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Há 20 anos, professora leva espiritualidade e educação aos detentos na Cadeia Pública de Belém/PB através da Pastoral Carcerária

lene_mariaUm trabalho desafiador e incompreendido por muitos, mas essencial à ressocialização das pessoas privadas de liberdade, é desenvolvido pela professora Lene Maria na Cadeia Pública de Belém, no Agreste paraibano. São vinte anos dedicados à espiritualidade e a educação de detentos por meio da Pastoral Carcerária, cumprindo o ensinamento evangélico de Cristo que disse: “Estive preso e vieste me visitar” (Mateus 25, 36).

Mais do que uma visita, Lene Maria, professora da rede pública há duas décadas, dedica seu tempo, fora das salas de aula, ao acompanhamento educativo dos encarcerados que lotam as celas da cadeia de Belém. Atualmente, são 25 presos distribuídos em apenas 4 celas com pouco mais de 2 m², que já chegaram a abrigar 34 detentos.

Em 2016, a professora Lene começou a dar aulas aos apenados, em um projeto idealizado pela Promotora Ana Maria Pordeus Gadelha, unindo ao trabalho socioeducativo da Pastoral Carcerária. Participam do projeto, que continuará neste ano de 2017, através de parceria com a Prefeitura de Belém, os presos que não concluíram a primeira fase do Ensino Fundamental.

 
Trabalho junto aos encarcerados selecionados para o projeto educativo

Católica praticante, Lene Maria, que em 2015 participou de um curso sobre Justiça Restaurativa, ou seja, um modelo de Justiça que “valoriza o diálogo, compensando danos, gerando compromissos futuros e responsabilidades, objetivando a reintegração social da vítima e do infrator”, recebe o apoio do jovem professor Diniz Nascimento, membro da Igreja Metodista de Belém. Ação ecumênica e silenciosa, e quase solitária, iniciada há vinte anos, após o primeiro encontro realizado pelo padre Bosco, atual coordenador estadual e diocesano [Diocese de Guarabira] da Pastoral Carcerária, como conta a professora:

 
Anunciando o Evangelho de Cristo

“Este ano [a Pastoral Carcerária] completa 20 anos. Há 20 anos fui convidada por João Lúcio, filho de Lúcia Cruz, para participar de uma reunião na Igreja Nossa Senhora da Conceição, com Padre Bosco e alguns membros da Pastoral Carcerária de Guarabira. Neste dia, dei o meu SIM. As visitas aconteciam nas quartas-feiras.”

Continuando o relato ao Correio Belenense, Lene Maria fala sobre o desafio de encontrar voluntários para ajudá-la na Pastoral Carcerária, pois a maioria das pessoas convidadas ainda tem uma visão preconceituosa em relação à pastoral, que sempre contou com um número reduzido de membros:

 
Ouvindo os presos

“Por motivo de trabalhar em Nova Cruz, não foi mais possível João Lúcio participar. Fiquei caminhando sozinha. Depois convidei um senhor idoso, Sr. Herculano. Muito doente, os filhos levaram para o Rio ou São Paulo. Certo dia, convidei Maria das Neves de Sousa, conhecida como Nevinha, uma agente pastoral exemplar. Saiu da pastoral  porque Deus a chamou. Novamente, um dia André de Zé Rodinha chegou em minha casa e falou que ia caminhar comigo. Permaneceu uns seis anos, saiu para a Pastoral da Sobriedade. Com um tempo, já cansada de estar só, convidei os mais jovens e adultos, mas falavam que para presídio não gostavam. Continuei só. Hoje, louvo e agradeço a Deus pelo SIM de Diniz, o mesmo é congregado na Igreja Metodista”.

A “espinhosa e discriminada” missão da Profª Lene Maria, junto com o Prof. Diniz Nascimento, prossegue neste ano de 2017. Na quinta-feira passada (05/01), ocorreu a primeira visita do ano ao presídio em Belém. Na ocasião, a Pastoral Carcerária levou auxílio espiritual através da leitura da Sagrada Escritura e alguns alimentos aos encarcerados.

 
Profª Lene e Prof. Diniz em atividade da Pastoral Carcerária.

“Hoje dia 05/01/2017, no presídio de Belém, a Pastoral Carcerária foi visitar, levar a Palavra de Deus e um pouco de lanche aos nossos irmãos detentos. Eu e Diniz agradecemos a Deus por essa missão tão espinhosa e discriminada. Mas Jesus vê tudo e sabe todas as coisas. Obrigado, Senhor”, escreveu a Profª Lene em seu perfil numa rede social na internet.

Pastoral Carcerária

A Pastoral Carcerária nasceu com o próprio Jesus Cristo. Ele mandou que os cristãos visitassem os presos e Ele mesmo foi um preso. Portanto, a pastoral tem sua origem com o próprio Cristianismo. Contudo, somente na Idade Média, a partir dos séculos XI e XII, nasceram grupos organizados para visitar e resgatar as pessoas encarceradas.

No Brasil, embora a existência de grupos de visitação perde-se no tempo, a Pastoral Carcerária como serviço organizado da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) deu passos decisivos a partir de 1986, quando se realizou a primeira reunião nacional de que se tem notícia.

A partir de 1988 a coordenação nacional é criada e se iniciam contatos com organizações nacionais e internacionais, estes por meio do padre Chico, e passa a canalizar seus esforços para a contestação do sistema penitenciário e das violações dos direitos de presas e presas.

Estão entre os objetivos específicos da Pastoral Carcerária: o anúncio do Evangelho de Jesus Cristo [mas sem proselitismo]; a conscientização da sociedade para a difícil situação do sistema prisional; a contribuição para a redução da população carcerária; a superação da justiça retributiva por meio da justiça restaurativa; a promoção da inclusão social da pessoa presa; e a motivação e criação de políticas públicas que zelam pelo respeito aos Direitos Humanos.

Mais informação: http://carceraria.org.br/

correiobelenense

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25 detentos morrem dentro de presídio em confronto de facções, diz Bope

 (Foto: Valéria Oliveira / G1)
(Foto: Valéria Oliveira / G1)

Vinte e cinco presos morreram durante confronto entre facções na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo neste domingo (16), em Boa Vista, segundo informou o comandante do Bope, capitão Falkner.

De acordo com Falkner, dos 25 detentos mortos, sete foram decapitados e seis foram queimados.

Segundo a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc), 100 familiares dos presos foram feitos reféns dentro da unidade durante o confronto. Os presos chegaram a exigir a presença da juíza da Vara de Execuções Penais no complexo, informou po capitão.

Os reféns foram liberados após equipes do Batalhão de Operações Especiais (Bope) entrarem na unidade, no fim da noite. De acordo o secretário de Justiça e Cidadania (Sejuc), Uziel Castro, a maioria dos reféns era formada por mulheres.

Confusão ocorreu neste domingo (16) durante o horário de visitas dos familiares dos presos (Foto: Valéria Oliveira/G1)Confusão ocorreu neste domingo (16) durante o
horário de visitas dos familiares dos presos
(Foto: Valéria Oliveira / G1)

A confusão entre os detentos começou por volta das 15h (17h de Brasília) quando homens da ala 14 quebraram os cadeados e invadiram a ala 12.

A briga entre os presos ocorreu durante o horário de visitas na maior unidade prisional de Roraima.

Os detentos estavam armados com facas e pedaços de madeira, segundo relatou a mulher de um preso que estava dentro do presídio na hora que se iniciou a briga.

A estrada que dá acesso a penitenciária foi interditada pela polícia. Equipes do Instituto Médico Legal (IML) estão na unidade para a realização da perícia e remoção dos corpos.

G1

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Detentos de Guarabira denunciam maus-tratos e Direitos Humanos aponta irregularidades

Divulgação/MPF
Divulgação/MPF

Relatório divulgado nesta sexta-feira (12) pelo Conselho Estadual de Direitos Humanos (CEDH-PB) aponta uma série de irregularidades constatadas em penitenciárias da cidade de Guarabira, Agreste paraibano, a 98 km de João Pessoa. Entre os problemas indicados pelos detentos estão: falta de colchões e alimentos; truculência por parte de agentes; mulheres submetidas à revista íntima vexatória; e desperdício de comida levadas por familiares dos presos. Os diretores dos dois presídios visitados negaram as acusações.

A visita de profissionais do CEDH-PB às unidades penitenciárias ocorreu no dia 11 de julho. Após ouvir os detentos, o Conselho listou recomendações ao Estado, como garantia de dignidade, saúde e boa alimentação aos presos. O CEDH-PB pediu também que a Administração Penitenciária investigue denúncias de maus-tratos e suspenda imediatamente métodos vexatórios de revista íntima. Segundo os detentos, mulheres são obrigadas a ficarem nuas e agachadas durante o procedimento, realizado com detector de metais manual. Veja relação completa de recomendações mais abaixo.

Violência

Na Penitenciária Regional Vicente Claudino Pontes, presos disseram que agentes jogam no lixo comidas levadas por familiares em dias de visita, além de serem truculentos na hora de acordá-los. Conforme as denúncias, os profissionais chegam a ameaçar e agredir os detentos, além de efetuar tiros dentro das celas.

Os presos disseram também que são obrigados a delatar companheiros quando solicitam mudança de cela por se sentirem em risco. Entre os abusos listados pelos detentos estão ainda: disparo de arma de borracha para quem tira a camisa devido ao calor; surras com lâmina de facão e suspensão de banho de sol.

Segundo divulgado pelo CEDH-PB, os presos informaram que alguns agentes trabalham embriagados, o que altera ainda mais os ânimos na unidade penitenciária. Conselheiros também disseram no documento que encontraram 97 presos no regime fechado, 30 no regime aberto, 48 no semiaberto e dois recolhidos numa cela chamada de “isoladinho”, um deles doente mental.

Ao Portal Correio, o diretor da Penitenciária Regional, Charles Mota, disse que ainda não tinha sido notificado sobre o relatório. Ele negou todas as denúncias feitas pelos presos:

“Nada disso tem fundamento. Estou aqui há um ano e meio e nunca nenhum deles denunciou casos de maus tratos. Se tivesse mesmo ocorrido faríamos um exame de corpo delito e isso teria sido comprovado. É muito fácil falar e não provar. A questão da revista íntima vexatória também é mentira. Nenhuma mulher fica nua ou seminua e o identificador de metais não é manual. O procedimento é feito em um banquinho, onde elas se sentam sem precisar tirar a roupa”, garantiu.

Precariedade

Na Penitenciária João Bosco Carneiro, detentos reclamaram que há pouca comida e, por vezes, o que é servido vem estragado. Eles também denunciaram falta de colchões e celas úmidas. Conforme o relatório, muitos detentos informaram que são tratados com respeito. Casos de maus-tratos, segundo eles, são raros, mas ocorrem em alguns plantões.

As reclamações mais frequentes dos detentos foram com relação aos processos judiciais. Os conselheiros ouviram que existem na unidade muitos presos sem audiência e já sentenciados com tempo de progressão de regime. Os internos informaram que há apenas dois defensores públicos que trabalham em duas tardes. Muitos disseram que não têm acesso aos defensores públicos.

Procurado pela reportagem, o diretor da penitenciária, Carlos Henrique Elias da Silva, falou que ainda não tinha tomado ciência do teor do relatório. Ele negou denúncias de maus-tratos, revista vexatória e comida estragada, mas reconheceu que faltam colchões para alguns presos. Segundo ele, o problema será solucionado em no máximo 15 dias. “Nossa demanda já foi autorizada pelo Estado, vamos receber 100 colchões em no máximo 15 dias”, contou. O gestor também comentou reclamações sobre processos:

“Temos defensores atendendo nas segundas e sextas-feiras. O problema é que às vezes o preso reivindica progressão baseado em um processo, mas outros dois ou três os seguram no presídio. Não há negligência. Inclusive, em setembro vamos receber um mutirão carcerário, onde a juíza Lilian Cananéia vai analisar todos os processos. Quem tiver direito à progressão vai recebê-la imediatamente”, disse.

O CEDH-PB divulgou que penitenciaria está em boa conservação e abriga, atualmente, 337 internos, sendo 125 condenados e 212 provisórios.

Veja abaixo as recomendações que o CEDH-PB emitiu às unidades prisionais visitadas:

1- O Estado da Paraíba deve providenciar com urgência reforma das instalações do Presídio Regional de Guarabira Dr. Vicente Claudino de Pontes, adequando-as de forma a assegurar o respeito à dignidade dos detentos, bem como regularizar o funcionamento da escola e propiciar trabalho e atividades de lazer dentro do espaço de confinamento;

2 – O Estado da Paraíba deve promover a separação entre os apenados provisórios e definitivos, bem como a implantação/funcionamento da Comissão Técnica de Classificação nas duas unidades;

3 – O Estado da Paraíba deve, com urgência, desativar ou assegurar condições de dignidade humana aos espaços de isolado/reconhecimento, assegurando condições mínimas de habitabilidade, ventilação, e salubridade;

4 – O Estado da Paraíba deve assegurar o funcionamento completo e integral das equipes de saúde das unidades prisionais, implantando ponto com registros de entrada e saída para todos seus integrantes, inclusive o médico. Deve ainda agilizar o tratamento dos detentos que necessitam de serviços médicos externos, principalmente cirurgias;

5– A Administração Penitenciária deve assegurar água e alimentação de boa qualidade a todos os internos;

6 – A Administração Penitenciária deve investigar cumpridamente as alegações de maus-tratos durante os plantões, advertindo os plantonistas a respeitarem a legislação no que tange ao tratamento dos presos;

7 – O Poder Judiciário, conjuntamente com a Defensoria Pública do Estado, deve adotar os procedimentos para realização do mutirão carcerário nos presídios de Guarabira com a brevidade requerida, averiguando a situação individual de cada um e a possibilidade de progressão ou medidas alternativas ao encarceramento;

8- O Ministério Público do Estado da Paraíba deve instituir livro de visitas e relatórios de visitas mensais aos presídios de Guarabira;

9- O Estado da Paraíba deve suprimir de imediato a revista íntima vexatória nos visitantes, adotando providências alternativas para a garantia da segurança das instalações;

10 – O Estado da Paraíba e a direção do presídio devem prestar contas por escrito, das providências tomadas para cumprimento desta recomendação no prazo de 30 dias após seu conhecimento.

portalcorreio

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Polícia ainda procura detentos que fugiram de presídio em João Pessoa

foragidosContinuam foragidos, até as 8h30 desta quinta-feira (21), os dois presos que fugiram da Penitenciária Desembargador Sílivio Porto, no bairro de Mangabeira, em João Pessoa, na madrugada da quarta-feira (20). A polícia divulgou as fotos dos apenados e pede a ajuda da população para tentar localizar e recapturar os homens. Qualquer pista sobre o paradeiro dos fugitivos pode ser informada, de forma anônima, para os números 190 da Polícia Militar ou 197 da Polícia Civil.

Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap), quatro presos tentaram fugir, mas os agentes conseguiram impedir a fuga de dois deles. Um deles é condenado por homicídio a 36 anos e oito meses e o outro por estupro a oito anos. Eles conseguiram fugir após usar uma corda feita de lençóis e pular o muro do presídio.

Moradores da região contaram em grupos nas redes sociais que o tumulto começou por volta das 2h. Segundo relatos, o alarme do presídio foi disparado e vários carros da Polícia Militar e da escolta penitenciária foram vistos pelas ruas do bairro. Os moradores também contaram que ouviram tiros durante a madrugada.

Ocorrência na Máxima
Na madrugada desta quinta-feira, a Seap registrou um incidente na Penitenciária de Segurança Máxima Criminalista Geraldo Beltrão, também em Mangabeira. Segundo a assessoria de imprensa do órgão, uma pessoa se aproximou do muro do presídio e tentou jogar por cima da cerca elétrica uma bola de plástico com uma corda envolta em arame. O homem fugiu para uma mata após um dos guardas em uma guarita realizar um tiro de alerta. Ainda de acordo com a Seap, os agentes localizaram o objeto e identificaram que não havia material ilícito dentro.

G1 PB

 

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Com a ajuda de ‘Teresa’, detentos escalam muro e fogem de presídio

PB1Dois apenados conseguiram fugir na madrugada desta quarta-feira (20), do Presídio Silvio Porto, no bairro de Mangabeira, em João Pessoa.

De acordo com as informações repassadas pela assessoria de imprensa da Secretaria de Administração Penitenciária da Paraíba, por volta de 1h30, quatro detentos tentaram fugir na unidade prisional usando uma corda feita de tecido chamada de ‘Tereza’.

Os agentes penitenciários perceberam a fuga e conseguiram evitar ainda que dois fugissem. Entretanto, dois detentos fugir pelo muro da unidade. Até as 08h, os fugitivos não tinham sido recapturados.

A Seap investiga o caso.

Com Portal Correio

 

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Detentos serram grades e fazem buraco em teto para fugir de cadeia pública da PB

Imagem compartilhada no WhatsApp
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Detentos da Cadeia Pública de Pombal (Sertão do estado, a 371 km de João Pessoa) serraram grades das celas e fizeram um buraco no teto para tentar fugir, na madrugada desta terça-feira (30). A ação aconteceu por volta das 2h e foi percebida por um militar que estava de plantão na guarita e acionou reforço. Com a chegada de mais policiais, a fuga foi impedida.

De acordo com o soldado J. Sousa, da Companhia de Polícia Militar da cidade, a suspeita é de que todos os presos da cadeia estavam envolvidos no plano de fuga.

“Eles serraram grades de uma cela e fizeram um buraco no teto de outra. Um policial que estava na guarita ouviu o barulho feito pelos presos e estranhou. Os agentes penitenciários e outros militares foram acionados e conseguimos impedir a fuga. Realizamos vistorias nas celas e encontramos celulares, espetos e um alicate. Como esses objetos foram encontrados em celas diferentes, acreditamos que a fuga tenha sido planejada por todos os presos”, disse.

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Ainda conforme o soldado, os presos se rebelaram após uma série de apreensões que tem sido feitas na Cadeia Pública. “Recentemente houve uma tentativa de homicídio e algumas revistas foram realizadas. Celulares e carregadores foram apreendidos e desde então o clima não é dos melhores por lá”, completou.

O Portal Correio tentou falar com o diretor da Cadeia Pública de Pombal para saber quantos presos participaram da tentativa de fuga e sobre as ações para evitar um novo conflito, mas as ligações não foram atendidas.

 

 

Portal Correio

Detentos estariam aproveitando visitas para fazer fotos e postar na internet, em João Pessoa

Reprodução/Google Street View
Reprodução/Google Street View

Detentos da Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega, o Roger, em João Pessoa, estariam utilizando celulares dentro da unidade prisional e postando fotos do cotidiano do presídio de dentro das celas em perfis pessoais do Facebook.

As fotos estão sendo compartilhadas em redes sociais e, de acordo com o diretor do Roger, Langstein Formiga, podem ter sido tiradas em celulares de familiares durante as visitas e postadas por eles nos perfis do Facebook dos próprios detentos.

“Eles não estão contentes com as ações promovidas dentro do presídio e estão perdendo muitos materiais apreendidos por nós. Eles devem estar aproveitando as visitas, tirando as fotos em celulares dos familiares e pedindo que postem as fotos nos perfis para que a sociedade pense que eles estão tendo acesso a redes sociais dentro do presídio”, disse o diretor da unidade.

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Ainda segundo o diretor, as ações de repressão e apreensão de materiais no Roger fazem parte de um novo modelo de disciplina aplicado dentro da unidade.

 

portalcorreio

Detentos reeducandos da Paraíba passam a ganhar vale-transporte

presosUma resolução publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) da Paraíba deste sábado (25) determinou o pagamento mensal de uma quantia em dinheiro equivalente ao vale-transporte para todos os detentos reeducandos que desenvolvem algum tipo de trabalho em órgãos da Secretaria de Administração Penitenciária da Paraíba (Seap).

O benefício foi publicado em caráter excepcional e temporário, até que um convênio entre o governo da Paraíba e a Associação de Empresas de Transportes Coletivos Urbanos de João Pessoa (AETC-JP) seja firmado. Apesar de ter sido publicado no DOE deste sábado, a resolução data de 16 de abril de 2015 e tem efeito retroativo para 1º de abril.

O G1 tentou entrar em contato com a Seap para saber quantos detentos reeducandos seriam beneficiados com a resolução, mas as ligações não foram atendidas. Em 2014, 524 reeducandos prestaram Enem na Paraíba.

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Do G1 PB

Detentos quebram laje e fogem de cadeia em Areia; dois seguem foragidos

areiaTrês homens fugiram da Cadeia Pública de Areia (município situado no Agreste do estado, a 130 km de João Pessoa) na madrugada desta quarta-feira (11). Os detentos conseguiram deixar a penitenciária após quebrar a laje da unidade carcerária. Na fuga, eles também usaram uma corda feita de lençóis. A ação aconteceu por volta da 1h30.

De acordo com o diretor da Cadeia Pública de Areia, Fernando Santos, o trio cumpre pena por furto. Ao Portal Correio, ele informou que um dos fugitivos já foi recapturado. “Cerca de 30 minutos após a fuga conseguimos recapturar o preso. Os outros dois seguem foragidos, mas já sabemos de quem se trata e estamos em diligências para localizá-los”, disse.

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Até as 7h os policiais ainda não haviam conseguido prender os dois foragidos.

 

portalcorreio

Campus avançado da UEPB no Serrotão atende mais de 100 detentos

 (Foto: Abraão Morais/UEPB)
(Foto: Abraão Morais/UEPB)

Mais de 110 detentos, entre homens e mulheres, do Presídio do Serrotão em Campina Grande são alunos do Campus Avançado da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) instalado no local. Entre os projetos da universidade na penitenciária, estão cursos profissionalizantes, ensino fundamental, ensino supletivo e de atividades físicas. Atualmente, um grupo de leitura composto por detentos está escrevendo um livro.

De acordo com a UEPB, o campus foi criado em 2013 com a iniciativa de implementar atividades em nível de ensino, pesquisa e extensão. Em parceria com a Secretaria da Administração Penitenciária do Estado da Paraíba (Seap), o objetivo é ampliar o projeto de ressocialização.

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Em um estudo feito pela UEPB no ano de 2012, foi detectado que 52 detentos eram analfabetos, 342 tinham o ensino fundamental incompleto, 24 o ensino médio incompleto, 13 tinham completado o ensino médio e apenas um tinha ensino superior completo. A partir desses dados, a universidade definiu como meta aumentar o nível de escolaridade dos apenados. Atualmente, mais de 80 homens e 30 mulheres são alunos do campus. Ao se tornarem estudantes, eles passam a ser chamados de reeducandos e são inseridos nos projetos.

Em parceria com o Sesi e Senac, são ofertados cursos profissionalizantes pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Os reeducandos podem participar de cursos de informática, serigrafia, corte e costura, cabeleireiro, assentamento de cerâmica e garçom.

Ainda são oferecidos cursos de matemática, o Projovem Prisional, horas de atividades físicas, turmas de leituras e o Cineclube Fênix, que visa colocar o cinema como parte do dia-a-dia dos estudantes. Além das aulas, há também a inclusão do Núcleo de Atenção à Saúde Bucal na penitenciária feminina.

Reeducandos do Serrotão têm aulas de diversas discipinas (Foto: Abraão Morais/UEPB)Reeducandos do Serrotão têm aulas de diversas discipinas (Foto: Abraão Morais/UEPB)

O principal projeto no Campus é o Pró-Enem, que disponibiliza aulas de produção textual, literatura, gramática, química, física, matemática, espanhol, história, geografia e atualidades. As aulas são ministradas por alunos concluintes da UEPB. Nessa ação pedagógica, 32 reeducandos concluíram o ensino médio por meio de exames supletivos e o Enem. A partir do segundo semestre de 2015 será implantado o ensino médio no presídio.

Para a coordenadora do campus, a professora Aparecida Carneiro, a única forma de ressocializar detentos é por meio da educação. “A diminuição de delitos só acontece pela educação, como também a ressocialização de presos. A educação possibilita novas chances às pessoas. E, para mim, é uma satisfação enorme estar à frente deste projeto”, afirmou.

Um total de 45 reeducandos foram inscritos no Enem 2015. Entre eles, 18 não zeraram a redação e puderam ser inscritos no SISU. Segundo a Seap, os inscritos ficaram na lista de espera e estão sendo acompanhados, caso sejam aprovados.

A UEPB projeta incluir cursos superiores no Campus. As Pró-reitorias estão em discussão e a intenção é implementar primeiramente o curso de ciências agrárias e licenciaturas no modelo EAD (Educação à Distância).

Detentos escrevem livro (Foto: Abraão Morais/UEPB)Detentos escrevem livro em grupo de estudo
(Foto: Abraão Morais/UEPB)

Reeducandos escrevem livro no campus
Um dos produtos do projeto está para ser lançado. Intitulado “Mentes soltas, pensamentos livres”, o livro escrito pelos reeducandos vai ser publicado pela Editora da Universidade Estadual da Paraíba (Eduepb).

Dez reeducandos estão no projeto e se reúnem duas vezes por semana com professoras para terem oficinas de orientação metodológica e redação textual. A intenção é escrever as memórias dos reeducandos antes da reclusão. A previsão de término do livro é para o segundo semestre de 2015.

 

G1