Arquivo da tag: Bolsonaro

Bolsonaro recua e anuncia revogação de decreto que abre caminho para privatizar o SUS

Após forte pressão da oposição e da população nas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro anunciou que irá revogar o decreto que abria caminho para a privatização do SUS, especialmente em relação às Unidade Básica de Saúde (UBSs).

Segundo reportagem da CNN, ele admitiu que decidiu revogar o decreto após a repercussão negativa e criticou as avaliações de que os estudos poderiam resultar em um tipo de “privatização” do SUS, o que ele nega. Entidades da área de saúde e parlamentares de oposição já tentavam reverter a medida.

A revogação do decreto será publicada nas próximas horas, em edição especial do Diário Oficial da União.

 

247

 

 

‘Toda e qualquer vacina está descartada’, diz Bolsonaro após polêmica com Doria

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) descartou a compra de vacinas pelo governo na manhã desta quarta (21) até que haja comprovação de eficácia.

“Toda e qualquer vacina está descartada por enquanto. A vacina precisa de comprovação científica para ser usada, não é como a hidroxicloroquina”, disse Bolsonaro.

A declaração foi feita durante visita às instalações do Centro Tecnológico da Marinha (CTMSP) em Iperó (a 126 km da capital paulista). Ele estava acompanhado pelo chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, e pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes.

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, havia anunciado na terça (19) investir R$ 2,6 bilhões para colocar mais 46 milhões de doses da Coronavac, vacina da farmacêutica chinesa Sinovac, no programa de imunização. No Brasil, ela é produzida pelo Instituto Butantan.

“A vacina do Butantan será a vacina do Brasil”, disse Pazuello em teleconferência com os governadores. “O Butantan já é o grande fabricante de vacinas para o Ministério da Saúde, produz 75% das vacinas que nós compramos.”

Bolsonaro, no entanto, atribuiu hoje a declaração a uma má fé do governador de São Paulo, João Doria, que participou da reunião. Disse que o valor anunciado é “vultuoso” e que está afinado com o ministério da Saúde “na busca de uma vacina confiável “.

O presidente, no entanto, afirmou também ter mandado cancelar um protocolo de intenções do ministério, que falava sobre a compra da vacina. “Não abro mão da minha autoridade.”

A Folha de S.Paulo mostrou que o ministro Eduardo Pazuello enviou no dia 19 de outubro ao diretor-geral do Instituto Butantan, Dimas Covas, um ofício em que confirma a compra de 46 milhões de doses da CoronaVac. “Fora isso é especulação e jogo político”, disse. “A população já está inalada com discursos de terrorismo desde o início da pandemia. Perseguimos a vacina, lá atrás destinamos recursos a Oxford, não para comprar vacina, mas para participar de pesquisa e desenvolvimento com uma cota de vacina para nós. Nada será despendido agora com uma vacina chinesa que eu desconheço.”

Anteriormente, o presidente já havia criticado a Coronavac ao atacar o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Os dois travam um debate público sobre a obrigatoriedade de tomá-la.

Atualmente, o Brasil tem quatro testes de vacinas em andamento. Além da Sinovac, há uma desenvolvida em parceria entre a Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca, e que será produzida pela Fiocruz.

A Anvisa também já deu aval a estudos clínicos de uma vacina em desenvolvimento pela Pfizer e de outra da Janssen, braço farmacêutico da Johnson&Johnson.

 

FOLHAPRESS

 

 

João Azevêdo diz que Bolsonaro tomou “decisão impensada” ao cancelar compra da CoronaVac: “vacina não é de direita ou de esquerda”

Governadores e secretários de Saúde revoltaram-se com o recuo de Jair Bolsonaro em relação à compra da vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan, em São Paulo.

Nesta quarta-feira (21), um dia após o anúncio de acordo para compra de 46 milhões de doses entre Ministério da Saúde e estado de São Paulo, o presidente disse que o imunizante não será adquirido pelo governo federal.

“Se Bolsonaro desautorizar o amplo acordo feito por Pazuello, ele mais uma vez estará sabotando o sistema de saúde e criando uma guerra federativa. Espero que bons conselheiros consigam debelar esse novo surto de Bolsonaro”, diz Flávio Dino (PC do B), governador do Maranhão, que falou em recorrer à Justiça para ter acesso a vacinas validadas pela comunidade científica.

“Bolsonaro não pode dispor das vidas das pessoas para seus propósitos pessoais. E Bolsonaro vai perder de novo, se insistir com mais essa agressão insana aos estados”, acrescentou.

“Temos que apelar ao presidente para que a gente tenha equilíbrio, racionalidade, empatia com quem pode pegar esse vírus. Um apelo mesmo para manter o que falamos ontem. É importante manter a decisão republicana de ontem e deixar de lado questões eleitorais, ideológicas. E torcer para que o que disse Bolsonaro não seja levado ao pé da letra”, diz Renato Casagrande (PSB), governador do Espírito Santo.

“É para deixar todo mundo perplexo. Depois de uma reunião com quase todos os governadores do país, com Fiocruz, com Butantan, com representantes de municípios, o ministro afirma que vai fazer aquisição da vacina do Butantan e também da Fiocruz, oferecendo segurança e esperança para o país. E, então, o presidente da República, numa decisão impensada, anuncia que não vai fazer a compra da vacina chinesa”, afirma João Azevêdo (PSB), governador da Paraíba.

“Vacina não é de direita ou de esquerda, o que interessa é que tenha eficácia. Se for isso [que Bolsonaro falou], vai ter consequência muito grave e o preço vai ser muito caro. Não dá para compreender que um processo que deveria ser científico vire político”, completa.

“A decisão sobre a inclusão de uma vacina no programa nacional de imunização deve ser eminentemente técnica, e não política. Temos instituições renomadas trabalhando no assunto, como a Fiocruz e o Instituto Butantan, e o que deve ser observado é a condição de segurança, a viabilidade técnica e também a agilidade para disponibilizar a vacina para imunizar a população. Ou seja, sem análises políticas, o importante é que seja tecnicamente decidido e viabilizado para a população o que ela precisa, que é a garantia de uma vacina segura o mais rápido possível”, defendeu Eduardo Leite (PSDB), governador do Rio Grande do Sul.

“O compromisso assumido ontem foi de comprar vacina produzida no Brasil, da Fiocruz-Manguinhos, e do Instituto Butantã, produção brasileira. A saúde do povo em primeiro lugar. E neste caso a saída da crise econômica que permite recuperar empregos e trabalhar solução para a calamidade social é a vacina. O compromisso do ministro Pazuello que selou entendimento com todos os estados e municípios foi claro, comprar da Fiocruz e Butantã”, diz Wellington Dias (PT), do Piauí.

“Não podemos politizar a vacina, nem qualquer aspecto relacionado a essa pandemia. A postura do ministro Pazuello foi elogiada por todos, independente de posições partidárias. Espero que alguém possa conversar com calma e esclarecer o presidente sobre esse tema. Desejo ainda que essa não seja o anúncio de mais uma crise ministerial do governo atual”, diz o secretário de saúde Fabio Vilas-Boas, do governo Rui Costa (PT), da Bahia.

“Que o governo federal guie suas decisões sobre a vacina da Covid por critérios unicamente técnicos. Não se pode jamais colocar posições ideológicas acima da preservação de vidas. Lutaremos para que uma vacina segura e eficaz chegue o mais rápido possível para todos os brasileiros”, escreveu Camilo Santana (PT), governador do Ceará.

“Peço ao presidente Jair Bolsonaro que tenha grandeza. E lidere o Brasil para a saúde, a vida e a retomada de empregos. A nossa guerra não é eleitoral. É contra a pandemia. Não podemos ficar uns contra os outros. Vamos trabalhar unidos para vencer o vírus. E salvar os brasileiros”, escreveu João Doria (PSDB), de São Paulo.

 

FOLHAPRESS

 

 

Lei que permite 40 pontos na CNH é sancionada por Bolsonaro

Mais de um ano depois de entregar pessoalmente o projeto que muda o CTB (Código de Trânsito Brasileiro) ao Congresso, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sancionou com vetos, nesta terça-feira (13), o texto que, entre outros itens, dobra o limite de pontos para que o motorista perca a carteira e amplia para dez anos o prazo de validade da CNH (Carteira Nacional de Habilitação) de condutores com menos de 50 anos.

O texto deve ser publicado no “Diário Oficial da União” desta quarta-feira (14). A nova lei entra em vigor em seis meses.

Em uma live na tarde desta terça, Bolsonaro anunciou apenas um dos vetos. Ele derrubou trecho incluído pelo Legislativo envolvendo motociclistas. Eles poderiam trafegar entre veículos apenas quando o trânsito estivesse parado ou lento.

“Queriam, estava no projeto, nós vetamos, permitindo que o motociclista apenas pudesse ultrapassar filas de carros parados com baixa velocidade. Nós vetamos isso. Continua valendo, numa velocidade maior, o ciclista [sic] poder seguir destino”, disse Bolsonaro.

Segundo o presidente, não há necessidade desta medida porque “o motociclista, ele cuida da vida dele, pô. Ele que está em cima daquele trem ali. Eu sempre cuidei da minha vida, por muito tempo fui motociclista”.

Para defender o veto, Bolsonaro procurou exemplificar situações que, para ele, exigem velocidade dos motociclistas.

“Você, gordinho aí, uma pizza fria também acho que não cabe. [Tem que] Receber a pizza quente em casa”, afirmou.

O projeto de lei com alterações nas normas de trânsito foi entregue em junho do ano passado por Bolsonaro ao presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ). Desde então, ele se converteu numa bandeira do mandatário, que defende regras menos rígidas para motoristas que tenham cometido infrações.

“O projeto foi votado na Câmara e no Senado, algumas coisas foram alteradas. Não era aquilo que nós queríamos, mas houve algum avanço. A intenção nossa era facilitar a vida do motorista”, declarou.

O texto foi aprovado pelo Congresso no final de setembro.

Uma das principais mudanças agora sancionadas é a que amplia o prazo de validade para a CNH. Hoje, o código estabelece que o documento deve ser renovado a cada cinco anos para motoristas até 65 anos, e a cada três anos após essa idade.

Agora, a validade passa para dez anos, no caso de motoristas de até 50 anos. Entre 50 anos e 70 anos, os exames de aptidão física e mental devem ser refeitos a cada cinco anos — mesmo prazo para motoristas de aplicativos e que exerçam atividade remunerada em veículos. Após os 70 anos, a renovação ocorre a cada três anos.

O texto também dobra o limite máximo de pontos que um motorista pode ter sem perder a habilitação. O número passa de 20 para 40 pontos, mas apenas para motoristas que não cometerem infração gravíssima. Se houver uma infração gravíssima, o limite cai para 30 pontos. Com duas ou mais infrações do tipo, a pontuação máxima volta a ser de 20 pontos.
Além da ampliação da pontuação e do prazo de validade da habilitação, as mudanças incluem um dispositivo que proíbe que motoristas que estiverem dirigindo embriagados e forem responsáveis por crimes de homicídio e lesão corporal sem intenção possam substituir pena de prisão por sentenças alternativas.

O projeto agora convertido em lei obriga ainda o uso da cadeirinha para crianças de até dez anos que não tenham atingido 1,45 m de altura. Elas deverão ser transportadas no banco de trás dos carros.

O projeto prevê a adoção de áreas de espera para motocicletas junto aos sinais de trânsito, à frente da linha de retenção dos demais veículos, e muda de gravíssima para média a infração cometida por motoqueiros que trafeguem com faróis apagados.

O texto obriga o motorista a manter faróis acesos também na chuva, neblina e cerração – na lei atual, a exigência é apenas para quem trafega à noite e, durante o dia, em túneis. Outro trecho obriga o uso de faróis baixos durante o dia apenas em rodovias de pista simples situadas fora de perímetro urbano.

Por fim, o texto cria o registro positivo de motoristas, com o objetivo de cadastrar aqueles que não tiverem cometido infração de trânsito sujeita a pontuação nos últimos 12 meses. União, estados e municípios poderão usar o registro para conceder benefícios fiscais ou tarifários aos motoristas cadastrados.

Bolsonaro disse na live que pretende apresentar em 2021 novas mudanças, inclusive algumas que foram derrubadas no Legislativo.

“O ano que vem vamos melhorar mais ainda porque nós devemos acreditar nas pessoas. Porque só assim, no meu entender, a gente consegue uma conscientização onde todos saem lucrando, no bom sentido.”

Um dos pontos que Bolsonaro disse pretender insistir é no fim da exclusividade de médicos especialistas para a realização dos exames médicos necessários para obtenção e renovação da carteira de habilitação.

“Queremos que a inspeção de saúde fosse feita por qualquer médico”, afirmou.

 

FOLHAPRESS

 

 

Bolsonaro atrasa volta a Brasília para tomar um sorvete em Queimadas

O presidente Jair Messias Bolsonaro surpreendeu a população da cidade de Queimadas, na tarde desta quinta-feira, quando retornava da cidade de São José do Egito, em Pernambuco, para Campina Grande, onde embarcaria no avião presidencial de volta a Brasília.

Bolsonaro decidiu tomar um refrigerante e um sorvete na cidade de Queimadas, na região metropolitana, próxima ao Aeroporto João Suassuna (CG).

Rapidamente uma grande aglomeração se formou nas proximidades do estabelecimento comercial, com populares desejando cumprimentá-lo e fazer fotos ao seu lado.

Nas redes sociais do próprio presidente e de alguns assessores foram postadas imagens dessa visita à cidade Caririzeira.

É que você pode conferir abaixo.

paraibaonline

 

‘Sempre falei: não tem que fechar nada’, diz Bolsonaro sobre covid-19

O presidente Jair Bolsonaro foi nesta quinta-feira (1º) a São José do Egito, em Pernambuco, inaugurar uma obra hidríca à região. No evento, ele afirmou  que sempre foi contra a ideia de que pessoas fora do grupo de risco para a covid-19 ficassem em casa durante a pandemia do novo coronavírus.

“Sempre falei: não tem que fechar nada, não tem que prender ninguém dentro de casa”, afirmou. “Temos que zelar pelos mais idosos. Fora isso, tínhamos que trabalhar”, justificou.

Ele também voltou a defender a hidroxicloroquina logo após a inauguração da 2ª etapa do Sistema Adutor do Pajeú (PE). A região é um reduto eleitoral dos partidos de oposição PSB e PT.

Bolsonaro atribuiu a sua ousadia a defesa do remédio sem comprovação científica para pacientes de covid-19. “Não sou médico, mas sou ousado como cabra da peste nordestino. Nós temos que buscar uma solução para nossos problemas e ela apareceu”, afirmou.

Segundo o presidente, “Deus foi tão abençoado que nos deu até a hidroxicloroquina para quem se acometer da doença. E quem não acreditou, engula agora.”

Ao se despedir da plateia que gritava mito e o aplaudia a todo momento, Bolsonaro teve dificuldade para lembrar o nome do município e pediu para os moradores buscarem bons candidatos nas eleições deste ano, na qual serão eleitos prefeitos e vereadores. “Vamos escolher gente que tenha Deus no coração, que tenha na alma o patriotismo e queira de verdade o bem do próximo.”

 

R7

 

 

Sem máscara Bolsonaro é recebido por multidão em Campina Grande

Visitando a Paraíba pela segunda vez em cerca de 15 dias, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) chegou em Campina Grande na manhã desta quinta-feira (1º).

A visita ocorreu durante uma conexão na Rainha da Borborema para depois seguir viagem para o Sertão de Pernambuco.

Durante a chegada no Aeroporto João Suassuna, o presidente foi recebido por centenas de apoiadores.

Como é característico dos corpo a corpo que Bolsonaro faz com a população de diversos locais do país, mesmo em meio à pandemia, o presidente não usou máscara e apertou a mão de diversas pessoas ao longo da sua passagem no local.

Bolsonaro estava acompanhado do ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos e de helicóptero, a comitiva seguiu para São José do Egito, em Pernambuco, para participar da inauguração da segunda etapa do sistema adutor do Pajeú.

PB Agora

 

Reitora eleita da UFPB estranha ‘movimento conservador’ contra sua nomeação, mas crê em indicação por Bolsonaro

A candidata vencedora da consulta à Reitoria da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Terezinha Domiciano, estranhou o ‘movimento conservador’ que visa a nomeação do terceiro colocado na disputa, Valdiney Gouveia. Ela pontuou que tem confiança no seu trabalho dedicado à Universidade.

“Nós estranhamos, ao mesmo tempo em que estamos em um processo democrático, o presidente pode pegar qualquer um dos escolhidos, entretanto, creio que o que vai valer neste momento e a experiência de gestão que nós temos, e o de trabalho dedicado à Universidade, assim como o referendo da comunidade universitária que nos colocou com uma vantagem absoluta, inclusive, sobre o segundo candidato”, disse à Arapuan fm.

Ele defendeu a nomeação e destacou a quantidade de votos que recebeu, tendo, desta forma, a confiança da comunidade universitária para desempenhar o papel de reitora.

“Nós tivemos mais da metade de votos do segundo candidato, foram 5.565 votos a mais na última consulta prévia. É possível que a comunidade tenha escolhido baseada nas nossas características, e sejam essas também as características positivas que o presidente e o MEC irão avaliar para definição da escolha”, concluiu.

 

 

Portal WSCOM

 

 

Avião de Bolsonaro arremete por conta de queimadas em Mato Grosso

O presidente Jair Bolsonaro disse que o avião em que estava precisou arremeter ao tentar pousar em Sinop, no Mato Grosso, devido à falta de visibilidade na pista.

O Pantanal vem registrando níveis e queimadas recordes. A fumaça dos incêndios está se espalhando pela região, chegando inclusive a outras partes do Brasil, como Sudeste e Sul.

Após a manobra, avião pousou normalmente na segunda tentativa. A administração do aeroporto de Sinop confirmou que havia fumaça na pista no momento do pouso, por isso o piloto não tinha 100% de visibilidade.

“Hoje quando o avião foi aterrissar, ele arremeteu. Foi a segunda vez na minha vida que acontece isso, uma vez foi no Rio de Janeiro, e, obviamente, algo anormal está acontecendo, no caso é que a visibilidade não estava muito boa”, afirmou Bolsonaro, segundo o portal G1.

‘Quanto mais nos atacarem mais interessa aos concorrentes’

O presidente não mencionou a fumaça como fator para as dificuldades de aterrissagem, mas comentou sobre as queimadas na região. Bolsonaro admitiu que existem focos de incêndios no Brasil, mas disse que as críticas interessam aos “concorrentes” do Brasil.

“Estamos vendo alguns focos de incêndio acontecendo pelo Brasil. Isso acontece ao longo de anos. E temos sofrido um crítica muito grande. Obviamente, quanto mais nos atacarem mais interessa aos nossos concorrentes, contra aquilo que nós temos de melhor, que é o nosso agronegócio. Países que nos criticam não têm problema de queimada porque já queimaram tudo que tinham”, acrescentou o presidente.

Alta de focos de incêndios de 94%

Antes de ir para Sinop, a comitiva presidencial esteve em Sorriso, também no Mato Grosso. Além de Bolsonaro, o avião levava os ministros da Defesa, Augusto Heleno, da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, e o chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos.

Na quarta-feira (16), oito países europeus enviaram carta ao vice-presidente Hamilton Mourão afirmando que o aumento do desmatamento dificulta investimentos no Brasil.

Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), setembro registrou uma alta de 94% nos focos de incêndios no Pantanal em relação ao ano passado. O número de focos neste mês é 188% maior do que a média histórica do órgão.

 

Sputinik

 

 

Bolsonaro critica medidas nos estados e municípios que mantêm escolas fechadas

O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar nesta quarta-feira (16) as medidas de isolamento social adotadas por governadores e prefeitos, devido a Covid-19, que estão mantendo as escolas fechadas. As criticas foram feitas após a posse do general Eduardo Pazuello como ministro efetivo da Saúde.

“Não tínhamos por que fechar as escolas, mas as decisões não estavam mais nas nossas mãos, e sim nas de governadores e prefeitos, por decisão judicial. Somos um país com maior número de dias em lockdown nas escolas. Isso é um absurdo”, disse Bolsonaro.

O presidente criticou também o fechamento do comércio e as recomendações sanitárias de que os brasileiros ficassem em casa para se proteger do vírus.

Segundo Bolsonaro, essas medidas restritivas provocaram uma série de consequências negativas. “Sempre falei que essa política de isolamento, do fique em casa, levaria ao aumento da violência doméstica, ao abuso de crianças, à violência contra a mulher, também ao suicídio. Os números já estão aparecendo”, alertou.

 

Foto: Isac Nóbrega/PR

paraiba.com.br