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Professor da UFPB diz em artigo que Estudante não é “claque”

Os estudantes da Universidade Federal da Paraíba, cientes de seu papel na condução da política universitária, sabem que a prática democrática só se concretiza na efetiva participação da comunidade universitária nos processos decisórios. Se participação é conquista, só haverá uma verdadeira prática democrática na nossa universidade quando, novamente, os estudantes organizados poderem participar dos momentos decisórios da instituição. Uma UFPB verdadeiramente ‘mais’ forte ou de ‘tod@s’ nunca acontecerá enquanto os estudantes forem tratados apenas como apoiadores e não como parte constituinte da universidade. Neste sentido, estudante não é “claque”, mas PARTE na soma que compõe a democratização interna das estruturas de decisão educacional, cultural e administrativa na nossa Universidade.

A história dessa instituição sempre esteve atrelada à história do movimento estudantil. Muitos e grandes profissionais e dirigentes políticos se formaram na lida da política estudantil. O coração do estudante bate mais forte e marca com ânimo e garra a vida universitária aqui na Paraíba e no Brasil. Infelizmente, a condução do processo de escolha de Reitor e Vice Reitor, por parte de alguns dirigentes e professores, tem deixado um mero papel de coadjuvante ao que restou daquele movimento. Com o DCE praticamente fechado, alguns setores minimamente organizados tentam de toda sorte participar de forma digna nesse processo, mas muitas vezes o que encontramos é o espaço da velha prática política dos acordos e das trocas em troca de aplausos e/ou vaias nas passarelas e nos debates.

Mas, caros/as estudantes, a hora de reassumir as rédeas do próprio destino é esta. A escolha dos dirigentes máximos da universidade é também o momento propicio para a retomada da organização do movimento estudantil como forma de apostar numa reorganização democrática dos estudantes e da universidade. A democracia da universidade não se esgota em reuniões de Conselhos e nem em assembléias gerais, ela deve se sustentar essencialmente na igualdade de oportunidades e condições de associação. Isso tudo pressupõe compromissos coletivos que precisam ser firmados e cumpridos, assim como COMPROMISSO COM A INSTITUIÇÃO e o exercício da cidadania. Não haverá uma universidade forte, envolvida e envolvente sem os estudantes organizados e presentes. Vamos, a hora é agora! A ação é política, porque político é o espaço de atuação do ser humano, que forma a si próprio e molda as circunstâncias objetivas que o cercam.


Prof. Ricardo Lucena é candidato a vice-reitor pela chapa 4 A UFPB do Futuro VOCÊ faz agora, professor e pesquisador da UFPB e presidente licenciado da ADUFPB