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Em Borborema, grupo cria “Delivery de Amor e Carinho” para visitar idosos à distância

Já imaginou receber um serviço de delivery entregando amor e carinho? Isso foi o que alguns idosos da cidade de Borborema, no Brejo paraibano, receberam na última semana.

Com a pandemia do novo coronavírus, o grupo de idosos do Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) do município tiveram que suspender as atividades. Muitos dos integrantes, após semanas isolados em suas casas, começaram a externar o desejo do retorno ao grupo.

Para matar essa saudade, as profissionais de assistência social criaram uma espécie de “delivery de amor e carinho”. Elas confeccionaram faixas e cartazes com os nomes dos idosos e palavras de esperança e visitaram a casa deles. Do lado de fora, com o auxílio de um carro de som, elas mostraram os cartazes e fizeram homenagens a esses idosos, que as receberam com muita emoção.

“Momentos de gratidão, satisfação, emoção e agradecimento para todos. Em tempos de pandemia não há nada melhor que levar um pouquinho de afeto e lembrar do quanto eles são importantes.”, foi a mensagem deixada a uma das idosas da cidade de Borborema.

portaldobrejo

 

 

A caminho do Brasil, Jesus diz que grande time formado e carinho da torcida o motivam a ficar no Flamengo

Durante o embarque para o Brasil na manhã desta sexta-feira – deve chegar ao país no fim desta noite -, Jorge Jesus falou a negociação pela permanência no Flamengo. O treinador afirmou que tem dois meses para definir seu futuro e destacou que o fato de ter montado um grande time só aumenta o seu desejo de seguir. Em contrapartida, quando questionado se quer ficar, não foi assertivo.

– Tudo isto alterou, não só o meu pensamento, mas sobretudo isso. Neste momento não tenho nada em mente, tenho de viver o dia a dia, saber o que vai acontecer em função desta epidemia e tomar decisões. Tenho dois meses, até para os dirigentes do Flamengo para decidirem o que é melhor para eles.

– Sentimos que criamos uma grande equipe. Isso é um dos fatores que me motiva muito mais a continuar e a forma como também tenho sido tratado. Tenho dois meses para decidir a minha vida – disse Jesus ao jornal português “Record”.

Jorge Jesus desembarcando em Portugal — Foto: Reprodução / A Bola

Jorge Jesus desembarcando em Portugal — Foto: Reprodução / A Bola

Jesus reforçou que o fato de o clube e a torcida do Flamengo fazerem questão de sua permanência também o motiva a chegar a um denominador comum com a direção rubro-negra.

– Claro que tem, quando há uma negociação tem de haver um acordo de ambas as partes. Sinto que o Flamengo me quer muito, e isso para mim é determinante. Ter um clube que me quer muito. Assim como ter a nação do Flamengo com a mesma ideia, isso será determinante para a minha decisão.

Em relação ao retorno às atividades no Flamengo, o treinador campeão brasileiro e da Libertadores não manifestou qualquer oposição.

– Nós temos compromissos contratuais, ainda temos mais dois meses de contrato e o Flamengo marcou-nos uma data para regressar e temos de o fazer. As nossas vidas profissionais, por causa da Covid-19, tudo terá de ser vivido no dia a dia e não tenho, neste momento, mais nenhum projeto a não ser que tenho um compromisso com o Flamengo.

Por fim, o português de 65 anos encarou com naturalidade a possibilidade de redução salarial.

– Neste momento não é isso que está em questão. Não sou diferente dos outros. Isso está a acontecer em todo o Mundo, com todos os profissionais de outras áreas. Portanto, comigo também será discutido.

G1

 

Carinho dos pais na infância molda o cérebro das crianças

O cérebro não nasce pronto. Além da genética, as experiências vivenciadas nos primeiros três anos de vida são determinantes – até mais do que os genes – para moldar o funcionamento cerebral diante de situações estressantes, desafiadoras e frustrantes.

Quem avisa é a neurocientista Suzana Herculano-Houzel, uma das principais estudiosas da “mente das crianças” do País. Segundo ela, dados científicos comprovam que o carinho dos pais, recebido na primeira infância (período entre 0 e 5 anos), é o grande responsável por reações cerebrais – às vezes só manifestadas na vida adulta.

Thinkstock/Getty Images

“Apesar de ser muito mais marcante na infância, o carinho sempre influencia. Nunca é tarde para começar”, afirma a neurocientista Suzana H. Houzel

Em palestra realizada na sede da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal (entidade que elabora programas voltados à população infantil), em São Paulo, Suzana explicou como as doses de afeto são receitas de sucesso para arquitetar um cérebro sadio no presente e no futuro. “Receber ou não carinho modifica para sempre como o cérebro vai reagir diante do estresse e da frustração”, afirma.
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Leia as principais conclusões da especialista, que é autora de cinco livros, professora e coordenadora do Laboratório de Neuroanotomia comparada da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ):

A formação do cérebro

“As crianças não são adultas por dois motivos principais: o primeiro é que elas não têm a experiência trazida com o passar dos anos. O segundo fator é o cérebro infantil. O órgão não nasce pronto, é menor e mais leve do que o cérebro de um adulto. Até o terceiro ano de vida, é o período em que o cérebro mais cresce e ganha peso. Uma das explicações para o crescimento cerebral é que, neste intervalo de anos, há maturação das conexões entre os neurônios, o que faz o peso da massa encefálica aumentar, ficar mais densa. Este processo é determinante para o bom funcionamento do cérebro.

Durante este amadurecimento cerebral, a criança tem uma capacidade de aprendizado rápida e impressionante. É o período em que elas aprendem a detectar sons, enxergar e constituir habilidades, das mais variadas. Por exemplo: todos nascemos com plena capacidade de aprender qualquer idioma. Capacidade esta que vamos perdendo ao longo da vida.”

Várias pesquisas científicas compravam o carinho físico, o toque e o contato como um moldador cerebral que torna a criança mais hábil e com o sistema de proteção orgânico mais forte.

Influências na formação cerebral

“Este período de crescimento do cérebro é chamado de período crítico. Todo e qualquer processo de aprendizado, sendo criança ou adulto, exige a repetição, por meio da tentativa e do erro. Mas nos primeiros anos de vida, o cérebro compreende mais rápido como reagir, sem precisar de tantas tentativas assim. Para criar um comportamento e uma reação padrão diante de algum estímulo – que pode ser um barulho, um estresse, uma sensação de medo, de solidão ou de felicidade – não é preciso repetir tantas vezes.

Neste contexto, é claro que a genética influencia em nossas habilidades e características. Mas a vivência da criança e os exemplos que ela tem dentro de casa são fundamentais para a criação deste comportamento. A capacidade de linguagem de uma criança, por exemplo, é intimamente ligada ao vocabulário da mãe, às palavras que ela fala com o bebê, só para citar um exemplo da influência do ambiente no desenvolvimento do cérebro infantil.”
O poder do carinho

“Sabendo desta influência tão significativa do exemplo no período de aprendizagem, o estímulo dos pais dados à criança durante a primeira infância é uma importante ferramenta para o desenvolvimento de habilidades. Não só isso. O comportamento também é moldado nesta fase. Se a mãe faz de qualquer probleminha um problemão, o cérebro da criança aprende a reagir de forma estressada a qualquer situação. Isso significa que o perfil de reação ao estresse na fase adulta é aprendido e traçado na infância. São vários fatores que moldam esta reação cerebral. Pode ser influenciada, negativamente, por violências físicas ou verbais vivenciadas logo nos primeiros anos de vida. Uma mãe que grita demais ou age em descontrole passa a mensagem para o filho de que ele deve agir desta maneira quando não conseguir fazer alguma coisa.

A boa notícia é que o carinho também molda o cérebro. São várias pesquisas científicas que compravam o carinho físico, o toque e o contato como um moldador cerebral que torna a criança mais hábil e com o sistema de proteção orgânico mais forte. Isso acontece por causa da ocitocina, um hormônio altamente influente na formação cerebral, que é produzido durante a amamentação e liberado também no abraço, no beijo, na massagem. A ocitocina é responsável por fazer com que o cérebro produza a capacidade de vínculo e acalma todas as partes cerebrais acionadas em situações estressantes. O que é uma ótima prevenção da ansiedade e outros transtornos de comportamento que, às vezes, só se manifestam na vida adulta. Receber ou não carinho modifica para sempre como o cérebro vai reagir diante do estresse e da frustração. Mas apesar de ser muito mais marcante na infância, o carinho sempre influencia. Nunca é tarde para começar.”

 

iG

Da tribuna do Senado, Cássio Cunha Lima agradece manifestações de carinho pelo seu pai

O senador Cássio Cunha Lima discursou nesta quarta, 11, da Tribuna do Senado Federal de onde agradeceu os gestos de carinho e solidariedade das pessoas de várias partes do Brasil e em particular da Paraíba para com a sua família por causa do falecimento do Poeta Ronaldo Cunha Lima, ocorrido no último sábado, 7 de julho. Segue na íntegra, o discurso do senador Cássio.

O SR. CÁSSIO CUNHA LIMA (Bloco/PSDB – PB. Pela liderança. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. Senadoras e Srs. Senadores, cumpro, neste instante, o doloroso dever de agradecer ao Brasil, à Paraíba e muito particularmente à Campina Grande e, de maneira especial, a esta Casa, pelas homenagens que foram prestadas pelo falecimento do meu pai Ronaldo Cunha Lima.

Claro que nenhum filho gostaria de estar fazendo um agradecimento desta natureza.

Mas foi o meu próprio pai que dentre tantas lições de vida que nos deixou pautadas todas pela correção, pela hombridade e pela ética, pela seriedade que dizia meu filho quem sabe pedir tem que saber agradecer. E as homenagens que o meu pai recebeu nesses últimos dias não foram pedidas, foram na verdade construídas passo a passo por uma vida marcada pela dedicação à causa pública. Dizia ele também, Senadora Ana Amélia: “Não faço política como negócio, faço política como sacerdócio”.

E foi sim um sacerdócio de vida do advogado, do membro do Ministério Público, do poeta, acima de tudo, do poeta Ronaldo Cunha Lima que foi lembrado aqui de forma tão generosa através do Senador Aníbal Diniz na citação do habeas pinho, petição em versos feita para liberar um violão preso em uma seresta, Senador Capibaribe. E eu quero nesse momento de dor louvar a Deus em primeiro lugar desta Tribuna pela vida do meu pai. Louvar a Deus pela existência que ele teve, intensa, extremamente intensa em toda a sua trajetória de 76 anos de existência. Repetir aqui o que ele havia feito em vida, pedir perdão pelos eventuais erros cometidos, mas sabendo que ao longo dessa trajetória, Ronaldo Cunha Lima, o meu pai, se notabilizou pela fraternidade, pelo amor, pela correção nas relações de lealdade.

Ao tempo em que nós louvamos a Deus pela sua vida, nós estamos sim, eu os meus irmãos, Ronaldo Filho, Glauce, Savigny e, sobretudo, a minha mãe Glória, uma baraúna, uma mulher forte, uma mulher exemplar, agradecendo desta tribuna as autoridades do Brasil inteiro ao Governador Ricardo Coutinho, ao Prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital do Rego, a todos.

…a todos os Senadores e Senadoras que aqui se manifestaram – e não vou nominá-los neste instante para não pecar por omissão –, o agradecimento que também é em nome dos netos, dos sobrinhos, dos irmãos, das noras de Ronaldo – e, hoje, uma nora muito querida dele, Sílvia, minha esposa, está completando mais um ano de vida, e a ela os meus parabéns, de forma muito carinhosa. Mas o agradecimento principal que quero deixar nesta tribuna é ao povo da Paraíba, ao mais anônimo e humilde paraibano que compareceu às cerimônias dos funerais de meu pai, seja no Palácio da Redenção, seja em Campina Grande, onde ele foi velado embaixo da pirâmide do Parque do Povo, Parque do Povo que ele criou como prefeito para realizar aquilo que o Brasil inteiro e o mundo em parte já conhecem, que é o maior São João do mundo. E uma multidão, uma verdadeira multidão, com lágrimas, com aplausos, com sentida e verdadeira emoção, ali compareceu para prestar essa última homenagem ao poeta Ronaldo.

E o poeta dizia, um terceto muito simples: “A vida é uma belezura, vale mais pela largura do que pelo comprimento”. E os poetas não morrem. E ficará, com certeza, na memória do povo da Paraíba e do povo do Brasil, o advogado, o homem do Ministério Público, o tribuno, o Senador – e meu pai foi, Senadora Marta, talvez um dos poucos paraibanos, talvez raros no Brasil, que recebeu todos os diplomas que um homem público pode receber de um Tribunal Regional Eleitoral. Todos os cargos eletivos no âmbito de um Estado foram por ele exercidos, com igual dignidade, com decência, com espírito público: Vereador, Prefeito de Campina Grande, Deputado Estadual, Governador da Paraíba, Deputado Federal e Senador da República. A rigor, só lhe faltou o diploma de Presidente da República. Em todos esses cargos, exercendo sempre com essa filosofia de quem faz política como um sacerdócio, e não como negócio.

Agradeço, em nome de toda a minha família, em meu nome pessoal, naturalmente, por todas essas manifestações fraternas e de solidariedade que recebemos.

Oportunamente, teremos uma sessão especial nesta Casa, já requerida pelo Senador Cícero Lucena e subscrita pelo Presidente Sarney, para que possamos homenagear a memória, e digo sem nenhuma suspeição, desse extraordinário brasileiro que foi Ronaldo José da Cunha Lima.

Os poetas não morrem…

paraibaja