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Comer frutas pode prevenir o câncer de mama

O câncer é o principal problema de saúde pública no mundo e já está entre as quatro principais causas de morte prematura (antes dos 70 anos de idade) na maioria dos países. A incidência e a mortalidade por câncer vêm aumentando no mundo, em parte pelo envelhecimento, pelo crescimento populacional, como também pela mudança na distribuição e na prevalência dos fatores de risco de câncer, especialmente aos associados ao desenvolvimento socioeconômico.

Para o Brasil, a estimativa para cada ano do triênio 2020-2022 aponta que ocorrerão 625 mil casos novos de câncer (450 mil, excluindo os casos de câncer de pele não melanoma). O câncer de pele não melanoma será o mais incidente (177 mil), seguido pelos cânceres de mama e próstata (66 mil cada), cólon e reto (41 mil), pulmão (30 mil) e estômago (21 mil). O cálculo global corrigido para o sub-registro, segundo MATHERS et al. (2003), aponta a ocorrência de 685 mil casos novos.

A melhor forma de evitar o câncer é seguindo um estilo de vida saudável, o que inclui hábitos como praticar atividade física. Embora muitas pessoas pensem que o autoexame e a mamografia sejam formas de prevenção, na verdade esses são cuidados que permitem o diagnóstico precoce da doença. “Para que realmente seja possível evitar, é necessário incluir os alimentos certos na sua dieta,” garante a nutricionista Luanna Caramalac.

  1. Frutas vermelhas

Frutas como morango, amora, framboesa e mirtilo têm sua coloração característica devido à presença de pigmentos chamados antocianinas. Essas substâncias têm poder antioxidante e evitam a formação dos radicais livres, moléculas que prejudicam o DNA das células e favorecem o desenvolvimento do câncer. Além disso, essas frutas oferecem boas quantidades de vitamina C, que também é um antioxidante poderoso.

  1. Frutas amarelas e alaranjadas

A coloração amarela ou alaranjada de alimentos como, manga, nectarina e mamão se devem à presença do betacaroteno, um pigmento que protege nosso material genético dos danos causados pela oxidação. “Outro benefício desses alimentos são as altas concentrações de vitaminas, minerais e fibras, que permitem o bom funcionamento de todo o organismo,” informa Caramalac.

  1. Frutas cítricas

As frutas cítricas são as campeãs quando o assunto é vitamina C, um micronutriente capaz de evitar o estresse oxidativo nas células e prevenir o desenvolvimento de diversos tipos de tumor maligno, inclusive o câncer de mama.

De acordo com a nutricionista, vale a pena investir em frutas como abacaxi, acerola, maracujá, kiwi, laranja, limão e tangerina, ingerindo pelo menos uma porção todos os dias.

  1. Tomate

Além de fornecer fibras e vitamina C, o tomate é uma excelente fonte de licopeno, uma substância antioxidante que contribui para a proteção do material genético celular em relação aos radicais livres.

O licopeno é mais bem absorvido pelo corpo quando o tomate passa por um processo de cozimento, de forma que o molho caseiro também pode entrar na lista de alimentos para prevenir o câncer de mama. Contudo, é preciso manter o fogo baixo, pois temperaturas muito altas diminuem suas propriedades antioxidantes.

“É importante lembrar que, embora o licopeno se torne mais disponível, o cozimento pode destruir outros micronutrientes, de forma que o mais interessante é manter um equilíbrio no consumo de tomates crus e cozidos,” indica a nutricionista.

O câncer pode ser causado por diversos fatores, seja genético, endócrino ou até comportamental e um dos agravantes da doença é a má alimentação, que ocasiona muitas vezes, o sobrepeso e a obesidade. De acordo com Luanna Caramalac, além de contribuir para a manutenção do peso e a prevenção da doença, alimentos naturais como frutas e verduras possuem fibras, vitaminas, minerais e diversos fitoquímicos que podem atuar no combate e na prevenção do Câncer de Mama.

Dra. Luanna Caramalac Munaro – CRN-3 49383 – Nutricionista pela UNIDERP, pós-graduada em nutrição clínica funcional, pela VP – Centro de Nutrição Funcional, pós-graduanda em adequação nutricional e manutenção da homeostase, pós-graduanda em nutrição comportamental pela IPGS, formação em modulação intestinal.

Atua na área integrativa com foco em prevenção e tratamentos de doenças crônicas degenerativas e emagrecimento saudável.

 

 

Mariana Durante

 

 

Autoestima, psicoterapia e fé: conheça alguns aliados do tratamento de câncer de mama

Receber o diagnóstico de um câncer de mama é extremamente desafiador para mulher que terá que lutar contra a doença e para os familiares e amigos que compartilham a vivência diária. O psicólogo da MedPrev do Hapvida em João Pessoa, Andersson Felipe, explica que manter a autoestima mesmo diante do impacto pessoal e emocional gerado pela confirmação da doença é fundamental. “Manter a autoestima elevada proporciona um empoderamento à mulher e faz o processo do tratamento ficar um pouco menos difícil”, declara, aprontando que psicoterapia e fé são aliados importantes nessa jornada de luta contra o câncer.

O especialista esclarece que a autoconfiança, mesmo que debilitada por hora, necessita de reparos com a parte psicológica e momentos que agreguem bons pensamentos e diálogos produtivos. “Em alguns casos os próprios pacientes demonstram que não irão se abalar e que existem muitos motivos para se viver, impulsionando assim outros fatores que favorecem a manutenção da autoestima e a não desistir”, esclarece.

Andersson Felipe lembra que além da psicoterapia se torna uma aliada forte nesse processo de tratamento, a fé também é um dos principais suportes na luta da mulher com câncer de mama e está presente em boa parte das pessoas que se submete ao tratamento. “Trabalhos artesanais em ONGs com enfoque na causa e encontro de amigos estão também entre os pontos importantes para a melhora da auto estima e relatos de experiências”, elenca o psicólogo.

Familiares e Amigos – Outro aspecto que está ligado diretamente ao tratamento é o apoio de familiares e amigos, em estar promovendo momentos felizes e que favoreçam o bem-estar e a saúde psíquica. O psicólogo do Hapvida reforça que proporcionar momentos atrativos e adversos que envolva a mulher e promover diálogos que tragam outras temáticas e assuntos do interesse da mesma, que sejam leves e que seja algo sobre o que a mulher goste de falar, ocupando assim a mente de forma mais saudável.

Andersson Felipe explica também que é de extrema importância a participação dos entes queridos em todo o processo do tratamento. “A mulher se enxerga muito sensível e vulnerável, muitas vezes sem esperança e boas perspectivas ao tratamento submetido, principalmente quando se depara com uma situação de mastectomia, necessitando de encorajamento, apoio psicológico, tratando-se principalmente contexto emocional”, reforça.

 

Assessoria de Imprensa

 

 

Entenda a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama

Mariane Teodoro, oncologista da Unimed João Pessoa, reforça o autoexame e os hábitos saudáveis para a prevenção da doença

Com o tema ‘Quanto antes, melhor!’, o Outubro Rosa, campanha de prevenção ao câncer de mama da Unimed João Pessoa, reforça a importância do diagnóstico precoce para permitir um tratamento menos agressivo e maiores chances de cura. Para a oncologista Mariane Teodoro Fernandes, especialista em câncer de mama e integrante da equipe da Unidade de Oncologia da Unimed JP, este ano, a campanha tem um significado ainda mais especiais. “Devido à pandemia da covid 19, tivemos uma diminuição de exames de rastreamento. Por isso, é tão importante lembrar a sociedade sobre a importância do exame, da prevenção e do tratamento correto”, alerta a médica.

Segundo ela, a adoção de hábitos saudáveis é a forma de prevenir e diminuir riscos. “Alimentação saudável e exercícios físicos são fundamentais, e também é importante a diminuição do consumo de álcool”, disse.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), estima-se que em 2020 sejam descobertos mais de 66 mil novos casos de câncer de mama. O número de óbitos por esta doença deve ultrapassar os 17.500. As sociedades brasileiras de Oncologia e Mastologia recomendam que a mamografia deve ser feita anualmente a partir dos 40 anos de idade.

Autoexame – A maior parte dos casos de câncer de mama é descoberta pelas próprias mulheres, durante o autoexame. Por isso, todas devem conhecer o seu corpo para saber o que é e o que não é normal na sua mama.

É preciso lembrar que o autoexame é apenas a primeira precaução. A mulher deve ficar atenta também ao aparecimento de secreções e dores, além da consulta ginecológica anual.

O autoexame pode ser realizado em frente ao espelho, em pé ou deitada. Depois de fazer, caso sinta algum nódulo ou mudança na textura ou tamanho, deve ser procurar um ginecologista. Ele realizará o exame clínico de mama e poderá solicitar a mamografia.

Confira alguns sinais e sintomas:

• Nódulo (caroço), fixo e geralmente indolor: é a principal manifestação da doença, estando presente em cerca de 90% dos casos quando o câncer é percebido pela própria mulher;
• Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja;
• Alterações no bico do peito (mamilo);
• Pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço;
• Saída espontânea de líquido anormal pelos mamilos.

 

Assessoria

 

 

Fatores genéticos são responsáveis por 10% dos casos de câncer de mama e especialista lista fatores de risco para doença

O câncer de mama, excluídos os tumores de pele não melanoma, é o mais incidente entre as mulheres. Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam uma estimativa de 66.280 novos casos em todo país para este ano. Na Paraíba, serão 46,17 novos casos para cada 100 mil mulheres, totalizando 1.120 pessoas que devem descobrir a doença este ano.

Apesar de muito se falar sobre a ocorrência de casos de mama por uma questão de fator genético, neste 1º de outubro, dia que marca o início da campanha Outubro Rosa, que tem por objetivo conscientizar a população acerca da doença e necessidade do diagnóstico precoce, a mastologista do Hapvida em João Pessoa, Josivania Felipe Santiago, afirma que o câncer de mama de caráter hereditário corresponde apenas de 5 a 10% de casos.

“Os fatores genéticos/hereditários estão relacionados à presença de mutações em determinados genes, especialmente BRCA 1 e 2. Mulheres que possuem vários casos de câncer de mama ou pelo menos um caso de câncer de ovário em parentes consanguíneos, sobretudo em idade jovem, ou câncer de mama em homem também em parente consanguíneo, podem ter predisposição genética e são consideradas de maior risco para a doença”, esclarece.

A mastologista explica que os principais fatores de risco para ocorrência de câncer de mama são: idade, histórico familiar – ter irmã ou mãe com câncer de mama (fator genético); menarca precoce e menopausa tardia (a mulher fica exposta mais tempo a ação hormonal); não ter filhos (maior tempo sob ação hormonal, pois não tem as paradas dos ciclos de gravidez); história de exposição à radiação, obesidade e tabagismo.

Josivania Santiago aproveita o momento para reforçar a importância da obtenção de um diagnóstico precoce. “O câncer de mama é a segunda forma mais comum de câncer nas mulheres. Importante causa de mortalidade também. Só através do diagnóstico precoce da doença poderemos diminuir a alta taxa de mortalidade desta doença e possibilitar cirurgias cada vez menos agressivas e melhor qualidade de vida”, pondera.

Identificando e Diagnosticando – A mastologista do Hapvida explica que sinais podem indicar um possível câncer de mama. “Nódulo único, irritação ou abaulamento de uma parte da mama, inchaço de uma parte ou toda a mama, dor na região da mama e mamilo, inversão do mamilo, vermelhidão na pele, espessamento da pele ou retração da pele ou mamilo. Além da presença de secreção sanguinolenta ou cor de água pelo mamilo. Esses são alguns sinais que merecem atenção”, elenca.

Já para o diagnóstico da doença podem ser realizados o core biopsy – que é uma biópsia com agulha grossa e um procedimento que dá o diagnóstico definitivo –, mamografia, ultrassonografia das mamas, ressonância magnética, tomossíntese mamária são alguns dos testes e exames que contribuem para fechar o diagnóstico da doença.

Josivania Santiago reforça que a realização do autoexame das mamas, atividade física regular, alimentação balanceada, mamografias de rastreamento, evitar o consumo de álcool e fumo são algumas práticas diárias que ajudam a prevenir o surgimento do câncer de mama.

 

Assessoria 

 

 

HPV pode levar ao câncer

O HPV (Papilomavírus Humano) é um vírus que infecta a pele ou mucosas (oral, genital ou anal), tanto de homens quanto de mulheres, desenvolvendo verrugas que podem levar ao câncer.

Dados do Ministério da Saúde mostram que aproximadamente 291 milhões de mulheres no mundo têm HPV e, dessa população, estima-se que um terço estão infectadas pelos subtipos 16 e 18; e são esses os tipos virais que desenvolvem a maioria dos casos de câncer de colo do útero.

A Associação Americana de Urologia (AUA), em seu site, menciona que o HPV é a infecção sexualmente transmissível mais comum no mundo e cerca de 14 milhões de pessoas são infectadas a cada ano nos Estados Unidos (EUA). A prevalência do HPV genital é estimada em 42,5% das mulheres americanas com idades entre 14 e 59 anos. Estima-se que a incidência anual desses cânceres nos EUA seja de 15 mil casos, em mulheres; e de 7 mil casos, entre os homens. Acredita-se que o HPV seja responsável por até 50% de todos os cânceres invasivos de pênis e está associado a quase todos os cânceres do colo do útero. Lembrando que o tumor de colo do útero é o segundo câncer mais comum e a quinta principal causa de mortes em mulheres em todo o mundo, com quase 4.000 mortes/ano nos EUA.

O HPV também está envolvido em até 85% dos casos de câncer de ânus; 35% de orofaringe e 23% de boca. Ressaltamos que a neoplasia de boca e garganta é o sexto tipo de câncer mais comum no mundo e sua incidência está fortemente relacionada à prática de sexo oral em pacientes com HPV.

No Brasil, em estudo recente envolvendo as 27 capitais, em 119 Unidades Básicas de Saúde / SUS, foram entrevistados 8.626 homens e mulheres com idade que variou de 16 a 25 anos (média de 21,6 anos). O estudo identificou uma prevalência de 53,6% de HPV, sendo 32,5% de alto risco (54,6% na população feminina e 51,8% nos homens). Outro dado importante deste estudo foi que, em relação às infecções sexualmente transmissíveis (IST), 13,8% dos pacientes avaliados já haviam manifestado HPV em outro momento ou apresentaram resultado positivo no teste rápido para HIV ou Sífilis.

Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), as formas de contágio do HPV são as mais variadas possíveis, a saber:

• A transmissão do vírus se dá por contato direto com a pele ou mucosa infectada.

• Pela via sexual, que inclui contato oral-genital, genital-genital ou mesmo manual-genital. Assim sendo, o contágio com o HPV pode ocorrer mesmo na ausência de penetração vaginal ou anal.

• Também pode haver transmissão para o bebê durante o parto, caso a mãe seja portadora do vírus.

• Existem dúvidas quanto a possibilidade de contaminação pelo HPV por meio de objetos, do uso de vaso sanitário e piscina ou pelo compartilhamento de toalhas e roupas íntimas.

O paciente infectado pelo HPV pode não apresentar sinais ou sintomas na maioria dos casos e, assim, ficar latente. Normalmente, as primeiras manifestações clínicas pelo HPV surgem num período que varia de 2 a 8 meses da infecção, mas em alguns casos pode demorar até 20 anos para se manifestar. As lesões clínicas se apresentam como verrugas na região genital e/ou no ânus (denominadas tecnicamente de condilomas acuminados e popularmente conhecidas como “crista de galo”, “figueira” ou “cavalo de crista”). Podem ser únicas ou múltiplas, de tamanhos variáveis, achatadas ou papulosas (elevadas e sólidas). Em geral são assintomáticas e raramente desencadeiam coceira no local.

O diagnóstico é confirmado pelo exame físico, somado a uma genitoscopia, biópsia da lesão e identificação do vírus e seu subtipo por técnicas de biologia molecular.

O tratamento é individualizado, considerando as características da lesão (extensão, quantidade, localização), além da disponibilidade de recursos terapêuticos (químicos, eletrocauterização, crioterapia, laser, cirúrgicos, ácidos ou até mesmo estimuladores da imunidade). Independente de realizar o tratamento, as lesões podem desaparecer, recidivar, permanecer inalteradas ou aumentar em número e/ou volume.

A prevenção do HPV é realizada com o uso de vacinas que são distribuídas gratuitamente pelo SUS e indicadas para:

• Meninas de 9 a 14 anos;

• Meninos de 11 a 14 anos;

• Pessoas que vivem com HIV;

• Pessoas transplantadas na faixa etária de 9 a 26 anos;

Além da vacina recomendada para as crianças, adolescentes e grupos de risco, o preservativo (camisinha) masculino e feminino deve ser utilizado a partir do início da atividade sexual. Entretanto, o seu uso, apesar de prevenir a maioria das IST, não impede totalmente a infecção pelo HPV, pois as lesões podem estar presentes em áreas não protegidas. Na dúvida de uma infeção ou de uma lesão, procure auxílio médico. O Urologista saberá indicar a melhor opção de tratamento e prevenção.

* Dr. Marco Aurélio Lipay é Doutor em Cirurgia (Urologia) pela UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo), Titular em Urologia pela Sociedade Brasileira de Urologia, Membro Correspondente da Associação Americana e Latino Americano de Urologia e Autor do Livro “Genética Oncológica Aplicada à Urologia”.

 

Por dia, 32 paraibanos descobrem que tem câncer e ‘Live do Bem’ faz alerta para prevenção da doença

Todos os dias 32 pessoas na Paraíba descobrem algum tipo de câncer. Estimativas do Instituto Nacional do Câncer mostram que ao todo serão 11.800 casos da doença descobertos no estado, sendo 685.960 novos casos em todo o Brasil. Para alertar sobre a prevenção e ajudar o Hospital da FAP no tratamento da doença, será realizada em Campina Grande, nesta sexta-feira (28), a ‘Live do Bem’ comandada pelo cantor Beto Barbosa e com participação confirmada de 19 artistas, entre cantores e poetas.

O evento, que está na reta final dos preparativos, substitui a 4ª edição da Corrida do Bem em Campina Grande, que não pode ser realizada por conta da pandemia causada pelo coronavírus, e tem o objetivo de ajudar o Hospital da FAP na aquisição do software que atualiza o aparelho de radioterapia e o acelerador. A conta para contribuir com o Hospital da FAP é a do Banco do Brasil (001), Agência: 0063-9 e a Conta: 13.315-9.

O comandante da ‘Live do Bem’, o cantor Beto Barbosa teve câncer em 2019 e venceu a luta contra a doença, decidiu abraçar a causa para ajudar quem mais precisa. Além dele, outros artistas confirmaram presença: Gitana Pimentel, Cezinha e Chico Pessoa, Os 3 do Nordeste,  Débora Nunes, Jeito Nordestino, João Lacerda, Cláudio Coruja e Alinny Suisy, Coruja, Ramon Schnayder, Waldones, Jefferson Arretado, Poeta Francinaldo, Niedson Lua, Garotinho, Forró Campina, Tom Oliveira, Estela Alves e Forró 3×4. A Live do Bem terá a apresentação de Kleber Oliveira, Samya Maia e Walber Vidal.

A primeira edição da ‘Live do Bem’ fará uma homenagem ao centenário da dramaturga Lourdes Ramalho, carinhosamente como ela era chamada pela família, Lourdinha, que nasceu em 23 de agosto de 1920, em Jardim do Seridó, no Rio Grande do Norte (RN). Residiu em Campina Grande desde 1958. É autora de mais de 100 textos teatrais em prosa e em verso (cordel), voltados para o público adulto e infantil.

Assim como a Corrida, a Live do Bem tem por objetivo também, aumentar a conscientização da população paraibana a respeito do câncer, incentivando a prevenção da doença, estimulando hábitos saudáveis e reforçando a necessidade do diagnóstico precoce, fator primordial na busca pela cura.

Prevenção – Para o diretor técnico do Hospital da FAP, Max Joffily de Souza, o diagnóstico precoce é fundamental para o tratamento do câncer. Apesar disso, o médico reforça que prevenção não é apenas remédio ou exame. Ter hábitos saudáveis também é uma forma de evitar a doença.

“A prevenção do câncer é a pedra angular para que todas as pessoas tenham um desfecho mais favorável aquela doença. Quanto mais no início o tumor é diagnosticado, as chances de cura aumentam exponencialmente com menos mutilação. É importante tomarmos alguns cuidados como evitar exposição ao sol, ter uma alimentação adequada, ter uma prática constante de exercício físico e ter um sono tranquilo. Essas também são formas de nos prevenirmos contra a doença”, afirmou Max Joffily.

FAP – A Fundação Assistencial da Paraíba é uma entidade filantrópica, fundada em março de 1965, na cidade de Campina Grande. O atendimento foi ampliado em 1999, com o atendimento a um paciente acometido de câncer com a inauguração do “Centro de Cancerologia Dr. Ulisses Pinto”.

Assessoria 

 

 

Greve de anestesistas na FAP suspende cirurgias de pacientes com câncer em CG

Os anestesistas do Hospital da Fundação Assistencial da Paraíba (FAP), em Campina Grande, pararam as atividades por tempo indeterminado. Pelo menos 30 pacientes com câncer estão na fila de espera para cirurgias.

Os médicos denunciam supostas fraudes nas autorizações de internações hospitalares, onde a auditoria teria alterado os códigos de AIH´s para que os valores pagos pelas cirurgias caiam. Os profissionais informaram que o valor a ser pago seria de R$ 1.075 ao cirurgião, porém o valor repassado seria R$ 56.

A denúncia foi encaminhada à direção da FAP, ao Ministério Público Estadual, à Ordem dos Advogados do Brasil, ao Conselho Regional de Medicina, ao Sindicatos dos Médicos e à Secretaria de Saúde do Município.

Os médicos pedem a suspensão da triagem de novos pacientes, a apuração das denúncias, a substituição da auditoria e a apuração da denúncia no setor de contas do hospital.

O secretário de Saúde de Campina Grande, Felipe Reul, disse que a prefeitura não é culpada pelo problema, uma vez que, segundo ele, a FAP deveria ter completado a entrega de documentos necessários para que o repasse pendente fosse formalizado. Apesar disso, Reul adiantou que a situação poderá ser resolvida até a próxima semana.

pbagora

 

Morre em João Pessoa o jornalista Adelson Barbosa, vítima de câncer

Morreu no Hospital Memorial São Francisco, em João Pessoa, neste sábado (27), o jornalista Adelson Barbosa. Ele enfrentava um câncer no cérebro desde 2018 e havia sido internado hoje após sofrer uma piora no quadro de saúde.

Adelson Barbosa fez parte do Sistema Correio e trabalhou até o fechamento do jornal Correio da Paraíba.

Ele estava se tratando em casa do câncer até ser internado neste sábado. Atualmente mantinha um site próprio e estudava História.

As informações de velório e sepultamento não foram divulgadas, até o início da noite deste sábado.

 

clickpb

 

 

Duas Estradas confirma óbito por Coronavírus; paciente tinha câncer

Na noite desta quarta-feira (10) a Prefeitura Municipal de Duas Estradas, agreste Paraibano, confirmou o primeiro óbito por Coronavírus no município.

De acordo com nota divulgada pela gestão, o paciente tinha câncer e estava internado no Hospital Regional de Guarabira, após o teste para Covid-19 dar positivo ele foi transferido para a UPA, mas devido a complicações o mesmo veio a óbito.

blogdofelipesilva

 

 

Covid-19: pandemia atrapalha diagnósticos e rotina de tratamento de pacientes com câncer

O medo, o receio da contaminação pelo novo coronavírus (Covid-19) tem alterado a rotina de todos. A hashtag #Fiqueemcasa virou bordão das autoridades em saúde pública diante da atual crise sanitária que aflige o mundo. No entanto, o mesmo #Fiqueemcasa tem reduzido a realização de exames para diagnósticos de doenças graves, como o câncer, por exemplo, nas unidades de saúde.

De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), a pandemia se tornou um obstáculo a mais na vida daqueles que precisam dar sequência ao tratamento oncológico. Segundo pesquisa publicada pela  OMS na última segunda-feira (1º), dezenas de países tiveram o acesso a esse tipo de serviço abalado pelos efeitos da Covid-19. O estudo realizado em 155 países durante três semanas constatou um impacto global, principalmente, nos países de baixa renda.

Na Paraíba, a redução na manutenção da rotina de tratamentos oncológicos também foi observada. Ao PB Agora, o doutor Thiago Lins Almeida, coordenador do Projeto de Educação Continuada em Oncologia Clínica e Cirúrgica (ECOCC), da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), e professor da disciplina de Oncologia no curso de Medicina da instituição, revelou que o fenômeno é mais um dano social causado pela atual crise sanitária. Professor Thiago destacou que o câncer não segue o calendário imposto à sociedade pelas medidas de isolamento social, desta forma, a realização de exames para o diagnóstico da doença e os procedimentos para o tratamento precisam continuar. “Com a pandemia da Covid-19, muitos serviços precisaram se readequar e a população também ficou receosa em procurar atendimento com o oncologista e realizar seus exames preventivos.  Precisamos lembrar que o câncer não obedece a quarentena e devemos manter o contato com o médico para decidir o melhor momento da realização da consulta e dos exames”, explicou.

O contato com o médico deve permanecer mesmo durante o isolamento e, para isso, doutor Thiago Lins argumenta que a tecnologia pode ser uma parceira, já que a telemedicina (conversa com o profissional da saúde através de videoconferência) pode atuar no acompanhamento e na decisão pela realização ou adiamento de exames e cirurgias. “Essa definição deve ser profissional porque alguns exames e tratamentos não podem ser adiados. Os grandes hospitais e as clínicas especializadas no diagnóstico e tratamento do câncer já estão adaptadas e prontas para proteger os pacientes e seus funcionários também”, disse.

A pesquisa feita pela OMS revelou que 42% dos países pesquisados  interromperam parcial, ou até mesmo completamente, os serviços para tratamento do câncer. Além disso, o paciente oncológico está inserido no grupo de risco para a pandemia, o que resultou no afastamento dessas pessoas das unidades hospitalares. “O medo sempre nos atrapalha no dia a dia. Em especial, quando falamos em câncer na era Covid. Precisamos evitar o adiantamento de diagnósticos e de tratamentos contra o câncer nesse momento de pandemia, porque podemos estar permitindo que o câncer se espalhe por todo o corpo. E isto é muito temerário, uma vez que reduz muito a chance de controle e cura”, alertou o médico.

Na necessidade de um diagnóstico precoce para o sucesso do tratamento e a cura, o #Fiqueemcasa não deve ser primordial. Professor Thiago Lins acrescenta que as chances de cura e resolução da doença são muito elevadas se diagnosticado inicialmente. Porém, se essa decisão for adiada em razão da pandemia, como tem sido o caso, o resultado, em breve, poderá ser a elevação dos números de pacientes oncológicos. “Poderemos  nos deparar com o câncer em seu estágio mais avançado ou sem possibilidade de tratamento cirúrgico ou antineoplásico”.

Mesmo focado no enfrentamento à pandemia, o professor Thiago Lins esclarece que o poder público, no que se refere à saúde e, em especial, a saúde oncológica, está otimizando sua articulação nas três esferas, bem como, mantendo o diálogo com o Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) e o Hospital Napoleão Laureano, referência no estado. “A dificuldade de transporte, acesso e logística veio para todos, bem como para o setor público e setor privado. Neste momento, precisamos unir forças para não sermos surpreendidos com uma grande população de câncer intratável nos próximos anos, após o controle da Covid-19. Afinal, grande parte da população será curada dessa doença, mas o risco de termos câncer permanecerá”, analisou.

Manter o isolamento e respeitar as ações de distanciamento, podem sim ser vitais para o paciente em tratamento do câncer, no entanto, a interrupção desse tratamento ou o adiamento de um possível diagnóstico não devem ocorrer, explica o professor da UFPB. “Por isso, precisamos analisar individualmente qual o melhor benefício em manter o tratamento e quais malefícios podemos ter em adiá-lo. Estamos vivendo um cenário novo de conjunção de uma pandemia (Covid-19) e uma endemia (câncer), e precisamos decidir pelo melhor ao paciente. Vale salientar, que mesmo em lockdown, esta população está autorizada a manter seu tratamento”, declarou o coordenador do ECOCC-UFPB, que visando contribuir com esses pacientes, abriu um canal de comunicação com a sociedade para orientações e esclarecimentos durante a pandemia. Dr Thiago explica que basta o usuário entrar em contato pelo perfil @ecocc no Instagram para ter suas dívidas sanadas.

É necessário que todos, inclusive o paciente oncológico, que busquem se adaptar a esta nova realidade, afirma o professor, até porque ainda não se sabe quando toda a situação estará normalizada. Os cuidados adotados por estes pacientes para a prevenção contra o novo coronavírus deverá ser permanente, alertou o coordenador do ECOCC, Thiago Lins. “Devemos manter os cuidados de proteção contra a Covid-19 e também manter os cuidado preventivos contra o câncer, como: boa alimentação, praticar atividades físicas e realizar sim os exames complementares de prevenção para diagnóstico precoce”.

 

PB Agora