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Gringos brilham, Cruzeiro aplica 4 no Corinthians e avança à semifinal

cruzeiroCom participações decisivas do uruguaio De Arrascaeta e do argentino Ramón Ábila, o Cruzeiro mostrou sua tradição na Copa do Brasil para eliminar o Corinthians na noite desta quarta-feira em vitória por 4 a 2, no Mineirão. Assim, avança para a semifinal e encontra o Grêmio, que eliminou o Palmeiras também nesta noite. O jogo de ida havia tido vitória corintiana por 2 a 1.

Superior desde o começo do jogo em Belo Horizonte, o Cruzeiro abriu o placar com Ábila, mas viu Rodriguinho deixar tudo igual ainda no primeiro tempo. Melhor após o intervalo, o Cruzeiro marcou três gols seguidos, sendo o primeiro em pênalti polêmico convertido também pelo camisa 50 argentino. O Corinthians ainda mostrou garra e reduziu com Rildo, mas viu Oswaldo de Oliveira sofrer eliminação para o velho conhecido Mano Menezes no começo de seu trabalho no Parque São Jorge.

O mando dos confrontos da semifinal será sorteado nesta quinta-feira, às 11h (de Brasília), na sede da CBF. Os jogos ocorrem nos dias 26 de outubro e 2 de novembro.

O melhor: Ábila brilha nas conclusões e classifica o Cruzeiro

A capacidade de conclusão do argentino reapareceu no Mineirão. Um jogo depois de errar pênalti contra a Chapecoense, ele foi o nome da classificação com uma finalização perfeita em assistência de De Arrascaeta e um pênalti muito bem batido, longe do alcance do corintiano Walter. Ábila já havia feito contra os corintianos pelo Brasileirão e chegou a 12 gols no ano.

O pior: Fagner vacila na saída de bola e na marcação

Referência do grupo e lateral de seleção brasileira, ele não esteve bem no Mineirão. O gol do Cruzeiro surgiu de uma saída de bola errada de Fagner e uma rápida estocada do Cruzeiro, justamente às costas dele. Arma ofensiva corintiana, o jogador também não conseguiu fazer a diferença à frente. Sem ter muito que fazer pela diferença de estatura, também perdeu pelo alto para Bruno Rodrigo no terceiro gol.

Destino conspira para De Arrascaeta, que tem participação decisiva

Uma contusão muscular aos 6 minutos de jogo retirou Rafinha de combate, mas o meia uruguaio mostrou por que é um dos preferidos da torcida. De Arrascaeta criou a jogada do primeiro gol às costas de Fagner, por onde criou muito perigo, sofreu a penalidade marcada por Wilton Pereira Sampaio e ainda anotou o quarto gol.

Foi pênalti de Pedro Henrique?

O lance polêmico da partida ocorreu aos 12min do segundo tempo, quando De Arrascaeta escapou na linha de defesa corintiana, se enroscou com Pedro Henrique e caiu na área. Wilton Pereira Sampaio marcou e deu amarelo ao zagueiro. Ábila marcou.

Mano trava saída de bola do Corinthians e mostra força na Copa do BR

Terceiro lugar na Copa do Brasil de 2004 pelo XV de Campo Bom, Mano tem história no torneio que conquistou pelo Corinthians, em 2009, um ano após ser vice-campeão. Ele também teve participação na conquista do Flamengo, em 2013. Na semifinal com o Cruzeiro, superou os corintianos com uma marcação implacável na saída de bola do time de Oswaldo no primeiro tempo e bom posicionamento defensivo nos 45 minutos finais.

Oswaldo vai bem na reorganização do time, mas é eliminado com goleada

O treinador optou por deixar Marlone no banco de reservas e viu o Cruzeiro ser bem melhor no começo do ano. Oswaldo trocou o sistema e a posição dos jogadores e até conseguiu o empate, mas viu sua equipe ser dominada no segundo tempo. Ele ainda tentou a reação com Rildo, Lucca e o próprio Marlone, mas acabou eliminado na primeira semana de trabalho.

FICHA TÉCNICA
CRUZEIRO 4 x 2 CORINTHIANS

Data: 19/10/2016 (quarta-feira), às 21h45
Local: estádio Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO)
Auxiliares: Bruno Raphael Pires e Fabrício Vilarinho da Silva (ambos GO)
Cartões amarelos: Ariel Cabral, Pedro Henrique e Rodriguinho
Gols: Ábila, aos 13min, Rodriguinho, aos 34min do primeiro tempo, e Ábila, aos 13min, Bruno Rodrigo, aos 17min, De Arrascaeta, aos 37min, e Rildo, aos 40min do segundo tempo

CRUZEIRO: Rafael; Lucas, Léo, Bruno Rodrigo e Edimar; Henrique e Lucas Cabral; Rafael Sobis, Robinho (Alisson) e Rafinha (De Arrascaeta); Ábila (Ariel Cabral).
Treinador: Mano Menezes

CORINTHIANS: Walter; Fagner, Pedro Henrique, Balbuena e Uendel; Camacho; Romero, Giovanni Augusto (Rildo), Rodriguinho e Marquinhos Gabriel (Lucca); Guilherme (Romero).
Treinador: Oswaldo de Oliveira

Uol

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Paraibanos brilham na maior olimpíada de matemática do mundo

obmepO Estado da Paraíba participou de todas as edições da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). De 2005 a 2014, estudantes paraibanos do 6º ano ao 9º ano do ensino fundamental e médio conquistaram, ao todo, 25 medalhas de ouro, 59 medalhas de prata, 266 medalhas de bronze e 2.883 menções honrosas, ocupando nesses 10 anos da OBMEP, no Ranking Nacional, a 17ª posição.

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O aluno paraibano com melhor desempenho nacional nessas competições é Marcantônio Soares Figueiredo, de 15 anos, da cidade de Juazeirinho, que atualmente cursa o 2º ano do ensino médio no IFPB – Campus de Campina Grande, tendo conquistado 3 medalhas de ouro e 2 de bronze na OBMEP, 2 medalhas de ouro e 1 de prata na Olimpíada Campinense de Matemática, e 1 menção honrosa na Olímpiada de Maio, que é uma competição internacional, da qual participam todos os países da América Latina, mais Portugal e Espanha.

A cidade paraibana que tem a melhor performance da OBMEP nesses 10 anos fica no sertão da Paraíba: Paulista. Ela já ganhou no total, 7 medalhas de ouro, 9 medalhas de prata, 24 medalhas de bronze e 68 menções honrosas. Inclusive, em 2013, na Revista Época Negócios, número 71, de janeiro, fez parte de uma das reportagens, tendo como título: COMO PRODUZIR TALENTOS, contendo 10 páginas. E, em dezembro do ano anterior, foi uma das reportagens do Jornal Nacional.

MAIS SOBRE A OBMEP

A OBMEP é a maior Olímpiada de Matemática do mundo, e contou em 2014 com a participação de mais de 18 milhões de alunos inscritos de 46.711 escolas brasileiras, e 99,41% dos municípios brasileiros. Na Paraíba foram quase 400.000 estudantes inscritos de todas as regiões paraibanas, o que corresponde a 81,72% do total de alunos da rede pública do Estado. Também em 2014, os alunos serão premiados com 500 medalhas de ouro, 1.500 medalhas de prata, 4.500 medalhas de bronze e até 46.200 menções honrosas. Professores, escolas e Secretarias de Educação também receberão prêmios.

Todos os ganhadores de medalhas da OBMEP 2014 que não tenham concluído o ensino médio serão contemplados também com uma bolsa de Iniciação Científica Júnior do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), como também passarão a receber aulas de matemática, com orientação da OBMEP, nos seus respectivos estados pelo mesmo período de duração da bolsa. Além do Programa de Iniciação Científica (PIC Jr.) a OBMEP desenvolve outros Programas de Ferramentas que visam incentivar o estudo e facilitar o acesso a conteúdos de qualidade em matemática quais sejam, Portal da Matemática, Banco de Questões e Provas da OBMEP, Portal Clubes de Matemática, Polos Olímpicos de Treinamento Intensivo e Programa de Iniciação Científica e Mestrado (PICME).

O PICME é um programa que oferece aos estudantes universitários que se destacaram nas Olimpíadas de Matemática (medalhistas da OBMEP ou da OBM) a oportunidade de realizar estudos avançados em Matemática, simultaneamente, com sua graduação. Os participantes recebem bolsas por meio de uma parceria com o CNPq (Iniciação Científica) e com a CAPES (Mestrado).

Nos últimos 37 anos, 14 ganhadores da Medalha Fields, o Nobel da Matemática, são ex-olímpicos. Inclusive, na premiação de 2014, cinquenta por cento dos premiados foram ex-participantes da International Mathematical Olympiads, como por exemplo, o primeiro brasileiro, Artur Ávila Cordeiro de Melo e a primeira mulher, a iraniana Maryam Mirzakhani.

Uma medalha olímpica abre porta simbólica e também porta de verdade. Nas olimpíadas o esforço é momentâneo e a glória é para sempre.

Assessoria

Na estreia de Adilson, Edmilson e Marlone brilham, e Vasco vence Coxa

Era a estreia de Adílson Batista no Vasco. Era a hora de, no Moacyrzão, em Macaé, o time dar o sinal para a torcida de que poderia confiar na difícil missão de conseguir ao menos cinco vitórias nas sete partidas restantes para fugir do rebaixamento. Era também o momento de o Coritiba, após dois triunfos seguidos, mostrar que a reação na tabela não foi por acaso. E no duelo de duas equipes irregulares no Campeonato Brasileiro, prevaleceu a luta cruz-maltina. Pode ter faltado futebol. Faltou também, em boa parte do jogo, Juninho Pernambucano, que saiu com dor na virilha aos 18 minutos. Mas sobraram esforço, disposição e uma dupla que brilhou para o triunfo: Marlone parecia Juninho, e foi o grande garçom para os dois gols de Edmilson, o artilheiro salvador. E o Vasco, apesar do sufoco do Coxa no fim, venceu por 2 a 1 – Luccas Claro diminuiu o placar para os curitibanos.

No primeiro gol do Vasco, Marlone cobrou falta na cabeça do atacante. No segundo, fez jogada individual e serviu Edmilson para o camisa 19 apenas se antecipar e empurrar para as redes, para deleite de boa parte dos 6.615 torcedores presentes em Macaé.

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Com a vitória, o Vasco se anima e começa a fazer projeções. Com 36 pontos ganhos e ainda na zona de rebaixamento, subiu uma posição – está em 17º lugar. E voltará a mandar seus jogos no Rio após a punição de perda de mando de campo na briga de torcedores no jogo com o Corinthians, em Brasília. E já começa na 33ª rodada, quando receberá no Maracanã o Santos. Depois, terá pela sequência Grêmio e Corinthians fora, Cruzeiro e Náutico em casa, e na última rodada pegará em Curitiba o Atlético-PR. Um dos destaques da partida, Marlone não escondeu a emoção com o resultado.

– Às vezes eu me emociono, sempre vivi aqui, longe da família e de casa, não queria que o Vasco tivesse nessa situação. Hoje estou vestindo a camisa do Vasco… A torcida não deixou de vir, fico muito grato e só tenho a agradecer aos companheiros. O grupo todo está de parabéns.

Com a derrota, o Coxa se mantém com 40 pontos e ocupa, provisoriamente, o 13º lugar. No próximo sábado, irá ao Canindé, em São Paulo, encarar a Portuguesa. Depois, pega Corinthians e Criciúma em casa. Na sequência, enfrentará Inter (F), Botafogo (C) e São Paulo (F).

Gol sem Juninho

A partida começou com ingredientes dramáticos para o Vasco, mas terminou bem nos primeiros 45 minutos. Queria o técnico Adílson Batista mostrar na sua estreia um time mais ameaçador sob o comando, em campo, de Juninho. Queria a torcida que o Reizinho, com sua experiência, fosse o fiel condutor da reação. O camisa 8 parecia um pouco tenso no começo. Por duas vezes, foi advertido pelo árbitro. Pouco depois, aos 17 minutos, a triste, a pior notícia para o torcedor cruz-maltino: o ídolo sentira dor na virilha. Tentou alongar, o incômodo não passou. O sinal pedindo em direção ao banco pedindo a substituição soou como prévia de uma noite trágica no Moacyrzão. Adilson mandou Abuda aquecer e entrar, aos 18. A torcida se entreolhava, incrédula.

Pior que, em 15 minutos, o Vasco havia mostrado como buscaria o gol: jogava pelas laterais do campo. Tanto Yotún quanto Fágner arrancaram de trás e foram parados apenas com faltas, cobradas por… Juninho. Quando conseguiu ir à linha de fundo, Fágner centrou na cabeça de Edmilson, que mandou para fora o primeiro lance de perigo da equipe.

Após a saída de Juninho, o até então cauteloso Coritiba, com o retrospecto de duas vitórias seguidas, pensou ser aquele o momento de se soltar mais na partida. Um pouco antes,  já tinha feito jogada perigosa, com direito a calcanhar de Julio César, pela esquerda. Mas foi aí que recebeu o duro golpe. O Vasco não tinha mais Juninho para as cobranças de falta. Mas tinha Marlone. E, em cobrança pela esquerda, ele fez como o Reizinho já fizera várias vezes: centrou na cabeça de Edmillson. Dessa vez, o camisa 19, livre de marcação, não desperdiçou: 1 a 0, aos 26 minutos. Adilson Batista saiu comemorando aos pulos. A torcida cruz-maltina voltou a cantar, o time recuperou a confiança.

Mas o futebol da primeira etapa acabou prejudicado, e muito, pelos muitos erros de passes das duas equipes. Do lado do Coxa, a melhor opção era Robinho, caindo sempre pela esquerda. Num passe de calcanhar, serviu Geraldo, que pressionado por dois marcadores pediu pênalti, mas a jogada seguiu. Menos ele. Com uma contratura muscular na coxa direita, acabou substituído por Vítor Júnior. O time continou assim mesmo a pressionar. Alex era bem marcado por Abuda, mas Robinho e Julio César incomodavam. E foi do camisa 11 o único tiro de perigo do Coxa. E em bola parada: em falta pela meia-direita, soltou uma bomba bem defendida por Alessandro, que garantiu a vantagem vascaína na primeira etapa.

Reprise vascaína

No intervalo, Adilson Batista  resolveu fazer um verdadeiro ferrolho para garantir a vitória: trocou o meia Franscimar por Renato Silva. Com isso, ficou com três zagueiros e três volantes. A ideia era encurtar mais ainda os espaços para Alex, Robinho, Carlinhos & Cia. Adiantou Pedro Ken, pela direita, e deixou Marlone pela esquerda. Edmílson, pelo meio, ficou isolado no ataque. O Coritiba, com Vítor Junior se alternando pela esquerda e pela direita, forçava as jogadas para abrir a zaga adversária e acertar aquele último passe que não conseguira no primeiro tempo.

E foi pela direita que o Coxa teve duas boas chances, intercaladas por um chute de Fágner que o goleiro Vanderlei deu rebote, mas o ataque cuz-maltino não soube aproveitar: na primeira, aos 13, Vítor Junior, pela direita, só não abriu o placar porque Alessandro, bem mais confiante, saiu bem para salvar. Depois, Robinho foi à linha de fundo e centrou para a chegada de Júnior Urso, que, livre, bateu longe do gol.

Parecia que o Coritiba reagiria. Ainda mais depois que Fágner, caído, pediu substituição. Adilson o trocou por um atacante, Reginaldo, desfazendo o ferrolho. Pior que Edmilson e Pedro Ken davam sinais de falta de condições físicas, mas as três substituições já haviam sido feitas. Foi aí, novamente, que surgiu a estrela do garoto Marlone: aos 27, em jogada individual, driblou dois pela esquerda e tocou para Edmilson escorar para as redes. Era o segundo gol do Vasco. O técnico do Coxa, Péricles Chamusca, trocou Alex, bem marcado por Abuda, por Deivid.

O Coxa pressionou. Lincoln entrou no lugar de Junior Urso, e o time diminuiu o placar com Luccas Claro, de cabeça, após falta cobrada na área. O time melhorou e fez pressão até o fim. Aos 48, Lincoln obrigou Alessandro a mais uma boa defesa. Era sinal que a noite era mesmo do Vasco. Fim de jogo, alívio no Moacyrzão. A primeira missão foi cumprida.

 

Globoesporte.com

Gringos brilham, Palmeiras bate São Bernardo e faz as pazes com torcida

Um começo de jogo preocupante. Um gol achado aos 33 minutos do primeiro tempo. E, daí para frente, uma atuação para dar esperança ao seu torcedor.  É dessa maneira que pode ser analisada a atuação do Palmeiras diante do São Bernardo, nesta quinta-feira, no Pacaembu. Diante de apenas 5.313 torcedores (renda de R$ 177.540,00), o Verdão conseguiu sua primeira vitória como mandante, após empate com o Bragantino e derrota para o Penapolense. E o placar foi de respeito: 3 a 0, acalmando seu torcedor, que já andava impaciente.

Os gringos Barcos e Valdivia foram os destaques. O argentino, que prometeu repetir em 2013 os 28 gols marcados no ano passado, deixou sua marca duas vezes e chegou a três tentos em quatro partidas no ano. Já o chileno, que disputou seu primeiro jogo como titular após quase quatro meses, balançou a rede adversária após 210 dias. Saiu aplaudido de campo.

Com a vitória, a segunda em quatro partidas, o Verdão ganhou duas posições na tabela e subiu para a sexta colocação, com os mesmos sete pontos do quinto Mogi Mirim, que leva vantagem no saldo de gols. Com oito gols marcados, a equipe alviverde tem o segundo melhor ataque, atrás apenas do Santos de Neymar, que marcou nove vezes. A 15 dias da estreia na Taça Libertadores, contra o Sporting Cristal, é claro que muita coisa precisa ser melhorada. Mas, com Valdivia inteiro e motivado, é possível enxergar uma luz no fim do túnel.

Já o São Bernardo, um dos caçulas da Série A-1, terminará a rodada na lanterna da competição. Com apenas um ponto, assim como o Oeste, o time de Luciano Dias leva desvantagem no saldo de gols. Se muita coisa não mudar, a história de 2011 será repetida e um novo rebaixamento ocorrerá um ano após a promoção.

O próximo jogo do Palmeiras será em Piracicaba, contra o XV, domingo, às 19h30m. Na mesma data e horário, o São Bernardo recebe o São Caetano no estádio Primeiro de Maio, no clássico do ABC paulista.

Barcos Palmeiras x São Bernardo (Foto: Luis Moura / Ag. Estado)Barcos é marcado por Márcio Garcia (de costas) e Samuel, do São Bernardo (Foto: Luis Moura / Ag.Estado)

Com 15 minutos de bom futebol, Verdão vai para o intervalo em vantagem

Uma cópia das últimas partidas. Um time esforçado, mas sem criatividade. Nem o esquema 4-3-3, adotado pelo técnico Gilson Kleina para esta partida, fez o Palmeiras encontrar seu caminho. Em relação ao time que perdeu para o Penapolense no domingo, duas alterações foram realizadas: Vinicius na vaga de João Denoni e Valdivia no lugar de Patrick Vieira. Nem com quatro peças de frente o Verdão conseguiu acalmar seu torcedor. Até o gol marcado por Barcos, aos 33, a única chance criada havia sido uma cabeçada de Maurício Ramos, aos dez minutos, após cobrança de escanteio da direita de Ayrton.

Destaque da Copinha e apontado pelo comandante alviverde como um “jogador pronto”, Vinicius não aproveitou a oportunidade. Barcos, bem marcado, ainda causou apreensão ao torcedor ao pedir atendimento médico após levar uma pancada no tornozelo esquerdo. Valdivia, que voltava a ser titular após quase quatro meses, manteve o nível do ataque e praticamente não apareceu, assim como Maikon Leite, que sofreu com a forte marcação do lateral Gleidson.

Além da inoperância ofensiva, a mudança da formação tática causou problemas defensivos. Em vários lances, o meio-campo do São Bernardo avançou com liberdade total. Em uma dessas jogadas, aos 24, Fernando Baiano driblou Márcio Araújo e, de pé direito, acertou o travessão de Fernando Prass. A essa altura, o torcedor palmeirense, que compareceu em pequeno número, dava sinais de impaciência.

Aos 33, mesmo sem jogar bem, o Verdão encontrou o caminho da rede. E, curiosamente, com a participação das três peças ofensivas que até então pouco produziam. Após cobrança de escanteio de Maikon Leite, Valdivia desviou na primeira trave e Barcos, de barriga, marcou seu segundo gol no Campeonato Paulista: 1 a 0 no marcador, para alívio de Gilson Kleina no banco de reservas.

O Verdão, então, ganhou confiança e, até o apito para o intervalo, seguiu em cima do rival. Valdivia, aos 39, e Barcos, aos 41, criaram duas grandes chances, mas pararam no goleiro Wilson Júnior, que praticou grandes defesas. Maikon Leite, em jogada individual aos 43, chutou por cima do gol. A melhora no final foi reconhecida pelo torcedor, que aplaudiu a equipe na saída do gramado.

Barcos gol Palmeiras (Foto: Leo Pinheiro / Ag. Estado)Barcos comemora um de seus dois gols contra o São Bernardo (Foto: Leo Pinheiro / Ag. Estado)

Verdão mata o jogo em dez minutos e torcida faz a festa

O Palmeiras retornou para a etapa complementar da mesma maneira que havia terminado o primeiro tempo: em alta velocidade. E, em dez minutos, resolveu a partida. Aos cinco, após cruzamento primoroso de Maikon Leite, Valdivia, sozinho na área, cabeceou no canto direito de Wilson Junior e voltou a comemorar um gol após exatos 210 dias. O último tento havia sido marcado no primeiro jogo da final da Copa do Brasil, contra o Coritiba, na Arena Barueri, no dia 5 de julho. Na comemoração, após ser abraçado pelos companheiros, o gringo fez questão de ir ao banco de reservas para abraçar o técnico Gilson Kleina.

Com 2 a 0 no marcador, o Palmeiras encontrou o que tanto procurava: paz. Com a confiança de volta, o time não diminuiu seu apetite e, aos nove, ampliou o marcador, novamente com Barcos, após jogada de Wesley pela direita e desvio de Maikon Leite: 3 a 0 e festa total nas arquibancadas. Logo depois, Maikon Leite só não fez o quarto porque Wilson Júnior fez bela defesa em chute de pé esquerdo do atacante palmeirense.

Com o jogo definido, Kleina aproveitou para fazer experiências. Primeiro voltou ao 4-4-2, com a entrada de Patrick Vieira na vaga de Vinícius. Depois, sacou Valdivia, que foi ovacionado pelo torcedor, para dar uma oportunidade ao garoto Edilson, um dos destaques do time que fez boa campanha na Copa São Paulo de Juniores. Mais para o fim da partida, Wendel entrou no lugar de Ayrton. Mesmo com as mudanças, a equipe seguiu em cima. Aos 34, Barcos exigiu grande defesa de Wilson Junior. Depois, foi esperar o tempo passar e comemorar.

 

 

Globoesporte.com

Flu repete na Premiação Brasileirão a festa. Fred, Neymar e R49 brilham

Havia poucas surpresas reservadas para a noite de Premiação Brasileirão 2012, nesta segunda-feira, numa casa de shows em São Paulo. Ao contrário dos anos anteriores, a CBF já havia antecipado, em 23 de novembro, o anúncio dos vencedores. A maior emoção foi quando a arena parecia as Laranjeiras: o time do Fluminense subiu ao palco e, pela segunda vez, ergueu a taça de tetracampeão brasileiro. Com bandeiras tricolores, a festa ficou intensa. Só faltou a volta olímpica. Fred, que levou três prêmios – melhor atacante, artilheiro e craque do campeonato – foi o destaque.

Neymar, que ganhou o prêmio de melhor atacante e o Globolinha, de gol mais bonito, com o golaço do empate por 2 a 2 com o Atlético Mineiro, e Ronaldinho Gaúcho, eleito melhor meia e Craque da Galera com 38% dos votos dos internautas, acabaram sendo os outros que se sobressaíram na glamourosa noite E que provocaram o inusitado.

Os dois já tinham chamado a atenção antes do começo da cerimônia. Neymar não escondeu o lado tiete quando viu Ronaldinho Gaúcho chegar à casa de shows. Aproximou-se do ídolo para uma foto. O mesmo fez Lucas do São Paulo. Já o presidente da CBF, José Maria Marín, havia cochicado ao craque ‘Conto com você’, dando pistas de que o craque atleticano será convocado por Felipão para a seleção brasileira.

Depois, durante a premiação, Ronaldinho e Neymar tiveram que aturar a bricandeira dos presentes à festa. Mas quando se levantou para receber o prêmio de melhor meia, R49 inspirou as primeiras provocações ao ouvir coros de “Vice de novo” e “Mengo”. No de Craque da Galera, ouviu “Olê, olê, olê, olá, Conca, Conca”.

Neymar, quando subiu para levar a taça de melhor atacante, riu quando os tricolores cantaram “O Celso vai te comprar”, numa alusão a Celso Barros, homem forte do Fluminense e presidente da Unimed, anunciante tricolor. E tudo ao som de clássicos da MPB com batida mais eletrônica.

Outro anúncio inédito foi o de Musa do Brasileirão. Ganhou Martina Spier, que desfilou ao som de “Assim você mata o papai”, do grupo de pagode Sorriso Maroto. Ao som de violinos…

Com sete troféus, o grande vencedor em 2012 foi o campeão, o Fluminense. O time das Laranjeiras teve quatro jogadores na seleção – o goleiro Diego Cavalieri, o lateral-esquerdo Carlinhos, o volante Jean e o atacante Fred -, além do técnico Abel Braga. Artilheiro da competição com 19 gols, Fred também foi eleito o craque da competição e subiu ao palco mais duas vezes.

Vice-campeão do Brasileiro, o Atlético-MG aparece logo em seguida, com seis troféus. Quatro jogadores foram lembrados: o lateral-direito Marcos Rocha, a dupla de zaga Leonardo Silva e Réver, além do meia Ronaldinho Gaúcho, que voltou para receber o troféu de Craque da Galera, com 38% dos votos do público. O time mineiro faturou também o prêmio de revelação do ano, com o meia Bernard.

A seleção do campeonato ficou assim: Diego Cavalieri (goleiro, Flu), Marcos Rocha (lateral-direito, Atlético-MG), Réver (zagueiro, Atlético-MG), Leonardo Silva (zagueiro, Atlético-MG) e Carlinhos (lateral-esquerdo, Flu); Jean (volante, Flu), Paulinho (volante, Corinthians), Lucas (meia, São Paulo) e Ronaldinho Gaúcho (meia, Atlético-MG); Neymar (atacante, Santos) e Fred (atacante, Flu). O melhor técnico foi Abel Braga (Flu), e a revelação do campeonato foi o meia Bernard (Atlético-MG). O craque do Brasileirão foi Fred, artilheiro da competição, com 19 gols.

José Maria Marin, Prêmio Brasileirão 2012 (Foto: Miguel Schincariol )Presidente da CBF, José Maria Marin, em momento romântico, beija a mulher (Foto: Miguel Schincariol )

Marín beija a mulher

Pela primeira vez no comando da Premiação do Brasileirão, o presidente da CBF, José Maria Marín, ao lado da mulher, Neusa, começou celebrando os seus 55 anos de casamento e deu um beijo carinhoso na esposa. Depois do romantismo, comemorou a presença de grandes astros e políticos, parabenizou o elenco do Fluminense pelo título e o técnico Abel

Surgiu na Arena a primeira vibração dos presentes. Depois, um time de belas modelos, acompanhadas de vídeo com gritos de torcida, foi ao palco agitar as bandeiras dos clubes brasileiros.

Kleber Machado e a apresentadora da Federação Paulista de Futebol Carolina Galan, que gaguejou no começo, fizeram as honras. Após vídeos com números, foi ao palco o diretor-executivo da Globo Esportes, Marcelo Campos Pinto, que revelou ser tricolor de coração.

Depois, o presidente da CBF retornou ao palco para homenagear o vice-presidente da CBF e presidente da Federação Paulista, Marco Polo del Nero. Marín presenteou o dirigente com uma moldura com réplica da camisa da seleção brasileira da Copa de 1958.

– Qual o número? – perguntou Marín.

– Dez! – gritaram os presentes , para, em seguida, o presidente da CBF virar a camisa para mostrar o número usado por Pelé no primeiro título mundia, em 1958.

Musa do Grêmio leva prêmio

Logo depois, a primeira surpresa. Foi anunciada a Musa do Brasileirão, e venceu a candidata do Grêmio, a loura Martina Spier, que desfilou com um vestido preto ao som de “Assim você mata o papai”, música do Sorriso Maroto, sucesso na novela “Avenida Brasil”, tocada ao som de violino…

As premiações seguiram com o trio de arbitragem. Wilton Pereira Sampaio, filiado à Federação Goiana de Futebol, levou o de melhor árbitro. Entre os assistentes, foram eleitos Altemir Hausmann, do Rio Grande do Sul, e Cleber Lucio Gil, de Santa Catarina. Depois, os 11 jogadores eleitos pelos 900 jornalistas subiram ao palco.

A trilha sonora na entrega dos prêmios acabou sendo uma novidade. Quando o presidente Pieter Siemsen, do Fluminense, deu o troféu de melhor lateral-esquerdo a Carlinhos, do seu time, tocou “Explode coração”, samba-enredo do Salgueiro campeão do carnaval de 1993. Clássicos da MPB, com coreografia de dançarinos, fizeram parte da festa com uma batida mais eletrônica. De “Vou festejar” (Jean) a “Carinhoso” (Lucas), “Brasileirinho” (Ronaldinho Gaúcho) e “Fé cega, faca amolada (Fred).

Quando se dirigiu para pegar o seu troféu, Ronaldinho ouviu coros de “Vice de novo” e “Mengo”. Com novo penteado, Neymar subiu ao palco para receber o prêmio de melhor atacante e ouviu “O Celso Barros vai te comprar”.

Na hora da entrega ao prêmio de melhor treinador para o tricolor Abel Braga, Kleber Machado explicou a ausência de Luiz Felipe Scolari, que não pôde comparecer devido ao falecimento de sua mãe, nesta segunda-feira.

Eleito Craque da Galera, Ronaldinho voltou ao palco e ouviu nova provocação “Olê, olê, olê, olá, Conca, Conca”. O craque levou no bom humor. Fred também retornou ao palco para receber o troféu de melhor jogador do campeonato.

Neymar voltu a ser destaque na noite ao vencer o prêmio Globolinha de gol mais bonito no empate de 2 a 2 com o Atlético Mineiro. A jogada foi genial. Começou quando, de costas, o camisa 11 deu um drible entre as pernas de Rafael Marques e passou também por Leonardo Silva. A dupla de zagueiros ficou no chão. Junior Cesar ficou também pelo caminho. Foi quando Neymar puxou para a perna direita, ameçou chutar e, no momento certo, mandou no canto de Victor. O Galo ainda empatou o jogo, mas o lance já havia se eternizado.

A festa chegou ao momento final na hora da entrega das taças. Ao Sampaio Corrêa, do Maranhão, a de campeão da Série D. Ao Oeste, de Itápolis (SP), o da Série C. Ao Goiás, a tão sonhada taça da Série B que reconduz o clube goiano à primeira divisão. E a do Fluminense, a do tetracampeonato brasileiro. Os jogadores e a diretoria subiram ao palco, receberam as medalhas e a taça para nova comemoração. Com bandeira e tudo, a arena parecia as Laranjeiras em festa.


Os eleitos

Goleiro: Diego Cavalieri (Fluminense)
Lateral-direito: Marcos Rocha (Atlético-MG)
Zagueiro 1: Leonardo Silva (Atlético-MG)
Zagueiro 2: Réver (Atlético-MG)
Lateral-esquerdo: Carlinhos (Fluminense)
Volante 1: Jean (Fluminense)
Volante 2: Paulinho (Corinthians)
Meia 1: Ronaldinho (Atlético-MG)
Meia 2: Lucas (São Paulo)
Atacante 1: Neymar (Santos)
Atacante 2: Fred (Fluminense)
Técnico: Abel Braga (Fluminense)

Revelação: Bernard (meia do Atlético-MG)
Craque do Brasileirão: Fred (atacante do Fluminense)

Globoesporte.com

Argentinos brilham, Grêmio bate Ipatinga e avança na Copa do Brasil

Sem tanto brilho, mas esbanjando pragmatismo e zelo pela vantagem, o Grêmio venceu o Ipatinga por 3 a 0 no Olímpico, na noite desta quarta-feira. Já havia batido o rival por 1 a 0 no jogo de ida, em Minas Gerais, confirmando o favoritismo e avançando às oitavas de final da Copa do Brasil – não sem antes, no entanto, dar ao torcedor uma generosa dose de drama mexicano, que acabou atravessada pelo ritmo do tango.

Com um gol em cada tempo, os argentinos Facundo Bertoglio e Miralles, xodós das arquibancadas, abriram o caminho da classificação. No final, já sem sustos no horizonte gremista, Léo Gago completou o placar.

O Grêmio agora está à espera do seu novo adversário, que sairá da disputa entre Fortaleza e Náutico, que começa nesta quinta-feira. Antes de conhecê-lo, o Tricolor encara no domingo mais uma decisão. Enfrenta o Ypiranga pelas quartas de final da Taça Farroupilha, o segundo turno do Gauchão, no Olímpico. Não há partida de volta, e empate nos 90 minutos leva aos pênaltis. Já o Ipatinga mede forças com a Tombense, no sábado, às 16h, em Tombos, pela décima rodada do Grupo B do Módulo II do Campeonato Mineiro.

Jogadores gol Grêmio (Foto: Alexandre Auler / Ag. Estado)Jogadores comemoram gol do Grêmio (Foto: Alexandre Auler / Ag. Estado)

Garçom mostra serviço em dois minutos

Obediente às instruções de Vanderlei Luxemburgo, o Grêmio começou marcando sob pressão. O resultado da aplicação surgiu logo aos dois minutos. Marco Antonio, que teve retorno festejado pelo técnico, fez jus à fama de garçom. Deu belo passe para Facundo Bertoglio. Veloz, o argentino entrou na área, driblou o goleiro Bruno e concluiu: 1 a 0.

Embora extremamente concentrado no jogo, o Grêmio não confirmou a expectativa que se anunciava, de uma classificação cheia de gols. Valente, o Ipatinga aproveitou muito o espaço defensivo deixado pelo lateral Gabriel. Chegou a assustar aos 22 minutos. Jônatas Obina e Leandro Brasília, com liberdade, quase marcaram em duas tentativas que esbarraram na defesa comandada pelo mascarado Gilberto Silva. Após cirurgia no nariz, o zagueiro precisou de uma proteção no rosto à la NBA para entrar em campo. O goleiro Victor também trabalhou, fazendo ao menos duas importantes defesas em chutes de média distância.

Com a vantagem, o Grêmio parecia não querer sufocar o rival. Mesmo sendo um adversário da segunda divisão do Campeonato Mineiro, o Ipatinga conseguia frear com relativo sucesso as tentativas gaúchas. André Lima, que sofreu críticas de Luxemburgo por sair em demasia da área contra o Caxias, acabou envolvido pela dupla de zagueiros gigantes, Cláudio Luiz, de 1,98m de altura, e Azevedo, de 1,94m.

– Está difícil, eles estão colocando jogadores nas nossas costas – reclamou Pará, substituto do lesionado Julio Cesar na lateral-esquerda, preocupado com o Ipatinga, na saída para o intervalo.

Sangue e suor: Bertoglio total

bertoglio grêmio ipatinga copa do braisl (Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA)Bertoglio foi o grande nome do time até sair
cansado (Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA)

Mesmo dotado de pouco brilho, o Grêmio reservava a sua torcida momentos de emoção no primeiro tempo. E sempre dos pés inquietos do endiabrado Bertoglio. Aos 18, deu passe certeiro para Léo Gago invadir a área e chutar rente à trave. Cinco minutos depois, deixou Marco Antonio em frente ao gol. Mas o meia desperdiçou a chance. Depois, aos 36, passou como um raio pelo esforçado, porém lento, Azevedo, que acabou achando a bola, mas também o nariz do argentino. Cheio de disposição, o autor do primeiro gol estancou o sangramento e voltou pouco depois, como se nada tivesse acontecido.

– O nariz está bem, só um pouco de dor. Estou feliz pelo gol – disse, na saída para o intervalo.

Tanto esforço acabou lhe custando a vaga no time. Extenuado, deixou o campo aos 15 minutos do segundo tempo, para a entrada de seu compatriota Miralles. Pouco presente no ataque, o Grêmio observava o Ipatinga avançar. Aproveitando as bolas aéreas, os mineiros assustavam.

Miralles completa o tango no Olímpico

O Ipatinga chegou bem perto do empate aos 16 minutos, após mais uma bola levantada. Ela se ofereceu a Jônatas Obina, livre, em frente à pequena área. Mas o atacante conseguiu isolar o chute, perdendo chance incrível. A esta altura, a torcida tricolor já demonstrava muita preocupação no Olímpico.

Mas, aos 31, mais um argentino tranquilizou o Grêmio. Pela meia esquerda do ataque, Miralles dominou a bola em seu pé direito e mostrou a Obina como se faz. Como num replay dos que marcou diante do Flamengo, no ano passado, e do Caxias, no último domingo, fez outro golaço, chutando cruzado de longe, com efeito, no ângulo oposto.

Antes do fim, Léo Gago ainda teve tempo de deixar o seu, como no jogo de ida. Quase da mesma posição, pela intermediária, soltou a bomba e acertou o canto, ampliando e carimbando o passaporte tricolor rumo às oitavas da Copa do Brasil.

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