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Paraíba registra oito mortes confirmadas por dengue, zika e chikungunya em 2020

Em tempos de combate ao Covid-19, que já matou centenas de pessoas, a Paraíba registrou oito mortes confirmadas por dengue, zika e chikungunya em 2020. O Aedes aegypti continua fazendo vítimas no estado, mesmo tendo havido redução das mortes causadas pela doença transmitida pelo mosquito.

É o que aponta os dados são do Boletim Epidemiológico das Arboviroses, divulgado nesta sexta-feira (9) pela Secretaria Estadual de Saúde (SES).

O documento aponta que a dengue lidera os registros de infecção das doenças, com 5.906 casos prováveis; seguido pela chikungunya, com 1.580 notificações; e zika, com 300.

De acordo com o boletim, as regiões de saúde com maior incidência de arboviroses são a 13ª, 4ª e 15ª, localizadas no Sertão, Borborema e Agreste, respectivamente.

O boletim também aponta uma redução dos casos prováveis de dengue, quando comparados ao mesmo período do ano de 2019, que passaram de 17.200 para 5.906.

PB Agora

 

 

 

Zika pode aumentar risco de dengue grave, diz estudo na Science

A epidemia de zika que assustou mundo entre 2015 e 2016 pode ter deixado uma marca além da microcefalia e da síndrome paralisante de Guillain-Barré. Um novo estudo mostra que pessoas que tiveram essa arbovirose transmitida por mosquitos do gênero Aedes apresentam um risco maior de terem formas mais graves de uma outra, a dengue, no caso de uma infecção subsequente.

Esses novos resultados, publicados na edição desta semana da revista Science, podem ser especialmente importantes na hora de elaborar e testar vacinas contra essas doenças.

O trabalho foi conduzido por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos EUA, do Instituto de Ciências Sustentáveis e do Laboratório Nacional de Virologia, na Nicarágua, e cientistas de outras instituições dos dois países.

A pesquisa se baseou em dados de 3.800 crianças e adolescentes da Nicarágua, país de 6,5 milhões de habitantes da América Central que sofreu com sucessivas epidemias de dengue nos últimos 16 anos, além da de zika.

Os cientistas notaram que houve um grande número pessoas que tiveram dengue entre 2019 e 2020 –302 casos na corte acompanhada. Aqueles com histórico de infecção por zika tinham probabilidade de 12,1% de apresentar sintomas da infecção, causada pelo subtipo 2 do vírus (DENV2), em comparação com apenas 3,5% entre aqueles nunca infectados.

A probabilidade de manifestar dengue hemorrágica, forma mais severa da dengue, segundo o estudo, também é maior em quem teve zika: 1,1% contra 0%, nos dados do estudo.

Nesse e em outros estudos, o candidato a grande vilão é o DENV2. A interação entre ele e os anticorpos produzidos pelo organismo parece estar na raiz do problema.

A explicação é a chamada potenciação dependente de anticorpos (ou ADE, na sigla em inglês). Os anticorpos contra outros subtipos de vírus da dengue e contra o vírus da zika, numa quantidade reduzida, em vez de promover a aniquilação do DENV2, acabariam por protegê-lo e facilitar sua replicação. Não está descartado, porém, que o mesmo fenômeno ocorra com os outros subtipos (DENV1, DENV3 e DENV4).

O virologista Maurício Nogueira, da Faculdade de Medicina de Rio Preto, estudioso de dengue e zika, afirma que os resultados da pesquisa na Science vão ao encontro do que tem visto nos pacientes que acompanha, embora esses resultados ainda não tenham sido publicados.

“Já havíamos demonstrado que a exposição prévia à dengue não piorava o quadro de zika, mas o contrário parece ser verdadeiro”, diz Nogueira. “É importante lembrar que esses fenômenos de ADE dependem do tempo. Se as infecções forem muito seguidas, nada muda, se a segunda for muito tardia, também não.”

Atualmente há apenas uma vacina aprovada contra a dengue, a Dengvaxia, da Sanofi Pasteur, mas há outras em desenvolvimento, assim como outras contra a zika.

“Neste momento é importante entender se a eficácia da vacina contra a dengue varia de acordo com uma infecção prévia por zika”, escreve em comentário também publicado na Science a pesquisadora Hannah Clapham, da Universidade Nacional de Singapura. “No caso da Dengvaxia, os ensaios ocorreram antes da epidemia de 2015-16. E é ainda possível que as vacinas contra a zika possam levar a infecções subsequentes mais severas de dengue.”

Todos os anos, 390 milhões de pessoas de pessoas são infectadas pelo vírus da dengue, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, sendo que 96 milhões apresentam sintomas.

“Seria prudente que todos esses estudos de vacinas mensurassem a imunidade aos vírus antes e após a vacinação, com acompanhamento de longo prazo, já que a imunidade se altera ao longo do tempo”, continua Clapham. Outros flavivírus, como o da febre amarela e o da encefalite japonesa, também devem ganhar atenção, diz.

Eva Harris, autora sênior do artigo, lembra que não há estudos que digam que o ADE seja importante na resposta à infecção contra coronavírus humanos.

“Nós não esperamos que esse inusual mecanismo se aplique à Covid-19. No entanto, estudar a reação cruzada entre vírus correlacionados é sempre valioso e pode ajudar a entender se infecções naturais por outros coronavírus podem gerar imunidade ou se estão associadas a desfechos mais graves”, afirma.

Ela diz que, por causa disso, as vacinas contra zika estão sendo construídas para induzir uma resposta melhor em comparação àquela da infecção natural, com a produção apenas de anticorpos neutralizantes, e não os potenciadores.

“Isto é algo importante no caso da Covid-19: vacinas podem ser desenvolvidas para produzir uma resposta imunológica melhor do que a infecção natural pelo Sars-Cov-2, o que as torna mais seguras e mais efetivas”, diz Harris.

Interação entre Zika e Dengue

Parentes
Os cientistas já desconfiavam que os anticorpos contra a zika poderiam interferir na resposta imunológica contra a dengue, já que os vírus são da mesma família

Ligação
Quando há uma nova infecção por um vírus aparentado, é possível que os anticorpos fabricados na infecção anterior se liguem fortemente ao novo invasor, eliminando-o

Problemas
Mas é possível também que, por uma ligação mais fraca ou uma baixa quantidade de anticorpos, essa interação seja falha, o que aumenta a probabilidade de uma doença mais grave

Estudo
Cientistas de um projeto que acompanha milhares de crianças e adolescentes na Nicarágua observaram que uma infecção prévia pelo vírus da zika é um fator de risco para uma infecção mais grave de dengue

Significado
Especialmente na hora de elaborar vacinas, deve-se levar em conta esse tipo de fenômeno (potencialização dependente de anticorpos, ou ADE na sigla em inglês), para que a proteção contra um vírus não traga mais riscos do que o necessário.

 

FOLHAPRESS

 

 

Dengue: registros de casos na Paraíba caem durante pandemia

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Gerência Executiva de Vigilância em Saúde, divulgou nesta segunda-feira (22), o Boletim Epidemiológico da 24ª Semana Epidemiológica – até o dia 13 de junho, o qual registra queda nos casos das arboviroses (Dengue, Chikungunya e Zika). Este é o quinto boletim divulgado em meio à pandemia e a SES observa que há uma subnotificação dos casos. Neste período, a SES permanece com as ações de combate às arboviroses em todo estado.

De acordo com o Boletim, foram registrados 3.393 casos prováveis de dengue até a 24ª Semana Epidemiológica, uma queda de 68,83%, na comparação com o ano passado neste mesmo período, quando foram registrados 10.885 casos prováveis. Em relação à Chikungunya, foram notificados 402 casos prováveis, enquanto em 2019 houve 811 casos, o que corresponde a uma queda de 50,43%. Neste ano, são 81 casos prováveis de Zika, representando um decréscimo de 68,85% em comparação ao ano passado, com 260 casos prováveis.

“Assim como ocorre em todos os segmentos, a pandemia também vem afetando a busca da população ao atendimento médico e, consequentemente, as notificações das arboviroses que não estão sendo realizadas. Muitas das ações presenciais não foram executadas efetivamente, mesmo assim, a SES vem realizando as ações de apoio junto às Secretarias Municipais de Saúde”, disse a técnica das Arboviroses, da SES, Carla Jaciara.

O Governo do Estado continua realizando capacitações; manejos clínicos e discussões de estratégias para o controle das doenças. Com o período chuvoso, a SES faz diversas recomendações às Secretarias Municipais: realizar coleta de material para exames; investigar, acompanhar e encerrar os casos notificados para as três doenças e sensibilizar a população para a luta no combate ao mosquito, eliminando os criadouros do Aedes Aegypti.

Entre as ações, Carla também enfatizou o Projeto Força-Tarefa, do Ministério da Saúde, que tem o objetivo de apoiar o trabalho das Secretarias de Saúde dos Estados para dar suporte às ações que estavam programadas, mas não foram realizadas, devido à pandemia. “Este Projeto integra as ações de vigilância em saúde e atenção primária para o fortalecimento do SUS. Além disso, são envolvidos os apoiadores dos municípios e do Cosems”, falou.

E, no que diz respeito à assistência, como as três doenças (Dengue, Chikungunya e Zika) têm alguns sintomas semelhantes aos da Covid-19, a exemplo de febre e dor no corpo, a orientação é para que a pessoa que esteja sintomática procure os Postos de Saúde ou as UPAs.

 

parlamentopb

 

 

Vereador Kilson Dantas solicita ações de combate à dengue

Em Sessão Ordinária realizada por vídeo conferencia da Casa Odon Bezerra, o vereador Kilson Dantas (REDE) teve requerimento aprovado por unanimidade, solicitando a gestão municipal ampliação das ações de prevenção e combate ao mosquito Aedes Aegypti transmissor da dengue, chikungunya e Zika.

O Aedes Aegypti põe seus ovos em recipientes como latas e garrafas vazias, pneus, calhas, caixas d’água descobertas, pratos sob vasos de plantas ou qualquer outro objeto que possa armazenar água. O mosquito pode procurar ainda criadouro naturais, como bromélias, bambus e buracos em árvores.

Para o vereador o coronavírus é uma realidade, mas a dengue também é, e a realização de ações de prevenção é o principal remédio contra as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti e a iniciativa de cada cidadão em proteger sua casa e seus familiares é fundamental nesse trabalho, aliado, a execução das ações de prevenção realizadas pela secretaria municipal de saúde, como visitas dos agentes de endemia para eliminação dos criadouros.

A população pode realizar ações de prevenção, basta tirar 10 minutos do dia para verificar se existe algum tipo de depósito de água no quintal ou dentro de casa. Além disso, é preciso descartar o lixo em local adequado, não acumular no quintal ou jogar em praças e terrenos baldios. Cada pessoa pode ser um vigilante permanente de atenção à saúde, com isso não teremos dengue, zika e chikungunya.

Assessoria do Parlamentar

 

População deve manter alerta contra dengue, zika e chikungunya

Além dos cuidados com o novo coronavírus, a população deve estar sempre alerta em relação as demais doenças, cujos casos podem se agravar se determinados cuidados não forem tomados.

Algumas dessas doenças são as provocadas pelo mosquito Aedes aegypti, que é transmissor da dengue, chikungunya, zika e até da febre amarela urbana. Como em João Pessoa frequentemente chove, os moradores não devem relaxar e eliminar recipientes que acumulam água e servem de criadouros para o mosquito – são nesses locais que as fêmeas põem seus ovos.

“A transmissão dessas doenças ocorre pela picada do mosquito. Por isso, nesse momento, se faz necessário mais atenção para os recipientes que possam armazenar água dentro da sua residência ou em terreno baldios”, alertou Nilton Guedes, gerente do Centro de Vigilância Ambiental e Zoonoses (CVAZ).

Como forma de prevenção, a população deve aproveitar o momento de isolamento social para observar a área de sua casa e evitar o acúmulo de água em vasos de plantas e eliminar pneus, garrafas plásticas e fazer a manutenção de piscinas sem uso.

Os sintomas das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti são dor de cabeça, dores pelo corpo, náuseas e febre. Uma das principais semelhanças com os sintomas do coronavírus é a febre. O número 3218-9214 está à disposição da população para orientação.

 

portalcorreio

 

 

Pediatra afirma que  diagnostico  de Dengue em crianças é mais difícil

Por mais que campanhas e alertas sejam feitos anualmente, a dengue é difícil de ser diagnosticada e quando a picada do Aedes Aegypt afeta uma criança, a identificação da doença torna-se ainda mais complicada.

Os sintomas da doença são: dores de cabeça, falta de apetite, vômitos, febre, diarreia e em alguns casos, sangramento na gengiva ou nariz. Vale ressaltar que nem todos os sintomas aparecem nos primeiros dias, podendo ser confundido com uma gripe forte.

Por isso, é preciso muita atenção quando há manifestações de doenças nos pequenos. A pediatra Dra. Loretta Campos explica: “a dengue pode ser assintomática ou com poucos sintomas, ou seja, qualquer quadro febril pode caracterizar dengue” e complementa “é sempre necessário observar a ausência de apetite, muita sonolência ou apresentar quadro de vômitos ou diarreia”. Outras manifestações da doença são as manchas vermelhas na pele, vale lembrar que, pode aparecer de três a sete dias do início da doença.

Para o tratamento, a pediatra adverte: “ao apresentar esses sintomas, é necessário procurar atendimento médico. Nesse período, é importante seguir à risca as prescrições médicas, como atentar-se para a hidratação do paciente, sempre monitorando os sintomas para evitar complicações graves da doença”.

Dra. Loretta Campos: Pediatra e Consultora de Aleitamento Materno – Pediatra pela Universidade de São Paulo (USP), Consultora Internacional em Aleitamento Materno (IBCLC), Consultora do sono, Educadora Parental pela Discipline Positive Association e membro das Sociedades Goiana e Brasileira de Pediatria. A médica aborda temas sobre aleitamento materno com ênfase na área comportamental da criança e parentalidade positiva.

Redes Sociais:

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 Agência Contato Comunicação

 

Paraíba registra redução em número de casos de dengue, chikungunya e zika vírus em 2020

O número de casos suspeitos de arboviroses, que são as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypt, na Paraíba diminuiu no ano de 2020 em relação ao mesmo período de 2019, segundo aponta o Boletim Epidemiológico emitido pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), nesta segunda-feira (2). O número geral de casos caiu de 818 em 2019 para 767 em 2020, representando redução de 6,2%.

Porém, apesar dessa redução geral, a SES alerta que é preciso manter a prevenção de criadouros e focos dos mosquitos transmissores, pois a Paraíba foi apontada pelo Ministério da Saúde como uma das regiões com risco de surto do vírus da dengue em 2020.

Em 2020, até a 7ª Semana Epidemiológica (SE), foram registrados 667 casos prováveis de dengue. Quando comparado o dado do mesmo período de 2019 em que foram registrados 700 casos prováveis, verifica-se uma diminuição de 5%. Quanto à chikungunya foram notificados 85 casos prováveis, o que corresponde a uma diminuição de 7% em relação ao mesmo período de 2019 quando foram registrados 91 casos prováveis. Para a doença aguda pelo vírus zika, até a 7ª SE, foram notificados 15 casos, correspondendo a uma redução de 44% relação ao mesmo período de 2019, quando foram registrados 27 casos prováveis.

Confira o Boletim Epidemiológico

O boletim aponta ainda que as maiores incidências de casos notificados por arboviroses estão concentradas na 1ª, 5ª e 9ª Regiões de Saúde. Nessas regiões os municípios com maiores incidências da doença são: 1ª Região (Conde, João Pessoa e Santa Rita), 5ª Região (Monteiro, São João do Tigre e Zabelê) e na 9ª Região (Bom Jesus, Bernadino Batista e Santarém). De acordo com a gerente da Vigilância em Saúde, Talita Tavares, a SES vem intensificando as ações de prevenção das arboviroses, por meio do mapeamento do tipo do vírus nas regiões e circulação de carros fumacê.

A SES reforça que cuidados simples podem evitar a incidência do mosquito como: não deixar água acumulada em pneus, calhas e vasos; adicionar cloro à água da piscina; deixar garrafas cobertas ou de cabeça para baixo são algumas medidas que podem fazer toda a diferença para impedir o registro de mais casos da doença, além de receber em domicílio o técnico de saúde devidamente credenciado, para que as visitas de rotina sirvam como vigilância.

 

clickpb

 

 

Paraíba e mais dez estados correm risco de surto de dengue esse ano

A Paraíba é um dos 11 estados que podem ter um possível surto de dengue em 2020. Segundo dados mais atualizados da Secretaria de Saúde do Estado, 28 municípios apresentam, atualmente, altos índices de infestação predial pelo Aedes aegypti – mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya –, ou seja, estão em situação risco para o aumento de casos das três doenças.

E a situação requer maior mobilização por parte do poder público e da população no combate ao mosquito. Isso porque há a circulação do sorotipo 2 da dengue, o qual boa parte da população nordestina não teve contato nos últimos anos, como explica o diretor do Departamento de Imunizações de Doenças Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Júlio Croda

“Nossa avaliação de risco é que existem bastante pessoas suscetíveis nessas regiões e particularmente porque o vírus tipo 2 não circulou muito no ano passado.”

Diante do cenário, o chefe do Núcleo de Fatores Biológicos da Secretaria Estadual de Saúde da Paraíba, Luiz Almeida, revela que todos os municípios paraibanos já foram notificados para que cada um adote, em 2020, medidas de combate aos focos do aedes.

“O estado cria uma estratégia para que, em todo Verão, os municípios elaborem planos de contingência para trabalhar a problemática das arboviroses, evitando um aumento de casos. Então, buscamos aliados como [secretarias] Educação, Infraestrutura e parcerias como forma de prevenção.”

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, já foram notificados 60 casos de dengue na Paraíba em janeiro. Os municípios com maiores incidências da doença são Picuí, Sossêgo, Baraúna, Prata, São João do Tigre, Monteiro, Cajazeiras e Uiraúna.

Por isso, a luta contra o mosquito não pode parar. Cada pessoa deve se tornar um fiscal para eliminar focos com água parada e impedir que o vetor se prolifere.

E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes.

 

Agência Rádio

 

 

PB tem 32 cidades que podem ter surto de dengue, zika e chikungunya

A Paraíba tem 32 municípios que apresentaram índices que demonstram situação de risco para ocorrência de surto e/ou epidemia por arboviroses, como dengue, zika e chikungunya. O número representa 14,4% dos 223 municípios de todo o estado. Outros 133 municípios (59,9%) encontram-se em situação de alerta e 57 (25,7%) estão em situação satisfatória.

As cidades com maior risco são Alagoa Nova, Juazeirinho, Pilar, Matureia, Pedra Lavrada, Juarez Távora, Pirpirituba, Itatuba, Cuité, Princesa Isabel, Mogeiro, Desterro, Soledade, Pedra Branca, Serra Branca, Salgadinho, Imaculada, Assunção, Sousa, Serra Grande, Araruna, Mulungu, Patos, Juripiranga, Seridó, Juru, Brejo do Cruz, Cajazeiras, Nova Floresta, Massaranduba, Picuí e Conceição.

Os dados fazem parte do Levantamento Rápido de Índices para o mosquito Aedes Aegypti – LIRAa/LIA, de 2020, realizado por 222 municípios, de 6 a 10 de janeiro, divulgado nesta terça-feira (28) pela Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES). Apenas Riachão não realizou o LIRAa.

O objetivo da pesquisa é nortear as ações de combate contra o mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika e promover comunicação e mobilização, por meio de ampla divulgação dos resultados na mídia estadual.

“Divulgar os resultados é uma importante ferramenta para obter o apoio das ações de enfrentamento do problema nos municípios, podendo contar com a adesão da população e de setores externos ao âmbito da saúde”, disse o chefe do Núcleo de Fatores Biológicos da SES, Luiz Almeida.

“Os focos do mosquito, na grande maioria, são encontrados dentro de casa, quintais e jardins. Daí a importância das famílias não esquecerem que o dever de casa, no combate, é permanente. Pelo menos uma vez por semana deve ser feita uma faxina para eliminar copos descartáveis, tampas de refrigerantes e lavar bem a caixa d’água e vedar. Além de não deixar água acumulada em pneus, calhas e vasos e deixar garrafas cobertas ou de cabeça para baixo”, alertou Almeida.

LIRAa mede risco de surto

Todos os 223 municípios deverão realizar, anualmente, quatro ciclos de LIRAa ou LIA (este último para municípios abaixo de 2.000 imóveis), de modo amostral, nos meses de janeiro, março, junho e outubro. Os quarteirões, onde ocorrerá o levantamento, são escolhidos por sorteio eletrônico, através do Sistema LIRAa/LIA. As larvas encontradas são enviadas para os laboratórios das 12 Gerências Regionais de Saúde (GRS), onde são identificados se são do mosquito Aedes Aegypti.

A partir do levantamento, realizado pelos Agentes de Controle de Endemias dos municípios, é feita uma classificação de risco, proposta pelo Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Controle da Dengue: abaixo de 1% da quantidade de imóveis com larvas, é considerado satisfatório; entre 1 e 3,9%, em alerta; e acima de 3,9%, em risco para ocorrência de epidemia.

 

portalcorreio

 

 

Secretaria realiza mapeamento dos tipos de vírus da dengue na PB

Com a chegada do verão, aumentam os casos das arboviroses transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti e uma das maiores preocupações da saúde pública está relacionada ao vírus da dengue. Nesta segunda-feira (27), a Secretaria de Estado da Saúde (SES) publica uma nota direcionada aos 223 municípios para reforçar a necessidade de seguir os protocolos de diagnóstico e notificação do tipo de vírus, em caso de quadro de dengue. A medida, que tem o apoio do Ministério Público da Paraíba (MPPB), visa reforçar o mapeamento viral e nortear ações de combate à doença no Estado.

No início deste ano, o Ministério da Saúde emitiu um alerta de que 11 estados podem sofrer um surto de dengue no primeiro trimestre e a Paraíba está entre eles. A importância da confirmação laboratorial da doença é o principal ponto de recomendação aos profissionais de saúde, sendo complementar a prova do laço, a qual evidencia as manchas avermermelhadas na pele, características do vírus. No caso da dengue, a SES reforça que sejam realizados os exames padrão: isolamento viral (NS1), sorologia para dengue e hemograma.

A importância em saber o tipo de vírus que circula no Estado está diretamente ligada aos efeitos da doença na população. “A resposta do organismo é diferente para cada tipo de dengue, a pessoa pode ser infectada com dois ou mais tipos de vírus, em ocasiões diferentes, e apresentar um quadro com sintomas mais agravados em cada uma delas, daí a importância de saber o vírus que está circulando”, enfatiza a gerente da Vigilância em Saúde da SES, Talita Tavares.

O exame para isolar o tipo do vírus da dengue precisa ser feito até o quinto dia após o paciente apresentar os sintomas. Depois deste período, o vírus não estará mais na corrente sanguínea e o resultado do exame será apenas positivado para dengue. A chefe do setor de virologia e imunologia do Lacen, Dalane Loudal, reforça que a coleta de sangue para isolamento é um procedimento padrão em quadros de dengue. “Nós temos um manual de procedimento e capacitações contínuas em relação aos procedimentos da dengue a nota vem para reforçar a necessidade dos exames serem encaminhado para o Lacen”, explica Dalane.

Ainda de acordo coma chefe da virologia e imunologia do Lacen, o exame para isolar o vírus da dengue é de alta complexidade e precisa de um acondicionamento especial até chegar ao Lacen e para ser encaminhado o laboratório de referência (Fiocruz em Pernambuco). “A estimativa é de que até o final do mês estaremos fazendo tudo aqui na Paraíba, o que dará mais celeridade às notificações”, finaliza a representante do Lacen – PB.

A Vigilância em Saúde recomenda aos usuários do SUS que busquem o serviço de saúde ainda no início dos sintomas sugestivos para a dengue, ou de outras arboviroses, para que a testagem seja feita ainda com o vírus circulando no organismo (antes do quinto dia de viremia). O início precoce do tratamento evita o agravamento da doença.

PB Agora