Arquivo da tag: Brasil

Covid-19: Brasil acumula 7,16 milhões de casos e 185,6 mil mortes

O número de vidas perdidas para a covid-19 chegou a 185.650. Nas 24 horas desde o boletim de ontem, foram registradas 823 mortes, número menor as 24 horas anteriores, quando o acréscimo às estatísticas foi de 1.092, batendo a marca dos 1 mil que não ocorria desde setembro. Ainda há 2.253 mortes em investigação.

Os dados estão na atualização diária do Ministério da Saúde, divulgada na noite desta sexta-feira (18). O balanço é formado a partir das informações enviadas pelas secretarias de saúde dos estados.

O número de pessoas infectadas desde o início da pandemia somou 7.162.978. Desde ontem foram registrados 52.544 novos diagnósticos positivos de covid-19.

Boletim Epidemiológico da Covid-19 publicado pelo Ministério da Saúde na quinta-feira (17) indica aumento de 6% no número de infectados e de 11% nas mortes por covid-19.

Ainda conforme a atualização do órgão, há 779.143 pacientes em acompanhamento. Outras 6.198.185 se recuperaram da infecção.

Estados

A lista dos estados com mais mortes pela covid-19 é encabeçada por São Paulo (44.878), Rio de Janeiro (24.351), Minas Gerais (11.009), Ceará (9.903) e Pernambuco (9.383). As Unidades da Federação com menos óbitos pela doença são Acre (757), Roraima (769), Amapá (864), dado referente a ontem, Tocantins (1.212) e Rondônia (1.689).

Agência Brasil

 

 

Brasil registra 1.054 mortes e 68 mil casos de covid-19 em 24 horas

O Brasil voltou a registrar mais de mil mortes pela Covid-19 em um único dia. Nesta quinta-feira (17), foram 1.054 óbitos e 68.832 casos da doença, o segundo maior número já registrado, superando a marca alcançada na última quarta-feira.

Os dados do país são fruto de colaboração inédita entre Folha de S.Paulo, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas diretamente com as Secretarias de Saúde estaduais.

O jornal Folha de S.Paulo ainda divulga a chamada média móvel. O recurso estatístico busca dar uma visão melhor da evolução da doença, pois atenua números isolados que fujam do padrão. A média móvel é calculada somando o resultado dos últimos sete dias, dividindo por sete.

De acordo com os dados coletados até as 20h, a média de mortes nos últimos sete dias é de 725, aumento de 33% em relação a 14 dias atrás. O país vem em uma tendência de alta de mortes, acima de 600 óbitos todos os dias, desde meados de novembro, com um breve intervalo de estabilidade.

O balanço divulgado pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira (17) registrou 69.826 novos casos de contaminação pelo novo coronavírus no Brasil e 1.092 mortes em decorrência da doença nas últimas 24 horas. Desde o início da pandemia, foram 184.827 óbitos acumulados e 7.110.434 casos confirmados no país.

A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorre em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.

 

FOLHAPRESS

 

 

“SUS vai ter prioridade nas vacinas produzidas no Brasil”, afirma Pazuello

O Brasil possui um plano estratégico para proteger a população contra a Covid-19. Nesta quarta-feira (16), o Governo Federal divulgou o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a doença, um documento com diretrizes que tem objetivo de apoiar os Estados e municípios no planejamento e organização da vacinação contra a doença.

De acordo com o Ministério da Saúde, o êxito dessa ação depende do envolvimento das três esferas de gestão em esforços coordenados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas é preciso também de mobilização e adesão da população à vacinação.

Para a infectologista da Unicamp e consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia, Raquel Stucchi, um documento deste tipo é necessário para orientar as ações que estados e municípios vão adotar como padrão. “Isso é importante para que todas as ações sejam centralizadas na esfera federal, como sempre aconteceu nas campanhas nacionais de imunização. O Brasil tem muita experiência de sucesso em relação às campanhas nacionais. E as pessoas envolvidas em ações anteriores, com certeza, serão chamas para participar desta nova campanha em um momento tão crucial para o nosso País”, apontou a médica.

O planejamento da vacinação nacional está orientado em conformidade com o registro e licenciamento de vacinas, que no Brasil é de atribuição da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), conforme Lei nº 6.360/1976 e outros regulamentos técnicos. Dito isso, é importante saber como andam as principais vacinas em análise pela Anvisa e que podem ser oferecidas à população a partir do ano que vem.

Diante do compromisso de transparência e do interesse público, a Anvisa mantém uma página na internet para divulgar o status das análises preliminares para registro e outras informações de vacinas contra Covid-19. Isso quer dizer que qualquer pessoa pode saber como está o andamento da submissão de documentos apresentados pelas empresas desenvolvedoras.

Das quatro principais vacinas, a Astrazeneca/Fiocruz e a Sinovac/Butantan aguardam a Certificação de Boas Práticas de Fabricação, referente à etapa em que inspetores têm de garantir que uma fábrica, em qualquer lugar do mundo, cumpra com os requisitos determinados pela legislação brasileira. São avaliadas as estruturas físicas das áreas de produção, armazenamento e laboratórios de controle de qualidade, além de toda a documentação do sistema de garantia de qualidade da empresa. As vacinas Janssen e Pfizer já solicitaram essa certificação, mas o pedido ainda está em análise.

Após esse processo, e dando tudo certo com as vacinas, é possível os laboratórios entrarem com o pedido de registro, que é quando a Anvisa dá o sinal verde para que o imunizante seja comercializado e disponibilizado por todo o País.

Em relação ao recebimento das vacinas, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, explicou que “todos os estados da Federação serão tratados de forma igualitária e proporcional. Não haverá nenhuma diferença. Todas as vacinas produzidas no Brasil ou pelo Butantan, Fiocruz ou qualquer indústria terá prioridade do SUS”, concluiu o ministro. Nesse sentido, o Brasil possui negociações em andamento, que totalizam, em torno de 350 milhões de doses de vacinas, por meio de acordos com laboratórios e empresas.

Vacinação pelo mundo

Os últimos 15 dias foram marcados pelo início da vacinação contra a Covid-19 nos primeiros países do mundo. A Rússia foi o primeiro país a começar a vacinação contra a doença no dia 5 de dezembro, usando a vacina desenvolvida por lá, a Sputnik V.

Alguns dias depois, 8 de dezembro, o Reino Unido deu início ao processo de vacinação da sua população, mas com o imunizante da Pfizer/BioNTech. Essa também foi a vacina usada por EUA e Canadá, que tiveram a ação iniciada na segunda-feira (14).

É importante destacar aqui que nenhuma das duas vacinas tiveram os estudos totalmente finalizados nos países onde estão sendo aplicadas, mas foram aprovadas pelos governos locais e oferecidos à população.

Fonte: Brasil 61

 

 

Brasil está entre os países com mais gastos com funcionalismo público no mundo

Os gastos do Brasil com o funcionalismo público da União, dos estados e dos municípios equivaleram a 13,4% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2018, segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI). Entre mais de 70 nações, o País é um dos que têm as despesas mais elevadas com servidores públicos ativos e inativos, proporcionalmente ao PIB, segundo a nota econômica “O peso do funcionalismo público no Brasil em comparação com outros países”, elaborada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria).

De acordo com a nota, o Brasil é o sétimo no ranking de gastos com o funcionalismo, ficando atrás, apenas, da Arábia Saudita, Dinamarca, Jordânia, África do Sul, Noruega e Islândia. O país também tem mais despesas com o funcionalismo do que os integrantes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), cuja média de gastos representou 9,9% do PIB.

Carlos Ari Sundfeld, presidente da Sociedade Brasileira de Direito Público, destaca que boa parte dos gastos elevados com o funcionalismo se deve aos privilégios elevados de carreiras de elite, como “juízes e promotores”. Ele destaca a necessidade de uma reforma administrativa que traga mais igualdade entre os diversos setores do serviço público e dê fôlego aos cofres públicos.

“O número de pessoas não é excessivo no Brasil, mas os gastos são. Os recursos de poder público não são infinitos, eles vêm da sociedade e nós temos que mantê-los num nível que podemos pagar.  Temos que controlar o crescimento explosivo das despesas com servidores públicos, sobretudo, nas carreiras de elite”, afirma.

Arte: Brasil 61

Desequilíbrio

De acordo com a nota, a principal explicação para o maior comprometimento do orçamento brasileiro com o funcionalismo é a disparidade salarial dos servidores na comparação com o que recebem os trabalhadores da iniciativa privada. A remuneração dos funcionários públicos federais é 67% maior, o índice mais alto de um estudo do Banco Mundial, que incluiu 53 países. Em média, a vantagem salarial do funcionalismo entre os países pesquisador é de 16%.

Segundo o deputado federal Tiago Mitraud, do partido Novo de Minas Gerais, além das distorções em relação aos salários na iniciativa privada, outro motivo para os altos gastos com o funcionalismo, na comparação com os outros países, são as despesas com os servidores que já se retiraram.

“Você vai ter duas questões. Uma delas é dos inativos. A gente até hoje não tem uma Previdência adequada no Brasil. Fizemos uma reforma ano passado, mas que ainda não é suficiente para que ela se sustente. E, depois, você vai ter um inchaço e distorções muito grandes relacionadas à folha de pagamento do funcionalismo”, alega.

O gasto total com servidores federais somou R$ 319,5 milhões em 2019, dos quais 56,5% com trabalhadores ativos e 43,5% com inativos.

Situação mineira

Segundo o Tesouro Nacional, nove estados do país superaram o limite de 60% de gastos com folha de pessoal no último ano, contrariando a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Minas Gerais é um deles. Em 2019, 69% da receita que o estado obteve foi gasta para pagamento de ativos e inativos. Ao todo, R$ 44,2 bilhões foram despendidos em salários.

O deputado Tiago Mitraud destacou que há quatro anos o estado paga, com atraso, os salários dos servidores locais. Segundo ele, parte disso se deve ao lobby de determinadas classes do funcionalismo por salários e condições “irreais”, o que acaba prejudicando os próprios trabalhadores públicos. “A gente vê que as pressões corporativistas que são feitas acabam prejudicando o próprio funcionário público, porque para de ter dinheiro para pagar”, reforça.

Apesar dos problemas, ele acredita que a atual administração tem caminhado na direção correta para solucionar o déficit. “Minas, de fato, é um dos estados que está nessa situação, que vem sendo regularizada pelo atual governo, mas que devido ao tamanho do rombo, ainda vai levar um bom tempo para sanear as contas públicas”, acredita.

Reforma Administrativa

Encaminhada pelo governo ao Congresso Nacional no início de setembro, a proposta de reforma administrativa visa alterar as regras para os futuros servidores públicos dos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), estados e municípios.

A PEC acaba com a estabilidade do serviço público, que ficaria restrita às carreiras de Estado, flexibiliza o regime de contratação, facilita a possibilidade de demissões, cria um período de experiência, regulamenta a avaliação de desempenho e põe fim aos penduricalhos, como licença-prêmio e adicional por tempo de serviço, entre outras mudanças.

O texto não muda o regime para os servidores atuais, nem para os magistrados, militares, parlamentares e membros do Ministério Público. Segundo Matheus Rosa, pesquisador da FGV (Fundação Getulio Vargas), os valores gastos com o funcionalismo devem cair com a reforma e só não serão maiores devido à não inclusão de integrantes de outros poderes e dos servidores que estão na ativa.

“Para respeitar os contratos que estão em vigência, o governo decidiu que a reforma só vai abarcar as novas contratações no serviço público. Mas a gente pode dizer que deve gerar economia no longo prazo, devido ao fim de alguns privilégios e a maior flexibilidade de contratação de pessoal.  Em uma situação de emergência fiscal seria possível controlar as despesas com pessoal através do corte na folha salarial”, avalia.

Para Sundfeld, muitos estados, como o Rio Grande do Sul e o Paraná, já se anteciparam e realizaram reformas para controlar os gastos, diminuir a desigualdade entre as carreiras e estimular o desempenho, algo que na visão dele deve ser adotado na reforma administrativa mais ampla, proposta pelo Executivo.

“Temos que aumentar a produtividade do setor público brasileiro, a qualidade da atuação dos agentes públicos e, para isso, temos que dar estímulo para quem trabalha melhor e para que as pessoas possam trabalhar melhor. Temos que valorizar o conjunto de pessoas que trabalham na administração pública”, defende.

Fonte: Brasil 61

 

 

Setor de implantes dentários cresce 15% ao ano no Brasil

Aos 28 anos, brasileiros já perderam, em média, cinco dos trinta e dois dentes

A cada ano, mais pessoas buscam por implantes dentários para restaurar o sorriso. De acordo com o Conselho Federal de Odontologia (CFO), o setor cresce aproximadamente 15% ao ano e deve manter o ritmo na próxima década, já que o número de pessoas sem dentes no Brasil ainda é alto. Aos 28 anos de idade, os brasileiros já perderam, em média, 5 dos 32 dentes, segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde Bucal, do Ministério da Saúde. Aos 42 anos, a proporção pode chegar a 35% e, entre as pessoas com mais de 40 anos, pode superar a falta de 50% dos dentes.

Baixa autoestima, vergonha ao sorrir e dificuldade em relacionamentos estão entre os incômodos causados pela falta dos dentes – isso sem contar os problemas para se alimentar. Para solucionar o problema e ainda inovar no mercado odontológico, a chegada dos implantes trouxe mais tecnologia e segurança aos pacientes que precisam recuperar o sorriso.

De acordo com a responsável técnica da Oral Unic Campo Largo, Dra. Monique First, os implantes dentários são a maior evolução da odontologia. “Tanto jovens como idosos buscam soluções para restaurar o sorriso, e o implante é a opção mais segura e confortável para o paciente. A odontologia tem evoluído para devolver a autoestima da população e os implantes vêm para proporcionar essa naturalidade”, afirma Dra. Monique.

Além da naturalidade, os implantes também proporcionam mais conforto e confiança ao paciente. Por serem integrados ao osso, oferecem um suporte estável para as próteses artificiais, trazendo mais segurança para a pessoa ao falar, comer e fazer a higienização bucal – diferente das próteses removíveis, que podem causar dor na região da gengiva causada pela instabilidade na boca.

Para ter o melhor resultado no procedimento, a qualidade e o profissionalismo são essenciais. Em Campo Largo, região metropolitana de Curitiba (PR), a Oral Unic inaugurou uma clínica especializada em implantes odontológicos. “Com muita tecnologia e atendimento de qualidade, a Oral Unic vem para contribuir com uma Campo Largo mais inovadora e com saúde bucal de referência”, finaliza First.

Assessoria

 

 

Eduardo Bolsonaro diz que há fraude nas eleições dos EUA e pode complicar Brasil se Biden vencer

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) divulgou em suas redes uma postagem apontando, sem provas, para a existência de uma interferência na contagem de votos enviados pelo correio, que, de acordo com as pesquisas, são em grande parte favoráveis a Joe Biden.

A postagem original foi feita pelo influenciador Bernardo Kuster, investigado no STF por espalhar notícias falsas, que questionou a contagem dos votos em Michigan, onde Biden lidera, dizendo: “Se isto não é fraude, não sei o que é”.

Eduardo é presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados. Caso a instituição não mude de posicionamento, uma vitória de Biden colocaria Brasil e Estados Unidos em oposição, complicando a relação entre os dois países.

 

247 

 

 

Brasil chega a quase 154 mil mortes pela Covid-19, aponta consórcio de imprensa

O Brasil registrou 195 novas mortes pela Covid-19 e 8.874 casos da doença neste domingo (18). O país, com isso, chegou a 153.885 óbitos e a 5.232.541 pessoas infectadas pelo novo coronavírus desde o início da pandemia.

Os dados são fruto de colaboração inédita entre Folha, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas diretamente com as Secretarias de Saúde estaduais.

Nos finais de semana e nas segundas-feiras, os números do consórcio costumam ser mais baixos por causa de atrasos de notificações nas secretarias.

Além dos dados diários do consórcio, a Folha também mostra a chamada média móvel. O recurso estatístico busca dar uma visão melhor da evolução da doença, pois atenua números isolados que fujam do padrão. A média móvel é calculada somando o resultado dos últimos sete dias, dividindo por sete.

De acordo com os dados coletados até as 20h, a média de mortes nos últimos sete dias é de 483, o que representa um cenário de queda em relação à média de 14 dias atrás. Recentemente, o país chegou a estar em situação de queda da média, mas, em seguida, retornou ao patamar de estabilidade dos dados de mortes.

Com 230 óbitos registrados nas últimas 24 horas, os dados do governo federal mostram que o Brasil tem 153.905 mortes confirmadas pela Covid-19 até este domingo (18), segundo boletim do Ministério da Saúde.

O balanço aponta 10.982 novos casos, totalizando 5.235.344 registros da doença no país. O estado de São Paulo ainda soma o maior total de registros -são 38.020 mortes e 1.063.602 casos até este domingo. Em seguida, com relação a mortes, aparecem Rio de Janeiro (19.765), Ceará (9.210) e Pernambuco (8.487).

O governo avisa, entretanto, que os dados deste domingo são parciais porque houve um problema no sistema na atualização dos dados de quatro estados: Rondônia, Pernambuco, Paraíba e Goiás. “Os dados estão preservados, e serão atualizados no boletim [de segunda-feira, 19]”, diz o ministério.

Os dados mostram ainda que há 4.650.030 pessoas recuperadas da doença e 2.362 mortes em investigação.

O Brasil tem uma taxa de 73,2 mortos por 100 mil habitantes. Os Estados Unidos, que têm o maior número absoluto de mortos (218.448 ), e o Reino Unido (43.519 ), ambos à frente do Brasil na pandemia (ou seja, começaram a sofrer com o problema antes), têm 66,9 e 65,5 mortos para cada 100 mil habitantes, respectivamente. O país também já ultrapassou a taxa da Itália de mortes por 100 mil habitantes (60,3).

A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorre em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.

 

FOLHAPRESS

 

 

Brasil tem mais de 150 mil mortes por Covid-19

O Brasil ultrapassou neste sábado (10) a marca de 150 mil mortes por Covid-19, num momento em que o pico da doença já está há um mês e meio em queda. O ritmo de redução, porém, é lento.

O número exato de mortes que o Brasil registra na tarde deste sábado é de 150.023, em meio a 5.073.483 de casos no total, incluindo as ocorrências não letais. O número foi levantado pelo consórcio de veículos de imprensa que realiza a contagem independente do número de mortos. Além do GLOBO e Extra, integram o consórcio G1, Folha de S.Paulo, O Estado de São Paulo e UOL.

O histórico dos números mostra que, um mês e meio após sair do patamar de mil mortes diárias (um pico que se tornou um platô), o país ainda está registrando média de 600 mortes por dia, número ainda alto.

— Vemos no Brasil uma evolução da epidemia muito semelhante à história natural da doença, e percebemos que não vai haver aqui uma queda abrupta da curva de mortes como vimos em outros países — afirma Alberto Chebabo, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia. — A gente vai se arrastar nessa primeira onda de casos que parece não terminar nunca, até ela perder a força naturalmente ou até a gente ter uma vacina que resolva.

Uma preocupação dos médicos é que essa dificuldade em derrubar o número de mortes ocorre em um cenário no qual a maioria das grandes cidades do país já está em processo de reabertura da economia.

— Não existe aqui tem uma quantidade de exames adequada para o enfrentamento da pandemia e não existe uma estratégia de rastreamento de contatos como em outros países — afirma Chebabo, que aponta falta de liderança como um dos problemas. — A atuação do Ministério da Saúde é pífia.

Raquel Stucchi, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, diz se preocupar com o efeito de fadiga que as pessoas estão sentindo em manter medidas de contenção.

— Nós estamos há tanto tempo nisso que a gente acaba deixando de se impressionar e atá banalizando até os números — afirma Stucchi. — Mas nós não podemos nos acostumar com um número de 600 mortes por dia. E nós temos um período ainda longo de convivência com o novo coronavírus.

É possível ter uma medida de como a desaceleração da epidemia é demorada no Brasil, se dividirmos as 150 mil mortes em cinco etapas. A primeira etapa de 30 mil mortes levou 76 dias para se completar, mas as três seguintes se completaram em um mês cada uma. A última etapa não levou muito mais tempo para fechar: 41 dias.

O número de mortes, dizem os médicos, está subnotificado, o que é normal em alguma medida para novas epidemias. A SBI trabalha com um cenário em que cerca de 20% dos óbitos por Covid-19 não estão sendo atribuídos ao novo coronavírus.

Os especialistas consultados pelo GLOBO falam em deficiência ainda na realização de testes para confirmar o diagnóstico por Covid-19.

Prestação de contas

Na entrevista coletiva concedida sexta-feira por integrantes do Ministério da Saúde, a pasta afirmou ter distribuído 7,5 milhões de testes diagnósticos do tipo PCR, o padrão para diagnóstico de pacientes sintomáticos. Um sinal de que o número é pequeno é que o país já tem mais de 5 milhões de casos confirmados.

Não houve menção na entrevista ao número específico de mortes registradas pela doença. O secretário-executivo da pasta, Elcio Franco, destacou os recuperados.

— O Ministério da Saúde apresenta o seu pesar pelas centenas de milhares de mortes decorrentes da Covid-19, ao mesmo tempo em que reforça a força do nosso sistema único de saúde com mais de 85% de recuperados dentre aqueles acometidos da Covid-19 — disse.

Questionado sobre a demora na queda do número de mortes, Franco não apontou motivo específico

— O decréscimo está sendo constante e está sendo estável — disse. — Isso indica que estamos resolvendo não totalmente o problema da doença, mas estamos conseguindo controlar os seus efeitos.

Especialistas consultados pelo GLOBO atribuem a queda no número de mortes por Covid-15 a medidas de distanciamento social. Em alguns lugares, como Manaus (AM) médicos acreditam que a população que sobreviveu à doença está providenciando imunidade coletiva parcial agora.

Franco, porém, destaca outra causa como queda da mortalidade diária peLo novo coronavírus.

— Podemos destacar a região Sul, a gente já consegue observar um decréscimo na incidência de casos e também na incidência de óbitos, devido também ao tratamento precoce que está ocorrendo nesses estados — disse o secretário-executivo do Ministério da Saúde.

Franco afirmou na coletiva que um componente do tratamento é a cloroquina, medicamento do qual já foram distribuídos 5,8 milhões de unidades pelo ministério. Apesar de o governo elencar trabalhos mostrando que a droga é eficaz, sociedades médicas criticam sua indicação no Brasil.

 

O Globo

 

 

Brasil vence Bolívia por 5 X 0 na estreia das Eliminatórias

A missão visando a Copa do Mundo do Qatar começou em grande estilo. Nesta sexta-feira, o Brasil venceu a Bolívia por 5 a 0 na Neo Química Arena, em partida válida pela 1ª rodada das Eliminatórias Sul-Americanas. Marquinhos, Roberto Firmino, duas vezes, Carrasco (contra) e Philippe Coutinho marcaram os gols da Canarinho.

A contagem, inclusive, poderia ter sido maior. Em uma partida marcada por ataque contra defesa, o goleiro Carlos Lampe apareceu com boas defesas e evitou que a derrota da Bolívia fosse ainda pior.

Com o resultado, o Brasil assumiu a liderança das Eliminatórias. Como a Colômbia venceu a Venezuela por 3 a 0 mais cedo, a equipe comandada por Tite fica na ponta da classificação pelo maior número no saldo de gols. A Bolívia, consequentemente, é a última colocada.

As duas equipes voltam a jogar na próxima terça-feira, pela segunda rodada das Eliminatórias. Às 17h (de Brasília), a Bolívia encara a Argentina no Estádio Hernando Siles, em La Paz. O Brasil entra em campo às 21h para medir forças com o Peru no Estádio Nacional de Lima.

PRESSÃO CANARINHO
O Brasil não perdeu tempo para atacar. Logo aos 40 segundos de jogo, Éverton desperdiçou uma chance real de gol. Lampe soltou um cruzamento de Renan Lodi e o camisa 19, praticamente na frente da linha do gol, pegou mal na bola.

Minutos depois, uma cabeçada de Marquinhos passou perto da trave. Desde o começo, o ímpeto ofensivo canarinho se fez presente.

Era um jogo de ataque contra defesa. A Bolívia, com desfalques, marcava com cinco jogadores dentro da área e dificultava qualquer avanço do Brasil. Neste cenário, a Canarinho rompeu a La Verde da única forma restante: na bola parada. Em uma jogada ensaiada de escanteio, Danilo cruzou para Marquinhos, sozinho, colocar para o fundo das redes.

A partida desenrolou-se como um treino de luxo para a Seleção Brasileira. Mesmo tirando o pé na metade do primeiro tempo, a Canarinho dominava a posse de bola e encurralava a Bolívia, com sérias dificuldades de criação, no próprio campo.

Tamanha criação ofensiva acabou virando gols. Em jogada envolvendo Renan Lodi, uma das principais válvulas de escape do esquema brasileiro, cruzou para Roberto Firmino esticar o pé e dobrar a vantagem brasileira ainda no primeiro tempo.

O segundo tempo começou da mesma maneira que os primeiros 45 minutos da partida. Sem tirar o pé do acelerador, a contagem virou goleada logo aos três minutos. A defesa da Bolívia não encontrou Neymar, que arrancou e tocou para Roberto Firmino marcar o segundo na partida e o terceiro da Canarinho.

O quarto gol foi marcado com uma ajudinha boliviana. Em jogada criada no lado direito, Rodrygo desviou um cruzamento, mas o último a tocar a bola foi o zagueiro Carrasco, que colocou contra a própria rede.

É SEM PARAR!
​A Bolívia, nocauteada, buscava maneiras de evitar um placar ainda pior. O Brasil, já com a liderança garantida, buscava maneiras de ficar ainda mais no topo. Neymar deu de garçom mais uma vez aos 28 minutos: desta vez, o cruzamento do camisa 10 encontrou Philippe Coutinho como elemento surpresa dentro da área para cabecear.

O Brasil não freou. Mesmo com as alterações promovidas por Tite, a equipe verde e amarela permaneceu pressionando em linha alta e incomodando a Bolívia até o fim. A La Verde, contudo, conseguiu se segurar. O placar, contudo, não ficou devendo satisfação: triunfo por 5 a 0.

Lance

 

 

Covid-19: Brasil negocia com nove laboratórios sobre possíveis vacinas

O Brasil mantém tratativas com nove laboratórios ou centros de pesquisa atuando em estudos e no desenvolvimento de vacinas contra a covid-19. Com os responsáveis pelas vacinas Oxford e Astrazeneca e do consórcio da OMS Covax Facility, já foram celebrados acordos para a aquisição de 140 milhões de doses no primeiro semestre de 2021, que serão disponibilizadas pelo Programa Nacional de Imunização.

O balanço foi apresentado hoje (8), em entrevista coletiva do Ministério da Saúde. As nove iniciativas de pesquisa são: Oxford/Astrazeneca (Reino Unido), Sinovac/Butantan (China), Pfizer (Estados Unidos e Alemanha), Sinopharm (China), Sputinik5 (Rússia), Covaxx e Novavax (Estados Unidos), Janssen (Bélgica) e Merck (Estados Unidos, França e Áustria).

No caso da vacina de Oxford, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), responsável por sua fabricação no Brasil a partir da transferência de tecnologia do laboratório Astrazeneca, deu entrada no processo de submissão contínua na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Este é o momento em que os proponentes de uma vacina começam a fornecer informações e abrem o processo de análise pela Anvisa.

De acordo com a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, há perspectiva de resultados dos estudos da Fase 3 em novembro ou dezembro. Esta é a etapa em que a substância é analisada em sua aplicação em humanos. Os testes estão a cargo da Universidade Federal de São Paulo (USP).

Pelo acordo firmado, a Fiocruz vai receber o ingrediente farmacêutico ativo e deve terminar a primeira entrega de 30 milhões de doses até janeiro de 2021. Para o primeiro semestre do próximo ano, mais 100 milhões de doses. O intuito é ter no segundo semestre entre 100 e 165 milhões, totalizando entre 200 e 265 milhões no ano que vem. “Isso depende da complexidade do processo de incorporação de tecnologia”, justificou Nísia Trindade.

Covax facility

Outra frente de atuação do governo brasileiro está no consórcio de países organizado pela OMS Covax facility. O secretário executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, informou que o Brasil pagou ontem (7) a primeira parcela. Com isso, o país passa a ter direito a resultados positivos das pesquisas e de eventuais vacinas desenvolvidas no âmbito do projeto.

O país já assegurou 40 milhões de doses para o primeiro semestre de 2021. Como a aplicação pode demandar duas doses por pessoa, Franco estimou que o produto beneficie 20 milhões de pessoas, cerca de 10% da população.

Foram escolhidos como público-alvo dessa vacina profissionais de saúde e pessoas que estão no chamado grupo de risco, que abrange idosos (60 anos ou mais) ou que apresentem condições médicas que as tornam mais vulneráveis à covid-19.

“Já temos garantido para o primeiro semestre de 2021 o acesso a 140 milhões de doses para aderir ao nosso Programa Nacional de Imunização”, afirmou o secretário executivo do Ministério da Saúde.

Programa de vacinação

Caso alguma das vacinas tenha êxito nas análises, a aplicação na população, ou nos segmentos selecionados, ocorrerá pelo Programa Nacional de Imunização.

A participação exigirá a oferta do CPF, como foi explicado pelo diretor do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (SUS), Jacson Venâncio de Barros. “O registro vai permitir o monitoramento constante de eventos adversos. Podemos ter uma, duas três, vacinas. E quando tivermos 3, 4, 10? Se não tivermos controle, ele vai tomar uma vacina A e B. A identificação unívoca vai permitir que a gente tenha a carteira nacional digital de vacinação”, justificou.

 

agenciabrasil