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Quinto óbito de morador de Araruna por complicações da Covid é registrado no boletim de João Pessoa

Nessa semana, faleceu mais um morador da cidade de Araruna-PB com complicações causadas pelo coronavírus. Com ele, o município passa a acumular cinco óbitos acarretados pelos problemas da Covid.

Edgar Tertuliano vivia em Araruna e era casado com uma moradora do município. Hipertenso, o cidadão foi transferido e internado na cidade de Guarabira, onde veio a falecer na última quinta(02). Ele ainda aguardava uma transferência para a UTI, em João Pessoa.

A Prefeitura de Araruna não emitiu quaisquer informações sobre esse caso, o que intrigou os moradores.

O fato é que o óbito foi registrado na cidade de João Pessoa-PB, porque seu cartão do SUS estava registrado na Capital paraibana.

Mesmo sem esse caso, Araruna liderava o índice de letalidade entre 11 municípios da região, segundo uma pesquisa que considerava dados oficiais divulgados até o dia 2 de julho.

 

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Chikungunya pode causar complicações vasculares crônicas e irreversíveis, diz pesquisa

chikungunyaA febre chikungunya, provocada pelo mosquito Aedes aegypti, pode causar problemas vasculares crônicos e irreversíveis. A constatação partiu da segunda fase da pesquisa ‘Complicações Vasculares na Febre Chikungunya’, idealizada por profissionais do Serviço de Cirurgia Vascular do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC UFPE). Segundo a pesquisa, 50% dos pacientes persistiram com inchaço nas pernas mesmo após a fase aguda da doença provocada pelo mosquito.

A cirurgiã vascular do HC, que está à frente do estudo, Catarina Almeida, explicou que, logo na primeira fase da pesquisa (realizada de março a junho de 2016), 32 pacientes se submeteram ao exame de linfocitigrafia (procedimento que permite avaliar o funcionamento do sistema linfático). Desses, 86% apresentaram características de acometimento da circulação linfática devido à chikungunya, com inchaços nos membros inferiores.

Noventa dias após a realização do primeiro exame, na segunda etapa da pesquisa, foi observado na avaliação clínica que 16 pacientes persistiram com os inchaços (mesmo após a fase aguda da doença). Vinte nove pacientes voltaram a ser acompanhados dos quais 20 repetiram a linfocitigrafia e foi constatado que 65% deles tiveram uma piora em seu quadro, demonstrando que a chikungunya pode provocar doenças vasculares crônicas, como linfedemas (acúmulo de líquido devido ao bloqueio do sistema linfático).

“O estudo apresenta uma nova manifestação da febre chikungunya que é o inchaço de causa linfática e mostra, pela primeira vez, a cronificação dessas manifestações. O linfedema não tem cura. O paciente irá tentar controlar o inchaço dos membros inferiores por meio de fisioterapia com drenagem linfática e uso de meias”, explicou.

A pesquisa, por descrever algo inédito, pode ajudar a orientar o diagnóstico e o tratamento para diminuir o inchaço e a dor. “Uma vez que se torna possível o diagnóstico precoce desse inchaço, é possível a gente instituir o tratamento antecipado e evitar complicações”, acrescentou Catarina.

A pesquisa foi desenvolvida por Catarina em conjunto com o chefe do Serviço de Cirurgia Vascular do HC, Esdras Marques, a cirurgiã vascular Gabriela Buril, a chefe do Serviço de Medicina Nuclear da unidade, Simone Brandão, e os especialistas em cardiologia Monica Becker e Roberto Buril.

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Quais as complicações da gripe se não tratada corretamente?

gripeTodo mundo se lembra com um sorriso no rosto da vovó dizendo “cuidado com a friagem, menino! Se esta gripe te pega…”. Para as avós e bisavós que testemunharam a gripe espanhola em 1918, uma pandemia causada pelo vírus influenza H1N1 na qual morreram cerca de 3% da população do mundo, não era mesmo exagero se preocupar tanto com a gripe. E não, a gripe não é coisa de idosos e tampouco de antigamente. A gripe atinge a todos e outras epidemias aconteceram (e continuarão a acontecer) depois de 1918. Assim, preocupar-se com gripe é um assunto extremamente atual.

Em geral, a gripe é uma doença autolimitada, denominação complicada para dizer que ?passa sozinha?. Outra vez, tinha razão a vovó, que receitava chá e cama para as gripes. Hidratação, medicamentos para a febre e para a dor e, alguns dias depois, a gripe vai embora. No entanto, em alguns casos, a gripe pode complicar. Segue aqui uma lista das pessoas e situações com risco aumentado de sofrer complicações da gripe:

pessoas com idade acima de 65 anos
crianças pequenas
pessoas institucionalizadas
gestantes e puérperas
obesos
portadores de doenças cardíacas crônicas (mas não hipertensão arterial)
pessoas com asma
pessoas com diabetes
pessoas com insuficiência renal ou hepática
pessoas com anemia falciforme
pessoas com câncer ou outras imunossupressões
pessoas vivendo com HIV

Pacientes nestas condições devem sempre procurar atendimento médico na suspeita de gripe.

Agora, a pergunta é: como saber se é gripe? Via de regra, a gripe é uma doença aguda, que chega sem aviso prévio, com febre, dor de cabeça, dor no corpo, coriza, mal-estar e tosse. Para as pessoas do grupo de maior risco, é indicado (além do chá e da cama), o uso de medicamentos específicos para a gripe, chamados antivirais. Sabe-se que mesmo usando esses antivirais, algumas pessoas podem precisar ficar internadas, especialmente quando a gripe atinge também os pulmões.

O próprio vírus da gripe pode causar inflamação nos pulmões (pneumonite viral) e pode ainda propiciar o desenvolvimento de outras pneumonias, causadas por bactérias. Em geral, esta é a principal causa de internação e de óbito por gripe. Lembre-se que apenas uma minoria das pessoas com gripe vai ter pneumonite ou pneumonia e apenas uma minoria desta minoria vai morrer. Mas, ainda assim, é importante saber quem deve procurar ajuda médica antes mesmo de ficar grave. Pessoas não listadas acima, mas que cursem com gripe, falta de ar ou quadro que se arraste por mais de cinco a sete dias, também devem procurar um médico.

A vacina protege, não prejudica. Mas porque o vírus da gripe vive em constante mutação, também a vacina tem que ser atualizada todos os anos.
A arma com a qual a vovó não contava, no entanto, era a vacina. Eficaz e com mínimos efeitos adversos, ela é recomendada, pelo menos, para as pessoas com maior risco de complicações. Para as outras pessoas, receber a vacina não faz mal nenhum e ela deve ser aplicada, se disponível.

Para quem se preocupa com a história de “tomei vacina e peguei uma gripe que me derrubou”, é importante saber que a vacina da gripe é feita com um pedacinho do vírus. Um punhadinho de fubá sem o ovo, fermento e manteiga – não há vovó que transforme em bolo. Assim, a vacina da gripe não poderia, ainda que quisesse, causar gripe.

Como qualquer vacina, pode causar dor no local da picada e eventualmente acarretar em febre nos dias seguintes à aplicação. Acontece que se recomenda que a vacina seja aplicada no outono, antes da chegada do inverno, quando os casos de gripe costumam aumentar. Muitas vezes, quando nós somos vacinados para gripe, já há muitos outros vírus respiratórios circulando. Numa coincidência, depois da vacina, um desavisado apanha um resfriado e sai por aí culpando a vacina.

A vacina protege, não prejudica. Mas porque o vírus da gripe vive em constante mutação, também a vacina tem que ser atualizada todos os anos. A cada ano, um esforço mundial de cientistas colhe amostras em vários centros tentando determinar quais tipos de vírus influenza estão circulantes. As vacinas são desenvolvidas com base nas informações colhidas por estes laboratórios-sentinela. E, a cada ano, é necessário revacinar com a vacina da vez.

E antes que me perguntem se a vovó tinha razão em implicar com o cabelo molhado, o vento frio e o sorvete: nada disso causa gripe. Mas (não estou aqui para tirar razão de vovó nenhuma), é possível que choques térmicos, ao alterar o funcionamento de mecanismos protetores nas vias respiratórias, possam não ser exatamente uma boa ideia, especialmente no inverno, tempo de gripe.

minhavida

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Após cirurgia, Pinto do Acordeon passa bem, mas família ainda teme complicações por diabetes

pinto-do-acordeonO cantor e compositor paraibano Pinto do Acordeon, 65, passou por uma angioplastia na tarde desta terça-feira (30). Ele estava em casa e passou mal, sendo conduzido pela família para o Hospital Imip, em Recife, onde passou pela cirurgia.

 

Segundo o filho do cantor, Miguel, a cirurgia acabou ainda há pouco e Pinto está bem. “Ele está consciente. Nossa maior preocupação é com a diabetes”, explicou.

 

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Os médicos não deram uma previsão da saída do cantor do hospital. “Ele vai ficar em observação. Queremos evitar o risco de ter que amputar a perna. Por isso, por ser um momento delicado, ele ficará em observação ainda um tempo”, disse o filho do cantor.

João Thiago

 

Cássio e mais 11 pré-candidatos a governos estaduais podem ter complicações com Lei da Ficha Limpa

cassioSegundo levantamento da CBN feito com base em informações de procuradores eleitorais e da ONG Transparência Brasil, grupo apresenta condenações na Justiça e pode ter a candidatura questionada.

O Ministério Público Federal já tem munição para processar cerca de 30 mil políticos fichas sujas se eles forem candidatos nas eleições deste ano. O banco de dados não pode ser acessado pelo eleitor, mas com base em informações de procuradores eleitorais e da ONG Transparência Brasil, a reportagem da CBN chegou a uma lista de 12 pré-candidatos ao cargo de governador que podem ter complicação com a Lei da Ficha Limpa, pois têm condenações na Justiça. O prazo para que procuradores questionem a candidatura é curto, de apenas cinco dias após o registro do candidato. Por isso, dados fornecidos pelos tribunais e entidades de controle são tão importantes, como ressalta o procurador do DF Elton Gershel:

“Nós temos que fazer um trabalho histórico para pesquisar essas decisões. Nada impede que alguém que tenha tido uma decisão no Amapá ou Roraima seja candidato no Rio de Janeiro.”

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Os ex-governadores Cássio Cunha Lima, da Paraíba, e Marcelo Miranda, no Tocantins, já foram condenados por colegiado e já esgotaram os recursos na esfera eleitoral, mas ainda acham que é possível o Supremo Tribunal Federal reverter a decisão. Até mesmo quem foi condenado só em primeira instância pode ter o mandato questionado – se eleito – e depois ter a condenação confirmada em segunda instância. É o caso de Antony Garotinho, César Maia e Luiz Fernando Pezão, todos do Rio, que têm recursos na Justiça. Em Brasília, o ex-governador José Roberto Arruda foi condenado pelo mensalão do DEM e também tenta reverter a decisão de primeira instância, apesar de já ter anunciado que quer voltar ao comando da capital do país. Em Goiás, o pré-candidato ao governo Vanderlan Cardoso foi condenado por improbidade administrativa cometida quando era prefeito de Senador Canedo. Um dos criadores da legislação, o juiz Marlon Reis observa que, apesar dos anúncios de candidatura, o eleitor não pode se confundir.

“A população precisa acompanhar isso de perto. Há políticos que sabem que são inelegíveis, mas se dizem elegíveis para manter o grupo político com eles”, explica.

Em Rondônia, Expedito Júnior, que foi barrado em 2010, pretende concorrer este ano porque o prazo de inelegibilidade termina justamente às vésperas das eleições, em outubro. Para quem cometeu irregularidades nas contas de prefeituras, a Justiça Eleitoral tem decisões diferentes quanto à validade das condenações oriundas dos tribunais de contas, e não das assembleias legislativas – o que vai ser decidido pelo STF. Em Sergipe, Jackson Barreto, que tenta a reeleição, teve as contas de quando era prefeito de Aracaju questionadas. No Ceará, Luiziane Lins, e no Rio Grande do Sul, Tarso Genro também foram alvos de condenações por atos em prefeituras. Para o procurador eleitoral Rômulo Moreira, há uma relação de dependência das câmaras municipais com o Executivo.

“A imensa maioria dessas contas sequer é julgada nas câmaras. E, em muitos casos, as câmaras são cooptadas pelos prefeitos”, afirma Moreira.

Partidos chegam a anunciar pré-candidatos fichas sujas porque são populares e apostam em recursos que atrasam uma decisão final da Justiça. O TSE informou que, do ano passado até agora, recebeu apenas quatro consultas sobre a aplicação da Ficha Limpa, uma delas do pré-candidato ao governo de Santa Catarina Paulo Bauer. Ele perguntou se um candidato condenado por abuso de poder econômico poderia ser alcançado pela lei.  O TSE disse que não poderia responder, porque considerou a pergunta genérica.

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CBN

OMS: mais de 800 mulheres morrem por dia em complicações da gravidez

gravidasMais de 800 mulheres morrem todos os dias devido a complicações na gravidez e no parto, mostra a Organização Mundial da Saúde (OMS) em dados divulgados hoje (6). A mortalidade materna, no entanto, registra redução de 45% desde 1990.

Segundo a OMS, 289 mil mulheres morreram em 2013 devido a complicações relacionadas à gravidez e ao parto. Em 1990, foram 523 mil mortes.

A quase totalidade das mortes maternas (99%) ocorre em países em desenvolvimento e um terço do total é regitrado em apenas dois países: a Índia (50 mil) e a Nigéria (40 mil). De acordo com a OMS, a região mais perigosa para se ter um filho é a África Subsaariana.

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A taxa de mortalidade materna nos países em desenvolvimento em 2013 foi 230 por 100 mil nascimentos, enquanto nos países desenvolvidos foi 16 por 100 mil nascidos vivos.

A organização, sediada em Genebra, alerta para as grandes disparidades entre os países – com alguns registrando taxas de mortalidade materna extremamente elevadas, de 1.000 por cada 100 mil nascidos vivos – e também entre pobres e ricos dentro de alguns países.

Outro estudo da agência da ONU para a saúde, publicado hoje na revista The Lancet Global Health revela que uma em cada quatro mortes se deve a complicações previamente existentes, como diabetes, HIV, malária ou obesidade, cujos impactos são agravados pela gravidez.

Um quarto das mortes deve-se a hemorragia severa. Outras causas identificadas são a hipertensão induzida pela gravidez (14%), as infeções (11%), obstruções e outras complicações no parto (9%), complicações relacionadas com o aborto (8%) e coágulos sanguíneos (3%).

“Juntos, os dois relatórios destacam a necessidade de investir em soluções comprovadas, como cuidados de saúde de qualidade para todas as mulheres durante a gravidez e o parto, e cuidados especiais para grávidas com problemas clínicos pré-existentes”, disse a diretora-geral adjunta da OMS para a Saúde da Família, Mulher e Criança, Flavia Bustreo, citada em comunicado da OMS.

Outro alerta da organização é sobre a falta de dados rigorosos relacionados à mortalidade materna. Apesar de ter aumentado o conhecimento sobre o número de mulheres que morrem e as razões das mortes, muitos dados ainda não são registrados. “Trinta e três mortes maternas por hora são 33 mortes a mais”, disse o diretor de Saúde, Nutrição e População do Banco Mundial, citado no comunicado.

“Precisamos documentar cada um desses acontecimentos trágicos, determinar as suas causas e iniciar ações corretivas urgentemente”, acrescentou Bustreo.

AGÊNCIA BRASIL

#Clandestinas: 1 milhão de abortos clandestinos e 250 mil internações por complicações por ano

“A gente não classifica um problema como sendo de saúde pública se ele não tiver ao menos dois indicadores: primeiro não pode ser algo que aconteça de forma rara, tem de acontecer em quantidades que sirvam de alerta. E precisa causar impacto para a saúde da população. Nós temos esses dois critérios preenchidos na questão do aborto no Brasil mas essa é uma ótica nova” explica o ginecologista e obstetra representante do Grupo de Estudos do Aborto (GEA) Jefferson Drezett (foto), que há mais de 10 anos coordena um serviço de abortamento legal no país. (Leia entrevista na íntegra aqui). “Só para contextualizar nós temos hoje, segundo a OMS, 20 milhões de abortos inseguros sendo praticados no mundo. Por aborto inseguro, a Organização entende a interrupção da gravidez praticada por um indivíduo sem prática, habilidade e conhecimentos necessários ou em ambiente sem condições de higiene. O aborto inseguro tem uma forte associação com a morte de mulheres – são quase 70 mil todos os anos. Acontece que estas 70 mil não estão democraticamente distribuídas pelo mundo; 95% dos abortos inseguros acontecem em países em desenvolvimento, a maioria com leis restritivas. Nos países onde o aborto não é crime como Holanda, Espanha e Alemanha, nós observamos uma taxa muito baixa de mortalidade e uma queda no número de interrupções, porque passa a existir uma política de planejamento reprodutivo efetiva”.

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O Uruguai, que descriminalizou o aborto em outubro de 2012, também tem experimentado quedas vertiginosas tanto no número de mortes maternas quanto no número de abortos realizados. Segundo números apresentados pelo governo, entre dezembro de 2012 e maio de 2013, não foi registrada nenhuma morte materna por consequência de aborto e o número de interrupções de gravidez passou de 33 mil por ano para 4 mil. Isso porque, junto da descriminalização, o governo implementou políticas públicas de educação sexual e reprodutiva, planejamento familiar e uso de métodos anticoncepcionais, assim como serviços de atendimento integral de saúde sexual e reprodutiva.

Jefferson coloca ainda que atualmente no Brasil, acontecem cerca de um milhão de abortos provocados e 250 mil internações para tratamento de complicações pós abortamento por ano. “É o segundo procedimento mais comum da ginecologia em internações. Por isso eu digo: o aborto pode ser discutido sob outras óticas? Deve. Não existe consenso sobre este tema e nunca existirá porque há um feto. Mas não há como negar que temos aí um problema grave de saúde pública e que a lei proibitiva não tem impedido que as mulheres abortem mas tem se mostrado muito eficaz para matar essa mulheres”.

Adital

Médico aponta anabolizantes como causa de complicações em Netinho

netinhoO Fantástico mostra os bastidores do drama de um ídolo da música brasileira. O que está acontecendo com cantor Netinho, internado, em estado grave?

Desde a madrugada da última sexta-feira (3), Netinho luta pela vida no segundo andar do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Ele já respira naturalmente, sem a ajuda de aparelhos. Mas o quadro continua grave.

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O drama de Netinho começou no mês passado, em Salvador, na Bahia. Tudo começou com uma dor forte na coxa direita. Netinho, praticante de musculação, sentiu a perna após um treino. Procurou a emergência de um hospital no dia 18 de abril. Depois de uma série exames, os médicos constataram uma lesão incomum: o rompimento do músculo ilíaco.

“Não foi encontrada lesão parecida na literatura avaliada até agora”, afirma o médico de Netinho, Jackson Noya.

Para tentar entender o que estava acontecendo, o Dr. Jackson Noya, médico de Netinho há sete anos, decidiu fazer mais exames. Numa ressonância da área do abdômen, a descoberta: alterações no fígado.

“Havia sinais de um problema hepático, que foi descoberto de uma forma incidental”, explica o cirurgião Jorge bastos.

Os médicos realizaram uma biópsia hepática. Orientado por imagens de tomografia, o médico insere uma agulha e perfura o fígado. Dali, retira um pedaço, uma amostra.
Depois que o procedimento termina, é normal acontecer um pequeno sangramento.

É o que explica um especialista da Universidade de São Paulo, em entrevista ao repórter José Roberto Burnier.

“Qualquer biópsia no fígado é um método que é minimamente invasivo. Você está introduzindo uma agulha num órgão que é esponjoso”, diz  Flair Carrilho, Presidente da Faculdade de Medicina da USP.

O cantor foi mantido em observação por mais 24 horas. Na noite de 23 de abril, teve alta e voltou para casa. Mas horas depois, ao sentir muitas dores no abdômen, precisou voltar ao hospital.

“Comprovou-se que havia realmente um sangramento dessa área que foi biopsiada”, conta o Dr. Jorge Bastos.

“O sangramento aconteceu após 24 horas, isso é muito atípico”, afirma o médico hepatologista Raymundo Paraná.

“Alguma coisa aconteceu que motivou esse sangramento tanto tempo depois”, avalia o Dr. Jorge.

Em geral, quando há um sangramento em decorrência da biópsia, o próprio fígado estanca esse sangue. É uma defesa natural do corpo. Mas não foi o caso de Netinho.

Uma hemorragia muitas horas depois da biópsia, um rompimento muscular raro dias antes. Os médicos começaram a suspeitar de que poderia haver uma causa única que estava provocando todos esses problemas.

É provável que tenha o uso de algum medicamento que inclusive já havia sido prescrito pra ele pra estimular o crescimento muscular, como hormônios anabolizantes. Várias substâncias que são utilizadas para a fisicultura. E eventualmente algumas que são utilizadas também supostamente para reverter ou deter o envelhecimento”, analisa o médico Jorge Bastos.

“Nós temos prescrições médicas, de médicos fora da Bahia, que foram prescritas diversos medicamentos desse tipo pra ele”, completa o médico.

Esteróides e anabolizantes, usados para enrijecer a musculatura. Remédios antienvelhecimento, que incluem hormônios como a testosterona e a progesterona, e o GH, o hormônio do crescimento.
O uso dessas substâncias com fins estéticos é proibido pelo Conselho Federal de Medicina

“Essas drogas podem produzir dilatações no sistema muscular do nosso fígado”, explica Flair Carrilho.

Esse coquetel tóxico, segundo os médicos fez com que os vasos do fígado de Netinho se dilatassem.  As substâncias também dissolvem os coágulos que ajudam a estancar o sangue. Com isso, ocorrem hemorragias.

A equipe médica do Hospital de Salvador diz que soube do uso do coquetel só depois da complicação na biópsia.

“Nós não tivemos todas as informações necessárias para alguns procedimentos ou alguma possíveis precauções de procedimentos imediatos”, conta Dr. Jackson Noya.

O Fantástico procurou a família do cantor, mas ninguém quis comentar o assunto. A hemorragia foi estancada. Netinho se recuperava bem e ia receber alta. Mas, na madrugada do dia 5 de maio, voltou a sentir dores.

Os médicos resolveram fazer uma cirurgia e encontraram muito sangue na região abdominal. E uma infecção provocada por duas bactérias que saíram do intestino e foram para o fígado.

Foi feita uma limpeza da região abdominal. Ele foi para a UTI. Segundo os médicos baianos, seu estado era grave, mas estável. Até que, na última quinta-feira, a família decidiu transferir o cantor para um hospital em São Paulo.

o cantor Netinho está sendo tratado pela equipe do Doutor Roberto Kalil Filho.

“Ele apresenta uma melhora discreta do quadro. Então, a equipe médica, com todo o cuidado, está bastante otimista. Não há nenhuma previsão neste momento de ele sair da UTI”, diz o médico Roberto Kalil Filho.

Neste domingo, uma das irmãs do cantor o visitou no hospital. “Ele está reagindo bem, já sorriu. E ele sabe sorrir com os olhos também, tudo que a gente pergunta ele responde com os olhos”, conta a irmã de Netinho, Claudia.

Amigos do cantor estão torcendo pela melhora. Querem vê-lo de volta aos palcos, onde Netinho pisou pela primeira vez em 1986, com a Banda Beijo. Em 1993, partiu para carreira solo.

Três anos depois, rodou o Brasil cantando seu maior sucesso: “Mila”.

Em 2010, numa entrevista polêmica ao Fantástico, Netinho revelou que era bissexual. Netinho está concluindo a gravação de um novo álbum.

“Estou te esperando aqui para gente terminar nossa música, fique bom logo e vamos arrasar”, diz a cantora Claudia Leite.

“Que ele se recupere logo, que volte aos palcos, que ele leve alegria que sempre levou para o Brasil inteiro”, diz Manno Góes.

“Que a gente não perca de vista a fé, que ele cantou em tantas canções. Podia cantar Gil pra ele. Andar com fé eu vou, porque a fé não costuma falhar”, diz Daniela Mercury.

 

 

fantastico

Dados mostram que, na Paraíba, 316 mães morrem por complicações no parto

Imagem: Rizemberg Felipe

Nos últimos 13 anos, 316 mulheres morreram na Paraíba, após apresentarem complicações no parto, segundo dados do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Só entre janeiro e agosto de 2012 foram 16 registros. Entre as principais causas está a ausência ou a má realização dos exames de pré-natal, considerados importantes ferramentas para reduzir óbitos de gestantes e de recém-nascidos. O sistema da SES disponibiliza registros de mortalidade materna ocorridos entre 1999 e 2012.

Os números mostram que a incidência no Estado era inferior a 20 casos por ano. No entanto, os registros começaram a subir em 2003 (quando houve 31 mortes), mas o número de casos começou a apresentar queda nos 5 anos seguintes. Já em 2009, os casos voltaram a crescer e chegaram a 32. Em 2010, foram 28 óbitos e em 2011, houve 27 registros.

João Pessoa é a cidade que registrou o maior número de mortes maternas do Estado, segundo dados da SES. Das 316 mortes maternas ocorridas entre 1999 e 2012 na Paraíba, 52 foram apenas na capital. Para reduzir esses óbitos, a Secretaria de Saúde de João Pessoa intensificou as ações que buscam incentivar as mulheres a realizarem consultas médicas e exames de pré-natal com regularidade na cidade.

Segundo a coordenadora da Área Técnica de Saúde da Mulher, Meirhuska Mariz Meira, o Ministério da Saúde preconiza que as gestantes façam, no mínimo, seis procedimentos médicos desse tipo durante os nove meses de gestação. No entanto, em João Pessoa, as mulheres são orientadas a se submeterem a uma quantidade maior de exames. “As mulheres que realizam sete ou mais consultas são avaliadas pela Secretaria de Saúde e todas as informações sobre a saúde dela e do bebê são colocadas no cartão de saúde que acompanha a gestação”, diz.

A especialista explica que a recomendação do órgão de saúde é que as mulheres realizem as consultas médicas e os exames necessários uma vez a cada 30 dias, durante os seis primeiros meses de gravidez. A partir do sexto mês de gestação, o procedimento precisa ser feito a cada 15 dias. E, no último mês de gravidez, a periodicidade passa a ser semanal. “As consultas médicas e os exames de pré-natal podem ser feitas nas unidades do Programa de Saúde da Família (PSF), de forma mais simplificada. Mas, se esses profissionais detectarem algum grave problema de saúde na paciente, é feito um encaminhamento para uma unidade de atendimento de risco”, salienta Meirhuska Meira.

Assistência
Em João Pessoa, existem cinco instituições de saúde especializadas em atender pacientes com gravidez consideradas de alto risco. Essas unidades são as maternidades Cândida Vargas e Frei Damião, o Hospital Universitário Lauro Wanderley (que funciona nas instalações da Universidade Federal da Paraíba) e as dos Centros de Atenção Integrada à Saúde (Cais) instalados em Jaguaribe e no Cristo Redentor.

“Nesses locais, as gestantes são acompanhadas por uma equipe multidisciplinar, composta por médicos de várias especialidades, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos e nutricionistas, que fazem o tratamento das doenças diagnosticadas e acompanham a gestação até o final, reduzindo, assim, os riscos de complicações no parto”, declarou a coordenadora.

Foram esses cuidados que garantiram a saúde da dona de casa Ana Dayse da Silva, 24 anos. Há cinco meses, ela deu à luz a terceira filha, que chegou ao mundo com saúde, através de um parto natural.

“Meus três filhos foram todos de parto normal e todos chegaram com saúde. Graças a Deus, nunca tive problemas com os partos.

Sempre fiz meus exame de pré-natal direitinho, segui todas as orientações que o médico dava e acho que isso ajudou muito.

Sempre aconselho a outras mulheres que façam isso também porque isso é uma forma de preservar a saúde dela e de seu filho”, afirma.

jornaldaparaiba