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Solânea dá início a vacinação contra covid-19 e secretário explica escolha do grupo prioritário

O município de Solânea deu início nesta quarta-feira (20) a vacinação contra a covid-19.  Nesta primeira fase da vacinação, Solânea recebeu da Secretaria de Estado da Saúde 157 doses da vacina Coronavac. Segundo informações da Secretaria de Saúde do município, inicialmente serão imunizados parte dos profissionais de saúde que trabalham na linha de frente contra a covid-19 e os idosos institucionalizados do “Abrigo de Idosos Menino Jesus”.

De acordo com informações do Secretário de Saúde de Solânea, Rogério Lima, foi montada uma estratégia de vacinação para essa primeira remessa da vacina.  “Esse grupo receberá a primeira e a segunda doses da vacina gradualmente. Vamos vacinar obedecendo o cronograma repassado pela Secretaria Estadual. Podemos nos tranquilizar que os demais grupos serão vacinados sucessivamente”, explicou.

Ele também falou como foi feita a escolha desses grupos prioritários. “O critério de direcionamento de início observamos as pessoas que tem contato direto como o Samu. No deslocamento até os hospitais de referência estão em contato direto, da mesma forma nos hospitais. Nosso planejamento foi visando os idosos e essa questão do contato direto, não estou dizendo que os outros profissionais não têm esse contato, mas nos PSFs por exemplo dá pra fazer um contato mais distanciado, atendimento pelo Whatsapp”, falou.

A estimativa do Ministério da Saúde é que em média 409 profissionais da saúde irão receber as vacinas em Solânea. Neste momento 34% desse número recebem a primeira dose da vacina. No abrigo, 17 idosos residentes serão vacinados com a primeira dose.

 

Redação FN

 

 

Anvisa autoriza retomada de testes da CoronaVac

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a retomada do estudo clínico relacionado a vacina CoronaVac, desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, que tem como patrocinador o Instituto Butantan. A interrupção foi determinada na última segunda-feira (9) por causa do “evento adverso grave” (EAG) da morte de um dos voluntários.

A agência reiterou que havia tomado a decisão de suspender o estudo considerando a gravidade do evento, a precariedade dos dados enviados pelo patrocinador naquele momento e a necessidade de proteção dos voluntários de pesquisa, além da ausência de parecer do Comitê Independente de Monitoramento de Segurança.

Após avaliar os novos dados apresentados pelo Instituto Butantan, a Anvisa entendeu que há subsídios suficientes para permitir a retomada da vacinação e segue acompanhando a investigação do desfecho do caso para que seja definida a possível relação de causalidade entre o EAG inesperado e a vacina.

O diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, ressaltou que a suspensão teve caráter exclusivamente técnico e citou colocações feitas como se a relação com o instituto houvesse sido quebrada. “A Anvisa não é parceira de nenhum desenvolvedor, de nenhum laboratório, nenhum instituto e ninguém do setor regulado”, disse. Para ele a ação de suspensão era óbvia tendo em vista o dever regulador do órgão.

A informação de que a causa da morte do voluntário que participava dos estudos do imunizante foi suicídio revelou-se nesta terça-feira (9) pela imprensa. Segundo a agência reguladora, até então não haviam sido apresentadas evidências, anunciando que os testes só seriam retomados caso fosse confirmada uma não causalidade entre o evento ocorrido e a vacina.

O Instituto Butantan demonstrou indignação diante do processo de suspensão, para o presidente, Dimas Covas, o processo poderia ter sido tomado de maneira diferente, levando em consideração o respeito pela instituição. Ele tranquilizou os voluntários de que a vacina é segura, afirmando ainda que a produção do instituto tem a sua segurança atestada pelo uso de milhões de doses, preconizando os mais elevados critérios de qualidade para os seus produtos.

O especialista em direito público, Leonardo Memória, destacou que mesmo a Anvisa mantendo acordo com o Butantan, a ordem da Organização Mundial da Saúde (OMS) determina a suspensão diante de fatores externos ou internos referentes a vacina. Sendo assim, a agência reguladora apenas agiu de maneira protocolar.

“O importante é deixar claro que houve uma situação adversa, seguiu-se o protocolo, porém já se descobriu que o falecimento do jovem não tem nada a ver com a vacina, então reinicia o estudo novamente”, disse.

Segundo Memória, a suspensão e a retomada de estudos são eventos comuns em pesquisas clínicas e podem voltar a acontecer diante de novas situações. A Anvisa destaca ainda que os estudos destinados a registro de medicamentos que estão autorizados no País são avaliados previamente com o objetivo de preservar a segurança dos voluntários da pesquisa.

Audiência Pública

O presidente da Anvisa e o diretor do Instituto Butantan foram convidados a participar de uma audiência pública virtual na próxima sexta-feira (13). O encontro acontecerá na Comissão Mista de Covid-19, que acompanha as medidas do Poder Executivo no enfrentamento à pandemia. Na ocasião será debatida a suspensão dos testes para a vacina.

Fonte: Brasil 61

 

 

João Azevêdo diz que Bolsonaro tomou “decisão impensada” ao cancelar compra da CoronaVac: “vacina não é de direita ou de esquerda”

Governadores e secretários de Saúde revoltaram-se com o recuo de Jair Bolsonaro em relação à compra da vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan, em São Paulo.

Nesta quarta-feira (21), um dia após o anúncio de acordo para compra de 46 milhões de doses entre Ministério da Saúde e estado de São Paulo, o presidente disse que o imunizante não será adquirido pelo governo federal.

“Se Bolsonaro desautorizar o amplo acordo feito por Pazuello, ele mais uma vez estará sabotando o sistema de saúde e criando uma guerra federativa. Espero que bons conselheiros consigam debelar esse novo surto de Bolsonaro”, diz Flávio Dino (PC do B), governador do Maranhão, que falou em recorrer à Justiça para ter acesso a vacinas validadas pela comunidade científica.

“Bolsonaro não pode dispor das vidas das pessoas para seus propósitos pessoais. E Bolsonaro vai perder de novo, se insistir com mais essa agressão insana aos estados”, acrescentou.

“Temos que apelar ao presidente para que a gente tenha equilíbrio, racionalidade, empatia com quem pode pegar esse vírus. Um apelo mesmo para manter o que falamos ontem. É importante manter a decisão republicana de ontem e deixar de lado questões eleitorais, ideológicas. E torcer para que o que disse Bolsonaro não seja levado ao pé da letra”, diz Renato Casagrande (PSB), governador do Espírito Santo.

“É para deixar todo mundo perplexo. Depois de uma reunião com quase todos os governadores do país, com Fiocruz, com Butantan, com representantes de municípios, o ministro afirma que vai fazer aquisição da vacina do Butantan e também da Fiocruz, oferecendo segurança e esperança para o país. E, então, o presidente da República, numa decisão impensada, anuncia que não vai fazer a compra da vacina chinesa”, afirma João Azevêdo (PSB), governador da Paraíba.

“Vacina não é de direita ou de esquerda, o que interessa é que tenha eficácia. Se for isso [que Bolsonaro falou], vai ter consequência muito grave e o preço vai ser muito caro. Não dá para compreender que um processo que deveria ser científico vire político”, completa.

“A decisão sobre a inclusão de uma vacina no programa nacional de imunização deve ser eminentemente técnica, e não política. Temos instituições renomadas trabalhando no assunto, como a Fiocruz e o Instituto Butantan, e o que deve ser observado é a condição de segurança, a viabilidade técnica e também a agilidade para disponibilizar a vacina para imunizar a população. Ou seja, sem análises políticas, o importante é que seja tecnicamente decidido e viabilizado para a população o que ela precisa, que é a garantia de uma vacina segura o mais rápido possível”, defendeu Eduardo Leite (PSDB), governador do Rio Grande do Sul.

“O compromisso assumido ontem foi de comprar vacina produzida no Brasil, da Fiocruz-Manguinhos, e do Instituto Butantã, produção brasileira. A saúde do povo em primeiro lugar. E neste caso a saída da crise econômica que permite recuperar empregos e trabalhar solução para a calamidade social é a vacina. O compromisso do ministro Pazuello que selou entendimento com todos os estados e municípios foi claro, comprar da Fiocruz e Butantã”, diz Wellington Dias (PT), do Piauí.

“Não podemos politizar a vacina, nem qualquer aspecto relacionado a essa pandemia. A postura do ministro Pazuello foi elogiada por todos, independente de posições partidárias. Espero que alguém possa conversar com calma e esclarecer o presidente sobre esse tema. Desejo ainda que essa não seja o anúncio de mais uma crise ministerial do governo atual”, diz o secretário de saúde Fabio Vilas-Boas, do governo Rui Costa (PT), da Bahia.

“Que o governo federal guie suas decisões sobre a vacina da Covid por critérios unicamente técnicos. Não se pode jamais colocar posições ideológicas acima da preservação de vidas. Lutaremos para que uma vacina segura e eficaz chegue o mais rápido possível para todos os brasileiros”, escreveu Camilo Santana (PT), governador do Ceará.

“Peço ao presidente Jair Bolsonaro que tenha grandeza. E lidere o Brasil para a saúde, a vida e a retomada de empregos. A nossa guerra não é eleitoral. É contra a pandemia. Não podemos ficar uns contra os outros. Vamos trabalhar unidos para vencer o vírus. E salvar os brasileiros”, escreveu João Doria (PSDB), de São Paulo.

 

FOLHAPRESS

 

 

Ministério da Saúde anuncia compra de 46 milhões de doses da vacina CoronaVac

O Ministério da Saúde anunciou hoje que o governo federal vai comprar 46 milhões de doses da CoronaVac, vacina contra o coronavírus desenvolvida pelo Instituto Butantan, em São Paulo, em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac Life Science. Para tanto, será editada uma nova MP (Medida Provisória) para disponibilizar crédito orçamentário de R$ 1,9 bilhão.

A vacina, segundo o ministro Eduardo Pazuello, será incluída no PNI (Plano Nacional de Imunizações). “Temos a expertise de todos os processos que envolvem esta logística, conquistada ao longo de 47 anos de PNI. As vacinas vão chegar aos brasileiros de todos os estados”, disse o general.

O anúncio foi feito durante reunião com 24 governadores, entre eles João Doria (PSDB), de São Paulo.

Além destas doses, a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) deve começar, a partir de abril, a produção própria da vacina da AstraZeneca, desenvolvida junto à Universidade de Oxford (Reino Unido), e disponibilizar ao país até 165 milhões de doses durante o segundo semestre de 2021.

Como a Butantan-Sinovac e a AstraZeneca estão em etapas avançadas de produção — ambas em fase 3, quando são testadas em milhares pessoas —, a previsão é de que a vacinação comece em janeiro de 2021. Mas elas ainda devem ser liberadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e ter eficácia e segurança garantidas, como determina o Ministério da Saúde.
Profissionais de saúde e grupos de risco deverão ser os primeiros a receber a vacina.

O Ministério da Saúde ainda acompanha mais de 200 estudos referentes à produção das vacinas contra a covid-19 e não descarta novas compras, caso haja necessidade. A prioridade, segundo a pasta, é entregar à população brasileira, no menor tempo possível, “uma solução segura e eficaz para a doença”.

 

Uol Notícias