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Paraíba tem quase 60 mil crianças e adolescentes ‘casados’, diz IBGE

Na Paraíba, 58.742 habitantes se casaram ou passaram a morar juntos antes dos 18 anos. O dado foi divulgado pelo IBGE e é referente à consulta feita em 2010. Desses, 2.684 têm entre 10 e 14 anos de idade. Há ainda neste número 386 casados oficialmente e 26 que já se separaram ou se divorciaram judicialmente.

Os dados de Nupcialidade e Fecundidade do Censo 2010, para especialistas, são preocupantes. Para eles, essas uniões são consideradas imaturas e podem causar danos à formação intelectual, moral e psicológica das crianças e adolescentes envolvidos.

Segundo o pediatra e psiquiatra Hermano Falcone, a infância e a adolescência exigem etapas que precisam ser cumpridas, sob o risco de ocasionarem sérios danos à formação das pessoas.

“O casamento na adolescência traz à tona a questão da sexualidade precoce. É uma queima de etapas, que pode levar os indivíduos a assumir responsabilidades, sem terem nenhuma estrutura física ou emocional para isso”, disse Falcone.

O médico explica que a adolescência é a fase das incertezas e inseguranças. É o período em que as pessoas estão descobrindo a si mesmas e precisam da orientação da família. “Acelerar o processo e fazer uma criança ou adolescente a ter uma vida conjugal é precipitado demais e chega a ser um absurdo”, observa.

Há mais de 20 anos, o psiquiatra presta assistência a adolescentes com distúrbios mentais e observou que as relações conjugais envolvendo essa faixa etária estão mais evidentes nos dias atuais. “O casamento ou a união consensual são vistas como uma fuga dos problemas vividos na casa dos pais, por muitos adolescentes. Falta orientação”, analisou.

A ginecologista e sexóloga Wanicleide Leite, destaca que a sociedade não pode aceitar essas relações conjugais, porque as crianças e adolescentes não possuem discernimento entre vida conjugal e sexual. “O corpo da criança ainda está em formação e não pode ser submetido a uma vida precoce de sexualidade e responsabilidade da vida a dois”, afirmou.

Já a promotora da Infância e da Juventude Soraya Escorel, lembra que a Lei 12.015/2009 criou no Código Penal a figura do ‘estupro de vulnerável’, que transforma em crime qualquer ato de cunho sexual com menores de 14 anos. Ela explica que, para a lei, mesmo sem violência, as vítimas são consideradas, pela idade, vulneráveis.

Para a Justiça, a vítima vulnerável pode ter capacidade de entender o que está fazendo, mas, mesmo sabendo, não importa. É crime praticar relação sexual com uma pessoa menor de 14 anos. “Certo é que a lei não pode ser interpretada ao pé da letra, mas, ao interpretá-la, é preciso buscar os verdadeiros interesses sociais”, destaca.

G1

Prostitutas de luxo na PB faturam até R$ 10 mil por mês; empresários casados são principais clientes

João Pessoa e Campina Grande são cidades turísticas que oferecem bem mais que belas praias e festas juninas. As duas cidades fazem parte do seleto rol do turismo sexual de luxo, que vem sendo oferecido nos principais polos econômicos do Nordeste. Por até R$ 300,00 em 1h de ‘trabalho’, por cliente, as garotas faturam até R$ 10 mil em um mês. Empresários casados são os principais compradores dos serviços.

Os programas com estas mulheres, de idades entre 19 e 26 anos, são facilitados através da disponibilização de fotos virtuais – que elas asseguram ser verdadeiras – e concluída por um simples contato telefônico. Em poucos minutos, agenda-se a data, hora, local e tipo de ‘atividade’.

Elas são convidadas para festas da elite socioeconômica e viajam vários Estados, emprestando seus dons e dotes para homens, mulheres e casais, às vezes até durante finais de semana inteiros, em um tratamento estritamente confidencial com o cliente.

Na Paraíba, há disponibilidade de profissionais do sexo em João Pessoa e Campina Grande, mas após conhecer (e atrair) o cliente, elas podem aceitar viajar para outras cidades – com o devido pagamento dos adicionais, como todos os demais favores requisitados por qualquer serviço extra oferecido. No Nordeste, as garotas de programa de luxo trabalham nas capitais da Bahia, Ceará, Pernambuco, Piauí, Maranhão e Rio Grande do Norte. Além de Campina Grande, apenas Feira de Santana, na Bahia, e Caruaru, em Pernambuco, possuem este tipo de serviço on-line.

A assessoria de comunicação da Polícia Federal informou que prefere não disponibilizar informação a respeito de possíveis investigações sobre a responsabilidades dos administradores de sites que disponibilizam estes favorecimentos sexuais de luxo. Um deles funciona há mais de 10 anos.

Em entrevista ao JORNAL DA PARAÍBA, as garotas informaram que a demanda de clientes mensais varia bastante, mas o maior fluxo é no período turístico das cidades onde atuam. Em janeiro, período de férias e veraneio no litoral, João Pessoa chega a ter mais de 30 profissionais de luxo no mercado. Em junho, Campina Grande realiza o Maior São João do Mundo e tem praticamente a mesma cota, com quase as mesmas mulheres, que atuam como nômades, viajando para onde houver maior oferta de ‘usuários’.

Apesar da vida desregrada e sem horários para trabalho ou descanso, as garotas de programa de luxo afirmam que são bem aceitas na sociedade. Elas acreditam fazer parte de um seleto grupo que convive com celebridades, políticos e empresários, realizando uma atividade prazerosa, na maioria das vezes.

Jornal da Paraíba