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Argentinos devem deixar US$ 100 milhões no Rio no último fim de semana da Copa

Com a expectativa de receber 100 mil turistas argentinos neste fim de semana para assistir à final da Copa do Mundo contra a Alemanha, no domingo, às 16h no Estádio do Maracanã, o Rio de Janeiro espera também que eles injetem US$ 100 milhões na economia do estado.

De acordo com o secretário estadual de Turismo, Cláudio Magnavita, a rede hoteleira das regiões turísticas está com 100% de ocupação a partir de hoje (10) e os hotéis de outras regiões da cidade têm 90% dos quartos ocupados. Além disso, o Terreirão do Samba e o Sambódromo, no centro do Rio, já receberam mais de 200 carros, trailers e motorhomes. A prefeitura de Niterói, na região metropolitana, disponibilizou o espaço do Caminho Niemeyer, com capacidade para 50 veículos.

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Magnavita diz que a vinda de tantos turistas em veículos próprios foi uma surpresa e que o governo está monitorando as fronteiras, já que o número pode superar os 500 motorhomesrecebidos em Porto Alegre para a partida entre Argentina e Nigéria, na primeira fase da Copa. O secretário reconhece que o país não tem estrutura para receber esse tipo de visitante.

Terreirão do Samba, no centro do Rio, lota e começa a não dar conta dos turistas, principalmente de argentinos, que chegam à cidade para a final da Copa do Mundo (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Terreirão do Samba, no centro do Rio, já está lotado de turistas argentinos que chegam à cidade para a final da Copa do MundoTânia Rêgo/Agência Brasil

“Uma das fragilidades que foi mostrada na infraestrutura do turismo brasileiro é a inexistência de estrutura para o turismo de camping e motorhomes. Isso é um fenômeno normal, só que no Brasil nós não temos essa cultura, o que nos leva agora, como estado, a criar a obrigação de planejar a instalação desses equipamentos, porque no mundo inteiro esse é um segmento do turismo e no Brasil tivemos a redução por conta da [má] qualidade das nossas estradas. Agora ficou claro que esse é um tipo de turismo que vai ser estimulado, pela própria presença sul-americana por aqui”.

Quanto à recepção dos turistas argentinos, o secretário diz que o objetivo do Rio de Janeiro é ser “campeão como anfitrião, já que não foi possível ser campeão no futebol”. De acordo com ele, um levantamento da Embratur apontou que a imprensa estrangeira aprovou a Copa. “A Copa teve um efeito de mídia positiva no mundo inteiro, com índice de aprovação de 95% entre os jornalistas, que escreveram matérias falando bem do Rio de Janeiro”.

Depois da Copa, o projeto SOS Turista, que ampliou o atendimento a visitantes estrangeiros, será reduzido, para ser retomado nas Olimpíadas de 2016, quando são esperados 10,5 mil atletas e 2 milhões de visitantes no Rio de Janeiro. Durante o Mundial, os postos da secretaria funcionaram na sede do órgão, que fica na Rua Acre, no centro; nos dois terminais de desembarque do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão – Antonio Carlos Jobim; no Aeroporto Santos Dumont, na Delegacia de Atendimento ao Turista (Deat), no Leblon; e no Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas (BPTur), em Copacabana.

 

Agência Brasil

Argentinos celebram Ano de Cortázar a 3 décadas de sua morte



“O homem é o animal que pergunta. No dia em que soubermos verdadeiramente perguntar, haverá diálogo. Por enquanto, as perguntas nos afasta vertiginosamente das respostas”. (Cortázar).

Cortázar é um dos autores mais inovadores e originais de seu tempo. A narração breve, sem linearidade temporal de sua prosa poética e de suas novelas inaugurou uma nova forma de fazer literatura, oscilando entre a fronteira do real e do fantástico, transitando entre o realismo mágico e o surrealismo.

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Precoce, começou a escrever com nove ou dez anos. Tamanha era a qualidade dos escritos daquele voraz leitor que chegou a levantar suspeitas em sua própria família sobre a autoria de seus textos. Também foi professor de literatura, dramaturgo, tradutor e escreveu poesias, textos humorísticos e ensaios.

Casa tomada – um de seus contos mais célebres, do libro Bestiario (1951)


Política

Sua visão sobre a literatura mudou duas vezes: a primeira quando descobriu, em uma livraria em Buenos Aires, a obra Ópio: diário de uma desintoxicação de Jean Cocteau, livro que lhe possibilitou o contato com o movimento surrealista. A segunda, ao tomar conhecimento da Revolução Cubana: “ela me mostrou de uma maneira cruel e que me doeu muito o grande vazio político que havia em mim, minha inutilidade política… os temas políticos foram entrando em minha literatura” (Cortázar em O fascínio das palavras).

Tornou-se um escritor engajado, o que o contrapunha a seu conterrâneo e prêmio Nobel de Literatura, Jorge Luis Borges. “O amor de Cuba por Che fez me sentir estranhamente argentino em 2 de janeiro, na saudação de Fidel na praça da Revolução ao comandante Guevara, onde quer que esteja, provocou em 300 mil homens uma ovação que durou dez minutos”, escreveu. Além de Cuba, viajou para o Chile, onde se solidarizou com o governo socialista de Salvador Allende.

Cuento sin moraleja – do livro Histórias de cronopios e de famas (1962).

Em 1976, após o triunfo da revolução sandinista, viajou para a Nicarágua para acompanhar de perto o processo e a realidade nicaraguense e latino-americana. Viagem que foi o começo de uma série de visitas a este país.

No país de Sandino, recebeu a condecoração da Ordem da Independência Cultural Rúbem Darío e alguns de seus textos foram utilizados no processo de alfabetização do país durante a atuação do governo revolucionário. A partir de suas experiências nestas viagens, escreveu o livro “Nicarágua tan violentamente dulce”.

Cortázar doou os direitos autorais de várias de suas obras para ajudar os presos políticos e em 1984, doou os direitos de Los Autonautas de la cosmopista, que escreveu com sua esposa, Carol Dunlop, para a causa sandinista.

Me caigo y me levanto – do livro Final de juego (1956).

Obra

Suas obras foram traduzidas para vários idiomas. Rayuela — O Jogo da Amarelinha, em português — escrita em 1963 é, segundo o próprio Cortázar, uma contranovela com traduções em 30 idiomas diferentes, sendo sua obra mais conhecida.

O Jogo da Amarelinha é narrado de modo que a subjetividade do leitor interage com a história, evidenciando as relações entre literatura e realidade. A obra oferece várias leituras, é “um livro que é muitos livros”, mas é sobretudo dois. O primeiro é lido do começo até o capítulo 56. O segundo começa no capítulo 73 e ao final de cada capítulo tem a indicação de por onde se continua a leitura.

“De alguma maneira é a experiência de toda uma vida e a tentativa de levá-la à escrita”, disse Cortázar quando questionado sobre o quê O Jogo da Amarelinha significava para ele.

Los Amantes – poema do livro 62/ Modelo para armar (1968)

O livro Histórias de Cronópios e de Famas, publicado em 1962 é uma espécie de reinvenção do mundo através de seus personagens os “cronópios”, os “famas” e as “esperanças” que traduzem, de certa forma, a psicologia humana.

Segundo o próprio Cortázar, os cronópios são criaturas verdes e úmidas, distraídas, cuja força é a poesia. Eles cantam como as cigarras, são indiferentes ao cotidiano, esquecem tudo, são atropelados, choram, perdem o que trazem nos bolsos e, quando saem em viagem, perdem o trem, chove a cântaros, levam coisas que não lhes servem. Os famas são organizados, práticos, prudentes, fazem cálculos e embalsamam suas lembranças. Quando fazem uma viagem, mandam alguém na frente para verificar os preços e a cor dos lençóis. Já as esperanças “são sedentárias e deixam-se viajar pelas coisas e pelos homens, e são como as estátuas, que é preciso ir vê-las, porque elas não vêm até nós”.

“Creio que, desde muito pequeno, minha infelicidade, e ao mesmo tempo minha felicidade, foi não aceitar as coisas como elas eram dadas. Não me bastava que explicassem que isso era umamesa, ou que a palavra mãe era a palavra mãe e aí se acabava tudo. Para mim, ao contrário, no objeto mesa e na palavra mãe começava um itinerário misterioso que às vezes me esclarecia e às vezes chegava a me estilhaçar. Em suma, desde pequeno, minha relação com as palavras, com a escrita, não se diferencia de minha relação com o mundo no geral. Eu pareço ter nascido para não aceitar as coisas tal como me são dadas.”
(Cortázar)

Rayella (O Jogo da Amarelinha) – Capítulo 68 (1963)

Principais Obras:

Presencia, 1938 (sonetos) (Sob o pseudônimo Julio Denis)
La otra orilla, 1945.
• Los reyes, 1949 (teatro) (Os Reis)
• Bestiario, 1951 (cuentos) (Bestiário, 1986, Rio de Janeiro: Nova Fronteira)
• Final del juego, 1956 (cuentos) (Final de Jogo)
• Las armas secretas, 1959 (cuentos) (As Armas Secretas, 1994, Rio de Janeiro: José Olympio). Faz parte desse livro o conto Las babas del diablo (As Babas do Diabo), que inspirou Antonioni para o filme “Blow-up”.
• Los premios, 1960 (novela) (Os Prêmios, 1983, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira)
• Historias de cronopios y de famas, 1962 (misceláneas) (Histórias de Cronópios e de Famas, 1964, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira; Valise de Cronópio, 1974, São Paulo: Perspectiva)
• Carta a una señorita en París, 1963
• Rayuela, 1963 (novela) (O Jogo da Amarelinha, 1994, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira)
• La autopista del Sur, 1964
• Todos los fuegos el fuego, 1966 (cuentos) (Todos os Fogos o Fogo, 1994, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira)
• La vuelta al día en ochenta mundos, 1967 (cuentos).
• El perseguidor y otros cuentos, 1967 (cuentos).
• Buenos Aires, Buenos Aires, 1967
• 62/modelo para armar, 1968 (novela) (62/ Modelo para Armar)
• Casa tomada, 1969.
• Último round, 1969.
• Relatos, 1970.
• Viaje alrededor de una mesa, 1970.
• La isla a mediodía y otros relatos, 1971.
• Pameos y meopas, 1971 (poemas).
• Prosa del observatorio, 1972 (Prosa do Observatório, 1974, São Paulo: Perspectiva)
• Libro de Manuel, 1973 (novela) (O livro de Manuel, 1984, Rio de Janeiro: Nova Fronteira)
• La casilla de los Morelli, 1973.
• Octaedro, 1974 (cuentos) (Octaedro, 1986, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira)
• Fantomas contra los vampiros multinacionales, cómic, 1975.
• Estrictamente no profesional, 1976.
• Alguien que anda por ahí, 1977 (cuentos) (Alguém que anda por aí, 1981, Rio de Janeiro: Nova Fronteira)
• Territorios, 1979 (cuentos).
• Un tal Lucas, 1979 (cuentos) (Um tal Lucas, 1982, Rio de Janeiro: Nova Fronteira)
• Queremos tanto a Glenda, 1980 (cuentos) (Um dos contos foi publicado no Brasil, sob o título Orientação dos Gatos, 1981, Rio de Janeiro: Nova Fronteira)
• Deshoras, 1982 (cuentos) (Fora de Hora, 1984, Rio de Janeiro: Nova Fronteira)
• Los autonautas de la cosmopista, 1982 (Os Autonautas da Cosmopista) – Em colaboração com Carol Dunlop, sua companheira.
• Nicaragua tan violentamente dulce, 1983 (Nicarágua tão Violentamente Doce, 1987, São Paulo: Brasiliense)
• Silvalandia (baseado em ilustrações de Julio Silva), 1984.
• Salvo el crepúsculo, 1984 (poesía).
• Divertimento, 1986 (obra póstuma) (Divertimento)
• El examen, 1986 (novela, obra póstuma) (O Exame Final, s.d., Rio de Janeiro: José Olympio)
• Diário de Andrés Fava, 1995 (Diário de Andres Fava, s.d., Rio de Janeiro: José Olympio)
• Adiós Robinson y otras piezas breves (teatro), 1995 (Adeus, Robinson e Outras Peças Curtas, 1997, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira)
• Obra Crítica, editada em 1998, no Rio de Janeiro: Civilização Brasileira
• Cartas a los Jonquieres 2010

Fontes: 
Latinoamericana – Enciclopédia Contemporânea da América Latina e do Caribe; Wikipédia e Telám.

Cientistas argentinos e cubanos lançam vacina para câncer de pulmão

vacina1Após 18 anos de estudos, cientistas argentinos e cubanos lançaram oficialmente a vacina para o câncer de pulmão avançado. O lançamento ocorreu em Buenos Aires em junho deste ano, e a vacina já está sendo comercializada na Argentina. Laboratórios de 25 países, entre eles o Brasil, estão interessados em obter a licença de fabricação.

Com este medicamento, os cientistas esperam transformar o câncer avançado em uma doença crônica que possa ser controlada por períodos prolongados, como o diabetes e a hipertensão arterial. Ainda não foi possível precisar se a vacina é uma solução à doença, mas ela aumenta a esperança de vida dos pacientes, ao estimular o sistema imunológico do corpo humano.

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“A vacina reativa o sistema imunológico do paciente, para que ele possa criar anticorpos contra as células cancerígenas”, explicou, em entrevista a Agência Brasil, o médico Daniel Alonso, um dos pesquisadores argentinos. “Não substitui tratamentos existentes, como quimioterapia ou radioterapia. Mas contribui para aumentar a sobrevida do paciente”, disse.

Segundo Alonso, a maioria dos pacientes só descobre que tem a doença quando o câncer no pulmão está em estado avançado. Como os tumores são provocados por células do próprio organismo, que sofreram mutação, o sistema imunológico não detecta um corpo estranho e, portanto, não reage. Os médicos usam quimioterapia e radioterapia para matar as células cancerígenas, mas os dois tratamentos também destroem outros tecidos.

 

Doença

O câncer de pulmão é considerado um dos mais mortais que existem, causando por volta de 1,4 milhões de mortes por ano, segundo estimativas da OMS (Organização Mundial da Saúde).

A vacina, chamada Racotumomab (Vaxira) e desenvolvida pelo CIM (Centro de Imunologia Molecular de Cuba), foi aplicada com resultados favoráveis em pacientes da ilha caribenha entre os anos 2008 e 2011.

 

 

(com informações da Agência Brasil e do Vermelho)

Mega da Virada atrai argentinos e paraguaios por prêmio de R$ 230 mi

Muitos argentinos e paraguaios que moram na região da tríplice fronteira têm ido a Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná para apostar na Mega-Sena da Virada. Os estrangeiros estão de olho no prêmio que, de acordo com a Caixa Econômica Federal, deve chegar a cerca de R$ 230 milhões.

A funcionária de uma das casas lotéricas de Foz, Roselei dos Santos, diz que os estrangeiros, ao fazerem as apostas, recebem orientação sobre o resgate do prêmio. “Nós orientamos eles a procurarem a Receita [Federal]. Eles vão receber o dinheiro diretamente na Caixa Econômica Federal”, explica.

Um paraguaio que nunca havia apostado na Mega-Sena veio ao Brasil para tentar a sorte. Segundo ele, a insistência em tentar a sorte no Brasil partiu dos amigos. “Foi porque me fizeram a cabeça. Está juntando muito dinheiro aí”, conta ele, que promete não esquecer dos amigos se for contemplado com o prêmio.

G1

Argentinos brilham, Grêmio bate Ipatinga e avança na Copa do Brasil

Sem tanto brilho, mas esbanjando pragmatismo e zelo pela vantagem, o Grêmio venceu o Ipatinga por 3 a 0 no Olímpico, na noite desta quarta-feira. Já havia batido o rival por 1 a 0 no jogo de ida, em Minas Gerais, confirmando o favoritismo e avançando às oitavas de final da Copa do Brasil – não sem antes, no entanto, dar ao torcedor uma generosa dose de drama mexicano, que acabou atravessada pelo ritmo do tango.

Com um gol em cada tempo, os argentinos Facundo Bertoglio e Miralles, xodós das arquibancadas, abriram o caminho da classificação. No final, já sem sustos no horizonte gremista, Léo Gago completou o placar.

O Grêmio agora está à espera do seu novo adversário, que sairá da disputa entre Fortaleza e Náutico, que começa nesta quinta-feira. Antes de conhecê-lo, o Tricolor encara no domingo mais uma decisão. Enfrenta o Ypiranga pelas quartas de final da Taça Farroupilha, o segundo turno do Gauchão, no Olímpico. Não há partida de volta, e empate nos 90 minutos leva aos pênaltis. Já o Ipatinga mede forças com a Tombense, no sábado, às 16h, em Tombos, pela décima rodada do Grupo B do Módulo II do Campeonato Mineiro.

Jogadores gol Grêmio (Foto: Alexandre Auler / Ag. Estado)Jogadores comemoram gol do Grêmio (Foto: Alexandre Auler / Ag. Estado)

Garçom mostra serviço em dois minutos

Obediente às instruções de Vanderlei Luxemburgo, o Grêmio começou marcando sob pressão. O resultado da aplicação surgiu logo aos dois minutos. Marco Antonio, que teve retorno festejado pelo técnico, fez jus à fama de garçom. Deu belo passe para Facundo Bertoglio. Veloz, o argentino entrou na área, driblou o goleiro Bruno e concluiu: 1 a 0.

Embora extremamente concentrado no jogo, o Grêmio não confirmou a expectativa que se anunciava, de uma classificação cheia de gols. Valente, o Ipatinga aproveitou muito o espaço defensivo deixado pelo lateral Gabriel. Chegou a assustar aos 22 minutos. Jônatas Obina e Leandro Brasília, com liberdade, quase marcaram em duas tentativas que esbarraram na defesa comandada pelo mascarado Gilberto Silva. Após cirurgia no nariz, o zagueiro precisou de uma proteção no rosto à la NBA para entrar em campo. O goleiro Victor também trabalhou, fazendo ao menos duas importantes defesas em chutes de média distância.

Com a vantagem, o Grêmio parecia não querer sufocar o rival. Mesmo sendo um adversário da segunda divisão do Campeonato Mineiro, o Ipatinga conseguia frear com relativo sucesso as tentativas gaúchas. André Lima, que sofreu críticas de Luxemburgo por sair em demasia da área contra o Caxias, acabou envolvido pela dupla de zagueiros gigantes, Cláudio Luiz, de 1,98m de altura, e Azevedo, de 1,94m.

– Está difícil, eles estão colocando jogadores nas nossas costas – reclamou Pará, substituto do lesionado Julio Cesar na lateral-esquerda, preocupado com o Ipatinga, na saída para o intervalo.

Sangue e suor: Bertoglio total

bertoglio grêmio ipatinga copa do braisl (Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA)Bertoglio foi o grande nome do time até sair
cansado (Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA)

Mesmo dotado de pouco brilho, o Grêmio reservava a sua torcida momentos de emoção no primeiro tempo. E sempre dos pés inquietos do endiabrado Bertoglio. Aos 18, deu passe certeiro para Léo Gago invadir a área e chutar rente à trave. Cinco minutos depois, deixou Marco Antonio em frente ao gol. Mas o meia desperdiçou a chance. Depois, aos 36, passou como um raio pelo esforçado, porém lento, Azevedo, que acabou achando a bola, mas também o nariz do argentino. Cheio de disposição, o autor do primeiro gol estancou o sangramento e voltou pouco depois, como se nada tivesse acontecido.

– O nariz está bem, só um pouco de dor. Estou feliz pelo gol – disse, na saída para o intervalo.

Tanto esforço acabou lhe custando a vaga no time. Extenuado, deixou o campo aos 15 minutos do segundo tempo, para a entrada de seu compatriota Miralles. Pouco presente no ataque, o Grêmio observava o Ipatinga avançar. Aproveitando as bolas aéreas, os mineiros assustavam.

Miralles completa o tango no Olímpico

O Ipatinga chegou bem perto do empate aos 16 minutos, após mais uma bola levantada. Ela se ofereceu a Jônatas Obina, livre, em frente à pequena área. Mas o atacante conseguiu isolar o chute, perdendo chance incrível. A esta altura, a torcida tricolor já demonstrava muita preocupação no Olímpico.

Mas, aos 31, mais um argentino tranquilizou o Grêmio. Pela meia esquerda do ataque, Miralles dominou a bola em seu pé direito e mostrou a Obina como se faz. Como num replay dos que marcou diante do Flamengo, no ano passado, e do Caxias, no último domingo, fez outro golaço, chutando cruzado de longe, com efeito, no ângulo oposto.

Antes do fim, Léo Gago ainda teve tempo de deixar o seu, como no jogo de ida. Quase da mesma posição, pela intermediária, soltou a bomba e acertou o canto, ampliando e carimbando o passaporte tricolor rumo às oitavas da Copa do Brasil.

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