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Inquérito sorológico começa dia 26 de outubro e vai testar quase 2 mil paraibanos que convivem com crianças e adolescentes, diz secretário de Saúde da Paraíba

O inquérito sorológico, que testará paraibanos para covid-19 para saber a possibilidade de retorno das aulas presenciais na rede estadual de ensino na Paraíba, começa dia 26 de outubro, segundo informou ao ClickPB, o secretário de Estado da Saúde (SES), Geraldo Medeiros. Serão testados quase 2 mil pessoas que convivem com estudantes na faixa etária de ensino.

“Serão testados 1970 paraibanos em 130 municípios. Os usuários escolhidos foram aqueles que conviviam com crianças e adolescentes entre 03 e 17 anos com idosos acima de 60 anos ou aqueles que tenham doenças crônicas”, informou ao ClickPB, destacando que o inquérito começa dia 26 de outubro e a atuação em campo, dia 03 de novembro.

De acordo com Geraldo Medeiros, as famílias serão testadas e após dois meses, com o término do inquérito, vai ser possível mostrar o grau de imunidade da população e o que ocorrerá após a abertura das aulas presenciais. Mais de 160 mil pessoas que convivem com crianças e adolescentes têm mais de 60 anos ou algum tipo de comorbidade, ou seja, dentro do grupo de risco para a covid-19.

 

clickpb

 

 

Síndrome associada à covid-19 já atingiu 197 crianças e adolescentes; PB tem 6 casos

Pelo menos 197 crianças e adolescentes brasileiros apresentaram, até o fim de agosto, uma série de problemas de saúde que, juntos, podem caracterizar uma nova doença potencialmente associada a covid-19, a Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica. Na Paraíba, o número total de casos é 06 com duas mortes.

De acordo com o Ministério da Saúde, do total de crianças, 140 tinham menos de 10 anos no momento em que adoeceram. Ainda segundo a pasta, a síndrome pode ter causado a morte de pelo menos 14 pacientes com idades entre 0 e 19 anos no período de maio a agosto deste ano.

Os óbitos notificados foram registrados em oito estados: Pará (3); Rio de Janeiro (3); Ceará (2); Paraíba (2); Bahia (1); Pernambuco (1); Piauí (1); e São Paulo (1). A coordenadora de Saúde da Criança e Aleitamento Materno, Janini Ginani, lembrou que as mortes em questão estão “sob investigação”, já que várias outras síndromes podem se sobrepor, dificultando o diagnóstico.

Segundo o último balanço, até o dia 26 de agosto, o maior número (41) de notificações da nova síndrome vinha do Ceará. Em seguida estão Pará (24); Rio de Janeiro (22); Distrito Federal (19); São Paulo (19); e Bahia (11). Também foram registrados casos em Alagoas (9); Espírito Santo (8); Minas Gerais (5); Paraíba (6); Pernambuco (9); Piauí (6); Rio Grande do Norte (9); e Rio Grande do Sul (9).

Ontem (8), entretanto, o governo de Pernambuco anunciou que os casos da síndrome no estado já somam 16, incluindo uma morte.

UF NÚMERO TOTAL DE CASOS NÚMERO DE ÓBITOS
Acre
Alagoas 9
Amapá
Amazonas
Bahia 11 1
Ceará 41 2
Distrito Federal 19
Espírito Santo 8
Goiás
Maranhão
Minas Gerais 5
Mato Grosso do Sul
Mato Grosso
Pará 24 3
Paraíba 6 2
Pernambuco 9 1
Piauí 6 1
Paraná
Rio de Janeiro 22 3
Rio Grande do Norte 9
Rondônia
Roraima
Rio Grande do Sul 9
Santa Catarina
Sergipe
São Paulo 19 1
Tocantins
Brasil 197 14

Monitoramento

Embora se caracterize por sintomas diversos, a síndrome está frequentemente associada à febre persistente, acompanhada de pressão baixa, conjuntivite, manchas no corpo, diarreia, dor abdominal, náuseas e vômitos, entre outros. Em alguns casos, o paciente pode desenvolver também sintomas respiratórios e disfunção cardíaca. Além disso, há sempre uma marcante atividade anti-inflamatória do organismo.

Os primeiros casos da nova síndrome começaram a ser registrados na Europa em abril deste ano. Os relatos logo se multiplicaram, motivando a Organização Mundial da Saúde (OMS) a emitir um alerta para chamar a atenção de pediatras de todo o mundo.

Em 20 de maio, o ministério divulgou, em parceria com as sociedades brasileiras de Pediatria e de Reumatologia, um primeiro comunicado sobre o assunto. A pasta pedia atenção dos profissionais de saúde para que a síndrome fosse identificada rapidamente. Os sintomas, entretanto, podem ser confundidos com os de outras síndromes, como a de Kawasaki.

No dia 24 de julho, quando o país registrava 71 casos confirmados de covid-19 e três mortes, o ministério implantou um sistema de monitoramento nacional da síndrome por meio de formulário disponível no sistema oficial de comunicação da pasta.

Na semana passada, ao participar de uma reunião da Comissão Externa de Enfrentamento a Covid-19, do Senado, o diretor do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas, do Ministério da Saúde, Antonio Rodrigues Braga Neto, destacou a necessidade de se “qualificar o atendimento às crianças”, esclarecendo que a notificação, apesar de importante, não é obrigatória.

“Ainda não temos a notificação compulsória. O que temos é uma recomendação”, disse Neto. “Entendemos que a notificação compulsória é uma ferramenta de interesse epidemiológico que facilitará a análise destes casos”, acrescentou o diretor, enfatizando que, mundialmente, ainda há muitas dúvidas sobre a síndrome.

“É uma doença nova, muito recente. O que temos que garantir é a capilaridade das informações. [Garantir] que uma criança que chegue à atenção primária com febre há três dias e algum dos outros sintomas, como náusea, cefaleia ou conjuntivite, e que apresente alterações laboratoriais tendo a sepse sido excluída seja encaminhada para uma atenção especializada.”

Durante a reunião, a coordenadora de Saúde da Criança e Aleitamento Materno, do Ministério da Saúde, Janini Ginani, ressaltou que a maioria das crianças e adolescentes acometidos pela síndrome é do sexo masculino, possui entre 0 e 9 anos e não tinha doenças crônicas pré-existentes.

“Os casos têm sido mais prevalentes na faixa etária até 10 anos de idade. Entre as crianças de 0 a 4 anos, 41 eram do sexo masculino e 34, do feminino. Já entre as de 5 a 9 anos, foram 39 e 26, respectivamente”, detalhou Janini.

“Temos visto uma dificuldade com relação à discriminação desses casos. O que, possivelmente, é uma sepse sendo notificada como uma Síndrome Inflamatória Multissistêmica. Estamos tentando separar essas causalidades; aprimorar a vigilância para entender como essa síndrome tem se desenvolvido no país, qualificando também a vigilância e [o registro] de óbitos.”
UTIs

Pesquisador do Instituto D’OR de Pesquisa e Ensino e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o pediatra Arnaldo Prata apresentou, durante a reunião, dados de um estudo feito com 79 crianças e adolescentes internados em 19 unidades de terapia intensiva (UTIs), públicas e privadas, de cinco estados (BA; CE; PA; RJ e SP).

Para ele, embora o número de casos da síndrome seja pequeno, é preciso estar alerta, já que 87% das crianças internadas em UTIs testaram positivo para covid-19. Destas, 13% apresentaram um quadro clínico associado à síndrome.

“Ou seja, entre crianças de 0 a 19 anos, a doença inflamatória multissistêmica pode acometer de 10% e 15% das que adoecem e que precisam ser internadas devido a covid-19”, enfatizou Prata.

UTIs

Pesquisador do Instituto D’OR de Pesquisa e Ensino e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o pediatra Arnaldo Prata apresentou, durante a reunião, dados de um estudo feito com 79 crianças e adolescentes internados em 19 unidades de terapia intensiva (UTIs), públicas e privadas, de cinco estados (BA; CE; PA; RJ e SP).

Para ele, embora o número de casos da síndrome seja pequeno, é preciso estar alerta, já que 87% das crianças internadas em UTIs testaram positivo para covid-19. Destas, 13% apresentaram um quadro clínico associado à síndrome.

“Ou seja, entre crianças de 0 a 19 anos, a doença inflamatória multissistêmica pode acometer de 10% e 15% das que adoecem e que precisam ser internadas devido a covid-19”, enfatizou Prata.

 

Foto: Peter Ilicciev/Fiocruz
Agência Brasil

 

 

Após crianças e adolescentes contraírem covid-19, Secretaria de Saúde da Paraíba alerta profissionais sobre Síndrome Pediátrica

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgou, nessa segunda-feira (10) uma Nota Técnica alertando profissionais de saúde e secretarias municipais de saúde sobre a ocorrência e notificação imediata obrigatória da Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P), potencialmente, associada  ao coronavírus.

O documento emitido pela SES informa que crianças e adolescentes que se contaminaram pelo novo coronavírus têm chances de desenvolver uma doença rara, que pode levar à morte. O Ministério da Saúde monitora os casos da síndrome para entender a relação entre a doença e o coronavírus. Foram três jovens que morreram, desde o começo do ano, no Rio de Janeiro. Outros 71 casos foram registrados no Brasil, tudo de acordo com o Ministério da Saúde. Os pacientes tinham entre 7 meses e 16 anos. Até o momento, a Paraíba não apresenta nenhum caso confirmado da doença.

Em comunicado publicado pela Sociedade Brasileira de Pediatria “desde abril, foram relatados casos de uma síndrome rara grave em crianças e adolescentes, temporalmente associada à covid-19, inicialmente na Europa e América do Norte e mais recentemente em vários países da América Latina. As crianças e adolescentes que manifestam a SIM-P são habitualmente saudáveis, mas podem apresentar alguma doença crônica preexistente, particularmente doenças imunossupressoras…”.

Entre os sintomas mais comuns dessa síndrome estão febre elevada e persistente, acompanhada de pressão baixa, conjuntivite, manchas no corpo, diarréia, dor abdominal, náuseas, vômitos e comprometimento respiratório, associado a marcadores de inflamação elevados e evidência de covid-19.

“Os serviços pediátricos precisam estar atentos aos possíveis quadros que atendam à definição de caso da síndrome, objetivando ofertar a assistência necessária para o paciente e com posterior confirmação. Sendo um achado novo e em estudo a notificação auxiliará na análise do perfil epidemiológico, sendo essa uma ferramenta fundamental para a implementação de medidas necessárias”, alerta a gerente Executiva da Vigilância em Saúde, Talita Tavares.

A notificação imediata e obrigatória é essencial para que se possa caracterizar o perfil da doença no país “em pessoa, tempo e lugar”, afirma o documento. A notificação deve ser feita,  por meio de formulário de notificação do SUS disponível em http://is.gd/simpcovid, e enviado demais informações necessárias no e-mail simpcovid.pb@gmail.com. As notificações devem ser realizadas em 24h e a amostra laboratorial encaminhada ao Lacen-PB.

 

clickpb

 

 

PB tem 50 crianças e adolescentes à espera de adoção e 477 pretendentes na fila

Um total de 50 crianças e adolescentes está à espera de adoção na Paraíba, de acordo com a coordenadoria da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça do estado (TJPB). Por outro lado, segundo dados levantados no Conselho Nacional de Justiça, há 477 pretendentes já habilitados para adotar na Paraíba.

De acordo com a coordenadoria da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), além das 50 crianças e adolescentes que estão disponíveis para serem adotadas, outras 26 já estão em processo de adoção. Das 50 que esperam serem adotadas, 18 estão vinculadas a pretendentes. Normalmente, os mais velhos ou que têm irmãos acabam não se encaixando nos perfis dos pretendentes e acabam “sobrando”.

O juiz Adhailton Lacet Correia Porto, coordenador da Infância, explicou que a questão da existência de um número maior de pretendentes à adoção do que crianças ou adolescentes disponíveis no sistema é exatamente pela possibilidade que as pessoas têm de traçarem o perfil desejado, de escolherem.

“Então você pode escolher crianças pela faixa etária, pelo gênero, pela cor da pele, com doença ou sem doença tratável, que pertença ou não a grupo de irmãos. Então tudo isso, essa possibilidade que o cadastro oferece aos pretendentes faz com que a maioria das pessoas idealizem o filho e o filho ideal nem sempre está disponível para a adoção”, pontuou.

Segundo o juiz, a maioria do casais quer crianças nos primeiros anos de vida, de 0 a 3 anos, de pele clara, de sexo feminino e sem nenhum tipo de doença, o que torna a adoção mais difícil.

Entre os casais que estão na fila para adotar uma criança estão Kaline e Enderson, que aguardam há dois anos. Desde criança, Kaline, que é de Campina Grande, sonha em ser mãe. Porém, a endometriose impediu que a professora gerasse filhos.

“Na infância eu sempre dizia que queria gerar um casal e adotar um criança. Mas o desejo de gerar filhos foi interrompido por uma infertilidade causada pela endometriose. Fizemos o tratamento de FIV (fertilização in vitro) porém não tivemos sucesso. No meio do tratamento decidimos entrar com o processo de adoção”, contou.

Kaline e Enderson aguardam na fila de adoção há dois anos, na Paraíba — Foto: Kaline Duarte/Arquivo Pessoal

Kaline e Enderson aguardam na fila de adoção há dois anos, na Paraíba — Foto: Kaline Duarte/Arquivo Pessoal

Kaline e o marido, Enderson, fizeram o cadastro na Vara da Infância em 2017 e em 2018 fizeram o curso de preparação psicossocial e jurídica para adoção e desde então aguardam um filho.

Durante esse tempo, o casal recebeu uma ligação da Vara da Infância.

“Ano passado recebemos uma ligação da Vara de Infância, dizendo que tinha dois meninos para serem adotados. Fomos lá, conhecemos a história dessas crianças e vimos que, devido ao nosso estilo de vida, teria que ser mudado o nosso perfil”, conta Kaline.

Após perceberem que o perfil de irmãos de 2 a 3 anos não se encaixava na realidade deles, atualmente o casal aguarda a oportunidade de adotar um bebê de até 2 anos. Apesar da espera, Kaline e Enderson aguardam tranquilamente a chegada do filho.

“Procuramos focar em outras prioridades pois nossa parte já fizemos, agora é esperar. Estamos reformando nossos corações e nossa casa para recebermos esse filho tão esperado. Deus está preparando para nós”, diz Kaline.

Kaline e Enderson aguardam há dois anos na fila de adoção, na Paraíba — Foto: Kaline Duarte/Arquivo Pessoal

Kaline e Enderson aguardam há dois anos na fila de adoção, na Paraíba — Foto: Kaline Duarte/Arquivo Pessoal

Kaline e Enderson também fazem parte de um grupo de apoio à adoção, o Laços de Afeto. O grupo oferece uma rede apoio por famílias que estão adotando, já adotaram ou pensam em adotar.

“O principal objetivo do grupo é apoiar a causa da adoção, seja por meio da criação de uma rede de apoio às famílias formadas pela via afetiva, seja dando visibilidade às crianças e adolescentes que aguardam por uma família. O caminho até a chegada dos filhos nem sempre é curto, e precisamos usar este tempo a nosso favor, seja estudando, seja partilhando nossas vivências com outras famílias. Tudo isso contribui para a construção de uma adoção consciente”, conta Simone Aciole, co-fundadora e uma das coordenadoras do Laços de Afeto.

As atividades de adoção foram suspensas na Paraíba em março, logo que começaram a ser registrados os primeiros casos do novo coronavírus no estado. O juiz Adhailton Lacet conta que a partir do dia 20 deste mês o Tribunal de Justiça da Paraíba volta com as atividades de adoção.

“O retorno será gradual e voltaremos a fazer as visitas domiciliares para a realização do estudo psicossocial feito pela equipe interprofissional da Vara da Infância e Juventude, e depois as audiências de instrução e julgamento”.

O TJPB também irá promover cursos online sobre adoção para os pretendentes habilitados em adotar. Um dos cursos será disponível para todas as comarcas do estado mas ainda não foi divulgada a data.

Já a comarca de Campina Grande fará um curso nos dias 29, 30 e 31 de julho, para as pessoas que fazem parte da região polarizada por Campina. Os interessados devem solicitar as inscrições através do e-mail: equipe.campinagrande@tjpb.jus.br e é necessária a participação nos três dias de atividades, por meio da plataforma Zoom.

Para celebrar os 30 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o TJPB também fará um webinário com palestras sobre o estatuto. O evento acontece na quarta-feira (15), a partir das 14h, pela plataforma Zoom e as palestras podem ser assistidas por até 200 pessoas através do link.

Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)

O ECA completa 30 anos nesta segunda-feira (13). Assinada no dia 13 de julho de 1990, a Lei nº 8.069/1990 estabeleceu os direitos e deveres de crianças e adolescentes, reconhecendo-os como sujeitos que gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral.

De acordo com o Ministério Público da Paraíba, o estatuto estabelece que a adoção se trata de medida excepcional e irrevogável, à qual se deve recorrer apenas quando esgotados os recursos de manutenção da criança ou adolescente na família natural ou extensa.

*Sob supervisão de Krys Carneiro

G1

 

Unicef aponta que 4,8 milhões de crianças e adolescentes não tem internet

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) constatou, em recente pesquisa, que 4,8 milhões de crianças e adolescentes, no Brasil, ainda não te acesso a internet. Os números correspondem a 17% de todos os brasileiros, na faixa de 9 a 17 anos.

Os números são da pesquisa TIC Kids Online 2019, que será lançada na íntegra em junho. Já o levantamento desses dados foram feitos pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br).

A Unicef foi quem requisitou a pesquisa para saber, em razão da pandemia do novo coronavírus, que causa a doença da Covid-19, a quantidade de crianças e adolescentes que estão sem acesso a aulas online e a outros conteúdos da internet que possam dar continuidade ao aprendizado.

O chefe da Educação da Unicef, Ítalo Dutra, disse que esse momento de crise, aguda, em função da pandemia, vai ter um impacto na vida das crianças e adolescentes. Sobre a educação, ele ressaltou que o setor enfrenta uma questão séria: “o que é preciso fazer para que essas crianças e adolescentes tenham acesso a algum tipo de aprendizagem”.

paraiba.com.br

 

 

Crianças e adolescentes devem se vacinar contra HPV para evitar câncer

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) divulgou um alerta a pais e responsáveis sobre a importância da vacinação de crianças e adolescentes contra o papiloma vírus humano (HPV). O grupo de vírus infecta a pele e as mucosas do trato ano-genital e pode ocasionar o câncer de colo de útero, o terceiro tumor mais frequente na população feminina – atrás do câncer de mama e do colorretal – e a quarta principal causa de morte de mulheres por câncer no Brasil.

A infecção pelo HPV é muito frequente, mas transitória, regredindo espontaneamente na maioria das vezes. Nos casos em que a infecção persiste, a causa é um tipo viral oncogênico, ou seja, com potencial para causar câncer. O vírus pode ocasionar lesões precursoras que, se não forem identificadas e tratadas, podem progredir para o câncer, principalmente no colo do útero, mas também na vagina, vulva, ânus, pênis, orofaringe e boca.

O HPV é transmitido pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas por meio de relação sexual. Também pode ser transmitido da mãe para filho no momento do parto. A vacina confere proteção contra quatro subtipos do vírus HPV (6, 11, 16 e 18), com 98% de eficácia para quem segue corretamente o esquema vacinal.

“A vacinação é uma forma de proteger a criança e o adolescente dos riscos causados pelo vírus, antes mesmo do início da vida sexual, ou seja, antes do contato com o vírus. Para isso, precisamos do apoio dos pais e responsáveis para que levem seus filhos até as salas de vacinação e, dessa forma, contribuam para fechar o ciclo de circulação do vírus e reduzir a incidência do HPV”, explica o chefe da seção de imunização da SMS, Fernando Virgolino.

De olho no calendário vacinal, a adolescente Ana Luiza, de 14 anos, foi com a tia tomar a vacina do HPV. “Assim como todas as outras vacinas do calendário, essas doses da vacina que previnem contra o HPV é importante, pois podem reduzir consideravelmente o risco de lesões precursoras do câncer do colo de útero no futuro. Os pais ou responsáveis por esses adolescentes devem imunizar seus filhos e falar sobre sexualidade também. A vacina é tão importante quanto orientar sobre o uso do preservativo, quando iniciar a vida sexual”, disse Lílian da Silva, tia de Ana Luíza.

O uso do preservativo (camisinha) masculino ou feminino nas relações sexuais é outra importante forma de prevenção do HPV. Contudo, seu uso, apesar de prevenir a maioria das infecções sexualmente transmissíveis, não impede totalmente a infecção pelo HPV, pois, frequentemente as lesões estão presentes em áreas não protegidas pela camisinha (vulva, região pubiana, perineal ou bolsa escrotal). A camisinha feminina, que cobre também a vulva, evita mais eficazmente o contágio se utilizada desde o início da relação sexual.

Imunização

Para evitar a infecção por alguns tipos de HPV mais cancerígenos, o Sistema Único de Saúde oferta a vacina a meninas de 9 a 14 anos, 11 meses e 29 dias e meninos de 11 a 14 anos, 11 meses e 29 dias. O esquema vacinal é de duas doses, sendo a segunda dose seis meses após a primeira.

De acordo com o chefe da Seção de Imunização da SMS, Fernando Virgolino, a vacina é administrada nesta faixa etária por ser a que apresenta maior benefício pela grande produção de anticorpos e por ter sido menos exposta ao vírus por meio de relações sexuais.

A vacina também é ofertada aos que vivem com HIV. Para esse grupo, a faixa etária para tomar a vacina é mais ampla, de 9 a 26 anos, e o esquema vacinal é de três doses com o intervalo de zero, dois e seis meses. Os usuários com HIV precisam apresentar prescrição médica.

Existem dois tipos de vacina contra o HPV, a quadrivalente e a bivalente. Na rede pública de saúde, é ofertada a vacina quadrivalente, que confere proteção contra HPV 6, 11, 16 e 18, prevenindo lesões genitais pré-cancerosas de colo do útero, vulva e vagina e câncer do colo do útero em mulheres e verrugas genitais em mulheres e homens.

Além da imunização, é possível a prevenção do câncer de colo de útero por meio da realização periódica do exame de citológico, disponível em todas as Unidades de Saúde da Família. Por meio desse exame, é possível identificar precocemente as lesões intra-epiteliais que refletem a presença do vírus e o potencial de progressão para o câncer de colo de útero.

Na Capital, a vacina está disponível em todas as salas de vacinação localizadas nas Unidades de Saúde da Família (USF) e Centro Municipal de Imunização. Para ser vacinado, basta ir a um dos locais de vacinação com a caderneta de vacinação, documento de identidade e cartão SUS. A SMS também oferta os exames preventivos, o Papanicolau ou citopatológico, que detecta as lesões precursoras do câncer.

 

portalcorreio

 

 

Crianças e adolescentes da PB recebem kits de material escolar da LBV

A campanha mobilizou a sociedade apoiar a iniciativa em prol da educação

Nesta sexta-feira (6 de março), em dois horários às 9h30 e às 15h30, a entrega dos kits de material escolar para 158 alunos na faixa etária de 06 a 15 anos, oriundas de famílias em vulnerabilidade social atendidos pela Legião da Boa Vontade em João Pessoa/PB, em sua Unidade no Bairro de Jaguaribe.

A ação faz parte da campanha Criança Nota 10 — Proteger a infância é acreditar no futuro, promovida pela LBV em todo o Brasil, com o objetivo de apoiar as famílias que não tem recursos para a compra do material escolar e incentivar os estudantes a frequentar a escola e a continuar os estudos.

Em todo o país, a campanha entrega mais de 15 mil kits em 67 municípios brasileiros.

Os kits são compostos de estojo, lápis preto e de cor, canetas, apontador, borrachas, tesoura, tubos de cola, tinta guache, cadernos, mochila, régua, dicionário de português.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a evasão escolar abrange, sobretudo, jovens que têm entre 15 e 17 anos de idade. Os dados indicam que, em 2018, 11,8% dos jovens nessa faixa etária estavam fora da escola, número equivalente a 1,1 milhão de pessoas.

A LBV

A Legião da Boa Vontade acredita que a educação iluminada por valores éticos, ecumênicos e espirituais transforma o ser humano para melhor, por isso, há 70 anos, ela atua ao lado das populações em situação de vulnerabilidade social. Em suas unidades que atendem crianças e adolescentes, a LBV oferece o apoio necessário às famílias para que os filhos tenham acesso à Educação e a garantia e proteção de seus direitos, além de outros benefícios como atividades socioeducativas, esportivas, culturais, artísticas, lúdicas e recreativas e projetos permanentes de incentivo à leitura.

 

Assessoria

 

 

Motorista de aplicativo é assaltada e tem carro roubado por adolescentes em JP

Uma mulher, que trabalha como motorista de aplicativo, teve o carro tomado por assalto na noite desse sábado (29), em João Pessoa.

De acordo com informações, os suspeitos solicitaram uma corrida e em seguida anunciaram o assalto. Eles estavam com uma faca.

A polícia foi acionada e iniciou uma intensa perseguição aos suspeitos utilizando-se de informações do rastreador do veículo da vítima.

O veículo foi interceptado próximo ao Corpo de Bombeiros de Marés e os suspeitos apreendidos.

paraiba.com.br

 

 

Policiais do 4º BPM realizam prisões e apreensões de adolescentes, droga, moto e celular roubados

Policiais do 4º BPM (Batalhão de Polícia Militar) intensificaram, nesse domingo (9), as operações que resultaram em várias prisões e apreensões em cidades da região. Em Guarabira, durante a Operação Cidade Segura, a guarnição de Rádio Patrulha comandada pelo cabo Abraão, ao realizar o patrulhamento nas proximidades do Detran, visualizou dois homens em uma moto em atitude suspeita e, ao perceberem a guarnição, eles empreenderam fuga pela PB-073 em direção ao município de Pirpirituba. Eles foram perseguidos e alcançados após o Memorial Frei Damião e, ao serem abordados, os policiais constataram se tratar de dois adolescentes, de 16 e 17 anos de idade. Ao realizarem a busca pessoal e consulta nos dados do veículo, os militares constataram que a moto de cor preta e placa OEG-9396 apresentava uma restrição de roubo/furto registrada no dia 4. A guarnição também fez a apreensão dois relógios, um cordão dourado e dois aparelhos de telefone celular, um deles que tinha sido roubado no dia 6.

No Sítio Umburana, zona rural do município de Caiçara, ainda durante a Operação Cidade Segura, um homem foi preso suspeito de posse de entorpecente quando a guarnição do Destacamento realizava o patrulhamento e se deparou com dois homens em uma moto, em atitudes suspeitas. Ao procederem a abordagem e busca pessoal, foram encontrados com o condutor da moto 12 papelotes de uma substância semelhante à maconha. Como ele não possuía CNH (Carteira Nacional de Habilitação, a moto foi recolhida a pátio da CPTran e, após a prisão, o suspeito foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil.

Durante a operação, também foram realizadas as prisões de um foragido da Justiça e de um porte ilegal de arma de fogo, além da apreensão de um revólver.

 

Assessoria 4º BPM

 

 

Adolescentes de 13 anos que estavam desaparecidos são encontrados mortos em Princesa Isabel

Dois adolescentes de 13 anos foram encontrados mortos, nesta segunda-feira (3), na cidade de Princesa Isabel, na Paraíba. A Polícia Civil informou que os adolescentes estavam desaparecidos desde a última sexta-feira (31).

Ainda de acordo com a polícia, os corpos apresentavam várias lesões, porém as investigações ainda não concluíram como o crime aconteceu.

Os jovens eram suspeitos de praticar furtos na cidade.

O corpo de uma das vítimas foi encaminhado para o Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) de Patos e o outro para o Numol de Cajazeiras.

O caso segue sendo investigado.

 

clickpb