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Polícia Civil confirma 7ª morte que pode estar relacionada ao consumo de cerveja da Backer

A Polícia Civil de Minas Gerais confirmou, na manhã desta segunda-feira (9), a sétima morte que pode estar relacionada ao consumo de cerveja da Backer. O corpo foi levado para o Instituto Médico-Legal (IML) de Belo Horizonte durante a madrugada.

De acordo com a Associação Famílias Vítimas da Backer, Ronaldo Vitor Santos tinha 49 anos. O velório deve ser realizado nesta tarde.

A polícia investiga, desde janeiro, 38 casos suspeitos de intoxicação por dietilenoglicol. A substância foi encontrada em 11 destes pacientes. O inquérito foi aberto depois que vítimas manifestaram sintomas como dores abdominais, náuseas, vômitos, alterações neurológicas e insuficiência renal.

O caso Backer completou, nesta sexta-feira (6), dois meses de investigação e ainda não se sabe como o dietilenoglicol foi parar nos tanques de produção e nas garrafas de cerveja. O prazo de conclusão do inquérito ainda não foi definido.

Segundo a Polícia Civil, até o momento, foram ouvidas mais de 50 pessoas, entre testemunhas, vítimas e familiares.

 

G1

 

 

Anvisa interdita todas cervejas produzidas pela Backer

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) interditou todas as cervejas produzidas pela Backer cuja data de validade seja igual ou posterior a agosto de 2020. A medida foi anunciada hoje (17) pela autarquia. A decisão foi tomada após os resultados laboratoriais divulgados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento revelarem a presença das substâncias dietilenoglicol e monoetilenoglicol em seis outras marcas de cervejas produzidas pela Backer, além da marca Belorizontina.

Inicialmente, as duas substâncias foram encontradas na Belorizontina, que é vendida como Capixaba no Espírito Santo. Quatro mortes por intoxicação após o consumo da cerveja foram confirmadas. Mais 14 pessoas estão internadas.

Segundo a Anvisa, exames podem mostrar que a fonte de contaminação nas cervejas da marca pode ser sistêmica e não apenas pontual. Considerando que outros lotes de produtos da Backer podem estar comprometidos, a agência decidiu pela medida, em caráter cautelar.

Assim, os lotes de cerveja da empresa Backer com validade igual ou posterior a agosto de 2020 não podem ser entregues ao consumidor. A orientação é para que estas cervejas não sejam consumidas caso já tenham sido adquiridas. Os comerciantes devem retirar o produto das prateleiras. No início da semana, o Ministério da Agricultura havia determinado o recolhimento de todas as cervejas da Backer das prateleiras.

O dietilenoglicol é uma substância tóxica e que não pode entrar em contato com alimentos e bebidas. A presença da substância na cerveja está associada à ocorrência de óbitos e intoxicações em Minas Gerais. O monoetilenoglicol, embora de menor toxicidade, também tem a presença em bebidas vedada por não fazer parte da composição destas.

O monoetilenoglicol é usado para refrigerar a água usada no preparo da cerveja, mas não deve entrar em contato direto com ela. A Polícia Civil de Minas Gerais e o Ministério da Agricultura investigam como a contaminação ocorreu.

Agência Brasil