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Nenê volta a marcar, Vasco vence Bragantino e ameniza crise nos bastidores

Nelson Costa/Vasco.com.br
Nelson Costa/Vasco.com.br

Em momento delicado na temporada, o Vasco fez o seu papel e venceu o Bragantino por 2 a 1 neste sábado, no estádio Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista. A partida é simbólica, pois além de ser fundamental na briga pelo acesso significou o fim do jejum de Nenê, que estava há onze jogos sem marcar na Série B. Além de amenizar a crise vivida entre clube e torcida, que chegou a invadir o treinamento durante a semana para cobrar os atletas.

Com o resultado, o Vasco chega aos 62 pontos e reassumiu a vice-liderança da Série B. O Cruzmaltino volta a campo no próximo sábado, quando visitará o Criciúma, em Santa Catarina.

Andrezinho se junta a Martin e aumenta lista de desfalques do Vasco

Além de Martin Silva, com a seleção uruguaia, o técnico Jorginho teve um problema de última hora. Andrezinho sentiu dores no joelho direito e sequer viajou para Bragança. Diguinho assumiu a vaga ao lado de Douglas e Bruno Gallo. O goleiro estará à disposição no próximo jogo, contra o X. Já o apoiador ainda será reavaliado.

Reserva, Leandrão reclama de arbitragem e quase é expulso no intervalo

O Vasco reclamou bastante da anulação de um gol marcado por Thalles. A arbitragem viu impedimento de Madson no lance. O problema é que as imagens da televisão mostraram o contrário. Ao fim do primeiro tempo, os jogadores cercaram o trio. Leandrão se exaltou e quase foi expulso após um bate-boca com o árbitro Emerson de Almeida Ferreira.

Thalles confirma boa fase e tem atuação decisiva em vitória

Titular do Vasco, Thalles vive grande momento individual. Ele marcou dois gols nos últimos dois jogos. Contra o Bragantino foi bastante decisivo. Estufou as redes, sofreu o pênalti e ainda teve gol mal anulado pela arbitragem no primeiro tempo.

BRAGANTINO 1 X 2 VASCO

Local: Nabi Abi Chedid, Bragança Paulista (SP)
Hora: 16h30 (horário de Brasília)
Árbitro: Emerson de Almeida Ferreira (MG)
b: Marconi Helbert Vieira (MG) e Luiz Antônio Barbosa (MG)
Gols: Thalles, aos 38min, e Rafael Grampola, aos 45min do primeiro tempo;
Cartões amarelos: Everton Dias, Gabriel Nunes e Anderson Ligeiro (BRA) Bruno Gallo e Thalles (VAS)

Bragantino
Renan Rocha; Juliano (Claudinho), Lucas Rocha, Diego Sacoman e Fabiano; Edson Sitta, Everton Dias e Gabriel Nunes (Lincom); Anderson Ligeiro, Vitor Hugo e Rafael Grampola
b: Estevam Soares

Vasco
Jordi, Madson, Luan, Rodrigo e Júlio Cesar; Bruno Gallo (Julio dos Santos), Diguinho, Douglas e Nenê; Ederson (Yago Pikachu) e Thalles
Técnico: Jorginho

uOL

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Xuxa falta em evento da Record e cria mal-estar nos bastidores

xuxaTudo indica que a relação entre Xuxa Meneghel, 52, e a TV Record não anda bem. Após ter parte da equipe demitida e do diretor da sua atração ser afastado, a apresentadora descumpriu uma ordem da emissora.

De acordo com informações do jornal “Folha de São Paulo”, a Rainha dos Baixinhos não compareceu na pré-estreia do filme “Os Dez Mandamentos”, ocorrida nesta terça-feira (26) em um cinema de São Paulo. A falta da artista seria uma amostra da sua insatisfação com o canal.

Nos próximos dias, Xuxa deverá se reunir com o novo diretor do seu programa, Ignácio Coqueiro, 58, para definir os próximos rumos da atração que vem registrando baixos índices de audiência nas últimas semanas.

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LEILÃO NA ASSEMBLEIA: O voto dos deputados está valendo ouro. Nos bastidores fala-se em até 500 mil para quitação de dívida

eleiçãoCom aproximação da eleição da Mesa, o voto dos deputados está valendo ouro. Fala-se nos bastidores em até 500 mil para quitação de dívida de campanha.

 

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Bola..

Sentindo-se desrespeitado, o deputado diplomado Renato Gadelha (PSC) – convidado pelo colega Adriano Galdino (PSB) a conhecer mais do Regimento – reagiu forte.

 

..Trocada

“Lamento que o candidato Adriano Galdino só tenha apresentado um projeto na disputa, que é o de desrespeitar o Regimento Interno da Casa e a Constituição Estadual”.

Com que cara ?

 

No grupo ‘galdinista’ tem gente ironizando “Ë se por acaso a chapa da oposição também estiver costurando antecipação ao previsto no Regimento, como fica Renato

 

Leilão

Heron Cid

Do Jornal Correio da paraíba

Disputa pela presidência da ALPB movimenta bastidores após eleição

Assembleia-LegislativaPassada as eleições outra disputa já movimenta os bastidores da política paraibana. A eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa já gera nos bastidores uma disputa acirrada entre oposição e situação e até mesmo dentro do bancada governista.

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Entre os nomes que estão sendo lembrados e os que estão se colocando na disputa, estão os deputados Buba Germano, Estela Bezerra, Lindolfo Pires, Tião Gomes, Edmilson Soares, Gervásio Maia e do próprio presidente Ricardo Marcelo.

O deputado eleito Ricardo Barbosa, revelou que tem sido procurado por vários deputados e que não tem dúvida de que o governador Ricardo Coutinho terá maioria na Casa Epitácio Pessoa.

A eleição da Mesa acontece no inicio de fevereiro, um mês após a posse dos deputados estaduais.

Da redação
WSCOM Online

RC revela bastidores do rompimento com Maranhão e garante que não agiu como Cássio

ricardoDepois de ter sido acusado pelo ex-governador José Maranhão de ter rompido com o PMDB nas eleições de 2010, sem sequer dar uma explicação prévia, o governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB) resolveu dar a sua versão da história e lamentou a comparação feita com a postura adotada pelo senador Cássio Cunha Lima (PSDB) para as eleições estaduais de 2014.

O governador deixou claro que a postura que ele teve com Maranhão em 2010 em nada tem a ver com a postura que foi adotada por Cássio nas eleições deste ano, a qual o socialista tachou de ‘antiética’.

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“Eu não rompi com ele (Maranhão), porque em nenhum momento eu disse e, ninguém tem nenhuma entrevista minha, dizendo que eu apoiaria o ex-governador José Targino Maranhão em 2010, isso não existe, é diferente do senador Cássio que disse taxativamente que me apoiaria e que disse que a Paraíba para poder ficar no outro patamar, eu teria que governar até 2018, está lá em todas as entrevistas dele, já eu em nenhum momento disse isso em relação a Maranhão”, destacou.

Relembrando a trajetória de alianças firmada com o PMDB, Ricardo Coutinho disse que foi apoiado em 2004 pelo PMDB na disputa pela prefeitura de João Pessoa e que retribuiu esse apoio na eleição de 2006, quando o PMDB disputou o Governo do Estado. “Todo mundo sabe que meu apoio não é algo pela metade, fui de corpo inteiro, o próprio governador Maranhão pode dizer isso, ele sabe disso, ele reconhece isso”, declarou.

Já no tocante as eleições estaduais de 2010, Ricardo Coutinho ratificou que não garantiu o apoio ao PMDB porque começou a perder espaços na gestão do ‘mestre de obras’ sem sequer ser comunicado.

“Durante 2010, após perder muitos secretários da nossa indicação na gestão Maranhão, isso sem ter sequer sido comunicado, eu percebi que havia um clima de beligerância por parte de algumas pessoas, alguns deputados e eu naturalmente me protegi e achei que a Paraíba precisava dar esse passo adiante, coloquei meu nome e a população compreendeu aquilo que eu estava dizendo”, asseverou.

Por fim, o governador voltou a deixar claro que não enganou o PMDB nas eleições de 2010 e que não foi antiético com José Maranhão, assim como Cássio foi com ele. “Em nenhum momento eu faltei com respeito ou fui antiético com o então candidato do PMDB Jose Maranhão, em nenhum momento eu disse que iria apoiá-lo em 2010 e ele sabe disso, minha postura foi totalmente diferente da postura de Cássio”, finalizou.

As declarações de Ricardo foram veiculadas em grande entrevista radiofônica no início dessa semana.

Márcia Dias

PB Agora

A máfia dos fiscais e os bastidores de um vazamento

Os fatos relatados abaixo foram testemunhados por repórteres que estavam na sede do Ministério Público Estadual, na rua do Riachuelo, em São Paulo, na terça-feira, 12 de novembro, dia em que o Jornal Nacional noticiou com exclusividade que um dos fiscais integrantes da máfia do ISS na Prefeitura de São Paulo, Eduardo Barcellos, acusou o ex-secretário de Governo do prefeito Fernando Haddad, Antonio Donato, de receber mesada de 20 mil reais quando ainda era vereador e cuidava da transição entre governos. Barcellos fez acordo de delação premiada. Forneceu ao promotor, segundo o JN, os números de telefone a partir dos quais ligava para Donato. Disse que outro fiscal envolvido, Ronilson Bezerra Rodrigues, também pagava a Donato.

Os bastidores do vazamento é que são curiosos. Lá embaixo, na sala de entrevistas, repórteres aguardavam a presença do promotor para obter novidades sobre o caso. Sabiam que o depoimento estava em andamento. Porém, não sabiam que uma equipe da Globo tinha subido.

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A explicação oficial é que o repórter da Globo foi ao sétimo andar conversar com outro promotor e, ao descer pelas escadas até o segundo, onde fica a sede do Grupo Especial de Delitos Econômicos (GEDEC), encontrou o promotor Bodini e o convenceu a gravar entrevista.

Revoltados com privilégio dado à Globo, jornalista chegaram a cogitar um acordo informal para não mais entrevistar Bodini, nem citar o nome dele na cobertura do caso (Reprodução)

Além de obter os dados relativos ao que disse Barcellos, o repórter da emissora gravou lá mesmo sua participação.

Outro detalhe curioso: ao descer, o promotor Bodini não contou aos repórteres presentes todos os detalhes do que havia dito à Globo, ou seja, que Bacellar testemunhara sobre o pagamento de mesada de 20 mil reais a Donato. Ele simplesmente omitiu essa informação, sobre a qual os outros repórteres só ficaram sabendo no Jornal Nacional. Pelo menos é o que dizem os jornalistas.

Revoltados, chegaram a cogitar um acordo informal para não mais entrevistar Bodini, nem citar o nome dele na cobertura do caso.

Mais um detalhe que a alguns repórteres pareceu relevante: os jornalistas tiveram acesso a uma lista com o nome de 600 empreendimentos  que teriam sido beneficiados pelo fiscal Carlos Alberto di Lallo, outro dos envolvidos no escândalo, com descontos na cobrança do ISS.

Na lista consta o nome da Globo Comunicações e Participações S.A., que recolheu apenas 50,51% do valor devido em uma obra, ou cerca de R$ 158 mil. Ou seja, a Globo teve desconto de 49,49%!

A presença do nome na lista não é prova de qualquer irregularidade. Trata-se apenas de uma compilação de casos em que di Lallo atuou.

Porém, a lista era antes considerada peça-chave para a elucidação do caso, já que poderia levar a eventuais corruptores. Nela constam, por exemplo, os nomes de construtoras que simplesmente não recolheram nada de ISS relativo à mão-de-obra empregada. Isso mesmo: 0%. Há empresas que recolheram apenas 1%, 2% ou 3% do devido. Na página em que o nome da Globo aparece, só pagou mais que ela — que recolheu pouco mais de 50% — a Tucana Empreendimentos Imobiliários, com 53,02%.

Hoje os repórteres voltaram a questionar o promotor Bodini a respeito da lista e ele enfatizou que pode ter havido corrupção apenas “em um minoria” dos casos relacionados. A lista, parece, já não é tão importante assim.

Os repórteres também ficaram sem resposta sobre quem, afinal, chefiava a quadrilha, que atuou por muitos e muitos anos antes que Fernando Haddad assumisse o cargo, arrecadando cerca de R$ 500 milhões em propinas.

Os fiscais contaram que lidavam com dinheiro vivo na repartição em que trabalhavam, no décimo primeiro andar do prédio da Prefeitura, no centro de São Paulo.

No décimo segundo andar do mesmo prédio ficava o gabinete do secretário das Finanças. Na gestão de Gilberto Kassab, primeiro o cargo foi ocupado por Walter Aluisio Morais Rodrigues, depois por Mauro Ricardo, o braço direito de José Serra.

É plausível que os fiscais tenham atuado durante tanto tempo sem despertar nenhuma desconfiança? Ou eles pagavam propina a outros destinatários? Se dizem ter pago mesada a Antonio Donato, não teriam nunca, no passado, pago propina a outras pessoas? O delator não contou tudo? Escolheu um alvo para sair no Jornal Nacional? Contou mais do que o promotor revelou?

Muitas perguntas ainda a responder.

Por coincidência, a acusação contra Donato veio à tona no JN — “mesada” — bem na véspera da decisão do Supremo Tribunal Federal sobre réus petistas — “mensalão”.

Abaixo, relembramos o caso do vazamento das fotos do dinheiro apreendido com petistas — que supostamente queriam comprar um dossiê anti-José Serra — no período eleitoral de 2006, com um trecho da gravação em que o delegado da Polícia Federal Edmilson Bruno combina com repórteres o vazamento das fotos bem na véspera do primeiro turno das eleições presidenciais, que foram para o segundo turno.

Detalhe: o delegado diz aos jornalistas que vai contar a superiores que as fotos foram furtadas! Protege é o nome da empresa de segurança que ficou encarregada de guardar o dinheiro.

revistaforum

Os bastidores do discurso de Dilma na ONU

Por volta das 18h30, a presidente Dilma retirou-se da reunião. Tinha agendada, com Barack Obama, a conversa em que consolidaria a decisão de cancelar sua visita a Washington. No Palácio do Planalto, o encontro prosseguiu. Era 16 setembro, uma segunda-feira. De um lado, estavam representantes do Comitê Gestor da Internet (CGI) – o grupo instituído, em 1995, para que a sociedade civil participe da formulação de estratégias para o futuro da rede, no Brasil. De outro, a chefe do governo e sete ministros – da Justiça, Defesa, Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, Casa Civil, Planejamento, e Comunicações. Até o momento de sair, Dilma participara intensamente do diálogo. Dele recolheu alguns dos elementos centrais para fala que fez na manhã desta terça-feira, ao abrir a Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Assumiu, em contrapartida, um compromisso interno: brigar pela “neutralidade na rede”, o principal ponto polêmico do chamado Marco Civil – projeto de lei que estabelece direitos e liberdades para os usuários da internet. Revelou, porém, um temor: receber do Legislativo um texto que não contemple tal princípio.

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O encontro se deu no contexto de uma posição mais firme do governo em relação à aprovação do Marco Civil da Internet. Integrante do CGI e participante da reunião, a advogada do IDEC, Veridiana Alimonti, explica: “diante das denúncias de espionagem norte-americana, o comitê buscou abrir diálogo com a presidente e se colocar à disposição. O interesse recíproco dela produziu a aproximação”. O movimento concretizou-se em dois atos. Em 11 de setembro, três dias após o jornalista Glenn Greenwald revelar espionagem da NSA contra a Petrobras a presidente pediu formalmente ao Congresso urgência para votação do Projeto de Lei (PL) 2126/11, nome oficial do Marco Civil. Cinco dias mais tarde, chamou o CGI para o diálogo.

“A presidente mostrou-se preocupada”, relata Veridiana. Anunciou que condenaria a espionagem, e defenderia a liberdade de expressão e a privacidade na internet, em seu discurso na ONU. Mostrou-se interessada em discutir o sistema global de governança na rede. Pediu subsídios para sua fala em Nova York. Foi correspondida. Os membros do CGI sugeriram-lhe o exame do Decálogo de Princípios para a Internet no Brasil, que formularam em 2009. Basta ler o discurso feito pela presidente nesta terça-feira (ou o resumo preparado pela própria presidência da República) para constatar a enorme identidade entre as duas peças.

As polêmicas em torno do Marco Civil

Dilma durante a abertura do Debate Geral da 68ª Assembleia-geral das Nações Unidas – ONU (Foto Roberto Stuckert Filho/PR)

Em outro momento do encontro, os integrantes do CGI relataram à presidente as resistências do Congresso diante de duas regras essenciais previstas no Marco Civil: neutralidade na rede e liberdade de expressão dos usuários. A primeira está expressa no artigo 9º do PL 2126/11. Segundo o texto original, construído num amplo processo de debates e audiências públicas, entre 2009 e 2010, os pacotes de dados que circulam pela internet devem trafegar de “forma isonômica”. As autoridades e empresas provedoras não podem, por exemplo, restringir a circulação de conteúdos que julguem politicamente inconvenientes. Nem, ao contrário, criar vias mais rápidas para o tráfego de material produzido por quem pode pagar pelo privilégio.

Em sua fala na ONU, Dilma assumiu posição alinhada aos princípios do CGI. Um dos pontos da “governança global da internet” proposta por ela é: “neutralidade da rede, ao respeitar apenas critérios técnicos e éticos, tornando inadmissível restrição por motivos políticos, comerciais, religiosos ou de qualquer outra natureza”. Esta posição contraria opiniões manifestadas, em múltiplas oportunidades, por representantes das empresas privadas de telecomunicação brasileiras. Interessadas em mercantilizar tanto quanto possível a rede, as “teles” insistem em criar segregação por meio da venda de “serviços premium” – de preferência, em múltiplas categorias.

O segundo ponto que enfrenta obstáculos no Legislativo é a garantia plena de liberdade de expressãoNo encontro de 16/9, membros do CGI revelaram à presidente o pomo da discórdia. O artigo 15 do Marco Civil estabelece um único caso em que os provedores de serviço na internet (como Google, Youtube, Facebook e hospedeiros de sites e blogs) são co-responsáveis pelos conteúdos publicados por seus usuários: quando descumprem ordem judicial de retirar conteúdos do ar. O Poder Judiciário, aliás, já tem abusado desta prerrogativa. Estudos internacionais demonstram que o Brasil é campeão mundial absoluto em censura a conteúdos por decisão de juízes.

Mas a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert) – e a TV Globo, em especial – lutam para tornar a regra mais draconiana. Desejam que a própria decisão judicial seja dispensável, quando estiverem envolvidos direitos autorais. Neste caso, os provedores deveriam retirar os conteúdos considerados “infringentes” antes de decisão da Justiça, sob pena de serem corresponsáveis pela infração. Isso amedrontaria os provedores, convertendo-os em uma espécie de fiscais extrajudiciais de conteúdos. Veriana Alimonti conta que, durante o encontro com o CGI, Dilma ouviu as ponderações do comitê “com atenção” e se mostrou contrariada com a situação. Representantes do CGI defenderam que esse assunto não deveria ser objeto do Marco Civil, mas da revisão da Lei de Direitos Autorais, que será encaminhada em breve ao Congresso. Quanto a isso, vale notar: o primeiro princípio da governança global da internet proposta pela presidente na terça é: “liberdade de expressão, privacidade do indivíduo e respeito aos direitos humanos”

Nova mobilização pela liberdade na rede

130925-MobilizaOs primeiros frutos do diálogo de Dilma com os que lutam pela internet livre já começaram a surgir. O discurso da presidente na ONU teve repercussão internacional ampla e positiva, reconhecem os próprios jornais tradicionais brasileiros. Mas ela conseguirá garantir, em seu país, os princípios de liberdade na internet que pregou para o mundo? Com relação à neutralidade, o artigo 9º do Marco Civil é muito adequado, tanto no projeto original encaminhado ao Congresso em 2011, quanto na última versão apresentada pelo relator, deputado Alessandro Molon (PT-RJ). Mas e se os deputados e senadores o desfigurarem, na votação?

Um dos nós do problema é, também neste caso, o PMDB. Embora o partido integre a base do governo, setores peemedebistas tendem a se aliar com PSDB, DEM e outras agremiações à direita, sempre que o Palácio do Planalto ousa chocar-se contra interesses conservadores. Foi assim recentemente, quando inviabilizou-se a proposta de plebiscito sobre Reforma Política. Tem sido assim desde agosto de 2011, quando o PL 2126/11 foi enviado ao Congresso. Conhecido por suas vinculações com as teles, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) é um dos articuladores da resistência à neutralidade da rede.

Será possível vencer tal barreira? Os defensores da internet livre apostam na mobilização. Lembram de um precedente importante: em 2009, uma campanha-relâmpago da sociedade civil fulminou, em poucas semanas, projeto de lei apresentado pelo senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e conhecido como “AI-5 digital”, por restringir de diversas maneiras a liberdade na rede. A partir dela, aliás, abriu-se o grande debate que culminou na construção do projeto de Marco Civil.

Agora, o movimento pela transformação do PL 2126/11 em lei prepara uma nova ofensiva. A formalização, pelo Palácio do Planalto, do pedido de urgência, apressou os tempos. A Câmara tem 45 dias, a contar de 11/9, para votar o texto. Em seguida, o Senado disporá do mesmo prazo para analisá-lo.

Plenárias de mobilização estão sendo convocadas em diversas cidades do país. A de São Paulo ocorrerá na próxima segunda-feira, 30/9 (veja imagem). A fala de Dilma na ONU servirá como impulso à campanha. Num mundo cada vez mais conectado, e cada vez mais angustiado pelas ameaças de vigilância e controle, o Brasil pode tornar-se referência internacional de respeito aos direitos humanos. Mas não será capaz de fazê-lo sem assegurar liberdade a seus cidadãos.

 

 

Por Antonio Martins, no Outras Palavras

Roberto Messias vs. Henrique Pizzolato: Uma visita aos bastidores dos governos Lula e Dilma

PizzolatoEm recente entrevista com a ministra-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom-PR), a jornalista Helena Chagas, perguntei:

No julgamento do chamado mensalão, o STF julgou irregular, crime, o BV (Bonificação por Volume) da Visanet. Embora já esteja demonstrado que o dinheiro é privado e não público, Henrique Pizzolato corre o risco de ir para a cadeia. Em função dessa decisão, a Secom vai buscar de volta o dinheiro do BV da Globo?

Mal acabara de dizer Pizzolato corre o risco de ir para a cadeia, Roberto Messias, também presente, me cortou:

Roberto Messias — Demorou.

Viomundo – Por quê?

Roberto Messias – Sou o cidadão agora falando. Eu trabalhava com ele…

Viomundo – Por que demorou para ele ir pra cadeia?

Roberto Messias – Ué, porque eu acho que tem um…

Messias é o secretário-executivo da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Cuida da publicidade do governo federal: ministérios, órgãos relacionados e estatais. Onde e quanto investir estão principalmente em suas mãos.

Para não desviar o foco, não insisti naquele momento. Testemunharam-no Helena Chagas, que se manteve em silêncio, assim como Fabrício Costa, secretário de Comunicação Integrada da Secom.

Após a entrevista, já fora do gabinete da ministra, voltei a falar com Messias:

– Você acha mesmo que o Pizzolato tem que ser preso? 

– Acho.

– Por quê?

– Porque sim.

– Vocês trabalharam no Banco do Brasil (BB)?

Movimenta a cabeça afirmativamente.

– Mas por que ele tem de ser preso?

– Porque sim…

Como o segundo da Secom-PR do governo Dilma, de forma intempestiva, comete essa indiscrição?!

“Declaração gratuita, só pode ser rivalidade partidária”, avaliou o próprio Henrique Pizzolato, após ler a reportagem do Viomundo. “Mais do que tudo, ele conhece os documentos, sabe que a utilização do dinheiro do Fundo Visanet não era de minha área de responsabilidade e que estou sendo condenado injustamente.”

PIZZOLATO, AS NOTAS TÉCNICAS CONDENATÓRIAS  E O LAUDO DO PF

Até aqui, nunca havíamos entrevistado Pizzolato. A reação disparatada de Messias nos levou a ir além da repercussão da sua fala, em busca de algum nexo que a justificasse.

De saída, foi necessário pesquisar a Ação Penal 470, o chamado mensalão.  Aí, ficou claro que para se entender a indiscrição de Messias seria indispensável mergulhar um pouco no inquérito.

Henrique Pizzolato, funcionário de carreira do Banco do Brasil (BB), é um dos condenados. De 2003 a 2005, foi seu diretor de Marketing. Atualmente, está aposentado.

Essa denúncia, relembramos, surgiu em 2005 na CPI dos Correios, que teve dois relatórios.

O preliminar, divulgado em 20 de março de 2006, pedia o indiciamento de 126 pessoas, sendo sete executivos do Banco do Brasil. E o relatório final, publicizado em 6 de abril de 2006, que recomendava investigar quatro desses sete executivos:

* O próprio Henrique Pizzolato

* Cláudio de Castro Vasconcelos, gerente-executivo de Propaganda e Marketing

* Fernando Barbosa de Oliveira, diretor de Varejo; concomitantemente, fazia parte do Conselho de Administração da Visanet

* Douglas Macedo, gerente-executivo da Diretoria de Varejo, que também integrava o Conselho de Administração da Visanet

O então procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, não esperou o relatório final ficar pronto para fazer a denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Em 30 de março — portanto, dez dias após a divulgação do relatório preliminar –, Antonio Fernando concluiu que 40 indiciados eram culpados – número provavelmente escolhido para associar o “mensalão” à  fábula de Ali Babá, e denunciou-os ao STF, entre os quais Pizzolato.

O procurador-geral deixou de fora os executivos Cláudio Vasconcelos, Fernando Barbosa e Douglas Macedo, que também assinaram as notas técnicas usadas para incriminar Pizzolato. Além disso, Macedo e Barbosa integravam o Conselho da Visanet, empresa que era  alvo das acusações.

Explico. A denúncia e condenação de Pizzolato basearam-se em quatro “notas técnicas” (três da quais ele assinou), que propunham campanhas publicitárias dos cartões Visa/BB a serem feitas pela DNA, uma das agências de propaganda que, desde 1994, prestavam serviços ao BB.

No banco, como em outras grandes empresas, para levar adiante ou dar continuidade a ações envolvendo mais de uma gerência ou diretoria, é preciso que elas atuem em conjunto. Nessas horas, frequentemente é feito um documento entre essas áreas.

No BB, esses documentos chamam-se notas técnicas. São de uso interno. Têm o objetivo de formalizar acordos de trabalho entre diversos setores do banco. Não são uma ordem de serviço para a empresa a ou b executar o serviço x ou y.

Mas, como tinham valores referentes ao Fundo Visanet e à DNA, elas se transformaram na peça de acusação contra Pizzolato. O ministro Joaquim Barbosa, relator da Ação Penal 470 no STF, classificou as notas técnicas de “antecipações fraudulentas”, “valor desviado”, “autorização de pagamento ilícito”, entre outros delitos.

O exame das notas técnicas condenatórias revela, no entanto, que Pizzolato não era o único signatário.

Por norma do BB, dois diretores e dois gerentes têm de chancelá-las. No caso em questão,  assinaram também Cláudio Vasconcelos, Fernando Barbosa e Douglas Macedo. Cláudio é o único que assina as quatro notas. Guarde bem o nome dele. Mais adiante vai entender por quê.

 

Abaixo, as quatro notas, num único documento. Levam os números: 1141/2003; 3281/2003; 0251/2004; 1410/2004. Ao final de cada uma, os signatários. Confira você mesmo.

 

 

Outros documentos, aos quais o Viomundo teve acesso, revelam:

1. Apenas Pizzolato era novo no cargo. Assumiu a diretoria de Marketing em 17 fevereiro de 2003, primeiro ano do mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Cláudio Vasconcelos, Fernando Barbosa e Douglas Macedo foram nomeados para esses postos no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e permaneceram durante o de Lula.

2. O destino de Vasconcelos, Barbosa e Macedo está na nota de rodapé 99 (veja abaixo), página 60, da denúncia que o procurador-geral da República fez ao STF.

 

Ou seja, o procurador-geral decidiu que Pizzolato tinha foro privilegiado, portanto seria julgado pelo STF. Os demais, não; iriam para instância inferior. Juridicamente, porém, nenhum tinha – nem tem – direito a foro privilegiado.

3. Pizzolato não tomou parte da decisão que deliberou a prorrogação do contrato com a DNA, de Marcos Valério.

Por uma simples razão: a reunião foi no dia 4 de fevereiro de 2003; em 11 de fevereiro o Conselho Diretor do BB deu o “de acordo”; e Pizzolato só assumiu a diretoria de Marketing do banco em 17 de fevereiro de 2003.

Atente aos signatários da decisão. Cláudio Vasconcelos assina duas vezes.

 

4. Todos os signatários da prorrogação ocorrida em 4 de fevereiro de 2003  eram remanescentes do governo do PSDB.

5. A prorrogação de  4 de fevereiro de 2003 foi a terceira  entre o Banco do Brasil e as agências DNA, Grotterra e Lowe.  Em 20 de março de 2000, como pode-se comprovar no documento abaixo, foi firmado contrato entre as partes e já previa a possibilidade de três renovações, o que acabou acontecendo. O orçamento de publicidade do BB previsto para 2003: R$ 162.998.000,00.

 

 

6. Para embasar a prorrogação do contrato, o Banco do Brasil fez em 2002 fez uma análise das três agências. O avaliador: Cláudio Vasconcelos. E a DNA, de Marcos Valério, foi a que recebeu a maior nota.

7. Em agosto de 2012, a Procuradoria Geral encaminhou à primeira instância da Justiça de Brasília o caso do gerente Cláudio Vasconcelos, determinando segredo de Justiça.

O inquérito, desconhecido até dos advogados dos réus do “mensalão”, só veio a público em 31 de outubro de 2012, em matéria dos repórteres Matheus Leitão e Flávio Ferreira, da Folha de S. Paulo.

8. Em outubro de 2006, o ministro Joaquim Barbosa, relator da Ação Penal 470, pediu à Polícia Federal uma avaliação das relações comerciais e procedimentos contábeis envolvendo a DNA, o Fundo Visanet e o Banco do Brasil.

O laudo, feito pelo Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal e concluído em 20 de dezembro de 2006 (a investigação teve início em dezembro de 2005), recebeu o número 2828/2006.

Essa e outras provas colhidas depois de 30 de março de 2006, quando foi feita a denúncia ao STF, foram colocadas por Antônio Fernando e Joaquim Barbosa num inquérito paralelo, o 2474, sob segredo de Justiça, revelou a jornalista Maria Inês Nassif, em reportagem publicada no GGN e em Carta Maior e que reproduzimos. “Pelo menos uma delas, o laudo de número 2828, do Instituto de Criminalística da Polícia Federal, teria o poder de inocentar Pizzolato”, observa Maria Inês.

MIGRAÇÃO:  PARTIDA DO  CCBB-RJ, ESCALA NO BB-BSB,  POUSO NA  SECOM-PR

Antes que alguém pergunte, antecipamos.  Messias não tem nada a ver com o mensalão.

Ao se pesquisar na denúncia do procurador-geral da República ao ministro Joaquim Barbosa, Messias não é mencionado uma vez sequer.

A essa altura muitos devem estar perguntando: Por que Messias quer a prisão de Pizzolato? E por que pedimos lá atrás para guardar o nome de Cláudio de Castro Vasconcelos?

Juntando os dados mostrados acima sobre o inquérito do mensalão com as informações  fornecidas por colegas e ex-colegas de trabalho de Messias, as razões para a reação inoportuna do secretário-executivo da Secom-PR aparecem:

* Assim como Pizzolato, Roberto Messias e Fabrício Costa são funcionários de carreira do Banco do Brasil.

* Pizzolato sempre foi estimado pelos colegas. Tanto que, em 1998, os servidores do BB o elegeram para o cargo de diretor de Seguridade da Previ, a Caixa de Previdência dos Funcionários do banco.

* Pizzolato é PT de carteirinha, não esconde isso de ninguém.

* Messias e Fabrício são originários do governo do PSDB. E PT e PSDB, todos nós sabemos, são adversários ferrenhos.

“Messias nunca trabalhou diretamente com Pizzolato, apenas indiretamente”, abriu o jogo a esta repórter um veteraníssimo do Banco do Brasil, ainda na ativa. “Na época em que Pizzolato ocupou a diretoria de Marketing, o Cláudio Vasconcelos era o gerente-executivo de Propaganda e Marketing e o Messias, gerente de Mídia, subordinado a Cláudio. Foi o Cláudio quem trouxe o Messias do Rio para Brasília. Os dois são amigos e oriundos do Centro Cultural Banco do Brasil — Rio de Janeiro.”

O Centro Cultural Banco do Brasil — Rio de Janeiro (CCBB-RJ) é um dos postos muito cobiçados da máquina pública federal, uma das joias da coroa.

Cláudio de Castro Vasconcelos, Roberto Messias e Fabrício Costa trabalharam juntos lá em fins da década de 1990. Cláudio era o gerente do CCBB-RJ.

Em 1999, Cláudio foi para Brasília ser o gerente-executivo de Propaganda e Marketing do BB, então presidido por Paolo Zaghen, muito ligado a José Serra, do PSDB. O ministro da Fazenda era Pedro Malan. Messias e Fabrício Costa permaneceram no CCBB-RJ.

Para o lugar de Cláudio foi a jornalista Yole de Mendonça, até então gerente de Comunicação da Previ na gestão Jair Bilaqui – envolvido com as privatizações.

Em 2003, mudaram os presidentes do Brasil e do Banco do Brasil, mas Cláudio continuou firme e forte no cargo.

Foi nessa época que Cláudio levou Messias para ser o gerente de mídia do Banco do Brasil, em Brasília. Messias passou a cuidar das verbas de publicidade do banco para TVs e rádios, com os quais mantinha contato permanente.

Algum tempo depois Messias carregou para lá Fabrício Costa.

Em 2005, após as denúncias do mensalão, Cláudio Vasconcelos saiu do BB, para montar a Pax Consultoria em Marketing e Promoções de Eventos Ltda.

Yole  de Mendonça mais uma vez foi para o lugar de Cláudio. Deixou a gerência do CCBB-RJ e foi para Brasília, assumindo o cargo de gerente-executiva de Propaganda e Marketing do BB.

Em 2007, Yole foi para a Secom-PR. O ministro era o jornalista Franklin Martins. Ela assumiu o cargo de secretária de Comunicação Integrada, atualmente ocupado por Fabrício Costa.

Com mudança de Yole para a Secom-PR, Messias ocupou o lugar dela no BB.  Ou seja, tornou-se o gerente-executivo de Propaganda e Marketing.

Algum tempo depois, Yole levou Messias para a Secom. Em seguida, Fabrício foi também.

“Desde o primeiro governo de Fernando Henrique, quando foi recriada a área de Marketing, a Secom sempre teve vários funcionários cedidos do Banco do Brasil”, observa o veteraníssimo do BB. “É um reduto histórico.”

Em 2011, com a posse da presidenta Dilma Rousseff, houve nova dança de cadeiras na Secretaria de Comunicação Social da Presidência República.

Helena Chagas assumiu o posto de ministra-chefe em substituição a Franklin Martins.

Yole de Mendonça, até então secretária de Comunicação Integrada, tornou-se secretária-executiva, no lugar de Ottoni Fernandes Filho, que deixou a Secom junto com Franklin, no final do governo Lula.

Roberto Messias passou a ser secretário de Comunicação Integrada.

Em julho de 2012, Yole aposentou-se, deixando a Secom-PR. Desde abril de 2013, é diretora vice-presidente de Gestão e Relacionamento da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A EBC é a gestora dos canais TV Brasil, TV Brasil Internacional, Agência Brasil, Radioagência Nacional e do sistema público de Rádio – composto por oito emissoras.

Messias foi escolhido pela presidenta Dilma Rousseff como o novo secretário-executivo. Fabrício virou secretário de Comunicação Integrada.

“Eu chamo essas pessoas de ‘aves migratórias’”, observa outro profundo conhecedor do serviço público brasiliense, leitor contumaz de Diário Oficial. “Pulando de galho em galho, elas estão sempre muito bem empregadas, em cargos de poder.”

“As aves migratórias têm uma cartilha bem mastigada de argumentos técnicos”, prossegue. “Como a pessoa que assume um cargo político, normalmente não tem conhecimento da máquina, ela se encanta. No início, as aves fazem de conta que entram na da chefia. Mas dois ou três meses depois passam a dar as cartas.”

 

“É COMO SE INSTALASSEM UMA CÉLULA DA KGB NO ESCRITÓRIO DA CIA, OU VICE-VERSA” 

“Na verdade, isso é um modelo de negócio, para beneficiar uma ação entre amigos”, afirma a blogueira NaMaria, do NaMaria News. “Esse sistema, que funciona como uma teia, começou a ser implantado no primeiro ano do governo Fernando Henrique pelo então ministro Paulo Renato de Souza no Ministério da Educação. E, aí, virou praga no serviço público federal, alastrando-se por estados, municípios, secretarias, fundações, órgãos, etc., administrados pelo PSDB.”

Messias era o preferido da ministra Helena Chagas para o posto de Yole. Concorreu com um petista, que teria sido preterido por “ser petista demais”.

Prevaleceu a solução técnica, tão a gosto de Dilma. Só que essa função, vendida como técnica, é, na verdade, política.

Assim, possivelmente sem saber, a presidenta colocou em mãos de gente “herdada” do governo do PSDB a distribuição de R$ 1,8 bilhão de verbas publicitárias do governo federal.

“É como se instalassem uma célula da KGB no escritório da CIA, ou vice-versa”, dispara um atento observador palaciano.

E PSDB e Globo, sabemos, têm tudo a ver.

Será por isso que a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República se recusou a fornecer ao Viomundo o total das verbas publicitárias que  as Organizações Globo, incluindo todos os meios de comunicação, recebeu do governo federal em 2012?

Será por isso que até hoje a Secom-PR não conseguiu implementar uma política de comunicação competente para atingir realmente a população brasileira?

Mas, afinal de contas, por que  mesmo Roberto Messias quer ver Henrique Pizzolato preso?

Na primeira conversa que tivemos, Pizzolato disse que a razão era político-partidária.  Hoje, depois de conhecer um pouco mais os bastidores dessa história, diria que vai bem além. É ideológica. Questão de DNA, está no sangue.

A ascensão de Messias foi por meio de indicações. A de Pizzolato  foi sempre pelo voto direto dos funcionários do BB. Em 1993, Pizzolato foi eleito o primeiro diretor por votação direta. Recebeu mais de 60 mil votos. Depois, foi também eleito o primeiro diretor da Previ. De modo que, durante os governos FHC,  Pizzolato era oposição dentro da diretoria do banco e questionava várias de suas políticas.

“Nos centros culturais do BB, nós criamos programas para as populações de baixa renda. No Rio de Janeiro, nós abrimos as segundas-feiras para os quilombolas e a população de favelas, como a da Rocinha. Foi um escândalo. Assim como foi um escândalo quando levei o João Pedro Stedile e outros dirigentes do MST para almoçar no banco”, exemplificou-me há pouco um Pizzolato mais descontraído do que na nossa primeira conversa. “Para a elite do banco era um absurdo completo eu levar gente não cheirosinha para as nossas atividades.”

“Quando o Lula assumiu, dos 28 diretores do Banco do Brasil, apenas três declaravam-se petistas. Os demais eram tucanos.  Logo, eu continuava sendo a oposição na direção do banco”, atenta Pizzolato. “De maneira que os membros do status quo do banco daquele período não querem me ver apenas preso. Eles gostariam que eu virasse pó. Sou um arquivo vivo de tudo o que aconteceu nas gestões de FHC e começo da de Lula.”

Messias certamente não quer a prisão de Cláudio de Castro Vasconcelos, embora a assinatura do ex-chefe esteja em todos os documentos que condenaram Pizzolato e em muitos outros. Afinal, Cláudio, além de amigo, foi quem possibilitou a Messias alçar vôos mais altos na máquina pública de Brasília, a ponto de hoje ser o segundo da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

 

 

viomundo

Deputado faz revelações surpreendentes sobre os bastidores da reunião do PMDB da Paraíba

O deputado estadual Gervásio Maia Filho fez revelações surpreendentes sobre a reunião do PMDB realizada ontem e que acabou com novo impasse, apesar do nome do ex-governador José Maranhão ter sido fechado como candidato único a presidente do partido. Segundo Gervásio, o impasse continua e muitas coisas ainda podem mudar.

“Durante a reunião realizada com o presidente do diretório nacional eu não pude estar presente porque estava viajando. Então, no domingo Maranhão me convidou para ir à casa dele para conversarmos e lá ficou decidido que, durante a reunião de ontem, seriam apresentadas as duas chapas e entre os nomes apresentados seriam escolhidos os integrantes da chapa única”, relatou o deputado.

Entretanto, conforme Gervásio, não foi isso que ocorreu. “Na hora de definir os 13 nomes Maranhão tirou um papel do bolso com os nomes já definidos. Se era para definir lá e ele tira um papel com os nomes já escolhidos causa constrangimento, porque como você vai dizer esse sim, esse não?”, revelou.

Gervásio criticou a forma como Maranhão está agindo na hora de escolher os integrantes da nova mesa diretora do partido. “Como pode uma executiva que contém apenas treze nomes, nove desses serem da chapa de Maranhão, sendo que quatro deles são da casa dele. Um deles é Antônio de Souza, que nem político é, Olenka e Benjamim Maranhão, que são sobrinhos e ele próprio?”, questionou.

O deputado rebateu as afirmações de que ele estaria interessado em cargo e, por isso, estava brigando por mudanças. “Não quero ocupar cargos, não estou agindo de forma pessoal e nem olhando para o próprio umbigo. Porque se for pensar em nomes, no lugar de Souza poderia ser Fernando Milanez que é muito mais forte e teve votos”, ressaltou.

Além disso, Gervásio finalizou dizendo que a escolha ainda pode mudar. “Sexta-feira tem outra reunião e não tenho dúvidas de que o diretório encabeçado por mim e por Wilson está forte. Temos 58 prefeitos do nosso lado e isso nunca aconteceu dentro do PMDB”, acrescentou.

Fonte: nice almeida com informações de alexandre moura – políticapb

Luiz Couto revela bastidores da Operação Squadre e defende federalização das investigações

 

O deputado Luiz Couto (PT) fez pronunciamento na Câmara Federal afirmando que recebeu informações importantes sobre a Operação Squadre, deflagrada pelo Ministério Público do Estado (MPPB), Polícia Federal (PF) e Secretaria Estadual de Segurança de Desenvolvimento Social (Seds), que no dia 9/11 prendeu policiais suspeitos de integrarem grupos de extermínio, de segurança privada clandestina e de extorsão a traficantes, que atuavam na região metropolitana de João Pessoa.

Couto revelou que todo o planejamento da operação foi elaborado pela Polícia Federal de Brasília, e que na Paraíba apenas o secretario de Segurança, Claudio Lima, participava das atividades. Destacou que policiais civis e militares, agentes penitenciários, funcionários públicos civis e informantes de setores da polícia foram monitorados por aproximadamente um ano.

O parlamentar relatou, com base nos dados que lhe foi repassado, que o major Gutemberg e o capitão Nascimento, detidos na operação, montaram uma estrutura ilegal de segurança clandestina. “Há aproximadamente 10 anos, Gutemberg oferecia segurança clandestina para postos de combustível, estabelecimento comercial, mercados de alimento, lan house, hospitais, casas de show, vaquejadas e até universidades”.

Contou, também, que outro parceiro destas atividades é o coronel Kelson, ex-comandante da PM-PB, irmão do coronel Euller Chaves, atual Comandante Geral da PM da Paraíba. “Kelson, que também manteve segurança clandestina em vaquejadas, casas de show e em outras atividades clandestinas quando estava na ativa, se refere ao major Gutemberg como sua cria, amigo e compadre”, acrescentou.

Luiz Couto ressaltou que existe uma quadrilha de milicianos composta por policiais civis e militares, e agentes penitenciários que atuava extorquindo traficantes de drogas, assaltantes de banco e outros criminosos. “Temos informações de que vários apenados saiam dos presídios paraibanos para cometer crimes durante a madrugada. Estes, com a conivência de diretores e agentes penitenciários”, complementou.

Após afirmar que os grupos criminosos são cúmplices e sócios, pela prática ilegal do tráfico de armas, drogas, munições e assassinatos, o deputado defendeu a federalização das investigações, pois, segundo ele, não existem “dúvidas de que o crime organizado ostenta seus tentáculos de forma transversal alcançando as estruturas do poder publico”.

Confira o pronunciamento na íntegra:

O SR. LUIZ COUTO (PT-PB. Pronuncia o seguinte discurso.) – Senhor Presidente, Senhoras Deputadas e Senhores Deputados.

No ultimo dia 09 de novembro, a imprensa paraibana noticiou que a Polícia Federal, utilizando 400 Policiais Federais, esteve na Paraíba realizando varias prisões. Segundo as informações que tivemos, a operação da Polícia Federal teria monitorado, por aproximadamente 01 (um) ano, policiais civis e militares, agentes penitenciários, funcionários públicos civis e informantes de setores da polícia. Todo o planejamento foi elaborado pela Polícia Federal de Brasília. No Estado da Paraíba, apenas o Secretario de Segurança Pública Dr. Claudio Lima, participava das atividades desta operação.

Nos últimos 20 anos, o Estado da Paraíba, inegavelmente, tem aparecido como um dos estados com crescimento em números de homicídios no Brasil. Sendo que há uma década, a Paraíba tem batido recordes em assassinatos, na sua maioria de jovens e adolescentes.

Recebemos informações importantes a respeito dos bastidores da operação Squadre. Desta forma, pontuaremos as informações para que toda Paraíba possa saber da verdade. A Operação Squadre prendeu milicianos integrantes de grupos de extermínio na Paraíba: em João Pessoa/PB – A Polícia Federal deflagrou no dia 09 de novembro a operação Squadre. Aproximadamente 400 policiais Federais deram cumprimento a 45 mandados de prisão, 11 conduções coercitivas e 19 mandados de busca e apreensão.

A justiça concedeu 75 medidas judiciais, uma grande parte destas medidas a serem cumpridas na região metropolitana de João Pessoa. A operação teve o objetivo de desarticular grupos de milicianos, compostos por policiais militares, policiais civis, agentes penitenciários e informantes destes grupos. Eles atuavam em todo o estado paraibano, oferecendo e realizando segurança privada clandestina com emprego de mão de obra não habilitada, despreparada, portando ilegalmente armamentos a serviço do crime. Os métodos eram e são as ameaças, a intimidação, a violência e os assassinatos constantes destes criminosos. Refugiando-se na farda e na condição de polícia.

Durante a investigação das organizações criminosas desarticuladas, constatou-se, ainda, a prática de diversos crimes, dentre os quais: o tráfico ilícito de armas; lavagem de dinheiro; extorsão; corrupção e a atuação de grupos de extermínio. Entre os presos na Operação Squadre estão integrantes de três diferentes milícias. Sendo que estes grupos em vários momentos, também trocavam entre si informações, favores e até armas, eram responsáveis por diversos assassinatos na Paraíba. Fatos constatados nas escutas telefônicas concedidas pela justiça.

A primeira organização criminosa é composta por policiais militares, policiais civis, agentes penitenciários e informantes. Atuavam como grupo de extermínio, principalmente na região metropolitana de João Pessoa. Quase sempre as vítimas eram ex-presidiários, usuários de entorpecentes e desafetos, executados em razão de acertos de contas e ou quando ameaçavam entregar a policia estes grupos de milicianos ou comparsas do crime.

O outro grupo era comandado por oficiais da Polícia Militar do Estado da Paraíba e realizava segurança privada clandestina, bem como comércio ilegal de armas e munições, usando para isso uma empresa em nome de laranjas. O grupo criminoso contava também com o apoio de Delegados da Polícia Civil da Paraíba. Sendo (eles) investigados, ainda, pela prática de crimes financeiros e lavagem de dinheiro.

Dois oficiais da polícia militar também foram presos na operação, o Major Gutemberg e o Capitão Nascimento. Ambos montaram uma estrutura ilegal de segurança clandestina. Há aproximadamente 10 anos, o Major Gutemberg oferecia segurança clandestina para postos de combustível, estabelecimento comercial, mercados de alimento, lan house, hospitais, casas de show, vaquejadas. Até universidades já tiveram a segurança clandestina do Major Gutemberg. Portanto, a operação deve levar em conta o histórico de atividades deste major que se utiliza da farda policial militar e da condição de oficial para se beneficiar, sem compromisso com a sociedade, com o Estado e com a instituição policial militar. Ambos mantém as mesmas atividades de segurança clandestina e ilegal no Estado da Paraíba.

O patrimônio dos dois alcança patamares bem altos e incompatível com a profissão e função que ocupa na polícia militar da Paraíba. O que gera e estimula dentro da corporação policial o intento da ideia de que: (…) Se o oficial pode fazer, eu também posso. Outro parceiro destas atividades é o coronel Kelson ex-comandante da PM PB e irmão do coronel Euller Chaves, atual Comandante Geral da PM da Paraíba. O coronel Kelson se refere ao Major Gutemberg como sua cria, amigo e compadre. O coronel Kelson também manteve segurança clandestina em vaquejadas, casas de show e em outras atividades clandestinas quando estava na ativa. Utilizava rádios comunicadores entre seus seguranças, oferecendo cartões de visita para seus patrocínios de segurança.

Atualmente, o major Gutemberg possui em nome de uma segunda pessoa uma empresa de segurança privada, onde ele mesmo durante uma entrevista na tv local afirmou e confirmou que utilizava os serviços de policiais na sua atividade de segurança. Fato também denunciado pela ouvidora de Polícia do Estado da Paraíba, Dra. Valdenia Paulino. O atual comandante geral da PM Coronel Euller Chaves tomou conhecimento da fala do Major Gutemberg e não tomou nenhuma providência legal. A complacência e o corporativismo além dos benefícios pessoais fazem o comandante geral da PM da Paraíba no mínimo prevaricar.

Outra quadrilha de milicianos é formada por policiais civis, policiais militares e agentes penitenciários, que atuava extorquindo traficantes de drogas, assaltantes de banco e outros criminosos. Temos informações de que vários apenados saiam dos presídios paraibanos para cometer crimes durante a madrugada. Estes, com a conivência de diretores e agentes penitenciários. Os três grupos criminosos são cúmplices e sócios do crime, pelo tráfico ilegal de armas, drogas, munições e assassinatos.

A investigação, coordenada pela Polícia Federal e sua operacionalização, contou com o COT (Comando de Operações Táticas da Polícia Federal) e dos GPIs (Grupos de Pronta Intervenção da Polícia Federal) de diversos estados. Os analistas de inteligência da Polícia Federal recomendaram aos Delegados responsáveis de que a polícia paraibana não poderia tomar conhecimento da operação Squadre, motivo: o profundo envolvimento de setores da polícia com estes setores do crime. A maior preocupação com a operação era a todo instante compartimentar informações e atividades.

Na Paraíba, apenas o Secretario Claudio Lima participava das atividades de planejamento da operação Squadre. Nesta perspectiva, entendemos que a polícia paraibana precisa passar por uma profunda mudança tanto na gestão como nos seus quadros. Além do mais, necessita de uma urgente corregedoria única, forte e com condições e recursos especiais para combater o crime organizado dentro da polícia e de outros setores públicos. Prova disto é a realização da operação Squadre. Foi necessária a vinda de policiais federais de outros estados, por que o comando da polícia paraibana e suas atuais e fragmentadas corregedorias nunca investigaram esses crimes e nem tão pouco houve intervenção na ação dos criminosos de farda. Tramita na Assembleia Legislativa do Estado da Paraíba um Projeto de Lei que cria a corregedoria. Mas há um movimento de coronéis dentro da Polícia Militar da Paraíba contra a criação da corregedoria, argumentando que a polícia militar ficaria sem poderes. Quem vota contra a criação da corregedoria vota a favor do crime organizado. Sendo assim, os maus policiais continuarão a agir livremente.

Provas obtidas no curso das investigações, testemunhos e armas apreendidas podem e devem ajudar na elucidação de vários homicídios praticados por todo o estado da Paraíba.

Tivemos informações de que um policial (Coronel reformado da PM da Paraíba) dono de uma empresa privada na Capital (João Pessoa), tentou esconder um lote de armas (revolveres, cal. 38) utilizando-se dos serviços de um colecionador de armas da Capital. Um lote comprado irregularmente, tendo como intermediador um capitão oficial da PM da Paraíba.

Na operação Squadre 10 prisões preventivas estão mantidas e 16 das prisões temporárias foram prorrogadas, tendo os demais presos sido liberados. Muitos dos presos na operação Squadre játinham sido apontados por testemunhas na CPI instalada para investigar a atuação de grupos de extermínio no Nordeste. Na época algumas autoridades da Paraíba diziam que era tudo invenção. Agora os fatos não mentem. Vejamos os nomes dos presos na operação Squadre divulgados recentemente:

I – Grupo miliciano voltado a atividades típicas de grupo de extermínio, comércio ilegal de armas, munições, ameaças e outros delitos:

1. ERIVALDO BATISTA DIAS;

2. OLINALDO VITORINO MARQUES;

3. ADEMAR DIAS DE CARVALHO;

4. ANDRILSON LUIZ DE LIMA;

5. EDNALDO SILVA DOS SANTOS;

6. EDSON ALVES DO NASCIMENTO;

7. FRANCISCO BATISTA DE MACEDO NETO;

8. ISMAEL PORTO DO NASCIMENTO;

9. JOSÉ RODRIGUES DA SILVA JÚNIOR;

10. LEONARDO JOSÉ SOARES DA SILVA;

11. LÚCIO ALEXSANDRO VENTURA TAVARES;

12. LUIZ QUINTINO DE ALMEIDA NETO;

13. THYEMON HENRIQUE GAMA DE SOUZA;

14. VITOR PRADO FREIRE.

II – Grupo miliciano voltado a prática de segurança privada armada clandestina, comércio ilegal de armas e munições, lavagem de dinheiro e outros delitos:

1. GUTEMBERG NASCIMENTO DE LIMA;

2. NEUBOM NASCIMENTO DE LIMA;

3. JACKELINE QUIRINO DA ROCHA;

4. JOSINALDO DA SILVA AVELINO;

5. EDUARDO HENRIQUE OLIVEIRA DA SILVA;

6. MÁRIO ROBERTO GOMES DE OLIVEIRA JÚNIOR;

7. PEDRO VICENTE DOS SANTOS;

8. ALBERTO JORGE DINIZ E SILVA;

9. EDEMAR DA SILVA SOUZA;

10. JACKSON BARRETO DOS SANTOS;

11. SEBASTIÃO INÁCIO DE SOUZA;

12. TIBÉRIO FERNANDES TEIXEIRA;

13. EDSON BEZERRA DE PAIVA.

III – Grupo miliciano voltado à prática de extorsões, corrupção policial, comércio ilegal de armas e munições e outros delitos:

1. EDILSON ARAÚJO DE CARVALHO;

2. EDNALDO ADOLFO DE SOUZA;

3. EDSON BEZERRA DE PAIVA;

4.EDUARDO JORGE FERREIRA DO EGITO;

5. ESDRAS ALMEIDA DE OLIVEIRA;

6. CESAR BATISTA DIAS;

7. JOSÉ ANTÔNIO URTIGA DE SOUZA;

8. GIORGI FRANK PONTES DE LACERDA;

9. JOSÉ DE PAULA CAVALCANTI JUNIOR;

10. LÚCIO FLÁVIO ALMEIDA DE LIMA;

11. MILTON LUIZ DA SILVA;

12. PABLO BARBOSA DE ARAÚJO;

13. RODRIGO CARDOSO DE OLIVEIRA;

14. VITOR PRADO FREIRE;

A operação Squadre prendeu nove policiais civis, 02 (dois) delegados da Polícia Civil da Paraíba, agentes de investigação e um motorista da Polícia Civil.

O envolvimento de policiais, como também militares, funcionários do Detran e um empresário com grupo de extermínio, segurança clandestina ilegal, corrupção, roubos e extorsões já foi denunciado inúmeras vezes na Paraíba, inclusive pela mídia nacional.

Na operação da PF foram apreendidas armas e munições. Vários documentos e computadores foram levados à sede da Superintendência da Polícia Federal para análise. Mas isso não é tudo! obtivemos informações concretas e fidedignas de que esta operação da Polícia Federal não atingiu 10% das organizações criminosas que atuam na Paraíba com envolvimento direto de policiais e agentes públicos.

Desta forma solicitamos a federalização destas investigações destes crimes. Pois não temos dúvidas de que o crime organizado ostenta seus tentáculos de forma transversal alcançando as estruturas do poder publico.

Não bastasse, muitos deles tentam entrar para a política. Alguns já estão prestes a terem seus mandatos a serviço do crime organizado. É preciso uma reação da sociedade. Na cidade de Bayeux, recentemente, dois policiais militares, líderes e integrantes de grupos de extermínio, ganharam as eleições para vereadores, o Sargento Arnobio Gomes Fernandes, de 45 anos que é amigo e trabalhou muito tempo com o Coronel Kelson e o cabo Rubem Severino Filho, 41 anos.

Era o que tinha a dizer.

Brasília, 22 de novembro de 2012

Ascom Deputado