Arquivo da tag: condenação

Após sete anos de espera, mãe de jovem assassinado por motivação política, em Queimadas, comemora condenação de executores

Após sete anos de espera, duas pessoas apontadas como executores da morte de Sebastian Ribeiro Coutinho, 20 anos, no município de Queimadas, no Agreste paraibano, foram condenadas pela Justiça há 20 anos de prisão. Para a mãe da vítima, Maria Edilene de Oliveira Ribeiro Coutinho, a primeira etapa foi vencida. “Foi uma sensação de vitória, de justiça feita”, afirmou, em entrevista ao ClickPB. O julgamento aconteceu nessa segunda-feira (26), no 2º Tribunal do Júri, em Campina Grande, e durou onze horas.

De acordo com Edilene Ribeiro Coutinho, a morte do filho foi uma queima de arquivo e encomendada por R$ 20 mil, sendo R$ 10 mil para cada um dos executores. “Ele trabalhou para um grupo político e ele era cabo eleitoral. No período que ele passou nesse partido, presenciou muita coisa, principalmente as explosões a bancos, que estavam muito em alta naquela época. Ele presenciou divisões de dinheiro de banco, presenciou tráfico de armas e de drogas do grupo político, da organização criminosa”, revelou.

Segundo a mãe da vítima, o filho desistiu desse partido ao saber da ligação do grupo político com diversos crimes na cidade. “Tanto que agora os pistoleiros foram julgados e agora vai se abrir um inquérito para investigar os mandantes”, revelou ao ClickPB. Com a condenação dos executores, Edilene Ribeiro Coutinho comemorou. “Foi sensação de vitória, de justiça feita. De justiça de Deus, primeiramente, e também dos homens aqui na terra”, ressaltou.

Como ocorreu o crime

A mãe da vítima narrou que o filho sempre saia para comprar lanche no período da noite. Nesse dia foi com um amigo, que acabou também sofrendo uma tentativa de homicídio. “Ele foi comprar nesse dia na barraca da Dali. Eles estavam lançando para depois trazer o lanche da gente. Quando eles chegaram, covardemente pelas costas e fizeram isso”, comentou.

Julgamento

O julgamento começou às 10h e só foi concluído por volta das 21h, com a sentença dos réus. José Ailton Soares Gomes e Jamerson Sousa Silva receberam a sentença de 20 anos e 19 anos de prisão, respectivamente. Além do julgamento dos executores, a Justiça determinou a investigação dos possíveis mandantes do crime, a partir dos nomes citados no julgamento. O Grupo Mães na Dor, que auxilia mães que tiveram os filhos mortos pela violência, acompanhou de fora o julgamento e fizeram o seu protesto com cartazes.

 

clickpb

 

 

MP pede condenação de candidato a prefeito na PB por ‘desmoralizar’ o Judiciário

O Ministério Público Eleitoral (MPE) da Paraíba pugnou pela execução de multa no valor de R$ 10 mil e pela remessa de cópia dos autos à Delegacia de Polícia para que seja apurada a prática de crimes de desobediência (disposto no artigo 330 do Código Penal) e de infração de medida sanitária preventiva (artigo 268 do Código Penal) pelo Partido Progressista (PP), em seu diretório na cidade de Sapé, e pelo pré-candidato a prefeito do município, Luiz Limeira Ribeiro Neto.

Conforme explicou a promotora de Justiça a 4ª Zona Eleitoral de Sapé, Caroline Freire, o diretório municipal do PP e o pré-candidato foram alvos de uma representação eleitoral, que teve como objetivo impedir a realização de convenção partidária presencial, no último dia 16, uma vez que a divulgação sobre o evento, com chamamento da população em geral, configurava a perda da função intrapartidária da convenção e provocaria, inevitavelmente, uma aglomeração incontrolável de pessoas, contrastando com as políticas adotadas em todas as esferas públicas de controle ao novo coronavírus.

Na representação, a promotoria argumentou que até a véspera da convenção partidária, o município de Sapé estava classificado na bandeira “laranja”, pelo plano Novo Normal Paraíba, o que requer medidas restritivas para conter a propagação do novo coronavírus, como a proibição de eventos que possam provocar a aglomeração de pessoas.

A juíza eleitoral, Andréa Targino, deferiu os pedidos do MPE e fez uma série de determinações para que fosse possível a realização da convenção partidária no último dia 16, como a retirada das publicações nas redes sociais do pré-candidato que convidavam os eleitores e demais cidadãos para o evento (inclusive com o oferecimento de transporte); a adoção de medidas para dificultar e impedir a aglomeração de pessoas no local do evento e a proibição da entrada de munícipes e possíveis eleitores no local e hora da reunião pública da convenção do PP, permitindo apenas a participação de pessoas efetivamente filiadas ao partido. O pré-candidato também foi proibido de fazer campanha antecipada e pedir explicitamente votos.

Descumprimento da decisão judicial

Segundo o MPE, apesar de notificação temporal dos representados, a convenção ocorreu na formatação de verdadeiro comício, desrespeitando quase que na íntegra a decisão judicial. O descumprimento é comprovado por fotos e vídeos, que foram anexados aos autos. As imagens mostram que adentraram no local um número indeterminado de pessoas, sem qualquer controle quanto aos sintomas da covid-19 e filiação aos partidos que compunham a chapa majoritária encabeçada pelo Partido Progressista.

Conforme destacou a promotora eleitoral, as convenções partidárias têm viés intrapartidário e servem para divulgar junto aos convencionados o nome daqueles que pretendem se candidatar pela sigla, devendo toda a divulgação em torno do evento ser restrita aos limites do partido e de sua coligação, sob risco de caracterizar propaganda eleitoral antecipada.

“Os fatos trazidos à tona desmoralizam o Judiciário ao ver-se que se descumpriu determinação clara de restrição do evento aos filiados políticos dos partidos que compunham a chapa majoritária, bem como às medidas sanitárias de precaução à covid-19, ocorrendo na verdade uma invasão ao local marcado para a convenção, que transformou-se num grande comício. Ademais, a direção do partido e o próprio pré-candidato desprezaram completamente o estado de pandemia em que vivemos, onde a covid-19 já ceifou a vida de mais de um milhão de cidadãos brasileiros, colocando em risco todos aqueles simpatizantes da agremiação ao convidar abertamente, por vários meios, a população sapeense para o evento, culminando com uma aglomeração desordenada e sem controle no ponto marcado para a convenção partidária”, criticou Caroline.

Assessoria

 

 

Tribunal de Justiça publica acórdão da condenação do prefeito de Bayeux, Berg Lima

O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) publicou na noite desta terça-feira (3) o acórdão de condenação do ex-prefeito de Bayeux, Berg Lima.

O prefeito da cidade de Bayeux, Berg Lima, teve sua condenação por improbidade administrativa mantida pelo Tribunal de Justiça da Paraíba em sessão nesta terça-feira (03).

Os magistrados da Terceira Câmara Especializada Civil decidiram, por unanimidade, rejeitar o recurso feito pela defesa de Berg contra sentença do Juízo da 4ª Vara Mista da Comarca de Bayeux.

 

clickpb

 

 

WhatsApp fora do horário de trabalho gera processo e condenação de empresas

Mensagens corporativas de WhatsApp fora do horário de trabalho podem gerar processo e já renderam até condenações de empresas, que precisaram arcar com pagamento de horas extras ou danos morais a funcionários.

Embora esteja incorporado à rotina de trabalho dos brasileiros –o país é um dos principais mercados do aplicativo–, o uso corporativo da ferramenta fora do ambiente laboral depende de contratos ou de termos claros entre patrão e empregado, sob o risco de virar prova contra abusos.

O país não tem uma lei específica como a França, que adotou o direito de se desconectar, mas a CLT cita “meios telemáticos e informatizados” ao tratar de trabalho remoto.

Se o empregado receber mensagens de seus superiores via WhatsApp durante o momento de descanso (folga, finais de semana ou férias) sobre assuntos relacionados ao trabalho, poderá pleitear o pagamento de horas extras, segundo Otavio Pinto e Silva, professor da USP e sócio do escritório Siqueira Castro.

“Estamos diante de uma ferramenta tecnológica que pode implicar conexão do trabalhador à empresa. Pedidos feitos pelo empregador fora do horário de expediente podem fazer com que o empregado se ative no horário de descanso, e isso pode significar hora extra.”

Quando o empregado tem de ficar sempre atento ao telefone para verificar se há mensagens da empresa, a situação caracteriza o período de sobreaviso, que também deve ser remunerado, de acordo com Pinto e Silva.

“Nesse caso, mesmo que o empregado não seja chamado ao trabalho, precisa receber por estar em sobreaviso”, diz.

Para o advogado, essa regra geral pode ser flexibilizada. Uma das formas é incluir no contrato de trabalho que o trabalhador pode ser contatado via aplicativo fora do horário de expediente regular.

Outra opção, segundo ele, é a negociação com o sindicato de determinada categoria de acordo ou convenção coletiva sobre o tema.

“A recomendação é que a empresa converse sobre essas situações com o sindicato, de forma coletiva. Essa situação de contato pode ser regulada, e a maior segurança jurídica é quando essa possibilidade do uso [do aplicativo] está no acordo coletivo”, diz.

Pinto e Silva afirma que a reforma trabalhista permitiu que sindicatos fizessem flexibilizações para além do previsto na legislação trabalhista em casos que incluem regime de sobreaviso e teletrabalho.

Para Rodrigo Nunes, sócio do escritório Cascione, as negociações são possíveis, mas dentro dos limites legais de jornada de trabalho, que não pode superar oito horas diárias, com possibilidade de duas horas extras.

“Mensagens de WhatsApp têm sido aceitas como provas na Justiça do Trabalho, e acessar o empregado fora do horário de expediente é fazê-lo trabalhar”, diz Rodrigo Nunes, sócio do Cascione.

Se o chefe manda uma mensagem eventual com uma dúvida pontual ao empregado, não há caracterização de hora extra, de acordo com ele.

“Se for algo mais demorado e frequente, é trabalho e precisa ser remunerado. A regra é que o empregado precisa ter seu direito ao descanso respeitado e não deve ter folgas e férias interrompidas”, afirma.

Para mitigar riscos, algumas empresas já passaram a incluir o uso do aplicativo em termos aos funcionários, segundo Paulo Sardinha, presidente da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos).

“As empresas dizem que não são culpadas, mas isso nunca as isentará da responsabilidade. O WhatsApp hoje está claramente relacionado às políticas internas e aos código de ética das companhias.”

Para ele, o uso do mensageiro precisa seguir o rigor de outras regras cotidianas, e os grupos com colegas e chefes podem ser encarados como “salas de reunião digital”.

“As condenações de empresas e até pessoais, como o caso da administradora de um grupo que foi responsabilizada por não coordenar o comportamento das pessoas, estão chamando a atenção”, diz.

Enquanto a resposta de email fora do trabalho exigia certo dispêndio do trabalhador nos anos 1990, que precisava recorrer ao computador, o WhatsApp se enquadra na comunicação instantânea do smartphone, que trouxe eficiência, e também risco, às relações de trabalho.

Do lado dos colaboradores, uma orientação comum na área de RH, segundo Debora Nascimento, diretora-geral da consultoria Capacitare, é seguir normas e tentar organizar a rotina para o uso do aplicativo, como responder a mensagens não relacionadas ao ofício no intervalo.

As mensagens de trabalho fora do expediente devem ser evitadas. “Muitos ficam preocupados se não responderem e querem mostrar que estão disponíveis. É preciso entendimento claro de que todos estão na mesma página.”

O comportamento em grupos corporativos, segundo ela, pode ser guiar pela conduta esperada dentro da empresa: comentários relativos ao assunto e “sem uso de palavras de baixo calão” –com o adicional de não enviar correntes, memes ou falar de política.

 

FOLHAPRESS

 

 

MPF pede que TRF-4 anule condenação de Lula no processo do sítio de Atibaia

O Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul solicitou nesta quarta-feira (23) que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) anule a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso do sítio em Atibaia. No processo, Lula foi sentenciado a 12 anos e 11 meses de prisão pela primeira instância da Justiça.

O procurador Mauricio Gotardo Gerum pede que a ação volte para a fase de alegações finais (última etapa de manifestações no processo) e cita a decisão do STF que definiu que réus delatados devem fazer as suas alegações finais depois dos réus delatores.

Em agosto, a Segunda Turma do STF anulou a condenação do ex-presidente da Petrobras Aldemir Bendine com base nesse argumento.

Para Gerum, é necessário anular a sentença de Lula “tanto para salvaguardar a coerência do sistema jurídico quanto para evitar futuras alegações de nulidade que certamente conduzirão a um grande prejuízo em termos processuais”.

A decisão cabe ao desembargador João Pedro Gebran Neto, relator da Lava Jato no TRF-4.

Antes mesmo da manifestação do MPF, Gebran já havia marcado o julgamento do caso do sítio para o próximo dia 30 de outubro. Na ocasião, será analisado um recurso da defesa de Lula que pede que o processo retorne para a primeira instância, também com base no entendimento do STF sobre as alegações finais de réus delatores e delatados.

Caso o TRF-4 anule a sentença, na semana que vem, o processo voltará à primeira instância da Justiça para nova decisão do juiz.

Julgamento não foi concluído

O julgamento do STF, que definirá em quais situações pode haver anulação de sentenças de processos em que há réus delatores e delatados, foi adiado no início deste mês. Não há nova data para apreciação do tema.

Os ministros já haviam decidido, por 7 votos a 4, que as alegações finais de réus delatores têm de ser apresentadas antes das alegações dos réus delatados, a fim de se assegurar o amplo direito de defesa.

Primeira condenação

A sentença do sítio de Atibaia é a segunda condenação de Lula na Lava Jato. O ex-presidente cumpre pena na Polícia Federal de Curitiba por corrupção e lavagem de dinheiro no caso triplex do Guarujá (SP), desde abril do ano passado.

Em abril deste ano, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve condenação e reduziu pena para 8 anos e 10 meses, em decisão unânime.

Antes disso, o recurso em segunda instância havia sido negado no TRF-4, que aumentou a pena da primeira instância, de 9 anos e 6 meses, para 12 anos e 1 mês.

A prisão do ex-presidente ocorreu após o esgotamento dos recursos no TRF-4. O andamento do processo tramitou durante cinco meses na segunda instância, até a decisão.

Denúncia do sítio de Atibaia

De acordo com o Ministério Público Federal, Lula recebeu propina do Grupo Schain, de José Carlos Bumlai, e das empreiteiras OAS a Odebrecht por meio da reforma e decoração no sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP), que o ex-presidente frequentava com a família. Outras 12 pessoas foram denunciadas no processo.

A acusação trata do pagamento de propina de pelo menos R$ 128 milhões pela Odebrecht e de outros R$ 27 milhões por parte da OAS.

Para os procuradores, parte desse dinheiro foi usada para adequar o sítio às necessidades de Lula. Segundo a denúncia, as melhorias na propriedade totalizaram R$ 1,02 milhão.

O MPF afirma que a Odebrecht e a OAS custearam R$ 850 mil em reformas na propriedade. Já Bumlai fez o repasse de propina ao ex-presidente no valor de R$ 150 mil, ainda conforme o MPF.

Segundo o MPF, Lula ajudou as empreiteiras ao manter nos cargos os ex-executivos da Petrobras Renato Duque, Paulo Roberto Costa, Jorge Zelada, Nestor Cerveró e Pedro Barusco, que comandaram boa parte dos esquemas fraudulentos entre empreiteiras e a estatal, descobertos pela Lava Jato.

Foto: Hélvio Romero/Estadão Conteúdo

G1

 

CASO REBECA: MP dá parecer para manter condenação de ex-padrasto

O cabo da Polícia Militar, Edvaldo Soares da Silva, condenado a 31 anos de prisão em regime fechado pela morte da estudante e sua enteada, Rebeca Cristina, em 2011 teve parecer para manutenção da sua prisão aprovado pelo Ministério Público.

De acordo com o parecer do procurador Luciano de Almeida Maracajá, as provas apresentadas no processo estão de acordo com os votos dos jurados que condenaram o réu.

O parecer se deu após a defesa de Edvaldo entrar com um recurso, pedindo a anulação do júri popular. Os advogados dele alegaram cerceamento de defesa e parcialidade do conselho de sentença – além de falta de provas.

Para Luciano Maracajá somente na hipótese de decisão flagrantemente contrária à prova dos autos é que se autoriza novo julgamento.

“Possuindo a tese adotada pelo Tribunal do Júri um respaldo mínimo a corroborá-la, deverá prevalecer a decisão soberana da íntima convicção dos jurados”, diz.

Rebeca foi morta no dia 11 de julho de 2011 e o seu corpo foi encontrado na Mata de Jacarapé. Ela tinha apenas 15 anos e foi estuprada e assassinada no trajeto entre a casa dela e o Colégio da Polícia Militar, em Mangabeira.

O júri de Edvaldo aconteceu em fevereiro deste ano e ele foi condenado a 10 anos pela co-autoria do crime de estupro qualificado e a 21 anos pelo crime de homicídio qualificado.

PB Agora

 

 

Após condenação, jovem desmente estupro e inocenta vereador da PB

Após a Justiça manter a condenação do vereador do município de Cajazeiras, Marcos Barros de Souza, a uma pena de 8 anos e seis meses em regime fechado,  por estupro de vulnerável, a suposta vítima, à época da denúncia com 14 anos e hoje com 21, usou suas redes sociais para desmentir o estupro.

De acordo com Maria Natália Pereira Tasca, o motivo dela ter confirmado a história por tanto tempo está diretamente ligado à política.

Natália declarou que na época ela não tinha noção do que a denúncia poderia acarretar.

Veja a publicação na íntegra:

Por muito tempo eu me calei, não falei sobre o assunto e nem tão pouco me pronunciei desde o ocorrido e talvez tenha sido esse o meu maior erro e fez a situação chegar no estágio em que se encontra.

Antes de mais nada quero aqui deixar claro que estou fazendo essa nota de LIVRE E ESPONTÂNEA VONTADE, que não tive e nem tenho contato com o vereador Marcos Barros, descartando qualquer possibilidade de estar sendo influenciada.

Pois bem, por meio de uma publicação no Facebook tomei conhecimento que hoje saiu a condenação do processo de um suposto caso de estupro onde eu seria vítima, e isso doeu no fundo do meu coração. Doeu por que EU sei da VERDADE e sei da INJUSTIÇA que está acontecendo. Na época dos meus primeiros depoimentos eu não tinha noção do que aquilo poderia acarretar, mas hoje, com 21 anos e tendo vivido muito além de pessoas da mesma idade que eu, eu tenho plena consciência que um jogo político pode destruir a vida de alguém.

O fato é que eu fui influenciada a MENTIR pra justiça, na época em que minha mente ainda estava em formação, e por medo eu o fiz. Pessoas de oposição política ao vereador mentiram mandando que eu alterasse datas, aumentasse histórias, para que ele fosse condenado e saísse da política. Me usaram sem se importar se um dia eu cresceria e me sentiria culpada de uma situação que eu não tenho, pois naquela época eu não tinha noção do que isso poderia ocasionar.

Pessoas da minha própria família falam em meu nome SEM DIREITO ALGUM! Inventam notícias, procurações e acusações com o único intuito de ganhar dinheiro de quem teme que a verdade apareça, mas apareceu! Marcos Barros Barros eu estou à disposição da justiça para que a verdade venha à tona, pois sei que o diabo é o pai da mentira e mentir vai contra as crenças que tenho hoje!

A justiça da terra pode condenar injustamente, mas Deus levanta a verdade!

Natália Tasca

PB Agora

 

 

Ex-prefeito de Lagoa Seca, PB, Bola Coutinho é preso após condenação por desvio de verbas

O ex-prefeito de Lagoa Seca, Francisco José de Oliveira Coutinho, mais conhecido como Bola Coutinho, foi preso nesta terça-feira (26) após ser condenado pela Justiça Federal a seis anos de reclusão em regime semiaberto. A carta de guia de prisão foi assinada pela juíza Emanuela Mendonça Santos Brito, titular da 10ª Vara Federal e que responde pela 6ª Vara Federal. O ex-gestor começou a cumprir a pena, no Presídio do Monte Santo, em Campina Grande.

O advogado Felipe Reul, que integra a defesa de Bola Coutinho, disse que não estava autorizado pela família para falar sobre a prisão do ex-prefeito de Lagoa Seca.

Bola Coutinho, que foi prefeito quatro vezes de Lagoa Seca, foi condenado por crimes de responsabilidade, entre eles, apropriar-se de bens ou rendas públicas, ou desviá-los em proveito próprio ou alheio; utilizar-se, indevidamente, em proveito próprio ou alheio, de bens, rendas ou serviços públicos; e empregar subvenções, auxílios, empréstimos ou recursos de qualquer natureza, em desacordo com os planos ou programas a que se destinam.

A Justiça acatou a denúncia do Ministério Público Federal. Bola Coutinho foi denunciado, ainda prefeito de Lagoa Seca, de 1983 a 1988, por “ter admitido contratados na prefeitura, cuja contraprestação pelos serviços, que, de todo modo, não eram prestados, seriam salários, mas sim os benefícios previdenciários e de assistência do regime geral, sendo que a verba destinada aos pagamentos dos salários era apropriada pelo então prefeito”.

Condenado em primeira instância, Bola Coutinho recorreu da decisão ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região, sediado em Recife. O recurso foi indeferido. Depois, o ex-prefeito impetrou recurso junto ao Superior Tribunal de Justiça, mas não obteve êxito. Depois, foi ao Supremo Tribunal Federal, mas o ministro Dias Tofolli indeferiu o recurso.

No regime semiaberto, Bola Coutinho vai poder sair do Presídio Monte Santo de dia para trabalhar e se recolher, no período da noite, nos finais de semana. Ele também teve os direitos políticos suspensos e está inabilitado para ocupar cargo público.

G1

 

MP pede em parecer condenação da Arquidiocese da Paraíba por caso de pedofilia

Um parecer do Ministério Público da Paraíba divulgado nesta terça-feira (2) requer a condenação da Arquidiocese da Paraíba por danos morais coletivos por casos de pedofilia registrados nos últimos anos no estado.

De acordo com o procurador de justiça Herbert Douglas Targino, autor do parecer, a entidade religiosa deve pagar cerca de R$ 300 mil como forma de reparar os danos causados por padres que cometeram práticas de abuso sexual contra crianças e adolescentes.

O processo em questão, que tramita no Tribunal de Justiça da Paraíba, tem como denúncia inicial o caso de um padre que atuou na paróquia de uma cidade a cerca de 91 km de João Pessoa. Na época, o padre respondeu pela suspeita de ter assediado pelo menos 20 adolescentes na cidade.

O procurador Herbert Targino explica que o padre é um autoridade da Igreja e que por conta disso ocupa um cargo de confiança, logo não poderia se utilizar desse privilégios para cometer atos ilícitos. “Neste caso, em específico, a indenização tem que ter caráter pedagógico. É uma forma de reparar todo dano causado pelo padre às pessoas que foram vítimas e também mobilizar a Arquidiocese a aumentar o rigor na vigilância de padres”, explica.

G1 entrou em contato com Arquidiocese da Paraíba por meio de sua assessoria. A entidade religiosa informou que não há fato novo e que até o início da manhã desta terça-feira não havia sido notificada oficialmente.

O processo segue no Tribunal de Justiça, na 1ª Câmara Cível, sob a relatoria do desembargador José Ricardo Porto.

G1

Novo proprietário de triplex do Guarujá tem condenação na Justiça da Paraíba

(Foto: João Amaro/G1)

Dono do lance que arrematou o triplex no Guarujá, o empresário Fernando Gontijo também tem pendências com a Justiça. Ele foi condenado em primeira instância pela Justiça Federal por improbidade no âmbito da Operação Confraria, deflagrada na Paraíba em 2005 contra fraudes em licitações na prefeitura de João Pessoa.

Além de Gontijo, outros oito sentenciados – entre eles, Cícero de Lucena Filho (PSDB), ex-governador do Estado e ex-prefeito de João Pessoa, que chegou a ser preso na ação da Polícia Federal – devem pagar multa de R$ 852 mil.

O valor é referente ao superfaturamento de obras públicas de infraestrutura bancadas com dinheiro de convênios entre a União e a prefeitura.

Na ação, Gontijo é apontado como representante da Via Engenharia em uma licitação que teria sido fraudada. Ele recorre da decisão no Tribunal Regional Federal da 5ª Região.

Ao jornal O Estado de S. Paulo, Gontijo afirmou que, em 2001, enquanto executivo da Via, assinou “um contrato na qualidade de procurador da empresa”. “O contrato estava parado, inativo, mas, infelizmente, a juíza liberou o procurador de outra empresa, houve uma confusão do meu nome com o de um acionista da empresa e acabou me condenando”, afirmou ele.

“Isso não faz o menor sentido, num contrato de 20 anos atrás. Infelizmente, a nossa Justiça é lenta, né?”, afirmou o empresário, que disse ter visto processo sobre os mesmos fatos ser arquivado na área criminal. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br