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Paiva Netto: Vencendo as dificuldades

Nem só de pão vive o homem, mas de toda Palavra que provém de Deus. 

Jesus (Mateus, 4:4)

O Cristo, em Sua Oração Ecumênica, o Pai-Nosso, nos fala a respeito do pão de cada dia, isto é, sobretudo, o pão transubstancial, a comida que não perece, o alimento para o Espírito. Quanto ao sustento para o corpo, uma vez abastecida a Alma, havemos de buscá-lo com o nosso esforço próprio, jamais nos esquecendo, porém, de auxiliar o próximo, de encaminhar, por rumos mais luminosos, a quem precisa. Viver a Caridade de Deus representa uma das razões da existência das comunidades na Terra. Conforme escrevi em Jesus, o Profeta Divino (2011), por pior que seja a conjuntura do mundo, não podemos perder a Esperança. Com ela no coração, temos de nos preparar para vencer toda e qualquer dificuldade.

Alimentar a força da Esperança e da Fé Realizante

Diante das mais variadas situações, em que a dor, a angústia e o desespero chegam, muitas vezes sem avisar, é imprescindível o gesto solidário das criaturas em prestar socorro espiritual e material ao seu próximo. E, ao lado desse apoio imediato, é preciso alimentar a força da Esperança e da Fé Realizante, que movem o ser humano a se manter sob a proteção do Pai Celestial e o estimulam a arregaçar as mangas e concretizar suas mais justas súplicas.

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

                                                                                                                            paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

 

 

Surdos enfrentam dificuldades para estudar em escolas da Paraíba

A proposta do Ministério da Educação ao sugerir uma discussão sobre os desafios educacionais para surdos, levanta um debate de como está o ensino para os deficientes físicos, seja na rede pública ou privada.

Confirme a Associação de Deficientes e Familiares, na Paraíba quase 90% de crianças, adolescentes e jovens, que sofrem de alguma deficiência, está matriculado na rede pública de ensino.

Em contato com o Portal MaisPB, o presidente da Asdef, Francisco Izidoro, informou que os maiores problemas, principalmente para surdos, estão nas escolas estaduais e privadas.

“Temos enfrentado grandes dificuldades nas escolas particulares, que muitas vezes querem que o aluno pague o intérprete de libra que estará na sala de aula. Já nas estaduais, a gente recebe bastantes reclamações, principalmente de intérprete que são mal remunerados e às vezes nem vínculo tem”, pontuou.

Por outro lado, o presidente elenca o Instituto Federal da Paraíba como o melhor na atenção ao deficiente, seguido pela Prefeitura de João Pessoa.

“O melhor exemplo que nós temos é do IFPB, a instituição que mais avançou no fornecimento de educação inclusiva para o público surdo. Nessa questão, João Pessoa tem melhorado, atendendo a essa necessidade”, ponderou.

Redação do Enem 2017

O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano foi “Desafios para Formação Educacional de Surdos no Brasil”.

A proposta deste ano segue a tendência das últimas edições do Enem, que costuma abordar temas sociais. No ano passado, o tema foi Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil. Violência contra a mulher, publicidade infantil, lei seca e movimento imigratório também foram abordados nos últimos anos.

Wallison Bezerra – MaisPB

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Temer minimiza declaração de Cássio sobre dificuldades do presidente terminar o mandato

senador_cassio_com_o_presidente_temerO presidente Michel Temer (PMDB) minimizou as declarações do senador Cássio Cunha Lima (PSDB) de que Temer terá dificuldade para concluir o governo diante das graves acusações da Lava-Jato. “É natural. Se não estivermos habituados a falas dessa natureza, não conseguimos governar. Temos que passar adiante”, declarou Temer, em evento em São Paulo, nesta quarta-feira (21).

Para desfazer especulações sobre o eventual distanciamento do PSDB, Michel Temer e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), trocaram afagos nesta quarta-feira durante a cerimônia de entrega de 420 unidades do Minha Casa Minha Vida, em Mogi das Cruzes, na região metropolitana de São Paulo.

Temer destacou o apoio do PSDB para aprovação de medidas no Congresso, como a PEC do teto de gastos. Também lembrou que há três ministros do partidos no governo.

“Uma ou outra fala é circunstancial, momentânea, episódica, episódica, transitária. O que vale é apoio maciço que estou recebendo do Congresso Nacional e do PSDB em particular”, assegurou.

O Globo

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Cássio vê dificuldades para Temer e já fala em eleição indireta

cassioO senador paraibano Cássio Cunha Lima (PSDB) disse que o presidente da República, Michel Temer (PMDB), terá dificuldades para concluir mandato em dezembro de 2018.

Para Cássio, as ações que tramitam contra o presidente podem colocar em xeque o mandato do peemedebista.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de realização de eleição indireta, caso o atual presidente seja afastado do cargo, o tucano disse que é preciso pensar com abertura sobre um nome para um possível mandato-tampão e lembrou o nome da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármem Lúcia, por entender que seria uma solução que agradaria a sociedade brasileira.

“Ela (Cármen Lúcia) está na linha sucessória. É uma mulher cuja honestidade e probidade ninguém discute, que tem experiência e poderia cumprir um período de transição”, destacou.

As declarações do senador foram repercutidas em entrevista à Rede Paraibana de Notícias (RPN), em João Pessoa.

 

MaisPB

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Temer confia que PEC dos gastos será votada este ano, mas vê dificuldades para reformas

temerO presidente interino Michel Temer admitiu nesta sexta-feira (29) que o governo não deve conseguir aprovar as reformas da Previdência e trabalhista ainda este ano, como desejava inicialmente, mas afirmou que fará todo o esforço para votar a Proposta de Emenda à Constituição do teto de gastos no Orçamento.

“Acredito que a PEC do teto de gastos será possível e temos hoje a colaboração do Congresso. As reformas trabalhista e previdenciária não sei quanto tempo vão levar ainda”, disse o presidente interino.

A reforma da Previdência foi apontada sempre como uma das principais medidas do governo Temer para tentar sanear os problemas financeiros do país. Inicialmente, o Palácio do Planalto planejava mandar uma proposta no início de junho, com apenas 30 dias de governo, mas as negociações com as centrais sindicais se mostraram mais difíceis que o previsto.

Além disso, parlamentares revelaram que um tema complicado e que mexe nos direitos sociais dificilmente seria apreciado pelos deputados com boa vontade em um ano eleitoral com muitos deputados se candidatando a prefeito.

“Eu espero que seja (enviado ao Congresso) antes das eleições. É claro que não haverá uma decisão antes das eleições”, disse o presidente interino. “Pela experiência parlamentar que tive, acho que não será fácil aprovar este ano, não sei se será possível.”

A proposta que o governo trabalha, disse Temer, será gradual, mas não está ainda definido o formato.

“A Previdência sem dúvida será gradual, terá regras de transição. Ou faz para vigorar no futuro ou faz para que suavemente vá entrando em vigor, com um sistema de transição”, disse.

Ajuste fiscal

Questionado se esperava a aprovação do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff para então adotar medidas mais duras de ajuste fiscal, como espera o mercado, Temer afirmou que não tem esperado e trabalha “como se fosse ficar”.

“Não estou esperando ou não teria proposto o teto de gastos do Orçamento. Essa é uma medida dura, complicada”, afirmou, ressaltando que o governo espera terminar estudos para as reformas que considera mais urgentes –previdenciária e trabalhista– e as enviará ao Congresso assim que possível.

Temer justificou o que pareceu um excesso de gastos no início de seu governo, com o descontingenciamento de recursos congelados por Dilma, o reajuste do programa Bolsa Família e os concedidos aos servidores federais.

“Não fizemos nada que vulnerasse o ajuste fiscal. Não cumprir acordos de reajustes para servidores traria prejuízos jurídicos e políticos, fragilizaria o governo”, disse, citando o risco de greves de servidores próximo ao início da Olimpíada.

Mercosul

O presidente interino voltou a defender uma flexibilização do Mercosul, hoje vivendo um impasse pela transferência ou não da presidência pro-tempore à Venezuela e praticamente inativo nos últimos meses.

“Não temos nenhuma objeção ao Mercosul. O que muitas vezes comentamos é que precisamos fazer adequações, flexibilizações. O Brasil não pode ficar muito amarrado, impedido de fazer acordos bilaterais. Queremos continuar, achamos o Mercosul um instrumento importante, mas são necessárias mudanças. Há conversações nesse sentido”, disse.

A visão de que o Mercosul precisa mudar já havia sido defendida por Temer e pelo ministro das Relações Exteriores, José Serra, publicamente. No entanto, as regras do bloco impedem acordos bilaterais independentes.

Em entrevista à agência de notícias Reuters, Serra defendeu que os acordos possam ser feitos em velocidades diferentes, o que teria a concordância de outros parceiros, como Argentina e Paraguai, especialmente.

Nesse momento, no entanto, o bloco não consegue nem mesmo resolver a questão da sua presidência, que deveria ser assumida pela Venezuela. No entanto, Paraguai e Brasil, com um apoio mais tímido da Argentina, são contrários.

“O Brasil não está exatamente se opondo a que se transfira a presidência. Está ponderando que a Venezuela tem que cumprir requisitos firmados quatro anos atrás e que até agora não foram cumpridos”, disse Temer.

A posição, na prática, inviabiliza a presidência venezuelana, já que o país teria até agosto para cumprir mais de 40% dos requisitos não cumpridos em quatro anos.

(Edição de Maria Pia Palermo e Alexandre Caverni)

Uol

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Greve do INSS faz 49 dias e usuários têm dificuldades com atendimentos na PB

inss-greveEm greve há 49 dias, até este sábado (29), os servidores federais do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) não devem aceitar a contraproposta apresentada pelo governo federal de 21,3%, dividido em quatro anos. Na Paraíba, todas as 38 agências do INSS estão com os serviços comprometidos e a população vem sofrendo com a falta de atendimento, além da apreensão de ter algum benefício cortado.

Motorista de caminhão há 25 anos, Antônio Ferreira dos Santos, de 61 anos de idade, vem tendo problemas para conseguir atendimento em agências do INSS em João Pessoa.

Segundo Antônio, um atestado médico o proibiu de trabalhar por pelo menos 90 dias, por conta de um problema na coluna, mas o auxílio-doença do INSS foi cortado em junho e ele não consegue atendimento para reaver o direito.

“Estou com o problema na coluna desde março, quando recebi um atestado de 90 dias, e preciso passar por cirurgia para voltar a trabalhar. Consegui um benefício no INSS, mas foi cortado em junho. Voltei ao médico e ele me deu um novo atestado de 90 dias. Em julho, retornei ao INSS para tentar reaver o benefício, mas as agências já estavam em greve”, contou Antônio Ferreira.

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Foi no retorno ao INSS, durante a greve, que Antônio iniciou a peregrinação por duas agências na Capital. Nelas, Antônio relatou que teve atendimento após longa espera, mas que não conseguiu resolver o problema.

“Já fui quatro vezes, mas não resolvem meu caso. Não temos uma informação completa, não nos informam o que devo fazer ou para onde devo ir para conseguir resolver o problema e fico em um jogo de sinuca. Uma hora me colocam para uma agência, quando chego lá sou enviado de volta à agência anterior. O tempo vai passando e é uma situação difícil. Não posso trabalhar e o médico diz que só me autoriza a voltar depois que passar pela cirurgia”, concluiu Antônio.

Sindicato culpa governo pela demora da greve

De acordo com o coordenador do comando de greve do INSS na Paraíba e membro do Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde e Previdência (Sindsprev), Elzevir Cavalcante, o percentual de servidores em greve é de 70% em todo o estado e algumas agências estão com as atividades totalmente paralisadas.

Sobre as negociações com o governo, o coordenador do comando de greve disse que a diferença entre o que a categoria pede e o que o governo federal vem sinalizando como proposta deve manter a paralisação por tempo indeterminado.

“Nós pedimos um aumento salarial de 27% e o governo apresentou, na quarta-feira (26), uma contraproposta de 21,3% dividido em quatro anos, com cerca de 5% de aumento em 2016. Vamos realizar uma assembleia na terça-feira (1º) para dar nosso posicionamento quanto sindicato estadual e enviar nossa decisão para o comando nacional de greve, mas adianto que, em uma análise prévia da categoria, o aumento é considerado inferior ao que pedimos e não deve ser aceito no âmbito estadual”, afirmou Elzevir Cavancalti.

Assim como os sindicatos da educação federal na Paraíba, o Sindsprev foi atingido por uma portaria do Ministério do Planejamento que descredenciou 198 sindicatos e instituições proibindo a realização de descontos sindicais nos contracheques (consignação) dos servidores.

“Fomos surpreendidos e pegos de surpresa, assim como os sindicatos da educação federal na Paraíba. Já havíamos enviado toda a documentação correta para o recadastramento e fomos descredenciados, ficando impossibilitados de fazer a consignação e sem recursos para a greve. Acreditamos que é uma manobra do governo para forçar os sindicatos a acabar com a greve. Entramos com um mandado de segurança para reaver os recursos, mas ainda não tivemos a resposta. A greve continua, pelo menos, até a terça-feira”, concluiu Elzevir Cavalcante.

 

 

portalcorreio

Idosos ainda sofrem com a violência e enfrentam dificuldades de acesso à Justiça, avalia jurista

idososDez anos depois de entrar em vigor, o Estatuto do Idoso garantiu uma série de benefícios individuais à população com mais de 60 anos no país. Porém, quando o assunto é violência e acesso à Justiça, faltam políticas públicas e investimentos, conforme avaliação da advogada especialista em direito da família e ex-desembargadora Maria Berenice Dias.

De acordo com a jurista, o estatuto é um importante instrumento para assegurar direitos e serviu para esclarecer questões controversas, como o pagamento de pensão alimentícia a idosos pelos familiares. Com a lei, ficou claro que qualquer filho, por exemplo, pode ser obrigado judicialmente a pagar pela alimentação dos pais com mais de 60 anos, explicou Berenice.

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No entanto, o próprio acesso à Justiça permanece um problema para os idosos, avalia. Ela aponta a necessidade de expansão de delegacias especializadas e de varas de Justiça para assegurar, também, serviços públicos como acesso a remédios, tratamento de saúde e medidas protetivas. “A questão da violência é bastante significativa e os idosos não sabem como lidar.”

A punição a pessoas que cometem atos de violência contra idosos é um avanço do estatuto que tem resultados práticos, na opinião de Berenice. Para a cuidadora de idosos Josefa Ferreira de Medeiros, 53 anos, há uma certeza de que quem “judiar” dos idosos será punido. “Tem que ser assim, cercado de amor e de carinho”, completou a cuidadora, que atende paciente com Alzheimer.

Para Berenice, mesmo dez anos depois de entrar em vigor, os governos, em especial as prefeituras, deveriam se empenhar em divulgar o documento e disponibilizar serviços para que idosos com dúvidas sobre seus próprios direitos possam se esclarecer melhor e procurar ajuda.

Mais informação e educação também é o que falta para o estatuto sair do papel na opinião da corretora Cleuza Souza, de 64 anos. Para ela, as pessoas pensam que nunca vão envelhecer. “Quem de novo não morre, de velho não escapa. As pessoas precisam aprender a respeitar a idade”.

 

Agência Brasil

Coordenador nacional fala das dificuldades para implantar Pastoral da Saúde nas cidades do interior

 

sebastiãoO coordenador nacional da Pastoral da Saúde, Sebastião Venâncio, esteve nesse final de semana na Paraíba e falou, com exclusividade, para o FOCANDO A NOTÍCIA. Ele explicou porque tem sido tão difícil implantar a pastoral em cidades do interior e falou do trabalho desenvolvido pela ação evangelizadora em todo o Brasil.

“Nossa missão aqui é levar para a comunidade e apresentar para a comunidade a Pastoral da Saúde, que muitas vezes as pessoas ouvem falar e pensam que a missão é só visitar doentes. Mas não é só isso. Temos aí uma séria de coisas que a pastoral atua antes mesmo da pessoa estar doente, então é prioridade nossa levar para os rincões o que é a pastoral da saúde e quem é. Deixar de ser essa pastoral que só visita doentes e transformar numa pastoral de emancipação para as pessoas”, explicou Sebastião.

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O coordenador afirmou que a maior dificuldade enfrentada para se instalar a pastoral nas cidades pequenas e longínquas é a financeira. “A pastoral não tem nenhum tipo de convênio, nenhum órgão, nem na esfera federal, nem estadual e nem municipal. A única verba que a pastoral tem é do Fundo Nacional da Solidariedade. Muitas dioceses estão nas grandes cidades, por isso elas também têm dificuldade de estar levando pessoas, assessores para estar formando”, falou.

Sebastião Venâncio também vê na priorização de outras pastorais uma grande dificuldade para se desenvolver a da saúde. “A outra dificuldade é que algumas vezes os padres, os bispos, diante de tanta dificuldade das dioceses, às vezes, por necessidade, prioriza outra pastoral e a da saúde fica escondida”, enfatizou.

Ouça a entrevista completa

Redação/Focando a Notícia

Autuori cita tradição do Vasco contra dificuldades: ‘Senti que não sou nada’

Autuori ao lado do presidente Roberto Dinamite(Foto: Janir Júnior)
Autuori ao lado do presidente Roberto Dinamite
(Foto: Janir Júnior)

Acompanhado da filha vascaína Camila, que, segundo René Simões, foi fundamental nas negociações, Paulo Autuori mostrou firmeza na primeira entrevista como treinador do Vasco. Ao lado de Ricardo Gomes, do diretor René Simões e do presidente Roberto Dinamite, o treinador citou a escolha do “melhor técnico do mundo” Pep Guardiola pelo Bayern de Munique, em detrimento de ofertas maiores de “times emergentes”, para explicar a razão de trabalhar em São Januário.

Com discurso forte contra o que chamou de “arrogância” da classe de treinadores no país, Autuori lembrou o exemplo de Elba de Pádua Lima, o Tim, que usava a simplicidade para treinar um time e, segundo ele, representava a essência de um técnico de futebol. A citação ao falecido treinador, campeão carioca em 1970 pelo Vasco, serviu de explicação para ele assumir a missão de conduzir o clube de São Januário nesta temporada.

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– Confio nas pessoas e nas instituições. Hoje, quando entrei aqui, senti que não sou nada. Não considero um desafio. Quero acabar com essa imagem de arrogância da classe. Nenhum profissional, por mais vitorioso que seja, pode se comparar a instituições – disse.

O treinador lembrou da sua infância e da sua adolescência, em São Januário e no Maracanã, como torcedor do Vasco. E garante que a paixão nunca atrapalhou sua carreira.

– Falei isso quando estava no Flamengo. Sou profissional, mas dentro de mim bate o espírito amador. O dia em que perder isso, desculpa, eu vou ser um bosta. Conheço a história do Vasco, na minha infância e adolescência, eu estava sempre nos jogos acompanhando. Mas isso jamais limitou meus trabalhos nos clubes.

Hoje quando entrei aqui senti que não sou nada. Não considero um desafio. Quero acabar com essa imagem de arrogância da classe”
Paulo Autuori

Na apresentação, o presidente Roberto Dinamite disse que a chegada de Autuori significa mais um passo no processo de reformulação do clube. Exultante, o diretor René Simões citou frases do ex-pugilista Muhammad Ali e afirmou que a chegada de Paulo Autuori representa a realização de um sonho.

– Passamos uma mensagem: o Vasco não é um time de segunda linha. Esta é a grande mensagem que fica. E quero que isso chegue principalmente para os torcedores. Espero que o Paulo contagie a todos. Que ele seja um vírus e que o Gigante da Colina desperte de uma vez – declarou.

René ainda afirmou que não foram definidos valores e tempo de contrato com o técnico.

– Não sei o tempo de contrato, nem de valores, não discutimos isso. Pode perguntar para o Paulo.

Satisfeito por voltar a trabalhar no Brasil, Autuori reconheceu que espera dificuldades à frente do Vasco, que perdeu as duas partidas que disputou na Taça Rio até agora, porém transmitiu uma mensagem de confiança já na primeira conversa com os jogadores no vestiário de São Januário.

Passamos uma mensagem: o Vasco não é um time de segunda linha. Esta é a grande mensagem que fica. E quero que isso chegue principalmente para os torcedores”
René Simões

– Falei no vestiário: futebol te permite competir e, mesmo enfrentando adversários mais fortes, te permite ganhar. Não vou admitir abatimento, pois estou num clube vencedor, que foi pioneiro em abrir oportunidade contra o preconceito. Não podemos nos abater com críticas e pancadas. Vamos chegar às semifinais de novo, repetir o filme, mas temos que modificar o final. Esse foi o desafio já lançado hoje no vestiário.

Paulo Autuori pediu para não ser chamado de “professor” por qualquer pessoa dentro de São Januário, seja jogador, integrante da comissão técnica, dirigente ou funcionário.

– Pedi aos jogadores: não me chamem de professor, meu nome é Paulo.

Exigência do treinador, Ricardo Gomes continua no clube

Durante a entrevista, Roberto Dinamite confirmou a permanência de Ricardo Gomes. O diretor técnico afirmou que seu trabalho tende a seguir os mesmos moldes com a chegada de Autuori.

– Estou muito satisfeito de fazer parte dessa equipe. A parceria vai ser como foi com o Gaúcho, mas o Paulo não é o Gaúcho, o trabalho é diferente. O Gaúcho teve grande importância no Vasco. Conheci o Paulo, ele chegando ao Benfica, e eu tentando uma possibilidade de prolongar minha carreira como jogador.

Venho com muita vontade. Não poderia deixar de trabalhar com esse símbolo de vitória que é o Ricardo. Para todos nós, é uma satisfação estar ao lado de uma pessoa que simboliza a vitória, como desportista e como homem”
Paulo Autuori

Autuori, que condicionou sua vinda para o clube à permanência de Ricardo Gomes, rasgou elogios ao diretor técnico.

– Venho com muita vontade. Não poderia deixar de trabalhar com esse símbolo de vitória que é o Ricardo. Para todos nós, é uma satisfação estar ao lado de uma pessoa que simboliza a vitória, como desportista e como homem – afirmou o novo comandante vascaíno.

Antecessor de Autuori, Gaúcho foi lembrado em dois momentos da entrevista. O treinador destacou o “belo trabalho” do profissional demitido depois da derrota para o Nova Iguaçu, quarta-feira. Já o presidente Roberto Dinamite agradeceu o trabalho desenvolvido no início deste ano.

– Acima de qualquer coisa, o Gaúcho é um amigo, e vai ser assim até que eu saia dessa fase na Terra – afirmou Dinamite.

 

 

Globoesporte.com

SAMU passam por dificuldades em cidade do sertão

samuEm Itaporanga o atendimento do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), tem sido prejudicado pela ineficiência da regulação de Piancó.

O fato é que, todas as ligações feitas para o SAMU de itaporanga são direcionadas a central de atendimento em Piancó, que regulamenta atendimento de 12 municípios do Vale.

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Na teoria o chamado atende a um critério de 1 minuto para sair da base, ou seja, da unidade, no caso na sede em Itaporanga.

Segundo a Secretária Municipal de Saúde Aparecida Alves, essa é um dificuldade diagnosticada pela coordenação do SAMU local, que infelizmente não tem condições de solucionar o problema. Sensibilizada com a dificuldade a secretária já agendou uma reunião para o dia 18/03 com a coordenadora Eula Ailla Andrade, onde mais uma vezes será discutido uma ação efetiva para por definitivo solucionar o assunto.

“Temos uma equipe formada com médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, motoristas socorristas, para o pronto atendimento da população, a demora só depende do momento em que somos acionados. Nosso objetivo é agregar humanidade ao serviço e claro eficiência no pronto atendimento.” Finalizou o coordenador do SAMU Douglas L. de Araújo.

Patosonline com Blog do Ary Ramalho e Ascom