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CPJ aponta que 67 jornalistas foram mortos durante exercício da profissão em 2012

O Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ) revelou que pelo menos 67 jornalistas foram mortos no exercício da profissão em 2012, noticiou o Informador, nessa terça-feira (18/12). O conflito na Síria foi o maior responsável pelo número, com 28 repórteres mortos no país.
A marca é a terceira maior registrada pelo CPJ, atrás de 74 mortes, em 2009, e 70, em 2007. Além disso, a entidade ainda investiga o motivo da morte de outros 30 profissionais.
Segundo o diretor executivo do CPJ, Joel Simon, “os jornalistas são testemunhas oculares e quando você mata um jornalista, diminui a nossa capacidade de compreender os principais eventos globais”.
Entre os jornalistas mortos este ano, 35% eram fotógrafos ou cinegrafistas. Um terço do número total trabalhava em redações de veículos online e 28% eram freelancers. Quase a metade foi morta como retaliação.[bb]
“O ciclo de silêncio funciona da seguinte forma: assassinar um jornalista, morre uma notícia e outros repórteres são intimidados”, disse Simon. “Levantar nossas vozes em defesa de colegas mortos não só uma questão de solidariedade. Para aqueles de nós que se preocupam com as notícias e informações é uma questão de auto-interesse.”
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CPJ alerta para aumento de assassinatos e violência contra jornalistas no Brasil

Na última quarta-feira (18/7), o Comitê para Proteção de Jornalistas (CPJ) afirmou que o Rio de Janeiro apresenta riscos para os profissionais da imprensa. Segundo a organização, a cidade brasileira tem sido palco de violência contra jornalistas e esta é uma tendência que está em ascensão no país, informou o site Huffington Post.

“Infelizmente, hoje, o Brasil está indo ao encontro à tendência de assassinatos de jornalistas”, disse Frank Smyth, consultor do CPJ para segurança de jornalistas. “Pelo menos 22 jornalistas foram mortos no país por motivos ligados à profissão nos últimos 20 anos, e todos, exceto um, foram assassinados”, acrescentou.
Smyth também revela que mais da metade dos crimes foram cometidos por assassinos profissionais e que a maioria dos jornalistas foram mortos perto de suas casas ou de seus locais de trabalho. Um terço desses jornalistas foram ameaçados antes de morrerem.
“O último um ano e meio foi ainda pior. Nesta semana, um homem armado em cima de uma moto atirou e matou o radialista esportivo Valério Luiz de Oliveira na saída da emissora na cidade de Goiânia. Nove jornalistas foram assassinados no Brasil nos últimos 19 meses e, enquanto o CPJ continua investigando os motivos, pelo menos quatro foram claramente mortos pela profissão que exercem”, disse Smyth.
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