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Parlamentares cobram quebra de sigilo de empresas fantasmas ligadas à Delta

O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) e os senadores Pedro Taques (PDT-MT) e Randolfe Rodrigues (Psol-AP) cobraram uma reunião administrativa para aprovar a quebra de sigilo de 12 empresas de fachada que receberam recursos da construtora Delta.

Segundo Taques, é necessário quebrar o sigilo bancário e fiscal dessas empresas, que teriam movimentado R$ 260 milhões e seriam todas ligadas ao empresário paulista Adir Assad. Entre as empresas estão a SP Terraplanagem, JSM Engenharia e Terraplanagem, Soterra Terraplanagem e Locação de Equipamentos; e Power to Ten Engenharia.

O presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), não confirmou o adiantamento da reunião administrativa.

Neste momento, o ex-diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) Luiz Antônio Pagot faz sua exposição inicial (fase anterior às perguntas).

Fonte: Agência Câmara

CPI do Cachoeira aprova depoimento da Delta e poupa Revista Veja

 

No próximo dia 28, Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista do Cachoeira vai ouvir o depoimento de Fernando Cavendish, ex-presidente da construtora Delta. A comissão aprovou nessa terça-feira (14) cerca de 100 requerimentos entre quebras de sigilo, pedidos de informação e convocação de pessoas citadas nas operações Vegas e Monte Carlo da Polícia Federal. Também foi aprovada a reconvocação do contraventor Carlos Augusto ramos, o Carlinhos Cachoeira.

Ao final da reunião, senadores e deputados lamentaram o fato de não ter sido levado à votação requerimento para convocação do jornalista da revista Veja Policarpo Júnior.

O deputado Dr. Rosinha (PT-PR) também criticou o adiamento da votação da proposta. Segundo ele, é necessário o esclarecimento de eventuais ligações e troca de informações do jornalista com Cachoeira e sua organização.

“Será que jornalista é protegido constitucionalmente de não poder depor em lugar nenhum mesmo quando há suspeita de ter cometido crime?” questionou o deputado.

Por unanimidade, os parlamentares aprovaram ainda quebras de sigilos fiscal, bancário e telefônico de pessoas e empresas citadas nas investigações da Polícia Federal por envolvimento com Cachoeira, entre eles, do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e da mulher do contraventor, Andressa Mendonça.

A CPMI também aprovou convite ao deputado goiano Carlos Alberto Leréia (PSDB) para prestar esclarecimentos sobre suposto envolvimento com o contraventor goiano.

Foi aprovado ainda pedido de informações para que o deputado Sandes Júnior (PP-GO) preste esclarecimentos sobre doações feitas pela Midway Internacional Lab para sua campanha nas eleições de 2010. O dinheiro, conforme investigação da Polícia Federal, teria origem em empresas fantasmas ligadas a Cachoeira.

A CPI mista aprovou ainda pedidos de informações de contratos da Delta Construções com os governos dos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e do Distrito Federal.

Reconvocação de Cachoeira

O reconvocação de Carlinhos Cachoeira também foi aprovada nesta terça-feira pelos parlamentares membros da comissão. A data do depoimento ainda não foi marcada.

Em maio, Cachoeira compareceu à CPI, mas evocou o direito constitucional de permanecer em silêncio. Ele disse que só falaria na comissão após prestar depoimento à Justiça.

  Redação, com Agência Senado

Folha: Deputada e mãe de Vitalzinho recebeu doação de R$ 50 mil da construtora Delta

A coluna Painel, da Folha de São Paulo, registra em sua edição nessa terça-feira, 19, que a construtora Delta, que divide com o bicheiro Carlos Cachoeira as atenções de uma Comissão Parlamentar de Inquérito Mista (CPMI) no Congresso fez uma doação de R$ 50 mil para a campanha da deputada Nilda Gondim (PMDB-PB) em 2010.

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Outro lado

A Assessoria da deputada federal Nilda Gondim (PMDB) distribuiu Nota com a imprensa afirmando que a parlamentar paraibana jamais recebeu qualquer recurso da empresa Delta. A nota desmente a informação publicada na Folha de S.Paulo.

Acompanhada de documentação comprobatória, a Nota também traz a informação de que as contas de campanha da então candidata Nilda Gondim foram aprovadas pela Justiça Eleitoral. Veja a nota na íntegra.

“Caros redatores,

Em referência a nota publicada na coluna Painel, do jornal Folha de São Paulo, informamos que a deputada federal Nilda Gondim jamais recebeu qualquer recurso da empresa Delta, como comprovam as suas contas de campanha (em anexo), que foram aprovadas, estão disponíveis para consulta pública e não apresentam qualquer contribuição da referida empresa.

Em nome da preservação do bom jornalismo, solicitamos a publicação desta nota, para que possamos preservar o nome da parlamentar, que nada tem a dever.

Assessoria de Comunicação

Deputada federal Nilda Gondim

(PMDB-PB)”

Fonte: Paraíba Já, com Folha de São Paulo

CPI do Cachoeira: Dnit-PB vai ser investigado por suposto envolvimento com a Delta

Vem da capital federal a informação que a Controladoria-Geral da União (CGU) vai abrir processos administrativos para investigar a atuação na Paraíba da construtora Delta, cuja empresa teria celebrado contratos para realizar obras em rodovias paraibanas.

A investigação é sobre suposto envolvimento com o empresário Carlinhos Cachoeira, preso na Operação Monte Carlo. A indicação para o Dnit é política e nas últimas décadas chefiaram o órgão no Estado nomes referendados pelo deputado federal Wellington Roberto (PR) e o ex-senador Wilson Santiago (PMDB).

A CGU vai apurar irregularidades da construtora em obras em nove estados brasileiros. A Paraíba está entre eles. São falhas como pagamento de serviços fora do segmento contrato e pagamento de serviços inexistentes.

São contratos firmados entre a Delta\Dnit. São os de números 130002\05 (BR-110), 130010\06 (BR-361) e 130011\06 (BR-110), rodovias que fazem divisas com a Paraíba, onde foram gastos R$ 5,4 bilhões.

Na linha de investigação da CGU vai estar: divergência entre o quantitativo informado na medição e o verificado “in loco”; discrepância entre as localizações do areal e do acampamento informados e as efetivamente verificadas “in loco”; fiscal designado um mês após a assinatura do contrato; ausência de relatórios fotográficos nos processos de medições apresentados; veículos disponibilizados, conforme previsão contratual, não localizado e outros contratos formalizados para execução de obras.

Marcone Ferreira

Paraíba.com.br