Arquivo da tag: constranger

Professores, funcionários e estudantes do Campus de Bananeiras lançam moção de apoio ao professor Alexandre Eduardo após matéria que o acusa de constranger eleitores de Margareth

 

MOÇÃO DE APOIO AO PROFESSOR ALEXANDRE EDUARDO DE ARAÚJO

 

 

Nós, professores, funcionários e estudantes do Centro de Ciências Humanas, Sociais e Agrárias, campus III, da Universidade Federal da Paraíba, vimos publicamente externar nossa indignação à acusação feita a Alexandre Eduardo de Araújo, professor Adjunto da Universidade Federal da Paraíba, lotado no Departamento de Agropecuária e atualmente exercendo o cargo de Secretário Executivo da Agricultura Familiar do governo da Paraíba.

Alexandre Eduardo de Araújo possui graduação em Agronomia pela Universidade Federal da Paraíba (2000) e Doutorado em Engenharia Agrícola, na linha de pesquisa Monitoramento e Controle da Degradação na Agricultura. Foi consultor da FAO, COOPAGEL e ASSOCENE. Foi membro efetivo da comissão de criação do Curso de Bacharelado em Agroecologia, sendo seu primeiro Coordenador. É Professor Adjunto da Universidade Federal da Paraíba/Centro de Ciências Humanas, Sociais e Agrárias/Departamento de Agropecuária. Ocupou os cargos de Assessor de Extensão do CCHSA e Secretário Especial de Pesquisa e Extensão do Colégio Agrícola Vidal de Negreiros. É membro da Sociedade Científica Latino Americana de Agroecologia. Leciona os conteúdos curriculares: Agroecologia e Agricultura Orgânica, Pesquisa Aplicada e Extensão, Silvicutura, Culturas regionais e Introdução à Fitotecnia. Membro da Rede de Construção do Conhecimento Agroecológico e da Rede de Educação do Campo do Território da Borborema. Coordenador de projeto financiado pelo CNPq e colaborador em pesquisas desenvolvidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA). Tem experiência na área de Desenvolvimento Rural Sustentável, atuando principalmente nos seguintes temas: agroecologia, semiárido, agricultura familiar, educação, extensão rural, sociedade, desastres, desertificação e meio ambiente. Já escreveu vários artigos e capítulos de livros nessas áreas de conhecimento. Seus trabalhos desenvolvidos com a Agricultura Familiar foram agraciados três vezes com o Prêmio Elo Cidadão nos anos 2009 e 2010 nas áreas de meio ambiente e cultura.

Enquanto Secretário Executivo da Agricultura Familiar do Estado da Paraíba, desde 2011 vem atuando de forma íntegra nas ações deste Estado, principalmente, durante este período de seca. Portanto, suas ações demonstram a pessoa comprometida que é, não apenas com a docência, mas com a melhoria da qualidade de vida de agricultores familiares do Estado da Paraíba.

No entanto, independente dos trabalhos prestados por este docente, no dia 31 de maio de 2012, em meio aos debates acalorados que se estabeleceram nas redes sociais na campanha para reitor da UFPB, uma notícia foi postada de forma distorcida e irresponsável pelo professor Flávio Lucio Vieira, lotado e em exercício no CCHLA, campus I da UFPB, que SEM CONHECIMENTO suficiente de causa, e a partir de um e-mail enviado para DOCENTES do CCHSA, passa a tecer comentários que tentam denegrir a pessoa do professor Alexandre Eduardo de Araújo, com o intuito de descaracterizar o profissional competente e comprometer o cargo político que este exerce.

Vejamos, abaixo, os fatos que levaram a postagem do texto do professor Flávio Lúcio Vieira:

No dia 23 de maio de 2012, a assessora de pesquisa do CCHSA, envia um e-mail coletivo para 133 DOCENTES deste campus, dentre eles o professor Alexandre Eduardo de Araújo, informando na oportunidade da disponibilidade de bolsas ainda existentes para o Ensino Médio.

No mesmo dia 23, às 15h57, o PROFESSOR Alexandre Eduardo de Araújo, responde ao e-mail da assessora de pesquisa, inicialmente exaltando a quantidade de bolsas destinadas aos pesquisadores, inclusive para projetos de pesquisas destinados para alunos do ensino médio afirmando que “Esse foi um reitorado que mais estimulou a pesquisa na UFPB. Vejamos quantas bolsas em nosso Centro.” Em seguida, passa a opinar sobre as posturas políticas de DOCENTES do campus III.

Destacamos que a liberdade de expressão é um direito garantido pela Constituição Federal no Titulo II, Dos Direitos e Garantias Fundamentais, no Capítulo I – Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos, em seu Art. 5, inciso IV – “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”. E que, enquanto DOCENTE da UFPB este tem o direito e o dever de exercer sua cidadania se posicionando a favor ou contra a candidatura de A ou B.

Há no nosso entender um grande equívoco do professor Flavio Lúcio Vieira, ele esqueceu que antes do professor Alexandre Eduardo de Araújo ser secretário é funcionário da UFPB, campus III, e o processo eleitoral não é para escolher gestores do Estado é da UFPB, ele tem todo direito de assumir a campanha em nome da sua liberdade política e dos princípios democráticos, como o professor Flavio Lúcio Vieira sabe, em nome do republicanismo.

O que nos chama a atenção, porém, é que após a postagem da mensagem do professor Alexandre Eduardo de Araújo, nenhum dos 133 DOCENTES, se pronunciou quanto ao e-mail do referido professor, pois o conhecem, e sabem o quanto presa pelo diálogo e participatividade. Também nos chama a atenção que a indignação tenha surgido de um docente que não fazia parte da lista de e-mails para os quais foram enviadas as mensagens, que não conhece o Professor Alexandre e que não exerce suas atividades no CCHSA. Neste sentido, sem conhecimento de causa e com um interesse meramente eleitoreiro relaciona o posicionamento político do DOCENTE Alexandre Eduardo de Araújo, ao cargo de SECRETÁRIO EXECUTIVO DA AGRICULTURA FAMILIAR que este exerce.

Ora, se o DOCENTE Alexandre Eduardo de Araújo foi “ofensivo” como o professor Flávio Lúcio Vieira quer exaltar, por que os professores do CCHSA que receberam o referido e-mail e que se “sentiram constrangidos” não se pronunciaram? Será que iriam delegar a sua indignação a um professor que nem do CCHSA é? Achamos isso pouco provável. É interessante que o professor Flávio Lúcio não sabe nem a denominação do nosso campus, uma vez que atribui o envio do e-mail a um professor do campus IV, quando o nosso campus é o III! Se o professor Flávio Lúcio Vieira demonstra desconhecimento até da localização do nosso campus III, como poderá ter credibilidade para comentar uma realidade que este não a conhece?

É esta a UFPB que nossa comunidade universitária merece? A que ponto chegamos! O professor Flavio Lúcio Vieira coloca o Estado, pelo fato do professor Alexandre Eduardo de Araújo ser Secretário, como uma instituição que está interferindo no processo eleitoral da UFPB? Será que é isso que professor quer dizer? Se o comentário fosse a favor da sua candidata será o senhor teria feito tais comentários?

O professor Flávio Lucio Vieira afirma, em seu texto, que a mensagem do professor Alexandre Eduardo de Araújo é pedagógica por apresentar três características e relaciona estas ao grupo que “administra a UFPB”: o autoritarismo, o patrimonialismo e a projeção. Ora, concordamos que a mensagem do professor é sim pedagógica, mas discordamos das características apresentadas, pois todo ato pedagógico deve ser educativo e como nos diz FREIRE (1978) no livro Educação como Prática da Liberdade, “A educação é um ato de amor, por isso, um ato de coragem. Não pode temer o debate, a análise da realidade, não pode fugir à discussão criadora, sob pena de ser uma farsa” (p.96).

E coragem é a primeira característica apresentada no texto do e-mail do professor Alexandre Eduardo, pois, foi necessária bastante coragem para que em tempos de disputas eleitorais, onde é mais fácil se calar e se omitir dos debates, onde a lupa das nossas vaidades só permite enxergar o que de ruim existe no nosso fazer docente, inclusive afirmando que nossas ações são desqualificadas (utilizando como slogan de campanha que “é preciso mudar para qualificar”) o professor assuma e defenda que existem sim, qualidades “vejamos quantas bolsas em nosso centro” foi a primeira frase utilizada. Que não trabalhamos em vão, que nossa qualidade não está no discurso e sim, no nosso fazer de cada dia, ou melhor, que nossa qualidade passa por nossas ações.

A segunda característica apresentada é da justiça. Pois, uma vez que o professor Alexandre Eduardo tem um senso de responsabilidade e conhece a realidade do campus III, em Bananeiras, assume os riscos de más interpretações e posicionamentos escusos e parte em defesa da administração (na pessoa da professora Terezinha, vice-diretora do CCHSA) por todas as atitudes de desrespeito e deslealdade sofrida, uma vez que alguns docentes acompanharam a administração durante os últimos anos e por interesses pessoais em épocas eleitorais abandonam o compromisso coletivo com o campus .

Ressaltamos que antes de o professor Alexandre Eduardo de Araújo ser um Secretário de Estado ele é uma pessoa (sujeito), terceira característica que consideramos essencial ao professor universitário pois, como lembra-nos GIL (2006) “o professor é antes de tudo uma pessoa, com crenças, valores e interesses e que no desempenho de suas funções relaciona-se com os estudantes e com muitas outras pessoas” (p.25).

O professor Flávio Lúcio Vieira, parece sugerir que o professor Alexandre Eduardo de Araújo está colocando o trabalho da Secretaria do Estado a serviço da campanha para reitor. Mas uma forma de perceber como este não conhece o campus III e nem as contribuições do professor Alexandre Eduardo de Araújo, tanto como sujeito individual quanto coletivo. Relacionar a pessoa do professor ao cargo de confiança é desconsiderar a historicidade do sujeito, ato totalmente inconcebível para um professor de História.

Por fim, entendemos e queremos deixar bem claro que o processo eleitoral é para escolha de reitor da UFPB e não podemos perder nossa autonomia e quando for para gestor do Estado, professor Flávio Lúcio Vieira, o professor Alexandre Eduardo de Araújo saberá também definir sua participação. Mas, agora o pleito é da UFPB não esqueça disso.

Bananeiras, 01 de junho de 2012.

 

RELAÇÃO DOS PROFESSORES, FUNCIONÁRIOS E ALUNOS QUE ASSINAM A MOÇÃO DE APOIO AO PROFESSOR ALEXANDRE EDUARDO DE ARAÚJO
Adamastor Pereira Barros
Adna Daiane de Lima Dias
Aécio Melo de Lima
Alane Mariana de Souza Moura
Alberio Lopes Rodrigues
Albertina Maria Ribeiro Brito de Araújo
Alex da Silva Barbosa
Aline Carneiro de Paula
Alnne Tamize de Medeiros Salviano
Ana Cláudia da Silva Rodrigues
Ana Géssica Barbosa
Ana Maria Trindade de Souza Vieira
Anderson Mauricio do Nascimento
André Carlos Raimundo da Silva
Andreia Santos de Lima
Anna Glória Vicente Felix
Antônio Eustáquio Resende Travassos
Antonio Mendonça Coutinho Neto
Belisia Lúcia Moreira Toscano Diniz
Cassia Caroline Sousa dos Anjos
Celene dos Santos Ataíde
Cláudio Cesar da Silva
Cristina Larla Sousa dos Anjos
Danele Marcos Santana
Daniel Lucas Gomes do Nascimento
Daysiane da silva Ramalho
Diogo Fernandes da Silva
Dualisson da Silva Santos
Edilma Pinto Coutinho
Edson Cavalcanti da Silva
Eduardo Jorge Lopes da Silva
Edvaldo Mesquita Beltrão Filho
Elisandra Costa Almeida
Ezequias Júnior Borges Lopes de Oliveira
Fabiana Augusto Santiago Beltrão
Fabiano Tavares de Moura
Felipe Eduardo Cordeiro Ribeiro da Silva
Fernando Antonio da Silva Fernandes
Fernando Fox da Silva
Fillipe Silveira Marine
Franciene Pereira dos Santos
Geane Alves de Lima Maria José de oliveira Ferreira
George Firmino do Nascimento
George Rodrigo Beltrão da Cruz
Gerson Alves de Azeredo
Gilberto de Souza Veras
Hélio Luis Beretta Dal Monte
Jarbas Sobreira Moreira
Jerffeson Santos Alves da Silva
Jéssica Suelen Bezerra e Souza
João Everthon da Silva Ribeiro
João Filadelfo de Carvalho Neto
João Manoel dos anjos
Joelma Farias Vieira de Jesus
José Iram Lima da Costa
José Pessoa Cruz
José Pires Ribeiro Nobrega
Josenilson Gomes do Nascimento
Josineide da Silva Bezerra
Josivânia Ribeiro da Silva
Jozias Umbelino Leite
Juan Gomes Ribeiro
Juliana Tavares de Melo
Keliana Gregório de Menezes
Kilma Pereira de Moura
Leandro Silva de Melo
Leisiany Nayara Costa e Silva
Leonardo Dantas da Silva
Lidiane Aline da Silva Venceslau
Luam Henrique Gomes
Luana Fernandes Melo
Luana Patrícia costa Silva
Lucicléia Teixeira Lins
Luís Felipe de Araújo
Manoel dos Anjos Pereira
Luis Flávio da Silva Freire
Marciosuel Tavares Galdino
Marcos Barros de Medeiros
Mardoni Moreira de Souza
Maria Eduarda Benjamin de Sousa
Maria José Figueiredo
Marino Eugênio de Almeida Neto
Marta Oliveira da Silva
Mauricio Cardoso de Moura
Maxsuel Rhuan Moreira Carvalho
Milene Felix da Silva
Neiva Maria de Almeida
Nilvania dos Santos Silva
Onofre Maurício de Moura
Otávio do Carmo de Oliveira Neto
Patrícia Faustino Meneses
Paulo Ricardo Simão da Silva
Pedro Germano Antonino Nunes
Raunira Costa de Araújo
Rayana Vanessa Alves Silva
Renné Venancio Alves Silva
Roberval da Silva Pereira
Robson Luiz Silva de Medeiros
Rodrigo Ronelli Duarte de Andrade
Romário Roberto Xavier de Sousa
Rosangela Miranda da Silva
Sandra Elisabeth Santiago Beltrão Santa Cruz
Solange de Sousa
Tadeu Amaro da Silva
Teodomiro Maranhão de Sena
Terezinha Domiciano Dantas Martins
Thiago Jardelino Dias
Walessia Goncalves Martins Coutinho
Walter Ubiratan Pinheiro de Souza
Wenia Barros dos Santos
Wilma Daniela Brasil Campos

Focando a Notícia

Secretário do governo é acusado de constranger eleitores de Margareth no Campus de Bananeiras

Esquentou o clima na elição da UFPB. O professor e doutor em Sociologia, Flávio Lúcio Vieira, publicou artigo na imprensa acusando o secretário executivo da Agricultura Familiar do Governo da Paraíba, Alexandre Eduardo de Araújo, de pedir votos para Lúcia Guerra e constranger os que apoiam Margareth no Campus de Bananeiras.

Confira artigo na íntegra:

Quem disso usa, disso cuida? Secretário do Governo do Estado pede votos para Lúcia Guerra e constrange eleitores de Margareth no Campus de Bananeiras

31 mai, 2012

Alexandre Eduardo de Araújo, Secretário Executivo da Agricultura Familiar do Governo da Paraíba: “Àqueles mentiros(as), que acham que compraram a consciência da universidade, amargarão a inevitável derrota! Viva o CCHSA! viva a UFPB! Viva Lucia Guerra e Creao!”

Alexandre Eduardo de Araújo é Secretário Executivo da Agricultura Familiar do Governo da Paraíba desde janeiro de 2011 e é Professor Adjunto da Universidade Federal da Paraíba no Campus de Bananeiras lotado no Departamento de Agropecuária.

O referido secretário do Governador Ricardo Coutinho enviou mensagem eletrônica via celular – particular ou do governo estadual? – para professores e alunos do Centro de Ciências Humanas, Sociais e Agrárias do Campus III.

Na mensagem o Secretário é ofensivo aos professores do Campus III que votaram em Margareth Diniz e Eduardo Rabenhorst no primeiro turno e cobra alinhamento ao atual reitorado desses professores, como se a distribuição de bolsas e cargos no CCHSA tivesse a intenção de um toma-lá-dá-cá.

“Vejamos quantas bolsas em nosso centro. Infelizmente, por ingenuidade políticapagamento ou covardia, até professor@s que sempre tiveram cargos relacionados à promoção da pesquisa no CCHSAtraíram a confiança da Profa. Terezinha [Diretora do CCHSA] na hora da eleição. Vencemosaqui no primeiro turno, venceremos em toda a instituição no segundo turno. A virada começou, pois não será um jaleco branco e um anel de direito que irão corromper o processo bonito de desenvolvimento que a UFPB vem passando!”, escreveu o Secretário Executivo da Agricultura Familiar do Governo do Estado.

Chama a atenção a forma como são tratados aqueles que ousam discordar ou não aceitam as orientações do grupo que dirige a UFPB há 20 anos: “ingênuos”, “vendidos” ou “covardes”. Mais grave ainda é a forma como são expostas as relações entre administração e coisa pública: de quem recebe bolsas e cargos na área de pesquisa cobra-se fidelidade política e alinhamento total às vontades do grupo dirigente, e aqueles que ousam discordar são chamados de “traidores”.

É essa UFPB que a Comunidade Universitária da UFPB quer ver prosperar além do ponto em que já chegamos? A mensagem do secretário do governo estadual Alexandre Eduardo de Araújo é pedagógica ao expor pelo menos três características que marca a postura do grupo que administra a UFPB na atual disputa para a Reitoria:

1) o autoritarismo;

2) o patrimonialismo, que não distingue o que é público e privado e

3) a projeção, que é um mecanismo psicológico de defesa no qual atribui-se características aos outros que na realidade são suas. O envolvimento direto de um Secretário do Governo Estadual na campanha da candidata do Reitor ratifica o dito popular segundo o qual “quem disso cuida, disso usa”.

Nós só temos a lamentar.

Abaixo cópia da mensagem enviada pele Secretário do Governo da Paraíba  Alexandre Eduardo de Araújo à professores e estudantes do campus de Bananeiras, com cópia paraLúcia Guerra. Preservamos os destinatários. Cópia original está em nossas mãos, em via impressa e eletrônica e nos foi enviada por um professor do Campus IV.

 

 

 

Flávio Lúcio para o Focando a Notícia

flavioluciovieira@gmail.com