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Pesquisa aponta que 87% das pessoas foram impactadas por campanhas do Setembro Amarelo

Maior parte dos entrevistados pela Toluna viu anúncios em sites e em redes sociais; apenas 30% lembram de ações realizadas por empresas

As campanhas realizadas por entidades e por empresas em relação ao Setembro Amarelo, mês de conscientização para prevenção do suicídio, impactaram 87% das pessoas, indica pesquisa feita pela Toluna com 850 respondentes.

A forma de comunicação mais efetiva, segundo a pesquisa, foram anúncios em sites na internet: 45% dos entrevistados disseram ter sido impactados nessa mídia. Logo na sequência aparecem as campanhas em redes sociais (43%), os posts de amigos ou conhecidos nessas redes (39%) e anúncios em rádio ou TV (37%).

O Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização para a prevenção do suicídio, criada em 2015 no Brasil pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Centro de Valorização da Vida (CVV), com a proposta de associar a cor amarela ao mês que marca o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio.

Quando perguntados se viram alguma ação promovida por empresas relacionada à campanha, apenas 30% dos pesquisados respondeu afirmativamente; 51% respondeu que não viram, 19% não souberam dizer. As marcas mais citadas foram (em ordem alfabética):  Bradesco, Globo, Itaú, Natura, O Boticário, Spotify, Uber e Unilever.

Questionados se conhecem ações voltadas ao Setembro Amarelo feitas pelo governo ou por ONGs, 62% disse conhecer, mas não ter participado. Já 23% disse conhecer e ter participado ativamente das ações, e 15% disse não saber.

Com relação ao CVV, que atua desde 1962 oferecendo serviço voluntário de apoio emocional em todo o país, 44% dos entrevistados afirmou conhecer e saber sobre o trabalho desempenhado pela entidade; já 43% disse já ter ouvido falar do Centro, mas não conhece seu trabalho; e 12% não conhece a organização. Entre os que conhecem seu trabalho do CVV, 80% considera suas ações satisfatórias.

A preocupação com o estado mental de outras pessoas foi identificada como predominante entre os participantes da pesquisa. 62% afirmou que costuma ajudar ou já ajudou quem esteja enfrentando esse problema, independente da relação; 34% também disse ajudar, mas especialmente se for da família ou alguma relação muito próxima. Apenas 3% disse não se importar.

A pesquisa da Toluna também questionou sobre a importância do governo em ações de prevenção ao suicídio. 93% respondeu que os cuidados com a saúde devem ser prioridade; 5% disse que são fundamentais, desde que não gerem custos elevados; 1% afirmou não saber e 1% disse que não, pois o governo tem outras prioridades.

A escola foi indicada pelos entrevistados como local ideal para abordar temas relacionados à prevenção do suicídio. Questionados sobre a necessidade de falar abertamente sobre o assunto nas escolas, 79% dos respondentes afirmou que sim, é importante falar abertamente sobre suicídio com os jovens; 15% disse ser favorável ao debate com os jovens, mas com cautela e somente com estudantes de ensino médio; 2% respondeu não saber e 2% disse ser contra, com receio de que isso possa incentivar os jovens. Já 1% disse que esse assunto não deve ser debatido nas escolas, mas sim em casa pelos pais.

A pesquisa ainda questionou os 850 entrevistados sobre a ocorrência de pensamentos suicidas, e se haviam buscado ajuda profissional. 60% respondeu nunca ter pensado em suicídio. Entre os que responderam que sim, 15% disse não ter pedido ajuda, 11% disse ter pedido ajuda a familiares e profissionais, 8% afirmou ter contado só com o auxílio de pessoas próximas e 4% buscou direto ajuda profissional.

A pesquisa da Toluna foi realizada entre os dias 20 e 22 de setembro de 2020, com 850 pessoas das classes A, B e C, segundo critério de classificação de classes utilizado pela Abep – Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa, onde pessoas da classe C2 tem renda média domiciliar de R$ 4.500 por mês. Estudo feito com pessoas acima de 18 anos, de todas as regiões brasileiras, com 3 pontos percentuais de margem de erro e 95% de margem de confiança.

Recentemente a Toluna passou por um processo de rebranding e tornou-se a marca principal e holding do grupo que conta também com a Harris Interactive e KuRunData. As três empresas têm um histórico de fornecer insights sob demanda para muitas das principais empresas, agências e organizações do mundo, empregando 1.500 pessoas em 24 escritórios em seis continentes. Com 20 anos de inovação, a Toluna reforça sua visão contínua de democratizar a pesquisa de mercado.

 

Sobre a Toluna

A Toluna fornece insights em tempo real sobre os consumidores na velocidade da economia sob demanda. Ao combinar a escala global e a experiência local com tecnologia inovadora e design de pesquisa premiado, ajudamos os clientes a explorar o amanhã, agora. A Toluna é a empresa controladora da Harris Interactive Europe e da KuRunData. Juntos, elas se esforçam para levar o campo da pesquisa de mercado para um amanhã melhor. Para mais informações, visite tolunacorporate.com.

 

 

Setembro amarelo alerta para risco do suicídio de esportistas

A cada 45 minutos, a duração de um tempo de futebol, uma pessoa tira a própria vida no Brasil. O suicídio atinge principalmente jovens adultos (com idades entre 15 e 29 anos), no ápice da forma física, mas não livres da depressão e das angústias da mente. O tema ainda é um tabu dentro da sociedade e do mundo esportivo, podendo atingir tanto os que ainda lutam por conquistas e os que chegaram, teoricamente, ao lugar mais alto do pódio. Diante deste contexto, o Setembro Amarelo brilha como alerta, e a Organização Mundial de Saúde diz que, em 90% dos casos, os pacientes podem sair vitoriosos.

“Elas querem acabar com o sofrimento, não com a vida”, diz a psicóloga Sandra Bittencourt, ressaltando que é preciso falar sobre o tema sem julgamento e crítica. “A prevenção é a chave deste problema de saúde pública. Precisamos de coragem para discutir o assunto, seja com profissionais especializados ou em grupos de apoio, minimamente qualificados”.

Moradora de Jundiaí (SP), Sandra recorda do tempo em que viveu em frente ao Paulista Futebol Clube, quando não existiam celulares e os meninos saíam do alojamento do time para ir até o orelhão (antigo telefone público) para ligar para os parentes. “No fundo, todo mundo espera ser amado e a família é o primeiro grupo ao qual o indivíduo deseja pertencer. A maioria desses meninos é de origem pobre e há uma enorme pressão sobre eles pela ascensão social, para resgatar todos os familiares daquela condição”.

A psicóloga Camila Carlos, especialista na área esportiva, avalia que esta separação precoce do núcleo familiar precisa ser trabalhada com os adolescentes. “Essa é uma fase de impulsividade e de reestruturação de identidade. O jovem precisa aprender a lidar com a derrota, a frustração e, o principal, entrar no caminho do autoconhecimento. O fato de ele ser, ou desejar se tornar, um atleta de alto rendimento não o tira da condição de ser humano”.

Diego Tuber viveu o sonho de ser jogador de futebol, mas uma lesão no joelho o fez mudar o caminho, seguindo para a enfermagem do esporte e do paradesporto. “Transformei minha tristeza e disse pra mim que queria estar perto do esporte de algum modo. O funil no futebol é grande. O capitão do penta, o Cafu, passou por 13 peneiras até ser aceito. Depois de entrar, é preciso gerir a carreira e se preparar para ser um ex-atleta”, diz Tuber, que hoje também presta assessoria esportiva.

O maior campeão olímpico da história, dono de 28 medalhas na natação, Michael Phelps admitiu ter sofrido com depressão e pensado em suicídio quando ainda reinava nas piscinas. “A gente vive ilusões sociais e culturais. No fundo, depois da fama, do dinheiro, aparece aquele buraco existencial”, avalia Sandra, destacando que o nadador revelou ter encontrado um novo propósito a partir da chegada do primeiro filho. Na ocasião, o norte-americano disse ter encontrado o amor verdadeiro. “Cultivar essas raízes profundas é fundamental, escapando do paradigma materialista e consumista. Nós temos a cobrança de aparentar felicidade e um sucesso permanente, basta olhar as redes sociais. A gente tem dificuldade de falar da dor, mas é uma dimensão da vida, e a pandemia veio para nos trazer de volta para dentro de nossas casas”.

 

Foto: Divulgação/Michael Phelps
Agência Brasil

 

 

Inmet emite alerta amarelo de acumulado de chuvas para 33 cidades da Paraíba

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta amarelo de acumulado de chuvas para 33 municípios da Paraíba. O aviso foi emitido às 10h30 desta quarta-feira (20) e segue até as 10h de quinta-feira (21).

Segundo o Inmet, o alerta indica a possibilidade de chuva entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia. A notificação aponta ainda baixo risco de alagamentos e pequenos deslizamentos em cidades com áreas de risco.

Em caso de rajadas de vento, o Inmet orienta para que a população não enfrente o mau tempo, fique atento às alterações nas encostas e evite usar aparelhos eletrônicos ligados na tomada.

O órgão orienta que as pessoas entrem em contato com a Defesa Civil, por meio do número 199, e com o Corpo de Bombeiros, por meio do número 193, caso haja qualquer problema.

Cidades com alerta amarelo de de acumulado de chuvas na PB

  1. Alhandra
  2. Araçagi
  3. Bayeux
  4. Baía Da Traição
  5. Caaporã
  6. Cabedelo
  7. Caldas Brandão
  8. Capim
  9. Conde
  10. Cruz Do Espírito Santo
  11. Cuité De Mamanguape
  12. Curral De Cima
  13. Itabaiana
  14. Itapororoca
  15. Jacaraú
  16. João Pessoa
  17. Juripiranga
  18. Lucena
  19. Mamanguape
  20. Marcação
  21. Mari
  22. Mataraca
  23. Pedras De Fogo
  24. Pedro Régis
  25. Pilar
  26. Pitimbu
  27. Riachão Do Poço
  28. Rio Tinto
  29. Santa Rita
  30. Sapé
  31. Sobrado
  32. São José Dos Ramos
  33. São Miguel De Taipu

 

 

G1

 

 

Setembro Amarelo: Assembleia debate valorização da vida e prevenção ao suicídio na Paraíba

A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) realizou, nesta terça-feira (10), sessão especial para debater o “Setembro Amarelo”, campanha de conscientização e prevenção ao suicídio, iniciada no ano de 2015 por meio de iniciativa do Centro de Valorização da Vida (CVV), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

De acordo com o deputado Delegado Wallber Virgolino (Patriota), autor da propositura, a sessão teve como objetivo de criar políticas públicas para prevenção do suicídio e de valorização de psicólogos e psiquiatras, que são os profissionais que atuam diretamente no diagnóstico e tratamento de transtornos mentais.

“Na Assembleia, nós tratamos de tudo e não poderíamos esquecer de tratar da doença do século: a depressão e, consequentemente, de prováveis suicídios. Precisamos debater, criar políticas públicas e esclarecer, porque só sabe o que é depressão quem já teve. Estamos aqui para trocar experiências e, acima de tudo, fortalecer laços entre profissionais de saúde, o Parlamento e os demais segmentos da sociedade”, afirmou Wallber.

O deputado Raniery Paulino (MDB) destacou que a sessão representa o cumprimento da função social da Assembleia para a preservação e valorização da vida. “Lamentavelmente, os dados que são apresentados hoje são muito estarrecedores. Se fala que a cada 40 segundos uma pessoa no mundo tira a sua própria vida. Então, temos que discutir a depressão para saber quais são de fato as causas que levam as pessoas a tirarem a sua própria vida. O momento é oportuno para fazer essa discussão, não apenas no mês de setembro, que é o período do chamamento da atenção, mas de forma perene e constante”, observou.

Já o deputado Dr Érico (Cidadania), que é presidente da Comissão de Saúde, Saneamento, Assistência Social, Segurança Alimentar e Nutricional da ALPB, lamentou os índices alarmantes de suicídios na Paraíba e em todo o Brasil e ressaltou a importância da Casa Epitácio Pessoa debater soluções para o problema. “O suicídio é hoje a terceira causa de mortes externas, perdendo apenas para acidentes e homicídios. Então, a Assembleia tem que fazer esse debate para construir encaminhamentos para a elaboração de políticas públicas que tratem do tema e colaborem para reduzir esses números preocupantes de mortes ocasionadas por problemas relacionados à saúde mental”, afirmou.

Para o presidente da Associação Paraibana de Psiquiatria, José Brasileiro, é fundamental dar assistência médica e psicológica a pessoas com transtornos mentais e com de histórico de abuso de drogas. “O primeiro passo é procurar um profissional qualificado que, no caso, é o psiquiatra, que cuida dos transtornos mentais, e também os colegas psicólogos, que fazem um trabalho excepcional nesse cuidado, principalmente na parte de triagem, nos encaminhando os pacientes. Porém, infelizmente a gente não tem dispositivos suficientes para dar suporte a essa condição. Por isso, que a gente tem visto um aumento das doenças mentais, porque os dispositivos para esse tipo de abordagem estão sendo insuficientes ainda nos dias de hoje”, alertou.

A promotora de Justiça da Defesa da Saúde de João Pessoa, Jovana Tabosa, destacou  que o Ministério Público da Paraíba (MPPB) criou um grupo com diversos órgãos públicos do Estado para enfrentar o problema. “Ao final de um ano de trabalho, nosso grupo interinstitucional confeccionou uma nota técnica que estabelece várias diretrizes. O texto-base foi feito, principalmente, pela Universidade Federal da Paraíba e norteia toda a atenção integrada do SUS, como a atenção básica, especializada, hospitalar de urgência e emergência, estabelecendo fluxo e recomendando aos gestores e profissionais de saúde a fazer campanhas publicitárias a respeito da temática, desse fenômeno tão complexo que é o suicídio”, declarou.

Também participaram da sessão especial os deputados Anderson Monteiro, Cabo Gilberto Silva, Camila Toscano e Dr. Érico (presidente da Comissão de Saúde da ALPB); os vereadores de João Pessoa, Carlão e Eliza Virgínia; o delegado da Polícia Civil da Paraíba, Fernando Klayton; o vice-diretor de Gestão de Pessoas da Polícia Militar da Paraíba (PMPB), tenente-coronel Onivan Elias de Oliveira; o presidente da Associação Brasileira de Logoterapia e Análise Existencial (Ablae), Alisson de Meneses Pontes; o chefe de Serviço de Psiquiatria do Hospital Universitário Lauro Wanderley, Roberto Mendes dos Santos; os médicos psiquiatras Tiago Nunes de Araújo e Edival Brilhante; e o pastor da Igreja Assembleia de Deus, Adalberto Guilherme.

Dia Estadual de Prevenção ao Suicídio

Na sessão ordinária desta terça-feira (10), a ALPB aprovou, por unidade, o Projeto de Lei 338/2019, do presidente da Casa, Adriano Galdino (PSB), que institui a Campanha de Valorização da Vida e o Dia Estadual de Prevenção ao Suicídio.

O projeto, que tem a finalidade de promover palestras e seminários para ampliar a divulgação sobre o tema durante o mês de setembro, também estabelece 10 de setembro como Dia Estadual de Prevenção ao Suicídio e a Caminhada Anual pela Vida, a ser realizada no último domingo do mês, encerrando a campanha.

“Trata-se de uma problemática que aflige o mundo todo. A propositura vem contribuir para alertar e promover o debate sobre o suicídio e as suas possíveis causas; colaborar para a redução de casos no estado; e estabelecer diretrizes para o desenvolvimento de ações integradas, envolvendo a população, órgãos públicos, instituições públicas e privadas”, argumentou Adriano na justificativa do projeto.

 

agenciaalpb

 

 

Unidades LGBT oferecem psicoterapia

Equipes de Psicologia do Espaço LGBT de João Pessoa e Campina Grande oferecem atendimento psicológico continuado e escuta psicológica gratuita para público LGBTQI+, um dos mais afetados pela depressão, transtornos mentais e suicídio, segundo dados da The Trevor Project, maior organização do mundo relacionada à prevenção de suicídio na população LGBT.

Para um jovem LGBT, a existência de um adulto próximo que o aceitasse e o acolhesse diminuiria em 40% a chance de uma tentativa de suicídio. Seja qual for a idade, o espaço para a escuta e para o acolhimento não pode ser subestimado como forma de lidar com a angústia e de salvar vidas, aponta The Trevor Project.

“É preciso tocar no tema considerado tabu de forma responsável. O Setembro Amarelo é uma forma de evidenciar o assunto e falar sobre a tristeza, angústia, depressão e de mostrar para a população que estes sentimentos são reais, independente de classe social, gênero e orientação sexual. Precisamos desmistificar a tristeza e os transtornos que afetam o humor do corpo e da mente”, afirma o psicólogo Gleidson Marques, do Espaço LGBT de João Pessoa.

Segundo o psicólogo, a depressão e o estresse são mais evidenciados em LGBT por questões de problemas familiares, conflitos internos, na escola e no trabalho. “Os dados são elevados, mas é importante também localizar que o avesso da tristeza é a agressividade também movida por sintomas da depressão, insônia, sentimento de desvalia, e uma vida sem sentido. Essas são as verdadeiras bolhas que podem levar ao suicídio, por isso precisamos cuidar do sofrimento que faz parte da vida”, alerta o psicólogo. Ele recomenda que além do atendimento continuado, as pessoas precisam buscar fazer atividades físicas para equilibrar os hormônios e aumentar o nível de serotonina no corpo.

MaisPB

 

 

Setembro Amarelo: profissionais de saúde mental chamam atenção para a prevenção ao suicídio e sintomas da depressão

Apontada como uma das principais causas de suicídio no mundo, a depressão, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), afeta 322 milhões de pessoas pelo mundo. Entre 2005 e 2015, o número de casos da doença cresceu 18%. Quando não diagnosticada e tratada, a doença pode resultar, em seus casos mais graves, no suicídio.

No Brasil, 5,8% da população sofre com a doença. São mais de 11,5 milhões de pessoas diagnosticadas com a depressão, que atualmente é vista como o mal do século. Esse número coloca o país como o 5º do mundo em número de casos. Já em relação aos transtornos de ansiedade, o Brasil é líder no mundo com 18,6 milhões de pessoas.

DEPRESSÃO

A depressão é um transtorno mental que produz alterações do humor. Essas alterações são caracterizadas por uma tristeza profunda, aliada à baixa autoestima, distúrbio do sono, falta de apetite e dores. Ainda de acordo com dados da OMS, as mulheres estão mais suscetíveis a quadros depressivos do que os homens. A doença pode ser classificada como leve, moderada ou grave, de acordo com a intensidade dos sintomas. Durante um quadro grave, o paciente tende a não ser capaz de realizar nenhuma função social.

No entanto, a psicóloga Hanna Jarine explica que nem todo caso de suicídio ou da tentativa de suicídio é resultado de uma depressão. Outros transtornos como o de Humor Bipolar, Esquizofrenia também podem ter como consequência o pensamento ou o comportamento suicida. “As pessoas que estão passando por alguma fragilidade emocional, algum momento de doença mental, aliadas ao medo e a sensação de não suportá-las, fazem com que estas desejem sanar suas dores, e o caminho que veem é com o pensamento do suicídio, não como forma de morrer, mas o ato de ser a única maneira de apagar essas dores”, analisou.

Hanna ressaltou que é comum aliar um comportamento suicida a algum transtorno mental, mas ela acrescenta que outros momentos de fragilidade emocional podem apresentar esse tipo de comportamento. “Por exemplo, alguém que esteja passando por um luto, a perda de alguém, então vem esse desejo de morte, já que atrela a sua felicidade, a sua qualidade de vida a outra pessoa. Alguém que acabou um relacionamento e também via essa fonte de felicidade no outro tem esse desejo de se matar porque é como se a vida não fizesse mais sentido. Mas são coisas passageiras, diferentemente de quem está com algum transtorno”, disse a psicóloga.

Ao identificar um comportamento suicida, seja de um familiar ou de um amigo, estudiosos da saúde mental orientam que esse sentimento não seja ignorado. A primeira atitude é procurar entender o sofrimento da pessoa, compreender as dificuldades e orientá-la a procurar um profissional. “A partir do momento em que a pessoa pensa que sua vida não faz sentido, esta é a hora de procurar um psicólogo ou um psiquiatra e ambos irão avaliar se existe a necessidade de um tratamento medicamentoso”, afirmou Hanna Jarine. É importante estar atento ao comportamento dessa pessoa e assim que notar uma fragilidade emocional profunda e, com isso, um desnivelamento de sua rotina, é bem possível que ela precise de ajuda psicológica. “A primeira coisa que a pessoa faz quando percebe que alguém está com comportamento suicida é validar o sofrimento da pessoa, ou seja, antes de dizer para a pessoa que o que ela sente é uma besteira, deve-se entender de fato o quanto é difícil, e oferecer-se para ajudá-la. É preciso estar ciente de que a pessoa que pensa em suicídio não está bem e orientá-la a procurar um profissional para falar sobre o assunto. A pessoa precisa entender que a vida vale a pena e que é necessário continuar”, observou a psicóloga.

PB Agora

 

 

Setembro Amarelo: ALPB promove campanha de prevenção ao suicídio

A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) aderiu ao ‘Setembro Amarelo’ e iniciou, nesta terça-feira (03), ações da campanha de valorização da vida e prevenção ao suicídio, com a distribuição de laços com funcionários, imprensa e cidadãos que visitaram a Casa. Na próxima terça-feira (10), a ALPB, através da Comissão Saúde, Saneamento, Assistência Social, Segurança Alimentar e Nutricional, realizará uma grande mobilização para prevenir a depressão e os casos de suicídios no Estado.

A Campanha contará com sessão especial, audiência pública, ações educativas, programa na TV Assembleia e panfletagem para conscientização da população, entre outras atividades. Além da campanha informativa, a sede do Poder Legislativo vai receber luzes na cor amarela para lembrar a importância da prevenção. O presidente da Casa, Adriano Galdino, ressaltou que a saúde mental é uma das maiores preocupações da saúde pública hoje, por isso a importância de destacar o tema.

“É importante que a Casa Legislativa dialogue sobre o assunto, pois a maioria das vezes, com orientação e apoio, nós conseguimos preservar vidas. Por isso, a importância da campanha e do cuidado com a saúde mental. Precisamos falar desse assunto, que ainda é um tabu para muitas pessoas, o que contribui para que ocorra muita desinformação no que se refere ao tema na sociedade”, destacou Adriano Galdino.

A data 10 de setembro é internacionalmente conhecida como o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio e tem como símbolo o laço do abraço na cor amarela. Por conta da data, desde 2015, entidades como o Centro de Valorização da Vida, Conselho Federal de Medicina, Associação Brasileira de Psiquiatria e outras instituições se envolvem em ações destinadas a dar visibilidade à prevenção.

“A campanha pretende discutir políticas públicas que vem diminuir essas tragédias que tem aumentado no país e na Paraíba. No Brasil, a cada 40 segundos acontece um suicídio e na Paraíba a cada 34 horas. Esses números precisam ser mostrados e debatidos na Casa.  É um caso de saúde pública, precisamos apoiar a população e sensibilizar para diminuir esse índice”, disse o presidente da Comissão de Saúde, Doutor Érico.

A Divisão de Psicologia da ALPB vai realizar nos dias 17 e 18 deste mês, nos dois turnos, ações informativas em alguns setores da Casa Epitácio Pessoa, bem como na Escola do Legislativo, com os alunos do cursinho Pré-Enem. O suicídio foi a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos em todo o mundo, em 2016. “Eu tenho o prazer de acompanhar o desempenho do setor de psicologia da Casa e o trabalho realizado, através da diretora Durvalina Rodrigues, tem tratado desse grande problema com bastante eficiência”, ressaltou a deputada Estela Bezerra.

Campanha de Valorização da Vida

Nesta terça-feira (03), a Comissão de Saúde, Saneamento, Assistência Social, Segurança Alimentar e Nutricional da ALPB aprovou o Projeto de Lei 338/2019, do presidente da Casa, Adriano Galdino (PSB), que institui a Campanha de Valorização da Vida, denominada de “Setembro Amarelo”.

O projeto, que tem a finalidade de promover palestras e seminários para ampliar a divulgação sobre o tema durante o mês de setembro, também estabelece 10 de setembro como Dia Estadual de Prevenção ao Suicídio e a Caminhada Anual pela Vida, a ser realizada no último domingo do mês, encerrando a campanha.

“A propositura vem contribuir para alertar e promover o debate sobre o suicídio e as suas possíveis causas; colaborar para a redução de casos no estado; e estabelecer diretrizes para o desenvolvimento de ações integradas, envolvendo a população, órgãos públicos, instituições públicas e privadas”, argumentou Adriano na justificativa do projeto.

 

agenciaalpb

 

 

Setembro Amarelo: Por que uma pessoa comete suicídio?

Por Sabrina Ferrer, psicóloga-chefe do FalaFreud

O suicídio é algo que vem chamando a atenção da sociedade. Não é de hoje que somos surpreendidos com alguns casos, seja de alguma celebridade ou de pessoas que, direta ou indiretamente, estavam próximas a nós. Nestas ocasiões, chocados, a pergunta que insistentemente invade a nossa mente é: Por quê?

Segundo as estatísticas, podemos ver o quão importante é abordar esse assunto e compreender a situação. Trata-se, além de uma comprovação do sofrimento individual, de um sério problema de saúde pública. Segundo o mais recente relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 800 mil pessoas cometem suicídio a cada ano – uma taxa de 11,4 para cada 100 mil habitantes. Isso significa um suicídio a cada 40 segundos. A “violência autodirigida”, como o suicídio, é classificada pela OMS e é hoje a 14ª causa de morte no mundo inteiro. E a terceira entre pessoas de 15 a 44 anos, de ambos os sexos.

Nossa cultura valoriza a vida em todos os sentidos, haja vista os incontáveis métodos de rejuvenescimento. Daí a morte, mesmo sendo um processo natural, não é bem-vinda porque rompe com o sonho humano de imortalidade. O suicídio, então, é tido como intolerável, nos conduzindo quase sempre a buscarmos uma justificativa para compreender tal ato e amenizar nossa perplexidade. O comportamento intencional de tirar a própria vida é resultado da soma de diversos fatores de origem emocional, psíquica, social e cultural. O indivíduo busca na morte o alívio, uma forma de fugir daquilo que o deprime, que o exclui de maneira insuportável.

Existem algumas pessoas que são mais propensas a cometer suicídio, são aquelas com transtornos mentais, depressivos, bipolares, transtornos de personalidade, dependentes químicos e esquizofrênicos. Outras podem estar passando por uma enfermidade, como câncer, HIV, ou mesmo pessoas que sofreram ou sofrem algum tipo de abuso ou bullying. Ou passaram por perdas, seja de emprego, separação, ou até uma exposição da vida íntima na internet.

A melhor forma de combater o suicídio é vencer nossos preconceitos e começar a falar desse assunto. Existem muitas pessoas que tem ideias suicidas mas não cometem o suicídio. Nesse processo a pessoa pensa em se matar, às vezes até planeja isso, mas não o faz.

O fato de haver um número considerável de pessoas que têm ideias suicidas criou uma crença na nossa sociedade de que quem fala que vai se matar não faz isso. Essa crença não é verdade. A maioria das pessoas que cometem suicídio comentam essa ideia com alguém antes de cometer esse ato. Neste caso, os sentimentos de uma pessoa que fala em se suicidar são minimizados por aqueles que não entendem sobre o assunto ou que nunca sentiram o mesmo.

A pessoa que sente vontade de morrer está em um processo de dor tão intenso que não vê outra saída. Na verdade, ela não quer matar a vida, ela quer matar a dor. Há nessas pessoas uma vontade imensa de viver, mas sem a dor, sem o problema. Nesses casos o suicídio pode ser visto como o fim de um longo sofrimento. Essas pessoas não têm encontrado sentido para a vida.

Para prevenir o suicídio é indicado que as pessoas escutem aquele que fala em se matar. Preste atenção em mudanças de comportamento, seja para uma tristeza profunda, a perda de vontade de fazer as coisas que a pessoa gostava, e até mesmo uma mudança repentina de humor para a felicidade. Se a pessoa estava muito triste e de repente fica feliz, pode ser que tenha planejado seu suicídio e está assim por se sentir aliviada em poder acabar com a dor.

Alguns sinais podem nos ajudar a perceber se o indivíduo está pensando em suicídio. Preste atenção se a pessoa costuma dizer as seguintes frases:

  • “Minha morte seria melhor para todos” ou “Pelo menos vocês não teriam mais que me aguentar”.

  • “Ninguém se importa, mesmo”, “Ninguém entende o que eu sinto” ou “Você nunca entenderá”.

  • “Agora é tarde, eu não aguento mais”, “Não existe mais nada a ser feito” ou “Eu só queria que a dor passasse”.

  • “Eu não tenho razões para viver” ou “Estou tão cansado de viver”.

Conversas assim podem ser indícios que o indivíduo pretende cometer suicídio. Não julgue. Se você nunca pensou ou se sentiu como a pessoa não diga como ela deveria se sentir ou o que deveria fazer. Apenas demonstre seu apoio e esforce-se para compreendê-la.

Falar que “Não é ruim assim” ou “As coisas vão melhorar” não ajuda em nada e fará com que ela sinta que você não entende ou não está ouvindo. Prefira dizer “Você não está sozinho. Eu estou aqui com você e ajudarei no que for preciso” . Eu não quero que você morra.” ‘Eu me preocupo com você.” Chame a pessoa para fazer algo com você como caminhar, praticar um esporte e qualquer coisa que a ajude a se manter fisicamente ativa. Um diário para a pessoa também pode ajudar. Assim, ela poderá expressar tudo que sente em vez de reprimir as próprias emoções.

Se você que está lendo este artigo agora tem ideias suicidas, saiba que existe um caminho para você. Existem estratégias que você pode usar para ajudar a mudar esses pensamentos. A mente de uma pessoa com pensamentos suicidas funciona de forma diferente. É preciso encontrar estratégias para lidar com isso. O uso, de programação neurolinguística, técnicas de mindfulness e meditação podem ajudar, além de um acompanhamento terapêutico intenso para que a pessoa possa se expressar livremente, sem julgamentos e encontrar atividades que lhes proporcione qualidade de vida.

Sabrina Ferrer é psicóloga-chefe do FalaFreud. Possui 14 anos de experiência na área de psicoterapia e Gestão de Pessoas. Sua abordagem é baseada na Psicanálise e Teoria Cognitivo Comportamental. Atua em clínicas atendendo adolescentes com questões emocionais, autoconhecimento, adultos com os mais variados sintomas e situações, além de idosos em casos de depressão e falta de motivação.

Isabella Lopes | NR-7 Comunicação

 

 

Detran abre o Movimento Maio Amarelo na Paraíba nesta terça-feira

Pelo terceiro ano consecutivo, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-PB) adere ao Movimento Maio Amarelo, com o objetivo de chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito, por meio de uma ação conjunta entre o Poder Público e a sociedade civil. A programação será aberta oficialmente nesta terça-feira (2), às 8h, no auditório da Escola de Serviço Público do Estado da Paraíba (Espep), com palestra sobre Educação e segurança no trânsito.

Com o tema “Minha escolha faz a diferença no trânsito”, este ano o movimento pretende despertar a conscientização da sociedade sobre a importância da direção segura. Para isso, durante todo o mês de maio, o Detran-PB realizará diversas ações em torno desse tema, a fim de chamar a atenção de diferentes setores da sociedade civil para o número excessivo de acidentes no trânsito.

Definido pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), o tema “Minha escolha faz a diferença no trânsito” foi criado pelo Observatório Nacional de Segurança Viária para o Movimento Maio Amarelo deste ano, com a finalidade de alertar para que todos escolham as melhores posturas no trânsito. Segundo a campanha do Observatório, o tema é um estímulo para que condutores de qualquer tipo de veículo (caminhões, ônibus, vans, automóveis, motocicletas e bicicletas), inclusive pedestres, optem pela conduta apropriada.

Segundo a chefe da Divisão de Educação de Trânsito do Detran da Paraíba, Abimadabe Vieira, a programação marcará a adesão do Estado ao movimento internacional. “O objetivo é promover ações durante todo o mês e assim despertar na sociedade a consciência para a epidemia nacional que são os acidentes de trânsito no Brasil, que geram um alto custo social e financeiro”, afirmou a chefe da DET, representante do Maio Amarelo na Paraíba.

Diversos órgãos públicos e entidades confirmaram a adesão ao movimento, a exemplo do Departamento de Estradas e Rodagens (DER), Polícia Militar, Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Maçonaria, Rotary Clube, Faculdade Maurício de Nassau e motoclubes.

Programação – O Detran-PB definiu um roteiro de ações para o Maio Amarelo, conforme abaixo:

Secom-PB

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Setembro Amarelo: Governo do Estado realiza campanha de prevenção ao suicídio

setembro-amareloO Governo do Estado, por meio da Coordenação Estadual de Saúde Mental, está iniciando a Campanha Setembro Amarelo 2016, que tem por objetivo alertar a população a respeito da realidade do suicídio no Brasil e no mundo e suas formas de prevenção. Durante todo o mês, a Rede de Atenção Psicossocial desenvolverá uma programação especial, realizada em sua maioria pelos municípios. Além disso, dia 19 de setembro, às 9 h, no auditório do Centro Formador de Recursos Humanos da Paraíba (Cefor-PB), será realizada  a mesa redonda “Suicídio: Cessar a dor e não a vida”.

A Campanha Setembro Amarelo é realizada desde 2014, por meio de identificação de locais públicos e particulares com a cor amarela e ampla divulgação de informações. O Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio é comemorado em 10 de setembro. As ações em alusão à data são realizadas continuamente por meio da Rede Pública, que oferece atenção integral em saúde para casos de tentativa de suicídio.

Para isso, a Rede de Atenção Psicossocial é fundamental para prevenção. “O fato de termos redes de serviço que acolhem e atendem pessoas com estes distúrbios, por si, já tem um efeito preventivo. Outro ponto importante é que ter esta rede permite o acesso de pessoas que nunca tiveram este tipo de problema, mas podem vir a procurar em momentos de dificuldade”, explicou o psicólogo da Coordenação Estadual de Saúde Mental da SES, Lucílvio Silva.

Quem precisa de atendimento para transtornos mentais no Sistema Único de Saúde (SUS) pode contar com os Centros de Atenção Psicossocial (Caps). Nesses estabelecimentos o paciente recebe atendimento próximo da família, assistência médica especializada e todo o cuidado terapêutico conforme o seu quadro de saúde. Quando recomendado pelo médico, o SUS disponibiliza gratuitamente medicamentos que podem auxiliar no tratamento dos pacientes.

De acordo com o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), de 2011 até julho de 2016, foram registrados 1036 óbitos por suicídio. Não há uma estatística específica sobre as causas de suicídio.  Segundo o psiquiatra e ex-coordenador Nacional de Saúde Mental, Roberto Tykanori, entre os principais fatores de risco estão os transtornos mentais, como: depressão, alcoolismo, esquizofrenia; questões como isolamento social, desemprego, questões psicológicas pontuais, como perdas recentes e desentendimento e dinâmica familiar; além de condições clínicas incapacitantes, como lesões desfigurantes, dor crônica e câncer.

“Esse é o mês no qual fazemos esse alerta internacional de prevenção ao suicídio dizendo que é possível sim prevenir, e o Governo do Estado está cada vez mais preocupado com essa temática. Entre jovens de 15 a 29 anos o suicídio é a segunda causa de morte, por isso o a SES, através da Coordenação de Saúde Mental, está apoiando essa campanha, que é encabeçada pelo Centro de Valorização da Vida e pela Associação Brasileira de Psiquiatria. E para marcar esse mês realizaremos essa mesa redonda no Cefor, onde vamos ter psicólogo, psiquiatra e uma usuária falando desta questão do suicido, mostrando que é possível sim cessar com a dor e não com a vida”, concluiu a coordenadora estadual de Saúde Mental, Shirlene Queiroz.

Secom PB

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