda sofreu pressão nos minutos finais do primeiro tempo e teve que se segurar para não sofrer a virada antes do intervalo.

SEGUNDO TEMPO

O segundo tempo começou quente, com muita velocidade. O Atlético-GO deu dois chutes perigosos nos minutos iniciais. Num deles, Rafael Vaz cometeu um vacilo que quase comprometeu o Flamengo. Ansiosa, a torcida do time carioca passou a gritar por “Vinicius”. A equipe de Zé Ricardo respondeu numa boa cabeçada de Réver.

Com o jogo aberto, houve o tradicional “lá e cá”, porém com o Atlético-GO mais perigoso. Roger e Junior Viçosa tiveram boas oportunidades. O Flamengo quase ampliou com Renê, aos 23 minutos. Ele recebeu bom passe de Guerrero e chutou forte, mas Felipe fez linda defesa e a bola ainda bateu no travessão.

O jogo ficou cada vez mais tenso com o passar do tempo. Zé Ricardo ouviu gritos de “burro” ao lançar Matheus Savio quando a torcida queria Vinicius Junior. Curiosamente, o garoto resolveu pouco pouco depois de entrar no jogo. Assim como na partida contra o Atlético-MG, ele cruzou para a área e a bola morreu no fundo da rede. Marcão tentou cortar a jogada e atrapalhou o goleiro Felipe.

Com o jogo resolvido, o Flamengo administrou a vantagem e respirou fundo. Foi só um susto.

FICHA TÉCNICA:

ATLÉTICO-GO 1 X 2 FLAMENGO

Data/hora: 24/5/17, às 21h45
Local: Serra Dourada, Goiânia (GO)
Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza (SP)
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho (Fifa-SP) e Danilo Simon (Fifa-SP)
Cartões amarelos: Marcão, Luiz Fernando, Roger Carvalho (ATL), Pará, Guerrero (FLA)
Público e renda:
Gols: Guerrero, 12’/1°T (0-1); Jorginho, 27’/1°T (1-1); Matheus Savio, 34’/2°T (1-2)

ATLÉTICO-GO: Felipe, Jonathan (Eduardo Diniz, 10’/1°T), Ricardo Silva, Roger Carvalho e Bruno Pacheco; Marcão, Luiz Fernando (João Pedro, 34’/2°T), Igor, Jorginho; Everaldo (Walterson, 30’/2°T) e Junior Viçosa.Técnico : Marcelo Cabo.

FLAMENGO: Muralha, Pará, Réver, Vaz e Renê; Márcio Araújo, Arão e Ederson (Romulo, 38’/2°T); Rodinei (Matheus Savio, 29’/2°T), Trauco (Mancuello, 21’/2°T) e Guerrero. Técnico : Zé Ricardo.

Lance

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Com gol e lesão de Seedorf, Bota goleia Dragão, a um passo da queda

Soa estranho colocar ressalvas em uma vitória sólida, por 4 a 0, sem grandes sustos, como esta do Botafogo sobre o Atlético-GO no Engenhão. Acontece que nem só de festejos alvinegros foi feito o jogo deste sábado. Seedorf abriu o resultado com um gol, mas trocou o sorriso por lágrimas ao sofrer uma lesão muscular pouco depois. A rodada ainda amenizou o impacto do triunfo botafoguense, já que São Paulo e Inter também ganharam. Ao Dragão, com mais uma derrota, resta esperar a explosão da bomba-relógio que virou a reta final do campeonato. O rebaixamento é questão de tempo.

Foi a terceira vitória seguida do Botafogo no Brasileirão – agora é o sexto colocado. O time carioca sobe na tabela, mas as perspectivas de vaga na Libertadores seguem pouco animadoras. Restam apenas cinco rodadas, e a distância para o São Paulo, atual último classificado, é de oito pontos.

seedorf Botafogo x Atlético-GO (Foto: Marcelo Santos/AGIF)Seedorf primeiro comemora e depois lamenta: gol e lesão no Engenhão (Foto: Marcelo Santos/AGIF)

O Atlético-GO já teria sido rebaixado nesta rodada se o Bahia tivesse vencido o Grêmio (o jogo terminou empatado por 1 a 1). Último colocado, com 23 pontos, 14 atrás do time baiano, o Dragão cairá se não vencer seu próximo jogo, aconteça o que acontecer nos resultados paralelos.

O adversário dos goianos será o Corinthians, domingo, no Serra Dourada. No mesmo dia, o Botafogo visita o Palmeiras.

O gol e as lágrimas de Seedorf

Quinze minutos separaram as duas pontas de um contraste para Clarence Seedorf no gramado do Engenhão neste sábado. A imagem do jogador chorando ao manquitolar para fora do campo, com lesão muscular na coxa direita, foi o extremo oposto da alegria que ele sentiu ao fazer o primeiro dos dois gols do Botafogo sobre o Atlético-GO no primeiro tempo. Foi um momento emblemático: um jogador de 36 anos, consagrado, rico, multicampeão, chorou por causa de uma lesão – de decepção, não de dor.

É que ele sabe quão importante é para o Botafogo, como ficou escancarado no primeiro gol alvinegro, aos 20 minutos. Seedorf parece sempre chegar na hora certa para concluir. Ele esperou o cruzamento de Lucas, o desvio de calcanhar de Lodeiro e o passe de Bruno Mendes para, com precisão matemática, encontrar a bola e fazer o gol. Festa, alegria, sorrisos: por 15 minutos. Pouco depois, viriam as lágrimas.

Enquanto isso, o Atlético-GO se consolava em algum milagre qualquer para seguir adiando um rebaixamento (quase) inevitável. Os visitantes tiveram mais posse de bola do que os mandantes no Engenhão nos 45 minutos iniciais: 54% contra 46%. Mas pouco adiantou. Ficou muito com o controle de um objeto com o qual não soube lidar.

O Botafogo, embora jamais tenha amassado o adversário, foi muito mais efetivo no ataque. Teve nove finalizações, contra quatro do Dragão – que só ameaçou de verdade em chute cruzado de Reniê, para fora. Justamente por isso, não chega a ser injustiça o time carioca ter alcançado seu segundo gol no último lance da etapa.

Foi um gol de ensaio, de precisão. Andrezinho cobrou falta pela esquerda na direção da área. O zagueiro Dória esperou o momento oportuno para arrancar e, de cabeça, ampliar a vantagem do Botafogo.

A arrancada e o xodó

Caso os jogadores do Atlético-GO sejam sujeitos otimistas, voltaram para o segundo tempo esperançosos de uma reviravolta. Mas durou pouco. Com três minutos, Gabriel deu o golpe final em um oponente cambaleante. Detalhe: cruzou quase o campo inteiro sem ser incomodado para fazer o terceiro gol.

Jefferson fez uma intervenção, ficou com a bola nas mãos e logo percebeu Gabriel à frente da área. Cedeu a jogada a ele. O volante olhou para a frente e disparou. E foi mais um pouco. E correu mais um tanto. Parecia estar sozinho em campo. Ninguém chegou perto dele. O chute cruzado ainda desviou em Diego Giaretta: 3 a 0.

Aí o jogo virou uma calmaria para o Botafogo. Andrezinho, de muito boa atuação, merecia um gol. Faltou pouco para conseguir. Primeiro, Giaretta cortou chute em diagonal dele. Depois, Márcio voou para espalmar cobrança de falta. Não deu, mas o placar não estava fechado.

Faltava o gol do xodó. Bruno Mendes, aos 34 minutos, aumentou sua recente coleção de gols. Fez o quinto nos últimos quatro jogos ao chutar de longe, rasteiro, no canto de Márcio.

Diego Giaretta ainda foi expulso, tornando um pouco mais melancólico o fim de jogo do agonizante Dragão goiano. Mas o Botafogo pouco fez depois disso. Os minutos finais foram quase uma encenação – com os dois times esperando o tempo passar e ouvindo a torcida alvinegra anunciar:

– Eu acredito! Eu acredito!

Globoesporte.com

Líder e lanterna trocam de papéis por um dia, e Dragão bate o Fluminense

Pareceu um daqueles filmes em que dois personagens trocam de corpo. O Atlético-GO, lanterna, jogou neste sábado como se tivesse a tranquilidade dos líderes. O Fluminense, primeiro colocado, atuou como se o mundo pesasse sobre seus ombros. A consequência natural da inversão de papéis foi a vitória do Dragão por 2 a 1 em Volta Redonda.

O resultado quebrou uma série de 12 jogos sem derrotas do Fluminense, que vinha de três vitórias consecutivas no Campeonato Brasileiro. O Atlético-GO não vencia há seis partidas. Foi a primeira derrota tricolor em casa e a primeira vitória rubro-negra como visitante na competição.

– O time do Atlético veio, se fechou. Nosso time não jogou o que vem jogando. Uma hora a gente ia perder. Temos que colocar a cabeça no lugar e reconhecer nossos erros – disse Thiago Neves.

Wellington nem, Fluminense e Atlético-Go (Foto: Dhavid Normando / Photocamera)Wellington Nem não consegue superar a defesa do Atlético-GO (Foto: Dhavid Normando / Photocamera)

Os dois gols do triunfo goiano aconteceram no primeiro tempo. Diego Giaretta e Reniê foram os autores. O Flu, pouco efetivo no ataque (sem Fred, suspenso), descontou na etapa final, com Michael.

– Fiz um gol e conseguimos a vitória. O Wellington Nem é um dos pontos fortes do Fluminense e fui incumbido de marcá-lo. Acabei fazendo várias faltas, mas o árbitro foi justo – analisou Diego Giaretta.

Com o resultado, a liderança dos cariocas está ameaçada. Se o Atlético-MG vencer o Náutico nos Aflitos neste domingo, às 16h, irá a 54 pontos, um a mais do que o Fluminense. O Dragão, com 20, segue em último, mas agora empatado em pontos com o Palmeiras.

A eficiência do Dragão

Os 62% de posse de bola do Fluminense na etapa inicial foram desperdício de tempo, de energia, de sola de chuteira. O time tricolor tropeçou nas próprias pernas, não soube cruzar a barreira defensiva do adversário, acelerou o jogo em vão. Atuou como se fosse ele, não o adversário, quem padecesse na tabela. E a contrapartida foi verdadeira. O Dragão teve a sobriedade de um líder – mesmo indo a campo com a lanterna da competição. Com eficiência para dar, vender e emprestar, abriu 2 a 0 nos 45 minutos iniciais.

O Atlético-GO foi perigoso do primeiro ao último segundo. A troca de passes que se seguiu à saída de jogo já indicou um adversário que até poderia perder, mas não se amedrontaria. Se Gum, com quatro minutos, não tivesse dado um carrinho matemático, certeiro, o adversário já teria largado na frente com Patric – após erro de Carlinhos.

O Fluminense pouco fez nos instantes que se sucederam até o primeiro gol do Dragão. De efetivo, teve apenas um chute de Thiago Neves. Sem Fred, Abel Braga formou o sistema ofensivo com Wellington Nem, Samuel e Rafael Sobis. Nenhum deles funcionou.

O panorama, estava claro, não era bom para o Flu. E ficou pior aos 17 minutos. Em falta perto da área, Diego Giaretta viu a bola ser rolada em sua direção e logo emendou uma patada de canhota. No ângulo. Golaço.

o ladrão

Gustavo

Gustavo

5 ROUBADAS DE BOLA

Recordes de roubadas de bola em um jogo:
01 Denilson SPO 3 x 1 CFC – 8ª RODADA 7
02 Carlinhos SAN 1 x 1 FLU – 3ª RODADA 7
03 Guiñazu INT 1 x 2 BOT – 5ª RODADA 7
04 Léo Silva PON 2 x 1 POR – 19ª RODADA 7
05 Rhayner NAU 3 x 2 BOT – 4ª RODADA 7
06 Tobi SPO 1 x 0 SPT – 14ª RODADA 7
07 Allan BAH 1 x 2 VAS – 4ª RODADA 7
08 Léo Silva VAS 2 x 0 POR – 21ª RODADA 7
ranking parcial do campeonato até 15/09/2012

Restou ao time de Abel Braga tentar espremer o oponente. Mas a defesa do Atlético-GO foi sólida. Para exemplificar: teve 24 roubadas de bola (o dobro do Flu) e nove desarmes. Os comandados de Abel Braga foram engolidos por uma parede humana na frente da área. Para onde quer que Rafael Sobis chutasse, ele encontrava um zagueiro. Batida colocada de Thiago Neves, mas espalmada por Márcio, foi um dos raros momentos de esperança para a torcida local.

E o Atlético-GO, enquanto isso, ameaçava em contra-ataques, especialmente com Patric. Mas também com Marcos. O lateral-direito recebeu em profundidade aos 40 minutos, passou reto por Edinho e, frente a frente com Diego Cavalieri, perdeu. A bola foi a escanteio. A cobrança de Marcos encontrou a cabeça de Reniê, quase fora da área. Cavalieri foi encoberto. Era o segundo gol dos visitantes.

Problemas e reação

Abel Braga resolveu fazer duas trocas no intervalo. Tirou Carlinhos e colocou Wallace. Sacou Samuel e deu chance a Higor. Assim, preferiu manter Rafael Sobis em campo. Mas não durou muito. O atacante logo machucaria o tornozelo. O jeito foi queimar a última troca com a entrada de Michael. Mas atenção: ele seria importante alguns minutos depois.

Thiago Neves, de cabeça, voltou a ser o toque final do Fluminense. E Márcio voltou a evitar o gol dele. Espalmou a escanteio. Com a torcida impaciente, o time de Abelão tentava encontrar alguma brecha na defesa adversária. Não era fácil.

E o Dragão seguia ameaçador nos contra-ataques. Em um deles, quase ampliou. Ernandes arriscou da entrada da área e viu a bola desviar na zaga antes de bater na trave e ir para fora.

O tempo passava – e maltratava os tricolores. Mas havia margem para a reação. E Michael, aquele que foi a campo por causa da lesão de Sobis, alimentou a esperança do líder. Aos 19 minutos, Leandro Euzébio desviou de cabeça, Jean arriscou e Michael completou. Gol do Fluminense.

Foi a senha para a pressão. O Fluminense encaixotou o Atlético-GO em sua área. Jean, em cobrança de falta ensaiada, mandou a um centímetro da trave direita de Márcio. Gum, de cabeça, forçou o goleiro a fazer mais uma defesa arrojada. Wallace mandou pancada por cima.

Mas os visitantes souberam cozinhar o jogo. Nos 15 minutos finais, os jogadores do Atlético caíram repetidas vezes, trocaram passes, recuaram a bola, mataram o jogo. E o Fluminense não conseguiu sequer o empate – uma bicicleta de Michael, novamente defendida por Márcio, foi a chance final. Graças a um sábado de troca de papéis em Volta Redonda, o Tricolor pode perder a ponta neste domingo.

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