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Candidatos denunciam dificuldade para abrir conta de campanha e TRE-PB afirma que bancos podem ser multados em caso de recusa

Após alguns candidatos relatarem dificuldade na abertura de contas bancárias, o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) divulgou nota esclarecendo que todas as instituições financeiras reconhecidas pelo Banco Central do Brasil são obrigadas a acatar, em até três dias úteis, a solicitação de abertura de conta bancária de qualquer candidato escolhido em convenção, mesmo após o vencimento do prazo de dez dias contados da concessão do CNPJ de campanha.

Alguns candidatos chegaram até mesmo a entrar com mandado de segurança para conseguir abrir conta bancária. De acordo com os relatos vindos de todo o Brasil, os bancos privados afirmam que essa função é dos bancos públicos. Já a Caixa Econômica estaria muito ocupada com o pagamento do auxílio emergencial.

O TRE-PB explicou que as contas podem ser abertas em qualquer banco, inclusive os privados, e que não há nenhuma recomendação de que as contas de campanha sejam abertas exclusivamente no Banco do Brasil.

A Resolução TSE nº 23.607/2020 diz que “a eventual recusa ou o embaraço à abertura de conta pela instituição financeira, inclusive no prazo fixado em lei, sujeitará o responsável ao disposto no art. 347 do Código Eleitoral”. Já o artigo 347 prevê detenção de três meses a um ano e pagamento de 10 a 20 dias-multa.

”Sendo assim, recomendamos aos candidatos que solicitem a abertura de conta bancária em qualquer instituição financeira, em razão da excedente demanda e dificuldade de atendimento pelas Agências do Banco do Brasil”, diz a nota.

Para abrir a conta é necessário apresentar os seguintes documentos:

a) Requerimento de Abertura de Conta Bancária, disponível na página dos tribunais eleitorais na internet;
b) comprovante de inscrição no CNPJ para as eleições, disponível na página da Secretaria da Receita Federal do Brasil na internet;
c) nome dos responsáveis pela movimentação da conta bancária com endereço atualizado;
d) documento de identificação pessoal;
e) comprovante de endereço atualizado; e
f) comprovante de inscrição no CPF.

 

(Foto: Walla Santos/ClickPB)

clickpb

 

 

No TSE, especialistas apontam dificuldade para combater conteúdo falso no WhatsApp

Especialistas em conteúdo falso na internet, as chamadas “fake news”, ressaltaram nesta sexta-feira (17) as dificuldades de se combater a prática no aplicativo de mensagens WhatsApp. Eles falaram durante o segundo dia do “Seminário Internacional Fake News e Eleições”, promovido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O consultor de marketing digital Marcelo Vitorino definiu o aplicativo como “uma terra perdida”.

“Em relação à criptografia ponta a ponta não tem o que fazer. O WhatsApp é uma terra perdida. Como é mensagem de usuário para outro usuário, a gente não teria nem como atuar ali”, ressaltou Vitorino.

Para ele, é necessário que partidos políticos façam um trabalho de conscientização entre seus militantes. O consultor também destacou que não há a possibilidade de se acabar totalmente com as “fake news”, mas que o problema pode ser reduzido com a atuação conjunta dos três Poderes.

“Temos que trabalhar juntos, Legislativo, Executivo e Judiciário. Acredito que só com a união dos três Poderes, envolvendo todos os entes, é que esse problema vai ser reduzido”, afirmou.

O coordenador de projetos sobre democracia e tecnologia, do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio, Marco Konopacki, destacou o potencial viral de disseminação de mensagens com conteúdo falso pelo WhasApp.

“Com poucos compartilhamentos e cliques você tem a potencialidade de atingir até 65 mil pessoas num fluxo muito rápido”, disse Konopacki.

Segundo ele, as dificuldades de se auditar conteúdos veiculados pelo aplicativo e regular o compartilhamento de informações ocorrem, porque, além da criptografia, há poucas informações associadas a um vídeo propagado. Não se sabe, por exemplo, quem encaminhou, quem assistiu e quem repassou o conteúdo a terceiros.

Konopacki disse ainda que os usuários do WhasApp não dão retorno sobre as informações recebidas em suas interações no aplicativo.

“O WhatsApp não tem uma ferramenta como o Facebook de denunciar um conteúdo”, lembrou.

Ele destacou ainda que o desafio é regular e derrubar a desinformação, preservando liberdade de expressão e a privacidade dos usuários.

G1 

 

 

Ivete comenta retorno e a dificuldade de sair de casa sem as gêmeas

Ela está de volta e o Vídeo Show não poderia ficar de fora dessa, né?! Após o nascimento das gêmeas Marina e Helena, Ivete Sangaloretornou aos palcos neste domingo, 29/4, do jeito que mais gosta: em cima do trio. A rainha transformou a orla de Salvador em um Carnaval fora de época e a repórter Vivian Amorim foi até lá para acompanhar tudo.

“Vocês não imaginam o prazer que é estar de volta!”, brincou Veveta ao citar frase da personagem Clara (Bianca Bin) de O Outro Lado do Paraíso.

Vivian Amorim vai até Salvador acompanhar volta de Ivete Sangalo ao palcos (Foto: TV Globo)

Vivian Amorim vai até Salvador acompanhar volta de Ivete Sangalo ao palcos (Foto: TV Globo)

Enquanto a plateia aguardava a cantora gritando “A rainha voltou”, ela contava que os fãs são a maior motivação para essa volta:

“Estou muito feliz por estar aqui. Estava precisando desse encontro com eles, sinto falta.”

Ivete Sangalo faz show para multidão em Salvador (Foto: TV Globo)

Ivete Sangalo faz show para multidão em Salvador (Foto: TV Globo)

E os filhos? Marcelo acompanhou a mãe no show enquanto Marina e Helena ficaram comportadas em casa. Ivete contou como foi deixar as gêmeas e ainda falou como tem sido a rotina com três filhos.

“Eu tô doida que agora eu tenho três filhos, já pensou que coisa linda? Foi tudo tão especial e o fato de ser em Salvador atenua muito a minha saída de casa. É muito difícil sair, até então eu só tinha saído para levar e buscar meu filho na escola. Mas eu ‘ordenhei’, conversei com elas e as danadas, que não dormem nessa hora, dormiram. Eu pensei: ‘será que elas estão me dando a aprovação?’”

Ivete Sangalo com o marido Daniel Cady e os filhos Marcelo, Marina e Helena (Foto: TV Globo)

Ivete Sangalo com o marido Daniel Cady e os filhos Marcelo, Marina e Helena (Foto: TV Globo)

Retorno de Ivete Sangalo vira meme inspirado em 'O Outro Lado do Paraíso' (Foto: TV Globo)

Retorno de Ivete Sangalo vira meme inspirado em ‘O Outro Lado do Paraíso’ (Foto: TV Globo)

gshow

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SPC: falta de disciplina é maior dificuldade para controle de gastos

cartaodecreditoO brasileiro não coloca o controle  financeiro como prioridade em sua vida e falta disciplina para conter os gastos. Essa é a principal conclusão da pesquisa Educação Financeira do Brasileiro, divulgada hoje (21) pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), segundo a economista-chefe da entidade, Marcela Kawauti. A pesquisa foi efetuada em todas as capitais com 662 pessoas acima de 18 anos, de todas as classes sociais e gêneros.

De acordo com a sondagem, quatro em cada dez entrevistados (37%) não se consideram organizados financeiramente e 69% admitem sentir algum tipo de dificuldade para fazer o controle de suas receitas, despesas e investimentos. Marcela relatou que, de modo geral, os brasileiros costumam colocar vários empecilhos para não fazer o controle do seu orçamento pessoal, entre os quais preguiça, falta de tempo e “não sei por onde começar”. Em segundo lugar, disse que os cidadãos ignoram a forma como esse controle deve ser feito.

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Uma parcela de 21% dos consultados que registram diariamente as informações têm entre 25 e 34 anos. A pesquisa destaca nesse caso as classes sociais A e B (23%) e pessoas e de maior nível de escolaridade (21%). “Quanto maior a escolaridade, também é maior o controle”, manifestou Marcela. A proporção de pessoas que não se consideram organizadas financeiramente aumenta entre os menos escolarizados (43%) e os pertencentes à classe C (43%).

Marcela ressaltou que, apesar de o brasileiro identificar a disciplina como uma característica importante para uma pessoa ser organizada financeiramente, essa ainda não é uma característica que ele reconhece em si mesmo. “Ela é, inclusive, uma das principais dificuldades que o brasileiro tem na hora de fazer esse controle efetivo do orçamento”.

economista sugeriu que os brasileiros devem ter a vontade de tornar o controle de seus gastos uma coisa real. Segundo a pesquisa, 59% dos entrevistados disseram fazer controle sistemático do orçamento. Apesar disso, somente 16% anotam os gastos diariamente. “Se você não anota todo dia, o seu controle pode não ser muito eficiente. Você acaba esquecendo”. A intenção parece ser no sentido de fazer um planejamento financeiro, mas as pessoas não praticam isso no dia a dia. É preciso, disse, que elas coloquem isso dentro do seu hábito de consumo. “Fazer esse controle sistemático no dia a dia e, principalmente, ter perseverança até que isso se torne um hábito. Há muitos ganhos se essa meta for alcançada”, avaliou.

O problema da falta de controle dos gastos tem origem nas despesas feitas tanto com dinheiro vivo como com cartão de crédito. A pesquisa mostra que o orçamento não é registrado para os gastos em dinheiro e, muitas vezes, o brasileiro não fecha a sua conta no final do mês e acaba recorrendo ao cartão de crédito, quase mensalmente, para fazer a conta fechar.

“Aí, quando o brasileiro assume que faz isso de forma recorrente, a gente vê que não ter fechado a conta no primeiro mês não ensinou a ele que é melhor segurar um pouco, por o pé no freio no mês seguinte, para não recorrer ao cartão de crédito todo mês, porque senão ele [o cartão] acaba virando uma renda. Uma hora, esse comportamento resulta em taxas de juros muito elevadas e, principalmente, inadimplência”. Dois em cada dez consumidores chegam ao fim do mês sem conseguir pagar as contas em dia. Outros 22% conseguem honrar os compromissos financeiros, mas não sobra dinheiro para poupança ou investimentos, revela a pesquisa.

Dentro dos 59% que fazem o controle dos gastos, 23% disseram ter um caderno de anotações, 32% contam com a ajuda de uma planilha no computador e 4% têm registro de aplicativos no celular. “Mas 26% falaram fazer conta de cabeça. E aí é um problemão. Você sempre esquece alguma coisa. O controle tem de ser sistemático”.

A economista-chefe do SPC Brasil disse que se a pessoa faz controle do orçamento pessoal e tem uma reserva financeira, ela acaba tendo uma vida mais tranquila, “uma vida financeira sustentável”. Consegue resolver algum problema que surja de repente, pode planejar viagens e trocar de carro, por exemplo. “Não se planejar financeiramente tem o grande risco da inadimplência, mas também tem o risco de viver sempre com dor de cabeça ou sempre na corda bamba”.

Agência Brasil

Veneziano diz que não tem dificuldade em pedir votos para RC por “afinidades”

vene e ricardoEx-candidato a governador de oposição pelo PMDB, cuja postulação foi retirada antes das convenções de junho, e deputado federal eleito, Veneziano Vital (PMDB) realizou, ao lado do governador e candidato a reeleição Ricardo Coutinho (PSB), uma caminhada nesta terça-feira (14) e disse que “não tem dificuldade” em pedir votos para o socialista em Campina Grade pelas “afinidades”. Veneziano e Ricardo travaram pesados enfrentamentos nos últimos quatro anos.

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“Essa é uma demonstração de que não há qualquer dificuldade de pedir votos para Ricardo Coutinho em Campina pelo trabalho realizado, pelas afinidades programáticas e pela reciprocidade do seu gesto de apoiar Dilma no 2° turno”, disse Veneziano.

Eles fizeram o ato político no bairro Multirão e foram acompanhados pela candidata à vice-governadora, Lígia Feliciano (PDT), o deputado federal Damião Feliciano (PDT) e dos vereadores Rodrigo Ramos (PMN), Galego do Leite (PMN), Napoleão Maracajá (PCdoB), além do deputado estadual eleito, Inácio Falcão e o ex-deputado federal Álvaro Neto.

MaisPB 

Maioria dos eleitores da Paraíba têm dificuldade para ler e escrever, revela TRE

urna_eletronicaA maior parte do eleitorado da Paraíba tem dificuldade para ler e escrever, mais de 60% não tem se quer o ensino fundamental, é o que revelam os dados do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba. Minoria do eleitor tem curso superior.

Mais de 280 mil eleitores são analfabetos no estado, ou seja, dos 2.835, 882 paraibanos aptos a votar este ano, quase 10% não consegue escrever o próprio nome. Eles não são obrigados a votar, mas também não podem ser eleitos no país.

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648 mil eleitores da Paraíba afirmam que leem e escrevem e outros 799 mil declararam à Justiça Eleitoral que não têm o ensino fundamental completo.

A menor parte dos eleitorado do Estado tem o ensino superior e não passam de 162.783.

Confira o perfil dos eleitores da Paraíba por grau de instrução.

Écliton Monteiro – MaisPB 

Cássio diz que Ricardo tem dificuldade para dialogar até com seus aliados

cassioO senador Cássio Cunha Lima (PSDB) disse que o governador Ricardo Coutinho tem dificuldade para dialogar até mesmo com seus aliados. “Estive na Granja [Santana] três vezes. E no Palácio [da Redenção], duas. Ricardo foi ao meu gabinete uma vez. É estilo dele, que tem dificuldades para dialogar”, disse Cássio.

Em entrevista à Tambaú FM, na manhã desta sexta-feira, o pré-candidato tucano ao Governo do Estado, disse ainda que, no últimos três anos, não fez nenhum gesto contra o governador e sua gestão.

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Cássio ainda criticou a segurança pública e a falta de investimento nas Polícias da Paraíba. “Com relação à Polícia Militar, a situação piorou muito. Você precisa estimular a Polícia Civil e ampliar a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros”, disse o senador.

Jãmarrí Nogueira – MaisPB

Barbosa: ‘Lula tem dificuldade em lidar com o judiciário independente’

Joaquim Barbosa (Foto Nelson Jr./SCO/STF)
Joaquim Barbosa (Foto Nelson Jr./SCO/STF)

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, rebateu de forma veemente nesta segunda-feira o comentário indecoroso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o julgamento do mensalão. Barbosa afirmou que o petista, ao atacar a credibilidade da Justiça brasileira no julgamento, tem “dificuldade” em lidar com a atuação de um Judiciário independente.

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A manifestação do magistrado, que chegou ao Supremo indicado por Lula e foi relator do processo do mensalão, é a mais contundete desde que o ex-presidente negou, em entrevista a uma emissora de TV portuguesa, a existência do maior escândalo político da história do Brasil e acusou o STF de fazer um julgamento com “praticamente 80% de decisão política e 20% de decisão jurídica”.

“O juízo de valor emitido pelo ex-chefe de Estado não encontra qualquer respaldo na realidade e revela pura e simplesmente sua dificuldade em compreender o extraordinário papel reservado a um Judiciário independente em uma democracia verdadeiramente digna desse nome”, disse o relator do mensalão.

No julgamento do escândalo político, foram condenados os principais expoentes da cúpula do PT, entre os quais o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o ex-presidente da sigla José Genoino, o ex-presidente da Câmara dos Deputados João Paulo Cunha e o ex-tesoureiro Delúbio Soares. Também acabaram atrás das grades banqueiros, como a ex-presidente do Banco Rural Kátia Rabello, e empresários, como Marcos Valério, condenado por operar o esquema criminoso.

A nota de Barbosa ampliou as críticas feitas às declarações de Lula ao longo do dia por partidos da oposição. O presidente do Supremo afirmou que a tentativa do petista de colocar em suspeição o julgamento da Corte “emite um sinal de desesperança para o cidadão comum, já indignado com a corrupção e a impunidade e acuado pela violência”.

“A desqualificação do Supremo Tribunal Federal, pilar essencial da democracia brasileira, é um fato grave que merece o mais veemente repúdio. A ação penal 470 foi conduzida de forma absolutamente transparente”, rebateu o ministro.

De acordo com o magistrado, não faltaram provas para condenar os réus do mensalão – além de cerca de 600 pessoas indicadas para fornecer provas testemunhais, houve perícias do Banco Central, Banco do Brasil, Polícia Federal e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). “Acusação e defesa dispuseram de mais de quatro anos para trazer ao conhecimento do STF as provas que eram do seu respectivo interesse”, disse.

Veja

Sem salários extras, parlamentar diz ter dificuldade para pagar ‘caixões e receitas médicas’ de eleitores

deputado Francisco Escórcio (PMDB-MA)A Câmara aprovou na quarta-feira (27) um projeto que limita o pagamento de 14º e 15º salário para deputados e senadores, mas a decisão contrariou alguns parlamentares.

Em entrevista à rádio CBN, o deputado Francisco Escórcio (PMDB-MA) criticou a medida, e alegou que utiliza o dinheiro para pagar “caixões e passagens” para eleitores menos favorecidos que visitam seu gabinete.

Essa ajuda de custo, porém, é destinada para suprir a necessidade que os parlamentares têm ao se mudar, com suas famílias, para a capital, no início e no final de cada ano durante o recesso.

Ontem, o deputado Newton Cardoso (PMDB-MG) se pronunciou abertamente contra o projeto.

“Eu vou abrir mão sim, mas é preciso ajudar aqueles que precisam desse dinheiro. Acho uma deslealdade com estes deputados cortar o salário deles. Acho errado! Pago para trabalhar aqui, pago caro”, disse.

Os vencimentos mensais dos parlamentares são de R$ 26.723,13.

“É um clientelismo e assistencialismo sem igual. O deputado deveria fiscalizar o poder executivo, e não oferecer estes favores. Caso a entrega dessas benesses esteja condicionada ao voto no próximo pleito, pode ser caracterizado o crime eleitoral da compra de votos”, afirma Helio Silveira, advogado especialista em sistema eleitoral.

A reportagem tentou entrar em contato com Escórcio, mas ele não foi encontrado em seu gabinete.

O projeto de decreto legislativo, de autoria da ex-senadora e atual ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT-PR), já tinha sido aprovado há cerca de nove meses no plenário do Senado.

Ao extinguir os salários extras, o projeto prevê que os parlamentares ainda continuem recebendo dois salários a mais, um no início e outro no final do mandato. Ou seja, para os deputados, a cada quatro anos; para os senadores, a cada oito anos.

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A colocação do assunto em pauta é uma tentativa do presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), de melhorar a imagem da Câmara dos Deputados diante da opinião pública. “Parabéns a este plenário, que resgata a altivez dessa Casa”, declarou após a aprovação.

“Como trabalhadores que somos, não merecemos nenhum direito a mais”, disse a deputada Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), líder da bancada comunista.

“Esta tarde é uma tarde histórica”, declarou o deputado Rubens Bueno (PPS-PR). “Esse dinheiro não nos pertence.”

A extinção do pagamento do 14º e do 15º trará economia de R$ 27,4 milhões anuais à Câmara e de R$ 4,32 milhões ao Senado, totalizando R$ 31,7 milhões. De acordo com a assessoria da Câmara, apenas 30 dos 513 deputados abriram mão voluntariamente do benefício.

O subsídio pago aos parlamentares teve origem quando a capital da República federal ainda era o Rio de Janeiro..

UOL

Vasco supera Santos sem dificuldade e se mantém na cola do líder

O sábado começou com más notícias para o Vasco, que confirmou as saídas de Fagner e Diego Souza, negociados. À noite, entretanto, a torcida encontrou motivos para sorrir. O time recebeu o Santos, em São Januário, e não teve dificuldades para vencer o rival, que tem jogado desfalcado de seus maiores craques, Neymar e Ganso, que estão a serviço da Seleção olímpica. Douglas e Alecsandro fizeram os gols da vitória cruz-maltina pelo placar de 2 a 0. A partida foi válida pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Com o resultado, o Vasco chegou a 26 pontos e se manteve em segundo lugar, a dois pontos do líder Atlético-MG, que também neste sábado goleou o Sport na Ilha do Retiro por 4 a 1.

– Estamos sabendo jogar as partidas. São todas totalmente diferentes. Contra o São Paulo (vitória por 1 a 0) foi uma, hoje foi outra. Estamos mantendo a humildade de marcar e tendo a qualidade para fazer o melhor – disse Alecsandro, artilheiro do Brasileiro (sete gols).

O Peixe, por sua vez, segue na 14ª colocação, com modestos dez pontos. O time continua sem conseguir sequer fazer gol nos jogos fora de casa neste Brasileirão.

– Não podemos reclamar, porque a gente não se preparou bem. Tinham de ter chegado mais jogadores. Estamos pagando por isso e temos de levantar a cabeça porque temos um ano todo pela frente – avaliou o técnico Muricy Ramalho.

O Vasco volta a campo na próxima quarta-feira. O time faz o clássico contra o Botafogo, no Engenhão. No dia seguinte, o Santos visita o líder Atlético-MG, em Belo Horizonte.

Sem poder mais contar com Diego Souza e Fagner, negociados, o técnico Cristóvão Borges promoveu a estreia de Auremir na lateral direita do Vasco. No setor de criação, Carlos Alberto ficou com o lugar do antigo camisa 10 ao lado de Juninho. Wendel e Nilton formaram a dupla de volantes. Felipe, com dores no joelho esquerdo, foi vetado da partida.

Bola parada decide

No lado do Santos, as ausências de Neymar e Ganso, que estão na Seleção olímpica, assim como o goleiro Rafael, pesaram. O Peixe teve em campo o jovem Felipe Anderson com a função de criar. O ataque foi formado por Dimba e Miralles. A dificuldade para chegar perto do gol adversário foi muito grande.

Nos minutos iniciais, o Vasco tratou logo de impor seu ritmo. Carlos Alberto, após cruzamento de Eder Luis, por pouco não abriu o marcador, aos 3.

Alecsandro gol Vasco x Santos (Foto: Marcelo Sadio / Site Oficial do vasco)Alecsandro, artilheiro do Brasileiro, comemora sétimo gol no certame (Foto: Marcelo Sadio / Site do Vasco)

A defesa santista, que não poderá contar mais com o lesionado Edu Dracena até o fim do ano, teve Bruno Rodrigo ao lado de Durval no miolo de zaga. E foi numa engrossada do substituto de Dracena que o Vasco tirou o zero do placar. Após cobrança de escanteio, o zagueiro do Peixe foi tentar afastar, furou e viu a bola bater nele e ficar limpa, na pequena área, para Douglas. O vascaíno encheu o pé e correu para o abraço.

Em vantagem, o time da casa continuou dono do jogo ao longo de todo o primeiro tempo. Os santistas, sem ligação alguma entre defesa e ataque, não tiveram um lance de perigo sequer até o intervalo.

O Vasco poderia ter ampliado em ao menos duas oportunidades. Numa delas, Douglas obrigou Aranha a fazer uma boa defesa. No rebote, o mesmo Douglas tocou para o meio da pequena área. Carlos Alberto tentou empurrar para a rede de voleio, mas furou. Já perto do fim da primeira etapa, Juninho, em cruzamento que mais pareceu um chute, viu Aranha se esticar todo para mandar a bola para escanteio.

Alterações pouco melhoram o Peixe

Eder Luis Vasco x Santos (Foto: Márcio Alves / O Globo)Eder Luis arranca (Foto: Márcio Alves / O Globo)

Na volta para o segundo tempo, o técnico Muricy Ramalho tentou dar novo gás ao time do Peixe. Ele sacou o atacante Miralles para lançar Victor Andrade, também homem de frente. O Santos, entretanto, não teve tempo para experimentar o novo panorama da partida. Logo aos 2 minutos, a equipe sofreu o segundo gol. Após escanteio batido por Juninho antes do primeiro pau, Alecsandro apareceu para desviar de cabeça e fazer a festa da torcida vascaína. Foi o sétimo gol do atacante, artilheiro isolado do Brasileirão.

Com dois gols de desvantagem, o Santos tentou, ainda que timidamente, buscar mais o ataque. O time, entretanto, seguiu com dificuldade para assustar o rival. O primeiro lance de perigo em todo o jogo só aconteceu aos seis minutos: Adriano bateu falta de longe, uma bomba, e Fernando Prass teve de se virar para espalmar.

Aos 14, Muricy fez sua segunda alteração na partida. O atacante Dimba deu lugar ao meia ofensivo João Pedro. O andamento do jogo, porém, pouco mudou. O Peixe, embora tentasse, não conseguia levar perigo ao gol de Fernando Prass.

No lado do Vasco, a primeira substituição se deu aos 20 minutos. Cristóvão Borges tirou Carlos Alberto e lançou o atacante Pipico. Os vascaínos puxaram o freio de mão na partida e até permitiram que o Santos se arriscasse à frente. Felipe Anderson, em penetrações pelo lado esquerdo, chegou a levar algum perigo. Numa delas, rolou a bola rasteira, para o meio da área, mas ninguém apareceu para concluir.

Mesmo com o ritmo mais baixo, o Vasco não deixou de assustar o Peixe nos lances de bola parada. Todo escanteio causava calafrios à defesa santista. A partir dos 30 minutos, Cristóvão tratou de queimar suas últimas alterações. Fellipe Bastos, já com a situação regularizada, voltou ao time no lugar de Wendel. Depois, Diego Rosa entrou na vaga de Juninho, que deixou o campo aplaudido.

Daí para o fim, a partida se arrastou quase sem emoções. A se destacar apenas uma boa arrancada de Eder Luis, pelo lado direito da área, mas o goleiro Aranha estava atento e segurou o chute do atacante vascaíno. No fim, festa da torcida em São Januário.

Globoesporte.com