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Policiais civis se apresentam em delegacia para serem presos no RN

Pelo menos 300 policiais civis estão na Delegacia Geral da Polícia preparados para se entregar, nesta quarta-feira (3), em Natal (RN), de acordo com o Sinpol-RN (Sindicato dos Policiais Civis e Servidores da Segurança Pública). No entanto, até agora, nenhum agente foi preso.

Os agentes de segurança pretendem cumprir uma determinação da Justiça do Rio Grande do Norte, que determinou a detenção de policiais civis e militares e bombeiros que incitassem ou defendessem a greve da categoria.

Representantes dos agentes, escrivães, delegados e a delegada-geral da Polícia Civil do RN, Adriana Shirley, se reúnem para tentar solucionar o impasse.

O sindicato afirma que ainda não foi oficialmente notificado da decisão judicial. Segundo o presidente da entidade, Nilton César Arruda Ferreira, chegou-se a um impasse de difícil solução, já que o governo estadual alega não ter condições de saldar os salários atrasados dos servidores públicos e, com isso, a categoria sente-se impedida de retornar à normalidade.

“A categoria está impossibilitada de cumprir uma determinação judicial, que determina que sejamos presos se não retornarmos ao trabalho. A questão é que não temos como voltar com a maioria sem receber os salários de novembro e dezembro e o 13º salário. Não temos como honrar nossos compromissos ou como saldar nossas dívidas. Muitos não têm nem mesmo condições de se deslocar até o local de trabalho, que dirá tranquilidade para atuar tendo deixado a família em casa, sem dinheiro algum”, declarou Ferreira.

De acordo com o sindicalista, nem mesmo a determinação do desembargador Claudio Santos para que empresas de transporte público municipal e intermunicipal da região metropolitana de Natal e de Mossoró concedam passagem gratuita a policiais civis e militares, fardados ou não, foi efetivada. “Até o momento, não recebemos nenhuma orientação neste sentido e não sabemos como isso funcionaria na prática”, disse Ferreira, revelando que sua expectativa quanto ao resultado da conversa com a delegada-geral é “pessimista”, já que a decisão judicial manda que ela decrete a prisão dos profissionais que não retornarem ao trabalho.

Em greve desde o dia 19 de dezembro, a categoria, juntamente com o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar, solicita melhores condições de trabalho e pagamento de salários atrasados.

O presidente da Associação dos Subtenentes e Sargentos Policiais Militares e Bombeiros Militares de Natal, subtenente Eliabe Marques, afirmou em entrevista ao R7 que policiais militares também devem se entregar ao quartel para serem presos.

 

R7

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43 casos de microcefalia apresentam evidência de infecção pelo vírus zika, diz CDC

microcefaliaO governador Ricardo Coutinho se reuniu, nesta terça-feira (17), no Palácio da Redenção, com representantes do Centro de Controle e Prevenção de Doenças do Governo dos Estados Unidos (CDC), para apresentar os resultados da pesquisa de caso-controle sobre microcefalia iniciada em fevereiro de 2016, com mães e bebês de 52 municípios da Paraíba. O estudo confirmou 43 casos de microcefalia que apresentam evidência de infecção congênita pelo vírus zika em 22 municípios da Paraíba e que a microcefalia atinge mais os bebês de mulheres que tiveram a zika durante o primeiro trimestre da gestação.

A pesquisa intitulada “Casos de microcefalia possivelmente associados à infecção por arbovírus no Brasil: Um estudo de caso-controle” foi realizada em parceria entre o Governo do Estado, o Ministério da Saúde e o CDC. A secretária da Saúde, Cláudia Veras, ressaltou que esta etapa da pesquisa trouxe resultados importantes e terá continuidade com outras ações que visam o melhor acompanhamento das crianças com microcefalia.

Além da secretária da Saúde, Cláudia Veras, também estiveram presentes na reunião o cônsul dos Estados Unidos em Recife, Richard Reiter, a representante da Embaixada dos Estados Unidos, Amy Dubois, o representante do Ministério da Saúde, Márcio Garcia, a coordenadora da Rede de Cardiologia Pediátrica da Paraíba, Sandra Mattos, e outras autoridades na área da saúde.

Na ocasião, Ricardo Coutinho destacou a importância da pesquisa e frisou que os resultados devem ser utilizados como base para a continuidade do acompanhamento das crianças com microcefalia no Estado. “Fomos pioneiros nas pesquisas em relação à microcefalia, dando as condições adequadas para que este estudo fosse realizado no nosso Estado. Acredito que é preciso criar uma rede de proteção voltada para estas crianças, se possível com a parceria do Governo Federal, realizando políticas públicas de saúde específicas para estes meninos e meninas. Ainda ficam muitas dúvidas e questionamentos sobre a microcefalia, mas demos um grande passo. A Paraíba continua aberta a continuidade das parcerias com o Ministério da Saúde e com o CDC. Agradeço a oportunidade de termos contribuído com esta pesquisa e também o empenho de todos os envolvidos”, pontuou o governador.

A pesquisa – O estudo na Paraíba contou com cerca de oito equipes de campo que realizaram um monitoramento de mais de 600 mães e bebês de 0 a 7 meses. Ao todo foram 164 casos notificados de microcefalia e 448 casos-controles envolvidos neste estudo. A pesquisa foi feita por meio de coleta de dados, entrevistas e realização de exames em crianças com microcefalia, além de bebês saudáveis e suas respectivas mães.

De acordo com a pediatra e epidemiologista do CDC, Erin Staples, o resultado geral do estudo demonstra a confirmação de 43 casos de microcefalia que apresentam evidência de infecção congênita pelo vírus zika, em 22 municípios da Paraíba. A pesquisa também confirmou que a microcefalia atinge mais os bebês de mulheres que tiveram a zika durante o primeiro trimestre da gestação. Além disso, o estudo não encontrou nenhuma associação da microcefalia com a renda familiar, raça, nível de escolaridade, uso de medicamentos ou idade da mãe.

“Este é um momento importante, porque mostra o resultado de uma pesquisa toda conduzida aqui na Paraíba e que contou com várias parcerias. Vamos dar prosseguimento pensando em como oferecer uma melhor assistência às crianças com microcefalia. Faremos reuniões com os gestores de saúde dos municípios onde há presença da microcefalia para mostrarmos os resultados do estudo e também levarmos ao conhecimento das famílias envolvidas na pesquisa. Posteriormente daremos continuidade ao trabalho de acompanhamento das crianças”, frisou Claudia Veras.

“Este é um trabalho de grande relevância, já que busca entender a relação da microcefalia com a zika e como podemos investir no atendimento mais apropriado para estas crianças. Foi uma pesquisa muito bem feita aqui na Paraíba e por isso parabenizo a todos e agradeço ao Governo do Estado por dar todas as condições para que este trabalho fosse realizado em parceria com o CDC”, disse o Cônsul dos Estados Unidos em Recife, Richard Reiter.

Microcefalia na Paraíba – De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde, 933 casos foram notificados na Paraíba, no período 01/08/2015 a 31/12/2016, sendo 194 casos confirmados, 559 descartados e 180 em investigação.

Secom

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Manifestantes apresentam pedido de impeachment de Dilma

Eduardo Cunha (sentado na ponta) com integrantes do MBL e deputados de oposição Foto: Facebook / Reprodução
Eduardo Cunha (sentado na ponta) com integrantes do MBL e deputados de oposição
Foto: Facebook / Reprodução

Manifestantes do Movimento Brasil Livre (MBL) protocolaram na Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (27), um pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Deputados da oposição disseram que o grupo recebeu a garantia do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de uma análise técnica.

“O presidente deixou claro que vai ter de se debruçar sobre o pedido de impeachment, pedir para a assessoria técnica da Casa, além de pareceres de fora da Casa para se decidir favorável ou contrário”, disse o líder do PSDB, Carlos Sampaio (SP).

87COMENTÁRIOS Manifestantes do Movimento Brasil Livre (MBL) protocolaram na Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (27), um pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Deputados da oposição disseram que o grupo recebeu a garantia do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de uma análise técnica. Integrantes do MBL pedem impeachment de Dilma Rousseff ASSISTIR Integrantes do MBL pedem impeachment de Dilma Rousseff Integrantes do MBL pedem impeachment de Dilma Rousseff ASSISTIR \’Não sei quem assume\’: manifestantes falam de impeachment \’Não sei quem assume\’: manifestantes falam de impeachment ASSISTIR Protesto contra Dilma reúne 300 pessoas em Brasília Protesto contra Dilma reúne 300 pessoas em Brasília ASSISTIR Manifestantes desaprovam pedidos de intervenção militar Manifestantes desaprovam pedidos de intervenção militar “O presidente deixou claro que vai ter de se debruçar sobre o pedido de impeachment, pedir para a assessoria técnica da Casa, além de pareceres de fora da Casa para se decidir favorável ou contrário”, disse o líder do PSDB, Carlos Sampaio (SP). Siga o Terra Notícias no Twitter Os pedidos de impeachment podem ser apresentados por qualquer cidadão brasileiro. Cabe ao presidente da Câmara decidir se o processo é arquivado ou não. Foto: Facebook / Reprodução Eduardo Cunha (sentado na ponta) com integrantes do MBL e deputados de oposição Foto: Facebook / Reprodução Afagado por líderes da oposição, o MBL apresentou o pedido, sustentado em pareceres de juristas como Ives Gandra e Modesto Carvalhosa, depois de uma marcha de São Paulo até Brasília. O texto tem 3 mil páginas e recebeu 2 milhões de assinaturas, segundo os organizadores. Um dos fundamentos jurídicos é a “pedalada fiscal” do governo Dilma Rousseff, que consiste no atraso do repasse de dinheiro do Tesouro Nacional aos bancos públicos. “Eduardo Cunha se comprometeu a analisar tecnicamente e não engavetar automaticamente, como fez com os outros. Agora continuamos com uma pressão no Congresso para que seja colocado em pauta”, disse Kim Kataguiri, um dos líderes do movimento.

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Os pedidos de impeachment podem ser apresentados por qualquer cidadão brasileiro. Cabe ao presidente da Câmara decidir se o processo é arquivado ou não.

Afagado por líderes da oposição, o MBL apresentou o pedido, sustentado em pareceres de juristas como Ives Gandra e Modesto Carvalhosa, depois de uma marcha de São Paulo até Brasília. O texto tem 3 mil páginas e recebeu 2 milhões de assinaturas, segundo os organizadores. Um dos fundamentos jurídicos é a “pedalada fiscal” do governo Dilma Rousseff, que consiste no atraso do repasse de dinheiro do Tesouro Nacional aos bancos públicos.

“Eduardo Cunha se comprometeu a analisar tecnicamente e não engavetar automaticamente, como fez com os outros. Agora continuamos com uma pressão no Congresso para que seja colocado em pauta”, disse Kim Kataguiri, um dos líderes do movimento.

Terra

Deputados paraibanos apresentam emendas como “contrabando” às medidas provisórias e irritam Câmara

manoel-wellingtonOs deputados federais paraibanos Manoel Júnior (PMDB) e Wellington Roberto (PR) foram citados pela coluna ‘Painel’, da Folha de S.Paulo, como parlamentares que adotaram a praxe de apresentar emendas como “contrabando” às medidas provisórias.

A cúpula do PMDB e a direção da Câmara Federal já estariam incomodadas com as posturas dos paraibanos, segundo informou a coluna.

Além de Manoel Júnior e Wellington Roberto, o deputado João Bacelar (PR-BA) está entre os congressistas campeões desse expediente.

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Especialistas apresentam cinco propostas para a educação brasileira

educacaoO momento era meio baixo-astral: economia aos tropeços, corrupção em destaque, aumento de impostos e uma Esplanada sem brilho. Até que a Presidência emitiu uma nota de três linhas, no último dia 27, anunciando o quinto ministro da Educação em 14 meses de governo.

Um professor. Um professor de Ética. Sem filiação partidária.

A nomeação de Renato Janine Ribeiro, filósofo e professor da Universidade de São Paulo (USP), provocou otimismo entre analistas políticos e entusiasmo no meio acadêmico.

— Ele reúne as melhores condições de liderar um debate nacional. São raros os brasileiros que, além de capacidade intelectual, dispõem de tanta valentia para tratar de temas espinhosos — avalia o sociólogo Cesar Callegari, membro do Conselho Nacional de Educação e presidente do Instituto Brasileiro de Sociologia Aplicada.

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Em um país cuja taxa de evasão escolar atingiu 24,3% em 2012, com os vizinhos do Chile (2,6%), do Uruguai (4,8%) e da Argentina (6,2%) nos deixando para trás, desafios monumentais aguardam o novo ministro. Apenas para citar outro dado, o Brasil ocupa o 55º lugar entre 65 países no ranking de habilidade para leitura do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa). Em matemática, cai para 58º.

Janine concederá entrevistas como ministro a partir desta semana. Mas, na terça-feira passada, no programa Observatório da Imprensa, da TV Brasil, adiantou sua intenção de unir educação e cultura:

— Conhecer é tão prazeroso. Por que nós deixamos, ao longo dos séculos, que o conhecer se tornasse uma corveia, uma obrigação, e não um prazer?

Abaixo, pensadores e especialistas em educação sugerem cinco medidas para que o ministro possa virar o jogo.

1. Formação de Professores

Digamos que um médico recém-formado queira ser cardiologista: você sabe, ele fará residência em um hospital certificado pelo governo — teoricamente uma instituição apta a lhe oferecer infraestrutura e orientação profissional qualificada — e, após alguns semestres, sairá de lá dominando a especialidade na prática.

— Agora troque o médico por um professor, a cardiologia pela Matemática, e o hospital por uma boa escola. Teremos a residência docente — propõe Mozart Neves Ramos, diretor do Instituto Ayrton Senna e professor da Universidade Federal de Pernambuco.

É muita teoria e pouca prática na formação dos professores, diz Mozart. Ele sugere que a residência docente ocupe o lugar do atual estágio curricular — disciplina do último semestre das faculdades de licenciatura e Pedagogia — e tenha o dobro da duração: um ano inteiro. Hoje, o estágio pode ser feito em qualquer escola. Na residência docente, como ocorre no aclamado sistema de ensino da Finlândia, não.

Escolas com bons laboratórios e professores de Química, por exemplo, seriam certificadas pelo Ministério da Educação para oferecerem residência em Química. Colégios cujo forte é a linguística, claro, receberiam aspirantes a lecionar Português e Literatura.

— As escolas vão lutar para atingir essa certificação, que lhe renderá benefícios do governo federal. E nós daríamos um salto na formação de professores, que hoje, na prática, não saem das faculdades sabendo ensinar — avalia Mozart.

2. Reforma do Ensino Médio

— O Ensino Médio no Brasil é preconceituoso — define o psicólogo João Batista Oliveira, PhD em Educação e presidente do Instituto Alfa e Beto.

Tudo gira em torno do Enem, tudo mira a universidade, todos os alunos cursam as mesmas disciplinas, não há alternativas. Jovens propensos a trocar o estudo pelo trabalho dificilmente mudam de ideia, porque, nas palavras de João Batista, “não há nenhum estímulo à qualificação técnica, aos trabalhos manuais ou a qualquer atividade longe da faculdade.”

— Raciocine comigo: 78% da força de trabalho brasileira (segundo o Pnad) não tem curso superior. Nos Estados Unidos, o percentual é de 50%, ou seja, também é bastante gente. Essas pessoas precisam ser preparadas e acolhidas pelo Ensino Médio e não desprezadas — analisa o psicólogo.

João Batista lembra que em países desenvolvidos, como Inglaterra, Alemanha, Itália, França e Suíça, o nível médio é profissionalizante — como já foi no Brasil há 40 anos. E, se o estudante quiser ingressar na universidade, prestará vestibular com provas relacionadas à área que estudou nos últimos anos do colégio.

— O que não pode é o Enem ditar os rumos do Ensino Médio. É o rabo puxando o cachorro — protesta o especialista. — Em nome desse preconceito, de que a vida sem curso superior não tem salvação, perdemos a mão de obra qualificada no Brasil.

Mas e o badalado Pronatec?

— São cursos de 160 horas. Formação profissional é coisa séria. No Ensino Médio, levaria mais de ano.

3. Alfabetização no primeiro ano

Está lá, no Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa: “Que todas as crianças estejam alfabetizadas até os oito anos de idade, ao final do 3º ano do Ensino Fundamental”.

— Todo mundo sabe que essa alfabetização é na idade errada — protesta o sociólogo Simon Schwartzman, pesquisador do Instituto de Estudos do Trabalho em Sociedade do Rio de Janeiro.

Em qualquer país com ensino básico razoável, diz ele, a criança conclui a primeira série lendo e escrevendo. Ou, no mínimo, é essa a meta do governo.

O problema é que no Brasil, até os anos 1980, antes da universalização do Ensino Fundamental, quando não havia escolas públicas espalhadas nas regiões mais pobres, praticamente só a classe média tinha acesso ao colégio. Não eram filhos de analfabetos que ingressavam na escola — a maioria já tinha lápis e caneta em casa, convivia com pais letrados e chegava às aulas quase pronta.

— Qualquer método de alfabetização era suficiente — lembra a psicóloga Maria da Penha Azevedo, pesquisadora do Grupo de Estudos sobre Educação, Metodologia da Pesquisa e Ação. — Mas a clientela das escolas mudou, e o preparo dos professores não.

— Coordenei uma pesquisa com centenas de professores, e a imensa maioria aprendeu a alfabetizar na prática, e não nos cursos de magistério ou licenciatura — conta Simon Schwartzman.

Tanto ele quanto Maria da Penha defendem a meta de alfabetização aos seis anos — porque as crianças sentem-se incapazes e burras ao verem coleguinhas aprendendo enquanto elas fracassam — e uma verdadeira política que ensine professores a ensinar.

4. Currículo comum nas escolas

Nada de inventar a roda, basta seguir a lei. Há 19 anos a legislação manda que o governo federal elabore um currículo comum para as escolas do país inteiro, tanto as públicas quanto as privadas — essa resolução ganhou força no ano passado, com a aprovação do Plano Nacional de Educação. É bom que o MEC se agilize.

— Hoje, não há qualquer referência no país sobre o que os alunos devem aprender a cada ano escolar. Não há clareza sobre o que um estudante deve saber em cada série — explica a coordenadora do movimento Todos pela Educação, Alejandra Velasco.

Em que momento a criança deve dominar frações? E qual deve ser seu nível de interpretação de texto no quinto ano? A Constituição, vale lembrar, diz que toda criança tem direito a uma educação de qualidade.

— Mas todo o direito, para ser um direito, precisa ser enunciado. Quais são os direitos de uma criança no primeiro, no terceiro, no sexto ano? Os pais precisam saber. E que diretrizes definem uma “educação de qualidade”? — questiona o sociólogo Cesar Callegari, ex-secretário de Educação Básica do MEC e membro do Conselho Nacional de Educação.

Hoje, cada rede ou escola tem seus próprios critérios. Mas ano a ano seus alunos são submetidos a avaliações nacionais, como a Prova Brasil ou o Enem, que cobram de todos os mesmos conhecimentos. O Plano Nacional de Educação exige que o ministério defina o currículo até junho de 2016.

— Será o primeiro passo para todos terem as mesmas oportunidades. Mas o prazo é curto e, até agora, ainda não há vimos documento inicial em discussão — alerta Alejandra Velasco.

5. Tecnologia no aprendizado

Termodinâmica pode ser chato. Mas imagine se o aluno desembarcasse na Inglaterra do século 19, no auge da Revolução Industrial, para entender de perto como funcionavam as locomotivas e máquinas a vapor, tudo isso aliado a uma perspectiva histórica, geográfica e cultural daquela época — o estudante veria como as pessoas trabalhavam, se divertiam e se vestiam, e ele mesmo queimaria carvão para produzir energia.

— Precisamos dessa nova linguagem. A sala de aula perdeu o monopólio da aprendizagem, que hoje tem força descomunal na internet. O Brasil tem plenas condições de desenvolver portais com gráficos supermodernos, videoaulas, interatividades e simulações tridimensionais para os alunos estudarem na hora em que quiserem, com quem quiserem e onde quiserem — prega Ronaldo Mota, ex-secretário de Inovação Tecnológica do Ministério da Ciência e Tecnologia, hoje reitor da Universidade Estácio de Sá.

Ronaldo lembra que nenhum outro país usa a tecnologia bancária melhor do que o Brasil. Existe, portanto, um potencial de sucesso em outras áreas. Para ele, o orçamento do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), que compra e distribui apostilas para escolas públicas, deveria ser redirecionado às inovações.

— O PNLD hoje é pensado como se os autores dos livros ou os gestores das escolas, todos de cabelos brancos como os meus, fossem os estudantes. É uma linguagem ultrapassada — afirma Ronaldo Mota. — Ou atualizamos nossa visão, ou fracassaremos. Não adianta os deputados brigarem pela escola de tempo integral se o colégio é desmotivador: vira uma dupla tortura.

Zero Hora

Alunos da rede pública da Paraíba apresentam baixo desempenho em português e matemática

Foto: Walla Santos
Foto: Walla Santos

A organização não-governamental ‘Todos pela educação’ apontou que os índices de aprendizagem de português e matemática, ensinados no 5º e 9º ano do ensino fundamental na rede pública estadual, está abaixo da média.

De acordo com o levantamento , dos 218 municípios da Paraíba que foram avaliados, apenas 32 atingiram a média em matemática, em 2013. Já na disciplina de português, 79 municípios atingiram a média.

O estudo revela também que no 5º ano, existiu maior aprendizado em matemática do que em português. Em 2013, apenas 37% dos municípios atingiram a meta da língua portuguesa, enquanto em matemática, o percentual foi de 46,4%. Já no 9º ano, 54,1% apresentaram melhor desempenho em português e apenas 14,7% foram bem avaliados em matemática.

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Segundo o TPE, para atingir a meta de aprendizado, o aluno precisa atingir ou superar os índices estabelecidos a cada ano avaliado. No 5º ano, a meta é de 225 em língua portuguesa e 200 em matemática. No 9º ano, precisam alcançar uma média igual a 300 em matemática e 275 em português.

 

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Parlamentares apresentam votos de repúdio a deputado de PE que quer proibir paraibanos na FIAT

oao-goncalves-e-djanilsonO deputado João Gonçalves (PSD) e o vereador Djanilson da Fonseca (PPS), vão apresentar votos de repúdio na Assembleia Legislativa da Paraíba e na Câmara Municipal de João Pessoa ao deputado pernambucano Silvio Costa Filho, que defendeu uma mobilização no estado vizinho para que as vagas na fábrica da FIAT que está instalada em breve só tenha trabalhadores pernambucanos.

Em entrevista ao programa ‘O Povo é Sucesso’ da Rádio Sucesso FM, 92.9, nesta quarta (11), o deputado Gonçalves taxou o pernambucano de irresponsável e incompetente, ele também afirmou que esse tipo de divisão está indo na contramão da história e lembrou que até países como Cuba, que é uma ilha, está procurando relacionamentos com outros países e ‘um deputado pernambucano vem querer promover a divisão?’.

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O vereador Djanilson acompanhou o parlamentar afirmando que vai apresentar o voto de repúdio ao deputado de Pernambuco hoje na Câmara Municipal.

Já o deputado estadual Jeová Campos (PSB) também se pronunciou, mas colocou panos quentes na polêmica. Para Campos, não deveria ser levada em consideração a opinião do pernambucano, além de destacar que esse tipo de proibição nunca iria acontecer pois o comércio é aberto a todos.

O deputado Silvio Costa Filho defendeu em uma rádio de Pernambuco nesta terça (10), que haja uma mobilização para fortalecer a economia e o emprego na Zona da Mata Norte, onde está instalada a FIAT e inseriu no debate a opção para que as vagas sejam preenchidas apenas por pernambucanos, excluindo paraibanos e norte-rio-grandenses.

Filho chegou a taxar de ‘invasão’ a procura de empregos pelos estados vizinhos e afirmou que já existe conversas com o presidente da Assembleia daquele estado, Guilherme Uchoa.

Marília Domingues / Anderson Soares

Programação da festa de São Sebastião em Dona Inês sofre mudanças. Sirano e Sirino se apresentam no domingo (25)

 

festaA organização da tradicional festa de São Sebastião da cidade de Dona Inês, informou na tarde desta sexta-feira, 23 de janeiro, que devido a incompatibilidade de horário, a dupla Sirano e Sirino, se apresentará no domingo (25) e não mais nesse sábado (24), como divulgado inicialmente.

A festa que começou nesta sexta com encontro de paredões e as apresentações dos cantores Paulo Márcio, Laércio Costa, Dedé Araújo e a participação da Banda, forró dos top´s, continua nesse sábado com Forró Zueira, Circuito Musical e Dany Play Pegada Forrozada. O evento começa às 22h00, no palco montado em frente ao principal ginásio da cidade.

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No domingo (25), a programação segue com Sirano e Sirino, Banda Cavalo de Aço, e Neco Lobão e Banda.

A festa é uma promoção da Prefeitura, com acesso gratuito para a população.

Saiba mais da Programação

Sábado (24) – Final do primeiro turno do Campeonato municipal à tarde e a partir das 22h00, shows com Forró Zueira, Circuito Musical e Dany Play Pegada Forrozada. – Em frente ao Ginásio de esportes -.

Domingo (25) – Sessão Especial na Câmara de Vereadores do Município com entrega de Títulos de Cidadanias Donainesense, a partir das 19h00 e a partir das 22h00, shows com Banda Cavalo de Aço, Neco Lobão e Banda e Sirano e Sirino. – Em frente ao Ginásio de esportes -.

Assessoria da Prefeitura de Dona Inês -PB

Partidos nanicos ‘batem’ gigantes e apresentam maior número de candidaturas na Paraíba

TREPB-300x179O Partido Republicano da Ordem Social (Pros) é a legenda com o maior número de candidatos registrados no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para as eleições de outubro na Paraíba. A sigla aparece na frente de partidos considerados tradicionais, como PSDB, PT e PMDB. De um total de 550, o Pros, legenda encabeçada pelo deputado federal e candidato a governador Major Fábio,  tem 39 candidatos.

Quatro partidos nanicos ocuparam os primeiros lugares em número de candidatos. O Pros, em primeiro, tem 30 candidaturas a deputado estadual, quatro para deputado federal e uma para as vagas de governador, vice-governador, senador e duas vagas para suplentes de senador. Em segundo lugar, temos o Partido Trabalhista do Brasil (PT do B) e o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), com 36 candidaturas cada.

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Dois nanicos que estão empatados com gigantes, são o Partido da Mobilização Nacional (PMN) e o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) estão em terceiro lugar com o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Socialista Brasileiro (PSB), eles lançaram 28 candidaturas nestas eleições, sendo que a maioria de seus candidatos concorrem as vagas de deputado estadual, respectivamente, 22,16, 21 e 16 candidaturas.

Muitos partidos apostaram nas candidaturas do maior número possível de postulantes não apenas com a perspectiva de vencer as eleições, mas também como estratégia de fortalecer os nomes para as novas disputas municipais de 2016.  Já outros que praticamente ocupam espaços em diversas regiões do estado, optaram apenas por nomes que consideram competitivos para vitória nestas eleições, como é o caso do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).

O PMDB, uma das maiores legenda do estado e que optou por uma chapa majoritária “puro sangue”, fica em quarto lugar no número de candidatos. A sigla encabeçada pelo senador e candidato ao Governo do estado, Vital do Rêgo, apresentou 27 pedidos de registro de candidaturas, sendo que a maioria deles são para candidatos a deputado estadual e federal, 14 e oito, respectivamente.

 

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Bens de candidatos ao governo e ao senado apresentam crescimento de até 149% em 2014

eleiçoes-destaque_interno.A maioria dos candidatos ao governo do estado e ao senado obtiveram acréscimos em seus bens em relação à declaração registrada na justiça eleitoral em 2010. A constatação é feita se compararmos o patrimônio declarado na última eleição com os dados registrados no TRE-PB para o pleito de 2014. Alguns obtiveram um crescimento de até 149%.

Ricardo Coutinho (PSB), atual governador do estado, declarou em 2010 que possuía bens no valor de R$ 866.698,44. Já nesta última declaração registrada no TRE, o chefe do executivo estadual informou que seu patrimônio somava R$ 1.325.603,81. O candidato à reeleição acrescentou de 2010 a 2014 aproximadamente 458 mil reais ao seu patrimônio, ou seja, um crescimento de 52,94%.

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Cássio Cunha Lima (PSDB), também postulante ao Palácio da Redenção, somava em 2010 R$ 642.645,00. Em 2014, o candidato registrou na justiça eleitoral que possuía bens avaliados em R$ 874.430,46. Um aumento de aproximadamente R$ 231 mil no patrimônio. O patrimônio do tucano cresceu 36%

O senador Vital do Rêgo Filho (PMDB), candidato ao governo do estado somava em 2010 R$ 888.842,05. Para 2014, o peemedebista declarou ao TRE possuir bens no valor de R$ 976.556,45. Um acréscimo de mais de R$ 87 mil reais, um crescimento patrimonial de 9,86%.

Major Fábio Rodrigues (Pros), também candidato ao governo do estado, declarou em 2014, que possui bens no valor de R$ 339 mil. Nas eleições de 2010 ele declarou que tinha bens na ordem de R$ 136.014,16. Significa um crescimento de 149,2%.

O candidato ao governo da Paraíba pelo Psol, Tárcio Teixeira, informou ao TRE que possui R$ 252.928,00. Antônio Radical (PSTU), candidato ao governo, não aparece na relação de candidatos com bens declarados pelo TRE paraibano.

Senadores

De acordo com os dados do TRE, o candidato a senador que possui o maior patrimônio é o ex-governador e candidato ao senado José Maranhão (PMDB). O peemedebista tinha, em 2010, R$7.429.880,68 em bens. Para 2014, Maranhão declarou que seu patrimônio somava R$ 8.830.629,26. Com base nesses dados se constata que o ex-governador obteve um acréscimo de R$ 1,4 milhões em quatro anos, ou 18,8%.

O deputado federal e candidato ao senado Wilson Santiago (PTB), declarou em 2010, que seus bens somavam R$ 659.809,28. O postulante ao senado federal informou ao TRE que possuía em 2014, R$ 715.666,46 em patrimônio. Um acréscimo de mais de 55 mil reais, ou 8,46%.

Jony Melo do Blog do Gordinho