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Festas de fim de ano exigem cuidado redobrado na pandemia, orienta Fiocruz

Os abraços e os encontros tão tradicionais nas festas de fim de ano vão ter que esperar um pouco mais. Com mais de sete milhões de casos registrados da covid-19 e a triste marca de quase 200 mil vidas perdidas pela doença, o Brasil vai ficar mais silencioso em 2020. Pensando em frear o avanço da doença, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) disponibilizou uma cartilha, a “Covid-19: preservar a vida é o melhor presente neste fim de ano”, com algumas recomendações para esse momento tão aguardado.

A Fundação ressalta logo no início que “nenhuma medida é capaz de impedir totalmente a transmissão da covid-19.” Mesmo quem vai celebrar no núcleo familiar ou com pessoas próximas deve observar o uso da máscara sempre que não estiver bebendo e comendo, levar uma máscara extra em um saquinho limpo e dar preferências a locais abertos e arejados.

“É absolutamente normal no fim do ano a gente querer encontrar amigos e familiares para dar um abraço, um aperto de mão. Entretanto, estamos vivendo uma situação em que a pandemia não está totalmente sob controle. O número de casos e as taxas de ocupação de leitos hospitalares – incluindo os de UTI – vêm crescendo na maior parte das capitais e em muitas cidades. Esse é um momento que exige de nós um esforço conjunto, no sentido de protegermos a nossa saúde e a saúde das pessoas que amamos”, orienta o coordenador do Observatório da Covid-19 da Fiocruz, Carlos Machado.

A servidora pública Kátia Cristina de Melo, 40 anos, optou por festas mais seguras. Desde março, quando foi decretada a pandemia no Brasil, Kátia decidiu se manter reclusa em casa com a família. Ela é mãe de um bebê (hoje com um ano) e conta que a parte mais difícil foi ficar longe de quem ama. “Não tive uma rede de apoio como na outra gravidez. Os avós não acompanharam o desenvolvimento do neto como fizeram com meu primeiro filho”, lamenta.

Mesmo não sendo fácil, Kátia optou por festas de fim de ano mais “intimistas”. Ela avisa que vai passar na casa dos pais já idosos, depois de todos realizarem testes.

“Todo ano, eu e meus irmãos passamos as festas de final de ano com nossos pais. Mas esse ano, em razão da pandemia, considerando que nossa família é muito grande e que nossos pais estão isolados desde março, a gente optou por não reunir. Algumas pessoas vão encontrar com eles na noite do dia 24 e outras virão no dia 25 para que eles não se sintam só, já que essa data é muito especial e eles consideram muito. Mas ficaremos todos na garagem, onde é aberto”, ressalta.

Já o jornalista brasiliense Victor Henrique, 22 anos, tinha outros planos para a virada de ano. Ele e a namorada iam para Goiânia (GO). “Começamos a planejar a viagem no início de dezembro. Fechamos tudo, estava tudo certinho.” Mas o susto veio: Victor e a namorada testaram positivo para a doença. Ele descobriu por meio de um exame de rotina e acredita que foi contaminado durante a rotina de trabalho.

“Como descobri que estava com covid-19, tivemos que cancelar. Não tem como viajar com o vírus, mesmo estando assintomático. Mas se não tivéssemos testado positivo, a gente ia viajar, sim. Íamos para um hotel lá em Goiânia e íamos ficar só lá dentro”, garante.

Viagem longa

Thayná Shuquel, 23 anos, estava com tudo pronto para seguir rumo a Nova Esperança do Sul (RS). A primeira parada, segundo ela, seria em Porto Alegre e, de lá, faria uma viagem de seis horas de ônibus para a cidade do interior.

“Decidi não viajar mais porque minha avó tem 83 anos. Acho que poderia ser bem perigoso passar por aeroporto, rodoviária e depois encontrar com ela. Acho que mesmo tomando todos os cuidados, como usar máscara em casa e não tocar nela, poderia acontecer de ela pegar o vírus e eu não me perdoaria se isso acontecesse. Preferi adiar a viagem para assim que tiver uma vacina, que eu estiver mais segura e não passar para nenhuma pessoa”, explica.

Em teletrabalho desde março, Thayná tem se mantido em casa sempre que pode. “Estou trabalhando em casa desde o início da pandemia. Tenho evitado sair, tenho ido só ao supermercado e lugares essenciais. De resto, estou em isolamento. Devo passar o Natal e o Ano Novo em casa. Um amigo mora sozinho que também está isolado, talvez passemos o Natal juntos”, planeja.

Festas canceladas

Em alguns municípios, as tradicionais festas de réveillon foram canceladas. A esperada queima de fogos nas praias do Rio de Janeiro vai ter que ficar para depois. Pelas redes sociais, a prefeitura do Rio anunciou, no último dia 15, que a festa havia sido cancelada “devido ao atual cenário da covid-19. A decisão foi tomada em respeito a todas as vítimas e em favor da segurança de todos.”

Em São Paulo, a celebração que reúne cerca de um milhão de pessoas na Avenida Paulista também foi cancelada. A decisão do prefeito da cidade, Bruno Covas, foi anunciada ainda em julho, com a justificativa de evitar a aglomeração de pessoas e a propagação da doença. Na ocasião, o prefeito declarou que “não tem como a gente solicitar que as pessoas evitem aglomeração e a prefeitura colocar recursos em um evento que junta um milhão de pessoas”.

Na cidade de Salvador, a prefeitura decidiu transmitir on-line queimas de fogos de diversos pontos da cidade, que não foram divulgados por questões de segurança sanitária. Na capital federal, a tradicional queima de fogos diretamente da Esplanada dos Ministérios também foi cancelada, juntamente com o Carnaval.

Na Paraíba, o Ministério Público Federal (MPF) e o MP local recomendaram a prefeituras e secretários de Saúde que proíbam, por ato normativo próprio, a realização de eventos de massa para evitar aglomeração de pessoas. O objetivo é diminuir a disseminação do novo coronavírus. Alguns municípios que ainda não haviam cancelado as festividades foram notificados, como Água Branca, Imaculada e Juru. As três cidades fazem parte da 3ª Macrorregião de Saúde da Paraíba, cuja ocupação de leitos hospitalares (UTI adulto) está em 80%.

No documento, encaminhado na última semana (17), o MPF e o MP-PB recomendaram que, com exceção de eventos estritamente familiares, sejam proibidas festas abertas ou semiabertas em bares, ruas, granjas e outros locais públicos ou privados que promovam aglomeração.

Os MPs recomendaram, ainda, que sejam adotadas imediatamente providências cabíveis para intensificar a fiscalização, autuação e interdição de todos os eventos e atividades em desacordo com a legislação pertinente.

Em nota, a assessoria de comunicação do MP da Paraíba informou que as recomendações foram acatadas pelos gestores dos municípios notificados. O objetivo da medida é “reduzir a transmissibilidade do vírus, já que a Paraíba apresentou, em 11 de dezembro de 2020, Rt de 1,1594, portanto bem superior aos 0,9924 em 27 de novembro 2020 – o que representa transmissibilidade ativa do novo coronavírus.” A nota diz ainda que “constitui fato público e notório que quando o número do índice de transmissibilidade é maior que 1 (um) há um aumento no número de casos.”

Medidas a longo prazo

Carlos Machado, coordenador do Observatório da Covid-19 da Fiocruz, instrui as famílias que mantenham os protocolos pensando a longo prazo. Lavar muito bem as mãos, limitar o número de pessoas com acesso à comida e evitar o compartilhamento de utensílios, como garfos e facas, podem fazer toda a diferença.

“A gente precisa só de mais um pouco de tempo. A vacina vai chegar. No ano que vem, provavelmente vamos conseguir vacinar a maior parte da população e teremos o Natal e o Ano-Novo de 2021 com todos juntos, podendo apertar as mãos, abraçar, podendo se encontrar. Mas nesse ano, o maior presente que podemos dar uns para os outros é proteger a nós mesmos, proteger aos outros e proteger a todos”, finaliza Machado.

Fonte: Brasil 61

 

 

Volta às aulas exigirá cuidado com emocional de alunos e professores

A discussão sobre a volta às aulas vem mobilizando a todos sobre o impacto que esta decisão poderá trazer em meio a uma pandemia que não dá trégua. Além das questões relativas aos protocolos de higienização e distanciamento, a consultora educacional e psicóloga Carla Jarlicht destaca que é preciso maior atenção aos aspectos emocionais, tanto de professores quanto de alunos. “Essa nova realidade será um grande desafio para todos na escola”, destaca a pesquisadora. Abaixo segue entrevista com a educadora.

Quais os principais desafios dos professores na volta das aulas presenciais?

Serão muitos os desafios. E vão dos aspectos estruturais e organizacionais da escola, que deverá atender aos protocolos, aos aspectos emocionais, que envolvem não só o acolhimento dos alunos como também o das famílias. Todos estão, em alguma medida, sensíveis a tudo que vem acontecendo e, de certa forma, inseguros, ansiosos e um tanto esperançosos com o que está por vir. E, embora o professor seja parte desse coletivo, no momento em que a escola abre, é ele o catalisador de todas esses vetores, portanto o desafio será grande e seu papel ainda mais fundamental.

No retorno ao ensino presencial, esse novo encontro, apesar de muito esperado por todos, demandará do professor novas estratégias para a reinvenção tanto das relações afetivas quanto do trabalho pedagógico em si, repensando os projetos, de acordo com a avaliação diagnóstica dos alunos, contemplando novos encaminhamentos, além de outros combinados para a rotina, que será inteiramente diferente. Essa nova realidade será um grande desafio para todos na escola, sobretudo para os professores que são o porto seguro dos alunos, suas famílias e coordenação. Portanto, o acolhimento deve também se estender a eles. Gestores e coordenadores precisam estar abertos para ouvir esses profissionais nas suas demandas e trabalhar em parceria.

– A execução dos protocolos de segurança dos alunos deve ficar sob responsabilidade, principalmente, dos professores. Como lidar com mais esta preocupação?

A preocupação talvez não seja tanto em relação à execução dos protocolos de segurança, que serão seguidos, mas à garantia de que eles funcionarão 100%. Por mais que os professores se dediquem, se empenhem, criem as mais criativas estratégias para colocar em prática tais protocolos seria mais saudável e realista termos clareza de que não há como garantir o rigor, porque escola não é apenas a sala de aula, não é relação um para um, inúmeras podem ser as intercorrências quando há pessoas envolvidas e a situação em que vivemos, atualmente, ainda é frágil e ponto. Lidar com esse fato é fundamental para evitarmos expectativas irreais. Seria extremamente injusto colocarmos todo o peso dessa responsabilidade no colo do professor. O caminho não pode ser esse e precisamos evitar sobrecarregar um profissional já bastante requisitado. Sendo assim, como escola é o lugar do encontro, seria fundamental criar um espaço para diálogo transparente com as famílias e a comunidade para que, juntos, possam pensar sobre esse retorno às aulas e sobre como viabilizar a prática de tais protocolos. Discutir, ponderar, acalmar as angústias, alinhar as expectativas e planejar soluções possíveis. Mais do que nunca, num contexto como a de uma pandemia, precisamos pensar coletivamente, compartilhando a responsabilidade entre todos os envolvidos.

– Você vê, tanto na rede pública quanto particular, alguma mobilização no sentido de preparar o professor para a nova realidade?

Sabemos do abismo que existe entre as redes pública e particular, abismo esse que, com a pandemia, foi escancarado e aprofundado. Os professores de ambas as redes foram pegos de surpresa e alguns tiveram apoio de suas escolas, colegas e secretarias de Educação, a maioria, nada disso.

Hoje ainda estamos em meio a uma pandemia e existe uma pressão para que se volte ao estado de normalidade. Não gosto de generalizar porque há diferenças entre as redes e dentro das mesmas, mas se os professores não estavam preparados antes, quando precisaram migrar do ensino presencial para o ensino remoto, também não estão sendo preparados agora, diante da possibilidade de retorno. E isso é um equívoco porque gera ainda mais ansiedade e insegurança em um momento de fragilidade.

Embora haja uma divergência de opiniões em relação à retomada das aulas presenciais em meio a uma pandemia, uma coisa é certa: é preciso planejar esse retorno e preparar o professor é também o incluir como protagonista nesse processo. Portanto, o quanto antes as escolas começarem a dialogar e preparar o seu corpo docente ( e toda a equipe escolar), mais tranquilo e seguro será o retorno para todos, porque é preciso tempo para toda a reestruturação ser empreendida. E por reestruturação não falo apenas da questão física, dos novos espaços e ambientes. Refiro-me especialmente ao âmbito emocional, já que todos estiveram diante de uma situação completamente inesperada e de muitos lutos.

Portanto, é preciso trabalhar com calma, resgatando os aprendizados vividos pelo isolamento físico e priorizando o material humano, para que essa reinauguração do ano letivo possa acontecer de maneira orgânica e plena.

– Muito se fala na higienização das unidades escolares e muito pouco sobre a parte psicológica que pode estar afetando as diversas comunidades de ensino do país. Que tipo de trabalho deveria estar sendo feito antes de se pensar na volta às aulas?

Como José Pacheco, grande educador português, lembra sempre: “Escola não é um edifício, escola são pessoas”. Sendo assim, para além de todos os cuidados de higienização, que são importantíssimos, temos que focar na saúde emocional de crianças e adultos. A situação vivida ainda é delicada sob muitos aspectos e, sobretudo, o aspecto emocional. Muitas e diversas foram as perdas, não podemos fechar os olhos para isso, não será possível continuar de onde havíamos parado, como se tudo tivesse sido um feriado prolongado. É preciso reconhecer a nossa vulnerabilidade para podermos entendê-la como potência, no sentido de que esse exercício de autoconhecimento pode nos direcionar para a busca de estratégias mais efetivas para lidar com as questões que forem se apresentando.

A gestão das escolas precisará apoiar seus professores e as famílias oferecendo uma escuta ativa às suas demandas, criando fóruns de conversa que acolham suas dúvidas, fragilidades e questões. Por sua vez, os professores precisarão estar ainda mais conectados com seus alunos, com suas demonstrações de afeto e mudanças de comportamento. Muitas vezes, uma sala de aula muito silenciosa revela inseguranças, medos, angústias. O mesmo pode acontecer em relação a uma agitação exagerada ou episódios de choro, desentendimentos entre os alunos. Há uma infinidade de possibilidades de demonstrações de afeto não há receitas para lidar com elas. Para cada uma, terá que se pensar uma forma de abordagem. Ouvir e acolher a criança e o adolescente é sempre o primeiro e mais precioso passo. Além do olhar atento e da escuta, criar rodas de conversa e outras dinâmicas que possam favorecer o diálogo e a elaboração desses conteúdos afetivos é fundamental. E esses trabalhos tanto da gestão quanto dos professores podem começar a ser implementados virtualmente, com apoio da equipe de psicologia da escola. Podem ser realizadas reuniões por equipe e individuais bem como reunião geral de pais e das famílias.

– Muitos pais não estão dispostos a deixar seus filhos voltarem às aulas presenciais. Como atender a esta demanda sem prejudicar o ensino do aluno?

Primeiro, vale dizer que é importante legitimar essa preocupação das famílias e isso precisa ser entendido dentro do atual contexto que ainda é muito frágil e indefinido. Mais uma vez, o acolhimento das famílias e suas preocupações precisa ser objeto de trabalho por parte das escolas, que por sua vez, terão que se perguntar sobre a real possibilidade de atender a essa demanda sem sobrecarregar professores e alunos. Pode parecer algo muito simples e trivial para quem está de fora, mas não é. Não podemos pensar que a aula remota é a aula presencial transmitida de outra maneira. E que, em sendo assim, os alunos que estão online estariam vivendo a mesma situação de aprendizagem que os que estão em sala de aula. Isso é um equívoco. É preciso colocar que a experiência da escola é insubstituível. Escola é o lugar do encontro, como já disse. É lá que as crianças convivem, socializam e aprendem umas com as outras, com os professores e educadores. Portanto, pensar um cenário de aprendizagem onde parte da turma esteja em sala e outra parte online é pensar numa exceção, onde haverá perdas de diferentes formas para todos. Caberá, porém, a cada escola decidir como proceder de acordo com o que estiver determinado por lei, que defende o direito à educação plena da criança e do adolescente. Sendo assim, o mais interessante e produtivo seria investir em soluções que possam atender ao coletivo, a um retorno às escolas a seu tempo, de forma saudável, segura e cheia de afeto.

 

Álcool em gel nas mãos requer cuidado para evitar queimaduras graves

Na prevenção contra o coronavírus, o álcool em gel virou grande aliado para a higienização das mãos e incorporou-se à rotina de grande parte das pessoas. No entanto, o produto pode causar queimaduras, como aconteceu com um jornalista de Santos, no litoral de São Paulo, na última semana.

Ao chegar em casa, o profissional de 46 anos lavou as mãos, passando o álcool em gel na sequência e foi esquentar comida. No momento não percebeu que sua mão estava queimando, só depois sentiu ardência e reparou a vermelhidão no local. Ao procurar um médico, o especialista confirmou que a queimadura foi causada pelo uso do álcool e aproximação do fogo em seguida.

O exemplo mostra que depois de passar o produto nas mãos é preciso ter cuidado ao acender o fogão da cozinha ou até um cigarro.

O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM), João Baptista Gomes dos Santos, explica que a mão representa 3% da superfície corporal total, mas seu envolvimento em traumas graves, como queimaduras, pode levar a sequelas funcionais graves. “A mão é mais suscetível ao traumatismo por queimadura, porque geralmente está mais próxima do agente causador ou porque é utilizada pelas vítimas na tentativa de se proteger no momento do acidente”, relata.

Estudos epidemiológicos já mostraram que a maioria das queimaduras grandes (mais de 25% da superfície corporal queimada) tem uma ou ambas as mãos afetadas, atingindo 90% dos casos. “A queimadura é um trauma grave, com impactos sociais e econômicos”, completa o especialista.

Cuidados com o álcool

O médico salienta que o reforço na higiene deve continuar, mas em casa, o melhor é higienizar as mãos lavando-as bem, com água e sabão, por, pelo menos, 20 segundos.  “O álcool em gel deve ser utilizado em lugares onde não é possível lavar as mãos, quando se está fora de casa”, acrescenta.

A avaliação médica da profundidade das queimaduras, principalmente se houver lesões profundas de espessura parcial e total, deve ser realizada o mais cedo possível.

Tipos de queimaduras

As queimaduras de primeiro grau envolvem danos apenas à epiderme, não mostram feridas abertas ou bolhas, curam sem cicatrizes e não requerem tratamento cirúrgico.

As queimaduras de segundo grau, em grau superficial, geralmente se recuperam com o cuidado local em 10 a 14 dias. Lesões desse tipo apresentam bolhas e são dolorosas devido à exposição das terminações nervosas na derme. Em grau profundo, as lesões apresentam uma fase inflamatória de cicatrização prolongada, podendo resultar em comprometimento funcional.

As queimaduras de terceiro grau envolvem toda a espessura da epiderme, derme e tecido subcutâneo, e as feridas não podem ser restauradas devido à perda total de anexos epidérmicos e derme.

Por fim, as queimaduras de quarto grau envolvem estruturas como músculos, tendões e ossos, sendo lesões graves que requerem reconstruções elaboradas e, ocasionalmente, amputações.

 

Agência Brasil

 

 

Covid-19: pessoa com doença neuromuscular precisa de cuidado redobrado, alerta neurologista do HULW

Especialista reforça necessidade de isolamento social e orienta sobre uso de equipamentos como BiPAP, Ambu e Cough-Assist

O cenário de pandemia de coronavírus preocupa toda a população, mas um público em especial, formado por pacientes com doença neuromuscular, precisa tomar muito mais cuidado neste momento. É o que alerta a médica Isabella Araújo Mota, neurologista responsável pela Neurorreabilitação do Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW-UFPB), vinculado à Rede Ebserh. Entre as doenças neuromusculares, estão Esclerose Lateral Amiotrófica, Distrofia Muscular de Duchenne e Atrofia Muscular Espinhal (AME).

Pacientes com doença neuromuscular, explica a especialista, têm maior incidência de mortalidade, morbidade ou internamento hospitalar devido a acometimentos respiratórios, como insuficiência respiratória e infecções respiratórias. Isso ocorre porque esse público apresenta debilidade dos músculos respiratórios, com consequente comprometimento do ato de tossir, de respirar e de eliminar secreções.

“Então, às vezes, um processo infeccioso que poderia se resolver tranquilamente em uma pessoa sem doença neuromuscular pode se tornar algo mais sério em quem tem a doença, e as alterações respiratórias, na verdade, são a principal sintomatologia clínica do coronavírus”, esclarece. A Covid-19 é uma doença que se caracteriza por sintomas leves, como dor de garganta, tosse, febre e fadiga, mas pode ser mais grave para algumas pessoas, causando pneumonia ou dificuldade de respirar.

Também por isso, o isolamento social de quem tem alguma doença neuromuscular é imprescindível na prevenção contra o coronavírus. Ou seja, a recomendação “fique em casa” deve ser seguida à risca por esse público. Conforme a neurologista Isabella Mota, se o paciente com doença neuromuscular está estável, não há necessidade de ir a uma consulta de rotina, podendo remarcá-la para um momento oportuno. Se for necessário pegar algum laudo ou prontuário, outra pessoa pode fazer isso em nome dele.

Caso o paciente necessite de um cuidador, esse profissional também precisa ficar atento às práticas de higiene, como lavar as mãos ou utilizar álcool em gel. Importante: visitas não são aconselháveis, porque as complicações decorrentes desse encontro podem ser impactantes para a saúde de quem possui doença neuromuscular.

Aos pacientes que fazem fisioterapia motora ou respiratória, a recomendação da médica Isabella Mota é não parar com os exercícios, mesmo que seja em casa. “Tente replicar os exercícios que você faz nas clínicas, com o fisioterapeuta ou o fonoaudiólogo, mas evite sair. Obviamente, alguns pacientes não podem evitar, terão de ir, de toda forma. Para esse tipo de situação, a orientação é que vá em um horário mais tranquilo e que tenha todos os cuidados de higiene, para evitar a contaminação pelo coronavírus”.

OUTRAS ORIENTAÇÕES
• Paciente que utiliza o balão autoinflável (Ambu): deve manter o uso duas a três vezes por dia, ou conforme a orientação de seu médico;
• Paciente que usa o BiPAP:  deve manter o uso do equipamento;
• Paciente que utiliza o equipamento Cough-Assist: caso tenha sintomas respiratórios, deve procurar cuidar, tentando eliminar as secreções, conforme orientado pelo profissional que o acompanha;
• Paciente que usa qualquer tipo de medicação:  deve continuar usando;
• Paciente que faz fisioterapia motora ou respiratória: não deve parar.
• Paciente que for à Urgência Médica: tem que comunicar ao médico de plantão que possui uma doença neuromuscular. Também deve levar seu equipamento, como BiPAP etc., porque o aparelho pode ser importante em uma situação de urgência; os profissionais de saúde também devem ser orientados em relação à doença de base.
ATUAÇÃO DA REDE EBSERH
Desde os primeiros anúncios sobre a Covid-19, a Ebserh tem trabalhado em parceria direta com o Ministério da Saúde e com participação do Centro de Operações de Emergência (COE) do órgão, tendo como diretrizes monitorar a situação no país e em suas unidades, realizar treinamento de funcionários da Rede, promover webaulas, definir fluxos, montar câmaras técnicas de discussões com especialistas e atuar como hospitais referência em algumas regiões.​
Assessoria de Comunicação 

 

Álcool gel: se falsificado, não use; se legalizado, use com cuidado

A falta de álcool gel no mercado tem levado muitas pessoas, no desespero de conseguir o produto, a comprá-lo sem os devidos cuidados quanto à procedência. Caseiro, falsificado ou legalizado, o produto pode representar um risco alto de queimaduras. O alerta foi feito pelo gerente de fiscalização do Conselho Regional de de São Paulo, Wagner Contrera, que é também conselheiro suplente do Conselho Federal de Química.

Depois de passar o produto nas mãos é preciso ter cuidado ao acender um cigarro ou o fogão da cozinha.

Contrera disse já ter recebido relatos sobre o uso exagerado do produto. “Neste momento de tensão, em que todos estão com medo da covid-19, muitas pessoas cometem excessos. Usam máscaras até quando dirigem sozinhas no carro. No caso do álcool gel, as pessoas usam em grande quantidade e a todo momento. Aí esquecem e vão acender um cigarro ou mesmo o fogão, para preparar as refeições. É um verdadeiro perigo”, disse o gerente do conselho de química.

Segundo o químico, entidades ligadas a tratamentos de queimaduras relatam casos de pessoas que se queimam ao se aproximar de fontes de calor logo após passar  álcool gel nas mãos. “O gel também é inflamável e, conforme mostram as embalagens, não pode ser deixado ao alcance de crianças nem de animais domésticos.”

“Se o produto industrializado já é perigoso, o que dizer do falsificado?”, alertou o gerente.

No caso do álcool em gel falsificado – ou mesmo dos caseiros, que seguem receitas disponibilizadas na internet – os riscos são ainda maiores, colocando em perigo não só a vida do consumidor como a do fabricante e a do vendedor

“Mesmo que a pessoa tenha a receita, há que se considerar vários outros fatores, inclusive a matéria-prima utilizada. Se elas não são fáceis de ser compradas por empresas legalizadas, imagina por leigos. Isso de misturar álcool líquido com gelatina ou gel para cabelo é tudo conversa fiada de pessoas que, infelizmente, se acham geniais por inventar isso em cinco minutos de reflexão. A manipulação por pessoas não preparadas é de extremo perigo”, disse.

Efeito oposto

Segundo o químico, dependendo do caso pode, em vez de propiciar assepsia, os produtos podem ter efeito oposto, por desenvolver microrganismos, mesmo que tenham mesma aparência e consistência.

“O álcool gel é produzido a partir de álcool com alta concentração, uma mistura que fica em 70%. Quando feito por processo industrial, há todo um cuidado. Mas, se feito em casa ou de forma improvisada, é extremamente perigoso, por se tratar de um produto altamente inflamável. Não à toa, a Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] publicou há quase 20 anos uma resolução proibindo a venda de álcool líquido acima de 54 graus nos mercados”, argumentou.

Ele explicou que é muito difícil identificar a “olho nu” as diferenças entre o produto legal e o falsificado. “Em alguns casos, quando a falsificação é grosseira, dá para se notar na embalagem, mas, em outros casos, e já vimos isso até mesmo em shampoos e produtos de limpeza, a embalagem é tão bem feita que o consumidor acaba não percebendo.”

Coordenador da Divisão de Química Tecnológica do Instituto de Química, da Universidade de Brasília, o professor Floriano Pastore afirma que, normalmente, ao se colocar gelatina em uma solução aquosa, ela fica mais viscosa. “E se essa solução tiver um pouco de álcool, vai ter cheiro típico de álcool gel. No entanto, não terá a principal característica, que é o porcentual aproximado de 70% de etanol, para proporcionar a qualidade bactericida e desinfetante ao produto.”.

Uma boa dica é levar em consideração o local onde o álcool em gel está à venda. O ideal é comprar em farmácias e supermercados, ou estabelecimentos similares, que respondem pela garantia do produto, evitando adquiri-lo no mercado informal.

Crime contra a saúde pública

Além de representar riscos para quem o manipula, fabricar e comercializar álcool gel falsificado é crime, passível de punição tanto pela autoridade sanitária como, administrativamente, pelos conselhos regionais e federal de química.

“Tanto quem fabrica como quem comercializa está praticando crime contra a saúde pública, e respondem por isso. E se houver envolvimento de um profissional de química, nosso conselho abre processo administrativo paralelo ao criminal. Se ele for conivente, poderá ser suspenso ou impedido de exercer a profissão”, disse Contrera.

Segundo o químico, só empresas registradas junto à Anvisa, e tendo profissional responsável técnico, têm autorização para fabricar álcool gel. As empresas são fiscalizadas pelos conselhos regional e federal de química, que verificam se os profissionais são habilitados. Já a vigilância sanitária é responsável por verificar se as boas práticas de fabricação são seguidas e se o estabelecimentos está de acordo com o que a legislação sanitária determina.

Agência Brasil

 

 

Dia Internacional do Idoso: cuidado com quem sempre cuidou de você

Inclusão social, conforto e acolhimento são algumas das dicas da Bigfral
A qualidade de vida de um idoso depende de muitos aspectos e cuidados de pessoas a sua volta, como o controle de medicamentos, a prática de exercícios físicos e a alimentação. Todos esses fatores impactam diretamente os mais de 15 milhões de pessoas na terceira idade no Brasil. Esse número deve crescer ainda mais e em 2025, a expectativa é que teremos mais idosos do que crianças no planeta pela primeira vez, de acordo com a OMS – Organização Mundial de Saúde. Por isso, temas que abordam os caminhos para os cuidados dos idosos devem permear cada vez mais o dia a dia da população, como uma forma de preparo e orientação para essa realidade.

Nessa fase da vida, a troca de carinho com os familiares pode diminuir sintomas como a depressão, além de estimular a troca de conhecimento e sabedoria e principalmente, estabelecer um vínculo de cumplicidade com os netos que certamente carregarão para a vida adulta com muita gratidão, respeito e dedicação.

Com o tempo, os papéis se invertem e chega a hora dos mais jovens retribuírem o cuidado e atenção aos mais velhos. Devolver carinho envolve gestos, atitudes e procedimentos em busca do conforto e do acolhimento daqueles que nunca negaram um bom colo. Por isso, a Bigfral – marca referência em incontinência urinária e líder de vendas no Brasil – auxilia no bem-estar, conforto e segurança desses entes queridos, aproveita o Dia Internacional do Idoso (1/10) para estimular uma corrente de carinho com dicas especiais para agradar e envolver os idosos em momentos especiais de atenção e cuidados.

Inclusão social – um grande receio da terceira idade é o medo de atrapalhar. Por isso, a inclusão do idoso em viagens, churrascos e festas pode fazer muito bem para a autoestima, além de contribuir para a socialização. Colecionar momentos de lazer, como visitar amigos, ir ao cinema, fazer caminhadas ou, simplesmente conversar também contribui para o bom relacionamento e faz com que o idoso se sinta útil.

Conforto e acolhimento – o carinho pode ser encontrado em gestos simples como um abraço. Além disso, buscar produtos e serviços adequados a essa importante fase da vida está diretamente associado com bem-estar, segurança e consequentemente, qualidade de vida.

Romper barreiras – muitos idosos perdem algumas capacidades por conta de limitações relacionadas a idade avançada. Por isso, atividades simples como a de ler um livro ou a de ajudar a caminhar no parque são iniciativas que mostram carinho e ainda auxiliam na saúde física e mental. Ajudá-los a entender os limites físicos, respeitado as suas rotinas é essencial para um relacionamento saudável e para a descobertas de novas habilidades. Nunca é tarde para aprender e buscar o novo.

A incontinência urinária também pode ser um novo desafio imposto nessa fase da vida. Saber que o mercado oferece produtos desenvolvidos para manter o conforto já pode ser um bom começo, assegurando que o idoso mantenha uma vida ativa, praticando atividades físicas e sociais com a discrição necessária. Um exemplo disso, são as três linhas de fraldas da Bigfral: a Noturna, a Plus e a Confort, com modernidade, design e tecnologia para manter a pele seca por mais tempo. Os absorventes e toalhas umedecidas completam a coleção da Bigfral para o cuidado do nosso público, usando tecnologia especialmente desenvolvida para as necessidades dos idosos, preservando o conforto em suas rotinas diárias.

Sobre Bigfral

Marca especialista em cuidados da incontinência urinária e líder de vendas no Brasil, Bigfral é reconhecida por oferecer qualidade, tecnologia e performance. Todos os seus produtos são desenvolvidos com base em testes e pesquisas para que as diferentes necessidades dos consumidores sejam atendidas de maneira eficaz, proporcionando maior bem-estar, conforto e segurança.

CDN Comunicação

Paiva Netto: Cuidado, estamos respirando a morte!

Viver no presente momento é administrar o perigo

Atualmente, em vastas regiões da Terra, o simples ato de respirar corresponde à abreviação da vida. Sofrimentos de origem pulmonar e alérgica crescem em progressão geométrica. Hospitais e consultórios de especialistas vivem lotados com as vítimas das mais diferentes impurezas.

Abeirar-se do escapamento de um veículo é suicídio, tal a adulteração de combustível vigente por aí. Isso sem citar os motores desregulados…

Cidades assassinadas

Quando você se aproxima, por estrada, via aérea ou marítima, de grandes centros populacionais do mundo, logo avista paisagem sitiada por oceano de gases nocivos.

Crianças e idosos moram lá… Merecem respeito.

No entanto, de maneira implacável, sua saúde vai sendo minada. A começar pela psíquica, porquanto as mentes humanas vêm padecendo toda espécie de pressões. Por isso, pouco adiantará cercar-se de muros cada vez mais altos, se de antemão a ameaça estiver dentro de casa, atingindo o corpo e a psicologia do ser.

Em cidades praieiras, a despeito do mar, o envenenamento atmosférico avança, sem referência à contaminação das águas e das areias, o microplástico… O que surpreende é constituírem, muitas delas, metrópoles altamente politizadas, e só de algum tempo para cá seus habitantes na verdade despertarem para tão terrível risco.

Despoluir qualquer área urbana ou rural deveria fazer parte do programa corajoso do político que realmente a amasse. Não se pode esperar que isso apenas ocorra quando se torna assunto lucrativo. Ora, nada mais proveitoso do que cuidar do cidadão, o Capital de Deus.

As questões são múltiplas, mas esta é gravíssima: estamos respirando a morte. Encontramo-nos diante de um tipo de progresso que, ao mesmo tempo, espalha ruína. A nossa própria.

Comprova-se a precisão urgente de ampliar em largo espectro a consciência ecológica do povo, antes que a queda de sua qualidade de vida seja irreversível. Este tem sido o desafio enfrentado por vários idealistas pragmáticos.

Entretanto, por vezes, a ganância revela-se maior que a razão. O descuido no preparo de certas comunidades, para que não esterilizem o solo, mostra-se superior ao instinto de sobrevivência. (…)

A poluição que chega antes

A infinidade de poluições que vêm prejudicando a vida de cada um deriva da falência moral que, de uma forma ou de outra, inferniza a todos.

Viver no presente momento é administrar o perigo. Mas ainda há tempo de acolhermos a asserção de Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944): “É preciso construir estradas entre os homens”.

Realmente, porque cada vez menos nos estamos encontrando nos caminhos da existência como irmãos. Longe da Fraternidade, não desfrutaremos a Paz.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

 

Hipertensão requer cuidado redobrado na gravidez

Cardiologista explica como a doença funciona e qual a melhor forma de prevenir
O período gestacional envolve mudanças comuns no corpo da mulher como o aumento dos seios, ganho de peso e alterações no sono, até quadros mais sérios como elevação de pressão arterial que pode levar à hipertensão gestacional. Esta situação ocorre quando a pressão sanguínea nas artérias atinge valor igual ou maior que 140mmHg/90mmHg e pode acometer mulheres que já possuíam a doença antes de engravidar e também mulheres que possuíam pressão arterial normal até antes da gestação. A hipertensão gestacional é mais comum nos últimos três meses de gravidez, mas pode manifestar-se em qualquer período após a 20ª semana de gestação.

Segundo últimos dados do Ministério da Saúde, a mortalidade maternal caiu cerca de 56% entre 1990 e 2015, no entanto, os óbitos ainda são altos no país. A hipertensão é responsável por 13,8% das mortes maternas durante a gravidez no Brasil e acontece por diversos motivos, incluindo histórico familiar, sobrepeso, diabetes e mulheres acima dos 40 anos.

Outros fatores que podem levar à doença são a presença de doenças cardiovasculares prévias e outras doenças sistêmicas.

“Apesar de se apresentar de forma assintomática muitas vezes, existem alguns sintomas que podem ser relacionados com a condição como inchaço nos membros inferiores, dor de cabeça, dor no peito e visão comprometida. Nos casos mais graves pode ocorrer convulsão e a mulher entrar em coma”, afirma o cardiologista Diego Garcia.

Lizandra Rebergue Bani, 37 anos, descobriu a hipertensão há 10 anos após fortes dores de cabeças. A comunicóloga conta que buscou ajuda médica para investigar os sintomas e acabou recebendo o diagnóstico da doença. “Minhas dores de cabeça eram persistentes e passei a monitorar minha pressão, foi então que notei que estava muito alta”.

É fundamental buscar auxílio médico logo nos primeiros sintomas para investigar as causas e buscar o tratamento mais adequado. Para quem recebe o diagnóstico da doença e deseja ser mãe é ainda mais importante um acompanhamento médico para ter uma gravidez mais saudável possível.

Lizandra seguiu estas recomendações à risca e procurou o médico antes mesmo de engravidar para entender o que poderia ser feito, já que ela utilizava medicamentos para estabilizar a doença. “Assim que descobri ser hipertensa, iniciei o tratamento e quando decidi ser mãe já estava orientada sobre o que eu precisava fazer para seguir com a gravidez”.

Hipertensão Gestacional pode evoluir e prejudicar a saúde de mãe e filho

Em alguns casos a hipertensão na gravidez pode progredir para a pré-eclâmpsia – aumento da pressão arterial que ocorre no 3º trimestre de gestação. A condição, que acometeu famosas como Beyoncé e Kim Kardashian, atinge também cerca de 5% das gestantes brasileiras, segundo o Ministério da Saúde.

Não existem ainda evidências concretas sobre a causa da pré-eclâmpsia. Especialistas acreditam que a doença se inicia na placenta – órgão que nutre o feto durante a gravidez.

“Acredita-se que a pré-eclâmpsia ocorra como consequência das alterações endócrinos-metabólicas, vasculares e hemodinâmicas presentes na gestação”, explica o cardiologista.

Situação pode se agravar

A eclâmpsia é considerada uma complicação gerada da pré-eclâmpsia e se caracteriza principalmente por alterações neurológicas graves como convulsões e coma. Estas podem ser fatais se não forem tratadas de forma imediata

Entre os principais sintomas estão a presença de proteínas na urina, dores de cabeça persistentes, aparecimento de edemas, vertigens, sonolência e até mesmo perda de consciência.

“O tratamento e acompanhamento médico ainda é a principal maneira de controlar a doença e evitar uma das principais complicações como é o caso da síndrome HELLP, caracterizada por uma grave alteração que consiste na destruição dos glóbulos vermelhos, diminuição das plaquetas e até mesmo lesões no fígado, provocando aumento das enzimas hepáticas e bilirrubinas no exame de sangue”, explica Garcia.

“Manter um estilo de vida saudável e o bom controle de doenças crônicas são as principais medidas para quem quer prevenir a ocorrência da hipertensão arterial”, finaliza Garcia.

*Dr. Diego Garcia é medico cardiologista com área de atuação em cardiologia geral, ecocardiografia, cardio-oncologia, medicina preventiva e medicina do estilo de vida.

 

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Cuidado com a alimentação é fundamental para a regeneração das células

Tal medida fortalece a prevenção de doenças como o câncer
Cuidados com a alimentação não previnem diretamente o câncer, mas alguns alimentos possibilitam uma vida mais saudável e, consequentemente, um organismo com uma desenvoltura maior, capaz de processar as células de forma contraceptiva à doenças e malefícios genéticos.

Todos os dias, cerca de 70 milhões de células morrem e outras 70 milhões nascem. Com exceção dos neurônios, toda célula ao perceber que está envelhecendo, divide-se para criar uma célula jovem. “O câncer resulta sempre de uma perda de integridade do patrimônio genético de uma célula, com a aparição de anomalias não reparadas ou mal reparadas, trazidas por genes que controlam ou regulam os fenômenos de divisão celular”, informa a nutricionista Sabina Donadelli.

O maior fator de impacto na prevenção contra o câncer é evitar alimentos processados e gordurosos, além de bebidas alcóolicas e cigarros. “Meu trabalho tem o intuito de melhorar a vida das pessoas através da alimentação. Acredito na possibilidade de gerar consciência evolutiva e poder pessoal através dos alimentos, por isso cultivo o acolhimento, a solidariedade e o comprometimento”, ressalta Donadelli.

Uma alimentação equilibrada regida por frutas, legumes e verduras é a melhor opção, o consumo habitual de, pelo menos, um alimento de cada um desses grupos ao dia é grande aliado à um organismo saudável. Já o consumo de carnes deve ser pequeno e feito a cada dois ou três dias. “O alimento interfere no processo de regeneração das células, através de quatro principais mecanismos: ao proteger o DNA e ao estimular mecanismos de reparo do DNA, a diferenciação celular (lembrando que o câncer é uma massa de células não diferenciadas), e a Estimulando a apoptose (suicídio) das células não diferenciadas”, informa a nutricionista.

As brássicas são ótimas opções para quem pretende dar mais atenção ao que consome. Elas possuem uma grande diversidade de espécies valorizadas pelas suas folhas, raízes, sementes, gemas e flores, ricas em glicosinolatos que estimulam a apoptose (morte celular programada) em células cancerosas. “Recomenda-se comer cruas ou cozidas no vapor por até dez minutos ou ainda refogá-las. Devem ser consumidas diariamente no almoço e jantar, ao menos uma das opções. Se você quer ter saúde, precisa ser uma pessoa saudável e fazer o que as pessoas saudáveis fazem”, finaliza a profissional.

Sobre Sabina Donadelli

Apaixonada pelo poder dos alimentos, a nutricionista Sabina Donadelli garante que a comida pode fazer maravilhas pelas pessoas. E ela sabe o que está falando. Formada e pós-graduada em Nutrição, a profissional alia seus conhecimentos da escola clássica com estudos da fitoterapia e dietoterapia oriental, como a chinesa e a indiana. Para saber mais, acesse http://www.sabinadonadelli.com.br/ ou pelo instagram @sabinadonadellinutricao

Cuidado! Ferramenta que promete deixar o Whatsapp azul é, na verdade, um golpe

Se você recebeu através do WhatsApp um link com uma suposta ferramenta que torna o aplicativo azul, fique atento. Trata-se de um novo golpe que está circulando entre os celulares, capaz de roubar os dados do usuário para usá-los de forma maldosa. Funciona da seguinte forma: quando a pessoa clica no link , é redirecionada para uma página, chamada “Whatsapp Trendy Blue”, onde deve inserir o número do celular.

Ao clicar em “I agree! Continue!” (em livre tradução, “Eu concordo! Continuar!”), abrirá uma nova tela, onde deve confirmar que é um usuário ativo. Depois dessas etapas, a ferramenta solicita que a pessoa convide dez amigos ou três grupos no Whatsapp para que o aplicativo seja desbloqueado e fique azul.

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Porém, no fim das contas, o usuário não é levado a nenhuma página de download, mas a uma pesquisa online, que solicita informações pessoais. Quanto mais a vítima avança, mais dados são roubados pelo site. De acordo com sites de tecnlogia estrangeiros, a ferramenta chega a inscrever o usuário em um serviço de mensagens tarifadas, gerando custos extras na conta do celular. Fique atento!


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