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71 mil brasileiros concentram 22% de toda riqueza; veja dados da Receita

economiaQue o Brasil é um país desigual estamos cansados de ouvir. Dados das declarações de imposto de renda divulgados neste mês pela Receita Federal ajudam a conhecer melhor a distribuição de renda e riqueza no país e mostram que menos de 1% dos contribuintes concentram cerca de 30% de toda a riqueza declarada em bens e ativos financeiros.

De 2012 para 2013, o número de brasileiros com renda mensal superior a 160 salários mínimos (maior faixa da pirâmide social pelos critérios da Receita) caiu de 73.743 para 71.440.

Esta pequena elite – que corresponde a 0,3% dos declarantes de IR – concentrou, em 2013, 14% da renda total e 21,7% da riqueza, totalizando rendimentos de R$ 298 bilhões e patrimônio de R$ 1,2 trilhão. Isso equivale a uma renda média individual anual de R$ 4,17 milhões e uma riqueza média de R$ 17 milhões por pessoa.

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Se adicionarmos a este grupo aqueles com renda mensal acima de 80 salários mínimos, chega-se a 208.158 brasileiros (0,8% dos contribuintes), que respondem sozinhos por 30%  da riqueza total declarada à Receita.

                                      Declarações de IR por faixa de renda – ano calendário 2013
Faixa de rendimento Nº de declarantes Riqueza em bens e direitos (em R$ bilhões)
Até 1/2 salário mínimo 1.268.688   91,710 (1,6%)
1/2 a 1 salário mínimo    518.341   28,848 (0,5%)
1 a 2 salários mínimos 1.075.827   63,828 (1,1%)
2 a 3 salários mínimos 2.692.915  162,665 (2,8%)
3 a 5 salários mínimos 7.882.026  489,764 (8,4%)
5 a 10 salários mínimos 7.300.376  757,644  (13%)
10 a 20 salários mínimos 3.522.174  863,635  (14,8%)
20 a 40 salários mínimos 1.507.344  946.215  (16,2%)
40 a 80 salários mínimos     518.567  703,606   (12,1%)
80 a 160 salários mínimos     136.718  453,223    (7,8%)
> 160 salários mínimos        71.440 1.264,340  (21,7%)
Total 26.494.416 5.825,478  (100%)

Receita libera pela 1ª vez tabelas com dados do IR
Os pesquisadores do Ipea Sérgio Wulff Gobetti e Rodrigo Octávio Orair destacaram em artigo publicado na sexta-feira (31), no jornal “Valor Econômico”, que os dados disponibilizados pela primeira vez pela Receita são um “presente à democracia” e mostram um avanço em termos de transparência.

Para a produção de seu livro best-seller “O Capital Século XXI”, o economista francês Thomas Piketty pediu acesso aos dados sobre a evolução da riqueza e imposto de renda no Brasil, mas não recebeu.

Procurada pelo G1, a Receita Federal informou que a novidade é que, além do relatório anual padrão sobre as declarações de imposto de renda das pessoas físicas, foram disponibilizadas também as tabelas em Excel com os dados dos relatórios do ano calendário 2007 ao 2013, atendendo a um pedido de pesquisadores e visando aumentar a transparência da divulgação dos dados. Ainda não há previsão, no entanto, da data da divulgação dos dados referentes ao IR do ano calendário 2014.

As tabelas da Receita mostram o número de declarantes distribuídos por 11 faixas de renda, além de informações como valores de rendimentos (isentos e tributáveis) recebidos e a soma do patrimônio declarado em cada uma das camadas da pirâmide social.

É possível saber também o número de contribuintes que receberam dividendos e a distribuição dos declarantes por ocupação. Clique aqui para ir à pagina da Receita Federal

Evolução do topo da pirâmide
Apesar do número dos ocupantes do topo da pirâmide social ter recuado em 2013, os dados da Receita mostram que a riqueza concentrada por essa faixa de contribuintes tem se mantido relativamente estável nos últimos anos. Em 2007, eram 66.596 pessoas com renda mensal superior a 160 salários mínimos, concentrando 15,8% da renda total e 22,2% da riqueza declarada.

Os dados revelam ainda que quem está nas camadas mais altas paga menos impostos, proporcionalmente à sua renda. Em 2013, do total de rendimentos da faixa que recebe acima de 160 salários mínimo, 35% foram tributados. Na faixa dos que recebem de 3 a 5 salários, por exemplo, mais de 90% da renda foi alvo de pagamento de imposto.

“O Brasil possui uma carga tributária equivalente à média dos países da OCDE, por volta de 35% do PIB, mas tributa muito pouco a renda, principalmente dos mais ricos, e sobretaxa a produção e o consumo”, afirmam os pesquisadores do Ipea.

Medidas para corrigir distorções
O Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) defende que a tributação sobre o lucro e o patrimônio é mais justa do que aquela que incide sobre o consumo e vendas e vem cobrando há anos uma maior desoneração das faixas dos contribuintes com menor renda.

Em sua passagem pelo Brasil no final do ano passado, Piketty defendeu um imposto mais alto sobre heranças com instrumento para diminuir o abismo entre os mais ricos e mais pobres Brasil.

Levantamento feito pelo G1 em janeiro apontou que a regulamentação do imposto sobre grandes fortunas tem apoio de pelo menos 59,8% dos deputados.

 

G1

Duas redes sociais concentram mais de 90% dos acessos no Brasil

youtube_facebookO Facebook foi a rede social mais acessada no Brasil no mês de novembro, concentrando 64,82% das visitas. O YouTube ficou em segundo lugar, com 26,04%. Somadas, as duas plataformas representam 91% dos acessos.

Os números são resultado de levantamento divulgado nesta quarta-feira, 17, pela consultoria Serasa Experian. Completa o pódio o Yahoo Respostas, com 1,47% de participação, em terceiro lugar. O ranking segue com Twitter (1,36%), Google + (0,70%), Instagram (0,54%), Habbo Brasil (0,47%), Badoo (0,36%), Bate-papo UOL (0,35%) e Linkedin, com 0,30% de participação.

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De acordo com a pesquisa, os jovens são os que mais acessam as redes sociais, sendo que a faixa etária de 18 a 24 anos representa 54,3% das visitas no período analisado. A liderança também do Sudeste, em termos geográficos. A região conta com 57,9% dos acessos, seguida pela região Sul (19,3%), Nordeste (15,6%), Norte (4,25%) e Centro-Oeste (2,9%).

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Na Paraíba, 33 cidades concentram 158 casos graves de dengue em 2012

Em 2012, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) registrou 158 casos graves de dengue em 33 municípios paraibanos. Na segunda-feira (17) a SES divulgou o penúltimo boletim sobre os casos de dengue no estado neste ano. De acordo com o boletim, dez pessoas morreram contaminadas pela doença na Paraíba. No ano passado, nove casos de morte por dengue foram contabilizados na Paraíba.[bb]

Foram notificados 11.374 casos de dengue até o dia 15 de dezembro. Deste total, 6.392 foram confirmados para Dengue Clássica; 2.531 descartados e 158 casos graves, sendo 119 Dengue clássica com complicações (DCC) e 39 Febre Hemorrágica da Dengue (FHD) e os demais casos seguem em investigação. Dos158 casos graves da doença registrados em 33 municípios, foram 39 de FHD e 119 de DCC.

A gerente executiva de Vigilância em Saúde da SES, Talita Tavares, afirmou que é necessário manter os cuidados e as medidas preventivas para se evitar a proliferação do mosquito. “As ações devem permanecer de forma contínua durante esse mês de dezembro e início do ano de 2013 e o olhar assistencial para o agravo deve ser permanente” destacou.

Ela explicou que os agentes de endemias dos municípios executam ações de campo de fundamental importância nos resultados do Levantamento de Índice Rápido (LIRAa). São esses técnicos que identificam quais são os depósitos predominantes (lixo,sucatas, entulhos e resto de construção) do Aedes Aegypti, seguidos por depósitos de água a nível do solo a exemplo de pneus e outros materiais.
Talita Tavares ressalta a importância de se desenvolver ações integradas de mobilização social e manejo ambiental com as demais secretarias municipais para o controle mais efetivo da dengue.[bb]

De acordo com a SES, a dengue é uma doença dinâmica que pode evoluir rapidamente de uma forma para outra. Assim, um quadro de dengue clássica, em dois ou três dias podem surgir sangramentos e sinais de alerta sugestivos de maior gravidade. Daí surge à necessidade da notificação dos casos graves em até 24 horas de acordo com a Portaria 104 do Ministério da Saúde. Esses dados devem ser comunicados ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), pelo telefone (83) 8828-2522 (plantão 24 horas).

G1

Relatório da SES, aponta 10 municípios paraibanos que concentram 70% dos casos de dengue registrados no Estado

Apenas dez municípios têm concentrado o número de notificações dos casos de dengue na Paraíba neste ano.

Conforme relatório divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), os municípios de João Pessoa, Cabedelo, Patos, Bayeux, Catolé do Rocha, Sousa, Uiraúna, Vista Serrana, Santa Rita e Teixeira acumulam 70% dos casos registrados até o início desse mês. Desses, os que apresentaram o maior número de notificações foram João Pessoa, com 4.159 registros, seguida por Cabedelo, com 1.435 notificações, Patos (473), Bayeux (246) e Catolé do Rocha (185 casos).

Conforme a SES, em todo o Estado, até setembro, foram realizadas 10.407 notificações, sendo que destas, 2.162 já estão descartadas. Os dados apontam que 4.827 notificações foram relacionadas aos casos de dengue clássica, 111 de dengue com complicação e 46 casos de febre hemorrágica.

De acordo com a gerente -executiva de Vigilância em Saúde da SES, Talita Tavares, em comparação com o mesmo período do ano passado, houve uma redução no número de notificações, uma vez que em 2011 foram registrados 15.285 casos da doença, o que implica em uma redução de quase 32% em 2012.

“O normal é que não haja os casos, mas apesar dessas cidades registrarem muitos casos, nós já estamos desenvolvendo medidas de prevenção para que haja uma redução. Não existe um padrão de ocorrência, mas estamos empenhados para reduzir esses registros”, explicou a gerente.

Entre as medidas indicadas pela secretaria que serão intensificadas nas cidades que apresentam mais casos registrados estão o controle da doença através de ações que envolvem a vigilância ambiental, como a visita periódica dos agentes ambientais às casas, e a educação ambiental.

A gerente-executiva de Vigilância em Saúde da SES informou ainda que desde o início do ano os técnicos do Setor de Vigilância Epidemiológica foram capacitados para realizar o manejo clínico da doença.

Com relação aos casos notificados neste ano em todo o Estado, a SES ainda apontou que a faixa etária com maior incidência de dengue foi de 20 a 39 anos, dos quais 61% são do sexo feminino e 39% do sexo masculino.

Jornal da Paraíba