Stedile: Governo se tornou refém do agronegócio

Publicado em sábado, Fevereiro 8, 2014 ·

pedro-stedileNa quinta-feira, 06 de fevereiro, João Pedro Stedile, da coordenação nacional do MST, participou de uma coletiva de imprensa, e analisou os desafios da luta pela Reforma Agrária, as mobilizações da classe trabalhadora para o próximo período e a importância de uma reforma política para o Brasil. A entrevista coletiva anunciou a realização do 6° Congresso Nacional do Movimento, que será realizado entre os dias 10 a 14 de fevereiro.

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Segundo ele, a Reforma Agrária está paralisada por vários fatores. “Existe uma pressão grande do capital financeiro, que domina a agricultura através do agronegócio e das empresas transnacionais. O governo se tornou refém do agronegócio. Como a Kátia Abreu pode ser base desse governo, se ela assinou o impeachment do Lula?”, indaga.

Segundo o Sem Terra, a composição conciliadora dos governos Lula-Dilma não dá mais certo, já que as políticas paliativas não dão mais conta de resolver as pressões sociais.

Além disso, a mídia, que noticiava as lutas sociais, “tem feito campanha sistemática para desmobilizar e criminalizar as lutas, para que os trabalhadores nem pensem em se mobilizar e protestar. Por fim, a letargia da Reforma Agrária também é fruto das derrotas políticas sofridas pela classe trabalhadora”, acredita.

Para reverter esse quadro, Stedile acredita que apenas fortes mobilizações poderiam mudar essa correlação de forças. “Temos de mostrar que o agronegócio não é o futuro. Importamos 21 milhões de toneladas de fertilizantes. É um modelo que não se sustenta e uma hora vai estourar. Os trabalhadores vão voltar a se mobilizar, e a união da classe trabalhadora vai dar gás para a Reforma Agrária”.

Com informações do MST.

Para ler o texto do MST sobre a entrevista na íntegra clique aqui.

 

Adital

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