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Covid-19: 14 capitais apresentam nível de transparência de dados insatisfatório

Entre todas as capitais brasileiras, 14 têm nível insatisfatório de transparência de dados sobre a situação epidemiológica do coronavírus. É o que aponta o Índice de Transparência da Covid-19, elaborado pela Organização da Sociedade Civil (OSC) Open Knowledge Brasil, que avalia a divulgação dos dados das políticas de enfrentamento à pandemia em estados e municípios.

O boletim divulgado em 30 de julho revela que apenas nove cidades publicam base de dados detalhadas, sendo duas de forma completa e sete, parcial. Apesar da melhora desde o primeiro levantamento da OSC em nível municipal – na primeira quinzena de julho -, quando 15 cidades apresentaram índice insatisfatório, a organização ainda classifica a situação como preocupante.

A principal dificuldade das gestões locais, segundo a OSC, está na transparência de dados relativos à infraestrutura de saúde. A coordenadora de Advocacy e Pesquisa da Open Knowledge Brasil, Camille Moura, explica que municípios que têm autonomia na gestão pública de saúde apresentam mais transparência de dados quando comparados a cidades que têm o governo estadual como gestor.

“Nos municípios que têm gestão plena de saúde, a gente detecta que existe um melhor fluxo de informação. Com essa gestão o município consegue saber o que acontece, especificamente, nas unidades de saúde e qual é a gestão de leitos. Quando a gestão não é plena os municípios agem de forma complementar à gestão estadual e não tocam a gestão pública de saúde”, avalia.

Segundo Moura, em muitas situações, não há sinais de troca clara de informações entre as gestões municipal e estadual. “O município tem dificuldade de saber como se disponibiliza aquelas informações, como explica a situação do enfrentamento, se não é ele que está coordenando essa ação, mesmo que as ações ocorram dentro da sua área de atuação”, completa.

A doutora em Saúde Coletiva e professora da Universidade de Brasília (UnB), Carla Pintas Marques, destaca a importância da transparência na publicação de dados relativos à saúde pública. Segundo Marques, as informações tornadas públicas norteiam as ações tomadas no enfrentamento da pandemia.

“Todas as informações são fundamentais para a população conhecer como está a evolução da doença, e, a partir daí, entender a importância das medidas que estão sendo tomadas, de fechamento do comércio, das atividades que estão sendo pensadas em serem feitas, necessidade de isolamento social. Por isso que precisamos que esses dados sejam informados e passados para a população de forma correta para que entendam a real situação”, pontua a professora.

Melhora

Apesar do resultado negativo em boa parte das capitais, algumas cidades apresentaram melhora na transparência dos dados da Covid-19. É o caso, por exemplo, de Salvador (BA). Entre o primeiro e o segundo levantamento da Open Knowledge, a capital baiana foi líder em variação de pontos positivos. A gestão municipal passou a divulgar base de informações detalhadas em formato aberto e inseriu dados sobre ocupação de leitos da Covid-19.

Maceió (AL) e Manaus (AM) também merecem destaque. O município alagoano aprimorou a navegação e incluiu mais detalhes sobre os casos confirmados, enquanto a capital do Amazonas apresentou melhora na divulgação de informações sobre a infraestrutura de saúde.

Por outro lado, Macapá (AP) deixou de atualizar sua base de dados detalhados sobre infraestrutura e despencou no ranking de transparência. A cidade, que ocupou a primeira posição no primeiro levantamento, caiu para a décima colocação. Em Campo Grande (MS) e Goiânia (GO), alterações em boletins epidemiológicos implicaram a perda de informações, como a descrição e conceitos dos dados apresentados, no caso de Mato Grosso do Sul, e não inclusão do gráfico de série histórica de casos confirmados, em Goiás.

“Ser transparente não necessariamente está relacionado com o orçamento, mas claro que quando há orçamento favorável há mais facilidade e agilidade, mais pessoas. Os municípios, via de regra, dependem de repasse, não tem receita muito grande. Por conta disso, acabam tendo, muitas vezes, menos acesso a tecnologias, a softwares, que auxiliam no processamento de dados”, explica Camille Moura.

“Macapá, por exemplo, despencou no ranking porque não conseguiu atualizar os dados. Fizeram esforço de abertura de base de dados, tanto que lideraram na primeira rodada, mas não atualizaram”, complementa.

Metodologia

O Índice da Transparência da Covid-19 nas capitais é atualizado a cada 15 dias e leva em conta três cenários. Cada um é subdividido em itens que agregam um conjunto de aspectos avaliados separadamente. O índice é representado em uma escala de 0 a 100, em que 0 significa o local menos transparente e 100, o mais transparente.

No primeiro cenário, conteúdo, são considerados itens como idade, sexo, raça/cor e hospitalização dos pacientes confirmados, além de dados sobre infraestrutura de saúde, como ocupação de leitos e testes disponíveis.

O segundo é a granularidade. Essa dimensão avalia se os casos estão disponíveis de forma individual ou anonimizada, além do grau de detalhamento sobre     a situação epidemiológica por localidade, como bairro ou município, por exemplo.

O terceiro e último cenário é o formato, onde se leva em consideração pontos positivos a publicação de painéis analíticos, planilhas em formato editável ou navegação simples.

Fonte: Brasil 61

 

 

PSOL é o partido com o maior nº de candidatos a prefeito nas capitais

psolO PSOL é o partido com o maior número de candidatos a prefeito nas capitais do país, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Das 26 capitais, o PSOL participa da disputa às prefeituras em 24 – fica de fora apenas em Macapá e Rio Branco.

O curioso é que Macapá foi a primeira capital do país a ter um prefeito do PSOL na história. Clécio Luis, eleito em 2012, deixou, no entanto, o partido, e hoje concorre à reeleição pela REDE.

Já o PT concorre à vaga em 18 capitais – fica de fora em Salvador, São Luís, Cuiabá, Teresina, Rio de Janeiro, Porto Velho, Florianópolis e Aracaju.

Outros dois partidos também têm candidatos em mais da metade das capitais nestas eleições. São eles o PMDB (16 disputas) e o PSTU (14). Já o PSDB concorre em exatamente metade das cidades (13).

Já na outra ponta do ranking, cinco siglas participam de apenas uma disputa a prefeito no país: PTC (em Maceió), PTdoB (Belo Horizonte), PCB (Belém), NOVO (Rio de Janeiro) e PSL (Porto Alegre).

A cidade com a disputa com mais candidatos é Campo Grande, em que 15 pessoas vão disputar a vaga a prefeito. Campo Grande, aliás, é o município com mais candidatos não apenas entre as capitais, mas entre as 5.568 cidades do país.

Se forem levadas em conta todas as cidades do país, o PMDB aparece na frente: disputa em 2.352 cidades. O PSDB aparece em segundo, em 1.734 municípios. O PT, que chegou a concorrer em 1.829 cidades em 2012, hoje busca vencer em 991.

G1

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Voto com biometria em JP e mais 14 capitais será teste para restante do Brasil, avalia TSE

biometriaA identificação do eleitor por meio da biometria nas eleições de outubro será realizada em quase 800 municípios do país, entre eles 15 capitais. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o resultado da votação com biometria nas capitais servirá como “experiência” para a implantação da medida nos maiores colégios eleitorais do país: as cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro.

A biometria é o método eletrônico pelo qual o eleitor é identificado por meio da digital – o objetivo é evitar fraudes e aumentar a segurança do processo eleitoral.

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Juntos, os municípios de São Paulo e Rio de Janeiro têm mais de 13 milhões de eleitores, quase 10% do total nacional, e serão os últimos a ter o recadastramento concluído. A estimativa é que as cidades só tenham voto com biometria em 2018.

“São Paulo não vamos tratar de imediato. Precisamos adquirir ‘know-how’, experiência, para o recadastramento do maior colégio eleitoral. Estamos em dia com o cronograma, que vai até 2018. A cada eleição, fazemos uma avaliação sobre o processo e avaliamos o que melhorar. […] As últimas cidades serão Rio e São Paulo”, explicou Cristiano Moreira Andrade, coordenador de Infraestrutura da Secretaria de Tecnologia da Informação do TSE.

Este ano, pouco mais de 15% do eleitorado brasileiro – 22 milhões dos cerca de 140 milhões de eleitores registrados – será reconhecido pela biometria na hora do voto, segundo o TSE.

Até o momento, 18,9 milhões de eleitores estão cadastrados no sistema biométrico, e a expectativa é que mais 3,1 milhões entrem no cadastro de eleitores (jovens de até 18 anos) ou regularizem a situação eleitoral até o prazo máximo, que é 7 de maio próximo – quem perdeu o prazo para o recadastramento ainda pode se dirigir a um cartório eleitoral para não ter o título cancelado.

O cadastramento começou em 2008 como um projeto-piloto, em apenas três municípios. Em 2010, a biometria foi ampliada para 60 cidades. Em 2012, a votação com identificação biométrica ocorreu em 300 localidades e, este ano, serão quase 800 municípios de todos os estados e do Distrito Federal.

Segundo o coordenador de Tecnologia da Informação do TSE, para cumprir a meta de 100% do eleitorado até 2018, ou seja, cadastrar 85% dos eleitores em mais quatro anos, serão necessários “passos maiores” da Justiça Eleitoral. Pelo cronograma, nos próximos dois anos, 100 milhões de eleitores serão recadastrados, o equivalente a 70% do total.

Andrade frisou que a previsão de conclusão da biometria pode ser adiada a depender do resultado do cadastramento até 2016. “Os próximos passos serão bem grandes. À medida que vamos ganhando experiência, vamos conseguindo dar passos maiores sem ter erros”, destacou.

Segurança na votação
O recadastramento biométrico busca dar mais segurança na identificação do eleitor, para evitar que uma pessoa se passe por outra na hora de votar. Além disso, pretende fazer uma revisão do eleitorado, para excluir do cadastro pessoas que já morreram, por exemplo.

Entre 2012 e 2014, 14 milhões de eleitores foram convocados para o recadastramento biométrico. Desses, 11 milhões compareceram a unidades da Justiça Eleitoral. Os 20% que não compareceram podem ter o título cancelado caso não se dirijam aos cartórios eleitorais até a próxima quarta-feira (7).

De acordo com o coordenador do TSE, as cidades que já passaram por biometria foram selecionadas em um primeiro momento porque apresentaram, nas últimas eleições, índice de abstenções muito elevado e total de eleitores próximo do total de habitantes.

“O recadastramento biométrico funciona como uma auditoria, para o eleitor comprovar que está vivo e que continua residindo naquele município. Após a convocação, o não comparecimento das pessoas que faleceram ou se mudaram leva a uma atualização do cadastro nacional. Quem não se apresenta tem o título cancelado”, afirmou Andrade.

Para ele, a biometria traz mais segurança para a identificação do eleitor, mas pode resultar em um processo mais demorado da votação em algumas sessões. “Os idosos, por exemplo, têm falta de traquejo para lidar com urna eletrônica. Em alguns casos, em sessões com mais idosos, a votação pode demorar um pouco mais.”

G1

Concurso dos Correios terá vagas para todas as Capitais

correiosUm dos concursos mais aguardados deste ano é o dos Correios, e edital deverá sair em março ou abril, conforme informou o chefe de gabinete da presidência da estatal, Adeílson Ribeiro Telles.

A organizadora deverá ser definida oficialmente em breve, mas, segundo uma fonte ligada à seleção, há grandes chances de ser o Cespe/UnB. As localidades e o número de vagas também ainda não foram informados. No entanto, o chefe de gabinete havia dito que todas as capitais deverão ser abrangidas e que a oferta será próxima à do último concurso, realizado em 2011, e que teve 9.190 vagas.

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Enquanto novidades não são passadas, a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) cobra a realização do concurso o quanto antes. “A gente vem cobrando há muito tempo, já era para o concurso ter sido aberto no ano passado e nada até agora. Os Correios ficam empurrando com a barriga e não falam nada”, disse o secretário James Magalhães.

 

Por Jornal Correio da Paraíba

Nordeste tem 40% do total dos usuários de crack em capitais

crackEntre as regiões do Brasil, o Nordeste lidera o uso regular de crack e similares, com 40% do total, seguido do Sudeste, do Centro-Oeste, do Sul e do Norte. Além disso, cerca de 80% dos usuários dessas substâncias fazem isso em lugares públicos e de grande circulação, como as ruas.

Nas capitais do Sudeste e do Centro-Oeste, o crack e similares correspondem a 52% e 47%, respectivamente, de todas as drogas ilícitas (com exceção de maconha) consumidas nessas cidades. Já no Norte, o crack tem uma participação menor no total: cerca de 20%.

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Além disso, as capitais do Nordeste são as que concentram mais crianças e adolescentes usuários de crack e similares, com 28 mil pessoas. No Sul e no Norte, esse número é de cerca de 3 mil indivíduos em cada região.

Segundo Maximiano, o alto uso de crack no Nordeste está ligado ao Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) local, onde há uma população mais carente. Essa droga acaba sendo, portanto, uma alternativa barata. Já no Sul, a relação é de ordem sociológica, pois lá as pessoas tradicionalmente consomem mais drogas (sobretudo injetáveis) que a média nacional.

Nas mesmas cidades analisadas, estima-se que 1 milhão de pessoas usem drogas ilícitas em geral (cocaína, heroína, ecstasy, LSD, etc), com exceção de maconha. De acordo com os autores, ainda não é possível fazer um estudo em todo o país porque não há bancos de dados nacionais com informações suficientes sobre grupos específicos da população.

Agência Brasil

71% das doações a candidatos a prefeito de capitais foram ocultas

Levantamento junto às prestações de contas finais dos candidatos às prefeituras nas capitais do país mostra que 71% das doações de campanha foram “ocultas”, ou seja, repassadas indiretamente aos candidatos por meio de comitês e diretórios dos partidos nas eleições 2012. O percentual está acima do nacional, de 20,6%. Os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram ainda que as doações entre comitês e diretórios dos partidos dificultam ou impossibilitam saber quem é o doador do candidato, mas, pela primeira vez, é possível traçar quem são os maiores doadores das legendas (veja tabela ao final) – as siglas que mais arrecadaram foram também as que mais elegeram candidatos neste ano.

Segundo o levantamento junto aos dados dos candidatos às prefeituras das 26 capitais do país, dos R$ 489,5 milhões recebidos, R$ 350 milhões foram repassados indiretamente por diretórios dos partidos ou comitês.

Na chamada “doação oculta”, os doadores de campanha, em geral empresas privadas e construtoras, preferem fazer os repasses para os comitês criados pelos partidos ou aos próprios diretórios das legendas, que repassam a verba aos candidados. Assim, os doadores não vinculam diretamente seus nomes aos dos políticos.

Capitais estão acima da média
Segundo os dados do TSE, São Paulo é a capital com os maiores percentuais de doação “oculta” do país. Foram R$ 89,3 milhões repassados aos candidatos indiretamente.

Os números das capitais são muito superiores se comparados ao nacional. O G1 contabilizou o percentual geral de doação “oculta” no primeiro turno. Somadas as receitas de todos os candidatos do país, a prefeito e a vereador, a parcela de doação indireta chega a 20,6% do recebido. Do total de R$ 3,53 milhões em arrecadação, R$ 742,3 milhões foram declarados como provenientes dos diretórios dos partidos e de comitês financeiros.

Em São Paulo, Levy Fidelix declarou que 99,76% de sua receita foi recebida de forma indireta. Em seguida, proporcionalmente, estão José Serra (PSDB), com 94,74% de doações recebidas de comitês financeiros; Soninha Francine (PSOL), com 91,68% das doações ocultas; e o prefeito eleito Fernando Haddad (PT), com 90,73%.

Nas capitais, 16 candidatos receberam 100% das doações de forma “oculta”, como revelam as prestações de contas de Anaí Caproni (PCO), em São Paulo; Jerônimo Maranhão (PMN), em Manaus; Cyro Garcia (PSTU), no Rio de Janeiro; e Teresa Surita (PMDB), única mulher eleita prefeita em uma capital neste ano, em Boa Vista.

Apenas 36 candidatos às prefeituras das capitais declararam não ter recebido de nenhuma fonte indireta, contra 142 que declararam recurso obtido por meio de comitês e diretórios. Até o fechamento desta reportagem, 17 candidatos ainda não haviam apresentado prestação de contas de campanha, mas nenhum deles concorreu no segundo turno. O último prazo para a entrega foi encerrado no dia 26 de novembro.

Partidos e comitês
Ainda conforme o levantamento, mesmo dentro de partidos e comitês há doações “ocultas”.

Do total de R$ 819,7 milhões recebidos pelos partidos em 2012, 25,4% – R$ 207,4 milhões – foram contabilizados indiretamente como doações de diretórios e comitês de campanha. Os comitês registraram R$ 796,1 milhões em doações, dos quais 36% – R$ 286,7 milhões – foram feitas de maneira indireta.

Juntos, partidos políticos e comitês eleitorais arrecadaram R$ 1,615 bilhão para campanhas no primeiro turno. A verba, no entanto, não foi totalmente repassada aos candidatos, mesmo que indiretamente. As legendas declararam ter repassado R$ 714 milhões em doações para candidatos, comitês e partidos. Os comitês, R$ 214,3 milhões. O restante foi declarado como despesa com comícios, energia elétrica, telefone, água, alimentação.

‘Caminho oculto’ do dinheiro
O TSE tornou obrigatório, na eleição municipal de 2012, ao comitê ou partido ter uma conta bancária exclusiva para a movimentação de valores de campanha eleitoral, medida tomada para evitar que dinheiro de doações se misturasse com recursos das contas internas.

Assim, é possível pela primeira vez consultar quem são os doadores de comitês, partidos e direção nacional. O caminho do dinheiro até os candidatos, no entanto, continua obscuro. Veja o que disseram especialistas.

Custo x benefício
Os números divulgados pelo TSE mostram que PMDB e PSDB, partidos que mais receberam doações de campanha, também foram os que mais elegeram prefeitos no país, 1.031 e 702, respectivamente. O PMDB arrecadou R$ 222,9 milhões, enquanto que o PSDB conseguiu R$ 128,2 milhões.

Em seguida aparecem PSB, a sigla que obteve o maior número de prefeituras nas capitais do país; PT, terceiro a conquistar mais prefeituras e o que mais conquistou o Executivo de cidades grandes; e PSD, que, em sua primeira eleição, elegeu 497 prefeitos.

O DEM aparece em 6º lugar no ranking de doações, mas foi o nono partido que mais conquistou prefeituras. O PCB foi a sigla que menos arrecadou para campanhas, R$ 20.003,50 ao todo no país.

Doadores dos partidos
Segundo os dados da Justiça Eleitoral, a maior parte das doações a partidos veio de origem “não especificada”, conforme nomenclatura utilizada pelo tribunal: R$ 610,2 milhões. A segunda maior fonte foi o fundo partidário, com R$ 36,5 milhões.

No país, as maiores doações vindas de pessoas jurídicas aos partidos são das construtoras Andrade Gutierrez (R$ 53,2 milhões), OAS (R$ 23 milhões), Queiroz Galvão (R$ 30,8 milhões) e da empresa JBS (R$ 12,1 milhões). Juntas, elas somaram R$ 107 milhões em doações feitas diretamente às siglas.

Grande parte dos recursos foi transferida por meio eletrônico (R$ 627,2 milhões), seguida de cheque (R$ 115,8 milhões), depósito em espécie (R$ 35,4 milhões) e aplicação do fundo partidário (R$ 25,4 milhões).

Arrecadação dos comitês financeiros
Os dados das prestações de contas mostram que os comitês receberam R$ 796,1 milhões para utilizar em campanhas de seus candidatos. Desse total, R$ 471,5 milhões foram declarados de fonte “não especificada” e R$ 366,7 milhões foram repassados por meio de transferência eletrônica.

Nesse tipo de doação, o PT ultrapassa o PMDB e é o que mais arrecadou verba de campanha por meio de seus comitês eleitorais. Em seguida aparecem PSDB, PSD e PSB.

Quanto ao tipo de receita, os comitês receberam R$ 257,9 milhões provindos dos partidos políticos, R$ 253,5 milhões de pessoas jurídicas e R$ 218,5 milhões de pessoas físicas.

As maiores doações são provenientes das direções nacionais, estaduais e municipais dos partidos, dos comitês financeiros municipais, único, para prefeito e para vereador: R$ 282 milhões. Somente da direção nacional foram R$ 148,9 milhões.

O TSE ainda não divulgou os dados consolidados com as prestações de conta das receitas e despesas nas 50 cidades onde ocorreu segundo turno.

G1

PSB toma lugar do PMDB e do PT e passa a ser o partido com o maior número de capitais

Com as vitórias no segundo turno de Roberto Claudio, em Fortaleza, Mauro Mendes, em Cuiabá, e Mauro Nazif, em Porto Velho, o PSB (Partido Socialista Brasileiro) passou a ser o partido que governará o maior número de capitais no país, tomando o posto do PMDB e do PT, que empatavam em número de municípios liderados.

Além das três cidades nas quais trinfou neste domingo, os socialistas saíram vitoriosos no primeiro turno em Belo Horizonte, com Marcio Lacerda, e Recife, com Geraldo Julio, totalizando cinco capitais.

Essas vitórias e a liderança nos núcleos dos Estados conquistados aumentam o cacife do presidente do partido, Eduardo Campos, que passou a ser visto como uma possibilidade para a disputa nacional, em 2014.

De quebra, Campos rompeu a aliança histórica com o PT em Recife, e aproximou-se do provável presidenciável Aécio Neves, que fez campanha para o PSB em diversas cidades. Na semana passada, o senador mineiro chegou a afirmar que pediu mais votos para o PSB do que para o PSDB durante as eleições deste ano.

Entre outros candidatos, o prefeito reeleito em Belo Horizonte contava com o apoio do senador mineiro.

Já o PMDB, que hoje governa seis capitais –Salvador, Goiânia, Campo Grande, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Florianópolis–, a partir de 2013 estará no comando apenas na capital fluminense, com Eduardo Paes, reeleito, e em Boa Vista, com Teresa Surita.

O PT governará quatro capitais –São Paulo, João Pessoa, Rio Branco e Goiânia– ante as seis atuais –Fortaleza, Vitória, Recife, Porto Velho, Palmas e Rio Branco. Em 2004, o PT era o partido à frente de mais capitais, nove, no total.

Se, por um lado, o partido da presidente Dilma perdeu cidades importantes, por outro voltou ao comando da capital paulista, o maior colégio eleitoral do país, após oito anos.

O PSDB também governará o mesmo número de capitais que seu maior rival. Com o comando em Maceió, Belém, Manaus e Teresina, manteve-se estável em relação às últimas eleições.

Uol

Saiba os salários dos vereadores em todas as capitais do país

O salário de vereador mais alto do país entre as capitais está no Rio de Janeiro (R$ 15.031,76) e o menor, em Rio Branco (R$ 6.129), segundo levantamento junto às câmaras municipais (Veja tabela completa abaixo).

Além do salário, os vereadores contam com benefícios, como auxílio moradia, paletó, combustível, passagens aéreas e telefone. O vereador realiza o gasto, apresenta a nota justificando a despesa, e é reembolsado. A maioria também recebe verba de gabinete, para contratar assessores para auxiliá-lo.

No Rio de Janeiro, por exemplo, o vereador recebe auxílio gasolina (1 mil litros/mês), auxílio paletó (100% do salário, duas vezes por ano, um no início da Sessão Legislativa e outra ao final), tem direito a 20 cargos comissionados e 4 mil selos mensais.

O segundo salário mais alto está em Natal, onde o subsídio no Legislativo municipal é de R$ 15.019 — a câmara local não informou se há verba indenizatória. Em Macapá, cada vereador tem salário de R$ 12 mil, sem verba de gabinete, seguido de Goiânia: R$ 11.082, com direito a 25 assessores, combustível (quantidade em litros por mês) e telefone (plano empresarial pós pago), e Curitiba, com salário de R$ 10.996,52.

Os subsídios dos vereadores são os únicos não fixados em lei e estão atrelados aos dos deputados estaduais. São determinados pelas câmaras com base na população do município e a Constituição. Em municípios de mais de 500 mil habitantes, por exemplo, corresponde a 75% do subsídio dos deputados estaduais que, por sua vez, não podem receber além de 75% do fixado aos ministros do Supremo Tribunal Federal, atualmente em R$ 26.723,13.

Segundo a Constituição Federal, a Câmara Municipal não pode gastar mais de 70% de sua receita com folha de pagamento, incluindo os subsídios dos vereadores, sob o risco de cometer crime de responsabilidade.

Veja a seguir a relação dos subsídios conforme informado pelas câmaras municipais:
Capital
Subsídio*
Benefícios/verba gabinete
Com aumento previsto para 2013
Rio de Janeiro R$ 15.031.76 Auxílio gasolina (1 mil litros/mês), auxílio paletó (100% do salário, duas vezes por ano, um no início da Sessão Legislativa e outra ao final), 20 cargos comissionados, 4 mil selos mensais. Os vereadores não têm verba indenizatória, auxílio saúde e carro oficial Vai aumentar 75% em 2013
Natal R$ 15.019 Não informou
Macapá R$ 12.000 Não tem verba de gabinete
Goiânia R$ 11.082 25 assessores, combustível (quantidade em litros por mês) e telefone (plano empresarial pós pago)
Curitiba R$ 10.996,52 Não informou
Teresina R$ 10.507,97 Até 20 assessores: R$ 30 mil; verba indenizatória: R$ 6,5 mil R$ 15.031,76
Salvador R$ 10.400,76 Verba de gabinete R$ 53.033,16; vale-refeição R$ 1.272; tíquete-combustível R$1.865 e 1 mil selos por mês
Aracaju R$ 10.392,38 Verba indenizatória R$ 10 mil e verba de assessoria R$ 17 mil R$ 15.031
Porto Alegre R$ 10.335,72 13º salário
Palmas R$ 10.021,16 Despesas parlamentares R$ 13.371,67 e verba de gabinete R$ 23,7 mil
Manaus R$ 9.288,05 Auxílio-combustível R$ 2,3 mil (seis veículos por gabinete); ticket-alimentação R$ 2 mil; verba indenizatória R$ 4,6 mil/mês; auxílio-paletó R$ 9.288,05 anual (mesmo valor do salário); verba de gabinete R$ 40 mil/mês; verba-alimentação R$ 4 mil (pago como ressarcimento); verba combustível R$ 4 mil (pago como ressarcimento); telefone R$ 300/mês
Belo Horizonte R$ 9.288,05 13°, 14° e 15° salários e verba indenizatória de R$15 mil Neste ano foi proposto o projeto de lei para extinguir os 14º e 15º salários. O PL aguarda votação em plenário
São Paulo R$ 9.288,05 Verba para 18 assistentes parlamentares, de R$ 106.452,03 e verba para despesas R$ 17.287,50 Um aumento para R$ 15.031,76 a partir de 2013, já aprovado, está sob discussão no Supremo Tribunal Federal
Fortaleza R$ 9.288,04 Despesas: R$ 12 mil (transporte, comunicação etc.); verba de assessoria R$ 33.450; 13º salário R$ 11.888,64
Cuiabá R$ 9.288 Verba indenizatória R$ 17 mil (contratação de funcionários) e verba de gabinete dos vereadores R$ 15 mil Até dezembro deve ser apresentado um projeto para aumentar o salário para a próxima legislatura
Recife R$ 9.287,57 Auxílio-combustível: R$ 2,3 mil (seis veículos por gabinete); ticket-alimentação: R$ 2 mil; verba indenizatória: R$ 4,6 mil R$ 15.031,76
João Pessoa R$ 9.280 Telefone e celular: R$ 350; cotas de material de expediente e de postagem (mensais) e de entrega de comendas (medalhas e títulos) anual. Não há valor fixo R$ 15 mil
Belém R$ 9.250 Não informou R$ 15.031,76
Campo Grande R$ 9.200 Ajuda de custo R$ 8 mil
São Luís R$ 9.155 Verba de gabinete R$ 13,8 mil; verba indenizatória R$ 24 mil Existe um projeto tramitando na Câmara de aumento pra esses cargos
Maceió R$ 9.000 Não informou
Florianópolis R$ 8.780,44 Não informou R$ 13.375,41
Vitória R$ 7.430,40 Não informou
Porto Velho R$ 7.430 13º salário
Boa Vista R$ 6.200 Verba indenizatória: R$ 10,6 mil e verba para pagamento de mão de obra: R$ 19,8 mil/mês R$ 10.200
Rio Branco R$ 6.129 Verba rescisória (despesas gerais) R$ 15 mil/ mês e verba de gabinete (paga salários de assessores) R$ 15 mil/ mês
*Valores dos subsídios brutos fornecidos pelas câmaras municipais

 

G1

Partidos de esquerda e centro-esquerda têm chances em 80% das capitais

Capacidade de mobilização da militância posiciona PT em condições de eleger boa parte dos prefeitos de capitais do país (CC/Assis e Alex13)

Candidatos abrigados em legendas consideradas de esquerda ou centro-esquerda podem vencer no primeiro turno ou ir para o segundo em 21 das 26 capitais brasileiras nas eleições deste ano – o equivalente a 80%. Os principais partidos do país tradicionalmente enquadrados nesse espectro ideológico são PT, PSB, PCdoB, PDT e PSOL.

Faltando uma semana para as eleições, as últimas pesquisas indicam que uma dessas legendas certamente vencerá em cinco capitais, onde ocupam o primeiro e o segundo postos na preferência do eleitorado, bem à frente dos demais concorrentes. São elas: Macapá (AP), Goiânia (GO), Belo Horizonte (MG), Cuiabá (MT) e Porto Alegre (RS).

Nas outras 16, os partidos de esquerda ou centro-esquerda lideram em sete: Rio Branco (AC), Salvador (BA), Fortaleza (CE), Belém (PA), João Pessoa (PB), Recife (PE) e Natal (RN).

Entre as 21 cidades, as situações mais difíceis estão no Rio de Janeiro (RJ), em Aracaju (SE) e Vitória (ES), onde candidatos de centro ou de direita lideram com larga vantagem, podendo vencer já no próximo dia 7.

O levantamento, feito pela Rede Brasil Atual com base nas pesquisas disponíveis, leva em consideração a orientação ideológica apenas dos partidos que encabeçam as chapas.

O PT é o partido mais bem posicionado no conjunto das capitais entre as legendas de esquerda, com chance em 11 delas. Pode vencer no primeiro turno em Goiânia; deve ir para o segundo turno em Rio Branco, Salvador, Fortaleza, Cuiabá, João Pessoa e São Paulo; aparece em terceiro lugar, mas tecnicamente empatado com o segundo colocado, em Vitória, Recife e Porto Velho; e trava uma disputa acirrada em Belo Horizonte, numa campanha que acabou polarizada entre Patrus Ananias (PT) e o atual prefeito Márcio Lacerda (PSB), com vantagem para este último.

O PSB tem chances em oito capitais (Fortaleza, Belo Horizonte, Cuiabá, Recife, Curitiba, Aracaju, João Pessoa e Porto Velho). O PDT aparece bem colocado em quatro (Macapá, Natal, Porto Alegre e Maceió) e o PCdoB em três (Manaus, Porto Alegre e Florianópolis), assim como o PSOL (Belém, Macapá e Rio de Janeiro).

Atualmente, esses partidos, excetuando-se PSOL, governam 14 capitais, sendo sete do PT, três do PDT, três do PSB e uma do PCdoB.

Veja abaixo como está a disputa entre os principais colocados em cada uma das 26 capitais, de acordo com as pesquisas mais recentes. As cidades marcadas com asterisco indicam possibilidade de vitória no primeiro turno.

Rio Branco (AC) – Ibope de 21 de setembro

Marcus Alexandre (PT) – 43%
Tião Bocalom (PSDB) – 39%

Maceió (AL) – Vox de 16 de setembro *

Rui Palmeira (PSDB) – 43%
Ronaldo Lessa (PDT) – 23%

Manaus (AM) – Ibope de 20 de setembro

Vanessa Grazziotin (PCdoB) – 29%
Arthur Virgílio (PSDB) – 29%

Macapá (AP) – Ibope de 22 de setembro

Roberto Góes (PDT) – 33%
Clécio Luís (PSOL) – 23%

Salvador (BA) – Datafolha de 27 de setembro

Nelson Pelegrino (PT) – 34%
ACM Neto (DEM) – 31%

Fortaleza (CE) – Datafolha de 27 de setembro

Elmano Freitas (PT) – 24%
Roberto Cláudio (PSB) – 19%
Moroni Torgan (DEM) – 18%

Vitória (ES) – Ibope de 23 de setembro * (margem de erro de quatro pontos)

Luiz Paulo (PSDB) – 43%
Luciano Rezende (PPS) – 22%
Iriny Lopes (PT) – 16%

Goiânia (GO) – Grupom de 16 de setembro *

Paulo Garcia (PT) – 40%
Jovair Arantes (PTB) – 11%

São Luís (MA) – Exata de 22 de setembro

João Castelo (PSDB) – 30%
Edvaldo Holanda Jr. (PTC) – 28%

Belo Horizonte (MG) – Datafolha de 27 de setembro *

Márcio Lacerda (PSB) – 45%
Patrus Ananias (PT) – 32%

Campo Grande (MS) – Ibope de 25 de setembro

Alcides Bernal (PP) – 35%
Edson Giroto (PMDB) – 31%

Cuiabá (MT) – Mark de 24 de setembro

Mauro Mendes (PSB) – 38%
Lúdio Cabral (PT) – 33%

Belém (PA) – Ibope de 22 de setembro

Edmilson Rodrigues (PSOL) – 38%
Zenaldo Coutinho  (PSDB) – 20%

João Pessoa (PB) – Ibope de 21 de setembro (margem de erro de quatro pontos)

Luciano Cartaxo (PT) – 29%
Cícero Lucena (PSDB) – 20%
José Maranhão (PMDB) – 18%
Estela Bezerra (PSB) – 14%

Recife (PE) – Datafolha de 27 de setembro (margem de erro de três pontos)

Geraldo Júlio (PSB) – 42%
Daniel Coelho (PSDB) – 22%
Humberto Costa (PT) – 17%

Teresina (PI) – Ibope de 21 de setembro

Firmino Filho (PSDB) – 32%
Elmano Férrer (PTB) – 27%

Curitiba (PR) – Datafolha de 27 de setembro

Ratinho Jr. (PSC) – 32%
Luciano Ducci (PSB) – 25%

Rio de Janeiro (RJ) – Datafolha de 27 de setembro *

Eduardo Paes (PMDB) – 55%
Marcelo Freixo (PSOL) – 19%

Natal (RN) – Vox de 23 de setembro *

Carlos Eduardo (PDT) – 47%
Hermano Moraes (PMDB) – 17%

Porto Velho (RO) – Ibope de 26 de setembro (margem de erro de quatro pontos)

Lindomar Gasçon (PV) – 29%
Mário Português (PPS) – 17%
Mauro Nazif (PSB) – 16%
Mariana Carvalho (PSDB) – 15%
Fátima Cleide (PT) – 12%

Boa Vista (RR) – Ibope de 25 de setembro *

Teresa Surita (PMDB) – 54%
Mecias de Jesus (PRB) – 19%

Porto Alegre (RS) – Ibope de 29 de setembro *

José Fortunati (PDT) – 47%
Manuela D’Ávila (PCdoB) – 24%

Florianópolis (SC) – Ibope de 25 de setembro

Cesar Souza Jr. (PSD) – 33%
Angela Albino (PCdoB) – 28%

Aracaju (SE) – Ibope de 14 de setembro *

João Alves Filho (DEM) – 51%
Valadares Filho (PSB) – 20%

São Paulo (SP) – Ibope de 27 de setembro

Celso Russomanno (PRB) – 34%
Fernando Haddad (PT) – 18%
José Serra (PSDB) – 17%

Palmas (TO) – Serpes de 22 de setembro

Carlos Amastha (PP) – 43%
Marcelo Lelis (PV) – 35%

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