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Janot pede ao STF para investigar Aécio, Paes e Carlos Sampaio

(Foto: Agência Brasil)
(Foto: Agência Brasil)

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para abrir um segundo inquérito para investigar o senador e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG), na Operação Lava Jato. Também são alvos do mesmo pedido o deputado federal Carlos Sampaio (PSDB-SP) e o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB).

Os três políticos são suspeitos de terem tentado ocultar da CPI dos Correios, em 2005, informações sobre o suposto esquema de compra de votos em troca de apoio parlamentar na Assembleia Legislativa de Minas Gerais durante a gestão do ex-governador Eduardo Azeredo (1995-1999), o chamado mensalão do PSDB.

A CPI dos Correios investigou outro esquema de compra de votos, o mensalão do PT, que ocorreu durante o primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

À época em que a CPI dos Correios investigou o mensalão do PT, Aécio era governador de Minas Gerais. Já Paes e Sampaio eram integrantes da bancada do PSDB na Câmara dos Deputados. O atual prefeito do Rio, inclusive, chegou a ocupar o cargo de subrelator da CPI dos Correios.

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O pedido de Janot é baseado no termo de colaboração 18 da delação premiada do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS), no qual ele indica supostas irregularidades para maquiar dados do extinto Banco Rural em relação ao mensalão mineiro na CPI dos Correios. Delcídio do Amaral era presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito.

Na última segunda-feira (2), o procurador-geral da República já havia pedido autorização ao Supremo, também com base em depoimentos de Delcídio, para investigar Aécio em outra denúncia, por suposto envolvimento dele em irregularidades em Furnas. Carlos Sampaio e Eduardo Paes, entretanto, ainda não eram alvos de inquéritos da Lava Jato.

Para que os três sejam formalmente investigados pela Procuradoria-Geral da República,  a abertura de inquérito precisa ser autorizada pelo ministro Teori Zavascki, relator dos processos da Lava Jato no STF.

O que dizem os suspeitos
Por meio nota, a assessoria de Aécio disse que afirmações feitas por Delcídio Amaral referentes ao então governador de Minas Gerais e s deputados do PSDB “são improcedentes, caluniosas e sem qualquer tipo de comprovação na realidade” (leia íntegra da nota ao final da reportagem).

Também por meio de nota, o prefeito do Rio afirmou que “está à disposição da Justiça” para prestar esclarecimentos sobre o episódio relatado por Delcidio. Segundo Paes, “em nenhum momento” Aécio solicitou “qualquer tipo de benefício” nas investigações da CPI dos Correios.

Carlos Sampaio destacou, por meio de nota, que o pedido de investigação de Janot “é um procedimento corriqueiro da PGR”.

“Quanto à menção específica do meu nome, esclareço que não fui acusado, pelo senador, de qualquer ilegalidade, já que o mesmo, ao final de seu depoimento, limitou-se a dizer que eu poderia ser apontado como um dos deputados que teria ciência de que o Banco Rural sonegou dados à CPI de forma propositada”, comentou o deputado do PSDB no comunicado divulgado à imprensa.

Delação de Delcídio
Segundo a delação de Delcídio do Amaral, durante as investigações da CPI dos Correios, os parlamentares solicitaram a quebra de sigilos fiscais e bancários de pessoas e empresas. Entre os alvos dos requerimentos de quebra de sigilo estava o Banco Rural.

O delator da Lava Jato contou ainda que, no momento em que foi aprovada a quebra de sigilo da instituição financeira, integrantes do PSDB ficaram “incomodados”.

Presidente da CPI dos Correios, Delcídio relatou aos procuradores da República que Aécio – então governador de Minas – enviou pedido por meio de Eduardo Paes para prorrogar prazos de entrega das quebras de sigilo. Na ocasião, além de ser subrelator da CPI, Paes era secretário-geral do PSDB.

“Foi com surpresa que o declarante [Delcídio] percebeu, a receber as respostas, que o tempo fora utilizado para maquiar os dados que recebera do Banco Rural; que, ficou sabendo que os dados eram maquiados porque isso lhe fora relatado por Eduardo Paes e o próprio Aécio Neves; que, os dados atingiriam em cheio as pessoas de Aécio Neves e Clésio Andrade, governador e vice-governador de Minas Gerais; que o declarante compreendeu a existência da maquiagem pelo fato de que a gênese do mensalão teria ocorrido em Minas Gerais”, diz trecho da delação premiada de Delcídio.

O senador sul-matogrossense também contou à PGR que, além de Aécio e Paes, Carlos Sampaio também participou da maquiagem dos dados. Segundo ele, o relatório final da CPI dos Correios “foi feito com base neste dados maquiados”.

“Que o declarante entende que o Banco Central possui os dados corretos e teria condições de apontar a maquiagem. Que o declarante não sabe dizer quais foram os responsáveis, no Banco Rural, pela maguiagem dos dados. Que outros parlamentares também sabiam que esses dados estavam sendo maquiados, podendo citar os deputados Carlos Sampaio e Eduardo Paes”, ressalta outro trecho da delação do parlamentar do Mato Grosso do Sul.

Leia a íntegra das notas divulgadas por Aécio Neves, Eduardo Paes e Carlos Sampaio:

– Nota da assessoria do senador Aécio Neves

Sobre a CPI dos Correios

As menções feitas em delação por Delcídio Amaral referentes ao então governador de Minas Gerais Aécio Neves e deputados do PSDB são improcedentes, caluniosas e sem qualquer tipo de comprovação na realidade, como mostramos abaixo:

Sobre a afirmativa de que Aécio Neves teria enviado emissários junto à CPMI para que o prazo de entrega de documentos do Banco Rural fosse prorrogado:

Certidão fornecida pela Secretaria Geral da Mesa do Senado Federal comprova que inexiste qualquer requerimento que solicite a dilatação de prazo para apresentação de informações pelo Banco Rural. Trata-se de um documento que atesta a improcedência da declaração do delator.

Os parlamentares mencionados pelo delator: Carlos Sampaio e Eduardo Paes – integravam a bancada do PSDB, que foi a justamente a responsável pelo pedido junto à CPMI de quebra de sigilo do Banco Rural. Sampaio e Paes foram autores do mais amplo pedido de informações sobre o Banco Rural, documento esse encaminhado ao Banco Central, o que pode ser verificado em consulta à instituição.

Sobre a afirmativa de que o relatório final da CPMI dos Correios foi feito em dados maquiados fornecidos pelo Banco Rural.

Não é verdade. O relatório final foi feito com base em dados fornecidos  também pelo Banco Central.

Sobre a afirmativa de que o tema foi tratado com encontro com Aécio Neves, em Belo Horizonte, na sede do governo:

A reunião entre o então governador de Minas e o deputado Delcídio ocorreu em Belo Horizonte, em 07 de junho de 2006, conforme pode ser verificado no noticiário da época. Ou seja, o encontro ocorreu dois meses depois de encerrados os trabalhos da CPMI, o que demonstra que o tema tratado não poderia ter sido esse.

 

– Nota da assessoria de Eduardo Paes

O prefeito Eduardo Paes está à disposição da justiça para prestar esclarecimentos sobre o episódio relatado pelo Senador Delcidio do Amaral. Segundo o prefeito, em nenhum momento o então Governador Aécio Neves solicitou qualquer tipo de benefício nas investigações da CPI dos Correios.

O prefeito reafirma que, como deputado, teve muito orgulho em ter sido sub-relator geral da CPI dos Correios que desvendou o esquema do Mensalão.

– Nota da assessoria do deputado Carlos Sampaio

NOTA À IMPRENSA

O pedido de abertura de inquérito policial pelo Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, para apurar os fatos relacionados à delação premiada do senador da República Delcídio Amaral, é um procedimento corriqueiro da PGR.

Quanto à menção específica do meu nome, esclareço que não fui acusado, pelo senador, de qualquer ilegalidade, já que o mesmo, ao final de seu depoimento, limitou-se a dizer que eu poderia ser apontado como um dos deputados que teria ciência de que o Banco Rural sonegou dados à CPI de forma propositada.

A demonstrar que jamais agi visando proteger quem quer que fosse, lembro que na CPI dos Correios, solicitei, e restou aprovado, o indiciamento do então presidente do PSDB nacional, senador Eduardo Azeredo. 

Espero que o senador Delcídio não tenha agido em represália pelo fato de, em 2014, eu ter sido o autor do pedido de instauração de inquérito policial contra o mesmo, bem como pelo fato de eu ter pedido a sua cassação no  Conselho de Ética do Senado. Aguardo, portanto, com tranquilidade o desfecho deste caso.

 

 

 

G1

Aécio admite aliança do PSDB no governo Temer

aecioPrincipal porta-voz da oposição, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) diz acreditar que um eventual governo do vice-presidente Michel Temer (PMDB) só será bem-sucedido se não forem repetidas práticas que ele critica como “equivocadas” da gestão Dilma Rousseff, como o “loteamento” de cargos em órgãos públicos e empresas estatais.

“Se o Temer cometer o equívoco, e espero que não cometa, de repetir esse modus operandi de distribuir ministérios para formar o governo, ele vai fracassar”, afirmou Aécio em conversa com um pequeno grupo de jornalistas nesta quarta-feira, em Lisboa.

“Nós estamos dispostos a nos envolver, pela emergência da crise, e eu estive com o vice-presidente há menos de duas semanas e disse isso a ele. Mas a nossa conversa não é em torno de cargo, é em torno de um projeto”, afirmou o senador, que também é presidente do PSDB.

Segundo o tucano, seu partido se afastará de um eventual governo de transição caso perceba um movimento na direção da distribuição de cargos.

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“O PSDB não vai virar as costas para um governo Temer se ele acontecer. Vamos apoiá-lo na sociedade, nos setores onde temos interlocução, vamos apoiá-lo no Congresso Nacional. Mas a dimensão do nosso apoio vai depender muito da postura do Temer, do que ele disser a que veio. Porque, se ele começar a fazer um novo loteamento de cargos, nós não vamos chegar nem perto”, afirmou.

Aécio viajou à capital portuguesa para participar, nesta quinta-feira, do último dia do 4º Seminário Luso-Brasileiro de Direito, evento que nos últimos dias reuniu personagens da oposição a Dilma — a participação de Temer, que fazia parte da programação, acabou cancelada.

Na avaliação do senador, as críticas ao encontro de oposicionistas em Portugal são indicativos de “fragilidade” do governo petista.

“O governo está tão sensível e fragilizado que quiseram transformar esse seminário numa grande conspiração. Como se isso tivesse qualquer sentido, como se fôssemos conspirar num auditório em Lisboa”, ironizou.

‘Mercantilização do poder’

A respeito do loteamento de cargos em troca de apoio político, Aécio afirmou que “essa mercantilização sempre houve no passado, vamos ser justos, mas atingiu níveis vergonhosos no atual governo. São ministérios, cargos públicos, direção de estatais, coisas que mexem com a vida das pessoas, distribuídas como se fossem bananas na feira livre”.

“Eu diria que o governo da presidente Dilma vai cair, mas corre o risco de perder não apenas no voto, mas também a dignidade. Muitos governos já foram derrubados pelo mundo, mas caíram de pé. E penso que ela deveria estar mais atenta a isso nesse momento”, disse o tucano.

Ele negou que vá negociar cargos em troca de apoio ao atual vice caso a saída da presidente se concretize.
“O Michel [Temer] pode vir a nomear alguém do partido, mas isso não será uma demanda nossa, não vamos indicar ninguém nem exigir cargos, pelo contrário. Vamos sugerir que ele faça um governo acima dos partidos políticos.”

‘Mal menor’

Segundo colocado no último pleito, de 2014, Aécio também considera a “melhor solução” a realização de novas eleições presidenciais, mas “optou por apoiar o impeachment” diante do agravamento da crise.

“Dentro do partido muitos relutaram até pouco tempo atrás em apoiar o impeachment, porque consideravam, e eu me incluo entre eles, que o melhor caminho para o Brasil interromper esse ciclo de governo do PT seria a realização de novas eleições”, disse. “Para que houvesse um governo eleito com uma agenda clara, aprovada pela sociedade, de reformas estruturais e que pudesse ser implementada. Isso seria o ideal para o País e eu não nego isso”.

“O problema é que hoje há uma questão emergencial no País. O Brasil não suporta mais três ou seis meses do atual governo. O desemprego disparou, a inflação está corroendo o salário do trabalhador que recebe menos. O empresário não investe R$ 1 em um cenário desses e, por isso, optamos por apoiar o impeachment.”

Na opinião de Aécio, o impeachment não vai resolver a crise brasileira do dia para a noite – e é preciso entender que haverá um longo período até o País se recuperar.

“Não haverá uma solução fácil. Não esperem dias fáceis, mesmo com a aprovação do impeachment. Esperem dias muito, muito difíceis para o Brasil. Porque a ausência da legitimidade do voto joga contra quem precisa de medidas amargas”, avaliou.

“Por isso eu sempre achei que a saída da presidente Dilma pelo Tribunal Superior Eleitoral (onde as contas da campanha petista de 2014 estão sendo julgadas) seria a mais adequada. Todas as saídas serão traumáticas, o TSE talvez fosse a menos traumática, e certamente a permanência da Dilma será a mais de todas”, opinou o senador.

Fator Cunha

O tucano também comentou as denúncias contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) – réu na Lava Jato -, e a sua permanência no cargo. Segundo ele, “esse é um problema que o PMDB e o Michel Temer” terão de resolver.

“Esse é um bom ponto. As pessoas querem o afastamento da presidente e nós concordamos com isso, porque ela não tem mais condições de governar. Mas no dia seguinte será difícil quando as pessoas começarem a perceber que algumas lideranças políticas que foram sócias durante 14 anos disso aí (a gestão petista) estarão governando o Brasil”, afirmou.

“Não vamos nos esquecer de que o PMDB foi nosso adversário nos últimos 14 anos e se fartou no banquete do governo do PT”, disse o tucano.

BBC Brasil

Luiz Couto diz que Aécio tem trauma por derrota e sugere que tucano faça psicanálise

Luiz Couto PlenarioAo defender o Governo e a presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados, o deputado federal Luiz Couto (PT-PB) atacou, nesta segunda-feira (7),  o senador Aécio Neves (PSDB-MG)   por causa de pedido de impeachment acatado pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), contra a petista.

Para Couto os atos contra o mandato de Dilma são articulados  por Aécio e sugeriu que o tucano procure um psicanalista para curar “traumas” da derrota nas eleições presidenciais.

“Quem na derrota é mau perdedor, na vitória não há de ser um bom vencedor. Quem não sabe perder, não sabe vencer. Aécio Neves e seu trauma. Um caso para a psicanálise. Eis um dos nomes da crise”, disparou Luiz Couto.
Para Couto, por não reconhecer a derrota, Aécio Neves se mostrou “despreparado”,  “autoritário” , “desassossegado”  e mostra “uma infernal frustração” que deu lugar a um trauma e a uma obsessiva perseguição contra a candidata eleita.

“Aécio Neves liderou deputados do seu partido para que questionassem no Tribunal Superior Eleitoral contra a prestação de contas da Campanha de Dilma Rousseff. Insatisfeito, pegou carona nas manifestações conservadoras, para conclamar à população a defender o impedimento da presidenta eleita democraticamente. A justificativa deslavada era a baixa popularidade do governo federal”, alegou Couto.

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O deputado disse ainda que,  em verdadeiro  “vale-tudo” para derrubar Dilma,  Aécio Neves uniu a sua frustração à de Hélio Bicudo e ao rancor de Miguel Reale para dar sustentação à proposta de um golpe parlamentar através das chamadas “pedaladas fiscais”

A derrota cegou o derrotado ao ponto dele se aliar a um chantagista e respectivos  asseclas na acolhida ao descabido propósito de impeachment. Age como um aventureiro numa república de bananas”, finalizou.

Mais PB

Alckmin, Globo e Renan isolam golpismo de Aécio

politicosO senador Aécio Neves (PSDB-MG), que no fim de semana concedeu uma entrevista prevendo que será chamado em breve a salvar o País (leia aqui), foi abandonado à beira da estrada.

Nos últimos dias, três movimentos simultâneos praticamente liquidaram a possibilidade do golpe contra a democracia, que vinha sendo tramado e liderado por aliados de Aécio.

O primeiro ato se deu no encontro entre João Roberto Marinho, um dos sócios da Globo, e senadores petistas, quando ele afirmou que o sucessor de Dilma será aquele que conseguir se eleger em 2018 (leia aqui). Mais do que respeitar o calendário eleitoral e abandonar o golpe, a Globo também rifou Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, que seria peça-chave na orquestração golpista (leia aqui).

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O segundo ato partiu daquele que, no PSDB, reúne hoje as melhores condições para se colocar como candidato natural do partido: o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Ontem, ao participar de uma homenagem ao ex-governador pernambucano Eduardo Campos, ele afirmou que ‘a questão do impeachment não está colocada’ (leia aqui).

Não é exatamente o que pensam tenentes aecistas, como o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) e o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), mas o fato é que a opinião de Alckmin tem muito mais peso.

Por último, o terceiro ato ocorreu na noite de ontem, quando, em sintonia com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), lançou a chamada “Agenda Brasil”, um pacote de reformas de longo prazo, que sinalizam a retomada da governabilidade e da responsabilidade fiscal.

Os três movimentos, simultâneos, podem ser resumidos numa frase: Dilma fica, terá condições de governar e Geraldo Alckmin será o candidato do PSDB em 2018.

 

 

brasil247

Delegado anti-Lula fez campanha para Aécio

lulaNo momento em que a mídia antipetista promove forte ofensiva contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com base em criminalização de doações da empresa Camargo Correa ao instituto criado por ele em 2011, descobre-se que um dos braços desse aparato difamatório, a revista Época, tratou de simplesmente retirar da internet matéria que mostra que tal empresa também doou recursos para criação do Instituto Fernando Henrique Cardoso.

A matéria que a Época retirou da internet foi publicada em 2003 e mostrou que a Camargo Correa participou de uma “vaquinha” feita por empreiteiras e bancos para doar 7 milhões de reais para a criação do IFHC.

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O título da matéria que a revista das organizações Globo suprimiu é “FHC passa o chapéu”. Ao fazer uma busca dessa matéria no Google, por exemplo, aparece o link .

Contudo, a revista Época se esqueceu de que existem ferramentas para localizar o cache de memória de qualquer coisa que se publique na internet. Veja como é simples, leitor:

Este é o cache do Google de http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT435542-1659,00.html Ele é um instantâneo da página com a aparência que ela tinha em 27 maio 2015 00:13:25 GMT. A página atual pode ter sido alterada nesse meio tempo.

É escandalosamente evidente o que está acontecendo no Brasil. Só não vê quem não quer. Está em curso ofensiva de um consórcio formado por partidos políticos, empresas de mídia e setores da Polícia Federal e do Ministério Público com vistas a impedir que Lula dispute as eleições presidenciais de 2018.

Apesar de a mídia antipetista e partidos de oposição como o PSDB viverem alardeando que Lula e o PT estariam “liquidados”, sabem muito bem que, no imaginário popular, o ex-presidente se eternizou como aquele que iniciou um período de forte redução da desigualdade e de ascensão social e econômica dos setores mais pobres e injustiçados da sociedade.

Na tarde de sexta-feira, 12 de junho, o Instituto Lula divulgou release para sua lista de contatos informando de que neste sábado a revista Veja dará sua contribuição difamatória ao consórcio antipetista. Antes de prosseguir, vale ler a nota do Instituto.

NOTA À IMPRENSA

Resposta pública do Instituto Lula à revista Veja

São Paulo, 12 de junho de 2015,

O Instituto Lula foi procurado hoje (12/06) pela reportagem da revista Veja, a propósito de contribuições de empresas para o Instituto e das palestras realizadas pelo ex-presidente. Além de enviar e-mail com perguntas à assessoria de imprensa, a reportagem falou por telefone com o presidente do Instituto, Paulo Okamotto. A abordagem da revista revelou claro intuito de colocar as atividades do ex-presidente, legais e legítimas, em mais um dos enredos fantasiosos, mistificadores e caluniosos que têm caracterizado aquela publicação.

A revista Veja tem um histórico de capas e reportagens mentirosas sobre o ex-presidente Lula e o Partido dos Trabalhadores. Já estampou fraudes notórias sobre contas inexistentes em paraísos fiscais, falsas remessas de dinheiro do exterior, calúnias sobre relações com guerrilhas estrangeiras e com o narcotráfico. Por estas e outras mentiras, Veja foi condenada duas vezes pelo Tribunal Superior Eleitoral a publicar direitos de resposta do PT, em 2010 e 2014. Mesmo punida pela Justiça, a revista mantém o padrão de mentir, distorcer e caluniar.

Diante dos péssimos antecedentes da revista, de seu evidente descompromisso com a verdade e com os fatos e da sórdida campanha de difamação que move contra Lula e o PT, a assessoria do Instituto Lula esclarece publicamente:

1) O Instituto Lula foi criado pelo ex-presidente em 2011, depois que ele deixou o governo, para trabalhar pela erradicação da fome no mundo, aprofundar a cooperação com os países africanos e promover a integração latino-americana, entre outros objetivos.

2) Como tantas instituições ligadas a ex-chefes de governo – tanto no Brasil como nos demais países do mundo – o Instituto Lula recebe contribuições de empresas privadas para manter suas atividades. Tais contribuições são registradas e declaradas ao Fisco.

3) Diferentemente de outras instituições ligadas a ex-presidentes brasileiros, o Instituto Lula não recebe contribuições de empresas públicas, estatais ou de governos nem oferece deduções fiscais sobre as contribuições que recebe, seja por meio da Lei Rouanet, seja por outros mecanismos governamentais de incentivo a patrocínios. Não há dinheiro público, nem direta nem indiretamente, no Instituto Lula.

4) Para exercer o legítimo direito de trabalhar, o ex-presidente criou a empresa LILS Palestras e Eventos, por meio da qual são contratadas palestras e conferências para empresas e entidades privadas no Brasil e no exterior.

5) Essa é uma atividade exercida legalmente por ex-chefes de governo, no Brasil e em todo mundo, bem como por pessoas de grande projeção pública, como jornalistas, artistas, cientistas, desportistas etc.

6) Lula não cobra nada para fazer palestras para entidades sindicais, movimentos sociais, ONGs, governos, partidos políticos e grupos da sociedade civil.

7) Os contratos da LILS são registrados regularmente e declarados ao Fisco. Não existe relação financeira entre a empresa e o Instituto Lula. São atividades distintas, com contabilidades, fontes de receita e despesas também distintas.

8) Nem o Instituto Lula nem a LILS prestam qualquer tipo de consultoria, assessoria, intermediação de contatos etc. Nem o Instituto Lula nem a LILS fazem negócios.

9) Tanto a criação do Instituto Lula e sua forma de manutenção como a criação da empresa LILS são fatos públicos, divulgados pela imprensa e objeto de ampla reportagem, por exemplo, na edição de 3 de abril de 2011 do jornal O Globo.

10) Também foram divulgadas pela imprensa, há mais de dois anos, em reportagem da Folha de S. Paulo, as contribuições da empresa Camargo Corrêa e outras para o Instituto Lula e a contratação de palestras. Não há novidade no recente noticiário a respeito desse fato já conhecido.

11) As contribuições recebidas pelo Instituto Lula e as palestras contratadas por meio da LILS não têm relação com contratos da Petrobras, feitos pela Camargo Corrêa ou por qualquer outra empresa.

12) Os compromissos públicos e a intensa agenda internacional do ex-presidente são divulgados pela assessoria de imprensa e pelo site institutolula.org. Não procedem as  alegações, feitas por alguns jornalistas, de falta de transparência. A imprensa brasileira ignora sistematicamente a agenda de Lula, especialmente quando se trata de homenagens prestadas a ele ao redor do mundo e de participações nos mais importantes fóruns internacionais de debates, sempre em defesa do Brasil.

13) O Instituto Lula sempre esteve à disposição das autoridades para prestar informações pertinentes a suas atividades – tanto ao Ministério Público como ao Poder Judiciário ou ao Congresso Nacional.

14) Qualquer tentativa, por parte da revista Veja ou de outros veículos, de associar o Instituto Lula e a LILS a atos ilícitos ou suspeitos com base nestas informações, estará incursa na legislação que protege a honra e a imagem das pessoas e instituições.

15) Estamos assistindo ao início de uma ofensiva midiática contra a imagem e a honra do ex-presidente Lula, com evidente motivação político-partidária. Como tem se tornado comum, infelizmente, em nosso País, tal ofensiva não poupará pessoas e instituições de reconhecida probidade e seriedade, no intuito de desmoralizar e até criminalizar as atividades do mais importante líder popular do Brasil. A revista Veja é um dos instrumentos dessa ofensiva.

Assessoria de Imprensa do Instituto Lula

A teoria das matérias de Globos, Folhas, Vejas e Estadões sobre o assunto não resiste a poucos segundos de reflexão. Se houvesse qualquer ilegalidade nas doações a FHC ou a Lula, é óbvio que essas doações não seriam feitas às claras. Alguns milhões de reais poderiam ser facilmente repassados fora do Brasil.

Tampouco se pode acreditar que um presidente que fortaleceu tanto e deu tanta independência à Polícia Federal e ao Ministério Público pretendia cometer ilegalidades. Se tivesse tais intenções, teria mantido o que herdou de FHC, ou seja, uma Procuradoria Geral da República e uma Polícia Federal que jamais incomodaram o governo de plantão.

A imprensa se posicionar contra Lula, Dilma e o PT é um fato da democracia. São empresas privadas e podem ter a posição política que quiserem. Contudo, esse consórcio antipetista é integrado por membros do Ministério Público e da Polícia Federal.

Uma dessas autoridades partidarizadas é o delegado Igor Romário de Paula, que acaba de anunciar que “muito provavelmente” as doações da Camargo Correa ao Instituto Lula serão objeto de uma nova investigação da Polícia Federal.

Romário de Paula é um dos delegados da Operação Lava Jato citado em matéria do jornal o Estado de São Paulo de 13 de novembro de 2014 que revelou que “Delegados da Lava Jato” exaltaram o candidato Aécio Neves e atacaram o PT durante a última campanha eleitoral para presidente da República.

O que se deduz de tudo isso é que há no Brasil um conluio ilegal e inconstitucional que está destruindo a democracia brasileira, pois o poder de Estado, o poder econômico e grupos políticos tratam de forjar escândalo contra um ex-presidente da República considerado pela maioria do povo brasileiro como o melhor mandatário que o país já teve.

A vitória dessa trama diabólica representa a virtual destruição da democracia brasileira. A partir do uso desses métodos, só terá condições de chegar ao poder e governar o país o grupo político que cair nas graças de grupos de mídia que estão por trás de todo esse processo. Está se desenhando, no Brasil, a primeira ditadura midiática da história.

 

brasil247

Vaccari e Aécio: dois citados na lava jato. Enquanto um é preso, o outro pede impeachment

A bomba de hoje da imprensa que sonha com o golpe de noite e tenta transformá-lo em realidade de dia é que os partidos de oposição ao governo federal (PSDB, DEM, PPS, PV e SD) estão se organizando para atuar conjuntamente no pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, mesmo sem haver qualquer prova ou indício que a envolva na Operação Lava Jato.

Aliás, Lava Jato que era até ontem tratada como investigação de corrupção na Petrobrás e que por isso fez com que os procuradores não quisessem nem saber da lista de Furnas, mas que agora passa a dirigir seus canhões para as contas (pasmem!) da Editora e Gráfica Atitude, responsável pela Rede Brasil Atual.

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Cada dia fica mais claro que a Lava Jato que tem entre os seus indiciados parlamentares de vários partidos, entre eles o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, o do Senado, Renan Calheiros, e o ex-coordenador da campanha de Aécio Neves, ex-governador de Minas e atualmente senador Antonio Anastasia, está se tornando um segundo tempo da Operação Mensalão, quando todo o foco foi dirigido ao PT.

Nesse contexto chama atenção o tratamento diferenciado em dois casos emblemáticos, não só pela mídia, mas pela justiça. João Vaccari Neto, tesoureiro do PT, foi preso ontem. Vaccari foi citado nos depoimentos de delatores da operação. O juiz federal Sergio Moro foi atrás de algo que pudesse incriminar o petista.

Já no caso de Aécio Neves (PSDB), ele foi citado pelo doleiro Alberto Youssef que disse que o senador teria recebido recursos desviados de Furnas, através de sua irmã. O doleiro ainda afirmou que recolheu dinheiro de propina na empresa Bauruense, que prestava serviços para Furnas, duas vezes. Em uma delas, faltavam 4 milhões de reais. E foi avisado que o PSDB já havia coletado a quantia.

Mas as citações sobre o envolvimento de Aécio no caso de Furnas foram arquivadas pelo STF à pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

E agora, livre de qualquer investigação, Aécio comemorou ontem a prisão de Vaccari e começou a articular o impeachment de Dilma. E junto dele, com a mesma cara de pau, estava o presidente do DEM, Agripino Maia, acusado de receber R$ 1 milhão em propina num esquema de inspeção de veículos em seu estado, o Rio Grande do Norte. Se o leitor quiser saber mais sobre o caso, basta lê-lo aqui.

A qualidade de uma democracia se avalia nos detalhes. Enquanto grãos-tucanos comprovadamente corruptos e envolvidos em grandes escândalos não forem presos e tratados como qualquer político de outra agremiação, não se poderá dizer que vivemos numa sociedade de direitos equivalentes.

É por isso que num recente debate pelo twitter com Vinicius Wu, assessor do Ministério da Cultura (Minc), o deputado Jorge Pozzobom  (PSDB-RS), disse: “Me processa. Eu entro no Poder judiciário e por não ser petista não corro o risco de ser preso”.

 

brasil247

Boechat detona Aécio: choro de perdedor

boechat e aecioO jornalista Ricardo Boechat, comentarista da Band, detonou o senador Aécio Neves (PSDB-MG), em comentário de rádio na Band News.

Segundo ele, a presidente Dilma Rousseff e seus aliados devem dar gargalhadas quando veem Aécio se tornar porta-voz da campanha por um eventual impeachment.

“Ninguém é mais descategorizado do que o derrotado para propor a derrubada daquela que o derrubou”, afirma.

Segundo Boechat, Aécio crava em si a imagem do mau perdedor.

Confira, neste vídeo, o comentário do jornalista.

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brasil247

Aécio recebeu R$ 35 milhões de empresas citadas na Lava Jato

As investigações da Polícia Federal de que empreiteiras citadas na operação Lava Jato depositaram dinheiro de esquemas de desvios na Petrobras em contas legais de campanha eleitoral, abertas e fiscalizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), põem em dúvida a procedência do financiamento político do PSDB, DEM e PSB.

 

 

"Clube de empreiteiras" da Lava Jato fez doações a Aécio e Alckmin“Clube de empreiteiras” da Lava Jato fez doações a Aécio e Alckmin

O sistemático vazamento seletivo feito pela grande mídia esconde a verdade. Pelo menos é o que aponta levantamento feito pela Agência PT de Notícias no período pós-prestação de contas eleitoral (28 de novembro). Foram encontrados R$ 35,77 milhões em doações ao senador tucano Aécio Neves, candidato derrotado no segundo turno (26 de outubro) pela presidente Dilma Rousseff.

Esse valor foi encontrado somando-se item por item as doações declaradas no portal do TSE por instituições hoje conhecidas por integrarem o cartel conhecido como “clube das empreiteiras”, responsável pelo esquema de desvios junto com doleiros e ex-diretores da Petrobrás, como Paulo Roberto Costa, que cumpre prisão domiciliar. Doações de caixa dois não estão consideradas pelo levantamento.

No total, o candidato à presidente pelo PSDB arrecadou, conforme o levantamento, R$ 222,92 milhões em doações legais na campanha eleitoral 2014. O dinheiro das empreiteiras doado a Aécio Neves corresponde a 16% desse total.

O levantamento apontou que o diretório nacional do PSDB recebeu R$ 174,29 milhões em doações e o comitê nacional financeiro para presidente do partido, outros R$ 201,25 milhões.

A soma dos dois – R$ 598,47 milhões – não pode ser considerada como definitiva porque partes dos recursos transitaram entre uma conta (do partido) e outra (do comitê) sem identificar o autor da doação. Ou seja, pode haver, sob a identificação da origem como “comitê financeiro do partido”, mais dinheiro das empreiteiras não explicitado ao TSE pela conta “comitê para presidente”.

O “clube” é formado, segundo os levantamentos da Lava-jato, pelas empreiteiras Camargo Correa, UTC, OAS, Odebrecht, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão, Iesa, Engevix e Toyo Setal.

Apoio do clube a Alckmin

O governador reeleito por São Paulo, o tucano Geraldo Alckmin, foi, na oposição, um dos maiores beneficiários de doações do “clube”. Ele obteve cerca de R$ 8,5 milhões das empreiteiras, do total de mais de R$ 40,5 milhões arrecadados individualmente para a campanha ao governo paulista.

Pimenta da Veiga, o tucano derrotado na eleição ao governo de Minas Gerais pelo petista Fernando Pimentel, recebeu quase R$ 3,9 milhões do “clube”. No total, Veiga arrecadou R$ 40,4 milhões. O senador José Serra (PSDB-SP) arrecadou R$ 2,53 milhões do grupo denunciado à Justiça. No total, Serra obteve R$ 10,7 milhões em arrecadação eleitoral.

O ex-governador mineiro Antonio Anastasia, sucessor de Aécio, em 2011, foi eleito senador graças a quase R$ 1 milhão em doações do grupo de empreiteiras, de um total de R$ 18,1 milhões que conseguiu arrecadar.

O antecessor de Marina Silva na candidatura socialista, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, obteve R$ 1,27 milhão das empreiteiras. Até falecer em um acidente de avião, em agosto, o TSE havia registrado para Campos doações totais no valor de R$ 17,6 milhões. Marina só recebeu R$ 48,5 mil de um montante de R$ 43,95 milhões arrecadados para o PSB.

Fonte: Agência PT de Notícias

Coordenadora da campanha, paraibana Erundina abandona Marina e critica apoio a Aécio: “equivocada e incoerente”

erundinaA deputada federal Luiza Erundina (PSB) está entre os políticos que se afastaram da presidenciável Marina Silva, após as eleições 2014. O fato seria o apoio que a socialista deu ao tucano Aécio Neves no segundo turno das eleições, de acordo com matéria da Folha de São Paulo.

De acordo com a Folha, passados três meses da eleição, a ex-senadora, que chegou a liderar as pesquisas de intenção de voto, submergiu e viu o núcleo político de sua candidatura se esfacelar. Entre esses afastamentos, os dois coordenadores da campanha, Walter Feldman e Luiza Erundina.

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Outra baixa sofrida por Marina Silva, seria na equipe que organiza a fundação da Rede Sustentabilida. Um grupo de militantes rompeu com Marina e agora tenta criar outro partido, o Avante, inspirado no Podemos espanhol.

Parte do isolamento de Marina deve-se à decisão de apoiar o tucano Aécio Neves no segundo turno da eleição presidencial, caminho que dividiu os marineiros. Para Erundina, a opção foi “equivocada” e “incoerente”.

“Marina criticava a polarização entre PT e PSDB, mas decidiu aderir a um dos polos. Foi uma contradição com o discurso que ela fez na campanha”, afirma a deputada, que se aproximou dos dissidentes da Rede engajados na organização do Avante.

Erundina também critica o sumiço de Marina, que não compareceu nem às posses de aliados, como a do governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB). Para a deputada e ex-prefeita de São Paulo, quem recebeu 22 milhões de votos em outubro não deveria se omitir no momento em que o governo anuncia medidas impopulares, como o aumento de impostos e o corte de benefícios sociais.

“A Marina está muito silenciosa, muito calada. A conjuntura é grave, mas não ouço ela se manifestar”, critica. “Ela criou a expectativa de que enfrentaria as questões nacionais, mas lamentavelmente a sociedade está sem resposta”, completa.

Marina deve reaparecer em público nesta segunda-feira (26), no Rio de Janeiro, em ato pela criação da Rede.

MaisPB

Aécio e Aloysio não votaram contra dilma em brecha fiscal

aecio-e-aloisioO senador Aécio Neves, derrotado nas eleições de outubro, e Aloysio Nunes, candidato a vice-presidente na ocasião, não registraram seus votos contrários ao projeto de alteração da meta fiscal apresentado pelo governo federal à Câmara e ao Senado. Eles que obtiveram discursos tido como raivosos no plenário que apreciava a matéria, simplesmente não votaram nem “sim” e “não”, quando o texto-base foi aprovado.

Aécio que por diversas vezes chegou a gritar que a presidente estava comprando os parlamentares, e que com a redução da meta fiscal o país teria menos investimento e menos emprego, consequentemente, sobrando, segundo o mesmo, mais emprego para a base aliada do PT e do governo. Já Aloysio, afirmou que a votação era para “livrar a cara” da presidente.

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Em uma postagem do PT no Facebook oficial, o partido questiona o motivo de ambos não votarem de forma contrária ao projeto, sendo que por inúmeras vezes obtiveram discursos inflamados contra a flexibilização.

Brasil 247