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Ministério da Saúde restringe exame para mulheres acima de 50 anos

mamaNo lançamento da campanha nacional do Outubro Rosa, o Ministério da Saúde e Instituto Nacional do Câncer divulgaram uma pesquisa que revela que em 66,2% dos casos de câncer de mama, foram as próprias pacientes que detectaram o tumor. Para médicos, esse índice é reflexo da falha no rastreamento da doença, que se agrava com a recomendação de que a mamografia deve ser feita a partir dos 50 anos, 10 a mais do que o preconizado pela Sociedade Brasileira de Mastologia. O prognóstico dos especialistas é que essa medida dificultará ainda mais o diagnóstico precoce, que aumenta as chances de cura.

Ieda Nóbrega foi uma das mulheres que descobriu o câncer de mama no autoexame. Com o tratamento, conseguiu vencer a doença e conta sua história feliz há 15 anos. “Descobri através do toque. Na hora não me assustei, porque a gente já ouvia tanto falar nisso. Quando fui à mastologista, e o resultado da biópsia deu positivo para carcinoma ductal in situ, meu mundo desabou. Decidi fazer logo a mastectomia e fiz apenas quatro sessões de quimioterapia. Tinha um casal de filhos, o mais novo é especial. Pensava logo que eu estava sentenciada à morte e quem cuidaria dele? O apoio da família é fundamental porque pude encarar o tratamento com resignação e fé. Não fui a primeira e nem a última. Não havia casos na família e fazia mamografia anualmente, de um ano para outro, a surpresa. Por estar no início, me curei. Fazia avaliação trimestral, depois semestral e agora anual”, narrou a funcionária pública aposentada.

A pesquisa. O estudo, realizado pelo Instituto Avon e o Núcleo de Pesquisa Epidemiológica da Divisão Populacional do Inca, mostrou que dois terços das mulheres identificaram a doença, em estágios inicial e intermediário também, quando a chance de cura é maior. Para o Ministério da Saúde, o resultado indica que é possível detectar o tumor no início e procurar ajuda médica.

MS explica

“O Ministério da Saúde segue a orientação da Organização Mundial de Saúde e estudos que comprovam maior incidência da doença e eficiência do exame entre os 50 e 59 anos. As mamografias no país cresceram 37%, no comparativo entre os primeiros semestres de 2010 e 2016, passando de 1,6 milhão para 2,2 milhões. Na faixa etária de 50 a 69 anos (prioritária), o aumento foi maior no período (64%), saindo de 854 mil para 1,4 milhão de mamografias”.

Consenso médico

A mastologista Joana Barros refutou a recomendação do Ministério da Saúde para realização da mamografia a cada dois anos, a partir dos 50 anos, que não é suficiente e vai piorar as estatísticas letais. “É uma orientação política e econômica. A incidência começa a aumentar a partir dos 40 anos e existe um consenso da Sociedade Brasileira de Mastologia para que seja feito anualmente nesta faixa etária. O MS contraria a Lei Federal 11.664/2008, que garante esse direito. A repercussão é ruim, sobretudo para a população feminina”, declarou. Para Joana, o diagnóstico em mulheres mais jovens continuará sendo realizado na rede privada. No entanto, as mulheres que dependem da rede pública serão prejudicadas, pois, abaixo dos 50 anos só com recomendação médica e na atenção básica o profissional não estaria tão atento. “Tem médico com falta de preparo, que pede antes dos 40 ou só depois dos 50. O MS libera abaixo de 50 quando a lesão já está perceptível e já vai com operação. O importante é que seja feita a mamografia de rastreio, quando ainda não há sintomas. No setor público o acesso é negado, o diagnóstico é tardio, elas próprias descobrem a doença, o que torna a cura limitada ou anulada”, disse Joana.

“A vida é dividida antes e depois do câncer. Eu mudei para melhor. É uma segunda chance de vida. A gente aprende muita coisa quando participa de um processo desse. Enxergar coisas que antes não via, se valorizar mais. É possível retomar a vida e mais alguma coisa qe antes não fazíamos. Há pressa de viver, mais sede de vida. Passei a sair mais, dançar, me distrair, ir à praia”, Ieda Nóbrega, aposentada.

 

Bruna Vieira do Correio da Paraíba com assessoria

 

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Secretaria de Segurança contesta ONG que colocou JP entre as 50 cidades mais violentas do mundo

revolver11A secretaria de Segurança e da Defesa Social da Paraíba divulgou uma nota contestando os números divulgados pela ONG mexicana Consejo Ciudadano para la Seguridad Pública y Justicia Penal que colocou João Pessoa como uma das 50 cidades mais violentas do mundo em 2014.

Confira a nota na íntegra:

No que se refere ao estudo publicado pela ONG mexicana Consejo Ciudadano para la Seguridad Pública y Justicia Penal, que diz trazer a lista das cidades mais violentas do mundo em 2014,  a Secretaria da Segurança e da Defesa Social (Seds) da Paraíba esclarece que:

Os números da pesquisa não se baseiam em dados oficiais e sim em notícias reproduzidas pela mídia e projeções com uma metodologia não explicada para o ano todo. Assim, não refletem a realidade da redução de homicídios em João Pessoa, quando comparados os anos de 2013 e 2014.

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De acordo com o Núcleo de Análise Criminal e Estatística da Seds, a Capital da Paraíba teve 481 assassinatos em 2014, 7% a menos do que o contabilizado em 2013 (515). Dessa forma, a publicação traz uma quantidade de homicídios 29% maior do que a realidade para o ano passado.

Outro dado oficial do Nace é que em 2010 a cidade de João Pessoa apresentava taxa de homicídios de 71,3 (por 100 mil habitantes) e depois do Programa Paraíba Unida Pela Paz, desde 2011, a taxa caiu para 61,6 em 2014.

Ainda em relação a João Pessoa, o próprio estudo afirma, na página 16, que errou nos números da edição anterior. Traz também que não foram encontradas referências do ano passado e por isso foi tomada a taxa estimada de 2013 (1º semestre) para 2014, apesar de os dados de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) serem divulgados regularmente, e de forma trimestral, na página do Governo do Estado da Paraíba (www.paraiba.pb.gov.br). A pesquisa tenta justificar que tais dados parciais foram utilizados dessa forma porque “se houvesse acontecido queda nos números ela teria sido festejada pelas autoridades da Paraíba”.

A Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social lamenta que  um levantamento frágil e desprovido de consistência ou metodologia científica apropriada esteja sendo utilizado de forma sensacionalista por parte de alguns que tentam confundir a opinião pública.

Por fim, a Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social reafirma seu empenho no enfrentamento à violência, principalmente aos crimes contra a vida, e o comprometimento na divulgação de dados oficiais de CVLI no Estado.

Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social

Secom PB

Motos com até 50 cilindradas só vão circular emplacadas na Paraíba, determina Cetran

moto-50 cilindO Conselho Estadual de Trânsito da Paraíba (Cetran) aprovou uma resolução que obriga o registro e o emplacamento de veículos ciclomotores, as conhecidas cinquentinhas, ciclo-elétricos e equivalentes. Essa resolução foi aprovada ontem, e hoje será enviada para publicação no Diário Oficial. O Departamento Estadual de Trânsito (Detran) terá um prazo de 60 dias para instalar o sistema para o licenciamento.

O descumprimento constitui infração de trânsito. O órgão ainda não fixou os valores das taxas a serem cobradas.

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A resolução determina que todo veículo ciclomotor deverá possuir registro e licenciamento junto ao órgão Detran, como condição para a sua circulação no Estado da Paraíba. Para isso o órgão deverá firmar convênio com os municípios que estiverem integrados ao Sistema Nacional de Trânsito (SNT) e que manifestarem interesse, para que o Detran passe a ter as atribuições relativas ao registro e ao licenciamento dos veículos ciclomotores.

Conforme a norma do Detran, os veículos apreendidos ficarão no pátio do Detran e só serão liberados mediante a apresentação de documentos que comprovem a quem o ciclomotor pertence.

Desde 2011 os condutores devem ser maiores de idade e devem ter carteira de habilitação categoria A ou ACC- Autorização para Conduzir Ciclomotor, além de usar capacete, conforme portaria Nº 155/2011-DS João Pessoa, 25 de março de 2011.

Quanto ao emplacamento das 50 cc, o CTB (Código de Trânsito Brasileiro) delega aos municípios a função de registro e licenciamento delas, o que, na prática, simplesmente não ocorre, Assim, é cena muito comum especialmente na região Nordeste ver as 50 cc sem placa — e não apenas restritas ao uso urbano, mas também rodando por rodovias, o que certamente não está de acordo com a legislação vigente.

Em Recife, a lei foi sancionada e os valores estipulados desde final de 2013, confira:

Para cadastrar o veículo junto à CTTU, o proprietário deverá pagar uma taxa de R$ 10, referente ao Cadastro de Veículo Ciclomotor, que servirá como registro de identificação. Para tal, será preciso ele ter em mãos o Certificado de Registro do Veículo e o Certificado de Licenciamento Anual. Esses documentos serão expedidos pela Secretaria de Mobilidade e Controle Urbano do Recife.

Todo o procedimento será realizado em parceria com o Detran-PE. No departamento, os condutores terão que pagar as seguintes taxas: R$ 113,61 para o 1° emplacamento; R$ 292,01 para o seguro obrigatório; R$ 116 para a ordem da placa e o IPVA, que é 2% do valor do veículo.

PB Agora com Correio

Após determinação da justiça, 50% dos funcionários da Cagepa voltam ao trabalho

apos-determinacao-da-justica-50-dos-funcionarios-da-cagepa-voltam-ao-trabalhoO Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas da Paraíba (Stiupb) e os trabalhadores da Cagepa, que estão em greve desde o dia 16 de junho no Estado, estão garantindo 100% da manutenção dos serviços essenciais. Contudo, após a ameaça de multa da justiça, o sindicato cumprirá, a partir desta quarta-feira (9), integralmente o que determina a liminar do Tribunal Regional do Trabalho- 13° Região, ou seja, garantia de apenas 50% da manutenção dos serviços essenciais.

“Entendemos que o tribunal foi induzido a cometer um erro, visto que apenas 50% dos serviços essenciais não atenderão as necessidades da população, com isso compreendemos que o cumprimento da liminar trará grandes prejuízos e transtornos aos consumidores. Infelizmente, somos obrigados a cumprir o que determina a justiça”, afirmou Wilton Maia Velez, presidente do Stiupb.

A diretoria da Cagepa se nega a oferecer um reajuste digno a categoria, que nos últimos anos vem sofrendo com reajustes abaixo da inflação e perdas salariais em relação ao salário mínimo.

A empresa só ofereceu até o momento um reajuste de 6,54%, percentual esse que está muito aquém das necessidades da classe trabalhadora. A categoria reivindica um reajuste de 15% e aumento de 27% no ticket alimentação e melhores condições de trabalho.

Nos últimos anos, os trabalhadores da Cagepa vem sofrendo com condições sub-humanas de trabalho. “Os funcionários da empresa não aguentam mais trabalhar com equipamentos e veículos sucateados e em instalações que não oferecem as mínimas condições de trabalho. Nossa luta não é só por salário, é por melhores condições de trabalho também”, afirmou Wilton Maia.

Clickpb com Assessoria

Governo do Estado entrega 100 ambulâncias e 50 utilitários para reforçar a saúde nos municípios

governo-estadoO governador Ricardo Coutinho entregou nesta quinta-feira (26), em solenidade no Palácio da Redenção, 100 ambulâncias padrão a prefeituras paraibanas e 50 veículos utilitários para hospitais e regionais de saúde. Na ação, que acontece por meio do Programa Pacto Pelo Desenvolvimento Social 2014, estão sendo investidos recursos na ordem de R$ 12,6 milhões.

O governador Ricardo Coutinho afirmou que as ambulâncias vão contribuir para a estruturação da assistência na rede hospitalar no Estado tendo como base os hospitais regionais que estão sendo reestruturados e inaugurados. “É importante que as regiões tenham seus hospitais referência e as cidades vizinhas sejam dotadas de transporte seguro e eficiente para aqueles que necessitem chegar de forma rápida no hospital. Precisamos tratar bem os pacientes e não é aceitável que continuem sendo transportados em veículos velhos e inseguros”, ressaltou.

 

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O Governo da Paraíba já entregou 140 ambulâncias o que representa um investimento de R$ 17 milhões para que os municípios e hospitais regionais possam realizar o transporte adequado dos pacientes.

O secretário de Saúde do Estado, Waldson Souza, destacou que os municípios contemplados com ambulâncias têm como meta a melhoria dos indicadores sociais na saúde. O secretário ressaltou ainda a importância dos 50 automóveis Renault Duster, que vão melhorar a logística das gerências de saúde.

O secretário de Articulação e Desenvolvimento dos Municípios, Carlos Antônio, afirmou que o Pacto Social se consolida como política de Estado porque é pautada no bem estar da população. “O Programa é de fundamental importância para o desenvolvimento regional do Estado”, acrescentou o gestor.

O prefeito de Taperoá, Jurandir Gouveia, disse que a unidade móvel representa um grande alívio para os moradores dos 10 municípios referenciados pelo hospital regional. “Nós temos atualmente apenas uma ambulância, que além de não ser tão avançada, também não supre a demanda da região. Chega em boa hora para melhorar a assistência à saúde do nosso município”, revelou.

O prefeito de Piancó, Sales Lima, informou que a nova ambulância dará suporte a UPA concluída pelo governo do Estado e que atende a população de 20 municípios da região do Vale do Piancó.

O médico Neto Duarte, prefeito de Sumé, agradeceu ao governo do Estado pela ambulância ressaltando que possibilitará que a remoção dos pacientes ocorra no menor tempo possível e com todos os equipamentos necessários para que chegue bem aos centros de atendimentos, como o hospital regional de Monteiro. “Finalmente o hospital em Monteiro terá as condições necessárias para atendimentos de alta complexidade e que ganha com isso é a população”, concluiu.


Secom/PB

PT arrecadou R$ 50 milhões em três anos com ‘dízimo’

(Fernando Bizerra Jr./EFE)
(Fernando Bizerra Jr./EFE)

O PT acelerou as filiações ao partido durante o governo Dilma Rousseff e nos últimos três anos arrecadou a cifra recorde de 49,7 milhões de reais apenas com os petistas de carteirinha que, pelo estatuto da legenda, são obrigados a pagar a chamada contribuição partidária. Na comparação com os dois mandatos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o processo de arregimentação foi aperfeiçoado e o PT filia atualmente quase 8.000 pessoas por mês.

Só no ano passado, com filiados, o partido bateu outro recorde ao arrecadar 32,6 milhões de reais, cerca de 20% das receitas do diretório nacional, com os dízimos – contribuição obrigatória, que varia de acordo com a renda e o fato de o filiado ocupar ou não cargo público. O aumento da arrecadação por meio da contribuição partidária coincide com a possibilidade de as siglas não poderem contar mais com recursos de empresas para financiar suas atividades e as campanhas eleitorais dos seus candidatos.

No início de abril, a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal posicionou-se contra tais doações, proibidas Comissão de Contitução e Justiça (CCJ) do Senado, ao julgar ação movida pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O julgamento foi interrompido na ocasião por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.

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O aumento do número de filiados também se explica pela ascensão do PT ao governo federal em outubro de 2002, com a eleição de Lula. Na ocasião, segundo o Tribunal Superior Eleitoral, a sigla contava com 828.000 filiados. Já em abril deste ano, a legenda contou registro de 1,6 milhão de petistas de carteirinha – um crescimento de expressivos 91%. Ao todo, o aumento médio dos filiados de todos os partidos foi de 37% no período. O PMDB, que sempre foi conhecido como o maior partido em número de filados, cresceu apenas 6% nos últimos doze anos – conta atualmente com 2,3 milhões de filiados.

Apesar de ter sido impulsionado com o governo Lula, o maior aumento tem sido registrado no governo Dilma. Foram 196.000 filiados entre janeiro de 2011 e abril passado, mais que o dobro do segundo colocado no período, o PSB, com 92.000 novos membros. A contribuição mínima do PT é de 15 reais por semestre – para os membros que não ocupam cargo público e recebem até três salários mínimos -, mas pode superar 3.200 reais por mês, caso o filiado ocupe um cargo eletivo na esfera federal.

Preocupação – Com relação ao financiamento privado, os partidos se surpreenderam com os números de arrecadação apresentados pelo PT. “Aí está a preocupação dos partidos quando acabar o financiamento privado: o PT não sofreria tanto”, reconhece o atual presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), que já tentou lançar, sem sucesso, uma campanha de arrecadação na sigla. Com o maior número de filiados, no PMDB de Raupp as contribuições são optativas.

Em contrapartida, o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), avaliou que o PT consegue tal desempenho, não somente pelo número de membros, mas também pelo fato de ter participação efetiva em cargos no Executivo, principalmente no governo federal. Ele admite que não será possível contar com contribuições partidárias equivalentes aos dos petistas e que o principal desafio do PP é, em primeiro lugar, mobilizar os já filiados. “Não temos como objetivo arrecadar com as pessoas agora e não temos como fazer”, disse, ao criticar a discussão sobre o financiamento privado no Supremo. “Jogaram muito para a plateia e, no meu ponto de vista, até irresponsavelmente.”

 Veja (Com Estadão conteúdo)

Dilma anuncia R$ 2,8 bi para saneamento básico para cidades com menos de 50 mil habitantes

ROBERTO STUCKERT FILHO/PLANALTO
ROBERTO STUCKERT FILHO/PLANALTO

A presidente Dilma Rousseff defendeu nesta terça-feira (6) ações de seu governo e do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na economia e afirmou que nos últimos 12 anos a renda cresceu para os mais pobres, aqueles que, segundo ela, “tinham menos”.

Dilma deu a declaração durante cerimônia no Palácio do Planalto de lançamento da terceira etapa do PAC 2, voltada para obras de saneamento básico em cidades com até 50 mil habitantes.

Nesta segunda (5), ela já havia abordado questão do aumento da renda e da diminuição da desigualdade social em uma reunião com ministros do governo. Foram apresentados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Secretaria de Assuntos Estratégicos, que mostram crescimento da renda e da satisfação dos brasileiros, além da queda na desigualdade. No discurso desta terça, Dilma reforçou o que foi apresentado aos ministros.

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“Não são os números que importam, mas sim uma situação peculiar do pais. Nos últimos 12 anos, tivemos uma imensa aceleração da renda no país, tanto nos termos do ganho da renda como na diminuição da desigualdade. Todos ganharam, mas ganhou mais quem tinha menos “, afirmou a presidente.

Para Dilma, o crescimento da renda da população foi mais acelerado que o do setor de serviços, o que, segundo ela, gera uma necessidade de maior investimentos no setor.

“A renda cresceu a uma taxa muito superior ao crescimento dos serviços e é por isso que nós temos de acelerar os serviços. Se a gente pegar os últimos 20 anos, enquanto o crescimento do acesso da população aos bens como máquina de lavar, geladeira, TV, celular, computador cresceu uma taxa real de 320%, os serviços cresceram bem menos, cresceram 48%”, disse Dilma

Obras de saneamento
De acordo com o Ministério da Saúde, a teerceira etapa do PAC 2 irá beneficiar 635 municípios e 5,3 milhões de pessoas. Serão liberados R$ 2,8 bilhões do Fundo Nacional da Saúde (Funasa) para as obras de abastecimento de água e esgotamento sanitário.

Desde 2011, quando começou a segunda fase do PAC 2, a Funasa já repassou R$ 3,45 bilhões para obras de água e esgoto.

No evento de lançamento da terceira etapa do programa, a presidente Dilma Rousseff afirmou que “investir em serviços, notadamente em saneamento, é algo fundamental para o país.”

Segundo informações do Ministério da Saúde, com o início da terceira etapa, serão 4.629 ações do PAC 2 mantidas pela Funasa. A pasta afirma que, atualmente, 92% dos empreendimentos do programa foram concluídos ou estão em execução.

Após o eventou, Dilma escreveu em sua conta no Twitter sobre os investimentos em saneamento básico. “O Brasil superou um passado em que governantes não tinham interesse em investir em saneamento. Achavam que era obra que não rendia voto”, afirmou.

“Transformamos o investimento em saneamento em uma política de alcance nacional, que beneficia pessoas de todos os cantos do país”, concluiu a presidente.

G1

 

Eleição na PB custará R$ 7,4 milhões e 50 mil pessoas vão trabalhar

TREPB-300x179A Justiça Eleitoral vai mobilizar quase 50 mil pessoas para trabalhar nas eleições deste ano na Paraíba. Deste total, quase 1.500 já estão atuando direitamente no processo. São servidores dos cartórios eleitorais e da sede do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), juízes, promotores, pessoal requisitados e contratados.

Para realização do pleito nos 223 municípios paraibanos o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba deverá gastar R$ 7,4 milhões, dos quais R$ 6,3 milhões já foram liberados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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Do pessoal que já está atuando no processo, conforme informou o diretor-geral do TRE-PB, Valter Felix da Silva, 436 são servidores do quadro; 234 são magistrados e promotores; 343 são requisitados e 405 são contratados. Esse contingente tende a aumentar à medida que se aproxima o dia da eleição, especialmente quando haverá convocação de mais de 46 mil pessoas para trabalhar nas seções eleitorais no dia do pleito.

Em cada uma das 77 zonas eleitorais do Estado há um juiz e um promotor responsável, com seus respectivos substitutos. No entanto, todo o processo de registro de candidaturas e julgamento de representações e ações relativos à disputa eleitoral deste ano serão de competência do TRE-PB, cuja Corte é forma por sete magistrados – dois desembargadores, dois juiz de direito, um juiz federal e dois advogados – e um procurador regional, com seus respectivos substitutos.

E por se tratar de ano em que o volume de demandas judiciais crescem substancialmente, algumas medidas já foram tomadas pelo atual presidente do TRE-PB, desembargador Marcos Cavalcanti de Albuquerque, como a designação de juízes auxiliares aos membros da Corte Eleitorais no final do ano passado. Ele designou o desembargador Arnóbio Alves Teodósio, a juíza federal Niliane Meira Lima e o juiz de direito José Guedes Cavalcanti Neto, que funcionarão como juízes auxiliares para apreciação das reclamações, representações e pedidos de resposta que lhes forem dirigidos, nas Eleições de 2014. Além da designação dos juízes auxiliares, o diretor geral Valter Félix informou que o TRE-PB também está em fase de definição das zonas eleitorais em João Pessoa, Campina Grande, Patos, Sousa e Cajazeiras que atuarão no Poder de Polícia nas Eleições e ficarão responsável pelas questões envolvendo propaganda eleitoral.

A nomeação dos juízes auxiliares obedeceu a Resolução 23.398 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que dispõe sobre atribuições dos juízes eleitorais e prazos de apresentação de representações eleitorais. Os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) deveriam designar seus juízes auxiliares até o dia 19 de dezembro do ano passado. Os juízes julgarão questões relativas à Lei 9.504/97, a Lei Eleitoral.Os juízes escolhidos são suplentes de juízes titulares e devem ser representantes de três classes distintas, como é o caso.

“O TRE-PB tem uma estrutura preparada para atender a qualquer demanda que venha a surgir, seja em ano eleitoral ou não. Como órgão do Poder Judiciário não podemos estimular a guerra, mas entendemos que os debates judiciais são salutares para a democracia e estamos pronto para oferecer a melhor prestação jurisdicional, com eficiência e rapidez”, finalizou.

PortalCorreio.com

Projeto federal oferecerá 50 mil carteiras de motoristas de graça

Imagem ilustrativa
Imagem ilustrativa

A automação, o crescimento da malha rodoviária e o maior poder de compra dos consumidores brasileiros, ampliaram a falta de mão de obra no setor de transportes de cargas no Brasil. Dados do setor de transporte, informados pela Confederação Nacional de Transportes (CNT), indicam que há carência de aproximadamente 100 mil motoristas profissionais no País.

Para tentar amenizar essa situação, a CNT, por meio do Sest Senat, lançou o projeto Primeira Habilitação para o Transporte, que abre a perspectiva de 50 mil jovens obterem a primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH), categoria B, de graça.

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De acordo com a Assessoria de Imprensa da CNT, em Brasília, não existe número de vagas determinadas por Estado, porque é um processo de pré-seleção. Haverá uma triagem, onde serão checadas a veracidade das informações, já que há o risco de algumas serem equivocadas ou falsas. “Todas as informações terão que ser provadas. A definição da quantidade de vagas vai depender quando o processo estiver concretizado”, informou a Assessoria.

 

Por Jornal Correio da Paraíba

Sensação térmica em ônibus que circulam em Niterói bate 50 graus

Niterói embarcou, na última quarta-feira, em quatro ônibus que circulam pela Região Oceânica, pelas zonas Sul e Norte e pelo Centro para registrar a temperatura e calcular a sensação térmica a bordo dos veículos. 

Técnico da UFRJ, Igor Balteiro, registra a temperatura e a umidade em um ônibus da linha 49 ( Fonseca-Centro) fábio rossi
Técnico da UFRJ, Igor Balteiro, registra a temperatura e a umidade em um ônibus da linha 49 ( Fonseca-Centro) fábio rossi

A equipe de reportagem suou a camisa – literalmente – para cumprir a missão. Assim como o valor da tarifa, que aumentou hoje de R$ 2,75 para R$ 3, a marca do termômetro subiu assim que a viagem começou. Na Alameda São Boaventura, no Fonseca, o termômetro marcou 43,4 graus a bordo de um ônibus. A sensação térmica era de 50 graus.

Melhora mesmo, apenas em 2016

De acordo com o Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Setrerj), somente 21% dos ônibus de Niterói têm ar-condicionado. Isso corresponde a 170 veículos — a frota da cidade conta com 799. Segundo o Setrerj, o município ganhará 27 ônibus refrigerados no mês que vem. Porém, o sufoco da maioria dos passageiros só deverá passar mesmo em 2016. Esse é o prazo previsto num contrato assinado entre as concessionárias que exploram o sistema e a prefeitura. Ainda assim, o acordo só determina que 80% da frota tenha ar-condicionado.

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Numa nota, o sindicato justifica a situação atual: “O contrato não prevê que todos os carros tenham obrigação de oferecer ar-condicionado. Pelo acordo firmado em 2012, as empresas poderiam ter até 45% da frota com ar, cobrando uma tarifa diferenciada. Essa diferenciação de tarifas, no entanto, foi revogada por decreto do prefeito em junho de 2013”.

Passageiros reclamam do calor

Espremida num ponto de ônibus em frente ao Trevo de Piratininga, a vendedora Regiane Souza tentava fugir da incidência dos raios solares. Era quarta-feira e o relógio marcava 10h30m, em horário de verão. O termômetro – embora faltasse muito para o sol ficar a pino — já se aproximava da casa dos 40 graus. Outros dez passageiros disputavam um espaço na sombra. Foi naquela parada que O GLOBO-Niterói deu início à reportagem. Um veículo da linha 46 (Várzea das Moças-Centro) chegou e a equipe do jornal embarcou. Regiane preferiu ficar: estava decidida a viajar num ônibus com ar-condicionado. Já esperava por um há 20 minutos, mas se recusou a pegar um “quentão’’. Dava para entender, pois a sensação térmica a bordo era de 42 graus. E esse não foi o maior sufoco no caminho.

A experiência contou com aferições do técnico Igor Balteiro, que utilizou um termômetro de confiabilidade do Departamento de Meteorologia da UFRJ. O aparelho mostrava que as temperaturas registradas estavam pareadas com o percentual de umidade relativa no ar (dado utilizado para medir a sensação térmica). Dentro de um veículo da linha 49 (Fonseca-Centro), o equipamento provou que os passageiros estavam cheios de razão ao reclamarem do calor: quando entrou na Alameda São Boaventura, marcou 43,4 graus, e a sensação térmica a bordo chegou a 50 graus. E um detalhe: o ônibus viajava com pouco menos de 20 passageiros.

– Imagine se estivesse lotado. É um absurdo encarar esse calor dentro de um ônibus. Não tinha noção de que o termômetro registraria uma temperatura tão alta, e com o veículo praticamente vazio – reclamou a psicóloga Lione Berber.

Motoristas e cobradores, que pediram anonimato para não serem punidos por suas empresas, contaram que ouvem reclamações de passageiros o tempo inteiro e perderam a conta das vezes que tentaram explicar que não têm culpa alguma pelo problema. Eles também são vítimas e, além do corpo, ficam de cabeça e ouvidos quentes.

– Os micro-ônibus são os verdadeiros “quentões”. O ar não circula dentro deles, e a sensação fica quase insuportável quando ficamos retidos em congestionamentos – disse um motorista.

De fato, a bordo de um micro-ônibus da linha 26 (Caramujo-Centro), a equipe de reportagem teve a impressão de estar dentro de uma pequena sauna móvel. Enquanto o veículo passava pela Rua Teixeira de Freitas, o termômetro marcava 43,1 graus, e a sensação térmica era de 50. Num micro-ônibus com ar-condicionado da linha 47 (Canto do Rio-Centro), o aparelho registrou 16,5 graus a menos.

Especialista aponta riscos para a saúde

O sufoco tão citado nas reclamações de passageiros tem embasamento científico. Na avaliação de Antônio Cláudio Nóbrega, professor de Fisiologia da Universidade Federal Fluminense (UFF), a sensação térmica de 50 graus é desumana:

– Um calor dessa intensidade dentro de um veículo provoca reações psicoemocionais, tais como irritabilidade, agitação e falta de disposição, e de natureza orgânica, tais como sudorese, sonolência e cansaço extremo. Isso tudo afeta a qualidade de vida das pessoas. E, no caso de quem tem pré-disposição para doenças cardíacas, hipertensão e diabetes, existe o risco de infarto e arritmia.

Ainda de acordo com Nóbrega, a temperatura ideal a bordo de um ônibus é de 26 a 29 graus.

ISABEL DE ARAUJO