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TSE divulga 2ª prestação de contas; Dilma foi a que mais arrecadou e gastou até agora; Marina não apresentou dados

urnaO Tribunal Superior Eleitoral (TSE) liberou neste sábado (6) a prestação de contas dos candidatos nas eleições deste ano (presidente, governador, senador, deputado federal e deputado distrital). A segunda parcial mostra os valores arrecadados, detalhando doadores e fornecedores declarados por candidato, partido político e comitê financeiro, além das despesas. O eleitor pode acessar as informações pelo site do TSE. O tribunal divulgou a lista em ordem alfabética. Na disputa presidencial, o candidato Aécio Neves (PSDB) registrou receitas de R$ 40,6 milhões e despesas de R$ 40,4 milhões. Dilma Rousseff (PT) tem receitas de R$ 123,3 milhões e despesas de R$ 56,1 milhões. As receitas registradas por Eduardo Jorge (PV) foram R$ 300 mil e não foram informadas as despesas; Eymael, PSDC, indicou receita de R$ 83 mil e despesa de R$ 227 mil; e Levy Fidelix, do PRTB, receitas de R$ 52 mil e despesas de R$ 49,9 mil. Luciana Genro, PSOL, declarou R$ 212,8 mil em receitas e R$ 202,4 mil, com despesas. No caso de Marina Silva (PSB), que substituiu Eduardo Campos na chapa, a segunda parcial de prestação de contas foi entregue sem lançamentos, conforme informa o sistema do tribunal. O nome de Eduardo Campos ainda aparece no levantamento, com R$ 17,4 milhões em receitas e o mesmo valor para despesas. Mauro Iasi, PCB, tem receitas de R$ 38,3 mil e despesas de R$ 24,1 mil. Pastor Everaldo, do PSC, declarou receitas de R$ 233 mil e despesas de R$ 556 mil. Rui Costa Pimenta, PCO, receitas e despesas de R$ 10,4 mil. As receitas informadas pelo candidato Zé Maria, do PSTU, somam R$ 92,6 mil e as despesas, R$ 122,3 mil.

MaisPB com Agência Brasil

PT arrecadou R$ 50 milhões em três anos com ‘dízimo’

(Fernando Bizerra Jr./EFE)
(Fernando Bizerra Jr./EFE)

O PT acelerou as filiações ao partido durante o governo Dilma Rousseff e nos últimos três anos arrecadou a cifra recorde de 49,7 milhões de reais apenas com os petistas de carteirinha que, pelo estatuto da legenda, são obrigados a pagar a chamada contribuição partidária. Na comparação com os dois mandatos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o processo de arregimentação foi aperfeiçoado e o PT filia atualmente quase 8.000 pessoas por mês.

Só no ano passado, com filiados, o partido bateu outro recorde ao arrecadar 32,6 milhões de reais, cerca de 20% das receitas do diretório nacional, com os dízimos – contribuição obrigatória, que varia de acordo com a renda e o fato de o filiado ocupar ou não cargo público. O aumento da arrecadação por meio da contribuição partidária coincide com a possibilidade de as siglas não poderem contar mais com recursos de empresas para financiar suas atividades e as campanhas eleitorais dos seus candidatos.

No início de abril, a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal posicionou-se contra tais doações, proibidas Comissão de Contitução e Justiça (CCJ) do Senado, ao julgar ação movida pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O julgamento foi interrompido na ocasião por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.

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O aumento do número de filiados também se explica pela ascensão do PT ao governo federal em outubro de 2002, com a eleição de Lula. Na ocasião, segundo o Tribunal Superior Eleitoral, a sigla contava com 828.000 filiados. Já em abril deste ano, a legenda contou registro de 1,6 milhão de petistas de carteirinha – um crescimento de expressivos 91%. Ao todo, o aumento médio dos filiados de todos os partidos foi de 37% no período. O PMDB, que sempre foi conhecido como o maior partido em número de filados, cresceu apenas 6% nos últimos doze anos – conta atualmente com 2,3 milhões de filiados.

Apesar de ter sido impulsionado com o governo Lula, o maior aumento tem sido registrado no governo Dilma. Foram 196.000 filiados entre janeiro de 2011 e abril passado, mais que o dobro do segundo colocado no período, o PSB, com 92.000 novos membros. A contribuição mínima do PT é de 15 reais por semestre – para os membros que não ocupam cargo público e recebem até três salários mínimos -, mas pode superar 3.200 reais por mês, caso o filiado ocupe um cargo eletivo na esfera federal.

Preocupação – Com relação ao financiamento privado, os partidos se surpreenderam com os números de arrecadação apresentados pelo PT. “Aí está a preocupação dos partidos quando acabar o financiamento privado: o PT não sofreria tanto”, reconhece o atual presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), que já tentou lançar, sem sucesso, uma campanha de arrecadação na sigla. Com o maior número de filiados, no PMDB de Raupp as contribuições são optativas.

Em contrapartida, o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), avaliou que o PT consegue tal desempenho, não somente pelo número de membros, mas também pelo fato de ter participação efetiva em cargos no Executivo, principalmente no governo federal. Ele admite que não será possível contar com contribuições partidárias equivalentes aos dos petistas e que o principal desafio do PP é, em primeiro lugar, mobilizar os já filiados. “Não temos como objetivo arrecadar com as pessoas agora e não temos como fazer”, disse, ao criticar a discussão sobre o financiamento privado no Supremo. “Jogaram muito para a plateia e, no meu ponto de vista, até irresponsavelmente.”

 Veja (Com Estadão conteúdo)