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Estudantes de cidade gaúcha conhecem e aprendem cordel

A literatura de cordel, mais frequentemente associada ao nordeste brasileiro, também faz sucesso no sul. Projeto desenvolvido na cidade turística de Gramado, na Serra Gaúcha, agradou aos estudantes da sexta série (sétimo ano) do ensino fundamental da Escola Municipal Nossa Senhora de Fátima. A iniciativa, da professora Giovana Cristina Kuhn, foi desenvolvida nos dois primeiros trimestres de 2010.

Além de aprender a produzir textos de cordel, os alunos conheceram a história desse tipo de literatura, origem e principais características. “Os alunos amaram”, revela a professora, que está há seis anos no magistério. Graduada em letras — português e literatura —, ela tem mestrado em análise e métodos literários.

Para que os estudantes obtivessem um conhecimento mais profundo, Giovana abordou as semelhanças do cordel com outras formas métricas, como o repente — ou desafio — e o rap. Outro tema apresentado foi a xilogravura, a arte gravada na madeira, usada na ilustração do cordel. “Depois dessa etapa, aproveitamos cordéis de autores conhecidos, como Patativa do Assaré (Antônio Gonçalves da Silva [1909-2002]), e fizemos a análise literária”, explica a professora. Por último, os alunos produziram os próprios cordéis, que foram divulgados no mural e publicados no blog da escola.

Giovana lamenta não ter havido grande interesse de outros professores pela interdisciplinaridade. “Seria muito válido se tivesse acontecido, e o projeto teria maior abrangência”, avalia. Ela diz que gostaria de ter produzido uma encenação, mas não houve tempo.

Interesse — Quanto à receptividade dos alunos, revela ter sido excelente. “Eles demonstraram bastante interesse, principalmente porque conseguiram notar um parentesco entre o cordel e o rap”, salienta. Entre os resultados positivos obtidos, ela destaca a melhora na escrita no momento da produção textual. “Os alunos perceberam que língua portuguesa também pode ser divertida, alegre e emocionante, como as estórias dos cordéis.”

Na visão da diretora da escola, Mônica Raquel Scariot, o grupo que participou do projeto mostrou-se motivado, participativo e muito empenhado em realizar as atividades. Segundo ela, as turmas foram criativas e apresentaram trabalhos de autoria própria durante o Momento Cultural, uma atividade da escola. “Hoje, nossos alunos conhecem e leem cordéis e têm curiosidade em buscar atividades desse tema para serem trabalhadas nos momentos de leitura”, destaca Mônica. Formada em educação física, com pós-graduação em gestão educacional e 16 anos de magistério, ela está há quatro anos na direção.

Fátima Schenini

Taxistas são capacitados em empreendedorismo e aprendem novos idiomas



Na Paraíba, cerca de 100 profissionais já estão cadastrados no Programa Taxista Nota 10 que objetiva preparar os profissionais para receber turista na Copa de 2014

 

Todo mundo sabe que o taxista é uma espécie de cartão de visita da cidade. Na maioria das vezes é este o profissional que recebe os turistas em qualquer parte do mundo. Se o atendimento for cordial, solícito e prestativo, os visitantes se sentem bem recebidos. O contrário também traz consequências e, em geral, não muito boas. Pensando em preparar os taxistas para receber os visitantes durante a Copa de 2014, o programa Taxista Nota 10 já conta com cerca de 100 profissionais inscritos no Estado, que fazem curso de idiomas e de gestão de empreendedorismo.

Criado em novembro do ano passado, em parceria com o Sebrae, Confederação Nacional do Transporte (CNT), o Sest/Senat e a Secretaria de Turismo do de João Pessoa, o programa é oferecido no Brasil todo para melhorar o atendimento aos turistas durante e depois da Copa do Mundo de 2014.

Os cursos são gratuitos, sem nenhum custo adicional. O taxista aprende sobre gestão de negócios com um conteúdo divertido, leve e agradável em uma publicação estilo jornal. Em versão impressa e eletrônica, mensalmente, a publicação tem matérias sobre empreendedorismo, turismo e hospitalidade, entre outros.

 Marcos Olinto Alves é um dos alunos do programa e trabalha há oito anos como taxista em Campina Grande.  “O conteúdo é interessante, eu estou gostando. Nunca tinha feito curso de inglês, há uns dez anos que eu tinha parado de estudar. Agora falo inglês com os colegas, consigo entender, criar frases”, detalha. Marcos quer terminar o curso de Inglês e fazer o de Espanhol. Apesar de tanto tempo sem estudar, ele não está sentindo dificuldade. Ele escolhe o horário em que está no ponto por último, e estuda até duas horas, assistindo às aulas no carro.

As aulas são administradas pelo Serviço Social do Transporte (Sest) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat).  “O taxistas se interessam pelos cursos, principalmente o de Inglês. Alguns ligam meio desconfiados, com receio de pagarem algo depois de estarem estudando. Mas a nossa equipe do Sest/Senat está se unindo a órgãos competentes, associações e sindicatos para mostrar como a proposta do programa é interessante e sem custos”, explicou a coordenadora do Taxista Nota 10, em Campina Grande, Melissa Cesário.

Para participar do programa, basta o profissional apresentar o alvará, RG, CPF e um comprovante de endereço. Quem fizer a inscrição já sai com o kit do curso, uma pasta com três cadernos e um CD com as videoaulas. “Manteremos contato com o Sindicato dos Motoristas e as praças de táxi para firmar as parcerias”, disse a coordenadora de Desenvolvimento Profissional do Sest/Senai, Adriana Almeida.

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