Arquivo da tag: desenvolvem

Pesquisadores da UFPB desenvolvem novo método para tratamento do Alzheimer

pesquisaOs pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Neurociências Cognitiva e Comportamento (PPGNeC) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) desenvolveram novo tratamento para o mal de Alzheimer.

O método de estimulação cerebral com eletrodos está sendo testado há um ano, em pareceria com a Associação Brasileira de Alzheimer, e conta com 30 profissionais de medicina, psicologia, fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e biomedicina.

De acordo com a pesquisadora do PPGNeC, Suellen Andrade, o sistema é eficiente para pacientes nos estágios leve e moderado e que o método testado na UFPB está melhorando a memória e concentração de mais de 40 pacientes idosos.

O tratamento consiste em três sessões por semana, com meia hora de duração cada. Para Suellen “nossa perspectiva é que o aparelho seja inserido no SUS como um serviço de rotina e, no futuro, o próprio paciente possa usar em casa com a ajuda de um familiar. É portátil e não é caro”.

Suellen também relatou que a cada dois meses, novas pessoas são inseridas no estudo e que para confirmar se o idoso é um possível candidato, basta procurar a clínica de psicologia da UFPB e deixar o número de telefone que a equipe do projeto entrará em contato e dará seguimento aos procedimentos necessários.

portalcorreio

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

Prefeitos de cidades que desenvolvem o turismo de experiência serão capacitados

 

Sebrae oferece workshop para os gestores nestas quarta (11) e quinta-feira (12) sobre gestão pública no século XXI, com a consultora Tânia Zapata

turismoDezenove prefeitos do Litoral, Brejo e Cariri paraibanos irão participar do Workshop sobre Território e Gestão no século XXI, nestas quarta (11) e quinta-feira (12), no município do Conde. A capacitação será oferecida pelo Sebrae para os gestores das cidades que desenvolvem o turismo criativo e de experiência. Até o final do ano, estas cidades devem estar oferecendo cerca de 200 produtos turísticos estruturados com base na economia criativa. O evento terá início às 8h desta quarta-feira, na pousada Aruanã, na praia de Carapibus, e terá a consultora e socióloga Tânia Zapata como facilitadora.

Os municípios convidados a participar do workshop são: Areia, Bananeiras, Conde, Pitimbu, Lucena, Cabedelo, Pilões, Alagoa Grande, Boqueirão, Cabaceiras, Ingá, Campina Grande, João Pessoa, Remígio, Solânea, Guarabira, Rio Tinto, Mamanguape e Bayeux. “Estes municípios já utilizam a criatividade, a cultura e o conhecimento como geração de riqueza e desenvolvimento econômico para a região. Precisamos mostrar as iniciativas dos empresários locais aos gestores públicos e capacitá-los em desenvolvimento territorial e gestão para o século XXI”, destacou a gestora de Turismo do Sebrae Paraíba, Regina Amorim.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                    INSTAGRAM

Para a socióloga Tânia Zapata, “a estratégia de desenvolvimento local depende também de mudanças no interior das organizações e da construção de novas institucionalidades que garantam a sua sustentabilidade”. Tânia é socióloga com especialização em Desenvolvimento Econômico Regional, com expertise em Desenvolvimento Territorial e Planejamento Estratégico. Atualmente é consultora e palestrante nacional e internacional pelo Instituto de Assessorias para o Desenvolvimento Humano (IADH).

Além da capacitação para os gestores, o Sebrae irá oferecer, ainda no mês de novembro mais dois encontros: workshop para secretários de turismo, educação, cultura e meio ambiente (dias 17 e 18 de novembro, em Bananeiras) e reunião entre prefeitos, secretários municipais, governo do Estado e diretores do Sebrae (19 de novembro, em João Pessoa). “É muito importante que todos os envolvidos no desenvolvimento territorial tenham uma visão abrangente do turismo de experiência”, completou Regina Amorim.

Workshop para Prefeitos sobre Território e a Gestão no Século XXI

Dias: 11 e 12 novembro

Local: Pousada Aruanã – Carapibus – Conde (PB)

Hora: 11 novembro (8h às 12h e 14h às 18h) / 12 novembro (8h às 13h)

UNIDADE DE COMUNICAÇÃO E MARKETING
SEBRAE PARAÍBA

Docentes e alunos do Campus III desenvolvem projeto de ressocialização em Presídio Regional de Sapé

joão-bosco-carneiroAções socioeducativas visando à ressocialização de apenados do Presídio Regional de Sapé estão sendo desenvolvidas por professores e estudantes do Campus III da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Trata-se do projeto de extensão “Uma proposta interdisciplinar de Direitos Humanos e Educação: reeducar, ressocializar e tecer cidadania”, coordenado pela professora Kilma Maísa de Lima Gondim, do Departamento de Ciências Jurídicas do Centro de Humanidades (CH).

 

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Em parceria com a Vara das Execuções Penais da Comarca do município, o projeto atua na revisão dos processos penais de 21 detentos da referida unidade prisional, buscando avaliar a situação de cada um para saber quem tem o direito de usufruir da progressão de regime. Segundo a professora Kilma Maísa, uma parcela desses presos já deveria ter o benefício concedido, mas ainda se encontra na situação de regime fechado devido à falta de condições financeiras para contratar um advogado.

 

Outra medida desempenhada pelo projeto de ressocialização diz respeito às oficinas de educação, através das quais é utilizada a biblioteca local, instalada após a desativação de uma das celas. Por meio de rodas de diálogos e da música, uma equipe interdisciplinar desenvolve atividades pedagógicas ao trabalhar temáticas como Cidadania, Direitos Humanos, Constituição Federal de 1988 e Lei de Execução Penal. Também é disponibilizada aos reeducandos assistência social e psicológica, com a finalidade de contribuir para a elevação da autoestima dos egressos, quando do retorno ao convívio social.

 

“Nosso objetivo é contribuir com a construção de um sistema prisional pautado na dignidade da pessoa humana. Visamos instrumentalizar os reeducandos com conceitos básicos acerca dos seus direitos como cidadãos através de uma proposta jurídica, educacional, social e psicológica. Além dos apenados, os agentes penitenciários, os diretores da unidade prisional e os defensores públicos também são público alvo do nosso projeto de extensão. Entendemos que todos podem ser agentes modificadores da realidade negativa do Sistema Penitenciário Paraibano/Brasileiro”, relatou a professora Kilma.

 

O projeto, com exatamente um ano de execução, atende cerca de 170 detentos em regime fechado e semi-aberto. Através de entrevistas realizadas com apenados, agentes penitenciários e diretores, os integrantes do projeto traçaram um perfil sociocultural dos reeducandos do Presídio Regional. A ideia, de acordo com a professora Kilma Maísa, é de elaborar um relatório sobre a situação do sistema prisional paraibano.

 

Geração de emprego e renda

 

Os integrantes do projeto ainda auxiliam os detentos no desenvolvimento da agricultura irrigada. Através de convênio firmado entre a Associação Produtiva de Apoio ao Trabalhador Preso, Egressos e Familiares de Sapé e o Projeto Cooperar/PB, foram adquiridas sementes de hortaliças e mudas de maracujá e mamão, além do arrendamento de um terreno. Outros apenados do Presídio Regional ainda se dedicam ao artesanato e à pintura. Acreditam que a arte pode ser um meio de sobrevivência fora da prisão e uma nova oportunidade na vida.

 

Simone Bezerrill/Ascom-CH

 

Brejo desponta com produtos e serviços que desenvolvem a economia e autoestima da PB

artesanatoNão importa se a Paraíba é conhecida como terra quente, de sol e calor o ano todo, em algumas regiões, o frio também dá o ar de sua graça e desenvolve no povo e na economia um jeito diferente de receber e de produtos típicos para oferecer. Um destes produtos é o Caminhos do Frio, um projeto cultural e econômico que aquece a economia da região brejeira da paraíba entre os meses de julho e agosto.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Uma das cidades que consegue há oito anos participar com desevolvimento de produtos e serviços aos residentes e turistas é Pilões. Com o apoio do Sebrae, vários empreendedores têm despertado para os potenciais locais e da boa vontade do seu povo de aprender coisas novas e assim dar a quem procura um turismo de experiência que faz com que quem visite não esqueça a vivência e queira cada vez mais o produto oferecido.

O sucesso de alguns empreendimentos é notável e a divulgação profissional e boca a boca tem deixado vários micro e pequenos empresários bem atarefados, movimentando e diversificando a economia local da região.

Em Pilões, um dos engenhos que mais se destaca é o Olho DÁgua. Com sua cachaça temperada por três meses em 12 ervas, rapadura e um colhe e pague com flores tropicais, o local é um convite para os sentidos.

 

Os proprietários oferecem ainda, caso seja agendado, um passeio inesquecível com clima de volta no tempo, num jantar no memorial da cachaça, com tochas, lamparinas e um founde de queijo de coalho a noite ao som do sax, ou um rubacão no almoço. Além do colhe e pague, onde você pode colher as flores tropicais para um arranjo que o cliente mesmo faz e leva para casa. Um turismo de experiência completo. Um resgate das tradições para que o turista e o morador local conheça um pouco mais do passado do local.

Dois grupos de mulheres também chamam a atenção com sua forma de receber e os produtos oferecidos. O Grupo Flores para Sempre faz o Chá na varanda que com uma bela vista pode ser tomado um café, suco com bolos e tapiocas, um local para relaxar e curtir. Além disso, no local são feitas flores de tecido e outros artigos de artesanato que encantam pelos detalhes e aproveitamento de tecido de uma maneira sustentável. As mulheres envolvidas tiveram sua autoestima estimulada porque antes trabalhavam apenas com plantio e cultivo de cana de açúcar e hoje, podem além de ter uma renda a mais, receber os elogios dos turistas que apreciam seus produtos e seus serviços feitos com carinho e cuidado, de sabor maravilhoso.

Outro grupo é o das Mulheres em Ação que ficam trabalhando num assentamento rural em Pilões. Para chegar lá, o turista entra num caminho cheio de expectativas, verde e plantações locais de cana de açúcar, bananas e mandiocas.

As 12 mulheres recebem muito bem os visitantes com seus quitutes e histórias de vida, de superação e autoestima que foi elevada depois do empreendimento que desenvolve os dotes culinarários e artesanais das envolvidas que nem sabiam que podiam aprender cada vez mais e empreender, ganhando dinheiro fazendo coisas que adoram fazer.

No local também funciona uma casa de farinha que ainda produz farinha de mandioca e goma para a culinária. Num salão são realizados cafés especiais e chás da tarde que podem ser agendados para os turistas e moradores que desejarem conhecer um pouco mais da cultura rural e seus produtos culturais e gastronômicos.

Uma visita rica de cultura e alimentação nutritiva cheia de novidades como o petisco feito da casca da mandioca frita no azeite, além das macaxeiras fritas em formato chips, e as tradicionais comidas de milho e tapioca. Um local para apreciar vários aspectos sensoriais.

Um destaque especial ficou por conta de uma propriedade rural, Engenho Várzea do Coaty que apesar de ser em Areia, tem servido como local de encontro de moradores desta cidade e de Pilões e região, além dos turistas que chegam nestas cidades e proximidades. O Local é uma sede de engenho que foi construida em 1920 e até hoje funciona, não mais como outrora, com sua casa de farinha e budega, mas com um espaço para receber pessoas para uma boa refeição, ao som de música e visita a Casa Grande, uma viagem no tempo.

A casa, com arquitetura influenciada por um engenheiro inglês, foi a primeira na região a utilizar cimento na construção, importado da Inglaterra. Na época usava-se cal e óleo de baleia para concretar as paredes. Sua disposição é bem diferente das casas tradicionais, pois não tem corredor e os quartos são interligados. Salas grandes e varandas, além de uma cozinha e copa, ainda guardam os móveis antigos, feitos de madeira de lei. Um local imperdível de conhecer e apreciar. Ainda tem um pesque pague para os visitantes se divertirem e venda de queijos e rapadura.

A representante do Sebrae, Regina Amorin destacou que os projetos de experiência e produto turístico desenvolvido pelos empreendedores de Pilões e Areia visam potencializar desde 2006 o que o Brejo tem para mostrar tanto em produtos culinários, como receptividade rural, aconchegante e artesanal. ” Viemos inovar e resgatar o produto local, são pessoas simples sempre prontas para aprender e se desenvolver. Estão felizes com os resultados e querem crescer cada vez mais, aumentando a renda e a auto estima destas mulheres empreendedoras e demais envolvidos. Uma valorização e resgate cultural para fazer todos felizes”, destacou Regina.

Vanessa de Melo

PB Agora

Pesquisadores desenvolvem fonte de energia limpa inesgotável que pode mudar o rumo da humanidade

fusao-nuclearUm grupo de pesquisadores do laboratório americano Livermore National conseguiu desenvolver um reator de fusão nuclear que poderia mudar a história do consumo energético do mundo. Por quê? Porque produz muito mais energia do que consome e, portanto, poderia vir a ser uma fonte inesgotável de energia limpa, similar à energia utilizada pelas estrelas.

Segundo o artigo, publicado pela revista Nature, o grande problema dos reatores de fusão nuclear até o momento é, justamente, o fato de necessitarem de mais energia do que são capazes de produzir. Agora, parece que este balanço pode se tornar positivo.

Depois de diversas experiências com o reator NIF (National Ignition Facility), a equipe liderada por Omar Hurricane alcançou o feito histórico. “O mais empolgante, no momento, é que estamos registrando um aumento constante na produção energética, resultante do processo de ignição”, explicou Hurricane.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

A chave para o sucesso foi o ataque contra as partículas Alfa que, ao invés de escapar, depositam sua energia no combustível. O novo processo contribui para o aquecimento que, por sua vez, aumenta o número de reações de fusão nuclear, produzindo assim mais partículas Alfa. Trata-se de um processo de renovação interminável.

Nossa ideia de consumo energético e combustível pode estar à beira de uma imensa transformação.

History

Bananeiras: Secretarias de saúde e de Educação desenvolvem atendimento bucal dentro do Programa Saúde na Escola

 

saude_na_escolaVárias crianças, matriculadas na Rede Municipal de Ensino de Bananeiras, receberam esta semana o atendimento à saúde bucal. O atendimento faz parte das atividades do Programa Saúde na Escola que vem desenvolvendo várias ações.

 

A ação busca garantir a prevenção e o tratamento adequado para os alunos. A atividade visa ainda desenvolver ações que promovam o cuidado integral em saúde bucal junto às crianças.

 

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Os estudantes receberam escovação e ganharam os Kits (escova, fio dental e creme dental), além disso, também tiveram a avaliação antropométrica. O trabalho é desenvolvido entre as equipes de saúde da Atenção Básica e os professores das escolas.

 

De acordo com a Secretária de Saúde do município, Dr. Clélia, além das questões estéticas, cuidados com a higiene bucal, são necessárias, uma vez que previnem determinados tipos de doenças e suas complicações. Assim, orientar os alunos principalmente os de séries iniciais sobre os cuidados com os dentes e boca pode ser uma atividade de grande valia.

 

O Programa Saúde na Escola (PSE) é uma parceria entre o Ministério da Saúde e da Educação voltadas às crianças, adolescentes, jovens e adultos da educação pública com o objetivo de promover o desenvolvimento pleno desse público, aproveitando o espaço privilegiado da escola para práticas de promoção, prevenção da saúde.

 

CODECOM-Prefeitura de Bananeiras/PB

Pesquisadores da Embrapa e UFRJ desenvolvem planta com tolerância à seca

plantaUm estudo desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), pode ser a solução para os estragos causados pela estiagem nas lavouras. Pesquisadores descobriram no café o gene CAHB12, com tolerância à seca.

O gene pode ser introduzido em outras culturas que não a do grão e seu desempenho já se mostrou bem sucedido em uma planta de testes. O próximo passo será aplicá-lo à cana, ao arroz, ao trigo, à soja e ao algodão e observar o comportamento do CAHB12. Se tudo sair como esperado, a tecnologia pode estar no mercado em um período de cinco a seis anos.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

O CAHB12 foi descoberto durante um projeto para traçar o genoma da café. Dentre cerca 30 mil genes foram encontrados alguns com tolerância ao estresse hídrico. Um grupo começou a estudá-los e detectou um que, quando submetido à seca, aumentava sua expressão e se adaptava.

“Nós retiramos do café e introduzimos em outra espécie, a Arabidopsis thaliana, uma planta modelo de testes. A planta que recebeu o gene ficou muito mais resistente à seca. As que não tinham recebido após aproximadamente 15 dias sem água, morriam. As que recebiam sobreviviam até 40 dias. Além disso, suas sementes ficaram resistentes à seca até a terceira geração”, explica o pesquisador da Embrapa Eduardo Romano, doutor em biologia molecular.

Se os resultados observados na planta de testes se repetirem nas culturas comerciais como arroz, trigo e afins, ainda será necessária uma série de estudos de biossegurança ambiental e alimentar antes de disponibilizar o CAHB12 para comercialização. “Há um caminho longo pela frente, mas a perspectiva é interessante”, diz Eduardo Romano.

Segundo Romano, a probabilidade é que, caso a tecnologia chegue ao mercado, seja oferecida a custos baixos a pequenos produtores afetados pelo problema da seca. “Pensamos sempre em desenvolver tecnologias que promovam a inclusão e ajudem a minimizar problemas sociais”, diz.

O pesquisador explica que o gene pode ser benéfico em muitos sentidos. Além de alternativa para combater os efeitos da seca que tendem a ser potencializados em um cenário de mudanças climáticas, a tecnologia pode contribuir para a economia de água. “Um total de 70% da água doce do mundo é utilizada na agricultura. Com o aumento da população, é preciso produzir mais alimentos usando menos água [pois não é um recurso renovável]. Gasta-se água e energia. A tecnologia pode resultar em uma redução direta do consumo de água”, disse. Romano prevê ainda alimentos mais baratos. “Em um país como o Brasil, com vários processos de perda de produtividade por causa da seca, tenderia a evitar a flutuação de preços”.

Para produtores rurais da Região Nordeste, que em 2012 e 2013 estão enfrentando níveis de chuva abaixo do normal e sofrendo perdas na safra e nas criações, uma tecnologia do tipo representaria uma margem de segurança para plantar. De acordo com Noel Loureiro, assessor técnico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas (Faeal) e membro do Comitê da Seca daquele estado, os produtores do sertão alagoano colheram menos de um décimo da safra de milho e feijão no ano passado e a perspectiva para 2013 é semelhante. O período de chuvas na área costuma ser de março a julho, mas as precipitações foram escassas em 2012 e a previsão é a mesma para este ano.

“A maioria [dos agricultores] não chegou nem a plantar. Foi o aconselhamento do Comitê da Seca. Mas não dá para evitar o prejuízo com o gado, que tem que ser alimentado. O pessoal está usando bagaço de cana e comprando milho pela metade do preço do governo”, diz. Na avaliação dele,  uma tecnologia que tornasse a lavoura mais resistente seria “muito importante”.

“Nós temos uma geografia de catástrofe. Como [o clima] é muito volátil, se tem qualquer oscilação perdemos a safra. Hoje só não se vê mais aquelas cenas de gente se retirando, com fome, porque o governo tem muitos programas sociais”, avalia.

A descoberta dos pesquisadores da Embrapa e UFRJ já foi registrada no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi). O próximo passo será solicitar a patente internacional, por meio do Tratado de Cooperação em Matéria de Patentes (PCT), gerido pela Organização Mundial de Propriedade Intelectual (Ompi), com sede em Genebra, na Suíça.

 

 

Agência Brasil