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Veja imagens e ouça novos diálogos da briga de pai e madrasta com Bernardo Boldrini

bernardoZero Hora teve acesso à íntegra — áudio e imagem — da gravação, que no total tem 28 minutos, de uma briga familiar em que Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, recebe veladas ameaças da madrasta Graciele Ugulini, em casa, em Três Passos.

As imagens mostram que, quando o menino começou a gritar por socorro, o casal — Graciele e Leandro Boldrini — estava no quarto, com a meia-irmã de Bernardo.

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Boldrini levanta da cama assim que o filho grita, e sai. Aparece na imagem a mão de Graciele mexendo em uma coberta, provavelmente na tentativa de encobrir o celular. O aparelho que grava as imagens e som pertence ao médico. Ao longo dos minutos de gravação, Boldrini fala com o filho no que parece ser uma tentativa de mediar a briga dele com a madrasta.

Por mais de uma vez Bernardo repete:

— Eu quero me matar!

Veja as imagens:

Enquanto o menino grita e é xingado, Graciele também dedica atenção à filha de um pouco mais de um ano, que está na cama, a chama de “meu amor” e é possível ouvir o som de um beijo. Com voz carinhosa, ainda brinca com a menina.

Durante a discussão, Boldrini medicou o filho. Ao final da gravação, Bernardo está com a voz grogue, mas ainda repete que querem matá-lo. Ao final do vídeo, a madrasta sussurra:

— Trouxa, retardado.

A existência da gravação foi revelada na terça-feira, durante depoimentos naprimeira audiência do caso.

A polícia e o Ministério Público consideram que o vídeo reforça a convicção das autoridades de que Boldrini sabia e participou do assassinato do filho. As imagens foram recuperadas por peritos do Insituto-geral de perícias (IGP).

Veja a transcrição do áudio do vídeo:

Bernardo: Socorro! Socorro! Socorro! Socorro!
Leandro: Vai te acalmar, e vai pro teu quarto.
Bernardo: Socorro, me tirem daqui. Socorro (vários gritos)!
Leandro: Respeita tua irmã, Maria, aqui.
Bernardo: Socorro!
Leandro: Respeita tua irmã.
Bernardo: Socorro!
Leandro: Ela tá escutando tudo isso que tu tá falando.
Bernardo: Socorro (vários gritos)! Meu pai me agrediu!
Graciele: Fecha a porta!
Bernardo: Eu quero denunciar, empresta o telefone. Empresta, eu quero denunciar.
Leandro: Quem manda sou eu…
Bernardo: Eu quero denunciar. Empresta!
Leandro: Ou tu entra ou tu sai e chora, e se tu entrar tu vai falar baixo.
Bernardo: Empresta o telefone agora. Empresta! Empresta o telefone, Empresta o telefone agora! Quero, empresta, tu falou que eu podia denunciar, então empresta. Empresta!
Leandro: Tchê, a Maria…
Graciele: Vai lá, vai até lá…
Bernardo: Empresta…
Graciele: Sim, quer o telefone emprestado pra denunciar? Ah, tá… (risada).
Bernardo: Empresta, empresta!
Graciele: Quer denunciar, se vira. Não empresto, te vira!
Leandro: Ó, não dá pra abrir, olha aqui a Maria, rapaz. Escuta aqui ó. Que bagunça é essa.
Bernardo: Eu vou denunciar… Socorro!
Leandro: E fecha a porta, né.
Bernardo: Viu, as pessoas tão olhando. As pessoas tão olhando…
Graciele: Então vai lá, vai lá pedir socorro, vai lá.
Leandro: Vai lá.
Graciele: Tu que tá pedindo. Tu que tá gritando.
Leandro: Quem é que começou a bagunça?
Bernardo: Vocês me agrediram, tu me agrediu.
Graciele: E vou agredir mais… A próxima vez que tu abrir a boca pra falar de mim, eu vou agredir mais.
Leandro: Xingando ela… Ninguém merece ser xingado, né, rapaz.
Graciele: Eu vou agredir mais. Eu não fiz nada em ti.
Bernardo: Fez sim. Tu me bateu.
Graciele: (Risada). Tu não sabe do que eu sou capaz de fazer.
Bernardo: Tu me bateu.
Graciele: Tu não sabe.
Bernardo: Tu me bateu!
Graciele: Eu não tenho nada a perder, Bernardo. Tu não sabe do que eu sou capaz. Eu prefiro apodrecer na cadeia do que ficar vivendo nesta casa contigo incomodando. Tu não sabe do que eu sou capaz.
Bernardo: Queria que tu morresse.
Graciele: Tu não sabe do que eu sou capaz. Vamos ver quem tem mais força. Aí nós vamos ver quem tem mais força. Ah, nós vamos ver quem tem mais força.
Bernardo: Queria que tu morresse.
Graciele: É, então nós vamos ver quem vai para baixo da terra primeiro.
Bernardo: Tu. Tu vai!
Graciele: Então tá, se tu tá dizendo.
Bernardo: Tu vai, sim, tu vai.
Graciele: Vamos ver quem vai primeiro.
Leandro: Bah, Bernando, eu fico com pena de ti. Fico com pena de ti, cara. A tua mãe te botou no mato, cara. Deus o livre, te abandonou.
Bernardo: E tu traiu ela.
Leandro: O moleque ainda tem isso na cabeça.
Graciele: É, ela que andava com tudo que é homem aí, ó. Ela que era vagabunda, Bernardo.
Bernardo: Não era. Minha mãe não era vagabunda.
Graciele: Então vai perguntar pras pessoas da cidade o que a tua mãe fazia. Pergunta.
Bernardo: Ela não era vagabunda.
Graciele: Então pergunta pras pessoas da cidade o que tua mãe fazia pro teu pai.
Leandro: Eu sei que tua mãe era o máximo pra ti, mas simplesmente ela te abandonou.
Bernardo: Não, ela não me abandonou. Tu estava brigando com ela…
Graciele: Ela que tentou matar o teu pai.
Bernardo: Porque ele tava incomodando ela.
Graciele: É, é..
Leandro: Foi lá na vila com o cara, comprou uma 38, foi lá no consultório com duas balas…
Bernardo: Ela devia ter te matado mesmo. Tinha que te ter matado mesmo.
Leandro: E o que ia sobrar de ti?
Bernardo: Tinha que ter te matado.
Leandro: O que eu que tenho que ver, cara? Eu tenho que pagar a minha vida por causa de gente à toa? Gente que não presta?
Bernardo: Tomara que tu morra, e essa coisa aqui morra junto.
Graciele: Tu vai ir antes. Doente do jeito que tá desse jeito. Igual tua mãe, teu fim vai ser igual tua mãe.
Bernardo: Não!
Graciele: Então tá.
Leandro: Eu salvo uns quatro ou cinco todo dia e tiro as pessoas de dentro do caixão, passam uma ou duas semanas caminhando lá no consultório.
Bernardo: Não tira!
Leandro: Eu acho que eu tenho uma função nesse mundo.
Bernardo: Morrer, mas tem que morrer.
Leandro: Eu morro a hora que Deus quiser.
Graciele: A hora que Deus quiser (risada).
Leandro: A hora que Deus quiser. Não é pela tua boca.
Bernardo: Tu vai morrer.
Leandro: Me respeita.
Bernardo: Eu vou rezar pra tu morrer.
Graciele: Então reza, começa agora. Te ajoelha aí, ó.
Leandro: Vai ficar 20 anos… Quanto mais tu rezar pra mim morrer, pior vai ser, porque mais eu vou durar.
Bernardo: Eu quero que tu morra! Aquele dia eu…
Leandro: Quem foi?
Bernardo: Não te interessa!
Leandro: É, é “froinha”, que não é capaz de falar. Se fosse macho falava.
Bernardo: A polícia!
Graciele: Vai lá então. Vamo! Desce lá.
Bernardo: Não!
Leandro: Ó, vou falar com eles…
Graciele: Desce lá. Vai, vai lá, Bernardo. Não, vai, deixa ele!
Bernardo: Não.
Graciele: Deixa ele.
Bernardo: Tu me agrediu, tu me agrediu.
Graciele: Vai lá, Bernardo, vai lá.
Bernardo: Eu vou falar, ó, eu tenho uma a… aqui. Eu tenho uma… aqui.
Graciele: Vai indo, vai. Cagão. Ô cagão. Ô cagão, desde lá cagão. Cagou nas calça. Cagou nas calça.
Bernardo: Vamo, apura.
Graciele: Como, vamo? Cagão, vai atrás do teu pai? Vai lá macho. Vai lá cagão.
Bernardo: Meu pai me agrediu.
Graciele: Vai, vai dizer então, vai cagão.
Bernardo: Tu me bateu, tu me bateu. Tu me agrediu!
Leandro: Ó, eu faço tudo que é coisa certa, tem polícia na frente da minha casa sábado de noite, né.
Graciele: É, aham.
Bernardo: Tu me bateu também.
Graciele: É um cagão, ó, agora vai de atrás do papai, né. Cagão.
Leandro: Vamos conversar…
Bernardo: Tu me bateu… Conta que tu me bateu…
Leandro: É esse aqui que eu te disse. É esse remédio aqui que eu te disse.
Bernardo: Eu quero me matar.
Leandro: Precisa de uma água… Quantos quilos que tu tem?
Bernardo: Não sei…
Leandro: Umas 20 gotas.
Graciele: Sessenta gotas.
Bernardo: Eu vou me matar, eu vou…
Graciele: Dá uma faca, Leandro.
(Bebê chora)
Graciele: O quê? O que, meu amor? O quê? Tá frio, né, mimosa? Tá frio, tá frio.
Bernardo: Meu pai tá mandando eu dizer…
Leandro: Eu não mandei.
Bernardo: Tu disse.
Leandro: Você sabe o que tá fazendo.
Bernardo: desculpa, Kelly.
Leandro: Você sabe o que tá fazendo.
Gracile: Que seja a última vez, Bernardo.
Bernardo: Não, eu quero me matar…
Graciele: Trouxa. Retardado esse guri. Um louco, um louco.
Graciele: O que a polícia disse?
Leandro: Disse que ia acontecer, que é pra ligar pra lá.

 

 

Como teria ocorrido o crime:

 

 

Zero Hora

Comissão aprova Lei da Palmada, rebatizada como ‘Menino Bernardo’

camara federalDepois de acordo com a bancada evangélica, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou nesta quarta-feira, em caráter terminativo e em votação simbólica, a chamada Lei da Palmada, que visa a coibir o emprego de castigo físico, tratamento cruel ou degradante contra crianças e adolescentes. A proposta segue agora para o Senado.

Após quatro anos de tramitação, foi feito um acordo para deixar claro no texto que o projeto refere-se a sofrimento físico. Deputados evangélicos resistiam à proposta por considerá-la uma interferência do Estado na educação familiar.

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– O projeto cria regras para proteger as crianças contra tortura, tratamento humilhante. Tem criança sendo queimada com ferro, com colher, sendo espancada e morta. Não há punição para os pais, é só orientação – afirmou o relator, deputado Alessandro Molon (PT-RJ).

Os deputados decidiram batizar o projeto de “Lei Menino Bernardo”, em homenagem a Bernardo Boldrini, assassinado no Rio Grande do Sul. Os principais suspeitos do crime são o pai e a madrasta.

A primeira sessão realizada nesta quarta-feira, pela manhã, para tentar votar a Lei da Palmada foi tumultuada, e a apresentadora de TV Xuxa Meneghel, que acompanhava a tentativa de votação, chegou a ser hostilizada por um deputado da bancada evangélica.

– A conhecida Rainha dos Baixinhos em 1982 provocou a maior violência contra as crianças em um filme pornô – disse o deputado Pastor Eurico (PSB-PE).

Xuxa, que apoiou o projeto, riu e fez um sinal de coração com as mãos na direção do deputado. Ela não tinha direito à palavra, por não ser parlamentar, e não deu declarações ao deixar o local. O presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), pediu que a agressão seja retirada das notas taquigráficas.

Depois desse episódio, o PSB substituiu Pastor Eurico pelo deputado Júlio Delgado (MG) na CCJ, mas o líder do PMDB, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou, de acordo com participantes da reunião em que foi fechado o acordo para a votação, que cederá uma vaga de seu partido na comissão para ele continuar como membro da Comissão de Constituição e Justiça.

Em nota do líder do PSB na Câmara, Beto Albuquerque (PSB-RS), o partido afirmou que a conduta de Pastor Eurico foi “intolerante, desrespeitosa e desnecessariamente agressiva” e não representa de forma alguma o pensamento do PSB, que manifesta “apreço e respeito pelo empenho da referida artista, que deseja aprovar a lei que propõe a cultura da não agressão”. Beto Albuquerque afirmou ainda que o episódio foi constrangedor.

O projeto estabelece que a criança e o adolescente têm o direito de ser educados e cuidados sem o uso de castigo físico ou de tratamento cruel ou degradante. A sanção mais dura imposta pela Lei da Palmada é uma advertência. Há previsão também de medidas como encaminhamento para tratamento psicológico ou psiquiátrico.
O Globo

Pai de Bernardo vai pedir separação da madrasta na Justiça, diz advogado

bernardoO médico Leandro Boldrini, pai de Bernardo, manifestou vontade de se separar de Graciele Ugulini, madrasta do menino, durante conversa com o advogado de defesa Jader Marques na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc), na Região Metropolitana de Porto Alegre, neste fim de semana. De acordo com o advogado, o pai da criança precisa primeiro reconhecer a união estável com a mulher, para depois pedir a dissolução na Justiça. No domingo (4), completou um mês da morte da criança.

Marques se encontrou com o cliente no presídio. Durante a conversa, segundo o advogado, Leandro disse estar indignado com a suposição levantada de que ele estaria em busca de alguma vantagem financeira em cima dos bens deixados pela mãe de Bernardo, Odilaine, morta em 2010. O objetivo da separação seria garantir que os bens dele e de Bernardo não fiquem com Graciele. Apesar de manter uma união estável, o casal nunca oficializou o relacionamento.

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“Ele me pediu para que tomasse essa providência. Também quer entrar com uma ação para ficar com a guarda da filha que tem com Graciele. Vou propor essa medida nesta semana”, afirmou Marques ao G1. Conforme o advogado, a avó materna de Bernardo ficaria com os bens do menino.

Bernardo Boldrini foi encontrado morto no dia 14 de abril, enterrado em um matagal em Frederico Westphalen, no noroeste gaúcho, a cerca de 80 km de Três Passos, no norte, onde morava com o pai, a madrasta Graciele Ugulini, e a meia-irmã. Ele estava desaparecido desde 4 de abril. Leandro, Graciele e a assistente social Edelvania Wirganovicz, amiga da mulher, estão presos temporariamente por suspeita de envolvimento.

Sobre a morte do filho, Marques afirma que Leandro não sabia que Graciele tinha cometido o crime. “Ele responde que a suspeita começou a aparecer na constatação objetiva do desaparecimento, mas que ele tinha outras hipóteses. Acreditava que ele estava vivo. O irmão [de Leandro], Paulo, diz até hoje, mesmo com ela tendo admitido, que é difícil de acreditar que ela teria feito isso”, completou Marques em entrevista à Rádio Gaúcha na manhã desta segunda-feira (5).

Embora tenha conseguido liminar da Justiça para acessar o inquérito da Polícia Civil sobre o caso, Marques contou que não conseguiu uma cópia da investigação. Segundo ele, a Polícia Civil impediu o acesso. O advogado fez requerimento, também, para o fim do sigilo de justiça do processo, mas a solicitação ainda está pendente.

Graciele Ugulini foi transferida no sábado (3) para a Penitenciária Feminina de Guaíba, na Região Metropolitana de Porto Alegre, onde a assistente social Edelvania Wirganovicz também está presa. Conforme a Susepe, as duas não têm contato. Os três suspeitos estavam em uma casa prisional de Ijuí desde quarta-feira (30), quando haviam sido tirados do presídio de Três Passos.

Bernardo Boldrini Três Passos (Foto: Reprodução/RBSTV)
Bernardo foi encontrado morto no dia 14 de abril,
após passar 10 dias desaparecido
(Foto: Reprodução/RBSTV)

Entenda
Conforme alegou a família, Bernardo teria sido visto pela última vez às 18h do dia 4 de abril, quando ia dormir na casa de um amigo, que ficava a duas quadras de distância da residência da família. No domingo (6), o pai do menino disse que foi até a casa do amigo, mas foi comunicado que o filho não estava lá e nem havia chegado nos dias anteriores.

No início da tarde do dia 4, a madrasta foi multada por excesso de velocidade. A infração foi registrada na ERS-472, em um trecho entre os municípios de Tenente Portela e Palmitinho. Graciele trafegava a 117 km/h e seguia em direção a Frederico Westphalen. O Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM) disse que ela estava acompanhada do menino.

“O menino estava no banco de trás do carro e não parecia ameaçado ou assustado. Já a mulher estava calma, muito calma, mesmo depois de ser multada”, relatou o sargento Carlos Vanderlei da Veiga, do CRBM. A madrasta informou que ia a Frederico Westphalen comprar um televisor.

O pai registrou o desaparecimento do menino no dia 6, e a polícia começou a investigar o caso. Na segunda-feira (14), o corpo do garoto foi localizado. De acordo com a delegada responsável pela investigação, o menino foi morto por uma injeção letal, o que ainda precisa ser confirmado por perícia. A delegada diz que a polícia tem certeza do envolvimento do pai, da madrasta e da amiga da mulher no sumiço do menino, mas resta esclarecer como se deu a participação de cada um.

Luiza Carneiro

Justiça nega liberdade para o pai de Bernardo

bernardoA Justiça gaúcha negou o pedido de revogação da prisão temporária do médico Leandro Boldrini, pai de Bernardo Uglione Boldrini, assassinado no dia 4 de abril. O juiz Marcos Luís Agostini, da 1ª Vara Judicial de Três Passos, Rio Grande do Sul, negou o pedido nesta sexta-feira alegando que o médico é suspeito de envolvimento no assassinato do menino. Na decisão, o magistrado afirmou que a revogação da prisão temporária, quando ainda há investigações a serem feitas pela polícia, seria “medida temerária e prejudicial à completa elucidação do fato”. O juiz afirmou ainda que o caso exige “prudência”.

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O argumento é que a prisão temporária foi decretada em razão da natureza hedionda do crime. Bernardo, 11 anos, foi morto no dia 4 de abril supostamente vítima de uma injeção letal ou de superdosagem de medicamento. Além do pai do menino, a madrasta Graciele Ugulini e uma amiga do casal, Edelvânia Wirganovicz, estão presas suspeitas de participação no homicídio. O corpo de Bernardo foi encontrado dez dias depois do crime, enterrado num matagal.

Segundo o juiz, “é imprescindível aguardar o término da investigação e do prazo da prisão temporária, quando então será apreciada a existência dos requisitos para a decretação da prisão preventiva dos investigados”.

O pedido de revogação havia sido feito pelo advogado de defesa de Boldrini, Jader Marques, na noite de quarta-feira depois que a madrasta de Bernardo inocentou o médico em depoimento à polícia. Na quinta, o Ministério Público de Três Passos emitiu parecer contrário à revogação da prisão de Boldrini. A prisão temporária vigora até 13 de maio, dia em que o polícia também deve concluir o inquérito que investiga a morte do garoto.

 

Boldrini, a esposa, Graciele, madrasta do menino, e a amiga dela, Edelvânia, estão presos desde que o corpo foi encontrado, no dia 14 de abril.

Em seu parecer, a promotora de Justiça Dinamárcia Maciel de Oliveira sustentou que a ordem de prisão temporária, ao contrário do que alega a defesa de Boldrini, não foi expedida por meras suposições, desconfianças ou com base apenas nas palavras de Edelvânia. “Vários outros indícios apontam a perfeita ciência do pai acerca da morte do filho antes mesmo de o corpo de Bernardo ser encontrado e quando todos procuravam o menino ainda, o que o coloca dentro do rol de suspeitos”, afirmou.

Em depoimento dado à polícia na quarta-feira, Graciele alegou que a morte de Bernardo foi“acidental” porque teria sido provocada pela ingestão excessiva de medicamentos que ela deu ao garoto para acalmá-lo. Um laudo já emitido pela perícia indicou a presença de substâncias do sedativo midazolam no corpo de Bernardo. A enfermeira isentou o marido de culpa no episódio, o que levou o advogado dele a pedir a revogação da prisão poucas horas depois.

Boldrini está detido desde terça-feira na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc), na região metropolitana de Porto Alegre, depois de ser transferido das prisões de Três Passos e Ijuí. O advogado de defesa sustentou que tanto a madrasta do menino quanto Edelvânia confessaram o crime, não havendo mais motivos para manter o pai do menino preso. O defensor afirmou ainda que irá recorrer nesta sexta sobre a decisão judicial.

VEJA (Com Estadão Conteúdo) 

Madrasta isenta marido de culpa na morte de Bernardo, diz advogado

A madrasta de Bernardo Boldrini, Graciele Ugulini, isentou o marido, o médico Leandro Boldrini, de participação na morte do menino de 11 anos. Foi o que disse o advogado dela, Vanderlei Pompeo de Mattos, ao final do depoimento dado pela mulher à Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (30) na Penitenciária Modulada de Ijuí, no noroeste do Rio Grande do Sul.

O defensor, no entanto, não deu mais detalhes sobre o que disse Graciele nem confirmou se ela confessou ou não participação na morte do garoto. O depoimento de Graciele começou após as 10h30, horário em que os três delegados responsáveis pelo caso chegaram ao presídio, e foi encerrado por volta das 13h.

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Este era o depoimento mais esperado pela Polícia Civil, considerado fundamental antes do encerramento do inquérito. Na primeira vez em que os delegados tentaram ouvi-la, Graciele preferiu se manter em silêncio. A delegada responsável pelo caso, Caroline Virginia Bamberg, ainda não se manifestou sobre o depoimento.

Além da madrasta e do pai, também está presa temporariamente por suspeita de participação na morte de Bernardo a assistente social Edelvania Wirganovicz, amiga da mulher. O menino foi encontrado morto em um matagal em Frederico Westphalen, no noroeste do estado, a cerca de 80 km de Três Passos, onde morava com a família. Ele estava desaparecido desde 4 de abril.

Os três suspeitos foram transferidos de presídio de Três Passos na madrugada desta quarta. De acordo com a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), Leandro Boldrini foi levado à Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc), enquanto a madrasta foi para Ijuí e Edelvania, para a penitenciária de Guaíba, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

 

Entenda
Conforme alegou a família, Bernardo teria sido visto pela última vez às 18h do dia 4 de abril, quando ia dormir na casa de um amigo, que ficava a duas quadras de distância da residência da família. No domingo (6), o pai do menino disse que foi até a casa do amigo, mas foi comunicado que o filho não estava lá e nem havia chegado nos dias anteriores.

No início da tarde do dia 4, a madrasta foi multada por excesso de velocidade. A infração foi registrada na ERS-472, em um trecho entre os municípios de Tenente Portela e Palmitinho. Graciele trafegava a 117 km/h e seguia em direção a Frederico Westphalen. O Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM) disse que ela estava acompanhada do menino.

“O menino estava no banco de trás do carro e não parecia ameaçado ou assustado. Já a mulher estava calma, muito calma, mesmo depois de ser multada”, relatou o sargento Carlos Vanderlei da Veiga, do CRBM. A madrasta informou que ia a Frederico Westphalen comprar um televisor.

O pai registrou o desaparecimento do menino no dia 6, e a polícia começou a investigar o caso. Na segunda-feira (14), o corpo do garoto foi localizado. De acordo com a delegada Caroline Virginia Bamberg, responsável pela investigação, o menino foi morto por uma injeção letal, o que ainda precisa ser confirmado por perícia. A delegada diz que a polícia tem certeza do envolvimento do pai, da madrasta e da amiga da mulher no sumiço do menino, mas resta esclarecer como se deu a participação de cada um.

 

 

Fábio Almeida

Wellington Silva nega ser salvador e revela bronca: ‘Tá doido, Bernardo?’

bernardoApontado pela polícia como salvador de Bernardo no caso do espancamento do jogador do Vasco no complexo de favelas da Maré, no último domingo, Wellington Silva negou que tenha encontrado o meia vascaíno na comunidade, mas confirmou que esteve no local para visitar a sua família que mora na região. O lateral-direito do Fluminense, porém, admitiu que, em contato telefônico com o meia, soube de toda história. Wellington disse ainda que, ao contrário do que foi divulgado, o problema teria acontecido na terça-feira e não no domingo.

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– Nasci no Complexo da Maré, meus familiares ainda moram lá. No domingo, fui visitá-los e me falaram que o Bernardo estava lá. Tinha tempo que não falava com ele, queria encontrá-lo, fiquei esperando para ver se conseguia conversar com ele, o pessoal falou que ele estava por lá. Mas fui embora e ele não apareceu. Ele me ligou depois e disse o que aconteceu. Eu falei: “Tu é doido, Bernardo?!” Ele disse que ainda estava muito abalado e depois conversaríamos pessoalmente. Ontem (quinta), ele me ligou novamente e disse que não sabia porque meu nome estava envolvido, já que não estive com ele e soube (que era apontado como salvador de Bernardo) pela imprensa – afirmou Wellington Silva ao GLOBOESPORTE.COM, por telefone, na manhã desta sexta.

As informações da polícia dão conta de que Wellington teria sido “chamado” quando os traficantes começaram a espancar Bernardo e convencido os traficantes a pouparem Bernardo argumentando que se o jogador morresse “a favela teria UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) no dia seguinte”.

wellington silva fluminense treino (Foto: Edgard Maciel de Sá)Wellington Silva treinou normalmente nesta sexta
(Foto: Edgard Maciel de Sá)

Criado e conhecido no Complexo da Maré, Wellington Silva disse que, caso estivesse com o jogador não teria problemas em ajudá-lo. Pelo contrário:

– Se eu estivesse, seria um prazer dar uma ajuda, ele é meu amigo. Mas eu nem sabia de nada. Estou assustado, pois me envolve em uma coisa de que não participei – garante.

Visivelmente nervoso com todo o caso, Wellington Silva garantiu repetidas vezes que não encontrou Bernardo nem atuou como intermediário para salvá-lo do poder dos traficantes.

– Não teve isso (conversa com traficantes), comigo nada, eu não estava no momento, soube bem depois, não falei nada com ninguém. Não o encontrei. Deu minha hora e tinha que voltar para minha casa, no Recreio. Fui embora e não vi o Bernardo. Ainda quero falar com ele pessoalmente. E acho que o problema não foi domingo nem segunda, e sim na terça-feira.

Nesta sexta-feira, Wellington Silva, que se recupera de fratura no pé esquerdo, treinou normalmente nas Laranjeiras.

Segundo a polícia, os jogadores que estariam acompanhando Bernardo quando ele foi espancado no complexo de favelas da Maré, no último domingo, seriam Wellington Silva, do Fluminense, e Charles, ex-Cruzeiro, hoje no Palmeiras, ambos criados na comunidade. As informações da polícia dão conta de que Wellington Silva estaria na favela – e foi “chamado” quando os traficantes começaram a espancar Bernardo.

O GLOBOESPORTE.COM também conversou com Charles por telefone. O volante primeiro soou evasivo:

– Estão aumentando muito isso aí. Não foi nada demais.

Não aconteceu nada disso. Não sei de onde está surgindo isso (…). O Bernardo vai lá normal, a minha vida toda foi lá… ele vai lá de vez em quando, mas desconheço isso aí. Se teve algo, eu não estava, mas acredito que não porque fico sabendo das coisas. Se teve… não estou sabendo de nada”
Charles, volante do Palmeiras

Depois, mudou um pouco o tom e negou saber de algum problema:

– Não aconteceu nada disso. Não sei de onde está surgindo isso. Não estou botando a mão na cabeça de ninguém mas não houve nada disso. O Bernardo vai lá normal, a minha vida toda foi lá… ele vai lá de vez em quando, mas desconheço isso aí. Se teve algo, eu não estava, mas acredito que não porque fico sabendo das coisas. Se teve… não estou sabendo de nada.

Atletas terão que depor

Segundo informações da polícia, no último domingo, Bernardo foi sequestrado e agredido por traficantes dentro do Complexo da Maré. O motivo teria sido o seu envolvimento com Dayana Rodrigues, supostamente uma das mulheres de Marcelo Santos das Dores, o Menor P, líder do tráfico no local.

menor p procurado bernardo (Foto: Divulgação)Dique- Denúcia oferece R$ 2 mil pela prisão de
Menor P (Foto: Divulgação)

Bernardo e Dayana teriam sido flagrados por bandidos na Favela Salsa e Merengue, e de lá levados para uma casa na Vila do João, onde teriam sido deixados nus, amarrados com fita crepe, torturados com choques elétricos e espancados.

Dayana levou sete tiros nas pernas, foi libertada e atendida no Hospital Santa Maria Madalena, na Ilha do Governador. De lá seguiu para o Hospital Souza Aguiar, onde permaneceu até esta quinta-feira. O caso foi registrado na 37ª DP (Ilha do Governador) sob o registro de ocorrência 037-02705/2013 e está sendo investigado pela 21ª Delegacia Policial (Bonsucesso).

O delegado José Pedro Costa, titular da 21ª DP (Bonsucesso), intimou Bernardo e Wellington Silva a prestarem depoimento na delegacia. Além deles, a irmã de Daiane Rodrigues também será chamada.

 

 

Globoesporte.com

Bernardo faz dois, estreante Leonardo também marca, e Vasco segue 100%

Se o começo do ano foi cercado de dúvidas em relação ao que o elenco do Vasco poderia produzir, o ponto de interrogação vai dando lugar a uma tímida exclamação. Exclamação na comemoração pela terceira vez seguida na Taça Guanabara, primeiro turno do Campeonato Carioca. Afinal, a vitória por 4 a 2 sobre o Resende, na noite deste sábado, no Raulino de Oliveira, garante os 100% de aproveitamento em três rodadas disputadas.

Aliás, desde que o técnico Gaúcho assumiu, no fim de 2012, a torcida não sabe o que é derrota. Ainda pelo Brasileirão, dois empates (Atlético-MG e Flamengo) e duas vitórias (Coritiba e Fluminense) na reta final. Mas o alerta não pode ser desligado. Apresentando uma fragilidade defensiva e um excessivo número de passes errados, os gols de Bernardo (dois neste sábado, agora artilheiro do Carioca, com quatro), Dedé e do estreante Leonardo salvaram a noite. Dudu e Marcel marcaram para o Resende e chegaram a dar a impressão de que o time do Sul fluminense seria capaz de manter o ritual de não perder para o Cruz-Maltino, como nos últimos dois anos.

Na liderança do Grupo A, o Gigante da Colina chegou a nove pontos e é o líder. Com a derrota do Friburguense, são três pontos de vantagem para o segundo colocado. O Resende é o quinto no Grupo B, com dois pontos. Na próxima rodada o Vasco tem o clássico contra o Flamengo, quinta-feira, às 19h30m, no Engenhão. O Resende volta ao Raulino de Oliveira para enfrentar o Volta Redonda, também na quinta, mas às 20h.

Na base da bola parada

Bernardo gol Vasco (Foto: Marcelo Sadio / Site Oficial do vasco)Bernardo comemora: ele é artilheiro do Carioca, com quatro gols (Foto: Marcelo Sadio / Site Oficial do vasco)

O esquema 3-6-1 armado por Eduardo Allax parecia uma barreira difícil de transpor, com três zagueiros e dois volantes. A marcação por pressão nos minutos iniciais e, por vezes, quase todos os jogadores no campo de defesa, parecia surtir efeito. O número de passes errados pelo lado cruz-maltino indicava uma certa afobação em concluir as jogadas, gerando alguns contra-ataques.

No entanto, dez minutos foram suficientes para quebrar a disputa tática. Uma alternativa ao gramado ainda pesado pela chuva que caiu em Volta Redonda era a jogada aérea. E assim a bola parou no fundo do gol. Bernardo cobrou falta pelo lado esquerdo em direção aos seus companheiros, ninguém tocou e quando o goleiro Mauro pulou, já era tarde demais.

Mas o gol não mudou a frequência de passes errados. Em uma bobeada de Bernardo, o Resende aproveitou o presente e pegou o contra-ataque. Elias, isolado e sem muitas alternativas, trombou com a defesa e a bola sobrou para Léo, livre, chutar para fora. Chance que Carlos Alberto também teve. Com direito a um lindo drible antes da finalização e aplausos dos companheiros mesmo com o chute não atingindo o objetivo.

Os aplausos, depois, foram direcionados a um cachorro que invadiu o gramado antes de cobrança de falta do Resende, paralisando a partida por um minuto. Desfilando em campo, cativou a torcida cruz-maltina, que chegou a gritar “Ah, é Edmundo!”, lembrando do ídolo que foi apelidado de Animal. O cachorro deixou o campo e Carlos Alberto também. O meia pediu para ser substituído por sentir um problema na coxa esquerda e deu lugar ao estreante Leonardo.

Cachorro Vasco x Resende (Foto: Marcelo Sadio / Site Oficial do vasco)Cachorro invade o campo. O juiz Luiz Antônio Silva Santos sorri (Foto: Marcelo Sadio / Site Oficial do vasco)

Quem entrou como centroavante mesmo foi Dedé. Bernardo cobrou escanteio aos 39 e o zagueiro, para delírio da torcida, ampliou de cabeça. O Vasco não contava é que, a mesma arma que funcionou do seu lado, também funcionaria contra, restando um minuto para o fim do primeiro tempo. Em uma falha coletiva, ninguém subiu para impedir que Dudu desviasse cobrança de falta.

Leonardo azarado, Leonardo sortudo

O ritmo em campo não mudou na volta do intervalo. A chuva, agora, era de gols. Com dois minutos, Leonardo fez boa jogada no meio e tocou na frente para Bernardo contar com o desvio no adversário que matou o goleiro Mauro. Mas o mesmo Leonardo que deu a assistência, perdeu uma chance clara de gol. Eder Luis tocou na medida, e quase em cima da linha o atacante mandou para fora. Azar maior foi pregado na sequência. Pedro Ken errou mais um passe e Léo avançou em contra-ataque até tocar na medida para Marcel diminuir.

O Resende cresceu. E foi para cima. Aproveitou alguns espaços deixados, mas o empate não veio. Até que o Vasco começou a ocupar novamente o campo ofensivo com mais perigo. Dieyson e Dakson entraram nos lugares de Wendel e Jhon Cley. No entanto, a substituição forçada do primeiro tempo foi a que surtiu efeito. Leonardo, na estreia, aos 36, chutou forte e contou com um desvio em Léo Silva para dar números finais ao placar.
 

 

Globoesporte.com

Ministro das Comunicações diz que 70% dos domicílios brasileiros terão acesso à internet até 2014

Na última sexta-feira (17/8), durante reunião com os associados do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), o ministro das Comunicações Paulo Bernardo anunciou que, até 2014, 70% dos domicílios brasileiros terão acesso à internet.
Crédito:Agência Brasil
Segundo ministro, até 2014 maior parte do lares terão acesso à internet
“Esta é a nossa missão, ou seja, disseminar e popularizar o uso de tecnologias de informação, como computadores, smartphones e tablets. Para isso, precisamos desenvolver este setor. Em 2010 esse índice era 27%, e nossa previsão para este ano é chegar a 50%”, disse Bernardo.
Para que essa previsão se concretize, Bernardo destacou que é preciso que o varejo participe do processo ativamente, não só disponibilizando e distribuindo todos os equipamentos necessários, mas também contribuindo com sugestões para a implantação desse programa.
Na reunião, os associados do IDV também discutiram outros assuntos com o ministro, como a implantação de novos meios de pagamento via smartphones, a melhora na eficiência dos serviços postais e o cadastro positivo. “Precisamos revolucionar este mercado de pagamento via smartphones e também estamos de mãos dadas para que haja uma redução nos juros, e que ela efetivamente chegue ao consumidor final”, afirmou o presidente do IDV Fernando de Castro.
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