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Covid-19: Brasil acumula 7,16 milhões de casos e 185,6 mil mortes

O número de vidas perdidas para a covid-19 chegou a 185.650. Nas 24 horas desde o boletim de ontem, foram registradas 823 mortes, número menor as 24 horas anteriores, quando o acréscimo às estatísticas foi de 1.092, batendo a marca dos 1 mil que não ocorria desde setembro. Ainda há 2.253 mortes em investigação.

Os dados estão na atualização diária do Ministério da Saúde, divulgada na noite desta sexta-feira (18). O balanço é formado a partir das informações enviadas pelas secretarias de saúde dos estados.

O número de pessoas infectadas desde o início da pandemia somou 7.162.978. Desde ontem foram registrados 52.544 novos diagnósticos positivos de covid-19.

Boletim Epidemiológico da Covid-19 publicado pelo Ministério da Saúde na quinta-feira (17) indica aumento de 6% no número de infectados e de 11% nas mortes por covid-19.

Ainda conforme a atualização do órgão, há 779.143 pacientes em acompanhamento. Outras 6.198.185 se recuperaram da infecção.

Estados

A lista dos estados com mais mortes pela covid-19 é encabeçada por São Paulo (44.878), Rio de Janeiro (24.351), Minas Gerais (11.009), Ceará (9.903) e Pernambuco (9.383). As Unidades da Federação com menos óbitos pela doença são Acre (757), Roraima (769), Amapá (864), dado referente a ontem, Tocantins (1.212) e Rondônia (1.689).

Agência Brasil

 

 

Pandemia: em sete dias, Paraíba registra quase 4.900 novos casos da Covid-19

Entre os dias 12 e 18 de dezembro, a Paraíba registrou 4.893 novos casos de covid-19 e 93 mortes. Os dados são da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Só nesta sexta-feira (18), foram contabilizados 1.053 novos casos da doença e 16 óbitos confirmados desde a última atualização, 08 deles ocorridos nas últimas 24h.

Até o momento, 158.449 pessoas já contraíram a doença, 122.935 já se recuperaram e 3.523, infelizmente, faleceram. Até o momento, 509.079 testes para diagnóstico da Covid-19 já foram realizados.

A ocupação total de leitos de UTI (adulto, pediátrico e obstétrico) em todo o estado é de 56%. Fazendo um recorte apenas dos leitos de UTI para adultos na Região Metropolitana de João Pessoa, a taxa de ocupação chega a 59%. Em Campina Grande estão ocupados 57% dos leitos de UTI adulto e no sertão 93% dos leitos de UTI para adultos.

Os casos confirmados estão distribuídos por todos os 223 municípios paraibanos. A diferença de casos de ontem para hoje é de 1.053, nos quais 10 municípios concentram 665 casos, o que representa 63,15% dos casos em toda a Paraíba. São eles:

Patos, com 210 novos casos, totalizando 6.437; João Pessoa, com 144 novos casos, totalizando 39.759; Sumé, com 64 novos casos, totalizando 982; Sousa, com 45 novos casos, totalizando 3.363; Campina Grande, com 42 novos casos, totalizando 14.934; Pombal, com 41 novos casos, totalizando 1.253; Monteiro, com 38 novos casos, totalizando 1.453; Cacimba de Dentro, com 30 novos casos, totalizando 588; Santa Rita, com 27 novos casos, totalizando 3.983; Catolé do Rocha, com 24 novos casos, totalizando 1.063.

Até hoje, 188 cidades registraram óbitos por Covid-19. Os 16 óbitos registrados nesta sexta ocorreram entre 12 de maio e 18 de dezembro, sendo 09 deles nas últimas 48h. Os pacientes tinham idade entre 31 e 88 anos:

Araruna (1), Bom Jesus (1), Campina Grande (5), Congo (1), Itabaiana (1), João Pessoa (2), Malta (1), Maturéia (1), Pombal (1), Queimadas (1), Teixeira (1),

 

PB Agora

 

Bolsonaro autoriza crédito extra de R$ 20 bilhões para vacinação contra Covid-19

O presidente da República, Jair Bolsonaro, editou Medida Provisória (MP nº 1015) destinando crédito extraordinário de R$ 20 bilhões ao Ministério da Saúde para  viabilizar a estratégia de vacinação de todos os brasileiros  contra a Covid-19.

O valor financiará todas as despesas relacionadas ao Plano Nacional de Imunização (PNI), tais como aquisição de doses, seringas, agulhas, logística, comunicação, entre outras. Por se tratar de crédito extraordinário, ele não depende de aprovação da Lei Orçamentária para 2021. A MP deverá passar pelo Congresso Nacional, mas já está disponível para o ministério.

Com relação às vacinas, estes recursos servirão para a aquisição de imunizantes ainda em fase de negociação, como nos casos das farmacêuticas Pfizer, Janssen e do Instituto Butantan, para compra após registro dos insumos junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Fonte: Brasil 61

 

 

Ortopedista Manoel Beirão Boulitreau morre de covid-19 apenas um dia após a esposa

Mais um médico morreu vítima da covid-19 na Paraíba. Dessa vez, a vítima foi o ortopedista Manoel Beirão Boulitreau, que faleceu na noite dessa quinta-feira (17), apenas um dia após a esposa.

Manoel era casado com a pediatra Vilma de Lourdes Torres Soares Boulitreau, que morreu de covid-19 na quarta-feira (16). Por estar entubado, ele não chegou a ter conhecimento da morte da esposa. Ele estava internado no hospital da Unimed João Pessoa.

Eles eram pais dos médicos Carlos Frederico Torres Soares Boulitreau e Louise Torres Soares Boulitreau de Farias e do cirurgião buco-maxilo-facial, Rodolfo Boulitreau.

O Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) divulgou nota de pesar pelo falecimento do médico. Confira:

clickpb

 

“Municípios precisam se organizar para vacinação contra Covid-19”, diz médica infectologista

O Governo Federal divulgou o plano para vacinar a população contra a Covid-19 e de acordo com o Ministério da Saúde, o processo será centralizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a doença é um documento com diretrizes que tem objetivo de apoiar os Estados e municípios no planejamento e organização da vacinação.

E, por isso, tivemos um bate papo exclusivo com a médica infectologista, Raquel Stucchi, para comentar pontos específicos dessa proposta. Raquel também é professora doutora da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp e membro da Sociedade Brasileira de Infectologia.

Com a apresentação do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, ficou comprovado que ainda não é um plano definitivo e que não responde a muitas perguntas sobre como realizar a campanha de vacinação. A opinião da médica infectologista é de que “na verdade é o início de uma organização com algumas diretrizes que precisarão ser mais detalhadas nas próximas semanas. Mas o plano já dá uma indicação de como será a vacinação contra a Covid-19, o que é um avanço neste momento tão tumultuado sobre a situação do Brasil em relação a essa doença”, afirmou.

Há meses o Governo Federal tem se posicionando no sentido de que vai prestar toda colaboração para que a vacina seja realizada, o que o plano deixa claro é que a logística de distribuição de vacinas vai ser feita da mesma forma como todas as campanhas elaboradas pelo Programa Nacional de Imunizações. Em vista disso, a médica infectologista acredita que o papel dos municípios no plano de vacinação seguirá exatamente igual ao que se faz há anos.

“Os municípios precisam dimensionar o tamanho da sua população prioritária e avaliar qual a sua condição atual para fazer a vacinação. A partir disso elaborar estratégias como: estender o horário de funcionamento dos postos de saúde, além de quantificar as seringas e agulhas que precisarão ser usadas nessa ação”, explicou Raquel Stucchi.

O planejamento da vacinação nacional está orientado em conformidade com o registro e licenciamento de vacinas, que no Brasil é de atribuição da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), conforme Lei nº 6.360/1976 e outros regulamentos técnicos. Diante disso, fica o questionamento se a aprovação das vacinas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) pode ser um obstáculo para uma efetiva imunização no Brasil.

Para a professora, é exatamente o contrário “é a validação da Anvisa que nos dá segurança para que a vacinação seja realizada em massa na população brasileira. Por isso é fundamental ter essa análise e a aprovação da Agência, uma vez que é o órgão responsável por essa verificação no Brasil”, destacou.

Segundo o plano brasileiro, o início da vacinação está previsto para fevereiro de 2021. Isso deixa 4 meses para vacinar todos os grupos prioritários e, em seguida, 12 meses para imunizar o restante da população. Desta maneira, a médica acredita que esse tempo pode ser suficiente para a imunização contra a Covid-19, mas “tudo vai depender dos acordos firmados com os produtores de vacinas. E nisso cabe destacar que nós talvez sejamos o País mais atrasado na formalização de acordos para compra de vacinas”, comentou.

Sobre a necessidade do imunizante precisar de 2 doses tomadas em um intervalo de tempo para fazer efeito e se isso pode gerar dificuldade na imunização, a especialista explicou que “a vacina ideal seria a de dose única e com benefícios como: quantidade suficiente e proteção de forma prolongada. Mas, infelizmente, não temos uma vacina assim. O sucesso da imunização também é responsabilidade dos estados, municípios e população”, avaliou.

Por fim, em relação à exigência de assinatura do termo de responsabilidade para quem tomar a vacina com status de uso emergencial, a médica acredita que isso seja desnecessário. “Um documento desse tipo não justifica. Mesmo as vacinas em uso emergencial, aprovadas pelos órgãos regulatórios, são certificadas de sua segurança. É diferente de alguém que resolve participar de um teste para uma vacina que está chegando, o que não é o caso. O que pode fazer sentido, para o Governo exigir um termo de responsabilidade, é um documento assinado pelos cidadãos que se recusam a tomar a vacina ou que não adotam as medidas de prevenção, afirmando que se ficarem doentes não vão ocupar leitos de hospitais”, declarou.

Fonte: Brasil 61

 

Brasil registra 1.054 mortes e 68 mil casos de covid-19 em 24 horas

O Brasil voltou a registrar mais de mil mortes pela Covid-19 em um único dia. Nesta quinta-feira (17), foram 1.054 óbitos e 68.832 casos da doença, o segundo maior número já registrado, superando a marca alcançada na última quarta-feira.

Os dados do país são fruto de colaboração inédita entre Folha de S.Paulo, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas diretamente com as Secretarias de Saúde estaduais.

O jornal Folha de S.Paulo ainda divulga a chamada média móvel. O recurso estatístico busca dar uma visão melhor da evolução da doença, pois atenua números isolados que fujam do padrão. A média móvel é calculada somando o resultado dos últimos sete dias, dividindo por sete.

De acordo com os dados coletados até as 20h, a média de mortes nos últimos sete dias é de 725, aumento de 33% em relação a 14 dias atrás. O país vem em uma tendência de alta de mortes, acima de 600 óbitos todos os dias, desde meados de novembro, com um breve intervalo de estabilidade.

O balanço divulgado pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira (17) registrou 69.826 novos casos de contaminação pelo novo coronavírus no Brasil e 1.092 mortes em decorrência da doença nas últimas 24 horas. Desde o início da pandemia, foram 184.827 óbitos acumulados e 7.110.434 casos confirmados no país.

A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorre em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.

 

FOLHAPRESS

 

 

Maioria no STF vota a favor de vacinação obrigatória contra a covid-19

Para ministros, vacinação obrigatória não é vacinação ‘forçada’. Eles entenderam que medidas restritivas são necessárias porque saúde coletiva não pode ser prejudicada por decisão individual.

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria de votos nesta quinta-feira (17) a favor da aplicação de medidas restritivas para quem se recusar a se vacinar contra a Covid-19.

O plenário começou a analisar nesta quarta-feira duas ações que tratam da possibilidade de os governos federal, estaduais e municipais decidirem sobre a vacinação compulsória da população contra a Covid.

A maioria seguiu o entendimento do relator, ministro Ricardo Lewandowski, que votou a favor da aplicação de medidas restritivas contra quem se recusar a se vacinar, decorrentes de lei. Até a última atualização desta reportagem, o julgamento não tinha terminado.

Para a maioria dos ministros, a vacinação obrigatória não significa a vacinação “forçada” da população, que não pode ser coagida a se vacinar.

No mesmo julgamento, a maioria dos ministros também rejeitou recurso com o objetivo de desobrigar pais de vacinarem os filhos.

 

G1

 

Paraíba tem maior número de mortes por Covid-19 em um dia desde setembro

A Paraíba contabilizou mais 20 mortes por coronavírus, 13 delas nas últimas 24 horas. O número total de óbitos subiu de 3.487 para 3.507 entre essa quarta-feira (16) e esta quinta-feira (17). Também foram registrados mais 1.278 casos confirmados, totalizando 157.396. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES). Até o momento, 505.037 testes para diagnóstico da Covid-19 já foram realizados na Paraíba.

Resumo | Últimas 24h na Paraíba

  • Confirmados: 157.396 (eram: 156.122)
  • Descartados: 210.628 (eram: 209.111)

Dentre os casos confirmados:

  • Recuperados: 122.219 (eram: 121.400)
  • Isolados em casa: 31.341 (eram: 30.903)
  • Internados: 329 (eram 332)
  • Mortos: 3.507 (eram: 3.487)

portalcorreio

 

 

Pesquisa aponta provável ligação entre Covid-19 e disfunção erétil

Mesmo com o surgimento da vacina contra a Covid-19, a doença ainda traz uma série de dúvidas sobre os seus danos, principalmente a longo prazo. Um estudo feito na Universidade de Roma Tor Vergata aponta uma possível correlação entre a enfermidade e a disfunção erétil, também conhecida como impotência sexual. Emmanuele Jannini, autor da pesquisa, afirma que a conexão entre as duas doenças se deve ao fato do novo coronavírus afetar o bem-estar físico e mental dos pacientes.

Além disso, o estudo também sugere que os homens que já possuem a disfunção erétil e que sejam infectados pelo coronavírus possam desenvolver mais facilmente pneumonia.  Isso se dá por conta de ambas as doenças envolverem as mesmas comorbidades, como a disfunção endotelial (contração do revestimento das artérias capilares), problemas respiratórios e hormonais, inflamações, estresse, ansiedade e depressão.

Especialistas ouvidos pelo portal Brasil61.com alegam que ainda é muito cedo para associar a Covid-19 com a impotência sexual, devido à recente descoberta do vírus. O médico urologista Rodrigo Carvalho diz que é precipitado ter alguma certeza sobre essa possível correlação.

“Pelo fato do novo coronavírus ter sido descoberto recentemente ainda não se sabe o que ele irá causar a longo prazo no paciente. Essa relação está sendo investigada e são necessários mais trabalhos para comprovar essa conexão”, afirma.

A disfunção erétil é caracterizada como a incapacidade do homem em conseguir e manter a ereção do pênis durante a atividade sexual. Especialistas em saúde dizem que a condição pode ser um sinal da existência de doenças crônicas ou transtornos mentais e frisam que a ocorrência da não obtenção de uma ereção nem sempre é resultado da disfunção erétil.

Cristiano Estivalet, que também é médico urologista, diz que ainda não há conclusões suficientes para correlacionar a impotência sexual com o coronavírus. No entanto, ele afirma que tem presenciado homens com impotência sexual devido ao estresse causado pelo isolamento social.

“Tenho percebido nos últimos meses um aumento no volume de pacientes com disfunção erétil por conta da quarentena, devido a todo esse nível de estresse e ansiedade que a sociedade está vivendo”, explica.

Causas

As causas da disfunção erétil são variadas – problemas circulatórios, doenças neurológicas, distúrbios hormonais, transtornos mentais, entre outros. Médicos recomendam a manutenção de hábitos saudáveis, como atividades físicas, para que se evite a impotência sexual.

O tratamento da condição pode ser feito por meio do uso de medicamentos e acompanhamento psicológico. Estima-se que 16 de milhões de homens convivam com a doença no Brasil.

Fonte: Brasil 61

 

 

Boletim da Fiocruz traz recomendações às novas prefeituras para enfrentamento da Covid-19

Quando um gestor é eleito, a população espera que ele saiba administrar da melhor forma os problemas do município. Mas em tempos de pandemia, esse desafio é ainda maior.

Maciel Ferreira é lavrador e morador de Arceburgo, cidade do interior de Minas Gerais. Ele fala o que espera do candidato eleito.

“Eu votei nessa eleição. Espero que o candidato eleito saiba enfrentar a pandemia do coronavírus, em Arceburgo, porque nós temos muitos casos aqui. Ainda tem muita aglomeração na cidade e poucas pessoas usando máscara”, comenta.

Por isso, a Fundação Oswaldo Cruz lançou um novo Boletim do Observatório Covid-19, que traz recomendações aos prefeitos eleitos e reeleitos para enfrentamento da doença, nos municípios brasileiros. As orientações têm como foco a organização de ações de saúde, e de outros setores, a partir de uma abordagem populacional, territorial e comunitária.

O pesquisador da Fiocruz, Carlos Machado, afirma que estamos num período de sincronização da pandemia, no qual os casos vêm crescendo tanto nas capitais, quanto no interior. No entanto, a maior parte dos leitos de UTI Covid estão nas capitais e nas grandes cidades, o que sobrecarrega a capacidade. Carlos Machado fala sobre a orientação da Fiocruz para esse cenário.

“É possível reduzir os casos com medidas preventivas, uso de máscaras em larga escala e higienização das mãos – como campanhas. Mas também com medidas concretas para reduzir a circulação e aglomeração de pessoas em alguns lugares, principalmente nas áreas centrais da cidade, shoppings, festas. Isso vale também para o interior”, detalha.

A segunda recomendação é evitar que mais casos cheguem em uma situação grave. O pesquisador aborda sobre importância do trabalho da Atenção Primária à Saúde, nos municípios.

“Por ser territorializada nos bairros, nas comunidades, a Atenção Primária à Saúde tem um papel importante na identificação de casos ou de suspeitos; no isolamento desses casos e nas medidas da quarentena. Para que as pessoas tenham apoio – isoladas em casa – existem estratégias, por exemplo, do teleatendimento, do acompanhamento pelos agentes comunitários de saúde, para ver como está a situação de saúde dessa pessoa, evitando que ela chegue a uma situação mais crítica”, destaca.

O terceiro ponto das orientações é o papel dos municípios quanto ao armazenamento e aplicação da vacina contra a Covid-19.

“Os municípios, na prática, serão responsáveis pela vacinação. Então: salas de vacinação, qualificação e treinamento de pessoal, rede de frio para armazenamento da vacina, monitoramento de eventos adversos. Os municípios têm que começar a pensar nisso já”, ressalta.

Confira abaixo um trecho da entrevista com o pesquisador da Fiocruz, Carlos Machado.

Arte - Brasil 61

Entre as propostas também está a realização de campanhas de prevenção de riscos, para conter o avanço de casos e de óbitos. O pesquisador ressalta a importância da divulgação das campanhas nos meios de comunicação, principalmente nas cidades do interior.

“Primeiro: campanhas de educação em saúde envolvendo os agentes comunitários e os agentes de endemia. Segundo: no interior, tem bicicleta e moto com som; na igreja pode colar cartazes com informações. Campanhas através das rádios e panfletos são possíveis e devem ser realizadas pelas prefeituras”.

O Boletim Observatório Covid-19, da Fiocruz, sinaliza o expressivo aumento no número de casos e de óbitos, entre 22 de novembro e 5 de dezembro. No período, foram reportados 286.905 casos e 4.067 óbitos por Covid-19 – valores que, segundo os pesquisadores, se aproximam dos verificados em maio, quando teve início a pior fase da pandemia no Brasil.

Segundo a Fiocruz, oito capitais apresentam taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19, para adultos, acima de 80%: Macapá (92,5%), Fortaleza (86,4%), Recife (83,3%), Vitória (84,9%), Rio de Janeiro (92%), Curitiba (92%), Florianópolis (90,4%) e Campo Grande (100%). Manaus e Salvador aparecem com taxas preocupantes, mas abaixo da zona de alerta crítica, com 76% e 77%, respectivamente.

Arte - Brasil 61

O epidemiologista e professor da Universidade de Brasília (UnB), Wildo Navegantes, recomenda o esforço dos prefeitos eleitos e reeleitos, para não enviar os pacientes com Covid-19 para as regiões metropolitanas.

“É interessante que o prefeito ou a prefeita, que agora entre, tenha clareza que não adianta simplesmente mandar pacientes mais graves para capital, mas fazer o esforço de regionalizar a atenção, com UTIs, equipamentos, testes. Toda a parte de exames complementares e de imagens são pactuadas com orçamentos municipais”, explicou.

O Boletim do Observatório Covid-19 da Fiocruz é realizado por uma equipe multidisciplinar de pesquisadores, voltado para o estudo do novo coronavírus, em diferentes áreas. A pesquisa apresenta, quinzenalmente, um panorama geral do cenário epidemiológico da pandemia, com indicadores-chave, como taxa de ocupação de leitos de UTI, hospitalização e óbitos, entre outros.

Fonte: Brasil 61