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Tiroteio em boate deixa mortos e feridos na Flórida, EUA


Um tiroteio no estacionamento de uma boate em Fort Myers, na Flórida, nos Estados Unidos, deixou ao menos dois mortos e ao  menos 14 feridos nesta segunda-feira (25), segundo informações da rede CNN. Os disparos aconteceram na área externa do Club Blu Bar and Grill, por volta de 0h30 desta segunda.

Uma testemunha disse que ouviu cerca de 30 tiros no local e que acreditava que os disparos tinham vindo de várias armas, de acordo com a Sky News. Porém, polícia ainda não sabe precisar o número de disparos.

Um anúncio feito na página no Facebook da boate anunciava a “Swimsuit Glow Party” no domingo à noite. Como não havia o anúncio de que seria exigida identificação, deduz-se que a festa era aberta para todas as idades, segundo a CNN.

A polícia isolou o local e investiga as motivações do ataque. Três pessoas foram detidas por suspeita de ter alguma relação com o tiroteio. Uma delas foi abordada na Avenida Ortiz, que fica próxima da boate. Os investigadores também analisam se um outro incidente ocorrido na Rua Parkway – onde uma pessoa ficou ferida de raspão- também tem alguma relação com o tiroteio na boate.

Este incidente é registrado seis semanas depois de um ataque contra uma boate gay em Orlando, também na Flórida, no qual 50 pessoas morreram, o pior massacre da história recente dos Estados Unidos.

The gun man killed two people in a shooting outside Club Blu before shooting at a house and a car on Parkway Street. The 'person of interest was arrested a short distance away on Ortiz Avenue in Fort Myers, Florida

The victims were attending a Swimsuit Glo Party in Club Blu Bar and Grill in Fort Myers in Florida 

G1

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Mulheres tiram a roupa em boate pela chance de ganhar um iPhone

mulheres-nuasDuas frequentadoras de uma boate em Berezniki (Rússia) tiraram a roupa, subiram ao palco e se exibiram para dezenas de pessoas. Tudo para participar de um concurso cujo prêmio era um iPhone 5s, de acordo com o “Mirror”.

A “apresentação” da dupla agradou ao público da casa noturna, mas nas redes sociais foi bastante criticada.

“Tentando demais ganhar a porcaria de um iPhone. Essas garotas e os organizadores do concurso são desmiolados”, criticou a usuária do Instagram lena120893.

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“Acabaram a escola e estão prontas para a sacanagem e a luxúria”, escreveu outra usuária, honeymary23.

Não há informação se uma das duas peladonas ganhou o aparelho.

Assista:

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Mulher sai pelada de boate em Guarapari

Uma mulher ainda não identificada saiu na manhã de hoje (12), totalmente nua da Boate Multiplace Mais, localizada na região da Praia de Meaípe em Guarapari. Um vídeo que circula através de um aplicativo de celular, mostra a jovem  – que seria menor de idade – saindo sem nenhuma roupa e calmamente em direção à praia.

A cena foi flagrada por várias pessoas que registraram em vídeos e fotos. Em outro vídeo, quatro mulheres, possivelmente amigas dela, usam toalhas e retiram a jovem, que parecia desorientada, do mar.

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Vídeo mostra amigas retirando a menor do mar.

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Na boate acontecia uma festa rave. As primeiras informações são que a menina teria 15 anos e seria estudante de uma escola particular da cidade. Ela teria entrado na boate sem a companhia dos pais ou de algum responsável.  Nossa equipe tentou entrar em contato com a assessoria da Boate, mas o telefone cai sempre na caixa postal.

Lei do menor. Este acontecimento com a jovem, traz a tona a situação da Lei  3.729/2014 (Conhecida como Lei do Menor), de autoria do vereador Gedson Merízio (PSB), que determina que jovens menores de 16 anos em vias públicas, bares e restaurantes, não acompanhados por responsável, terão que retornar para casa no horário máximo de 23 horas. A lei foi aprovada na Câmara de Guarapari com 12 votos a 2, no mês de fevereiro de 2014.

Resposta. Em contato com a nossa reportagem a Boate Multiplace Mais, negou que a moça tenha saído nua da boate. A boate alega que na verdade a moça quis entrar nua no local e foi impedida pela segurança feminina.  Ainda de acordo com a boate, ao ser impedida a moça não esboçou reação e se dirigiu à praia.

A boate afirma que cumpre todas as normas e leis estabelecidas e que a idade limite para entrar é de 16 anos. Os menores só entram com pais e responsáveis, que assinam um termo de responsabilidade. Eles recebem uma cartela diferenciada, onde consta que eles não podem ser servidos de bebida alcoólica. A boate finaliza afirmando que está apurando se a jovem participou do evento que aconteceu na noite de sábado para domingo.

 

portal27

Agressor de Marcello Novaes em boate no Rio é condenado a 2 anos e 4 meses de reclusão

Marcello Novaes depois da agressão em 2008 (Foto: Fabiano Rocha)
Marcello Novaes depois da agressão em 2008 (Foto: Fabiano Rocha)

O caso da agressão que Marcello Novaes sofreu na Boate 00, na Zona Sul do Rio, em novembro de 2008, teve um desfecho favorável ao ator.

O acusado, Raphael Adnet Freire Guimarães, então estudante de administração e lutador de jiu-jítsu, foi condenado a dois anos e quatro meses de reclusão pelo crime de lesão corporal grave, e poderá recorrer em liberdade. A sentença é assinada pelo juiz Marcel Laguna Duque Estrada, da 36ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio.

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O ator alegou no processo que foi agredido com uma cotovelada. Seu amigo, o músico Fabio Mondego, levou socos e um empurrão. Com um corte profundo na testa, Novaes foi submetido a uma cirurgia plástica em que levou 21 pontos.

“Vale ressaltar que o ferimento causado à vítima resultou em deformidade permanente, diante do dano estético visível em sua testa, pois, sendo ator, necessita de boa imagem no cinema, televisão e teatro”, diz a sentença.

 

kogut

Número de mortos em incêndio de boate de Santa Maria sobe para 237

Bruno Portella Fricks é 237ª vítima de incêndio emSanta Maria, RS (Foto: Reprodução/RBS TV)
Bruno Portella Fricks é 237ª vítima de incêndio em
Santa Maria, RS (Foto: Reprodução/RBS TV)

O número de vítimas do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, subiu para 237 na noite desse sábado (2). Bruno Portella Fricks, 22 anos, que estava internado no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, não resistiu aos ferimentos. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do Ministério da Saúde e da Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul. O incêndio atingiu a casa noturna na noite de domingo (27).

Bruno morava em Santa Maria e era formado em administração de empresas pela Universidade Federal de Santa Maria. Ele estava internado na UTI do Hospital de Clínicas. Sua namorada, Jéssica Duarte, também estava na festa e está internada em Porto Alegre.

Entenda

O incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, região central do Rio Grande do Sul, deixou 237 mortos na madrugada do último domingo (27). O fogo teve início durante a apresentação da banda Gurizada Fandangueira, que fez uso de artefatos pirotécnicos no palco. De acordo com relatos de sobreviventes e testemunhas, e das informações divulgadas até o momento por investigadores:

– O vocalista segurou um artefato pirotécnico aceso.
– Era comum a utilização de fogos pelo grupo.
– A banda comprou um sinalizador proibido.
– O extintor de incêndio não funcionou.
– Havia mais público do que a capacidade.
– A boate tinha apenas um acesso para a rua.
– O alvará fornecido pelos Bombeiros estava vencido.
– Mais de 180 corpos foram retirados dos banheiros.
– 90% das vítimas fatais tiveram asfixia mecânica.
– Equipamentos de gravação estavam no conserto.

 

G1

Fogo em boate produziu o mesmo gás usado por nazistas, diz médico

Adriano Lima - 29.jan.13/Brazil Photo Press/Folhapress
Adriano Lima – 29.jan.13/Brazil Photo Press/Folhapress

Um pedido de doação de medicamento, feito pela diretora de enfermagem do Hospital Universitário de Santa Maria, Soeli Terezinha Guerra, 50, ajudou a esclarecer a natureza dos sofrimentos impostos aos jovens feridos e mortos no incêndio da boate Kiss.

 

Hidroxocobalamina é o nome do medicamento solicitado. Serve para combater a intoxicação causada pelo gás cianeto, o mesmo usado nas câmaras de gás nazistas, durante a Segunda Guerra Mundial.

Era o princípio ativo do tristemente famoso Zyklon B dos campos de extermínio.

Segundo o pesquisador Anthony Wong, diretor médico do Ceatox (Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP) trata-se de um dos venenos mais letais, por sua capacidade de paralisar os mecanismos de produção de energia das células, matando-as.

Pois o cianeto apareceu junto com a fuligem e o monóxido de carbono dentro da Kiss, como consequência da combustão dos materiais usados no revestimento acústico.

“Não tem cheiro nem cor e é capaz de matar em um prazo curtíssimo, de quatro a cinco minutos”, explica Wong.

A detecção do cianeto é feita por análises químicas. Mas essa suspeita já existia mesmo antes da confirmação laboratorial. “É que o gás é subproduto da combustão de materiais como espuma de poliuretano, usada em revestimentos baratos com finalidades acústicas”, diz Wong.

Revestimentos acústicos de boa qualidade são antichamas e não inflamáveis, portanto não produzem o cianeto.

A enfermeira Soeli disse ontem à Folha que o Hospital Universitário de Santa Maria já recebeu doações da hidroxocobalamina em quantidade suficiente para o tratamento dos pacientes lá internados (até ontem em número de 11).

Mas o toxicologista da USP considera inaceitável que o principal hospital público da cidade tenha de ter contado com doações. “Na França, todos os serviços de pronto-socorro estão equipados com a hidroxocobalamina para tratar intoxicações por cianeto.”

Ele explica que, no Brasil, o medicamento (comercializado sob o nome de Rubranova) é de difícil acesso porque o laboratório que importava o sal parou de fazê-lo, e o país não o produz. Nas farmácias, o sal também não é vendido.

No Hospital Universitário, três pacientes ainda necessitam de ventilação mecânica, para conseguir respirar. E ainda há o risco de sequelas causadas por lesões nas células nervosas, fruto da falta de oxigênio. Esse é um resultado possível da intoxicação por cianeto, uma vez que o veneno mata as células que entram em contato com ele.

O mais cruel d veneno é que, sem cheiro nem cor, muitos jovens acabaram intoxicados, achando que estavam protegidos por máscaras improvisadas com roupas molhadas enroladas no rosto. Se conseguiu barrar boa parte das partículas de fuligem, diz Wong, esse expediente foi absolutamente inútil contra o cianeto.

Editoria de arte/Folhapress

 

Folha

Secretaria de Saúde confirma a morte de jovem ferido em incêndio da boate Kiss

Interior da boate Kiss, após incêndio ocorrido na madrugada deste domingo (27) (Foto: Giovani Grizotti/RBS TV)
Interior da boate Kiss, após incêndio ocorrido na madrugada deste domingo (27) (Foto: Giovani Grizotti/RBS TV)

A Secretaria Estadual da Saúde confirmou a morte de um jovem de 21 anos de Santa Maria que estava hospitalizado no Hospital Pronto Socorro de Porto Alegre desde a tarde de domingo (27), com graves ferimentos sofridos após o incêndio na casa noturna Kiss, em Santa Maria. De acordo com a secretaria, Gustavo Marques Gonçalves teve o diagnóstico de morte encefálica confirmado às 18h01 desta terça-feira (29).

Segundo a secretaria, o paciente foi transferido para Porto Alegre na tarde de domingo em estado crítico, com extensas e profundas queimaduras. Com a confirmação desta morte, chega a 235 o número de óbitos em consequência da tragédia em Santa Maria. No dia do incêndio, morreram 234 pessoas .

O governo do Estado ainda informou que estão internados na região Metropolitana de Porto Alegre 58 pacientes transferidos de Santa Maria, sendo que três evoluíram bem durante esta terça-feira e já não precisam de respiração por ventilação mecânica. Em Ijuí, há um paciente internado em UTI, mas sem necessidade de ventilação mecânica, e em Santa Maria, 62, sendo 28 em UTI (20 no Hospital de Caridade, 3 no Universitário e 5 São Francisco) e 34 em enfermarias ou em observação.

Veja a distribuição dos 87 pacientes internados em UTI em cidades gaúchas:
Hospital de Clínicas (PoA):17 (2 sem ventilação mecânica)
HPS (PoA): 6
Santa Casa (PoA): 9
Cristo Redentor (PoA): 5
Conceição (PoA): 8
Moinhos de Vento (PoA): 4
Mãe de Deus (PoA): 6 (1 sem ventilação mecânica)
Hospital Universitário (Canoas): 3
Hospital de Ijuí: 1 (sem ventilação mecânica)
Hospital de Caridade (Santa Maria): 20
Hospital Universitário (Santa Maria): 3
Hospital São Francisco (Santa Maria): 5 (1 sem ventilação mecânica)

 

 

iG

Interrogados negam ter soltado sinalizador em boate, diz polícia

Interior da boate Kiss, após incêndio ocorrido na madrugada deste domingo (27) (Foto: Giovani Grizotti/RBS TV)
Interior da boate Kiss, após incêndio ocorrido na madrugada deste domingo (27) (Foto: Giovani Grizotti/RBS TV)

O delegado regional de Santa Maria, Marcelo Arigony, afirmou em entrevista coletiva nesta segunda-feira (28) que, nos depoimentos colhidos nos últimos dias, ninguém assumiu ter soltado o sinalizador que pode ter causado o fogo que destruiu a boate Kiss. No total, 231 pessoas morreram no incêndio, que aconteceu no domingo (27), durante uma festa universitária.

“O que temos de concreto é que o sinalizador foi usado e que as portas não deram vazão à saída das pessoas”, afirmou. O delegado disse ainda que, por enquanto, não deverá pedir novas prisões relacionadas ao caso.

Segundo relatos de testemunhas, a banda Gurizada Fandangueira utilizou sinalizadores para uma espécie de show pirotécnico. Faíscas de um equipamento conhecido como “sputnik” atingiram a espuma do isolamento acústico, no teto da boate, dando início ao fogo, que se espalhou pelo estabelecimento em poucos minutos.

Quatro foram presos nesta segunda após a tragédia e prestaram depoimento: o dono da boate, Elissandro Calegaro Spohr, o sócio, Mauro Hofffmann, e dois integrantes da banda, o vocalista e um responsável pela segurança do palco.

O delegado acrescentou que pode haver a possibilidade de que a banda tenha usado um sinalizador específico para ambientes fechados. “Descobrimos hoje que existem alguns equipamentos para uso em festas. Chama-se fogo frio.” O delegado disse que ainda apura qual tipo de sinalizador foi usado.

Ainda segundo o delegado, esse tipo de equipamento somente é vendido em lojas especializadas em fogos de artifício.

O delegado também comentou sobre o possível desaparecimento de filmagens da boate, que motivaram os pedidos de prisão: “Não sabemos se houve sumiço das imagens. Estamos fazendo diligências para apurar essa circunstância”. O delegado afirmou que a polícia também trabalha com a hipótese de que não haja imagens de circuito interno.

Segundo ele, a polícia vai “esclarecer esse fato”, sem dar detalhes sobre a investigação. “Ela (investigação) vai evoluindo passo a passo”, disse. “Me parece que estamos evoluindo bem”, acrescentou, destacando que o resultado das provas técnicas será decisivo para o inquérito.

Em depoimento no domingo, o dono da boate afirmou à Polícia Civil que sabia que o alvará de funcionamento estava vencido, mas que já havia pedido a renovação.

O advogado Mario Cipriani, que representa Mauro Hoffmann, afirmou que o cliente “não participava da administração da Kiss”.

Na manhã desta segunda, outros dois integrantes da banda falaram sobre a tragédia. “Da minha parte, eu parei de tocar”, disse o guitarrista Rodrigo Lemos Martins, de 32 anos.

Incêndio
O incêndio começou por volta das 2h30 de domingo, durante a apresentação da banda Gurizada Fandangueira. A festa “Agromerados” reunia estudantes da Universidade Federal de Santa Maria, dos cursos de pedagogia, agronomia, medicina veterinária, zootecnia e dois cursos técnicos.

Amigos e familiares depositaram flores em frente ao prédio da boate. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, 75 pacientes que se feriram no incêndio correm risco de morte.

Por meio dos seus advogados, a boate Kiss se pronunciou sobre a tragédia, classificando como uma “fatalidade”.

A presidente Dilma Rousseff visitou Santa Maria no domingo e decretou luto oficial de três dias.

O comandante do Corpo de Bombeiros da região central do Rio Grande do Sul, tenente-coronel Moisés da Silva Fuch, disse que o alvará de funcionamento da boate estava vencido desde agosto do ano passado.

Infográfico: tragédia de Santa Maria (Foto: Arte G1)
G1

Governo divulga lista com nomes de vítimas do incêndio em boate no RS

Interior da boate Kiss, após incêndio ocorrido na madrugada deste domingo (27) (Foto: Giovani Grizotti/RBS TV)
Interior da boate Kiss, após incêndio ocorrido na madrugada deste domingo (27) (Foto: Giovani Grizotti/RBS TV)

O governo do Rio Grande do Sul divulgou, no início da noite deste domingo (27), a lista com os nomes de 185 vítimas do incêndio ocorrido em uma boate de Santa Maria, na Região Central do estado, durante a madrugada. A relação será atualizada a cada hora, segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública. Entre as vítimas estão 120 homens e 113 mulheres, totalizando 233 mortes. Todos os corpos foram levados para o ginásio do Centro Centro Desportivo Municipal.

Conforme informações preliminares, o incêndio teria começado por volta das 2h30, durante a apresentação da banda Gurizada Fandangueira, que utilizou sinalizadores para uma espécie de show pirotécnico. Faíscas teriam atingido a espuma do isolamento acústico, no teto da boate, e iniciado o fogo, que se espalhou pelo estabelacimento em poucos minutos.

O incêndio provocou pânico e muitas pessoas não conseguiram acessar a saída de emergência. A festa “Agromerados” reunia estudantes da Universidade Federal de Santa Maria, dos cursos de Pedagogia, Agronomia, Medicina Veterinária, Zootecnia e dois cursos técnicos.

 
Veja relação das vítimas
Alan Rembem de Oliveira
Alexandre Anes Prado
Alisson Oliveira da Silva
Allana Willers
André Cadore Bosser
Andressa Inafa de Moura Ferreira
Andressa Thalita Farias Brissow
Ângelo Nicolosso Aita
Ariel Nunes Andreatta
Augusto Cesar Neves
Augusto Malezan de Almeida Gomes
Augusto Sergio Krauspenhar da Silva
Bárbara Moraes Nunes
Benhur Retzlaff Rodrigues
Bernardo Carlo Kobe
Bibiana Berleze
Bruna Brondani Pafhalia
Bruna Camila Graeff
Bruno Kraulich
Camila Cassulo Ramos
Carlitos Chaves Soares
Carolina Simões Corte Real
Cássio Garcez Biscaino
Cecília Soares Vargas
Clarissa Lima Teixeira
Daniel Knabbem da Rosa
Daniel Sechim
Daniela Betega Ahmad
Daniele Dias de Mattos
Danilo Brauner Jaques
Danriei Darin
David Santiago de Souza
Débora Chiappa Forner
Deives Marques Gonçalves
Diego Comim Silvéster
Dionatham Kamphorst Paulo
Douglas da Silva Flores
Elizandor Oliveira Rolin
Emerson Cardoso Pain
Erika Sarturi Becker
Evelin Costa Lopes
Fábio José Cervinski
Felipe Vieira
Fernanda Fischer
Fernando Michel Devagarins Parcianello
Fernando Pellin
Flávia Decarle Magalhães
Franciele Soares Vargas
Gabriela Corcine Sanchotene
Gabriela dos Santos Saenger
Geni Lourenço da Silva
Giovane Krauchemberg Simões
Greicy Pazzini Bairro
Guilherme Fontes Gonçalves
Guido Ramon Britez Burro
Gustavo Ferreira Soares
Heitor Santos Oliveira
Heitor Teixeira Gonçalves
Helio Trentin Junior
Henrique Nemitz Martins
Herbert Magalhães Charão
Hericson Ávila dos Santos
Igor Stefhan de Oliveira
Ilivelton Martins Koglin
Ivan Munchem
Jacob Francisco Thiele
Jaderson da Silva
Janaina Portella
João Aluisio Treuliebe
João Carlos Barcellos Silva
João Paulo Pozzobom
João Renato Chagas de Souza
José Luiz Weiss Neto
José Manoel Rosa da Cruz
Juliana Moro Medeiros
Juliana Oliveira dos Santos
Juliana Sperone Lentz
Juliano de Almeida Farias
Kellen Pereira da Rosa
Kelli Anne Santos Azzolin
Larissa Terres Teixeira
Lauriani Salapata
Leandro Avila Leivas
Leandro Nunes da Silva
Leonardo de Lima Machado
Leonardo Lemos Karsburg
Leonardo Machado de Lacerda
Leonardo Schoff Vendrúsculo
Lincon Turcato Carabagiale
Louise Victoria Farias Brissow
Luana Behr Vianna
Lucas Fogiato
Lucas Leite Teixeira
Luciane Moraes Lopes
Luciano Ariel Silva da Silva
Luciano Tagliapetra Esperidião
Luiz Antonio Xisto
Luiz Carlos Ludin de Oliveira
Luiz Eduardo Viegas Flores
Luiz Felipe Balest Piovesan
Luiz Fernando Riva Donate
Luiza Alves da Silva
Maicon Afrolinario Cardoso
Maicon Douglas Moreira Iensen
Maicon Francisco Evaldt
Marcelo de Freitas Salla Filho
Mariana Comassetto do Canto
Mariana Moreira Macedo
Marilene Iensen Castro
Marina Kertermann Kalegari
Martins Francisco Mascarenhas de Souza Onofre
Marton Matana
Matheus de Lima Librelotto
Matheus Engert Rebolho
Matheus Pacheco Brondani
Mauricio Loreto Jaime
Melissa Bergemeier Correia
Melissa do Amaral Dalforno
Michele Dias de Campos
Micheli Froehlich Cardoso
Miguel Webber May
Mirella Rosa da Cruz
Murilo de Souza Barone Silveira
Murilo Garcez Fumaco
Natiele dos Santos Soares
Odomar Gonzaga Noronha
Otacílio Altíssimo Gonçalves
Patrícia Pazzini Bairro
Paula Batistela Gato
Pedro de Oliveira Salla
Pedro Morgental
Rafael de Oliveira Dorneles
Rafael Dias Ferreira
Rafael Quilião e Oliveira
Raquel Daiane Fischer
Rhaissa Gross Cúria
Rhuan Scherer de Andrade
Ricardo Custódio
Ricardo Dariva
Ricardo Stefanello Piovesan
Rodrigo Belling Hausen Bairros Costa
Roger Barcellos Farias
Roger Dallanhol
Rogério Cardoso Ivaniski
Rogério Floriano Cardoso
Rosabe Fernandes Rechermann
Ruan Pendenza Callegari
Sabrina Soares Mendes
Shaiana Tauchem Antoline
Silvio Beurer Junior
Suziele Cassol
Tailan Rembem de Oliveira
Tais da Silva Scaphin de Freitas
Taís da Silva Scaplin de Freitas
Tanise Lopes Cielo
Thailan de Oliveira
Thanise Correa Garcia
Thiago Amaro Cechinatto
Tiago Dovigi Cegabinaze
Uberafara Soares Bastos Junior
Vagner Rolin Marastega
Vandelcork Marques Lara Junior
Vinicios Greff
Vinicios Paglnossim de Moraes
Vinicius Silveira Marques de Mello
Vinissios Montardo Rosado
Vitória Dacorso Saccol

Identificados pela perícia
Andressa Ferreira Flores
Bruna Eduarda Neu
Carlos Alexandre dos Santos Machado
Francielli Araujo Vieira
FrancileVizioli
Julia Cristofali Saul
Leandra Fernandes Toniolo
Maria Mariana Rodrigues Ferreira
Pâmella de Jesus Lopes
Sandra Leone Pacheco Ernesto
Neiva Carina de Oliveira Marin
Monica Andressa Glanzel
Dulce Raniele Gomes Machado
Viviane Tólio Soares
Flávia Maria Torres Lemos
Letícia Ferraz da Cruz
Taise Carolina Vinas Silveira
Luiza Batistella Puttow

 

 

G1

Banda que tocava em boate em Santa Maria teve um integrante morto

Dos seis integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que tocava na boate Kiss em Santa Maria (RS) na hora do incêndio onde pelo menos 232 pessoas morreram e outras 131 se feriram, apenas um morreu: o sanfoneiro (gaiteiro) Danilo Jaques, o mais jovem do grupo.

O baterista Eliel de Lima, de 31 anos, contou ao G1 que, antes de deixar o local, desatou a sanfona das costas do amigo. Eliel diz que foi o último músico a deixar o palco. Nessa hora, Danilo estava parado ao lado da porta do banheiro, ainda preso à sanfona. Foi quando o baterista ajudou o colega a se livrar do instrumento.

Na imagem abaixo, postada no Facebook da banda, de acordo com Eliel aparecem (da esquerda para a direita) ele, o sanfoneiro Danilo, o percussionista Marcio, o baixista Geovani (mais ao fundo), o vocalista Marcelo e o ex-integrante Wil – todos na faixa dos 30 anos.

Banda Gurizada Fandangueira, que tocava na hora do incêndio em Santa Maria, teve um integrante entre os mortos: o sanfoneiro Danilo Jaques, que aparece acima de camisa azul e blazer preto (Foto: Arquivo pessoal)Banda Gurizada Fandangueira, que tocava na hora do incêndio em Santa Maria, teve um integrante entre os mortos: o sanfoneiro Danilo Jaques, que aparece acima de camisa azul e blazer preto (Foto: Arquivo pessoal)

“Naquela altura, o pessoal já estava correndo, a fumaça levantando, aí não o vi mais, estava tudo escuro, era uma fumaceira”, lembra.

Depois disso, Eliel saiu correndo em direção à saída e ficou esperando em um estacionamento em frente pelos outros cinco companheiros da banda. Aos poucos, os músicos se encontraram, mas Danilo não voltou.

“A gente saiu mal, no meio da fumaça, tive dor no peito. Fiquei aguardando para podermos nos achar, para ver quem tinha saído. Fomos nos encontrando aos poucos e ficamos na expectativa de achar o Danilo, mas ele não apareceu”, relata.

Eliel só ficou sabendo da morte do amigo no início da tarde deste domingo, pois mora na cidade de Rosário e foi para casa depois do acidente.

Segundo o baterista, Danilo “era uma pessoa maravilhosa, parceira, com um jeito alegre e divertido”. Ele conta que tentou ligar para a família da vítima, mas não conseguiu contato e decidiu não insistir para não atrapalhar os parentes nessa hora difícil.

Início do incêndio
Eliel lembra que a banda estava tocando há cerca de meia hora quando o fogo começou. Os integrantes do grupo foram as primeiras pessoas a perceber o incidente, por isso conseguiram escapar rápido, “superapertados”. Para chegar até a saída, tiveram que atravessar toda a boate Kiss, pois o palco ficava no lado oposto ao da porta externa.

“Um segurança chegou com um extintor de incêndio, tentou apagar o fogo, mas o extintor não funcionou”, revela o baterista, que toca na Gurizada Fandangueira há nove meses – o grupo existe há cerca de nove anos.

O músico diz que não se machucou, apenas se esfolou. Ele conta que ficou em frente à boate por cerca de uma hora, até os bombeiros isolarem a área para pôr os corpos das vítimas na rua. Eliel deixou o local por volta das 4h da manhã.

Show pirotécnico
A banda Gurizada Fandangueira tocava na boate Kiss pelo menos uma vez por mês, de acordo com o baterista. Nas apresentações, o grupo costumava usar efeitos de pirotecnia, que duravam apenas alguns segundos, segundo Eliel.

“Nunca deu problema, e não são os músicos que controlam isso, mas um rapaz da equipe técnica. A gente usava aqueles negócios no chão, que levantam e se apagam sozinhos. Acho que aciona por controle remoto”, diz.

Segundo o baterista, os companheiros ainda não conversaram sobre o acidente nem sobre o futuro da banda.

Integrantes de outra banda desaparecidos
Valderson Wottrich, líder da banda Pimenta e seus Comparsas, que tocava na boate Kiss antes do incêndio, disse que dois dos quatro membros do grupo ainda estão desaparecidos.

A banda se apresentou entre 1h e 2h10, antes da entrada do grupo Gurizada Fandangueira, que usou efeitos pirotécnicos durante o show. O vocalista conta que foi difícil enxergar quando abriu a porta para sair do camarim. Ele e o outro integrante conseguiram sair a tempo, logo no início do incêndio, mas os outros dois integrantes estão desaparecidos.

“Conseguimos sair logo no início pela porta que tinha um metro e meio de largura. Só conseguíamos enxergar 5 centímetros à frente por causa da fumaça preta”, relata.

 

G1