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Equipe de TV é presa com cocaína falsa durante gravação de reportagem

drogasUma equipe da TV Centro América, afiliada da TV Globo no Mato Grosso, foi detida na noite desta segunda-feira (12), na rodovia BR-070, entre Cáceres e a Bolívia, segundo o Gefran (Grupo Especial de Fronteira).

O órgão afirmou, em entrevista ao R7, que dois veículos, Gol e Parati, foram revistados pelos policiais militares, por volta das 19h. No interior do carro “foram encontrados vários invólucros com fita crepe contendo material esbranquiçado análogo à cocaína” – o policial acrescenta que seriam 240 kg do material suspeito.

O repórter Alex Bezerra Barbosa, Juacir Rodrigues de Queiroz, Flávio Alves Coelho e o boliviano Ygnacio Roman Erravas foram detidos e conduzidos para a PF (Polícia Federal) da cidade de Cáceres. Lá, a equipe da TV Globo prestou depoimento e foi liberada. A PF afirma que foi feito o narcoteste com a substância para confirmar se era ou não cocaína e o resultado deu negativo.

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Em depoimento à polícia, o repórter Barbosa afirma que a equipe estava fazendo uma matéria, a nível nacional, sobre a fragilidade da segurança fronteiriça brasileira. Barbosa acrescentou na declaração que a substância dentro do invólucro seria pó de gesso.

 

R7

Cocaína mata mais homens que mulheres

cocainaOs homens foram quatro vezes mais vítimas de overdose de cocaína no Estado de São Paulo em 2013 do que as mulheres. A conclusão é de um estudo acadêmico que traçou o perfil das pessoas que tiveram a morte associada ao uso abusivo da droga naquele ano. O trabalho também apontou que a maioria das vítimas é economicamente ativa e tem baixo grau de instrução. As faixas etárias predominantes estão entre 19 e 30 anos e entre 31 e 40 anos.

Autora do estudo, a biomédica Alessandra Lapenta explica que ele foi realizado a partir da análise de dados do Núcleo de Toxicologia Forense da Superintendência da Polícia Técnico-Científica do Estado e considerou os registros feitos na capital, na região metropolitana e no interior. Este tipo de recorte, enfatiza, é inédito.

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Em todos os 1.685 boletins de ocorrência avaliados pela biomédica, as vítimas apresentavam cocaína no sangue, mas somente em 88 casos foi possível relacionar, com certeza, o óbito ao consumo do entorpecente. Do total de mortes por overdose, 86,4% foram de homens.

A maioria dos registros aconteceu na capital (46,6%). O interior aparece logo atrás, com 34,1%. A Grande São Paulo contabilizou 19,3% das ocorrências. Um detalhe surpreendeu Alessandra: usuários esporádicos, em geral, estão mais sujeitos a morrer em razão do abuso de cocaína.

— Apesar de a maior parte de usuários estar concentrada no centro de São Paulo, onde há a Cracolândia,  lá é a área em que houve menos mortes. Normalmente, as crises de overdose que observamos foram picos muito altos. São pessoas que não costumam usar a droga frequentemente.

Dose fatal

A partir da quantidade de 0,7 micrograma por mililitro de sangue, a cocaína é considerada potencialmente letal. Dos 88 casos analisados, 17 estavam na faixa de 0,7 a 1 µg/ml — o valor verificado em uma overdose clássica é de 0,9.  A maioria — 68,1% do total — apresentou concentração entre 1 e 5 µg/ml.

Os 11 casos em que foram encontradas concentrações superiores a 5 µg/ml mereceram atenção especial da biomédica. Um deles envolveu o que, no jargão do tráfico, é chamado de “mula” — pessoa contratada para transportar a droga dentro do próprio corpo.

— Ela ingere a cápsula que, muitas vezes, rompe [o que geralmente provoca intoxicação aguda]. Foi achada com uma quantidade de cocaína muito absurda [no organismo].

Uma parcela das mortes aconteceu dentro de unidades prisionais do Estado, segundo constatou o trabalho, sendo que dois internos vitimados teriam sido obrigados a ingerir uma mistura apelidada de “Gatorade” — ela contém diferentes drogas, incluindo a cocaína. Ainda conforme o trabalho, “há relatos de que organizações criminosas inseridas nos presídios se utilizariam desse subterfúgio para provocar a morte simulando uma overdose”.

— A cocaína em qualquer via de administração, oral ou intravenosa, é tóxica. Não precisa de uma quantidade de 0,7 micrograma por mililitro de sangue para ela ser tóxica por via oral. Só não morre em uma situação dessa se a quantidade da droga for muito baixa.

De acordo com Alessandra, uma das conclusões do estudo, que teve como um dos orientadores o perito criminal Julio Ponce, é de que a morte por overdose do entorpecente é um problema tanto de saúde quanto de segurança públicas. O trabalho destaca a necessidade de políticas voltadas para o grupo em que há mais registros de óbitos.

R7

Aécio ainda não vê vínculo entre deputado e helicóptero com cocaína

Senador e presidenciável tucano diz que caso deve ser rapidamente esclarecido. Sobre escândalo do Metrô de São Paulo, diz desejar apuração ‘profunda’ de todas as denúncias e critica Cardozo

Christian Tragni/Folhapress
aecio_Christian-Tragni_Folh.jpgAécio entende que Perrella deve prestar informações para encerrar rapidamente o episódio

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O senador Aécio Neves (PSDB), provável candidato à presidência da República em 2014, disse na sexta-feira (29/11) em São Paulo que ainda não vê ligação do deputado estadual Gustavo Perrella (Solidariedade-MG) com a “questão” na qual é implicado. Perrella, filho do senador Zezé Perrella (PDT-MG), é dono do helicóptero apreendido em uma fazenda no município de Afonso Cláudio, Espírito Santo, com 443 quilos de cocaína no último domingo (24). “Ele tem que explicar. Até hoje não ouvi nada que o vinculasse a essa questão. Temos que dar a ele direito de defesa, mas é preciso que seja rapidamente esclarecido”, afirmou, após almoço no Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), na Vila Clementino, zona sul da capital.

O deputado federal Fernando Francischini (Solidariedade-PR) afirmou que vai pedir ao presidente do partido, Paulinho da Força, o afastamento de Gustavo Perrella do partido.

Aécio falou também sobre as denúncias da formação de cartel e de corrupção no Metrô de São Paulo, trazidas à tona pela multinacional alemã Siemens ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

O presidenciável voltou a dizer serem falsos os documentos nos quais são citados três secretários do governador Geraldo Alckmin (PSDB) que poderiam estar ligados ao esquema do lobista Arthur Teixeira: José Aníbal (Energia), Jurandir Fernandes (Transportes Metropolitanos) e Rodrigo Garcia (Desenvolvimento Econômico). Segundo as denúncias, atribuídas ao ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer, o senador Aloysio Nunes (PSDBSP) também seria próximo a Teixeira.

“Queremos que o ministro da Justiça simplesmente explique por que não assumiu desde o início que foi ele quem encaminhou os documentos à Polícia Federal. Por que não se explica com clareza quem é que fez a falsificação daqueles documentos”, disse Aécio. Esta semana, ele, os três secretários e Aloysio Nunes chegaram a pedir a demissão de Cardozo. “Nós, do PSDB, queremos a apuração profunda de todas as denúncias, se houver pessoas próximas ou vinculadas ao partido que tenha cometido alguma ilicitude, que responda por ela”, e ressalvou: “O que não podemos aceitar é a manipulação e a falsificação de informações”.

Ontem, o ministro da Justiça acusou a cúpula do PSDB de tentar tumultuar as investigações que envolvem vários caciques do partido com o esquema de corrupção no Metrô de São Paulo e na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e disse que vai processar quem o difamar.

“Acho que há uma tentativa muito clara de evitar uma apuração imparcial e séria. Há pessoas que, por alguma razão que desconheço, estão tentando criar um tumulto, uma situação na qual quem cumpre a lei é acusado, para tirar o foco de uma investigação correta”, atacou José Eduardo Cardozo.

Ao abordar a questão, Aécio cobrou que a apuração da Polícia Federal e do Cade se estenda a outras esferas de governo, e acusou haver atuação do cartel na Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), federal. “E que [o ministro] continue fazendo as investigações. Faça sobre as denúncias de cartel em São Paulo, cartel que segundo documentos da Siemens existia também em outros setores e níveis de governo, inclusive federal, na CBTU.”

Eduardo Maretti, da RBA

Crack causa 50% mais mortes de neurônios que cocaína

crackUm estudo da Universidade de São Paulo (USP) mostra que o aquecimento de dois componentes que formam o crack, o éster metilecgonidina (Aeme) e a cocaína, aumenta em 50% a morte de neurônios em usuários, quando comparado ao consumo isolado das duas substâncias. O crack é produzido a partir da mistura da pasta de cocaína, bicarbonato de sódio e água, sendo que o Aeme é um produto da queima, ocorrida quando o usuário fuma a pedra de crack, explica a professora do Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, Tania Marcourakis, responsável pela pesquisa.

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Segundo a pesquisadora, o objetivo do estudo era conhecer melhor o Aeme, que é usado no meio médico como marcador biológico do uso do crack. Ela explica que a presença do éster metilecgonidina em um organismo permite, por exemplo, deduzir a causa de uma morte pelo uso da droga. “A nossa pergunta foi: será que essa substância é só um marcador biológico ou ela também é ativa?”, disse. A partir desse questionamento, os cientistas pretendem investigar se o Aeme associado à cocaína, além de provocar um nível maior de morte de neurônios, participa também da dependência química do crack.

“A gente sabe que o crack tem um potencial devastador no usuário, muito maior que a cocaína nas outras formas de administração. Sabemos que [a droga] leva à dependência mais rápido. Mas a gente ainda precisa concluir os trabalhos”, disse Marcourakis. O que se sabe, por enquanto, é do alto potencial de neurotoxicidade do Aeme associado à cocaína. Embora não haja comprovação, a pesquisadora acredita que o resultado dessa grande morte de neurônios pode ser, no longo prazo, uma predisposição maior à demência e a outros problemas cognitivos.

Agência Brasil

Presídio do Roger: mulher é flagrada tentando entrar com cocaína dentro de leite em pó

Aguinaldo Motta
Aguinaldo Motta

Elizane Amaro Albuquerque de Vasconcelos, 27 anos, foi presa em flagrante quando tentava entrar na Penitenciária Flósculo da Nóbrega, conhecido como Presídio do Roger, em João Pessoa, com uma porção de cocaína dentro de um saco de leite em pó. O caso ocorreu na tarde deste domingo (24).

De acordo com a Polícia Militar, agentes penitenciários estavam fazendo vistoria dos objetos quando encontraram um saquinho contendo uma porção de cocaína dentro do saco de leite.

“Durante depoimento a mulher disse que estava na fila para visitar o irmão no presídio, quando uma mulher pediu que ela entregasse o leite para ao irmão dela que ele entregaria a outra pessoa”, disse um policial.

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A acusada foi levada para a 1ª Delegacia Distrital, no bairro de Cruz das Armas, na Capital, mas será encaminhada para o presídio feminino Julia Maranhão, o Bom Pastor, onde vai responder por associação ao tráfico de drogas.

Já na cidade de Patos, os agentes encontraram 43 pedras de crack escondidas nas sandálias de um apenado que cumpria pena em regime semi-aberto, além de uma quantidade de maconha. Depois do flagrante, o detento volta ao regime fechado.

No sábado, na cidade de Santa Rita, agentes penitenciários realizaram vistorias na Penitenciária Padrão. A ação encontrou drogas, carregadores de celular e uma faca artesanal. Um detento foi apontado como dono do material.

Reforço – A Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap) reforçou a fiscalização em dias de visita e vem realizando revistas frequentes em várias unidades penais do Estado. O secretário titular da Seap, Walber Virgolino, garantiu que as ações vão continuar. “Estamos apertando o cerco com o trabalho bem desempenhado por nossos agentes e a atuação conjunta com as polícias Civil e Militar. Estamos conseguindo impedir que material ilícito chegue e permaneça com os detentos. As operações de segurança e revistas seguem um cronograma pré-estabelecido pela Seap em todo o Estado”, enfatizou.

Na quarta-feira (20) uma mulher foi presa tentando entrar com maconha escondida no fundo falso de uma sacola plástica também no ‘Roger’.

 

 

 

Hyldo Pereira, Portalcorreio

Polícia Civil da Paraíba faz apreensão recorde de cocaína no Estado

Três pessoas foram presas na apreensão de 30 quilos de droga (Foto: Walter Paparazzo/G1)

A Polícia Civil da Paraíba realizou, na tarde dessa sexta-feira (30), a maior apreensão de cocaína registrada no Estado. Os policiais da Delegacia de Repressão ao Entorpecente (DRE) apreenderam 10 quilos da droga pura e 20kg  na forma de crack em uma residência localizada no bairro de Mangabeira VIII, na Capital. Duas pessoas foram presas e uma adolescente apreendida.

“Nunca apreendemos tanta cocaína de uma só vez. Esse trabalho demonstra o empenho da polícia no combate ao tráfico de entorpecente e se reflete também na diminuição do número de homicídios no Estado porque os assassinatos estão intimamente relacionados ao comércio de drogas”, analisa o titular da Gerência de Polícia Civil Metropolitana, Wagner Dorta.

De acordo com delegado, a droga foi trazida para a Paraíba pelo casal Janilson Barbosa Costa, 33 anos, e Alessandra Macio Gonzaga do Nascimento, 38 anos, ambos naturais de Natal (RN). “Realizamos um trabalho prévio de investigação. Estávamos ha algum tempo acompanhando os passos desse casal e esperamos o momento oportuno para realizar a apreensão”, revela o delegado.

Combate ao tráfico

De janeiro a setembro de 2012 foi apreendida mais de tonelada de droga, sendo 92 quilos de cocaína em forma de crack, 5 quilos de cocaína pura e 404 de maconha. Muitos líderes do comércio de entorpecente que atuavam na Paraíba também foram presos.

Apenas durante a Operação Liberdade, iniciada no dia 31 de agosto, mais de 100 quilos de maconha foram retirados de circulação e 25 pessoas presas por tráfico de drogas. No mesmo mês, na Operação Eclipse, 10 pessoas foram presas nos municípios de Pilar, São Miguel de Taipú e João Pessoa. Na última quarta-feira (28) outros seis traficantes foram presos em Pitimbu, Litoral Sul da Paraíba.  Muitas das pessoas presas também tinham envolvimento com outros tipos de crimes como roubos e homicídios.

paraibaja

Consumo de cocaína, mesmo pouco frequente, eleva o risco de infarto

O consumo ‘social’ de cocaína, ou seja, ao menos uma vez ao mês, já é o suficiente para aumentar o risco de um ataque cardíaco. Mesmo esporádico, o consumo provoca o enrijecimento das artérias e causa pressão alta. “É a droga perfeita para um infarto”, afirmou Gemma Figtree, coordenadora da pesquisa apresentada nesta segunda-feira (05/11) em um encontro da Associação Americana do Coração, em Los Angeles.

No estudo, Figtree e sua equipe, da Universidade de Sidney, na Austrália, recrutaram 20 pessoas que consumiam cocaína pelo menos uma vez ao mês e outros 20 indivíduos que não eram usuários da droga. Os participantes tinham, em média, 37 anos.

Os pesquisadores realizaram exames de ressonância magnética, mediram a pressão sanguínea e o funcionamento das artérias de todos os participantes — no caso dos usuários de cocaína, ao menos 48 horas após eles terem consumido a droga.

Os resultados mostraram que os consumidores de cocaína apresentaram um aumento de até 35% na rigidez das artérias — ou seja, quando elas ficam mais espessas e menos elásticas, quadro que está intimamente ligado a doenças cardiovasculares, como arteriosclerose e hipertensão.

Esses participantes também tinham as paredes do coração cerca de 18% mais espessas, o que compromete o bombeamento do sangue para o resto do corpo, e pressão arterial mais elevada do que os participantes que não eram usuários da droga.

“A combinação de todos esses efeitos coloca os usuários de cocaína em um alto risco de sofrer um ataque cardíaco”, disse Figtree. Ela explica que esses resultados mostram que os efeitos da droga persistem mesmo dias depois de ela ser consumida, um dado que preocupa ainda mais os especialistas. “Estamos vendo repetidamente casos de jovens que sofrem ataques cardíacos em decorrência do uso de cocaína.”

Para a pesquisadora, os resultados do estudo ressaltam a necessidade de programas de educação sobre os efeitos da droga a curto prazo e entre pessoas que consomem a droga ‘socialmente’.

Pais de bebê que ingeriu cocaína são indiciados na Paraíba

O delegado Ramirez São Pedro, da Delegacia de Entorpecentes, indiciou os pais da criança de nove meses que morreu no mês de julho, em João Pessoa,  por ter ingerido cocaína, segundo o laudo toxicológico do Instituto de Polícia Científica (IPC).

De acordo com o delegado, o indiciamento ocorreu porque ficou comprovado nos autos do processo de que a criança ingeriu cocaína. “A Polícia Civil chegou a esse entendimento depois de ouvir desde psicólogos aos médicos que atenderam a criança. Ficou não apenas comprovado que a criança ingeriu cocaína como também que ingeriu na casa dos pais. Por isso, eles foram indiciados por homicídio culposo”, explicou.

Na época, segundo o delegado, os pais da criança alegaram que ela ingeriu cocaína numa praça no bairro dos Funcionários, em João Pessoa. “Não há como comprovar se os pais deram cocaína à criança. Porém, temos a mais absoluta certeza de que o relato de que a ingestão da droga ocorreu numa praça não procede”, acrescentou.

Ramirez São Pedro informou ainda que espera a devolução dos autos que já foram enviados para o Fórum Criminal da capital para anexar o exame cadavérico feito na criança, cujo resultado ainda não saiu, e também o exame toxicológico feito nos pais. “Junto a isso, vamos também anexar o interrogatório dos pais, que agora passam da condição de investigados para indiciados”, frisou.

G1 PB

Mulheres ficam mais dependentes de cocaína do que homens no país, revela mapeamento inédito

Os homens são maioria entre os usuários de cocaína e crack no país, mas as mulheres tomam a frente quando o assunto é vício. Dados do 2º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas revelam que 54% das mulheres usuárias são dependentes da cocaína contra 46% dos homens que consomem a droga — índice trata da droga refinada e dos seus subprodutos, como crack, óxi e merla. O mapeamento foi feito pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) com 4.607 pessoas acima dos 14 anos em 149 cidades do país, de todas as classes sociais e escolaridades.

A psicóloga Clarice Madruga, coordenadora do estudo, aponta os hormônios femininos, em especial o estrógeno, como o fator principal desta mudança de comportamento. “Este hormônio potencializa os efeitos reforçadores da droga, a tornando mais prazerosa e, portanto, aumentando o seu poder de dependência.”

Patrícia Hochgraf, coordenadora do Programa Mulher Dependente Química do IPq (Instituto de Psiquiatria) do Hospital das Clínicas, concorda quie a evolução da dependência da droga é mais rápida entre as mulheres, mas ressalta outros pontos para explicar o índice. “As mulheres têm algumas características que ajudam a criar essa maior dependência, é sabido que o cérebro das mulheres é mais vulnerável. Além disso, elas são, notoriamente, mais impulsivas e sofrem mais de compulsão do que os homens”.

Carlos Salgado, psiquiatra da ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), explica que nos ciclos estrogênicos, há uma disposição maior da mulher para a ação no ambiente, ou seja, para fazer mais atividades. “Quando sobe o nível deste hormônio, as mulheres ficam mais impetuosas. Mas a dependência é multideterminada, existem vários fatores para explicar esse dado: tem o ambiente, a questão cultural e a principal, a oferta maior da droga”.

Mulheres mais tolerantes à droga

Como a facilidade de obter cocaína ou crack, mais da metade das mulheres desenvolveu uma “tolerância” maior a esse tipo de droga, ou seja, 51% disseram que precisam de quantidades cada vez maiores da cocaína (tanto o pó refinado, quanto o crack) para chegar ao efeito desejado – o índice entre os homens não passa dos 40%.

Essa tolerância pode explicar o porquê de as mulheres cheirarem ou fumarem a substância com mais frequência do que o sexo oposto. Segundo o mapeamento, 40% das brasileiras entrevistadas alegaram usar diariamente ou ao menos mais de duas vezes por semana, já os usuários frequentes são 24% entre os homens.

Isso é um reflexo, diz Hochgraf, de uma mudança no perfil do consumo entre os sexos. “Antes, as mulheres mais velhas eram dependentes de álcool, e as mais jovens, de drogas. Mas, em menos de 5 anos, mulheres acima de 35 e 40 anos, casadas e com filho procuram o HC para tratamento da dependência de drogas. Mulheres com família viciadas em crack é um fenômeno muito recente e assustador”, conclui.

UOL

IPC confirma que bebê de 9 meses ingeriu cocaína; pais serão indiciados por homicídio

O Instituto de Polícia Científica de João Pessoa confirmou que o bebê de 9 meses que morreu na última sexta-feira (13) na Capital ingeriu cocaína. O resultado do exame toxicológico feito em fragmentos de sangue, urina e vísceras estomacais de Mariana Laissa Barreto Lucas foi divulgado na manhã desta quarta-feira (18) durante entrevista coletiva. A causa da morte da criança foi intoxicação por ingestão de drogas.

De acordo com o delegado Ramirez de Almeida, da Delegacia de Repressão ao Entorpecente, os pais do bebê serão indiciados por homicídio. Segundo ele, as investigações que vão apontar se trata de homicídio doloso (aquele que tem a intenção de matar) ou culposo (quando não tem intenção de matar).

Além de Ramirez, participam da coletiva o diretor operacional do IML, Flávio Fabres e o diretor executivo da Gerência de Medicina e Odontologia Legal (Gemol), Israel Aureliano.

Entenda o caso

Uma menina de apenas nove meses de vida foi socorrida no último domingo (8), para o Hospital Arlinda Marques, em João Pessoa, apresentando quadro de febre e convulsões. O bebê mora no bairro de Cruz das Armas, localizado na Zona Oeste da Capital paraibana.

Segundo a diretora administrativa do hospital, Aline Nery, a menina foi encaminhada para unidade de saúde volta das 17h30 e desde o registro de entrada, a vítima ficou inconsciente.

A vítima teve três paradas cardíacas. Na última sexta-feira (13), a criança não resistiu às complicações e veio a óbito.

portalcorreio