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Refluxo gastroesofágico pode aumentar risco de morte por Covid-19

Distúrbios digestivos como o refluxo gastroesofágico e a síndrome de Barrett podem estar associados a um risco aumentado de morte por Covid-19, segundo sugere um estudo apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e divulgado na plataforma medRxiv.

De acordo com o artigo científico, a agressão ao esôfago pelo ácido estomacal induziria no tecido um aumento na expressão do gene ACE2, responsável por codificar a proteína à qual o novo coronavírus se liga para entrar nas células humanas. Desse modo, as células esofágicas se tornariam mais suscetíveis à infecção pelo SARS-CoV-2.

“Nossos dados sugerem que a alteração no pH do tecido esofágico poderia favorecer um aumento da carga viral nesses pacientes”, diz o professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (FCF-USP) e coordenador da investigação, Helder Nakaya.

Nakaya conta que a descoberta ocorreu por acaso, quando seu aluno de doutorado Leandro Jimenez e outros pesquisadores de sua equipe analisavam dados de transcriptoma (conjunto de moléculas de RNA expressas em um tecido) de portadores da síndrome de Barrett. Considerada uma complicação crônica do refluxo gastroesofágico, a doença é caracterizada por alterações no revestimento do esôfago, que se torna semelhante ao tecido que reveste o intestino.

Essas primeiras análises do estudo foram feitas por técnicas de bioinformática com dados extraídos do repositório público Gene Expression Omnibus (GEO). Os achados ainda não tinham, portanto, relação com a infecção pelo novo coronavírus.

“Notamos nos pacientes com esôfago de Barrett um aumento na expressão de ACE2 e também alterações em vias de sinalização relacionadas à regulação do pH intracelular. Surgiu então a suspeita de que células submetidas a um pH ácido seriam mais suscetíveis ao SARS-CoV-2”, conta Nakaya.

Por meio de uma colaboração com Pedro Moraes-Vieira, professor do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (IB-Unicamp) e coautor do artigo, experimentos in vitro foram conduzidos para testar essa hipótese.

Culturas de monócitos humanos – células de defesa presentes no sangue – foram colocadas em meios com diferentes graus de acidez e incubadas com o SARS-CoV-2. O pH de cada grupo experimental variou de 7,4 (considerado o normal para o sangue) até 6. Análises feitas após 24 horas mostraram que as células cultivadas no meio mais ácido eram as que apresentavam maior expressão de ACE2 e também maior carga viral.

O experimento foi feito no Laboratório de Estudos de Vírus Emergentes (Leve), que tem nível 3 de biossegurança e é administrado por José Luiz Proença Módena, professor do IB-Unicamp que também assina o artigo.

Evidências clínicas

O passo seguinte foi analisar dados de duas coortes de pacientes hospitalizados por complicações associadas à Covid-19 – 551 em Manaus (AM) e 806 em São José do Rio Preto (SP) – e verificar se, de fato, havia uma associação entre a severidade da doença e distúrbios gástricos preexistentes. Essa parte do trabalho foi feita em colaboração com pesquisadores da Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado e da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp).

“Ao dar entrada no hospital, todos os pacientes são questionados sobre os medicamentos que costumam tomar. Nós consideramos como portadores de distúrbios digestivos aqueles que disseram fazer uso contínuo de fármacos do tipo inibidores da bomba de prótons [omeprazol, pantoprazol e similares], capazes de suprimir a secreção do ácido gástrico”, explica Nakaya. “Importante ressaltar que esses medicamentos serviram apenas como uma referência para que pudéssemos identificar quais pacientes tinham problemas gástricos antes de contrair a Covid-19. Os fármacos em si não têm qualquer relação com o agravamento da infecção. Também não sabemos se pessoas com sintomas leves de Covid-19 e que tomavam esses medicamentos teriam um maior risco de morte”, completa o coordenador do estudo.

Por meio de uma análise estatística multivariada – na qual os resultados foram ajustados para eliminar a influência de fatores como idade superior a 60 anos e outras comorbidades –, os pesquisadores concluíram que os pacientes com problemas no aparelho digestivo associados à acidez estomacal tinham duas vezes mais risco de serem internados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e três vezes mais risco de morrer do que os demais.

“Nossos resultados sugerem que alguns problemas gástricos podem ser um fator de risco até então desconhecido para o agravamento da Covid-19. Porém, novos estudos ainda precisam ser feitos para confirmar esses achados”, afirma Nakaya.

Outra hipótese aventada no artigo é a de que o dano pulmonar causado pelo SARS-CoV-2 e o consequente prejuízo à oxigenação do organismo poderiam levar à acidificação do sangue e a um aumento na expressão de ACE2.

“É possível que a acidose no sangue de alguns pacientes com Covid-19 grave piore a doença, aumentando os níveis de ACE2 e facilitando a entrada de SARS-CoV-2 em células humanas. A própria hipóxia pode contribuir para a regulação de ACE2”, dizem os autores.

A pesquisa também contou com apoio da FAPESP por meio de auxílios concedidos a André Fujita (USP), Paola Minoprio (USP) e Maurício Lacerda Nogueira (Famerp).

“É um trabalho muito interessante e que abre novas perspectivas no entendimento dos fatores de gravidade da Covid-19. Devo ressaltar que também mostra a importância de estudos colaborativos em múltiplas instituições. Os achados de Manaus e de Rio Preto foram obtidos independentemente e se reproduzem. Isso confere credibilidade e solidez às conclusões”, comenta Nogueira.


* Karina Toledo, da Agência FAPESP

 

 

Eleições 2020: vinda de Bolsonaro à Paraíba faz aumentar ansiedade de políticos por apoio

Após desmarcar por diversas vezes a vinda à Paraíba, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem uma nova agenda marcada para o Estado. Segundo o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), André Pepitone, Bolsonaro pisará em solo paraibano na próxima semana para participar da inauguração de usinas de energia solar instaladas na cidade de Coremas, Sertão do Estado.

Bolsonaro irá visitar o Complexo Solar que já começou a ser instalado na cidade de Coremas na próxima quinta-feira (17). Até o momento, já foram finalizadas três usinas solares, que já tiveram a energia vendida em leilões promovidos pelo Governo Federal, de acordo com André Pepitone.

A  expectativa dos pré-candidatos é de que a presença de Bolsonaro também seja um impulso aos nomes que disputam as eleições desse ano.

 

PB Agora

 

 

Zika pode aumentar risco de dengue grave, diz estudo na Science

A epidemia de zika que assustou mundo entre 2015 e 2016 pode ter deixado uma marca além da microcefalia e da síndrome paralisante de Guillain-Barré. Um novo estudo mostra que pessoas que tiveram essa arbovirose transmitida por mosquitos do gênero Aedes apresentam um risco maior de terem formas mais graves de uma outra, a dengue, no caso de uma infecção subsequente.

Esses novos resultados, publicados na edição desta semana da revista Science, podem ser especialmente importantes na hora de elaborar e testar vacinas contra essas doenças.

O trabalho foi conduzido por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos EUA, do Instituto de Ciências Sustentáveis e do Laboratório Nacional de Virologia, na Nicarágua, e cientistas de outras instituições dos dois países.

A pesquisa se baseou em dados de 3.800 crianças e adolescentes da Nicarágua, país de 6,5 milhões de habitantes da América Central que sofreu com sucessivas epidemias de dengue nos últimos 16 anos, além da de zika.

Os cientistas notaram que houve um grande número pessoas que tiveram dengue entre 2019 e 2020 –302 casos na corte acompanhada. Aqueles com histórico de infecção por zika tinham probabilidade de 12,1% de apresentar sintomas da infecção, causada pelo subtipo 2 do vírus (DENV2), em comparação com apenas 3,5% entre aqueles nunca infectados.

A probabilidade de manifestar dengue hemorrágica, forma mais severa da dengue, segundo o estudo, também é maior em quem teve zika: 1,1% contra 0%, nos dados do estudo.

Nesse e em outros estudos, o candidato a grande vilão é o DENV2. A interação entre ele e os anticorpos produzidos pelo organismo parece estar na raiz do problema.

A explicação é a chamada potenciação dependente de anticorpos (ou ADE, na sigla em inglês). Os anticorpos contra outros subtipos de vírus da dengue e contra o vírus da zika, numa quantidade reduzida, em vez de promover a aniquilação do DENV2, acabariam por protegê-lo e facilitar sua replicação. Não está descartado, porém, que o mesmo fenômeno ocorra com os outros subtipos (DENV1, DENV3 e DENV4).

O virologista Maurício Nogueira, da Faculdade de Medicina de Rio Preto, estudioso de dengue e zika, afirma que os resultados da pesquisa na Science vão ao encontro do que tem visto nos pacientes que acompanha, embora esses resultados ainda não tenham sido publicados.

“Já havíamos demonstrado que a exposição prévia à dengue não piorava o quadro de zika, mas o contrário parece ser verdadeiro”, diz Nogueira. “É importante lembrar que esses fenômenos de ADE dependem do tempo. Se as infecções forem muito seguidas, nada muda, se a segunda for muito tardia, também não.”

Atualmente há apenas uma vacina aprovada contra a dengue, a Dengvaxia, da Sanofi Pasteur, mas há outras em desenvolvimento, assim como outras contra a zika.

“Neste momento é importante entender se a eficácia da vacina contra a dengue varia de acordo com uma infecção prévia por zika”, escreve em comentário também publicado na Science a pesquisadora Hannah Clapham, da Universidade Nacional de Singapura. “No caso da Dengvaxia, os ensaios ocorreram antes da epidemia de 2015-16. E é ainda possível que as vacinas contra a zika possam levar a infecções subsequentes mais severas de dengue.”

Todos os anos, 390 milhões de pessoas de pessoas são infectadas pelo vírus da dengue, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, sendo que 96 milhões apresentam sintomas.

“Seria prudente que todos esses estudos de vacinas mensurassem a imunidade aos vírus antes e após a vacinação, com acompanhamento de longo prazo, já que a imunidade se altera ao longo do tempo”, continua Clapham. Outros flavivírus, como o da febre amarela e o da encefalite japonesa, também devem ganhar atenção, diz.

Eva Harris, autora sênior do artigo, lembra que não há estudos que digam que o ADE seja importante na resposta à infecção contra coronavírus humanos.

“Nós não esperamos que esse inusual mecanismo se aplique à Covid-19. No entanto, estudar a reação cruzada entre vírus correlacionados é sempre valioso e pode ajudar a entender se infecções naturais por outros coronavírus podem gerar imunidade ou se estão associadas a desfechos mais graves”, afirma.

Ela diz que, por causa disso, as vacinas contra zika estão sendo construídas para induzir uma resposta melhor em comparação àquela da infecção natural, com a produção apenas de anticorpos neutralizantes, e não os potenciadores.

“Isto é algo importante no caso da Covid-19: vacinas podem ser desenvolvidas para produzir uma resposta imunológica melhor do que a infecção natural pelo Sars-Cov-2, o que as torna mais seguras e mais efetivas”, diz Harris.

Interação entre Zika e Dengue

Parentes
Os cientistas já desconfiavam que os anticorpos contra a zika poderiam interferir na resposta imunológica contra a dengue, já que os vírus são da mesma família

Ligação
Quando há uma nova infecção por um vírus aparentado, é possível que os anticorpos fabricados na infecção anterior se liguem fortemente ao novo invasor, eliminando-o

Problemas
Mas é possível também que, por uma ligação mais fraca ou uma baixa quantidade de anticorpos, essa interação seja falha, o que aumenta a probabilidade de uma doença mais grave

Estudo
Cientistas de um projeto que acompanha milhares de crianças e adolescentes na Nicarágua observaram que uma infecção prévia pelo vírus da zika é um fator de risco para uma infecção mais grave de dengue

Significado
Especialmente na hora de elaborar vacinas, deve-se levar em conta esse tipo de fenômeno (potencialização dependente de anticorpos, ou ADE na sigla em inglês), para que a proteção contra um vírus não traga mais riscos do que o necessário.

 

FOLHAPRESS

 

 

“A capacidade de testes vai aumentar em 200%” garante secretário de Saúde sobre nova liberação de insumos para a PB

O secretário de Estado da Saúde, Geraldo Medeiros, declarou nesta quinta-feira (30), em entrevista ao Sistema Arapuan que a Paraíba já testou 240 mil pessoas para o novo coronavírus e que a nova liberação dos insumos pelo Ministério da Saúde aumentará a capacidade em 200%.

Geraldo explicou que os testes serão os de swab nasal, que tem um maior rendimento no diagnóstico e desta forma aumentará a capacidade de controle da covid-19 na Paraíba.

O auxiliar do governador João Azevêdo ainda reforçou a importância de que, mesmo com as medidas de flexibilização, a população continue tomando os cuidados necessários e realizando medidas de prevenção, a fim de que não haja uma nova onda de contaminação no estado.

“O vírus está presente e se as pessoas se aglomerarem vai aumentar número de casos e só teremos sossego quando tivermos uma vacinação em massa. As pessoas no fim de semana irão aos bares e restaurantes e têm que seguir os protocolos, que são essenciais para não haver contaminação grosseira, nem um grau de propagação, senão será uma nova preocupação no sentido de evitar o colapso da rede”, pontuou.

Com relação aos leitos de UTI e de enfermaria disponíveis na Paraíba, Geraldo declarou que a desativação do Hospital Solidário foi pensada com cautela e que a rede estadual de Saúde está conseguindo suprir a demanda de novos casos.

“As pessoas precisam entender que 85% dos casos de covid-19 são tratados em casa, com poucos sintomas, 15% necessitam de atendimento hospitalar, desses 10% são para enfermaria e 5% de UTI e com a ativação do Hospital Santa Paula vão abrir 150, sendo 130 de enfermaria e 20 de UTI” declarou.

PB Agora

 

‘Número de mortes pela Covid-19 vai aumentar se a população não obedecer o isolamento’, diz secretário

O secretário de Estado da Saúde, Geraldo Medeiros, fez um alerta, no início da tarde desta segunda-feira (8), que o número de casos e mortes pela Covid-19 será muito maior na Paraíba, caso a população continue desobedecendo as medidas de isolamento social.

Geraldo alertou também que, uma possível flexibilização no isolamento social a partir do dia 14, pode fazer com que o Estado enfrente o mesmo problema da Itália que, de acordo com o secretário, relaxou no isolamento social e teve que voltar atrás devido ao aumento no número de casos e mortes no país pelo coronavírus.

“É uma cultura da população não querer obedecer normas”, lamentou Geraldo Medeiros, acrescentando que a Paraíba pode enfrentar um efeito “sanfona”, ao flexibilizar no isolamento social e ter que voltar atrás por conta do aumento nos números de casos e mortes, provocadas pela Covid-19.

paraiba.com.br

 

 

Justiça estuda expandir uso de tornozeleiras eletrônicas para aumentar vagas nos presídios

O Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF) do Tribunal de Justiça da Paraíba se reuniu, na manhã desta sexta-feira (6), para deliberar sobre vários pontos relacionados aos apenados e unidades prisionais de todo o Estado. Os integrantes do Grupo traçaram estratégia para aumentar o número de vagas nos presídios do Estado, para a expansão do uso das tornozeleiras eletrônicas, a realização de mutirão e participação orçamentaria por parte do Governo do Estado.

O encontro de trabalho aconteceu na Presidência do TJPB e foi conduzido pelo gestor do Grupo, desembargador Joás de Brito Pereira Filho, com a presença de juízes da área de Execução Penal, da gestora do Projeto Justiça Presente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), do Poder Executivo, Ministério Público e assessores do Tribunal.

Segundo o gestor do GMF, o objetivo é diminuir a superpopulação carcerária e alcançar políticas públicas de desencarceramento com responsabilidade. “Não podemos, simplesmente, soltar as pessoas, sem ter um olhar voltado para a sociedade. Temos uma preocupação com a superpopulação carcerária, onde estamos conseguindo avanços consideráveis, levando em conta, principalmente, o uso da tornozeleira eletrônica”, comentou o desembargador Joás de Brito.

De acordo com os dados trazidos pelo secretário de Administração Penitenciária, coronel Sérgio Fonseca, em abril deste ano, apenas 300 apenados eram monitorados eletronicamente. Atualmente, são 1.214 presos que utilizam a tornozeleira eletrônica, enquanto 12.176 apenados estão distribuídos nos presídios e cadeias públicas do Estado. A expectativa é que as tornozeleiras eletrônicas possam alcançar 2.200 presos.

“Mostramos que o controle dessa população já é feito pela Secretaria e vamos disponibilizar os dados para o GMF, por meio de nossa Seção de Estatística. Assim, será possível acompanhar os números diários de quantos presos existem em cada unidade prisional”, adiantou o secretário de Administração Penitenciária.

Para o coordenador do Centro de Apoio Operacional às Promotorias Criminais e Execução Penal, o promotor de Justiça Lúcio Mendes Cavalcanti, a reunião foi extremamente importante e vários pontos foram dissecados para o aprimoramento do sistema penitenciário, envolvendo as responsabilidades de cada um dos representantes institucionais. Dentre os temas trazidos à mesa, o coordenador destacou a Resolução nº 05/2016 do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), que dispõe sobre os indicadores para fixação de lotação máxima nos estabelecimentos penais.

Segundo ele, embora o Estado da Paraíba tenha avançado muito nesse aspecto, após a adoção das tornozeleiras eletrônicas, ainda há bastante campo para se trabalhar. Ficou definido que deverá haver um acompanhamento constante do percentual de ocupação do sistema. “Isso implica, basicamente, em duas estratégias: ampliação no número de vagas nos presídios e redução da superlotação, a partir do acompanhamento dos casos em que isso possa ser feito”, disse.

Já para a gestora do Projeto Justiça Presente do Conselho Nacional de Justiça, Ana Pereira, uma das principais demandas é a recomendação aos tribunais de Justiça dos estados para que incidam junto ao Poder Executivo a inclusão de previsão orçamentária destinada à implementação da Política Nacional de Alternativas e da Política de Atenção às Pessoas Egressas do Sistema Prisional. “Como isso envolve recurso, é preciso que exista a compreensão do Estado para que se inclua essas pautas na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), na Lei Orçamentária Anual (LOA) e no Plano Plurianual (PPA)”, explicou.

Ana Pereira também destacou a importância da viabilização de estratégias de parcerias entre o CNJ, TJPB e Governo do Estado para viabilizar a implantação da Central Integrada de Alternativas Penais (Ciap), no Núcleo de Audiências de Custódia, conforme a Resolução nº 213/2015.

Mutirão – A juíza da 1ª Vara Mista da Comarca e coordenadora dos Mutirões Carcerários na Paraíba, Lilian Frassinetti Correia Cananéa, ressaltou que ainda foi definida a expedição de guias provisórias junto à Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec) do TJPB, como a realização de um mutirão na Comarca de Guarabira.

“Conseguimos junto a Presidência, que autorize a Ditec a fazer um bloqueio, impedindo que o processo com réu preso venha para julgamento na Câmara Criminal, sem que a guia provisória tenha sido expedida”, comentou. Sobre o esforço carcerário, a magistrada adiantou que os trabalhos devem ter início no próximo dia 23.

Arquivo A Crítica

Por Fernando Patriota/Ascom-TJPB

 

 

 

Preço da gasolina volta a aumentar a partir desta terça-feira

A Petrobras anunciou um novo reajuste para os combustíveis, com aumento de 1,80% no preço da gasolina nas refinarias e queda de 0,20% no valor do diesel. Os novos preços valem a partir da terça-feira, dia 28.

A nova política de revisão de preços foi divulgada pela petroleira no dia 30 de junho. Com o novo modelo, a Petrobras espera acompanhar as condições do mercado e enfrentar a concorrência de importadores.

Em vez de esperar um mês para ajustar seus preços, a Petrobras agora avalia todas as condições do mercado para se adaptar, o que pode acontecer diariamente.

Além da concorrência, na decisão de revisão de preços, pesam as informações sobre o câmbio e as cotações internacionais.

 

com THN1

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Obesidade pode aumentar casos de diabetes e pressão alta

A obesidade aumentou 60% na última década entre os brasileiros, segundo dados do Vigitel, um estudo do Ministério da Saúde que entrevista brasileiros acima dos 18 anos das capitais para saber sobre alimentação, hábitos, diagnóstico e comportamentos que possam contribuir para doenças crônicas.

E junto com a obesidade, aumentaram os casos de diabetes e pressão alta. O consultor e cardiologista Roberto Kalil lembra que a pressão alta não dá sintomas, é uma doença silenciosa. O professor da Faculdade de Saúde Pública da USP e membro do comitê de especialistas sobre dieta e saúde da OMS Carlos Augusto Monteiro explicou que algumas mudanças simples e baratas ajudam a ter uma vida mais saudável.

A comida de ‘verdade’, como frutas, legumes, arroz, feijão, folhas, ainda é a melhor para a saúde. Ela tem mais substâncias benéficas preservadas, livre de processos, ingredientes e aditivos que fazem os sensores da saciedade do cérebro não funcionarem direito. Por isso, se você não tiver como fazer sua própria comida para levar para o trabalho, não tiver como comer em casa, as melhores opções continuam sendo os restaurantes por quilo.

Palmas é a capital com menor número de obesos no Brasil

Índices
O Rio de Janeiro é a capital com pior índice de hipertensão e diabetes. Segundo o Ministério da Saúde, 56% dos cariocas estão acima do peso. No mesmo estudo, 32% dos entrevistados contou que tinha hipertensão e 10% sofriam de diabetes. Segundo a pesquisadora da Fiocruz Dora Chor, a grande maioria da população do Rio não tem acesso a espaços públicos para praticar atividade física. Isso reflete nos índices.

Já Palmas é a capital mais magra do Brasil. A cidade tem muitos parques urbanos, o que ajuda a ficar em forma. Segundo o Ministério da Saúde, o número de obesos em Palmas é o menor entre as capitais: 14,7%. A média brasileira é de quase 19%.

Rio Branco, capital do Acre, foi considerada a capital mais obesa. Segundo a pesquisa, 23,8% da população é considerada obesa e mais da metade está acima do peso. Há alguns anos, pesquisadores já haviam percebido uma mudança de comportamento alimentar na capital. Uma pesquisa realizada entre 2007 e 2008 feita por um professor da Universidade Federal do Acre já fazia um alerta relacionado à má qualidade da alimentação associada a melhoria de renda e estudos da população de Rio Branco.

G1

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Casos de sífilis voltam a aumentar no Brasil

sifilisDados do último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde revelam que os casos de sífilis adquirida (em adultos) aumentaram 32,7% no Brasil no período de 2014 a 2015. Entre gestantes, o crescimento foi de 20,9%, enquanto as infecções por sífilis congênita (transmitida pela mãe ao bebê) subiram 19% no mesmo período.

“O que caracteriza uma epidemia é quando se tem um aumento no número de casos num determinado período de tempo. A sífilis não vinha num patamar de eliminação, mas seguia estável e, de repente, surgiu um maior número de casos”, disse a diretora do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das DST, Aids e Hepatites Virais, Adele Benzaken.

Ela lembrou que a sífilis é uma doença de notificação compulsória – qualquer caso deve ser obrigatoriamente notificado. O que tem se observado nos últimos cinco anos, segundo Adele, é um crescimento do número de casos dessas três notificações, inclusive da congênita.

Sintomas

De acordo com a especialista, a sífilis no adulto tem sinais específicos, mas também há um período de latência considerável. O quadro sintomático inicia com uma ferida que, nos homens, é bem aparente, não dói e pode desaparecer num período de sete a dez dias. Nas mulheres, a ferida pode surgir na genitália interna e passar desapercebida.

“A manifestação, nesses casos, fica em latência e o quadro se torna de sífilis terciária. Quando há evolução de mais de dez anos, a doença destrói tecidos como coração, cérebro e ossos”, explicou em entrevista à Agência Brasil.

Já na sífilis congênita, o período de evolução é bem mais curto. Durante a gestação, a doença pode causar aborto, malformações ósseas e manifestações na pele, além da morte do recém-nascido.

“Se a gestante é tratada adequadamente no primeiro e até no segundo trimestre, o bebê também é tratado, mesmo intra útero. É uma doença bacteriana que tem cura. A grande questão é a busca do diagnóstico e do tratamento”, destacou Adele.

Epidemia de múltiplas causas

Para a diretora, a epidemia de sífilis no Brasil é decorrente de “múltiplas causas”, como a queda no uso do preservativo – sobretudo entre pessoas de 20 a 24 anos, faixa etária onde comumente se registra maior atividade sexual e sem parceria fixa.

“Estamos recomendando o uso do preservativo masculino e feminino, em alguns estados, durante a gestação, não apenas por conta de infecções sexualmente transmissíveis, mas também para evitar o vírus Zika. Recomendamos o uso não só para gestantes como para toda a população adulta.”

Outra questão envolve o acesso à penicilina, principal medicamento utilizado no tratamento da sífilis. Os problemas, no Brasil, começaram no ano passado, com o desabastecimento de matéria-prima, mas o ministério garante que o estoque foi reposto por meio da importação da droga.

“Esta semana, fizemos um novo levantamento e todos os estados estão abastecidos até abril do ano que vem, com reserva”, disse Adele.

A resistência de profissionais da enfermagem em aplicar a penicilina na atenção básica também pesa nos números da epidemia de sífilis no país – principalmente nos casos de sífilis em gestantes e, consequentemente, de sífilis congênita. Isso porque há um risco, ainda que pequeno, de choque anafilático no paciente.

“É preciso que todos se engajem no sentido de detectar um caso, principalmente na gravidez, e iniciar imediatamente o tratamento. Com uma única dose, conseguimos reduzir a taxa de transmissibilidade da mãe para o bebê em quase 90%”, disse. “Não há porque temer aplicar a penicilina na gravidez. A alergia à penicilina é um episódio raro”.

Agência Brasil

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Zika pode aumentar casos de autismo e esquizofrenia, diz epidemiologista

zikaApós estudar por mais de quinze anos o autismo na Noruega, Ian Lipkin, diretor do Centro de Infecção e Imunidade da Universidade de Columbia, nos EUA, percebeu que casos de infecções em grávidas, com episódios de febre, aumentavam o risco de os filhos desenvolverem autismo, epilepsia, esquizofrenia e TDAH (déficit de atenção).

A partir desses dados e diante de uma epidemia do vírus da zika, que se espalha pela América Latina e já chegou aos Estados Unidos, o professor faz um alerta: “Nós realmente nos preocupamos que daqui a 15 anos se veja um aumento nos casos de distúrbios mentais”.

O vírus da zika é transmitido principalmente pelo mosquito Aedes aegypti, mas também já se confirmou a transmissão sexual. Normalmente, a infecção causa febre, manchas vermelhas na pele e dores leves nas articulações.

Em grávidas, o vírus se mostrou muito mais perigoso. Quando transmitido para o feto, a zika ataca as células do sistema nervoso da criança e causa graves lesões neurológicas, como calcificações no tecido, microcefalia, alterações oculares e mesmo artrogripose (contraturas articulares).

O vírus realmente causa grandes danos às células neurais durante o desenvolvimento, isso já sabemos, mas há outras maneiras de a zika afetar o cérebro”Ian Lipkin

Desde 1999, Lipkin acompanhou informações de milhares de crianças norueguesas para entender o risco do desenvolvimento do autismo.

“O que vimos em outros estudos é que infecções nas gestantes, por vírus, bactérias e toxinas, levou a um aumento no número de crianças que desenvolveram doenças mentais anos mais tarde, como o autismo, a esquizofrenia e a epilepsia”, explica o norte-americano. “Não sabemos se a zika deixa a criança suscetível a outros problemas que serão desenvolvidos ao longo da vida. Daí a importância de acompanhar todas essas crianças que estão nascendo durante a epidemia.”

Em um estudo recente, pesquisadores do Instituto Fernandes Figueira mostram que 42% das crianças expostas ao vírus durante sua gestação registraram problemas neurológicos após seis meses de vida, mesmo tendo nascido com exames normais para o cérebro.

Mas um ano após o Ministério da Saúde decretar emergência sanitária pelo rápido aumento do número de crianças nascidas com microcefalia relacionado ao vírus da zika em Pernambuco, ainda são muitas as dúvidas que rondam o vírus.

A transmissão da zika pelo contato sexual, e a presença do vírus ativo por até seis meses no sêmen poderiam explicar, por exemplo, a razão da infecção aparecer muitas vezes em casais, o que não é tão comum com a dengue. No entanto, os cientistas ainda não têm evidências para apontar qual seria o modo de transmissão mais importante.

Problemas dos bebês ainda são desconhecidos

Outro ponto importante sem respostas é até onde vão os danos causados pelo vírus da zika nas crianças afetadas.

Em uma roda de orientação para pais de filhos com microcefalia por suspeita de zika no Centro Internacional SARAH de Neurorrehabilitação e Neurociências, o pediatra Rafael Barra começa anunciando que falará sobre o que se sabe “porque ainda tem muitas dúvidas. É uma coisa nova”.

Ao redor dele, mães e pais de cinco bebês entre dois e dez meses ouvem atentamente às explicações sobre o desenvolvimento do cérebro e outras possíveis consequências do vírus: convulsões, irritabilidade, dificuldade para engolir e até mesmo problemas renais.

Entre as dúvidas, há desde a preocupação com as vacinas que podem ser aplicadas, a alimentação e à projeção de desenvolvimento da criança. “Todos temos limites, eles também têm. O que vocês têm que entender é que eles têm lesões no cérebro que também vão alterar esses limites, mas temos que estimulá-los”, acalma o pediatra.

“Estamos desde o ano passado aprendendo sobre a zika e tudo o que está em torno dela. É importante que vocês saibam que nem todas as perguntas têm respostas e ainda precisamos aprender muito com o bebê de vocês”, tenta explicar o médico. O desenvolvimento das crianças com e sem microcefalia é que vai dizer quais as sequelas da infecção nas grávidas.

Uol

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