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Eleitor só pode votar com máscara, deverá levar caneta e biometria está desativada para evitar contaminação

As eleições municipais desse ano sofrerão algumas alterações de segurança sanitária por conta da pandemia causada pelo novo coronavírus. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apresentou novas orientações estabelecidas no ‘Plano de Segurança Sanitária das Eleições Municipais de 2020’ que foram incorporadas às normas eleitorais por meio da Resolução 23.631/2020. Entre as modificações destacadas pela Associação Paraibana de Advocacia Municipalista (Apam), está a preferência para eleitores maiores de 60 anos no período de 7h às 10h do domingo (15), além do uso obrigatório de máscara de proteção facial. A biometria estará desativada para evitar contaminação e o eleitor deve levar a sua caneta.

De acordo com o advogado e secretário geral da Apam Josedeo Saraiva, o artigo 254 atesta que os eleitores com 60 anos ou mais, independentemente do momento de sua chegada à seção eleitoral, ficando resguardada, dentro desse grupo, a preferência dos eleitores com mais de 80 anos, tem prioridade na votação. Ele destaca ainda que os eleitores com idade inferior a 60 anos não serão impedidos de votar, mas deverão aguardar em fila separada até que todos os eleitores com 60 anos ou mais, já presentes ou que cheguem à seção, tenham votado.

O advogado lembra ainda que a Resolução do TSE garante que após às 10h, os idosos continuam tendo preferência nas filas das seções de votação, mas deixam de estar à frente de outros grupos considerados preferenciais como os candidatos, os juízes eleitorais, seus auxiliares, os servidores da Justiça Eleitoral, os promotores eleitorais, os policiais militares em serviço, os enfermos, os eleitores com deficiência ou com mobilidade reduzida, os obesos, as mulheres grávidas, as lactantes, aqueles acompanhados de criança de colo e pessoas com Transtorno do Espectro Autista, bem como os acompanhantes desses últimos.

Por causa da pandemia, não haverá votação por biometria. Ela estará desabilitada e por questões de segurança os eleitores devem levar sua própria caneta para assinar a ficha de votação e, assim, evitar o compartilhamento de objeto com outras pessoas. É importante ainda que o eleitor, se possível, leve seu próprio álcool em gel para higienizar as mãos.

O advogado Jesedeo Saraiva destaca a importância dos eleitores além de levarem o documento com foto, baixarem no celular o aplicativo do ‘e-título’. “Apenas com o e-título, o eleitor pode votar, não sendo necessário a apresentação do título eleitoral físico. Caso o eleitor não tenha a possibilidade de baixar o aplicativo e tenha perdido o título eleitoral, ele pode votar com um documento com foto (carteira de identidade (RG), passaporte, carteira de categoria profissional reconhecida por lei, certificado de reservista, carteira de trabalho ou carteira nacional de habilitação.” observou.

Distanciamento – Na seção eleitoral, os locais nas filas serão sinalizados com adesivos colados no chão para auxiliar na organização e no respeito ao distanciamento. A recomendação feita pela advogada e diretora da Apam Maria Idileide Araújo Ferreira Dias é que se evite levar crianças ou acompanhantes para a seção eleitoral. Ela destaca ainda que o contato físico com outros eleitores, como abraços e apertos de mãos, também devem ser evitados.

“A recomendação é que após o voto, o eleitor retorne para a sua casa para evitar aglomeração. É preciso evitar ficar pelas ruas observando os movimentos e a passagem das pessoas para votar. Estamos vivendo um momento delicado em meio a uma pandemia e precisamos nos proteger e proteger nossas famílias e amigos. Vamos ser responsáveis em votar de forma segura e retornar para nossas casas”, destacou Idileide Araújo.

Assessoria de Imprensa

 

 

Covid: outubro apresenta redução de mortes e contaminação

Os doze primeiros dias do mês de outubro apresentam importante redução nos números de casos e também de mortes em decorrência da contaminação pelo novo coronavírus (covid-19).

Do dia 1º de outubro até esta segunda-feira (12), com base em dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES), houve redução de quase 36% no número de mortes, em relação ao mesmo período de setembro. Nos doze primeiros dias do mês passado, 151 óbitos foram registrados, já em outubro, apenas 95 mortes foram contabilizada.

Também houve redução no número de casos positivos da doença no mês de outubro. De 1º a 12 de setembro, 6.101 pessoas contraíram a covid-19. No mesmo período do mês atual, ainda segundo boletim epidemiológico da SES, 4.124 pessoas testaram positivo. Uma redução de aproximadamente 33%.

De acordo com boletim emitido nesta segunda-feira, nas últimas 24h, a Paraíba registrou 56 novos casos de Covid-19 e 08 óbitos confirmados desde a última atualização, 07 deles ocorridos entre ontem e hoje.

Ao todo, 125.933 pessoas já contraíram a doença, 101.388 já se recuperaram e 2.930, infelizmente, faleceram. Até o momento, 389.646 testes para diagnóstico da Covid-19 já foram realizados.

Os casos confirmados estão distribuídos por todos os 223 municípios paraibanos. A diferença de casos de ontem para hoje é de 56, nos quais 05 municípios concentram 43 casos, o que representa 76,78% dos casos em toda a Paraíba. São eles: Cajazeiras, com 14 casos novos, totalizando 2.238; Cruz do Espírito Santo, com 11 novos casos, totalizando 551; Água Branca, com 08 novos casos, totalizando 96; Patos, com 06 novos casos, totalizando 4.630; Ingá, com 04 novos casos, totalizando 1.523. 

Até hoje, 171 cidades registraram óbitos por Covid-19. Os 08 óbitos registrados nesta segunda ocorreram em hospitais públicos entre os dias 10, 11 e 12 de outubro, entre residentes de 05 municípios:

Brejo do Cruz (1), João Pessoa (3), Jericó (1) Logradouro (1) e Piancó (2).

A ocupação total de leitos de UTI (adulto, pediátrico e obstétrico) em todo o estado é de 39%. Fazendo um recorte apenas dos leitos de UTI para adultos na Região Metropolitana de João Pessoa, a taxa de ocupação chega a 33%. Em Campina Grande estão ocupados 37% dos leitos de UTI adulto e no sertão 64% dos leitos de UTI para adultos.

 

PB Agora

 

Campina Grande começou a estabilizar curva de contaminação por coronavírus no início de junho

O secretário Municipal de Saúde de Campina Grande, Filipe Reul, informou que a covid-19 começou a se estabilizar há seis semanas, conforme dados levados pela Comissão Técnica, que é responsável por traçar um quadro da situação epidemiológica na cidade. Os dados levam em consideração os levantamentos feitos na Unidade de Pronto Atendimento Dr. Maia (UPA 24h), referência no atendimento das pessoas com coronavírus.

No 1º relatório de flexibilização, leva em consideração a capacidade de atendimento da UPA (Alto Branco) é de até 4.900 atendimentos por semana e até agora o máximo de público atingido tem se mantido em torno de 50% da capacidade instalada e dos recursos humanos disponíveis. Conforme o relatório, os dados corroboram com a tese de que a flexibilização em Campina Grande está sendo feita de forma segura, deve-se considerar que a cidade não atingiu o número de 8 mortes diárias por milhão de habitantes (OMS).

No boletim divulgado nesta sexta (10), Campina Grande estava com 7.629 casos conformados, 152 óbitos, 1.205 casos suspeitos, 11.876 descartados e 7.030 casos recuperados. Foram realizados 17.202 testes rápidos. Estavam disponíveis 65 leitos de UTI e 171 de enfermaria. Em coletiva, na sexta-feira (10), o secretário informou.

“Atingimos o platô da doença em Campina Grande. Espera-se que os casos comecem a cair na cidade. Além disso, os pacientes que têm procurado a UPA apresentam os primeiros sintomas da doença ainda em grau leve. O tempo de permanência tem diminuído na rede de hospitais da cidade. A taxa de ocupação de leitos de UTI está abaixo de 50% de ocupação”.

Outro aspecto, segundo Reul, é que as últimas flexibilizações nas atividades comerciais de Campina Grande não trouxeram mudanças substanciais no quadro epidemiológico. Destacou também que o fluxo de passageiros no transporte público urbano por ônibus (monitorado pela Superintendência de Trânsito e Transporte Público – STTP), tampouco alterou a qualidade do atendimento UPA Dr. Maia.

A Comissão vai avaliar, pelos próximos 20 (vinte) dias, o impacto no índice de novos casos, aferir a taxa de internação hospitalar e de ocupação dos leitos, assim como, o número de óbitos registrados no município.

 

clickpb

 

 

Curva de contaminação da Covid-19 cresce em Solânea e Secretaria de Saúde alerta população

A curva de contaminação da Covid-19 continua crescendo em Solânea e, nessa última semana, foi verificado um aumento ainda maior. Isso levou a Secretaria Municipal de Saúde a emitir um alerta à população com relação ao isolamento social.

De acordo com os dados divulgados, o período se refere de 12 de maio (data do surgimento do 1° caso no município) até 26 de junho do corrente ano, a curva de contaminação continuou em ascensão nessa última semana.

“Mais uma vez alertamos a importância de não relaxarmos quanto ao isolamento e distanciamento social.

Mantivemos o aumento dos casos nos homens e a faixa etária com maior número de casos positivos continua entre 31 a 40 anos (ambos os gêneros)”, diz a nota da Secretaria.

Porém, os casos nas faixas etárias entre 21 a 30 e 41 a 50 anos vêm aumentando consideravelmente. A predominância dos casos é na zona urbana em relação a zona rural de nossa cidade.

Importante frisar que 82% dos pacientes que foram infectados já se encontram recuperados da Covid-19. Infelizmente foi registrado o 1° óbito no município.

No momento, há apenas 22 pacientes em tratamento, com 2 deles internos.

“Devemos continuar adotando as medidas sanitárias regularmente. Não podemos relaxar um só momento”.

Redação FN

 

 

Covid-19 em Solânea: curva de contaminação diminuiu e maior índice de casos está entre as mulheres

Secretaria Municipal de Saúde de Solânea divulgou dados referentes aos índices de contaminação da Covid-19 em Solânea.

De acordo com dados, há uma maior incidência dos casos em  mulheres (54%) e a faixa etária com maior número de casos positivos está entre 31 a 40 anos (ambos os gêneros). Sendo que 72% dos pacientes que foram infectados já se encontram recuperados da Covid-19.

O período de análise é entre os dias 12 de maio (data do surgimento do 1° caso no município) e 12 de junho, (última sexta-feira). A curva de contaminação atingiu seu maior nível entre os dias 25 e 26 de maio, porém vem diminuindo ao longo dos dias. Até agora, apenas 18% dos casos confirmados são de pessoas acima de 61 anos. Foram registrados 5 casos em crianças abaixo dos 10 anos de idade e até agora não foi registrado óbito.

Manter medidas de prevenção

“Devido à adoção da população ao isolamento e distanciamento social e ao trabalho dos profissionais da saúde, quanto à orientação e prevenção, estamos conseguindo manter a contaminação a níveis menores. No entanto, precisamos ficar alertas e reforçar sempre os cuidados” avaliou o Secretário de Saúde, João Rocha. Reafirmando a importância da população adotar as medidas sanitárias regularmente para manter o baixo índice de novos casos confirmados.

 Assessoria de Comunicação

 

UFPB suspende aulas presenciais para evitar contaminação com o novo coronavírus

A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) suspendeu as aulas presenciais na instituição por tempo indeterminado. A medida foi tomada nesta segunda-feira (16) para evitar o possível contágio da comunidade acadêmica com o novo coronavírus e é válida a partir desta terça-feira (17).

A Paraíba não tem casos confirmados da doença, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES). Até a noite desta segunda, haviam sido feitas 48 notificações, sendo 15 casos descartados e 33 em investigação.

Conforme a instituição, as atividades do semestre letivo 2019.2 dos cursos de graduação que estava previsto para ser finalizado no próximo dia 1° de abril, serão desenvolvidas por meio de ferramentas online.

A instituição manteve ainda o veto sobre a realização de eventos acadêmicos e permitiu o trabalho na categoria home office para técnicos-administrativos.

A decisão foi respaldada pela Comissão de Enfrentamento ao Coronavírus da UFPB, criada na última quinta-feira (12), e é resultado de reunião emergencial do Conselho Técnico-Administrativo (CTA) da universidade.

Todas medidas e suas especificações serão reunidas e certificadas pela Comissão de Enfrentamento ao Coronavírus da UFPB na manhã desta terça-feira (17) e encaminhadas para o Ministério da Educação, em Brasília. De acordo com a reitora da UFPB, professora Margareth Diniz, os residentes terão suporte para permanecer na universidade.

As recomendações consideram o status de pandemia da doença Convid-19, causada pelo novo coronavírus, que foi reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na última quarta-feira (11); a situação de emergência decretada pelo Governo do Estado da Paraíba e pela Prefeitura Municipal de João Pessoa, na última sexta-feira (13); e uma série de recomendações e instruções normativas dos Ministérios da Saúde, da Educação e da Economia brasileiros.

Casos notificados de coronavírus na Paraíba

  • Nenhum caso confirmado
  • 33 casos suspeitos
  • 15 casos descartados

Medidas adotadas por outras instituições

A Prefeitura Municipal de João Pessoa, por meio de um ofício publicado nesta segunda-feira (16), suspendeu temporariamente os estágios curriculares, internatos de medicina e visitas técnicas que seriam realizados por estudantes de instituições de ensino técnico e superior na rede municipal de saúde.

O Centro Universitário Maurício de Nassau (Uninassau) também decidiu suspender todas as atividades a partir desta terça-feira (17), nas cidades de João Pessoa e Campina Grande. De acordo com a instituição, a previsão é de que as aulas sejam retomadas até o dia 30 de março, de acordo com a situação da pandemia. Os alunos poderão realizar atividades de maneira remota, por meio de plataformas digitais.

O Uniesp Centro Universitário, em nota, informou que também suspenderá as aulas e atividades acadêmicas presenciais dos cursos de graduação e pós-graduação, a partir desta terça-feira. A previsão de retorno da instituição também é 30 de março.

Já o Centro Universitário de João Pessoa (Unipê) divulgou, por meio de redes sociais, que todas as atividades acadêmicas presenciais para os cursos de graduação e pós-graduação serão suspensas entre os dias 17 e 29 de março. As atividades também serão realizadas de forma remota.

A Faculdade Cesrei, localizada em Campina Grande, informou que manterá as atividades acadêmicas referentes ao semestre letivo 2020.1. A instituição disse também que está tomando medidas preventivas para evitar a contaminação pelo novo coronavírus.

Governo decreta situação de emergência

O governador João Azevêdo decretou situação de emergência em saúde pública por causa do aumento na confirmação de casos de contágio do novo coronavírus no Brasil, que considera potenciais possíveis repercussões na Paraíba.

A medida tem caráter preventivo para assegurar estruturas necessárias para o enfrentamento de possíveis casos no estado, que possui 13,32% da população acima de 60 anos de idade, grupo mais vulnerável à doença.

Prefeitura de João Pessoa decreta suspensão de eventos e medidas preventivas

Após anunciar medidas administrativas de prevenção e cuidados contra o novo coronavírus (Covid-19), a Prefeitura Municipal de João Pessoa anunciou neste domingo (15) um decreto que determina a suspensão de eventos culturais ou esportivos que reúnam mais de 250 pessoas além do cancelamento de férias dos profissionais da saúde do município e outras medidas.

Segundo a prefeitura, uma campanha de mobilização vai ser feita em Unidades de Saúde da Família (USF), creches, escolas, abrigos e restaurantes populares. O órgão também informou que o Procon municipal vai ficar responsável por realizar operações em farmácias, distribuidores e outros estabelecimentos comerciais com o objetivo de identificar e coibir abusos ao consumidor na venda de produtos relacionados à prevenção ao vírus, como o caso do álcool em gel.

G1

 

Nenhuma praia da Paraíba apresenta contaminação por petróleo, aponta laudo

As praias da Paraíba não apresentam nenhuma contaminação por petróleo bruto ou seus derivados. Isso é o que atesta os laudos do laboratório do Núcleo de Processamento Primário e Reuso de Água Produzida e Resíduos (Nupprar), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), após análise de amostras de água coletadas em 16 praias do litoral paraibano, onde houve registro de manchas de óleo.

O resultado dos laudos foi divulgado nesta sexta-feira (29) pela Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), assegurando que a balneabilidade das praias com relação à presença desses contaminantes não apresenta risco à saúde humana nem da fauna marinha.

O Nupprar realizou testes de hidrocarbonetos derivados de petróleo das amostras de água coletadas em 16 praias do litoral paraibano, onde houve registro de petróleo bruto: Barra de Gramame, Praia de Tambaba, Praia Bela, Formosa, Intermares, Praia do Poço, Camboinha, Bessa, Tambaú, Cabo Branco, Barra de Mamanguape, Lagoa de Praia, Oitero, Praia de Campina, Praia do Amor e Maceiozinho de Jacumã (no Maceiozinho de Jacumã não houve registro oficial do aparecimento de óleo, mas entrou no monitoramento como prevenção devido a noticias sobre vestígios encontrados na área).

Dos 15 parâmetros analisados dessas 16 amostras, ficaram abaixo do limite de detecção, demonstrando que as substâncias investigadas não foram encontradas. A metodologia utilizada na análise é a mesma da Environmental Protency Agency (US.EPA), agência ambiental norte-americana, padrão mundial.

A Paraíba foi o Estado do Nordeste menos afetado por esse desastre ambiental, fato que vem sendo atribuído à formação das nossas correntes marítimas. No entanto, o Governo do Estado, preocupado com o agravamento da situação nas praias nordestinas, reuniu imediatamente os órgãos ambientais para discutir o problema e traçar estratégias caso o Estado fosse afetado, a exemplo de Pernambuco, Alagoas e Bahia, bem como cobrou providências do Governo federal.

Desde o registro das manchas de óleo nas 16 praias, o Governo do Estado realiza um rigoroso monitoramento do litoral paraibano. Além das ações na água – inspeção superficial, navegação das embarcações e atuação dos mergulhadores – também foi realizada captura de imagens aéreas com drones.

PB Agora

 

 

Parte dos 300 mil litros de leite suspeito de contaminação ainda está no mercado

leite-lider-e-parmalatA empresa de laticínios LBR Lácteos Brasil afirmou nesta sexta-feira (21) ao R7 que recolheu metade dos 300 mil litros de leite das marcas Líder e Parmalat suspeitos de contaminação. O restante dos lotes, no entanto, ainda não está fora do mercado.

A empresa decidiu recolher os produtos na semana passada, após uma investigação do Ministério Público do Rio Grande do Sul apontar irregularidades em um dos fornecedores da LBR. Um produtor de leite da cidade gaúcha de Condor foi preso na ação.

Os promotores gaúchos descobriram, a partir de testes realizados pelo Ministério da Agricultura, que 12 amostras de leite cru em uma propriedade de Condor apresentaram a presença de formol.

Segundo o MP gaúcho, 299 mil litros do leite foram encaminhados para duas unidades da LBR — uma em Guaratinguetá (SP) e outra em Lobato (PR) —, que foram então embalados e distribuídos para a venda.

A LBR informa, no entanto, ter comprado apenas 30 mil litros de leite do produtor de Condor. Segundo a empresa, o material foi misturado a 270 mil litros de leite de outros produtores, envazado com as marcas Líder e Parmalat e, posteriormente, distribuído para venda somente nos Estados de São Paulo e Paraná.

Testes internos realizados pela LBR descartaram a contaminação. Apesar disso, a empresa decidiu seguir a recomendação do MP gaúcho e recolher os lotes. Mas, até o momento, todos os produtos ainda não foram recolhidos.

A LBR informou ao R7, por meio de sua assessoria de imprensa, que tirou de circulação metade dos 300 mil litros de leite suspeitos. Ainda segundo a empresa, uma parte do leite não recolhido pode ter sido comprada por consumidores ou continuar à venda em mercados de pequeno porte.

Lotes podem ter saído de SP e PR

Na quarta-feira (19), a LBR divulgou uma nota informando os lotes suspeitos de contaminação por formol.

No mesmo dia, a rede varejista Walmart, proprietária dos mercados Big, Nacional, TodoDia, Maxxi Atacado e Sam’s Club, anunciou o recolhimento dos produtos das duas marcas de suas unidades no Paraná e em São Paulo.

Mas os lotes suspeitos também podem ter sido comercializados em outros Estados.

Ainda na quarta-feira, o MP gaúcho alertou que uma unidade do produto foi vendida em Porto Alegre, segundo denúncia de um consumidor. Em contato com o SAC da LBR, o consumidor teve a informação de que o produto que ele tinha adquirido estava entre os lotes suspeitos de contaminação.

Além disso, na sexta-feira, o Procon do Rio de Janeiro determinou a suspensão da venda de três marcas de leite em todo Estado, incluindo os das marcas Líder e Parmalat, em decorrência dos problemas verificados no Rio Grande do Sul.

O Procon-SP também notificou na sexta-feira a LBR, para que regularize, até o dia 25 deste mês, o comunicado divulgado na imprensa. Segundo o órgão de proteção ao consumidor, a empresa informa o defeito, mas não alerta sobre as consequências à saúde do cliente que ingerir o produto.

Em relação a isso, a LBR informa que prestará os esclarecimentos no prazo legal e reafirma que os produtos não oferecem riscos à saúde do consumidor.

Empresa garante que não há riscos

Apesar das suspeitas de o leite estar adulterado, a LBR garante que não há risco de contaminação, e que decidiu recolher o produto apenas de forma “preventiva”.

Em comunicado publicado no site da empresa no dia 19, a companhia afirma que “o leite cru utilizado para a fabricação de leite UHT das marcas Parmalat e Líder foi submetido a testes pela LBR e analisado por laboratórios credenciados pelo Ministério da Agricultura (MAPA)”. A empresa encaminhou ao R7 os laudos de análise das amostras com resultado negativo para formol.

Segundo a companhia, “todas as 13 análises realizadas, incluindo testes do MAPA, apresentaram resultado negativo para a presença de formaldeído, não oferecendo, portanto, qualquer risco à saúde e sendo considerados próprios para o consumo”.

Saúde

Especialistas afirmam que quem ingerir leite ou qualquer outro alimento contaminado com formol pode ter desconforto abdominal e alergias. Caso a substância seja consumida em grandes quantidades, ela pode ser fatal.

A LBR informa que, até o momento, nenhum cliente que porventura tenha adquirido os produtos registrou qualquer tipo de reclamação.

Segundo a empresa, reclamações de consumidores quanto ao produto podem ser feitas por meio do SAC (Serviço de Atendimento aos Consumidores) pelo telefone 0800 011 2222 ou pelo e-mail sac@lbr-lacteosbrasil.com.br. Uma eventual troca ou evolução do produto será feita “sem qualquer ônus”.

Os consumidores que já passaram por algum acidente causado pelo defeito apontado poderão solicitar, por meio do Judiciário, reparação por danos morais e patrimoniais, eventualmente sofridos. Caso o consumidor encontre dificuldade em efetuar a devolução poderá procurar a Fundação Procon-SP nos canais de atendimento.

Veja a seguir os lotes suspeitos de contaminação e a nota enviado ao R7 pela empresa.

Posicionamento da LBR em 21 de março de 2014

A LBR Lácteos Brasil volta a afirmar que seus produtos estão aptos para o consumo e que a matéria-prima utilizada para a fabricação de leite UHT das marcas Parmalat e Líder foi submetida a testes pela LBR e analisada por laboratórios credenciados pelo Ministério da Agricultura (MAPA). Todas as 13 análises realizadas, incluindo testes do MAPA, apresentaram resultado NEGATIVO para a presença de formaldeído, não oferecendo, portanto, qualquer risco à saúde.

Diante disso, LBR Lácteos Brasil, pautada pela transparência e pelo respeito ao consumidor, publicou nesta sexta-feira (21) comunicado em quatro importantes jornais do país — Valor Econômico (SP), Zero Hora (RS), Correio do Povo (RS) e Gazeta do Povo (PR) — para prestar esclarecimento aos seus consumidores em relação às notícias divulgadas pela imprensa sobre a fraude do leite no Estado do Rio Grande do Sul. Em relação à notificação do Procon-SP, recebida hoje, a empresa prestará esclarecimentos no prazo legal, e reafirma que os produtos não oferecem riscos à saúde do consumidor.

A LBR volta a ressaltar seu compromisso com a qualidade de seus produtos e reitera que possui os mais rigorosos padrões de segurança alimentar. Além da análise em 100% da matéria-prima recebida, a empresa realiza testes em todos os lotes de produtos acabados, assegurando que seus consumidores tenham à sua disposição produtos seguros e de altíssima qualidade.

R7

 

Contaminação por hepatite ameaça trabalho de manicures e tatuadores

Por trabalharem com instrumentos cortantes e perfurantes, sob constante risco de contato com sangue de clientes, manicures e tatuadores são alguns dos profissionais mais vulneráveis a contrair hepatite. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 33 mil novas pessoas são infectadas anualmente no Brasil por hepatites virais.

De olho na proteção dessas pessoas, o Ministério da Saúde abriu o concurso cultural Arte, Prevenção e Hepatites Virais para Tatuadores e Manicures. As inscrições podem ser feitas até o dia 20 de setembro.  Os prêmios vão de televisões a quantias de R$ 2 mil e R$ 5 mil. O edital está disponível na internet.

Cada vez mais, esses profissionais se tornam conscientes de que devem reforçar a proteção contra a doença, especialmente com o uso de luvas e óculos de proteção, além de realizarem a vacinação. Mesmo conhecendo os riscos, entretanto, nem todos seguem integralmente as recomendações.

“No momento que estou fazendo as unhas do cliente, tomo sempre cuidado, mas não uso luvas, embora sei que tenho que usar. Não consigo ficar com elas por muito tempo, acho desconfortável. Após fazer as unhas [das clientes], lavo as mãos  e passo álcool gel”, disse a manicure Gleiziane Abrantes, 28 anos.

Atualmente, existem três principais tipos identificados de hepatite, uma doença do fígado: A, B e C. Entre 1999 e 2011, foram registrados 120 mil casos da hepatite B e 82 mil da C. A hepatite A tem tido queda de incidência, com 3,6  mil casos em 2011.

A dona de um salão de beleza em Brasília, Marina Praia, entrou em contato com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para saber como proceder para garantir a segurança de clientes e empregados do empreendimento. Ela recebeu como orientação o uso de autoclave, um equipamento que esteriliza materiais metálicos, como aço e inox, a altas temperaturas.

“Tomo todos os cuidados necessários para evitar as doenças muito divulgadas, desde micose até hepatites e outras doenças mais graves”, explicou Marina.

Cada tipo de hepatite tem diferentes tipos de contágio, sintomas e tratamento. No caso da hepatite A, o tipo mais brando da inflamação no fígado, a doença é transmitida via oral, por meio de água ou alimentos contaminados. É um vírus autolimitado, que as próprias defesas do corpo do portador conseguem combater. O principal sintoma é diarreia.

De acordo com a médica infectologista do Hospital Universitário de Brasília (HUB), Celeste Silveira, muitas pessoas contraem a hepatite A e não sabem que estão contaminadas. Celeste explicou que o principal tratamento é repousar, para estimular as defesas do organismo.

As hepatites B e C são transmitidas sexualmente ou pela via sanguínea. O contágio é feito por meio de sexo sem preservativo e do uso de materiais não esterilizados e de uso compartilhado – como agulhas, alicates e instrumentos cirúrgicos e odontológicos. Os principais sintomas são febre, icterícia (aspecto amarelado na pele e nos olhos) e mal-estar. A faixa etária mais atingida por esses tipos é entre 20 e 39 anos.

A principal diferença entre os tipos B e C de hepatite é o risco de a doença se tornar crônica.  Os sintomas são semelhantes, assim como o tratamento, feito com imunomoduladores – como o interferon – e outros antivirais administrados concomitantemente.

O objetivo do medicamento é estimular as defesas do paciente para que o sistema imunológico combata o vírus. Segundo a médica, cerca de 70% dos casos de hepatite C não são curados e voltam a incidir. O que diferencia as hepatites B e C são testes laboratoriais.

A reincidência da hepatite pode comprometer as funções do órgão e causar câncer ou cirrose – cicatrizes que se formam no fígado, causando um endurecimento do tecido, prejudicando seu funcionamento.

Não há vacinas contra a hepatite A, tipo mais benigno da doença e mais incidente em crianças. Para o tipo C, também não há vacina. Contra a do tipo B, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece vacina, administrada em três doses.

“Eu tomo muito cuidado na hora de fazer a tatuagem para não pegar doenças e também tomo as vacinas recomendadas pelo governo. O profissional que não fizer isso pode contaminar a pessoa e se contaminar. Eu fiz um curso de prevenção contra doenças e caso aconteça algum acidente, sei  quais procedimentos tomar até chegar ao hospital”, disse o tatuador Bruno Pessoa, 38 anos.

Para evitar a contaminação da hepatite C, a médica Celeste Silveira orienta para o uso de preservativos, a realização de exames pré-natais (para evitar o contágio de mãe para filho)  e o não compartilhamento de materiais perfurantes descartáveis, como agulhas e seringas.

Para o tratamento por meio de acupuntura, a opção é manter kit individual de agulhas.  No caso de materiais cirúrgicos e odontológicos, deve ser feita esterilização. Em salões de beleza, deve-se dar preferência ao uso individual de alicates e outros instrumentos. Em estúdios de tatuagem, deve-se observar se são usadas agulhas descartáveis.

“Eu fiz um treinamento que orienta [tatuadores] a trabalhar. Vi os riscos que corremos, todo cuidado é pouco. O curso serve para reduzir ou mesmo eliminar, os riscos de contaminação especificamente na área de tatuagem. Hoje está melhor para trabalharmos, há no mercado os materiais descartáveis. O preço ainda é alto, mas é mais seguro”, informou o tatuador Cláudio Ferreira, 38 anos.

Agência Brasil