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Estudo feito pela Fiocruz alerta que Covid-19 pode causar danos cerebrais

Um estudo realizado no Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS/Fiocruz), em parceria  com o Instituto D’Or (Idor) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), indicou que o novo coronavírus Sars-Cov-2, responsável pela pandemia covid-19, é capaz de infectar células neurais.

De acordo com a pesquisa, o vírus tem capacidade de infectar células neurais, embora não consiga se replicar no sistema nervoso central. Portanto, ao infectar o plexo coróide, há uma reação do sistema imunológico do organismo humano. Na análise, os pesquisadores pressupõe  que essa reação pode ter permitido que o coronavírus acessasse o sistema nervoso central e causasse danos no cérebro.

Com o avanço dos estudos, pesquisadores acreditam que  a doença Covid-19, que  inicialmente foi descrita como uma infecção viral do trato respiratório, afeta outros sistemas biológicos, incluindo o sistema nervoso central (SNC), como foi observada em alguns casos.

Fonte: Brasil 61

 

 

Estudo aponta que infecção por zika também afeta células cerebrais de adultos

neuroniossUma nova pesquisa realizada por cientistas norte-americanos revela que a infecção por zika mata células-tronco neurais em camundongos adultos. De acordo com a pesquisa, publicada nesta quinta-feira, na revista científica “Cell”, ainda não foi estudado se a morte dessas células tem algum efeito de curto ou longo prazo nos animais adultos.

Os fetos têm quantidade muito maior das células que dão origem aos neurônios e já foi provado que o vírus zika as destrói, causando microcefalia e outras más-formações. Em adultos, em menor quantidade, essas células são fundamentais para a memória e para o aprendizado.

A pesquisa foi feita por pesquisadores da Universidade Rockefeller e do Instituto La Jolla de Alergia e Imunologia, ambos nos Estados Unidos. Segundo eles, a maior parte dos adultos humanos não apresenta sintomas quando são infectados por zika, exceto febre e vermelhidão na pele.

No entanto, a crescente incidência da Síndrome de Guillain-Barré ligada à zika tem levantado suspeitas de que o vírus produza impactos negativos no cérebro adulto.

“Nós queríamos saber se o zika tem mais efeitos em neurônios em formação do que em qualquer outra parte do cérebro adulto. Descobrimos que há algo especial nessas células que permite que o vírus entre nelas e afete sua proliferação”, declarou um dos autores da pesquisa, Joseph Gleeson, da Universidade Rockefeller.

“Esse é o primeiro estudo a investigar o efeito da infecção por zika no cérebro adulto. Com base nas nossas descobertas, ser infectado pelo vírus pode não ser tão inócuo para os adultos como se pensava.”

Gleeson teve a colaboração da infectologista Sujan Shresta, do Instituto La Jolla, que criou modelos de camundongos para estudar a ação do zika, “desligando” as moléculas antivirais que naturalmente ajudam os roedores a resistir à infecção. Os cientistas então injetaram uma linhagem atual do vírus na corrente sanguínea dos animais.

Três dias depois, segundo o estudo, os camundongos adultos foram analisados e os pesquisadores usaram anticorpos para identificar a presença do zika. Os cientistas descobriram que as partículas do vírus estavam cercando as células-tronco neurais. Nos seus cérebros, a proliferação dos neurônios em formação havia caído de quatro a 10 vezes.

“A formação dos neurônios em adultos está ligada ao aprendizado e à memória. Nós não sabemos o que isso significa em termos de doenças humanas, ou se os comportamentos cognitivos dos indivíduos podem sofrer impacto depois da infecção”, afirmou Shresta.

Diário de Pernambuco

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Estudo identifica diferenças cerebrais relacionadas à insônia

cerebroPesquisadores da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, afirmaram que insones crônicos têm maior plasticidade e atividade em uma região do cérebro que controla o movimento do que as que pessoas que dormem bem. O estudo será publicado na edição de março do periódico Sleep.

Os pesquisadores descobriram que o córtex motor do cérebro de insones crônicos é mais adaptável a mudanças, isto é, mais plástico, do que o das pessoas sem o problema. Eles também constataram que os neurônios dessa região são mais ativos nas vítimas de insônia crônica, sugerindo que essas pessoas estão em um estado constante de processamento de informações, o que pode interferir no sono. “A insônia não é uma desordem noturna”, diz a líder do estudo, Rachel E. Salas, professora assistente de neurologia da universidade. “Trata-se de uma condição que afeta o cérebro 24 horas por dia, como um interruptor de luz que está sempre aceso.”

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Para o estudo, Rachel e sua equipe utilizaram estimulação magnética transcraniana (EMT), uma técnica indolor e não invasiva que aplica correntes eletromagnéticas em áreas específicas do cérebro e pode, de modo seguro e rápido, interferir na função da área estimulada.

Os cientistas recrutaram 28 adultos, dentre eles dezoito que sofriam de insônia há pelo menos um ano e dez que não tinham problemas para dormir. Cada voluntário teve eletrodos fixados no polegar dominante, assim como um acelerômetro, para medir a velocidade e a direção do dedo. Em seguida, os pesquisadores emitiram 65 pulsos elétricos nas áreas do córtex motor dos participantes, enquanto observavam os movimentos involuntários gerados no polegar. Os voluntários também foram treinados para mover o polegar na direção oposta ao movimento involuntário original, e submetidos ao teste novamente. Quanto mais o dedo se mexesse na nova direção, mais o córtex motor poderia ser considerado plástico.

Como a falta de sono durante a noite tem sido associada à diminuição da memória e da concentração durante o dia, Raquel e seus colegas suspeitavam que o cérebro dos dorminhocos fosse mais adaptável. O resultado, no entanto, foi o oposto. Segundo Rachel, o estudo mostra que a EMT pode ajudar no diagnóstico e no tratamento de insônia, por meio da redução da atividade do córtex motor.

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