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Mercado de trabalho para cuidadores de idosos cresce 547% nos últimos dez anos

Número de empregados passa de 5.263 em 2007 para 34.051 em 2017, sendo a ocupação que mais aumenta no País

O envelhecimento da população aliado à redução do tamanho das famílias brasileiras pode explicar o aumento no número de cuidadores de idosos na última década: a quantidade desse tipo de ocupação saltou de 5.263 em 2007 para 34.051 em 2017 representando um crescimento de 547% durante o período.

E não é para menos. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que, de 1940 a 2016, a expectativa de vida do brasileiro aumentou em mais de 30 anos, sendo hoje de 75,8 anos. “A procura por esse tipo de profissional está diretamente ligada a esse índice. Hoje, 15% da população brasileira é de idosos e, até 2030, a expectativa é chegar a 25%”, explica a professora do curso de Serviço Social do Centro Universitário Internacional Uninter, Denise de Almeida.

Regulamentação

O crescimento e a formalização desse mercado, no entanto, esbarram na falta de regulamentação e de capacitação adequada dos profissionais. Como a ocupação ainda não foi regulamentada como uma profissão, não há regras claras sobre a formação mínima que deveria ser exigida nem qual seria o conteúdo obrigatório dos cursos.

 

Um Projeto de Lei tramita na Câmara para criar e regulamentar a profissão de cuidador não só de idosos, mas de crianças e de pessoas com deficiência ou doença rara. Há também um Projeto de Lei do Senado Federal para determinar as atribuições de quem desempenha essa função.

“Observamos um grande número de profissionais da saúde, como técnico de enfermagem, por exemplo, que estão exercendo a função. Mas em alguns casos, ele não é especialista em cuidar de idosos ou não possui alguma formação na área de geriatria. Ainda há poucos cursos na área disponíveis no Brasil e a formação é considerada média”, avalia.

Diante desse cenário, os pré-requisitos e o perfil de quem atua como cuidador de idoso estão relacionados apenas na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO). De acordo com o texto, devem ser contratados maiores de idade, que fizeram cursos livres com duração entre 80 e 160 horas e que demonstrem empatia e paciência.

“O profissional deve dialogar com o paciente para estabelecer um vínculo e fazê-lo sentir-se parte de um grupo. Além disso, é importante conhecer a rotina da família e como todos se organizam diante da situação. Entre as principais atividades estão os cuidados com higiene, medicação e descarte de materiais, bem como cuidados com alimentação e ao risco de queda”, observa Denise.

Sobre o Grupo Uninter

O Grupo UNINTER é o maior centro universitário do país, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).  Sediado em Curitiba – PR, já formou mais de 500 mil alunos e, hoje, tem mais de 200 mil alunos ativos nos mais de 200 cursos ofertados entre graduação, pós-graduação, mestrado e extensão, nas modalidades presencial, semipresencial e a distância. Com mais de 700 polos de apoio presencial, estrategicamente localizados em todo o território brasileiro, mantém quatro campi no coração de Curitiba. São 2 mil funcionários trabalhando todos os dias para transformar a educação brasileira em realidade. Para saber mais acesse uninter.com.

Assessoria de imprensa da Uninter

 

Trocolli Júnior discute qualificação de cuidadores de dependentes químicos com reitora da UFPB

 

margareth_trocoliUma parceria que pode transformar a forma de cuidar de dependentes químicos na Paraíba. Preocupado com o alto índice de consumo de droga no estado, principalmente o crack, o deputado estadual Trocolli Júnior (PMDB) se reuniu nessa sexta-feira (12) com a reitora da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Margareth Diniz, para discutir um projeto desenvolvido pela instituição que vai qualificar cuidadores de dependentes químicos.

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“Nós temos qualificação para pessoas que cuidam de crianças, de idosos, de pessoas com necessidades especiais, mas não temos essa preparação para os que vão cuidar de dependentes de drogas e um projeto como esse desenvolvido pela UFPB é muito importante para o tratamento desses dependentes”, afirmou Trocolli.

 

O parlamentar apresentou à reitora Margareth os números do crack na Paraíba que, atualmente, tem 35 mil usuários de droga. Desse total, 62% dos dependentes são crianças e adolescentes com idade entre 10 e 18 anos. Significa que 21,7 mil jovens paraibanos já estiveram em contato com o crack, sendo que 8,7 mil usuários têm entre 10 e 14 anos de idade e outros 13 mil estão na faixa etária dos 14 aos 18 anos. Além disso, 80% dos crimes violentos ocorridos no estado é uma consequência do uso da droga. Os dados são do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas (Cebrid).

 

A professora Margareth Diniz também demonstrou-se preocupada com os índices alarmantes de dependência química na Paraíba e informou ao parlamentar que a UFPB está formando uma equipe de cuidadores desses dependentes que atuará justamente no auxílio a essas pessoas.

 

Segundo a Reitora, a equipe está sendo formada pelo Serviço de Atenção à Saúde do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal da Paraíba (SAS/CCS/UFPB), e cumprirá, quando concluída sua formação, uma das principais atividades da universidade pública no país que é a extensão.

 

O projeto alegrou Trocolli Júnior que há 11 anos vem encabeçando as discussões em torno do problema. O deputado ressaltou que preparar pessoas para cuidar de dependentes de drogas é algo que vai trazer melhorias para o tratamento do vício das drogas.

 

Assessoria do deputado Trocolli Júnior com informações da assessoria da UFPB

 

 


Assessoria de imprensa