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Com mais de 100 mil livros, bibliotecas da UFPB e do Estado ainda são criticadas por usuários

Portal Correio
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As Bibliotecas Central e Setoriais da Universidade Federal da Paraíba são alvos de muitas reclamações por parte dos alunos da instituição. Usuária assídua dos locais, a estudante de Raquel Sousa, de 21 anos, aponta deficiências no serviço oferecido pelas bibliotecas da instituição. Segundo ela, não existe material suficiente para todos os alunos e os volumes que são disponibilizados estão gastos e desatualizados. A administração da biblioteca diz que desconhece os problemas.

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“Já aconteceu de um professor indicar um livro e a biblioteca só oferecer um ou dois exemplares. Geralmente um é cativo e o outro já foi emprestado, então às vezes fica praticamente impossível ter acesso a determinados livros”, conta. “Outro problema é que muitas vezes só são disponibilizados edições em francês. No curso de Letras, a gente tem aula de línguas estrangeiras, mas a falta de exemplares traduzidos dificulta o estudo”, completa.

As falhas não se limitariam apenas ao acervo, mas se estenderiam ao sistema online de busca por títulos abrigados nas bibliotecas da universidade. “É comum o sistema mostrar que a biblioteca tem sete exemplares de um mesmo livro, por exemplo, e quando você chega lá àquela informação não era verdadeira. Falta controle nesse sentido”, afirma Raquel.

De acordo com a estudante, os servidores da universidade não estão alheios à situação: “Questionei os funcionários sobre isso algumas vezes e eles admitiram que outros alunos já procuraram pelo mesmo título, mas que realmente a biblioteca não disponibiliza nenhum exemplar, apesar de constar no sistema que sim. Ou seja, eles recebem as reclamações, mas o problema nunca é solucionado”, reclama.

 

Ao Portal Correio, a diretora do Sistema de Bibliotecas da UFPB, Suely Pessoa, disse que desconhece qualquer tipo de falha no software de busca por títulos. Ela também comentou as críticas feitas ao acervo da Biblioteca Central: “Os livros mais atualizados são armazenados nas bibliotecas setoriais, enquanto a Central abriga obras clássicas e funciona como uma espécie de memória do acervo da universidade. Além disso, disponibilizamos mais de 85 mil livros na internet, que podem ser consultados através da plataforma SIGAA”, esclareceu.

Biblioteca Estadual

Outro acervo bastante criticado por estudantes da Capital é o da biblioteca Augusto dos Anjos, com 17 mil livros. Localizada no Centro da cidade, o local recebe cerca de cinquenta usuários por dia, segundo informações da coordenadora do espaço, Severina Kátia.

A presença de concurseiros no espaço é bastante significativa. Edite Pereira, 42 anos, começou a frequentar a Biblioteca Estadual há alguns meses. Ela conta que foi atraída pela tranquilidade que o ambiente a proporciona durante a preparação para certames.

No entanto, a concurseira afirma que alguns aspectos do local não permitem um melhor desempenho na hora de estudar. “É tudo muito antigo, a situação é péssima, eu sempre trago o meu material, poucas vezes tive que ir até as prateleiras, mas mesmo assim não encontrei nada bom”, diz.

A coordenadora Severina Kátia nega que o acervo para a área de concursos seja desatualizado. “Nosso público alvo são os estudantes de ensino médio, concurseiros e universitários e na área de concursos nosso acervo está bastante atualizado pois nós recebemos doações de materiais desse tipo”, disse ela.

Sobre a relação entre a tecnologia e os materiais da biblioteca, a coordenadora informou sobre as soluções que o espaço está buscando. “Nós sempre orientamos os usuários sobre a importância dos livros, mas há casos que as pessoas precisam usar a internet e aqui temos seis computadores com internet e cada pessoa pode passar uma hora, mas nós antes sempre mostramos os materiais dos livros e revistas científicas”, completou.

 

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Diretoria de cultura de Solânea entrega certificado aos participantes do curso de capacitação para profissionais que atuam em bibliotecas públicas

certificadosA prefeitura municipal de Solânea através de sua Diretoria de Cultura – DICULT em parceria com o Governo do Estado da Paraíba pela Fundação Espaço Cultural – FUNESC, possibilitou o curso de capacitação para profissionais que atuam em bibliotecas públicas. O curso foi realizado durante o dia inteiro destas terça e quarta – feiras (dias 01 e 02 de julho) na Biblioteca Municipal de Solânea Pe. José Fidélis. 
A capacitação foi conduzida pela Coordenadora do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas na Paraíba (SNBP-PB), a bibliotecária Cybelle Macedo que, com muita competência, deu as devidas coordenadas para o fortalecimento das bibliotecas públicas representadas.

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O treinamento básico que fora dividido em duas etapa: teórica e pratica, contou com muitos participantes, chegando inclusive a superar o número previsto. Além dos participantes da biblioteca de Solânea, assim como alguns funcionários que atuam na gestão da cultura no município, a capacitação também contou com a presença de representantes das bibliotecas de Bananeiras, Alagoa Grande, Alagoinha, Caiçara e Zabelê, todos do estado da Paraíba.
Ao final da capacitação foi passado para as bibliotecas um livro de espécie guia com normas para conduzir uma biblioteca pública e também foi disponibilizado pela Biblioteca Nacional um software livre chamado “Biblivre” que foi passado para a Biblioteca de Solânea. “Este Software é bem interessante e vai auxiliar no processo de catalogar e registrar o acervo, assim como irá tornar os serviços da biblioteca mais eficientes.”, explicou Cybelle Macedo.

 

O diretor de cultura Tiago Salvador, agradeceu aos participantes e disse que esta ação contempla as metas previstas para resultados em 2015, disse: “No início do ano, nós desenvolvemos algumas metas para a cultura de Solânea e fortalecer a biblioteca municipal estava entre elas, até o final de 2015, a biblioteca Pe. José Fidélis estará completamente reestabelecida, inclusive na sua utilidade cultural de promover e o acesso à leitura. As ações estão sendo implantadas, vamos colhendo os resultados futuramente”.

 

No final foi entregue os certificados aos participantes e todos ficaram muito satisfeito com os conhecimentos adquiridos. Um Coffe Break encerrou em ritmo de confraternização esta ação.

 

 

Assessoria

Prefeitura de Solânea firma parceria com a FUNESC e possibilita capacitação para profissionais de bibliotecas públicas

curso_biblio_solaneaA Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc), promove, nos dias 1 e 2 de julho, mais uma edição do curso de capacitação para profissionais que atuam no âmbito de bibliotecas públicas. O treinamento será na Biblioteca Municipal de Solânea, Pe. José Fidelis, das 8h às 18h. Os interessados podem se informar e solicitar inscrições gratuitamente pelo e-mail bibliotecafunesc@gmail.com ou por meio da Diretoria de Cultura de Solânea no e-mail cultura.solanea@gmail.com.   

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A Coordenadora do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas na Paraíba (SNBP-PB), a bibliotecária Cybelle Macedo é a responsável pela atividade que, desta vez, conta com parceria da prefeitura de Solânea, através da Diretoria Municipal de Cultura (Dicult).
O curso é destinado aos profissionais que atuam nas unidades públicas estaduais, municipais, comunitárias e rurais. O objetivo é capacitar, gerar conhecimento e aperfeiçoar a atuação do técnico que atua em bibliotecas com noções de gestão, além de atualizar dados cadastrais para manter contato com todos os profissionais do setor. O treinamento é gratuito e as turmas são limitadas em 25 vagas em cada cidade onde vem sendo realizado. Em março, o município de Ouro Velho foi contemplado com a ação, chegando a receber participantes de cidades vizinhas como Amparo (PB), Prata (PB) e Tuparetama (PE).
O treinamento básico está dividido em duas etapas. Na etapa teórica, o aluno recebe informações sobre o conceito e a missão das bibliotecas públicas. A parte técnica compreende a atualização profissional, apresentando ao aluno as novas tecnologias e mostrando como usá-la a favor do acesso à informação. O programa inclui noções sobre serviços, equipamentos, formação de acervo, materiais, critérios para classificação de obras raras, processo técnico, classificação, catalogação, organização, empréstimo, pequenos reparos nas obras, preservação e conservação do acervo.
Software – A Biblioteca Nacional disponibiliza um software livre chamado “Biblivre” para todas as unidades públicas, comunitárias e rurais. “No curso, fazemos a divulgação dessa ferramenta e orientamos sobre sua utilização”, explica Cybelle Macedo, que vai ministrar as aulas ao lado de Jussara Ventura, bibliotecária da área de processo técnico.

 

As inscrições também poderão ser feitas na Biblioteca Municipal de Solânea Pe. José Fidelis que localiza-se na rua José Amâncio Ramalho, no prédio que fica abaixo do CCAA – Solânea.
Serviço:
Curso de capacitação para profissionais que trabalham em bibliotecas públicas

Data: 1 e 2 de julho

Cidade: Solânea (PB)

Local: Biblioteca Pública Municipal

Hora: das 8h às18h

Inscrições: bibliotecafunesc@gmail.com, cultura.solanea@gmail.com ou presencialmente no escritório da Diretoria Municipal de Cultura e na Biblioteca Municipal Pe. José Fidelis de Solânea.

Realização: Governo do Estado / Funesc

Apoio: Prefeitura Municipal de Solânea

 

Biblioteca Nacional distribui quase 1 milhão de livros para 1.625 bibliotecas de todo o país

livroA Fundação Biblioteca Nacional (FBN) distribuiu 930.566 livros para 1.625 bibliotecas públicas de todo o país, cadastradas no Portal do Livro da instituição, vinculada ao Ministério da Cultura. Com a entrega, concluída em janeiro último, a FBN cumpriu a primeira etapa do Programa de Ampliação de Acervos do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP), lançado em 2011 e no qual foram investidos R$ 8,4 milhões.

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Os livros foram escolhidos pelas próprias bibliotecas, a partir de uma lista disponibilizada pelas editoras participantes do programa. Segundo a FBN, foram beneficiadas bibliotecas públicas, comunitárias, rurais e pontos de leitura de 1.150 municípios. Mais da metade – 56% – delas não recebiam livros há mais de dois anos.

A redução de custos foi o grande diferencial dessa distribuição, em relação às que foram feitas em anos anteriores pela FBN. A média de preço por exemplar, de R$ 44, caiu para R$ 9,05, com a exigência de que as editoras cadastrassem livros com um custo de até R$ 10. A economia foi 384%.

Outro fator que contribuiu para a diminuição dos custos e para o alcance de um número maior de bibliotecas foi o esquema de distribuição, que envolveu a participação de jornaleiros e pequenos livreiros, sobretudo no interior do país. De acordo com a FBN, foi a solução adotada para se fugir da forte concentração do mercado distribuidor de livros no eixo Rio-São Paulo.

“Além de uma grande economia de recursos e a inclusão de elos mais frágeis da cadeia produtiva, como os autores independentes e as micro e pequenas editoras, esse enraizamento da distribuição nas pequenas cidades foi fundamental para reduzir o preço do livro”, avaliou o coordenador-geral de Economia do Livro da FBN, Tuchaua Rodrigues.

Segundo ele, mesmo com esse processo, o projeto foi executado em um prazo de 15 meses, apenas um pouco mais longo do que os 12 meses dos processos anteriores de compra, quando a própria instituição precisava arcar com os custos da logística.

De acordo com a Diretoria do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas da FBN, pesquisas apontam a ampliação dos acervos, com a oferta de uma variedade maior de livros, como a principal motivação para que os leitores frequentem mais as bibliotecas, justificando as ações de revitalização desses espaços de fomento à leitura.

“A biblioteca pública é um espaço de criação e formação de leitores o ano inteiro e o mais democrático da leitura independente”, destacou a diretora Antonieta Cunha. Outro dado importante é que um terço dos municípios beneficiados nessa distribuição está localizado nas regiões de maior vulnerabilidade social, os chamados territórios da Cidadania.

Segundo Antonieta Cunha, a Diretoria do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas está preparando um novo edital, para atender às 489 bibliotecas não contempladas na primeira fase do programa. São unidades cujos pedidos não puderam ser atendidos pelas editoras, livrarias e distribuidoras. A expectativa é de que até meados deste ano tenham sido atendidas, nas duas fases, 2.114 bibliotecas de 1.564 municípios.

Desta vez, as editoras participantes do programa deverão cadastrar livros que podem ser produzidos a um custo de até R$ 10, com tiragem de 4 mil exemplares. O preço baixo não ficará restrito à aquisição pelo Programa de Ampliação de Acervos: as editoras terão que se comprometer a imprimir mais uma edição, com o mesmo número de exemplares, para venda nas livrarias, aos consumidores comuns.

 

 

 

 

Paulo Virgilio
Repórter da Agência Brasil