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Quatro em cada dez brasileiros com diabetes tipo 2 têm doenças cardiovasculares

Quatro em cada dez brasileiros com diabetes tipo 2 têm doenças cardiovasculares. O dado alarmante foi revelado pelo estudo CAPTURE, levantamento global que analisou a prevalência, percepção e o tratamento dos fatores de risco cardiovasculares no diabetes tipo 2, tipo mais comum da doença e que aumenta em até quatro vezes a propensão a infarto cardíaco e derrame cerebral.

O CAPTURE é o maior estudo observacional já realizado pela Novo Nordisk,      empresa líder global de saúde dedicada  a promover mudanças para vencer o diabetes e outras doenças crônicas graves, como obesidade e distúrbios hematológicos e endócrinos raros. A pesquisa aponta que, globalmente, 1 em cada 3 pessoas com diabetes tipo 2 apresentam doenças cardiovasculares. Destas, 9 em cada 10 apresentam aterosclerose, doença cardiovascular que consiste na formação de placas de gordura e outras substâncias nas paredes das artérias.

O avanço da aterosclerose pode comprometer o fluxo sanguíneo e causar problemas graves, como aponta Raquel Cristina Coelho, gerente médica da Novo Nordisk. “A aterosclerose constitui a base de quase todos os problemas cardíacos que afetam a pessoa com diabetes. Esse processo pode começar até mesmo na infância e, geralmente, quando ele se manifesta — de forma geral, na vida adulta — é mais grave. Pode ser um infarto, um AVC, uma doença mais perigosa”, ressalta.

Informação

Consequências graves da aterosclerose, o infarto cardíaco e o derrame são responsáveis por 80% das mortes relacionadas ao diabetes tipo 2. No entanto, a prevenção esbarra no desconhecimento. Por muito tempo, o diabetes esteve mais associado à cegueira, amputação ou doenças renais. Uma pesquisa realizada em 2019 pela campanha “Quem Vê Diabetes Vê Coração”, da Novo Nordisk, revelou que 90% dos pacientes que têm diabetes alega sentir falta de mais informações sobre os risco cardiovasculares da doença.

Marina Barros foi diagnosticada com diabetes há 19 anos. Desde então, ela se preocupa com as complicações da doença e, por isso, faz o tratamento adequado. No entanto, entende que essa não é a realidade da maioria das pessoas.  “A maior parte dos brasileiros que têm diabetes hoje às vezes nem sabe que tem a doença. E a gente sabe que quem tem, tem pouco acesso à informação, principalmente sobre as complicações”, ressalta.

A influenciadora digital resolveu que seria parte da solução para a falta de informação. Hoje, ela tem um site dedicado ao assunto, chamado DiabéticaTipoRuim. O objetivo é passar conteúdo de qualidade e muita informação para as pessoas, inclusive sobre os riscos cardiovasculares do diabetes.

Arte: Brasil 61

Prevenção

Como já se sabe, a aterosclerose pode começar a se desenvolver ainda na infância, potencializada pela má alimentação e por uma vida sedentária. Portanto, Raquel Cristina Coelho aponta que a prevenção deve começar ainda nessa fase da vida, com hábitos adequados, como alimentação saudável e atividade física regular.

Por ser precoce e silenciosa, a melhor forma de evitar que a aterosclerose leve a um infarto, por exemplo, é o diagnóstico precoce, complementa a médica. “De preferência, ele deve ser feito quando o paciente ainda não tem sintomas, quando a aterosclerose está na fase que chamamos de subclínica, ou seja, não há sinais óbvios dessa doença”, indica.

Nas pessoas que têm diabetes, o cuidado deve ser redobrado. “Manter o controle glicêmico, não fumar, evitar o excesso de bebida alcoólica e ter uma vida saudável são os principais fatores que vão ajudar na prevenção da aterosclerose”, afirma Raquel.

A influenciadora digital Marina Barros reforça: “se você tem diabetes, a decisão mais inteligente a se tomar é manter o controle glicêmico bom, fazer escolhas alimentares melhores, praticar atividade física, evitar bebida alcoólica e sempre fazer os exames periódicos”, orienta.

Outro desafio é que nem mesmo aqueles que admitem conhecer os riscos cardiovasculares do diabetes se esforçam para evitá-los. Segundo a pesquisa realizada em 2019 pela campanha Quem Vê Diabetes Vê Coração, apesar de mais da metade dos pacientes entrevistados terem sido diagnosticados com o diabetes tipo 2 há pelo menos cinco anos, apenas quatro em cada dez diziam praticar exercícios físicos regulares. E mais de um terço não conseguiam ter uma alimentação equilibrada.

Tratamento

Anunciado entre os dias 21 e 25 de setembro durante o congresso da Associação Europeia para o Estudo do Diabetes (EASD, na sigla em inglês), o estudo CAPTURE também revela que apenas duas em cada dez pessoas com diabetes tipo 2 usam algum medicamento para a doença que atue para diminuir o risco cardiovascular.

Covid-19

Não bastasse a associação perigosa, o diabetes e as doenças cardiovasculares são fatores de risco para o agravamento da Covid-19. Pacientes com diabetes que sejam infectados com o novo coronavírus têm mais chance de desenvolver a forma grave da doença, dificuldades respiratórias e necessidade de internação.

De acordo com o último boletim epidemiológico especial do Ministério da Saúde, cerca de 64% das pessoas que morreram por causa Covid-19 até 19 de setembro tinham, ao menos, uma comorbidade ou fator de risco para a doença. Cardiopatia e diabetes foram as condições mais frequentes. “Tem a questão dos distúrbios de coagulação, como a trombose, que também têm sido descritos nas pessoas com Covid-19 e que pode ter uma relação e complicar a aterosclerose”, alerta Raquel.

Campanha

A campanha “Quem Vê Diabetes Vê Coração” é uma iniciativa da Novo Nordisk em parceria com sociedades médicas e associações de pacientes com diabetes de todo o país. Lançada em 2019, tem como objetivo conscientizar as pessoas sobre os riscos associados entre o diabetes e as doenças cardiovasculares. Para mais informações, acesse o site da campanha: quemvediabetesvecoracao.com.br.

Fonte: Brasil 61

 

 

Quase 18 milhões de brasileiros fizeram teste para detectar novo coronavírus

Cerca de 17,9 milhões de brasileiros, o que significa 8,5% da população, fizeram algum teste para saber se estavam infectados pelo novo coronavírus até o mês de agosto. Desses, 21,6% (o equivalente a 3,9 milhões de pessoas) testaram positivo para a Covid-19.  Os dados estão na pesquisa PNAD Covid-19, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O levantamento também aponta que o desemprego aumentou. Se no começo da pesquisa eram 10,1 milhões de desocupados, agora saltou para 12,9 milhões, aumento de 27,6%. Já a força de trabalho subiu de 93,7 milhões, em julho, para 95,1 milhões em agosto.

Segundo a pesquisa, o Acre foi o estado que apresentou a maior proporção de pessoas ocupadas afastadas do trabalho devido ao distanciamento social: 12,4%. Com exceção do Acre, Amapá e Rondônia, todas as unidades da federação registraram queda no percentual de pessoas ocupadas, mas afastadas do trabalho por causa do distanciamento social.

Fonte: Brasil 61

 

 

Quase 500 mil brasileiros perderam a vida no trânsito na última década, segundo Ipea

Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostrou que o Brasil perdeu  479.857 vidas no trânsito entre 2007 e 2018. Nesse período, o custo financeiro desses acidentes chegou a  R$ 1,584 trilhão. De acordo com a pesquisa, em média o país gasta R$ 132 bilhões ao ano com acidentes no trânsito.

O levantamento contabilizou acidentes entre pedestres, motociclistas, acidentados em automóveis, ciclistas, e ainda meios de transporte aquaviários, ferroviários e aéreos. A análise foi em parceria com a Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal) e  utilizou informações do Datasus, do Ministério da Saúde.

Segundo o estudo, a maior parte das vítimas está na faixa etária de 18 a 34 anos, mas também foi verificado um número alto de acidentes com idosos, principalmente devido à reduzida capacidade em atravessar a rua com segurança.

Fonte: Brasil 61

 

 

Copa Libertadores reinicia com dois times brasileiros em campo

Paralisada em março por causa da pandemia do novo coronavírus, a Copa Libertadores será reiniciada nesta terça-feira (15), com quatro jogos. Santos e Athletico são os brasileiros que estarão em campo na retomada da disputa, que teve sua situação competitiva significativamente alterada pela Covid-19.

Os times já vivem momentos bem distintos após seis meses. No caso dos representantes do Brasil, houve tempo para recuperar o ritmo desde o retorno dos campeonatos, entre junho e julho, porém o calendário está bem apertado.

Com duas rodadas por semana no Campeonato Brasileiro até aqui, os jogadores já acusam o desgaste físico.

Entre os concorrentes continentais, alguns convivem com o problema oposto. É o caso dos clubes argentinos, que foram autorizados a reiniciar os treinamentos em agosto, mas não participam de duelos oficiais desde março.

Estão na disputa Boca Juniors, River Plate (no grupo do São Paulo), Racing, Tigre (no grupo do Palmeiras) e Defensa y Justicia (no grupo do Santos).

Há duas semanas, o elenco do Boca teve um surto de casos de Covid-19, com um total de 22 atletas infectados após falha na bolha sanitária elaborada pelo clube.

No último dia 8, a pouco mais de uma semana da sua reestreia na competição, o técnico Miguel Ángel Russo começou a receber de volta alguns jogadores que haviam sido contagiados. Outros, que ainda tinham testes positivos mas não apresentavam sintomas, trabalharam separadamente.

O tempo maior levado pela Argentina para permitir a volta do futebol em relação aos adversários faz com que times que antes não eram considerados favoritos em seus grupos passem a sonhar com uma classificação. É o caso da LDU, que está na chave de São Paulo e River Plate.

“Sempre há equipes que são candidatas [ao título], mas agora está equiparado, principalmente porque os argentinos não puderam arrancar [em seu campeonato]”, disse o goleiro argentino da LDU, Adrián Gabbarini, que acredita em vantagem do São Paulo sobre o River Plate na retomada do torneio.

Além da Argentina, o futebol também não voltou na Venezuela e na Bolívia. No Uruguai, no Chile, no Peru, na Colômbia e no Equador, as competições tiveram seu recomeço entre o fim de julho e o começo de agosto -sem público, como ocorrerá na Libertadores.

Na disputa continental, a retomada não vai manter a programação original de locais de jogo. Por questões logísticas ligadas à pandemia, alguns estádios foram excluídos do torneio. No Peru, por exemplo, todos as partidas serão realizadas na capital, Lima.

A mudança afetou diretamente o São Paulo, que perdeu por 2 a 1 para o Binacional nos 3.800 m de Juliaca. No até agora equilibrado Grupo D, River Plate e LDU não precisarão encarar essa dificuldade. Todos na chave, após duas rodadas, somam três pontos.

A situação da tabela é a mesma no Grupo C, com as quatro equipes empatadas com três pontos. O Athletico tentará pular à frente a partir das 19h15 (de Brasília) desta terça, contra o Jorge Wilstermann, na Bolívia.

Já o Santos, que receberá o Olimpia às 21h30, na Vila Belmiro, venceu as duas partidas que disputou, contra Defensa y Justicia e Delfín, ainda com Jesualdo Ferreira no comando. Agora, com Cuca à frente da equipe, joga para deixar sua situação bem encaminhada no Grupo G.

Flamengo e Palmeiras, também 100%, lideram o Grupo A e o Grupo B, respectivamente. No Grupo E, o primeiro lugar é dividido pelos rivais Grêmio e Internacional, cada um com quatro pontos.

Com a evolução da pandemia ainda bastante problemática na América do Sul, a Conmebol anunciou um protocolo para que as partidas sejam realizadas com alguma segurança. Ele inclui voos fretados para as delegações, com obrigatoriedade de testes para a Covid-19 nos jogadores.

Só a retomada vai mostrar se a rigidez vai ficar no papel ou ser posta em prática, mas o código tem itens como a proibição do beijo na bola. Há também uma limitação na equipe de mídia de cada clube -o que irritou os dirigentes brasileiros, hoje habituados a produzir material de bastidores com cinegrafistas próprios.

Quem não terá o mesmo papel que vinha desempenhando havia anos é a TV Globo, que decidiu rescindir seu contrato de transmissão diante da recusa da Conmebol em renegociar os valores do acordo na pandemia.

O vazio foi preenchido pelo SBT, que comprou os direitos e começará a exibir partidas nesta quarta (16), com Bolívar x Palmeiras e Universidad Católica x Grêmio. O Facebook segue com exclusividade nos jogos às quintas.

 

Foto: Ascom/Santos

FOLHAPRESS

 

 

Psicanalista revela que a pandemia agravou a situação psicológica de muitos brasileiros que tiveram a covid-19

A pandemia do novo coronavírus (COVID-19) é a maior emergência de saúde pública que a comunidade internacional enfrenta em décadas. Além das preocupações quanto à saúde física, traz também preocupações quanto ao sofrimento psicológico que pode ser experienciado pela população geral e pelos profissionais da saúde envolvidos. Neste sentido o psicanalista Christian Ingo Lenz Dunker, disse que a pandemia agravou a situação psicológica de muitos brasileiros, principalmente, para os que tiveram o diagnóstico positivo para a covid-19.

“Muitas vezes o diagnóstico cai em um momento em que já estamos pesados e fatigados dessa carga após passar tanto tempo em privação, em isolamento. É também um momento psíquico de luto, perdemos muitas vidas, da perda de projetos também. Representando um enfrentamento com o traumático com essa situação repentina e traumática. Essa é a linha base do sofrimento psíquico. Quando a gente restringe as pessoas a ficarem em casa. Muitas vezes aumentando os conflitos, o afastamento de espaços e amigos… Tudo isso cria, com o passar do tempo, um sentimento de esgotamento associado ao trabalho feito por tela que suga as energias psíquicas. Então com o diagnóstico, esse quadro é reprisado e dificulta para que as pessoa enfrentem a doença. A covid-19 exige uma clareza psíquica para ser enfrentada”, afirmou o psicanalista.

O objetivo da matéria é sistematizar conhecimentos sobre implicações na saúde mental e intervenções psicológicas diante da pandemia do novo coronavírus. O Brasil se aproxima da marca dos 130 mil mortos em decorrência da covid-19. Mesmo com o número crescente, um movimento de normalização das mortes é assistido há meses. O psicanalista analisa a situação como resquício de raízes históricas nunca enfrentadas ou solucionadas pela sociedade brasileira. “Viemos de um passado de pouco valor a vida… É uma necropolítica, a política do deixar morrer, do pouco valor a vida. A gente desistiu de melhorar e isso não está bom. Cada vida vale a pena, isso faz diferença para suicídio, para assassinatos, para doenças, para tudo”, disse Lenz Dunker.

 

pbagora

 

 

CNM aponta que 96,5% dos municípios brasileiros tiveram medidas restritivas para diminuição da aglomeração

Logo no início da pandemia no Brasil, em março, o município de Conceição do Coité, na Bahia, adotou medidas de restrição de circulação e aglomeração de pessoas na cidade. A primeira ação da Secretaria Municipal de Saúde foi criar um serviço de atendimento virtual, para que os pacientes não precisassem se deslocar até as unidades de saúde para receber orientações. “Isso amenizou a aglomeração nas unidades de saúde e fez com que contivéssemos o máximo de pessoas na cidade e nessas unidades”, conta o secretário de Saúde de Conceição do Coité, Túlio Carneiro.

A cidade do nordeste baiano faz parte dos 96,5% dos municípios brasileiros que tiveram medidas restritivas para diminuição da circulação e aglomeração de pessoas. É o que conta no levantamento feito pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) que avaliou diferentes aspectos de atuação das gestões locais entre março e agosto.

Outro dado que chama atenção revela que 61,9% dos gestores reconheceram que houve flexibilização das medidas restritivas durante o período da pesquisa.
“Como os casos e mortes estavam nos primeiros meses nos grandes centros e nas regiões metropolitanas, as cidades do interior que haviam tomado as medidas de restrição começaram a sofrer pressão da própria população sobre os gestores para flexibilizar essas aberturas. E esse processo estamos vendo até hoje.
Ninguém sabe muito bem o que fazer, o que abre, o que fecha, porque não tem nenhuma tendência”, destaca o consultor da Confederação Nacional dos Municípios, Eduardo Stranz.

A pesquisa também aponta que 52,4% dos municípios adotaram barreiras sanitárias, como posto de monitoramento de entrada e saída de pessoas no município; 75,7% estabeleceram “isolamento social” e abertura/funcionamento apenas dos serviços essenciais; 94,2% publicaram norma municipal para uso obrigatório de máscaras faciais; e 54,4% reduziram oferta de transporte público.

“Conseguimos fazer barreira sanitária nas saídas e entradas do município. Aferirmos a temperatura e passamos instruções. Hoje as barreiras não estão mais fixas, são itinerantes. Pegamos um povoado e fazemos um trabalho bastante intensivo por 2 ou 3 dias, com distribuição de máscaras, testes rápidos. Isso tem dado alguns resultados positivos”, diz Túlio Carneiro.

Saúde

A pesquisa da CNM também abordou aspectos relativos à testagem. Os resultados mostraram que 3.414 municípios promoveram testagem de sintomáticos; 2.808 testaram grupos prioritários, como profissionais de saúde, segurança e assistência social; e 1.210 o fizeram com assintomáticos.

Na Atenção Primária/Básica, que é a porta de entrada para os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), 3.869 gestores afirmaram que distribuíram EPIs para todos os membros das equipes. Em relação aos espaços para internação, 63% dos municípios afirmaram possuir leitos hospitalares exclusivos para Covid-19.

“Os municípios foram atrás do Ministério (da Saúde) para terem maior número de leitos para atender a população doente. Aquele problema que víamos só nas capitais e regiões metropolitanas, em poucas semanas, se alastrou para o Brasil inteiro”, diz Eduardo Stranz.

Para certificar celeridade no retorno e possibilitar aos municípios recebimento de repasses federais por vários ministérios, 59,7% das cidades editaram decreto de calamidade pública, e 79,3% tiveram decretos municipais de emergência.

Fonte: Brasil 61

 

 

Cresce o número de brasileiros com depressão e ansiedade durante pandemia

O número de brasileiros com quadros de depressão e ansiedade cresceu desde o início da pandemia da Covid-19. A mais recente pesquisa do Ministério da Saúde sobre o quadro psiquiátrico dos brasileiros neste período revela que 32,6% dos entrevistados se sentiram para baixo ou deprimidos de março para cá.

Outro estudo, do Instituto de Psicologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), aponta que o número de brasileiros com depressão praticamente duplicou nos primeiros dois meses de isolamento social. O percentual de pessoas com a doença passou de 4,2% para 8%. Já os casos de ansiedade saltaram de 8,7% para 14,9%. A pesquisa feita com 1.460 pessoas em 23 estados indica um aumento preocupante nos casos de pessoas com transtornos mentais.

Para especialistas, o isolamento social colabora para o aumento no número de casos de transtornos mentais. É o que explica o psiquiatra Luan Diego Marques. “Já era uma tendência desde 2019 o brasileiro ter quadros de alterações de humor e ansiedade. O isolamento, as mudanças abruptas e a quarentena só impulsionaram um maior desgaste e uma eliminação dos recursos de saúde mental, que é a liberdade, o lazer e a interação social.”

Ele também atribui à crise econômica papel importante nos indicadores. “A vulnerabilidade financeira prejudica o quadro emocional e essa também é uma das possibilidades da piora do nível de ansiedade aqui no Brasil”, complementa.

Percepção médica

A percepção da maior ocorrência de quadros depressivos também ocorre entre os médicos. Um estudo da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) entrevistou profissionais da área. Quase 90% dos psiquiatras afirmaram que os quadros psiquiátricos de seus pacientes se agravaram com a pandemia da Covid-19.

Apesar do momento crítico e do confinamento, Marques afirma que é possível minimizar as chances de depressão. “A depressão pode sim ser evitada”, assegura. Segundo ele, uma das melhores ferramentas para a saúde mental é cultivar relacionamentos.

“Ter uma rede de apoio é uma das ferramentas para reduzir a chance dessa pessoa desenvolver depressão. Existem algumas pesquisas que mostram pessoas que possuem confidentes, que podem desabafar, têm menor risco de desenvolver depressão.”

Ampliação do atendimento

Há cidades que tentaram minimizar o impacto da suspensão de consultas com psicólogos e psiquiatras neste período. Em Teresina, por exemplo, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) se organizou para garantir o atendimento em saúde mental à população durante a pandemia do novo coronavírus. O órgão disponibilizou um telefone para quem precisar falar com um psicólogo gratuitamente.

Além disso, a Rede de Atenção Psicossocial do município continua funcionando, de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h e das 14h às 17h. Ao todo, há sete Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) para pessoas com transtornos mentais graves. Teresina conta ainda com um ambulatório, o Provida, que atende pessoas que tentaram suicídio.

Ações 

Preocupado com os efeitos das medidas de distanciamento social, sobretudo entre os jovens e adolescentes, o Governo Federal lançou recentemente uma ação de prevenção ao suicídio e automutilação com foco nesses grupos. A medida é uma forma de o país se antecipar à chamada “quarta onda da pandemia”, que se caracteriza pelo agravamento das doenças mentais entre a população.

O objetivo do Ministério da Saúde é qualificar profissionais da saúde, educadores da rede pública e privada de ensino, líderes de associações religiosas, profissionais que atuam em conselhos tutelares, entidades beneficentes e movimentos sociais para que saibam abordar adolescentes entre 11 e 18 anos.

RAPS

A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) é formada por diversos pontos de atenção à saúde mental, que atendem a pessoas com quadros psíquicos em diferentes níveis de complexidade. Os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) espalhados por municípios de todo o país constituem um dos principais pontos de atendimento para pacientes com sofrimento ou transtorno mental. Existem ainda os serviços de urgência e emergência, como o SAMU 192, a sala de estabilização, Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e prontos-socorros que integram a rede.

Também fazem parte os Serviços Residenciais Terapêuticos (SRTs), que são moradias destinadas a cuidar de pacientes com transtornos mentais e que não possuem suporte social ou laços familiares. Além disso, a rede tem Unidades de Acolhimento (UA), ambulatórios multiprofissionais de saúde mental e comunidades terapêuticas. A ideia é que todos esses serviços funcionem de forma integrada.

PB Agora

 

 

Pesquisa revela que 42,62% dos brasileiros temem não conseguir pagar as contas devido à pandemia

Segundo estudo, apenas 29,39% devem pagar dívidas dentro do prazo

Uma pesquisa realizada com 4.909 pessoas, entre abril e maio, pela Acordo Certo, empresa de soluções financeiras, revela que 42,62% dos brasileiros não sabem se vão conseguir pagar suas dívidas e 25,62% pagarão depois do prazo. Apenas 29,39% devem pagar dentro do prazo. Ao mesmo tempo, o estudo revela que 55,4% dos entrevistados aumentaram a intenção de pagar.

“Isso mostra que os brasileiros querem muito quitar suas dívidas e ficar com o nome limpo, mas precisam de acordos acessíveis. Por isso é tão importante ajudá-los a encontrar, negociar e pagar suas dívidas de uma maneira que cabe no bolso”, diz Dilson Sá, CEO da Acordo Certo.

O estudo também constatou que 50,75% acredita que o impacto financeiro causado pela pandemia do coronavírus poderá durar mais de seis meses, seguido de uma parcela de 19,98% de pessoas que espera melhorar a situação em quatro meses. Já os produtos financeiros mais buscados para auxiliar neste momento de pandemia são cartão de crédito (apontado por 32,16%), empréstimo (30,94%) e assistência saúde (10,15%).

Diante do cenário atual, o desemprego é um dos fatores que afeta diretamente na situação financeira da população. Segundo dados divulgados em maio pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), a taxa de desemprego no país subiu para 12,6% no trimestre móvel encerrado em abril, indicando o efeito socioeconômico causado pela pandemia de covid-19.

Sobre a Acordo Certo

Acordo Certo é uma empresa de soluções financeiras que tem a missão de ajudar as pessoas a conquistarem seu bem-estar financeiro de uma maneira transparente, segura e 100% online. Por meio de sua plataforma, consumidores já fecharam mais de 2,9 milhões de acordos, somando mais de R$ 1 bilhão em descontos desde sua fundação, em 2016. Atualmente, a Acordo Certo possui mais de 20 empresas parceiras, entre elas varejistas, bancos, financeiras, empresas de telefonia e grupos educacionais. Para saber mais, acesse: https://www.acordocerto.com.br.

 

 

Mais de 40% dos brasileiros com Covid-19 têm distúrbios do sono, diz pesquisa do MS

Um levantamento do Ministério da Saúde no Brasil mostra que 41,7% das pessoas com Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, têm distúrbios do sono, como dificuldade para dormir ou dormir mais do que de costume, e 38,7% relataram falta ou aumento de apetite. Além disso, 87,1% dos adultos precisaram sair de casa ao menos uma vez na semana anterior à data da entrevista.

Foram entrevistas mais de 2 mil pessoas no segundo ciclo da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico COVID-19 (Vigitel). “Os resultados que obtivemos com ela vão nos ajudar a entender de que forma a população brasileira está enfrentando a pandemia”, disse a Coordenadora-Geral de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis, Luciana Sardinha.

Sair de casa

Segundo a pesquisa, entre os principais motivos que levaram as pessoas a saírem de casa destacaram-se compra de alimentos (75,3%), trabalho (45%), procurar serviço de saúde ou farmácia (42,1%), tédio ou cansaço de ficar em casa (20,5%), ajudar um familiar ou amigo (20,2%), visitar familiares e amigos (19,8%), praticar atividades físicas (13,6%) e caminhar com animal de estimação (5,6%). Os moradores com idades entre 35 e 49 anos (89,8%) das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste (89%) foram os que mais saíram de casa.

Saúde mental

A pesquisa também apurou a frequência com que problemas relacionados à saúde mental incomodaram os entrevistados nas duas semanas anteriores à data da entrevista. Entre os que foram ouvidos pelo inquérito, 35,3% falta de interesse em fazer as coisas; 32,6% disseram se sentir para baixo ou deprimido; 30,7% se sentir cansado, com pouca energia; 17,3% descreveram lentidão para se movimentar ou falar ou estar muito agitado ou inquieto; 16,9% relataram sentir dificuldade para se concentrar nas coisas e; 15,9% disseram se sentir mal consigo mesmo ou achar que decepcionou pessoas queridas.

Para o Diretor do Departamento de Análise em Saúde e Vigilância em Doenças Não Transmissíveis, Eduardo Macário, a questão da saúde mental é muito importante e merece atenção especial. “Eventos relacionados à saúde mental muitas vezes são colocados de lado numa situação como a que estamos vivendo. Mas é fundamental serem monitorados e acompanhados”, afirmou Macário.

Higiene

Sobre as práticas de higiene recomendadas para a prevenção da contaminação pelo coronavírus, o segundo ciclo da pesquisa apontou que o percentual de adultos que relataram higienizar as mãos e objetos tocados com frequência foi maior em mulheres (88,6%). Esta pergunta foi feita nos dois ciclos da pesquisa e a porcentagem de pessoas que segue as práticas de higiene aumentou de 82,7% no primeiro ciclo para 84,6 no segundo ciclo.

Pesquisa

O segundo ciclo da pesquisa Vigitel COVID-19 foi realizado em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), entre os dias 25 de abril e 5 de maio de 2020, e entrevistou 2.007 pessoas com 18 anos ou mais, em todo o país. O monitoramento sistemático dos riscos em saúde pública auxilia os gestores na adoção de medidas, de modo a reduzir o número de pessoas afetadas.

O Vigitel não pergunta ao cidadão qualquer informação de CPF, RG ou dados bancários. As únicas informações pessoais obtidas por meio da pesquisa dizem respeito à idade, sexo, escolaridade, estado civil e raça/cor e são utilizadas nos procedimentos metodológicos da pesquisa para que seus resultados reflitam a distribuição sociodemográfica da população total. Além disso, o Vigitel não faz contato algum com os entrevistados via aplicativo de mensagens (como o Whatsapp, por exemplo).

Os números de telefone contatados foram obtidos por meio de discagem aleatória de dígitos (RDD), seguida por validação dos números sorteados. Todas as entrevistas foram efetuadas por empresa contratada pelo Ministério da Saúde, com questionário eletrônico.

 

portalcorreio

 

 

Paraguaios cavam valas para impedir que brasileiros entrem no país e governo decreta isolamento total

Um movimento comunitário está cavando valas na cidade de Ypejhú, na fronteira com o município sul-mato-grossense de Paranhos. O trabalho começou nesta sexta-feira (20), e se segundo os moradores, tem objetivo de impedir o acesso de brasileiros, com veículos, ao país que está de quarentena, estendida até o dia 12 de abril.

Em Pedro Juan Caballero, vizinha à brasileira Ponta Porã, moradores colocaram pneus, fitas e tambores para impedir a passagem de veículos e pedestres.

O Exército paraguaio está monitorando a fronteira dos dois países, na região de Pedro Juan Caballero, deste quarta-feira (18), quando a fronteira foi oficialmente fechada. De acordo com o governo do Paraguai, só podem entrar no país paraguaios ou residentes.

Durante a semana, o presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, já havia anunciado o fechamento da Ponte Internacional da Amizade, na fronteira com o Brasil, que liga Cidade del Leste a Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná.

Nesta sexta, o Paraguai endureceu as medidas de combate ao coronavírus. Além de estender a quarentena, o governo decretou isolamento total a partir deste sábado (21) durante uma semana. O país tem 18 casos da doença e 1 morte confirmada.

As secretarias estaduais de Saúde divulgaram, até 12h30 deste sábado (21), 1.021 casos confirmados de novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil em 25 estados e no Distrito Federal. São 12 mortes no Brasil, três no Rio de Janeiro e chegou a nove em São Paulo.

G1