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Livânia Farias cita auditor do TCE em mais um trecho vazado da delação

Em um novo trecho de áudio vazado, a ex-secretária de Estado da Administração, Livânia Farias, revelou que o empresário da Cruz Vermelha Brasileira, Daniel Gomes, teria conseguido o apoio do auditor do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB), Richard Euler Dantas, para as auditorias do Hospital de Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa, por meio de troca de favores. Segundo Livânia, o episódio aconteceu entre os anos de 2015 e 2016.

Durante a delação, a ex-secretária revelou apenas o que Daniel Gomes tinha dito. Ela disse que questionou Daniel sobre como ia fazer para chegar até o auditor e o empresário teria respondido que tinha “um pessoal bom” e ia ver como faria.

Um tempo depois, segundo Livânia Farias, Daniel a procurou e disse que tinha gravado a entrega de um dinheiro para o auditor do TCE-PB, revelando que na ocasião, o auditor queria muito que, ao invés do prédio que era alugado a Ney Suassuna, ele (Daniel) rescindisse o contrato e alugasse os imóveis que ele tinha.

Livânia contou que Daniel ficou curioso em saber como o auditor tinha os imóveis, sendo apenas um auditor do Tribunal de Contas. “Segundo Daniel, fez um levantamento e descobriu que os imóveis estavam todos em nome de um sobrinho. E de fato tinham vários bens com esse menino que na época tinha 8 ou 9 anos de idade. E aí ele também se preocupou em fazer um levantamento para saber de que os pais desse menino viviam e disse que não justificava o que os pais ganhavam com o patrimônio do menino”, contou.

De acordo com Livânia, o empresário Daniel Gomes chegou a dizer que havia locado uns espaços do auditor, mas não disse quanto ou onde eram os imóveis e se foi pela Cruz Vermelha ou se foi por outra empresa. “Mas ele (Daniel) disse que ia fazer o que o auditor pediu”, revelou.

TCE-PB

Nessa segunda (27), o Tribunal de Contas do Estado comunicou o desarquivamento de todos os processos relacionados aos casos investigados pela Operação Calvário. Na decisão serão revistos, inclusive, as deliberações tomadas anteriormente nos processos que envolvem as Organizações Sociais.

*André Gomes, do Jornal CORREIO

 

 

João rebate delação de Livânia: “Eu dizia desde o início do ano que retaliações iriam acontecer”

Durante solenidade na manhã desta segunda-feira (13), o governador João Azevêdo  rebateu as acusações da ex-secretária de Administração Livânia Farias, que em delação premiada, citou o seu nome.

De acordo com João a citação de Livânia nada mais é do que retaliação das mudanças que ele está promovendo na gestão desde que foram surgindo os envolvidos no esquema. Ele declarou ainda que já esperava essa atitude dela e de outras pessoas envolvidas.

“Eu dizia claramente que desde o início do ano, quando eu comecei a tomar medidas, em um conjunto de coisas que eu entendia que fosse corretas dentro do Governo, retaliações iriam acontecer e tá aí a prova, isso é natural. Você acha que pessoas que foram afastadas do governo, pessoas que foram citadas com algum tipo de envolvimento estão satisfeitas com esse processo? Jamais”, disse.

PB Agora

 

 

Delação de Ivan Burity aponta que Bradesco teria pagado ‘propina’ a RC

Mais um capítulo no âmbito da Operação Calvário toma conta dos noticiários, inclusive o nacional, nesta sexta-feira (10).

De acordo com matéria vinculada no site da Crusoé, delação do ex-secretário do Estado da Paraíba, Ivan Burity, revelou que o Banco do Bradesco teria conseguido gerir a folha de pagamentos da Paraíba na gestão de Ricardo Coutinho após pagar ‘propina’ ao ex-gestor.

Segundo a reportagem, após ter conhecimento de que tanto o Bradesco quanto a Alpargatas, dona da Havaianas, teriam supostamente feito doações para Cássio Cunha Lima, RC teria ordenado que Ivan e a  então secretária de Administração da Paraíba, Livânia Farias, viajassem a São Paulo, para também pedir doações às duas empresas.

“A ordem, diz o delator, era “ir pra cima” e conseguir 3 ou 4 milhões de reais. Deu certo. Burity conta que o Bradesco e a Alpargatas concordaram em dar o dinheiro, oficialmente, mas as doações foram condicionadas a benefícios no governo de Coutinho. Diz ele: “Os benefícios do Bradesco estavam relacionados ao processamento e operacionalização dos créditos consignados tomados pelos servidores públicos estatais ao passo que Alpargatas tinha benefícios fiscais”. Teria funcionado.”, diz a matéria.

“Fato relevante: A partir deste evento a relação com Ricardo Coutinho e seu governo se estreitou com o Bradesco de tal forma que não só os consignados foram mantidos, mas também a folha de pagamento do estado migrou do Banco do Brasil ao Bradesco, tudo intermediado pela Livânia, que era secretária de administração”, contou ele.

Procurados por Crusoé, Bradesco e Alpargatas não se manifestaram.

PB Agora com Crusoé

 

 

Citado em delação na Operação Calvário, deputado nega acusações

A Operação Calvário continua causando polêmicas na Paraíba. Novas delações vêm chamando atenção dos paraibanos e da classe política.

Ao Ministério Público, a ex-secretária de finanças de João Pessoa e ex-secretária de Administração do Estado, Livânia Farias, presa em um das fases da Calvário, revelou compra a de apoio políticos nas eleições de 2014.

Segundo ela, um grupo de políticos do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) pediu a quantia de R$ 8 milhões para dar apoio ao ex-governador do Estado, Ricardo Coutinho, na candidatura à reeleição

Conforme a ex-secretária, estavam presentes na reunião os filiados Manoel Júnior, Trócolli, Júnior, Nabor Wanderley, Raniery Paulino e Hugo Motta.

Em trecho, ela explica o teor da reunião.

– Quando foi decidido quem ia ficar ao lado do governador para a releeição, o MDB tinha decidido, às 2 horas da manhã, que fiaria como vice. E nesse momento o partido, Manoel Júnior, Trocolli, Nabor, Hugo Motta, Raniery Paulino, essas pessoas só aceitaram Vitalzinho como vice se fizéssemos um repasse de oito milhões de reais. Só não ia receber desse montante Vitalzinho, que ia ser vice, e Veneziano. Ricardo passou mal, precisou se recolher e eles queriam que eu desse a minha palavra que teriam esse dinheiro, mas só havia 500 mil – explicou.

Citado na delação, o deputado Raniery Paulino (MDB) se defendeu das acusações.

Em entrevista ele alegou que nunca esteve com Livânia e que pode ter sido alvo de vingança por parte da secretária.

– Reforço minha crença no Gaeco. Nunca tive tratativa ou conversa com Livânia Farias. Posso ter cumprimentado em algum evento, mas nunca sentei para conversar com ela. Eu gostaria de pedir as imagens da granja Santana para saber quem saiu e quem entrou lá no dia que ela disse que estive lá. Em nenhum momento da minha vida estive com ela tratando sobre esse assunto. O único momento que tive foi quando solicitei que ela fizesse esclarecimentos na Assembleia. Talvez ela tenha ficado chateada e quis se vingar – frisou.

 

paraibaonline

 

 

Sindicato de auditores do TCE-PB repudia notícias com delação Livânia: ‘cautela’

O Sindicato dos Profissionais de Auditoria do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (SINDCONTAS) enviou, na tarde desta segunda-feira (06), uma nota à imprensa reagindo às recentes citações à integrantes do TCE-PB, incluindo a esposa do atual presidente, Arnóbio Viana, Georgiana Cruz.

As citações apareceram na delação da ex-secretária Livânia Farias, no âmbito da Operação Calvário. No documento, ela acusa a esposa de Arnóbio de distribuir R$ 50 mil em propina dentro do TCE para que auditores fiscais resolvessem as contas do ex-governador Ricardo Coutinho.

“Nesse ponto, vemos com muita preocupação, notícias na imprensa local a respeito de delações que envolveriam parentes de membros do TCE e sobre uma possível distribuição de propina para auditores. […] É preciso ter responsabilidade e cautela na missão de informar, sob pena de manchar a trajetória de profissionais que cumprem o seu devido papel”, diz a nota.

Confira texto na íntegra:

O Sindicato dos Profissionais de Auditoria do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba – SINDCONTAS, vem, em face dos fatos revelados pela imprensa sobre a “Operação Calvário”, se manifestar e esclarecer o que segue.

No âmbito do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba existem três pilares que constituem o “Processo de Contas”, a fim de se cumprir o exercício do controle externo, nos termos da Constituição Federal: A Auditoria, o Ministério Público de Contas e o Órgão de Julgamento (Conselheiros). Cada um é responsável por uma etapa do processo, que deve preservar a autonomia de cada um desses atores, sem qualquer interferência que possa macular a respectiva atuação.

O trabalho dos profissionais de Auditoria, servidores que foram aprovados através de concurso público, é o exercício da fiscalização. Nessa fase são coletados todos os subsídios probatórios necessários à análise da utilização de recursos públicos e a sua compatibilidade com os mandamentos legais, bem como a observância dos preceitos legais em relação a outros atos praticados no âmbito da Administração Pública.

O Ministério Público de Contas, por meio dos seus membros, emite parecer sobre a matéria posta a partir de elementos trazidos pela instrução dos profissionais de Auditoria e outras perspectivas inerentes ao Parquet, enquanto Fiscal da Lei.

A última etapa desse processo é o julgamento, realizado pelos Conselheiros, por simetria constitucional do art. 73, escolhidos uma parte pelo Governador do Estado e a outra pela Assembleia Legislativa. São esses os responsáveis pelo resultado do processo, no tocante à decisão sobre a regularidade ou não da gestão dos recursos públicos, a partir do seu livre convencimento motivado, que poderá se alinhar ou não às manifestações da Auditoria e do Ministério Público de Contas.

Esta entidade sindical, que tem por função representar os profissionais de Auditoria do TCE-PB, esses que estão diretamente ligados à instrução de processos que envolvem a gestão de recursos públicos no âmbito do Estado da Paraíba, espera que as autoridades competentes possam, por meio das investigações em curso, trazer todos os esclarecimentos dos fatos e eventuais responsabilizações.

Não emitiremos juízo de valor sobre as condutas que estão sendo investigadas ou sobre nomes envolvidos em investigações, diante da responsabilidade dessa entidade e da certeza de que as autoridades competentes, no exercício de suas funções e garantindo-se o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa, trarão, no momento oportuno, todas as informações a respeito das condutas e as respectivas responsabilizações.

Imperioso destacar que, atualmente, todos os relatórios de auditoria, inclusive os relativos às Organizações Sociais, estão disponíveis ao público no portal do TCE-PB. A Auditoria tem, apesar das dificuldades, cumprido a missão que foi conferida pela sociedade.

Nesse ponto, vemos com muita preocupação, notícias na imprensa local a respeito de delações que envolveriam parentes de membros do TCE e sobre uma possível distribuição de propina para auditores. Entendemos pela necessidade do aprofundamento das investigações a fim de apurar as responsabilidades por qualquer conduta que se afaste da legalidade. Ao mesmo tempo, imperioso frisar que não admitiremos ilações genéricas que maculem a imagem dos profissionais de Auditoria, que ao longo de muitos anos vêm prestando serviços à sociedade paraibana e apontando em seus relatórios diversas irregularidades que, não raramente, subsidiam outros órgãos de controle. É preciso ter responsabilidade e cautela na missão de informar, sob pena de manchar a trajetória de profissionais que cumprem o seu devido papel.

Por fim, reafirmamos o compromisso desta entidade e dos Profissionais de Auditoria do TCE-PB com um trabalho sério e imparcial, que visa a boa e correta aplicação dos recursos da sociedade paraibana.

João Pessoa, 6 de janeiro de 2020.

A Diretoria do Sindcontas

Assessoria

 

 

Galdino minimiza delação de Livânia: “Acredito na inocência dos deputados

O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino (PSB), comentou a delação premiada realizada pela ex-secretária de Estado, Livânia Farias, no âmbito da Operação Calvário. Lívânia Farias declarou que cerca de R$ 1,6 milhão teriam sido repassados a seis parlamentares estaduais com o aval do ex-governador Ricardo Coutinho (PSB). Galdino disse acreditar na inocência dos deputados.

Segundo Livânia, o valor deveria ser rateado entre os deputados Branco Mendes, Edmilson Soares, Genival Matias, Lindolfo Pires, Tião Gomes e o então deputado Arthur Cunha Lima Filho.

O presidente da Casa de Epitácio Pessoa disse acreditar na Justiça Paraibana.

– A delação, por si só, não é prova. Eu acredito na Justiça paraibana e acredito também na inocência dos deputados que foram citados na delação.

 

PB Agora

 

 

Quatro deputados citados em delação por Livânia negam envolvimento

Quatro dos oito deputados citados em trecho da delação premiada feita por Livânia Farias ao Poder Judiciário, dentro da Operação Calvário, que veio à tona neste fim de semana, se posicionaram até a tarde deste domingo (5) e negaram ter cometido qualquer crime, irregularidade ou malfeito. Leia abaixo as notas divulgadas.

No Termo de Transcrição de 11 páginas, Livânia relata que seis deputados estaduais teriam sido beneficiados pela suposta organização criminosa investigada pela Calvário, por meio do repasse de R$ 1,6 milhão, que teriam sido entregues a Edmilson Soares para serem divididos entre ele, Branco Mendes, Lindolfo Pires, Tião Gomes e Genival Matias.

Outro contemplado seria o então deputado Arthur Cunha Lima Filho, suplente de deputado estadual e filho do conselheiro Arthur Cunha Lima, este último afastado durante a 7ª fase da Operação Calvário, a Juízo Final, que também afastou outro conselheiro, Nominando Diniz, e investiga um terceiro, André Carlo Torres.

Outros dois deputados federais também foram citados. São eles: Efraim Filho (DEM) e Hugo Motta (PRB).

Notas

• Genival Matias

Em primeiro lugar, quero deixar claro que confio e apoio as investigações da Operação Calvário em todas as suas fases, porém, me causou surpresa a citação sem provas do meu nome em depoimento, sobre uma suposta entrega de recursos.

Afirmo que não tenho qualquer participação nesses fatos e tenho a tranquilidade de não ter recebido absolutamente nada além do que foi declarado oficialmente no período eleitoral.

Estou à disposição da Justiça para esclarecer quaisquer fatos e desde já disponibilizo meu sigilo bancário e fiscal.

Sigo confiando na justiça e respeitando às instituições.

• Tião Gomes

Rechaço com veemência toda e qualquer citação inverídica que aponta recebimento de recursos ilegais por minha pessoa. Estou indignado, mas absolutamente tranquilo que a verdade será restabelecida. Em 40 anos de atuação na vida pública, tendo oito mandatos de deputado, nunca me envolvi em nenhum ato ilícito e meu patrimônio é condizente com minha realidade. Neste momento, coloco-me inteiramente à disposição da Justiça, mesmo sabendo que meu nome não está inserido entre os investigados.

Nunca tratei qualquer assunto sobre recursos com o deputado Edmilson Soares e tampouco autorizei que alguém tratasse ou recebesse valores em meu nome.

Coloco meu sigilo bancário, telefônico e fiscal à inteira disposição, reafirmando que nossas campanhas foram realizadas dentro da lei e feitas com dinheiro limpo tendo todas as contas aprovadas pela justiça eleitoral. Portanto, nada devemos e nada tememos. Confiamos na Justiça.

• Branco Mendes

Durante toda a minha vida sempre procurei me nortear pelos princípios da ética, moralidade, verdade e transparência. Tanto é verdade que nesses quase 30 anos de vida pública não tenho uma mancha, processo ou conta rejeitada. Posso andar de cabeça erguida em qualquer lugar, pois prezo por valores sagrados, pelos ensinamentos dos meus saudosos pais e, principalmente, pela admiração das minhas três filhas.

Não abaixarei a minha cabeça um minuto, pois não serão acusações irresponsáveis e mal interpretadas que macularão o maior patrimônio que conquistei na vida, que são a minha honra, seriedade e a vontade de fazer o BEM pelos paraibanos. Digo tudo isso sem hipocrisia e sem medo algum. Seguirei firme nos meus propósitos e crenças, tendo a certeza de que o tempo há de restabelecer toda a verdade.

• Efraim Filho

Tomei ciência pela imprensa da citação do meu nome, nas investigações em curso, como que no ano de 2014 tivesse recebido ajuda de campanha para apoiar a chapa do então governador. Absolutamente nego essa ilação feita contra mim, sem apresentar uma prova ou sequer uma data. As contas da minha eleição 2014 foram analisadas, julgadas e aprovadas pela justiça eleitoral.

Ao rechaçar totalmente essa inverídica acusação, e mesmo sem estar no rol de investigados pela operação, coloco meu sigilo bancário, telefônico e fiscal a disposição da justiça. Quem não deve não teme.

 

 

portalcorreio

 

 

Fantástico deste domingo mostra vídeos inéditos da delação de Livânia Farias na Operação Calvário

O programa Fantástico deste domingo (22), vai mostrar os vídeos inéditos da delação premiada da ex-secretária de Administração do Estado da Paraíba, Livânia Farias. O programa é exibido pela TV Globo aos domingos.

Livânia Farias confirmou em delação premiada que entregou mais de R$ 4 milhões ao ex-governador Ricardo Coutinho. A informação foi destaque em reportagem do jornal Estado de São Paulo na última quarta-feira (18).

Ela relatou que tinha uma rotina de entregas de dinheiro em espécia na residência oficial do governador, a Granja Santana, durante a gestão de Ricardo Coutinho.

Livânia Farias prestou colaboração premiada no âmbito do inquérito da Operação Calvário, que teve mais uma fase deflagrada na última terça-feira (17). Foram expedidos 17 mandados de prisão preventiva pelo Tribunal de Justiça da Paraíba. O ex-governador Ricardo Coutinho foi um dos alvos da Operação.

 

clickpb

 

 

Citado em delação, Ricardo Barbosa emite nota e nega envolvimento na Calvário

Citado por Daniel Gomes, líder da Cruz Vermelha Brasileira, em delação ao Poder Judiciário, o deputado estadual Ricardo Barbosa (PSB) emitiu nota,  na tarde desta quinta-feira (19), e desmentiu a acusação de recebimento de dinheiro ilícito, por meio, do escritório do advogado Francisco Ferreira, preso na sétima fase da Operação Calvário – Juízo Final.

Segundo o empresário, o esquema funcionava da seguinte forma, o gabinete do deputado emitia notas como pagamento de serviços jurídicos, e o dinheiro era repassado de volta para Ricardo Barbosa.

“Estou surpreendido com essa declaração difamante, mentirosa e irresponsável. Já estou acionando advogado para processar o Daniel, que não o conheço, nunca estive com ele em ocasião nenhuma de minha vida. Tenho uma relação profissional e de amizade com o advogado Francisco Ferreira, que era meu advogado, do meu gabinete, mas, após a [sua] prisão, houve o destrato”, justificou Ricardo Barbosa em entrevista concedida ao programa Correio Debate, da Rádio Correio 98 FM.

Veja a nota

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Repudiamos com veemência as declarações veiculadas no Programa Correio Debate de hoje, as quais transmitiram trecho da colaboração do sr. Daniel Gomes, com uma denúncia leviana e totalmente desprovida de provas contra nossa pessoa.

A acusação de que meu gabinete houvera contratado o escritório do Advogado Francisco Ferreira de forma irregular não possui qualquer rastro de fundamento.

Entretanto, diante da proporção dos fatos, vimos a público repudiá-la e informar que nossa Assessoria Jurídica, desde que tomou conhecimento dessas acusações, já vem adotando as medidas judiciais cabíveis contra o sr. Daniel Gomes.

Temos ao longo de nossa longeva caminhada pública ou fora dela, e de nossos mandatos na Casa de Epitácio Pessoa, em particular, pautado nossa atuação com toda lisura, compromisso e dedicação.

Por isso rechaçamos, por inteiro, as calúnias e difamações da declaração que nos atinge, não somente pela retilínea conduta de vida pública, mas, também, recuso-me a aceitar ser alvo de denúncias tão sem fundamento ou prova. Esperamos que a Justiça possa dar um basta à prática daqueles que se valem de calúnias e mentiras para macular e enodoar a honra de pessoas íntegras, honestas e de bem.

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PB Agora

 

Delação da ex-secretária Livânia Farias revela suposto esquema de propina

Na delação feita por Livânia Farias nas investigações da Operação Calvário, a ex-secretária de finanças do município de João Pessoa e de administração do Estado da Paraíba falou sobre contrato feito com firma de advocacia para a Prefeitura de João Pessoa, pagamento de propina por parte do escritório, ajuda financeira na campanha eleitoral de 2010 e apreensão de R$ 81 mil em 2011. O G1 teve acesso ao do depoimento de Livânia. Veja abaixo os principais pontos da colaboração.

A colaboração foi feita no âmbito da operação Calvário e desencadeou uma denúncia protocolada pelo Ministério Público da Paraíba, nesta quarta-feira (4) contra nove pessoas acusadas de integrar um grupo que teria causado um prejuízo de R$ 49 milhões à Prefeitura da capital paraibana.

Contrato da firma de advocacia

Livânia contou que foi apresentada à Bernardo Vidal por Gilberto Carneiro, ex-procurador Geral do município e do estado, durante um evento no Fórum Criminal. A partir desse momento, conforme o depoimento, Gilberto Carneiro começou a conversar com a então secretária para firmar um contrato com a Bernardo Vidal Advogados, para realizar um trabalho para o qual a Procuradoria Geral do Município não teria condições.

O objetivo era pedir que a Receita Federal reconhecesse a prescrição e a decadência de alguns débitos de um parcelamento feito pela Prefeitura, procedimento que já havia sido feito pelo município, mas tinha sido negado.

Segundo Livânia, uma minuta, parte do processo de contratação da firma, foi feita e encaminhada para Gilberto Carneiro, que corrigiu o documento. O contrato estabelecia que a Bernardo Vidal Advogados receberia pelos honorários, pelo sucesso de demandas judiciais, e também pelo preenchimento de Guias de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social (GFIP).

Os pagamentos eram feitos com base em planilhas enviadas pela própria firma, no entanto, após uma fiscalização da Receita Federal, o Município decidiu realizar auditorias e cruzar essas informações com a folha de pessoal.

De acordo com as perguntas feitas durante a delação, posteriormente, o próprio Município de João Pessoa entrou com uma ação civil pública contra a Bernardo Vidal Advogados, cobrando valores indevidamente pagos, a título de honorários, bem como indenização em razão de autos de infrações lançados pela Receita Federal, pelo uso de “informações ilícitas”. Conforme o MP, a Prefeitura foi autuada a pagar valores superiores a R$ 40 milhões.

Pagamento de propina

A ex-secretária afirmou que, inicialmente, o próprio Bernardo a procurou e ofereceu um valor, que ela não aceitou. “Posteriormente, ele disse que não tinha a ver com propina e que o escritório tinha uma disponibilidade para ajudar”, disse na delação. Ela relatou ainda que o advogado chegou a afirmar que, quando ela saísse da Prefeitura, poderia se tornar advogada no escritório.

Segundo Livânia, o pagamento do valor acontecia por da firma, acontecia por vezes em espécie ou depósito, e não era condicionado ao pagamento feito pela Prefeitura. Ela contou que começou a receber a quantia por volta do segundo pagamento feito à firma.

“Ele me pagava um valor aleatório, às vezes R$ 3 mil, R$ 5 mil e isso foi final de 2009 até 2010”, comentou. Questionada, a ex-secretária contou que outros servidores também recebiam os valores.

  • MP: além da senhora, quais outros servidores do Município de João Pessoa recebiam essa vantagem?
  • Livânia: segundo o próprio Bernardo, Gilberto Carneiro e Coriolano [irmão do ex-governador Ricardo Coutinho]. Coriolano para o período eleitoral, que ele recebia, e Gilberto ele não especificou

A ex-secretária afirmou que recebeu os valores até 2010, antes de começar o período eleitoral.

  • MP: por que houve essa mudança?
  • Livânia: eu acho que como o dinheiro era todo pra campanha, ele deveria [é interrompida]
  • MP: a senhora tem essa informação de que em 2010 ele entregou dinheiro para a campanha?
  • Livânia: tenho. Ele disse que ajudou bastante.
  • MP: e esse dinheiro era entregue a quem?
  • Livânia: a Coriolano
  • MP: e a Gilberto também?
  • Livânia: a Gilberto eu não sei se era para a campanha
  • MP: mas ele continuou pagando a Gilberto em 2010?
  • Livânia: segundo Bernardo Vidal, sim
  • MP: a senhora disse que a senhora parou de receber em 2010..
  • Livânia: é, eu parei de receber
  • MP: mas Gilberto e Coriolano continuaram recebendo?
  • Livânia: continuaram recebendo.

Apreensão dos R$ 81 mil

No dia 30 de junho de 2011, um carro foi apreendido com R$ 81 mil dentro, documentos do escritório Bernardo Vidal com destino à Prefeitura e alguns bilhetes, como apontado pelo MP durante o depoimento.

  • MP: bilhete com algumas siglas, tinha a letra “L”, a letra “C”, outra letra “L” – Laura Farias – e um “G”. Essas siglas, “L”… Esse “L”, poderia ser seu L de Livânia?
  • Livânia: poderia.
  • MP: poderia? Por que poderia?
  • Livânia: poderia porque após essa apreensão, em conversa com ele, ele disse que estaria mandando esse dinheiro porque no período da campanha eu havia solicitado ajuda a ele pra campanha e a gente tinha um remanescente muito alto de dívida e ele disse que estaria mandando esse dinheiro pra isso.
  • […]
  • MP: dias antes a senhora manteve contato com ele pedindo essa ajuda?
  • Livânia: é
  • MP: pra saldar dívida de campanha?
  • Livânia: de campanha
  • MP: a campanha pra governador do Estado?
  • Livânia: pra governador do Estado, de 2010
  • MP: do ex-governador Ricardo Coutinho?
  • Livânia: Isso.

No depoimento, Livânia declarou que Bernardo Vidal informou que mandaria R$ 10 mil para ela, além de uma quantia para Coriolano e Gilberto Carneiro.

G1