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Luiz Couto trata da Comissão da Verdade com Zenóbio e ouve CPT sobre Barragem de Cuité

 

 

Luiz Couto conversando com Zenóbio Toscano

O deputado federal Luiz Couto (PT-PB) esteve, na sexta-feira (3/8), cumprindo agenda nas cidades de Guarabira e Pilõezinhos, região do Agreste paraibano.

O primeiro compromisso do parlamentar foi com o ex-deputado estadual e agora candidato a prefeito de Guarabira, Zenóbio Toscano.

Os dois conversaram, entre outros assuntos, sobre a Comissão Nacional da Verdade, que deverá examinar e esclarecer graves violações de direitos humanos ocorridas na época da ditadura militar.

Luiz Couto, que integra a Comissão de Direitos Humanos da Câmara, contou que Toscano vai lhe repassar documento com nomes das vítimas do regime ditatorial no estado para que ele encaminhe ao arquivo nacional.

“Esses dados serão digitalizados, para que o direito à memória e à verdade histórica seja preservado, e em seguida uma cópia do documento será devolvida para quem fez o encaminhamento. No caso da Paraíba – Zenóbio, que, na Assembleia Legislativa, abraçou a luta pelo ressarcimento aos prejuízos causados às vítimas da ditadura no estado”, explicou.

CPT

Reunião com membros da CPT e prefeita de Cuité

Num outro momento, Luiz Couto se reuniu com os membros da Comissão Pastoral da Terra (CPT), da Diocese de Guarabira. Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena participou do encontro, que teve como pauta a construção da Barragem Retiro, em Cuité, município da microrregião do Curimataú Ocidental.

 

Projetada desde 2002, a execução da Barragem Retiro na bacia hidrográfica do rio Jacu irá abastecer Cuité, com 19.950 habitantes, os projetos de assentamentos Retiro – 250 famílias (6.070,4ha), e Batentes II – 38 famílias (926,42ha), e municípios vizinhos que igualmente sofrem com a falta d’água, a exemplo de Nova Floresta, Damião e Sossego.

Couto disse que assim que tiver a cópia do documento do Incra autorizando a construção da barragem na área, a avaliação técnica do projeto e a adequação orçamentária do valor real da obra, marcará uma audiência com o governador Ricardo Coutinho para discutir o assunto. “Agendarei, ainda, uma conversa de todos os segmentos interessados com o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra de Souza Coelho, para um efetivo comprometimento do governo federal”.

Reunião com membros da CPT e prefeita de Cuité

“É importante que a prefeitura de Cuité, representada pela sua gestora Euda Fabiana de Farias Palmeira Venâncio, e a CPT tomem as providências para que as adequações necessárias ao projeto aconteçam”, acrescentou.

O deputado defendeu que o projeto final seja entregue não só aos Ministérios da Integração e do Desenvolvimento Agrário, mas também ao governo da Paraíba e ao Incra nacional.

Pilõezinhos

Luiz Couto caminhando pelas ruas de Pilõezinhos

Nesta cidade, Luiz Couto visitou, acompanhado do candidato a vereador Roberto Oliveira e de populares, algumas ruas que estão sob constante ameaça de desabamento de barreiras.

O deputado afirmou que poderá destinar recurso de emenda parlamentar para a construção de muros de arrimo, porém alertou que não será suficiente por se trata de uma obra de grande porte que precisará de um projeto bem elaborado, por parte do futuro prefeito, visando conseguir dinheiro suficiente para resolver o problema.

Ascom do deputado

Conflitos agrários cresceram 15% em 2011, aponta relatório da CPT

Ocupações no Norte e no Nordeste registraram maiores indíces de violência, com a liderança do Piauí com aumento de 130% (Foto: Lívia Moraes/MST)

O Relatório Conflito no Campo Brasil 2011, da Comissão Pastoral da Terra (CPT), lançado na última sexta-feira (27), em São Paulo, apresentou crescimento de 15% no número total de conflitos no campo no ano passado, comparado a 2010 – passando de 1.186 para 1.363.

Segundo o padre Antônio Naves, da coordenação da entidade em São Paulo, o número de camponeses ameaçados de morte também cresceu no período. O aumento da violência foi mais expressivo na região Nordeste, com 34%. No estado do Piauí, o conflitos cresceram 130,8%, subindo de 13 em 2010 para 30 em 2011.

Nave disse que as disputas relacionadas ao uso de matérias-primas, como a água, também cresceram. “Atribuímos isso ao capitalismo selvagem representado por suas empresas nacionais e estrangeiras”, disse.

Trabalho escravo

O coordenador também falou da prática de trabalho escravo no campo. Em São Paulo, ele disse ter recebido denúncias de ocorrências nas regiões de Assis, Presidente Prudente, Ribeirão Preto e Bauru.

“Isso tem dado muito trabalho para as organizações e movimentos sociais que lutam nos lugares onde há indícios dessa prática. Temos pedido denúncias fundamentadas para levarmos os casos adiante”, afirmou.

Ouça a entrevista a Lúcia Rodrigues, na Rádio Brasil Atual.

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