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Empresa anuncia financiamento bilionário em parques eólicos. Paraíba no meio

A espanhola de energia Iberdrola anunciou nesta quinta-feira (5), na Cop-25, em Madri, um financiamento de cerca de R$ 1,2 bilhão com o BEI (Banco Europeu de Investimento) para a construção de 15 parques eólicos de sua controlada brasileira Neoenergia no Nordeste nos próximos cinco anos.

As instalações, localizadas na Paraíba, na Bahia e no Piauí, já começaram a ser construídas ou estão em fase de licença. O financiamento de R$ 1,2 bilhão faz parte de um investimento total de R$ 4,7 bilhões.

O plano de investimento da empresa no país entre 2019 e 2023 abrange R$ 25 bilhões a R$ 30 bilhões, sendo 60% em distribuição de energia, 20% em transmissão e 20% em eólicas.

Segundo Emma Navarro, responsável por projetos climáticos no BEI, o financiamento de investimentos ligados às mudanças do clima são uma aposta da instituição e 65% de sua atividade na região da América Latina se destina ao assunto.

Outro financiamento com o BEI, também anunciado nesta quinta pela Iberdrola, vai destinar mais 440 milhões de euros a redes de distribuição da companhia na Espanha.

Ignacio Galán, presidente da Iberdrola, disse também nesta quinta que se encontrou com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, na esteira da Cop-25, para apresentar a ele os planos da empresa no país.

“Falamos dos planos de investimento até 2020 e quais são as coisas que eles podem fazer para nos ajudar a agilizar ainda mais o processo de construção e permissão. Foi construtivo”, disse.

Segundo Galán, Salles se mostrou disposto a ajudar na aceleração dos investimentos porque o país está aumentando a demanda em níveis muito elevados, mais de 3%, e precisa de mais energia renovável.

 

FOLHAPRESS

 

 

Justiça hipoteca sede da Petrobras para evitar calote bilionário da estatal

Para Ministério Público, ex-diretor da estatal favoreceu a Odebrecht em contrato milionário (Ricardo Moraes/Reuters)
Para Ministério Público, ex-diretor da estatal favoreceu a Odebrecht em contrato milionário (Ricardo Moraes/Reuters)

Está na hora de convocar um padre para benzer – ou exorcizar – a Petrobras. É uma bruxaria atrás da outra. Não bastasse o impacto da operação Lava Jato nas finanças da empresa, entre outros tantos problemas que vêm a público dia sim, outro também, a Petrobras teve sua sede hipotecada pela Justiça do Rio de Janeiro, em decisão tomada nesta quinta-feira (12). A hipoteca serve como forma de garantir o pagamento de uma dívida de R$ 935 milhões, causada por “conduta predatória” da estatal. Os oito mil funcionários da empresa, que estão sem norte, podem ficar sem teto. A estatal, naturalmente, pode e ainda vai recorrer da decisão.

O edifício hipotecado é a tradicional sede da estatal, localizada na Avenida Chile, no centro do Rio. Chamado de Edise, uma abreviação de Edifício Sede, o prédio inaugurado em 1974 foi construído por uma antiga parceira da Petrobras, a Odebrecht – agora investigada na Lava Jato. A sede que conta com 26 andares e jardins suspensos.

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A derrota judicial é mais um capítulo da disputa que a Petrobras trava com a Refinaria Manguinhos, localizada no Rio de Janeiro. A refinaria cobra da Petrobras danos materiais pela política de preços da estatal.

A crise enfrentada pela Petrobras foi um dos argumentos utilizados pela juíza Kátia Torres, da 25ª Vara Cível do Rio de Janeiro, para determinar a hipoteca da sede da estatal. Na prática, a hipoteca significa que, em caso de calote, a sede poderia ser usada para o pagamento. “Além do julgado envolver expressiva condenação de valor líquido, os problemas financeiros enfrentados pela ré são públicos e notórios, impondo-se a adoção da medida constritiva com vistas à efetividade do processo”, diz a decisão da juíza.

A hipoteca judiciária é um desdobramento de outra decisão judicial, também da 25ª Vara Cível do Rio de Janeiro, tomada em novembro do ano passado. Na decisão inicial, a juíza Simone Chevrand determinou o pagamento de R$ 935 milhões à Refinaria Manguinhos, por danos materiais. “Além de ser fato notório que há controle de inflação pelo governo federal através da política de preços de combustíveis, tal grande ingerência à qual o réu está submetido é admitida pelo mesmo em sua contestação e o leva a praticar, sim, preços que inviabilizam a concorrência”, escreveu a juíza.

De acordo com a sentença, ficou comprovado o dano causado pela Petrobras. “É bem verdade que não cabe ao Judiciário, no âmbito do processo judicial, realizar discurso político partidário. O que lhe cabe é constatar que se o réu – movido por injunções políticas governamentais -, em sua atividade empresarial ocasiona danos a terceiros, deve indenizá-los. E por isto se adiantou que a solução da questão passa, na realidade, por aplicação de regra elementar de responsabilidade civil. Como demonstrado, a conduta predatória ocorreu e o dano restou comprovado”.

Procurada, a Petrobras não se pronunciou até o momento.

 G1