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Papa diz que eliminar diferenças entre sexos ‘é um passo atrás’

papaO papa afirmou hoje, ao referir-se à chamada “teoria do gênero”, que a eliminação das diferenças entre sexos “é um passo atrás”, durante a audiência geral na Praça de São Pedro.

“Pergunto-me se a crise de confiança coletiva em Deus, que tão desmoralizados, incrédulos e cínicos nos deixa, não está também ligada à crise da aliança entre o homem e a mulher”, observou o papa argentino na audiência geral na Praça de São Pedro, perante cerca de 30 mil fiéis de todo o mundo.

“A alegada teoria do gênero” parece ser “a expressão de uma frustração e de uma resignação que visa apagar a diferença sexual por já não sabermos confrontá-la”, acrescentou.

Para Francisco, este “é um passo atrás”, já que “eliminar a diferença (de sexo) é o problema e não a solução”.

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O papa defendeu que “a diferença entre os dois (homem e mulher) não é para competir ou dominar, mas para que se dê a reciprocidade necessária para a comunhão e para a procriação, à imagem e semelhança de Deus”.

“A união matrimonial e familiar para toda a vida baseia-se nesta complementaridade (…)”, disse Francisco, que se referiu também à crise do casamento e pediu aos casais “que falem mais, ouçam mais, se conheçam mais e se tratem com respeito e cooperem com amizade”.

Para “ultrapassar as dificuldades desta união”, Francisco considerou ser necessário “fazer mais a favor da mulher” e “voltar a redescobrir a beleza do desenho criador de Deus”.

“Temos que fazer muito mais a favor da mulher. Não só para que seja mais reconhecida, mas para que a sua voz tenha um peso real, uma autoridade efetiva na sociedade e na Igreja” Católica, sublinhou.

Esta intervenção de Francisco ocorre seis meses antes de um sínodo (assembleia de bispos) crucial para a família e a sua catequese parece ser uma nova defesa do casamento, apesar de a ala conservadora da Igreja Católica considerar o atual papa demasiado liberal e aberto nas questões sobre o casamento e a homossexualidade.

Agência Brasil

Mãe não vê o filho atrás do carro e o atropela na garagem de casa

atropelamento-garagem

O menino Maycon Douglas da Silva, de 3 anos, morreu atropelado no quintal de sua residência, no Jardim Santa Mônica, em Presidente Prudente, por volta das 20h45 desta terça-feira (4), quando sua mãe retirava o carro da garagem. A operadora de caixa, de 24 anos, estava dirigindo um Ford Ka e, segundo informações do registro policial, não percebeu a presença do filho atrás do veículo.

Segundo informações do boletim de ocorrência, os pais socorreram a criança e a levaram ao Pronto Socorro do Hospital Regional (HR) de Presidente Prudente. Porém, ela não resistiu aos ferimentos e morreu.

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Ainda conforme o registro policial, devido ao estado de trauma dos pais, a operadora de caixa e seu esposo, um técnico em eletrônica de 30 anos, não prestaram depoimento na delegacia, já que encontravam-se com estado emocional abalado. Os pais do menino desmaiaram e passam por atendimento médico no HR.

Uma vizinha, que mora ao lado da residência da família e preferiu ter a identidade preservada, afirmou que o casal tem outro filho mais velho. “O menino que foi atropelado era mais novo, o outro tem aproximadamente 8 anos. A casa está fechada, eles ficaram muito abalados”, afirma.

Os policiais foram até a residência para a realização da perícia no local e no veículo.

A criana será enterrada nesta quarta-feira (5), às 16h, no Cemitério Municipal São João Baptista, em Presidente Prudente

 

G1

Vitória brasileira pode repetir euforia ilusória de 63 anos atrás

Danilo Borges/Portal da Copa
Danilo Borges/Portal da Copa

Quase 63 anos depois, as seleções de Brasil e Espanha se reencontram no estádio do Maracanã. Naquele 13 de julho de 1950, a acachapante goleada por 6 a 1 deu a (falsa) impressão, para todos os brasileiros, de que o título da Copa do Mundo não iria nos escapar. A euforia e o “salto alto” cobraram seu preço na decisão, perdida em casa para o Uruguai.

Agora, sentimentos ambíguos movimentam os torcedores. Por um lado, todos querem uma vitória sobre a Espanha, atual campeã mundial e bicampeã européia e considerada, de fato e de direito, a melhor do mundo. Porém, o título da Copa dos Confederações pode dar uma ilusão muito perigosa sobre as reais possibilidades do Brasil na Copa que sediará em 2014.

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Mal comparando (mas mal comparando mesmo!), lembremos do Palmeiras campeão da Copa do Brasil em 2012, e treinado pelo mesmo Felipão que aí está. No fim do ano, caiu para a série B do Campeonato Brasileiro. Muitos comentam que o título teria sido “prejudicial”, pois relaxou um elenco sofrível e um time fraco e desarrumado. Pois bem, não é o caso do Brasil de agora. A qualidade dos jogadores é obviamente melhor e Felipão conseguiu dar alguma cara de “time” a uma seleção que tinha perdido o rumo após a Copa da África do Sul. Alguns já parecem ter vaga garantida no mundial do ano que vem, a não ser por algum imprevisto muito sério: Neymar (óbvio), Thiago Silva, Daniel Alves, Fred, David Luiz. O esquema 4-2-3-1 também vai se consolidando.

Mas, como dizem lá onde nasci, “devagar com o andor, que o santo é de barro”. Sim, podemos ganhar hoje, e jogando bem, um título que deve ser muito comemorado e aplaudido. O preocupante é que o adversário é a forte Espanha e um triunfo sobre ela tem forte caráter simbólico. Corremos o risco de pensar: “Pronto! Todos os nossos problemas estão resolvidos. É correr para o abraço em 2014.” Longe disso, muito longe disso. O Brasil ainda é dependente de Neymar, que esteve presente em todos os jogos desde que Felipão substituiu Mano Menezes, e não sabemos como o time se porta sem ele. Os laterais não são essa maravilha que dizem e, para mim, tanto a zaga quanto o meio-campo não estão definidos. Ou seja, falta muita coisa.

Torço pelo Brasil hoje, claro. Mas sem a euforia de seis décadas atrás.

 

 

por por Marcão Palhares, do Futepoca

Atrás das grades: Tráfico de drogas é motivo de 24% das prisões do país

Um em cada quatro presidiários do Brasil está detido por tráfico de drogas. O índice é o maior desde o ano de 2005, quando os dados do Depen (Departamento Penitenciário Nacional) começaram a ser disponibilizados.

As informações são da reportagem de Afonso Benites publicada na edição deste sábadoda Folha. A reportagem completa está disponível a assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.

Entre os fatores que explicam esse aumento estão a instituição da Lei de Drogas no ano de 2006, o rigor do Judiciário e da polícia na combate ao tráfico e o elevado número de presos provisórios que não podiam responder aos processos em liberdade.

De acordo com números do Depen, enquanto a população carcerária como um todo aumentou 1,7 vez (de 294 mil para 514 mil) entre os anos de 2005 e 2011, a quantidade de presos por tráfico cresceu quase quatro vezes (de 32 mil para 125 mil).

Para o presidente da Academia Paulista de Direito Criminal, Romualdo Calvo Filho, o aumento de traficantes presos ocorreu porque se ganha mais dinheiro traficando drogas do que roubando, além de o criminoso correr menos riscos do que em um roubo.

Editoria de Arte/Folhapress

Uol