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Covid-19: em nova análise, PB possui 81% das cidades na bandeira Amarela e não recomenda volta às aulas

O Governo da Paraíba divulgou, neste sábado (3), mais uma avaliação do Plano Novo Normal com a análise situacional da Pandemia da Covid-19 no Estado. A classificação passa a vigorar a partir da próxima segunda-feira (5).

Esta 9ª avaliação aponta que parte significativa dos municípios que se encontravam em bandeira amarela na 8ª avaliação permaneceram nesta condição, representando 81% dos municípios paraibanos.

Nove municípios migraram da bandeira verde para a bandeira amarela e outrss nove cidades transitaram da bandeira amarela para a bandeira laranja, representando 14% dos municípios nessa situação.

Já outros seis municípios saíram da bandeira amarela para a bandeira verde, que teve sua participação reduzida para 5% dos municípios paraibanos.

ANÁLISE

O secretário executivo de Gestão de Redes de Saúde, Daniel Beltrammi, explica que para a classificação das bandeiras o Gabinete de Crise Covid-19 utiliza quatro indicadores: taxa de progressão de casos novos, taxa de letalidade observada, taxa de ocupação hospitalar em UTI e taxa de obediência ao isolamento social. “Além disso é considerada a taxa de transmissão do vírus calculado pela Fiocruz e o percentual de imunidade populacional, o R hoje é de 1,1 e a taxa de imunização da população atingiu 17%”, esclareceu.

Beltrammi destaca a importância da ampla divulgação das medidas não farmacológicas de combate à Covid-19, a serem praticadas todos os dias por toda população paraibana, que são as ações que mais salvam vidas em todo mundo. “Sabe-se que as mais eficazes medidas protetivas da população são o uso ostensivo de máscaras, a lavagem das mãos e a manutenção do distanciamento social o quanto possível”, observou.

A avaliação completa com a lista de municípios por bandeiras com suas respectivas avaliações pro critério e a íntegra da Nota Técnica estão disponíveis no site do Governo da Paraíba no endereço paraiba.pb.gov.br/diretas/saude/coronavirus/novonormalpb.

RETORNO ÀS AULAS

A Nota Técnica traz ainda uma análise e projeções quanto a cenários de retomada das atividades educacionais mediante novos protocolos. De acordo com o documento, o Estado da Paraíba tem mais de 994.000 crianças e adolescentes matriculados nos mais variados ciclos educacionais, o que representa 24,63% da população do Estado estimada para 2020. Destes, 81,52% são estudantes da rede pública e 18,48% da rede privada de ensino.

Comparando com países que aprovaram a retomada de aulas presenciais, como os Estados Unidos, onde entre os meses de abril a setembro de 2020 autoridades sanitárias norte-americanas e a Academia Americana de Pediatria alertaram para um crescimento expressivo do número de casos da Covid-19 entre crianças e adolescentes, da ordem de 500%, ante ao contexto da retomada das atividades educacionais mediante novos protocolos, em alguns de seus Estados.

Trazendo métodos similares de projeção e análise de riscos para o Estado da Paraíba para que se orientem tomadas de decisão sobre retomadas das atividades educacionais presenciais, com novos protocolos, pode-se obter crescimento médio do número de casos nas faixas etárias escolares da ordem de um pouco mais de 250%. Isto representaria cerca de 20.000 novos casos nas faixas etárias de 0 a 19 anos entre outubro de 2020 e fevereiro de 2021.

O Documento reforça ainda que toda e qualquer retomada de atividades rotineiras deve ocorrer, preferencialmente, em atenção aos riscos apontados pelo Plano Novo Normal, por meio de suas bandeiras, e aos protocolos definidos pelas autoridades sanitárias competentes. Neste sentido a Secretaria de Estado da Saúde disponibiliza um importante conjunto de protocolos em seu portal a respeito da Covid-19 (https://paraiba.pb.gov.br/diretas/saude/coronavirus/protocolos-sanitarios).

 

 

Secom

 

Vacina contra febre amarela entra no calendário de vacinação da Paraíba

A vacina contra a febre amarela foi incluída no calendário de vacinação da Paraíba, de acordo com a Secretaria de Saúde do estado (SES). A campanha de vacinação já começa a partir desta segunda-feira (5).

Segundo a Secretaria de Saúde (SES), a meta é vacinar todas as crianças de 9 meses a menores de 5 anos em todo o estado da Paraíba. A avaliação da cobertura vacinal tem meta de atingir 95%.

A vacina será incluída na etapa de multivacinação da poliomielite. De acordo com a SES, mais de dois mil enfermeiros e técnicos em enfermagem passaram por um webtreinamento com representantes da direção do Núcleo de Imunização da Secretaria do Estado da Saúde para que a vacina fosse acrescentada no calendário de vacinação.

G1

 

Aumento do sedentarismo acende luz amarela para doenças

Brasileiros reduziram as atividades físicas em cerca de 15% durante a pandemia do novo coronavírus. Prática de exercícios pode ajudar na prevenção de diversos problemas, inclusive câncer de próstata, alerta especialista

Um levantamento da empresa americana Fitbit com mais de 30 milhões de pessoas apontou que os brasileiros reduziram as atividades físicas em cerca de 15% durante a pandemia do novo coronavírus. Os dados preocupantes também se juntam a outra pesquisa realizada pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, que mostram que, das 58,7 milhões de mortes ocorridas em 2018, cerca de 9% – 5,3 milhões – têm alguma relação com a falta de atividade física.

A insuficiência de exercícios físicos foi responsável por 6% dos óbitos por doenças cardíacas, 10% por câncer de mama e 10% por câncer de cólon. Os hábitos saudáveis também podem ser importantes para a prevenção de doenças que atingem o sistema urinário e reprodutor das pessoas. Segundo o médico urologista Fernando Leão, a prática de exercícios aliada a uma alimentação saudável e balanceada pode prevenir o surgimento do câncer de próstata, que tem uma estimativa de atingir mais de 65 mil homens durante este ano, segundo previsão do Instituto Nacional do Câncer (INCA).

“Uma alimentação saudável, baseada em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais, além de praticar exercícios físicos regularmente podem contribuir para que os homens não sofram com essa doença”, detalha Leão, que também alerta para a necessidade de controlar o peso, não fumar e evitar o consumo de bebidas alcoólicas.

A atividade física contribui para a prevenção ao câncer de próstata a partir do momento em que promove a redução de peso, que é um dos fatores de risco para o desenvolvimento da neoplasia. Isso porque a obesidade promove um desarranjo hormonal e estimula o desenvolvimento da doença. “A prática dos exercícios contribui para melhorar o comportamento humano porque passam a liberar mais endorfina e permite a reparação do sistema imunológico, deixando o corpo mais resistentes às diversas doenças”, detalha Leão.

Apesar de os hábitos saudáveis também serem essenciais para a manutenção da estabilidade do corpo, as tradicionais visitas regulares ao urologista continuam sendo uma ação importante para se identificar precocemente o desenvolvimento de tumores malignos e agir rapidamente contra a doença. “Quanto mais cedo se descobre esse tipo de doença, mais fácil será para se combater a neoplasia. Por isso, é importante que os homens com mais de 50 anos frequentem regularmente o urologista e, quem tem casos da doença na família, a partir dos 40 anos”, detalha o médico urologista, que também é membro da American Urological Association (AUA) e da Society of Robotiv Surgery, ambas dos Estados Unidos, e da Société Internationale d’Urologie (SIU), do Canadá.

 

 

Com 86% das cidades em bandeira amarela, nova avaliação do Plano Novo Normal faz recomendações às atividades educacionais e começa a vigorar nesta segunda (10)

O Governo da Paraíba divulgou neste sábado (8) a 5ª avaliação do Plano Novo Normal para Paraíba, que passa a vigorar na próxima segunda-feira (10). Dos 223 municípios, 191 (86%) estão na bandeira amarela, incluindo a capital, João Pessoa, Cabedelo, Campina Grande, Patos e Guarabira; 23  municípios (10%)  na bandeira laranja, incluindo Bayeux e Santa Rita e,  9 municípios (4%)  na bandeira verde.  A Avaliação, protocolos e notas técnicas podem ser acessados no link paraiba.pb.gov.br/diretas/saude/coronavirus/novonormalpb

Nesta 5ª avaliação é importante destacar que parte significativa dos municípios que se encontravam em bandeira amarela na 4ª avaliação permanece nesta condição observando-se um discreto crescimento de 83% para 86% dos municípios paraibanos nesta bandeira. Mais uma vez constatou-se transição majoritária das demais bandeiras para bandeira amarela, com crescimento de 3% nesta última avaliação. A bandeira laranja permaneceu estável com 10% dos municípios paraibanos, já a bandeira verde demonstrou ligeiro decréscimo de 7% para 4% dos municípios paraibanos.

A Nota Técnica de avaliação e análise de transição das bandeiras recomenda robusto incentivo e ampla divulgação, com promoção diária das medidas não farmacológicas de combate à Covid-19, por parte das autoridades sanitárias municipais.

O secretário Executivo da Saúde, Daniel Beltrammi, reforçou  que “as mais eficazes medidas protetivas da população são o uso ostensivo de máscaras, a lavagem das mãos e a manutenção do distanciamento social o quanto possível, ante aos diferentes cenários de retomada das atividades produtivas na Paraíba. Tais retomadas devem ocorrer, preferencialmente, em atenção aos protocolos definidos pelas autoridades sanitárias competentes”. Neste sentido, a Secretaria de Estado da Saúde disponibiliza um importante conjunto de protocolos em seu portal destinado à Covid-19 (https://paraiba.pb.gov.br/diretas/saude/coronavirus/protocolos-sanitarios ).

A Nota também traz alterações sobre a recomendação de funcionamento de atividades de Bares, Restaurantes e Academias nos municípios com bandeira amarela, que passam  a funcionar, observada a adoção de novos protocolos.

Beltrammi afirma ainda ser de fundamental importância que todos municípios paraibanos desdobrem os esforços necessários para frenar qualquer tendência de rápido crescimento e acúmulo de casos e óbitos da Covid-19, “o que certamente colaborará para o sucesso do combate e a mais célere atenuação dos efeitos negativos da pandemia da Covid-19 em todo Estado”.

Recomendações relacionadas às atividades educacionais 

A Secretaria de Estado da Saúde também divulgou Nota Técnica sobre as atividades educacionais de forma presencial, recomendando que não sejam retomadas qualquer espécie de atividades de ensino regular nesse momento.  A Nota afirma que “a retomada das atividades educacionais são certamente o maior desafio que todo o mundo tem enfrentado em tempos de Pandemia da Covid-19”. Só na Paraíba, as análises das matrículas realizadas nas redes públicas estaduais e municipais, da educação infantil ao ensino básico, reúnem mais de 575.000 estudantes. A retomada das atividades educacionais, ainda que de forma lenta e gradual e mesmo que realizada com menores frequências semanais de aulas presenciais, certamente mobilizará contingentes significativos de pessoas, que também passarão a ter convívio mais frequente e próximo, posto que o distanciamento social, que é tarefa de difícil adesão e execução mesmo para adultos, torna-se quase inexequível quando se fala em crianças e adolescentes.

Daniel Beltrammi destaca que, “se 30% destas pessoas mais vulneráveis forem infectadas por estas crianças e adolescentes, majoritariamente portadoras assintomáticas do vírus, uma vez retomadas as atividades presenciais, mesmo que em menor frequência diária de aulas, serão necessários, entre os meses de setembro e dezembro de 2020, pelo menos, mais 254 leitos de UTI disponíveis ao mês e mais 332 leitos de enfermaria, também disponíveis em cada mês, considerando que se mantenham estáveis as atuais demandas por internações pela Covid-19, que também podem variar para mais, em função das retomadas mais vigorosas e já vigentes para outras atividades cotidianas”.

A nota também destaca que é pertinente propor que até que se concluam estudos populacionais promovidos pelas Secretarias de Estado da Saúde e da Educação (já em andamento), que reúnam níveis de acurácia aceitáveis para projeção e análise da prevalência e da incidência da Covid-19 no Estado da Paraíba, não sejam retomadas qualquer espécie de atividades de ensino regular. Propõe-se também que, desde já, sejam construídas e disponibilizadas recomendações preparatórias para retomada lenta e gradual das atividades educacionais presenciais, a serem aplicadas assim que as análises citadas estejam disponíveis e apontem níveis de segurança, que permitam tais retomadas.

Esta recomendação técnica complementa o painel de atividades por bandeira do Plano Novo Normal, uma vez que o retorno das atividades educacionais com novos protocolos e nova definição dos calendários escolares, previsto somente na bandeira verde, também demandará a compreensão acurada quanto ao momento mais oportuno e seguro para esta retomada. Logo os municípios que se encontram em bandeira verde não devem retomar atividades educacionais presenciais, sem que se concluam os estudos propostos.

Ainda segundo a Nota Técnica,  será permitida a retomada das atividades práticas presencias dos cursos de graduação das áreas de saúde em fase de conclusão (últimos 4 semestres do cursos de medicina e últimos 2 semestres dos demais cursos), conforme protocolos vigentes, com vistas a garantir a progressão de seus graduandos concluintes, no intuito de preservar a produção contínua de reservas técnicas de capacidades humanas em saúde, fundamentais para a preservação da vida dos indivíduos que venham a padecer da Covid-19.

Daniel conclui que “a jornada de combate ao novo Coronavírus foi intensa e bastante extenuante até aqui, exigindo o empenho de toda população do Estado”. O secretário também recorda que “em momento algum o sistema de saúde do Estado exauriu-se, posto que nenhuma família paraibana ficou em filas de espera por leitos de enfermaria e de UTI. Inúmeras vidas foram salvas ao garantirmos de forma sustentada os níveis de isolamento social em torno de 40% e também o uso de máscaras e a lavagem das mãos, como práticas cotidianas em nossas vidas. Não podemos retroceder, ou colocar a perder tudo que pudemos conquistar com muito esforço pessoal e coletivo na Paraíba”.

 

WSCOM

 

 

Nova avaliação aponta que Bananeiras, Solânea e mais 180 municípios da PB estão com bandeira amarela

Dados apontam que 182 (82%) municípios da Paraíba possuem bandeira amarela; 23 (10%) bandeira verde; e 18 (8%) bandeira laranja, de acordo com o ’Plano Novo Normal’, do Governo da Paraíba. Nenhum município da Paraíba obteve a bandeira vermelha na terceira avaliação, que tem vigência entre os dias 13 e 27 de julho. Estes números foram neste sábado (11) e as novas bandeiras que estabelecem a matriz de orientação para a retomada gradual das atividades no estado estão disponíveis na página oficial do plano.

Na avaliação passada, 136 municípios estavam com a bandeira laranja; 79 com bandeira amarela; oito bandeira vermelha; e nenhum obteve a bandeira verde. Nos municípios classificados com bandeira amarela residem 86,95% da população paraibana. Estão inseridos na bandeira, João Pessoa, Campina Grande, Cabedelo, Guarabira, Bananeiras e Solânea. A classificação permite o funcionamento do comércio varejista e do transporte coletivo municipal, de acordo com os protocolos obedecidos pelas autoridades competentes.

Já Bayeux e Santa Rita, na Grande João Pessoa, se mantiveram com bandeira laranja. Princesa Isabel, Matureia e Bonito de Santa Fé, que antes estavam na bandeira amarela, passaram agora para a bandeira laranja e devem manter apenas o funcionamento de atividades essenciais, sem a necessidade de restrição de circulação de pessoas.

Os municípios de Barra de Santana, Belém do Brejo do Cruz, Matinhas, Santo André e São João do Rio do Peixe estão com sinalização verde, o que permite a retomada de todos os segmentos da atividade econômica, exceto atividades escolares e acadêmicas presenciais, levando em consideração os protocolos recomendados pelas autoridades sanitárias para cada área.

As cores das bandeiras ajudam os gestores municipais na tomada de decisões acertadas para evitar o aumento da propagação do novo coronavírus, permitindo o retorno seguro e paulatino das atividades econômicas, levam em consideração as taxas de obediência ao isolamento, progressão de casos novos da Covid-19 e ocupação hospitalar e são analisadas cumulativamente em intervalos de 15 dias.

Laranja e Vermelha

Nos municípios sinalizados com bandeira laranja e vermelha, podem funcionar atividades essenciais, como agropecuária; cadeia produtiva e atividades acessórias essenciais; bancos, casas lotéricas, correspondentes bancários e seguradoras; empresas de telecomunicação, comunicação e imprensa; distribuidoras e geradoras energia, atividades de extração, produção, siderúrgica e afins; transporte, armazenagem, empresas de logística, Correios e manutenção de veículos automotores; supermercados e afins; serviços de Saúde; tratamento de água e esgoto e coleta de resíduos; administração pública (observada a adoção regimes home office), além dos já sinalizados com adequações para funcionamento.

Amarela

Nos municípios com bandeira amarela, funcionam os já autorizados nas bandeiras vermelha e laranja, além de hotéis, pousadas e afins; comércio; shoppings centers; comércio popular (camelôs) e serviços em geral; escolinhas de esporte sem contato físico (natação e tênis, por exemplo).

Verde

Todos os segmentos da economia e da sociedade podem retomar suas atividades nos municípios que se encontram na bandeira verde, observando a adoção de protocolos operacionais para funcionamento das diversas atividades, que terão como foco a proteção do indivíduo, que deve evitar o contato entre pessoas; ambientes fechados e confinados e aglomerações, mesmo ao ar livre.

Flexibilização

Estão liberados para o funcionamento, em qualquer bandeira, salões de beleza e barbearias, atendendo exclusivamente por agendamento prévio e sem aglomeração de pessoas nas suas dependências e observando todas as normas de distanciamento social; shoppings centers, exclusivamente para entrega de mercadorias por meio de (delivery), inclusive por aplicativos, e como pontos de retirada de mercadorias (drive trhu), vedado, em qualquer caso, o atendimento presencial de clientes dentro das suas dependências; as lojas e estabelecimentos comerciais, exclusivamente para entrega de mercadorias (delivery); missas, cultos e demais cerimônias religiosas poderão ser realizadas online, por meio de sistema de drive-in e nas sedes das igrejas e templos, neste caso com ocupação máxima de 30% da capacidade e observando todas as normas de distanciamento social; hotéis, pousadas e similares, exclusivamente para atendimentos relacionados à pandemia do novo coronavírus; estabelecimentos que trabalham com locação de veículos; e treinamentos de atletas profissionais, observando todas as normas de distanciamento social.

G1

 

Ministério da Saúde faz alerta sobre febre amarela

O Ministério da Saúde alerta quem ainda não se vacinou contra a febre amarela a buscar a imunização contra a doença. O alerta é dirigido especialmente à população das regiões Sul e Sudeste, que estão no centro da atenção dos especialistas depois que 38 macacos contaminados morreram nos estados do Paraná, de Santa Catarina e São Paulo.

Ao todo, 1.087 notificações de mortes suspeitas de macacos foram registradas no país. Os dados são do boletim epidemiológico divulgado nesta quarta-feira (15) pelo Ministério da Saúde, que apresenta o monitoramento da doença de julho de 2019 a 8 de janeiro deste ano. O alerta se dá porque o Sul e o Sudeste são regiões de grande contingente populacional e baixo número de pessoas vacinadas, o que contribui diretamente para os casos da doença.

O público-alvo para vacinação inclui desde crianças a partir de 9 meses de vida até pessoas com 59 anos de idade que não tenham comprovante de vacinação. Neste ano, as crianças passam a receber um reforço da vacinação aos 4 anos de idade.

Casos em investigação

No mesmo período, foram notificados 327 casos suspeitos de febre amarela em humanos. Destes, 50 permanecem em investigação, e um foi confirmado. A vítima, residente do estado do Pará, faleceu.

Atualmente, o Brasil tem registros apenas de febre amarela silvestre, ou seja, transmitida por mosquitos que vivem no campo e em florestas. Os últimos casos de febre amarela urbana (transmitida pelo mosquito Aedes aegyptii) foram registrados em 1942, no Acre.

Monitoramento

Segundo o Ministério da Saúde, o vírus da febre amarela se mantém naturalmente em um ciclo silvestre de transmissão, que envolve macacos e mosquitos silvestres. A pasta realiza um monitoramento para antecipar a ocorrência da doença e, dessa forma, intervir para evitar casos humanos, por meio de vacinação. Além disso, atua de forma a evitar a transmissão por mosquitos urbanos, com o controle de vetores nas cidades. O macaco, principal hospedeiro e vítima da febre amarela, funciona como sentinela, indicando se o vírus está presente em determinada região.

Vacina

A vacina contra a febre amarela está no Calendário Nacional de Vacinação e é distribuída mensalmente aos estados. No ano passado, mais de 16 milhões de doses da vacina foram distribuídas para todo o país. De acordo com Ministério da Saúde, apesar dessa disponibilidade, é baixa a procura da vacina pela população.

Para este ano, a pasta já adquiriu 71 milhões de doses da vacina, o suficiente para atender o país por mais de três anos. Está prevista para 2020 a ampliação gradativa da vacinação contra febre amarela para 1.101 municípios dos estados do Nordeste que ainda não faziam parte da área de recomendação de vacinação. Dessa forma, todo o país passa a contar com a vacina contra a febre amarela na rotina dos serviços.

 

Agência Brasil

 

 

Bandeira tarifária da conta de luz continuará amarela

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgou nesta sexta (27) que a bandeira tarifária para a conta de luz janeiro de 2020 continuará amarela, o que significa um custo extra de R$ 1,343 para cada 100 quilowatts-hora consumidos.

De acordo com a Aneel, “a bandeira permanece amarela em razão do baixo nível de armazenamento dos principais reservatórios do Sistema Interligado Nacional (SIN) e pelo regime de chuvas significativamente abaixo do padrão histórico”.

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado no ano de 2015 e utiliza as mesmas cores dos semáforos (verde, amarela e vermelha) para indicar se haverá ou não acréscimo no valor da energia a ser repassada ao consumidor final, em função das condições de geração de eletricidade.

No caso da bandeira amarela, a indicação é de condição intermediária de geração de energia nas usinas hidrelétricas, por causa do volume de água nos reservatórios. A previsão é de que as chuvas no primeiro mês de 2020 vão elevar gradativamente o nível de água dos principais reservatórios, mas ainda em patamares abaixo da média histórica.

A situação exige o acionamento das usinas termelétricas, movidas a petróleo e mais onerosas, “com impactos diretos na formação do preço da energia (PLD) e nos custos relacionados ao risco hidrológico (GSF)”, assinala a Aneel. Assim a tarifa terá acréscimo de R$ 0,01343 para cada quilowatt-hora (kWh) consumido em relação aos preços quando a bandeira é verde.

Janeiro é mês de verão e apresenta aumento de temperaturas, inclusive no litoral brasileiro – mais procurado no período por causa das férias escolares. O calor da temporada pode elevar o consumo de energia com o aumento do uso de equipamentos como o ar-condicionado.

Para uso desses aparelhos, a Aneel recomenda: “não deixar portas e janelas abertas em ambientes com ar condicionado; manter os filtros limpos; diminuir ao máximo o tempo de utilização do aparelho de ar condicionado; e colocar cortinas nas janelas que recebem sol direto”.

 

Agência Brasil

 

Acidente deixa cinco mortos na Linha Amarela, no Rio

Um carro de passeio com oito jovens bateu em um muro na Zona Norte do Rio no fim da madrugada deste domingo (8). Cinco morreram na hora.

O acidente foi por volta das 6h na Saída 2 da Linha Amarela. O carro vinha de uma festa na Barra da Tijuca e seguiria para o Méier, mas acabou colidindo na Rua Ramiro Magalhães.

Os outros três passageiros saíram feridos e foram levados para o Hospital Salgado Filho, no Méier, e receberam alta ainda pela manhã.

As vítimas

Mortos

  1. Alex, de 20 anos, o motorista;
  2. Guilherme Moreira, de 20 anos;
  3. Italo Ribeiro, de 21 anos;
  4. Juan Carlos, de 24 anos;
  5. Taisa Castro, de 21 anos.

Feridos

  1. Douglas Silva, de 21 anos;
  2. Juliana Oliveira, de 25 anos;
  3. Tamires Carneiro, de 20 anos.
Carro em que jovens estavam ficou destruído — Foto: Reprodução/TV Globo

Carro em que jovens estavam ficou destruído — Foto: Reprodução/TV Globo

Tamires Carneiro, de 20 anos, perdeu o namorado e o cunhado no acidente — Foto: Reprodução/TV Globo

Tamires Carneiro, de 20 anos, perdeu o namorado e o cunhado no acidente — Foto: Reprodução/TV Globo

‘Estava todo mundo bêbado’

Tamires conta que ela, o namorado, o irmão dele e amigos foram a uma festa no Espaço Hall, antigo Barra Music, na Avenida Ayrton Senna.

“Quando terminou a festa, tinha oito pessoas. Um estava com carro. Pedi para o meu namorado para a gente não ir de carro. Estava todo mundo bêbado”, lembrou.

“A gente estava com dinheiro, podia pegar um Uber, um 99, um táxi, qualquer coisa, para ir para casa. Só que o irmão dele estava lá, e ele não queria deixar o irmão dele… aí nós fomos”, continuou.

“Só que o menino, na curva, foi fazer graça. A gente falou para ele não acelerar. Ele acelerou o carro, virou na esquina, freou. Dois perderam a cabeça, o resto morreu, só sobramos eu e mais dois”, emendou, chorando.

Carro bateu na Saída 2 da Linha Amarela, na Zona Norte do Rio — Foto: Reprodução/Redes sociais

Carro bateu na Saída 2 da Linha Amarela, na Zona Norte do Rio — Foto: Reprodução/Redes sociais

Mapa localiza onde foi a batida deste domingo (8) — Foto: Infografia: Eduardo Pierre/G1

Mapa localiza onde foi a batida deste domingo (8) — Foto: Infografia: Eduardo Pierre/G1

 

 

G1

 

 

Paraíba terá vacinação contra febre amarela em 2020

Foi publicado na edição do Diário Oficial do Estado (DOE) desta sexta-feira (6) o Plano de Implantação da Vacina de Febre Amarela na Paraíba. A iniciativa tem por objetivo neutralizar o corredor ecológico de risco para possível introdução da febre amarela na região Nordeste.

De acordo com o plano, a Secretaria de Saúde deverá atuar para a capacitação do profissionais atuantes nas salas de vacina dos municípios para o manuseio da vacina. A imunização será iniciada para atender aos grupos de risco, estabelecida da seguinte forma:

* Implantação da vacina para crianças de 9 meses a menores de 5 anos nas regiões que fazem parte do corredor de risco para a introdução do vírus, totalizando 154.386 crianças- entre janeiro e maio de 2020;

* Implantação da vacina para crianças de 9 meses a menores de 5 anos nas demais regiões do Estado, totalizando 123.030 crianças- entre agosto e dezembro de 2020;

* Ampliação gradativa das demais faixas etárias, até 59 anos, totalizando 3.064.613 pessoas- todo a ano de 2021.

Confira abaixo como será feito o processo de implantação da vacinação, a partir do próximo ano.

A área em laranja indica os municípios onde será iniciada a vacinação. Já a área em branco mostra a segunda etapa de introdução do procedimento no estado.

Alexandre Freire

 

 

Contas de energia terão bandeira amarela em todo o país no mês de outubro

As contas de energia terão bandeira amarela, a partir desta terça-feira (1°), em todo o país. As informações são da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Dessa forma, a tarifa sofre acréscimo de R$ 1,50 a cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos. A medida representa uma redução em relação aos meses de agosto e setembro, quando a agência adotou a bandeira tarifária vermelha, no patamar 1, com acréscimo de R$ 4 para cada 100 kWh consumidos.

Segundo a agência, a mudança da bandeira vermelha para amarela ocorre pela previsão do aumento das chuvas em outubro. “A previsão hidrológica para o mês sinaliza elevação das vazões afluentes aos principais reservatórios, o que também permitirá reduzir a oferta de energia suprida pelo parque termelétrico”, disse a Aneel, em nota.

Criado pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo real da energia gerada, possibilitando aos consumidores o bom uso da energia elétrica. O funcionamento das bandeiras tarifárias é simples: as cores verde, amarela ou vermelha (nos patamares 1 e 2) indicam se a energia custará mais ou menos com base nas condições de geração.

O cálculo para acionamento das bandeiras tarifárias leva em conta, principalmente, dois fatores: o risco hidrológico– GSF, na sigla em inglês, e o preço da energia (PLD). Segundo a agência, o cenário favorável reduziu o preço da energia para o patamar mínimo, o que “diminui os custos relacionados ao risco hidrológico e à geração de energia de fontes termelétricas”, possibilitando a manutenção dos níveis dos principais reservatórios próximos à referência atual.

 

Agência Brasil