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RC rebate Cássio por criticar Dilma: “Não aguenta 3 minutos de argumentação”

Ricardo-CoutinhoO governador Ricardo Coutinho (PSB) rebateu, no início da tarde desta quarta-feira (23), em entrevista à MaisTV, canal de vídeo do Portal MaisPB, às críticas do senador Cássio Cunha Lima (PSDB) ao PT e ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT).

Segundo ele, Cássio não aguenta três minutos de argumentação. “Cássio não aguenta três minutos de argumentação, de olhar aquilo que fez no verão passado, com diria aquele filme”,  ironizou.

“O país sabe quem são essas pessoas que estão aí pousando de bonzinhos”, acrescentou.

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Veja vídeo: 

Ricardo disse também que defende o direito da população protestar e a investigação de quem cometeu irregularidades com o dinheiro público.

“O meu partido no meio dessa crise será o partido da democracia. Se alguém roubou deve ser investigado, julgado, mas não pode ser condenado antecipadamente sem nenhuma prova”, afirmou.

MaisPB

Coletivo cria página com fotos que para criticar padrão ‘sem pelos’

seiosEnquanto muitos investem dinheiro e tempo em centros de depilação, outros simplesmente optam por aposentar lâminas, pinças e a tão usada cera quente. O coletivo Além criou um Tumblr chamado Pelos Pelos com o objetivo de divulgar um ensaio de fotos com valor político e artístico para questionar o padrão estético “sem pelos” e o que se pode entender como uma ditadura da depilação.

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Para o grupo, a ideia é propor uma reflexão sobre o corpo e a naturalidade dos pelos, que para muitos acabam gerando até uma reação de repulsa atualmente. O Além acredita que a prática hoje bem difundida consiste numa mutilação, em um padrão resultante do machismo e da opressão.

Criada pela catarinense Núbia Abe, de 27 anos, e pelo mineiro Mateus Lima, de 26 anos, moradores de São Paulo, a página se compromete a produzir arte irreverente que estimule a reflexão e a desconstrução de padrões.

Outro projeto com esse tom é o Hairy Legs Club (Clube das Pernas Peludas, em português), Tumblr que também pretende ir no sentido contrário das expectativas de beleza impostas pela sociedade, encorajando mulheres a postarem fotos da perna nada depilada. Assim, querem mostrar que têm autonomia absoluta sobre o próprio corpo.

Não só imagens fazem parte da iniciativa. As participantes costumam, ainda, postar mensagens de apoio, dando força umas às outras. “Tenho muito orgulho dos meus pelos na perna, mas boa parte da minha família reclama da minha feminilidade e do meu higiene. Meu irmão até puxa os pelos, dizendo que são para meninos e homens. Meu avô sempre me defende, me assegurando que há homens que gostam de pelos”, colocou uma internauta.

Outra conta: “Costumava me depilar todos os dias. Costumava associar o meu pelo com ser imunda. Costumava acreditar que o meu corpo era inaceitável em seu estado natural.(…) Percebi que somos uma cultura patriarcal obcecada com jovens corpos femininos (…). Então, parei de raspar completamente.”

O Globo

Após criticar programa, Malafaia garante apoio a Marina em um possível segundo turno

silas-malafaia-forbesTrês dias depois do  da campanha de Marina Silva (PSB) em propostas para a comunidade gay no programa de governo, o pastor Silas Malafaia, líder da igreja evangélica Assembleia de Deus Vitória em Cristo, anunciou nesta terça-feira (2) que apoia a candidata em um eventual segundo turno.

 

“Claro que apoio Marina. Depois que o ativismo gay retirou apoio a ela, vou de cabeça [na chapa da candidata]”, disse Malafaia à Folha, em referência às internas e abandonos de militância coligada à pessebista após a mudança.

 

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No sábado (29), menos de um dia após a apresentação do programa, a coordenação da presidenciável eliminou ou alterou trechos em que ela se comprometia em articular com o Congresso a aprovação de matérias sobre o tema, como o casamento civil homoafetivo e a criminalização da homofobia. Inicialmente crítico, Malafaia afirmou que o plano de governo “melhorou muito” na segunda versão, mas ainda cumpre “a agenda do ativismo gay.

 

Agora ele diz que tentará derrubar pontos em que diverge, como a adoção de crianças por casais homoafetivos, “pela via democrática”.

Você sabe que a gente não pode conquistar tudo de uma vez. Os pontos [do programa] que eu não concordo vou derrubar no Congresso”, acrescentou.

Questionado sobre quem ele apoiaria na possibilidade de um segundo turno sem Marina, o pastor riu.

Se for Dilma [Rousseff, PT] e Aécio [Neves, PSDB], se for Dilma e Everaldo [PSC], se for Dilma e Levy [Fidelix, PRTB], em qualquer caso eu vou ser contra o PT”, disse. Aliado do pastor Everaldo no primeiro turno, ele acrescenta que apoia o candidato “porque é o mais ideologicamente parecido” com ele.

 

Após debate entre os concorrentes à Presidência nesta segunda-feira (1º), Dilma anunciou que defenderá a criminalização da homofobia.

 

A Folha revelou que a presidente também prepara um plano para a Lei Geral das Religiões, que concede diversos benefícios a instituições religiosas, entre eles tributários.

Malafaia chama as propostas de hipocrisia

Ela anuncia que quer um descriminalizar a homofobia e logo depois acena para as igrejas? Dilma pensa que os evangélicos são idiotas, que os pastores são otários. Por que não fez isso 12 anos atrás?”, questionou.

O pastor acrescentou ainda: “Não quero que Marina seja minha candidata, não. Quero que ela seja a candidata de todos. Os ativistas gays que quiserem defender suas propostas, que tratem de mandar representantes para o Congresso

Folha Online 

Jornalista é espancada após criticar ministro na Ucrânia

Rosto de Tetyana Chernovil ficou desfigurado após agressão (Foto: Twitter / Reprodução)
Rosto de Tetyana Chernovil ficou desfigurado após agressão (Foto: Twitter / Reprodução)

Uma proeminente ativista e jornalista foi brutalmente agredida nessa quarta-feira em Kiev, capital da Ucrânia, no último ataque de uma série contra manifestantes e membros da oposição em meio a semanas de protestos pedindo a saída do presidente Viktor Yanukovych e de seu gabinete, de acordo com informações da agência AP.

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Centenas de colegas jornalistas e oposicionistas se reuniram perto do Ministério do Interior depois do ataque a Tetyana Chernovil exigindo a renúncia do ministro Vitali Zakharchenko. Alguns seguravam retratos de Chernovil, uma das líderes das grandes manifestações que têm acontecido em Kiev há mais de um mês, desde que o presidente Yanukovych decidiu recusar um acordo de associação política e de livre comércio com a União Europeia para se aliar aos russos.

Tetyana Chernovil, 34 anos, foi atacada quando dirigia até sua casa. Seu carro foi encurralado por outro e, ao tentar fugir, teria sido agredida por vários homens. A jornalista teve uma concussão, além de fraturas no nariz e rosto, de acordo com seu marido, Mykola Berezovy. O incidente aconteceu horas depois de Chernovil publicar um artigo sobre uma residência que estaria sendo construída para o ministro Zakharchenko.

O presidente Yanukovych condenou o incidente e ordenou uma investigação completa. O campeão mundial de boxe e líder oposicionista, Vitali Klitschko, acusou as autoridades de tentar intimidar ativistas e pediu um boicote nacional sobre o governo. “Eles querem paralisar as pessoas com medo. Isso não vai acontecer”, disse Klitschko.

“Nós expressamos nossa preocupação com uma série de eventos similares nas últimas semanas, tendo como alvos indivíduos, propriedade e atividade política”, afirmou em nota a embaixada dos Estados Unidos no país europeu.

Terra

Para juristas, ao criticar sistema penal, Joaquim Barbosa ataca a Constituição

Para Joaquim Barbosa, sistema brasileiro é “frouxo”, “garantista” e “totalmente pró-réu" (Foto: ABr/Arquivo)
Para Joaquim Barbosa, sistema brasileiro é “frouxo”, “garantista” e “totalmente pró-réu” (Foto: ABr/Arquivo)

“O Judiciário é o sistema de defesa dos direitos fundamentais. Seu papel e o do Supremo Tribunal Federal é o de guarda da Constituição, e não o de transformar o Supremo em acusador geral da República. Isso está acontecendo claramente.” A opinião é de Luiz Moreira, jurista, doutor em Direito e mestre em Filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais, ex-membro do Conselho Nacional do Ministério Público, sobre as declarações do ministro e presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, divulgadas na imprensa na sexta-feira (1°), a respeito do encerramento da Ação Penal 470, conhecido como mensalão.

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Na entrevista, concedida a correspondentes da mídia internacional, o magistrado do STF criticou o sistema penal brasileiro. Para Barbosa, ele é “frouxo”, “garantista” e “totalmente pró-réu, pró-criminalidade”. Vidal disse que o início do cumprimento de pena dos condenados no julgamento do mensalão em julho será “razoável” e afirmou que, devido ao sistema “frouxo”, eles ficarão na prisão por pouco mais de dois anos, embora sentenciados a até 12.  “Mas a minha expectativa é que tudo (a definição) se encerre antes de 1.º de julho, antes das férias.”

O juiz Luís Fernando Camargo de Barros Vidal, da 3ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo e integrante do Conselho da Associação Juízes para a Democracia, discorda da crítica de Barbosa ao sistema brasileiro, mas a relativiza. “Acho que é uma crítica equivocada, vulgar, leiga, desprovida de fundamentos científicos, mas é uma crítica, só isso. A crítica não coloca em risco absolutamente nada na democracia.”

Para Luiz Moreira, autor dos livros A Constituição como Simulacro e Judicialização da Política, “se o sistema jurídico brasileiro é regido pela Constituição brasileira, que garante e estabelece os direitos fundamentais, então, quando se critica o sistema de garantias, estamos a criticar a própria Constituição, a tradição dos direitos fundamentais, que foram positivados e estabelecem os direitos da pessoa humana no Brasil”.

Moreira considera graves as declarações de Barbosa. “Há uma confusão entre os papéis do Supremo e da Procuradoria Geral da República. (As declarações de Barbosa) são próprias de procurador da República, e não de um juiz. Inclusive porque o julgamento sequer acabou, não transitou em julgado”, explica.

Para ele, é igualmente “estranho que o ex-ministro Ayres Brito, do STF, escreva o prefácio de livro em que há tomada de posição contrária aos réus”, diz, em referência ao livro Mensalão, do jornalista Merval Pereira. “Isso é um absurdo, porque sequer há a publicação dos votos. E aí um ministro que presidiu o julgamento faz prefácio de um livro claramente tomando partido no processo.”

No mesmo sentido, o juiz Luís Fernando Camargo entende que “não cabe a um juiz dizer que decide contra a sua vontade por causa da lei ou da Constituição”.  O magistrado ressalva que, “como cidadão, ele tem o direito de crítica, um direito que tem de ser reconhecido, mas na condição de juiz ele não pode fazer isso”. E Barbosa estaria extrapolando? “Eu creio que sim – diz o juiz Barros – porque ele não pode colocar a decisão do tribunal sob sua crítica lamentando o império da Constituição e das leis.”

Para o advogado Guilherme San Juan Araújo, especialista em direito processual e penal, não havia necessidade do presidente da mais alta corte da Justiça do país se manifestar desta forma “afoita”. Segundo ele, a atitude do presidente do STF é preocupante. Araújo afirma que a condução da Ação Penal 470 foi um julgamento de exceção. “As demonstrações desnecessárias de força do ministro Barbosa, em sua opinião, podem influenciar negativamente juízes de instâncias inferiores.”

Na entrevista concedida à imprensa internacional, Barbosa declarou que “há todo um discurso garantista que domina a grande mídia” e que “esse discurso é inteiramente pró-impunidade”. Mas não seria o contrário? A mídia não estaria, durante o processo do mensalão, fazendo um discurso contrário aos direitos individuais, portanto “antigarantista”? Vidal avalia: “Como cidadão, a crítica dele é absolutamente equivocada e improcedente. Está fazendo uma crítica à impunidade, com base numa crítica a uma doutrina constitucional e de processo penal, de uma maneira açodada”.

“Se ele tem o sagrado direito de fazer a crítica, também se submete ao sagrado direito dos outros dizerem que ele está errado. Que não é isto que se passa e que o ‘garantismo’ nada tem a ver com impunidade, e que impunidade muitas vezes está mais associada à vontade do juiz de descumprir a lei”, diz o magistrado.

Para Luiz Moreira, é preciso “que haja uma reação dos democratas no Brasil, porque estamos caminhando para um regime de exceção”. De acordo com ele, “é de se esperar que os defensores da democracia e das garantias fundamentais reajam, que o Congresso Nacional passe a se posicionar sobre essas questões, que a sociedade civil passe a exigir que as liberdades sejam garantidas”.

Já o juiz Luís Fernando Camargo entende que não há risco contra o estado democrático de direito. “Não vejo razão para esse temor. Vivemos numa democracia, num estado de direito, a democracia garante o direito de qualquer juiz externar as suas opiniões. Não podemos achar que o estado de direito, que a estabilidade e a segurança do sistema de Justiça corre risco porque um ministro deu tal ou qual declaração”, diz.

Colaborou Raimundo Oliveira

 

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